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  • Filme

    Meu Nome É Bagdá: Filme brasileiro é destaque de festival online espanhol

    4 de junho de 2020 /

    Depois de conquistar o prêmio de Melhor Filme do Júri Internacional na Mostra Generation 14plus do Festival de Berlin deste ano, “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Sousa, foi selecionado para o Films de Dones, o mais importante festival espanhol dedicado a produções dirigidas por mulheres. A trama de “Meu Nome É Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Ela é a única menina a frequentar a pista de skate do bairro. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista para absorver os crescentes questionamentos de gênero. O filme é o único representante do Brasil na mostra principal do evento, que é composta por 16 títulos, vindos de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda e a Turquia. Considerado um dos mais prestigiosos eventos europeus em sua categoria, o festival foi criado na cidade Barcelona em 1993 e sua 28ª edição acontece até 14 de junho de forma digital, por conta da pandemia do covid-19. A programação do Films de Dones 2020 encontra-se disponível no Filmin, uma das plataformas de filmes mais vistas na Espanha e a segunda com maior crescimento na atualidade, depois da Netflix. Clique aqui para acesso direto ao festival online. E veja abaixo o “trailer” do evento.

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  • Filme

    Festival de Cannes: curta brasileiro entra na seleção da Semana da Crítica

    4 de junho de 2020 /

    Um dia após a divulgação da seleção principal do Festival de Cannes, com o longa brasileiro “Casa de Antiguidades”, os organizadores da mostra paralela Semana da Crítica revelaram os 15 filmes que fariam parte de sua edição de 2020 e receberão o seu “selo de aprovação”. A lista inclui outro filme nacional, o curta-metragem “Menarca”, da diretora Lillah Hallah. A história é focada em Nanã e Mel, duas garotas que vivem em uma vila de pescadores no interior do país, estranhamente infestada por piranhas. Além de receber o selo de aprovação, os títulos selecionados pelo Sindicato dos Críticos Franceses de Cinema podem ser exibidos em outros festivais durante o ano. Confira abaixo a seleção completa. Longas: “After Love”, de Aleem Khan (Reino Unido) “De l’Or Pour Les Chiens”, de Anna Cazenave Cambet (França) “La Nuée”, de Just Philippot (França) “Sous Le Ciel d’Alice”, de Chloé Mazlo (França) “La Terre des Hommes”, de Naël Marandin (França) Curtas: “August 22, This Year”, de Graham Foy (Canadá) “Axsama Dogru”, de Teiomur Hajiyev (Azerbaijão) “Dustin”, de Laila Guiguet (França) “Forastera”, de Lucia Aleñar Iglesias (Espanha) “Good Thanks, You?”, de Molly Manning Walker (Reino Unido) “Humongous!”, de Aya Kawazoe (Japão) “Maalbek”, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França) “Marlon Brando”, de Vincent Tilanus (Holanda) “Menarca”, de Lillah Hallah (Brasil) “White Godfish”, de Jan e Raf Roosens (Bélgica)

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  • Filme

    Festival de Cannes revela seleção oficial com filme brasileiro sobre racismo

    3 de junho de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes divulgou nesta quarta (3/6) uma lista com 56 filmes de sua seleção oficial. Mesmo cancelado, devido ao coronavírus, o festival resolver criar um “selo de aprovação” para os títulos selecionados, para deixar claro seu apoio às obras. Alguns desses longas competirão em setembro no Festival de San Sebastian, na Espanha, que fechou uma parceria com o evento francês, e também serão exibidos em vários outros festivais ao redor do mundo. Os 56 títulos incluem longas que seriam exibidos em mostras paralelas e fora de competição em Cannes. Eles foram reunidos em uma única lista com os filmes que disputariam a Palma de Ouro. Desta relação, 16 filmes, ou 28,5% do total, foram dirigidos por mulheres, em comparação com 14 títulos (23,7%) do ano passado. A seleção oficial incluiu filmes dos EUA, Coréia do Sul, Japão e Reino Unido, mas também de territórios raramente representados em Cannes, como Bulgária, Geórgia, Congo. Mas o cinema francês, sempre destacado em Cannes, seria particularmente forte este ano, com 21 títulos na escalação oficial, em comparação com os 13 do ano passado e os 10 de 2018. O Brasil é representado por “Casa de Antiguidades”, primeiro longa de João Paulo Miranda Maria estrelado pelo veterano Antônio Pitanga (“Ganga Zumba”, “Rio Babilônia”, “Irmãos Freitas”), que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil. A trama trata de questões como o racismo e a polarização política durante a eleição de 2018, que resultou na vitória do pior candidato. Parte do longa foi gravado em Treze Tílias, cidade catarinense que deu forte apoio ao presidente eleito. Entre os americanos, os destaques são para “The French Dispatch”, nova obra de Wes Anderson que (como sempre) reúne um elenco estrelado – Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray, etc – e “Soul”, animação da Pixar dirigida por Pete Docter (“Divertida Mente”) que seria exibida fora de competição. Outro título de grande apelo comercial, o sul-coreano “Invasão Zumbi 2” (Peninsula), de Yeon Sang-ho, deveria se tornar o principal título da Sessão da Meia-Noite do festival francês. Já o público infantil teria também uma première do Studio Ghibli, “Aya and the Witch” (Aya To Majo), de Goro Miyazaki. Além destes, novos filmes de diretores aclamados, como Steve McQueen (listado à frente dois títulos!), François Ozon, Naomi Kawase, Maïwenn e Thomas Vinterberg, também aparecem na relação, assim como “Falling”, estreia do ator Viggo Mortensen (“O Senhor dos Anéis”) na direção. Com o longa de Mortensen e João Paulo Miranda Maria, a seleção soma 15 (26,7%) filmes de diretores estreantes, apontando rumos para o cinema mundial. Confira abaixo a seleção completa. “The French Dispatch”, de Wes Anderson (EUA) “Soul”, de Pete Docter (EUA) “Summer 85”, de Francois Ozon (França) “Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão) “Lover’s Rock”, de Steve McQueen (Reino Unido) “Mangrove”, de Steve McQueen (Reino Unido) “Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca) “DNA”, de Maïwenn (Algéria/França) “Falling”, de Viggo Mortensen (EUA) “Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido) “Sweat”, de Magnus von Horn (Suécia) “Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante (Canadá) “Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido) “Invasão Zumbi 2” (Peninsula), de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul) “Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz (Líbano) “Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA) “Aya and the Witch” (Aya To Majo), de Goro Miyazaki (Japão) “Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo (Coreia do Sul) “Last Words”, de Jonathan Nossiter (EUA) “Des Hommes”, de Lucas Belvaux (Bélgica) “Passion Simple”, de Danielle Arbid (Líbano) “A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar (França) “The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret (França) “John and the Hole”, de Pascual Sisto (EUA) “Here We Are”, de Nir Bergman (Israel) “Rouge”, de Farid Bentoumi (França) “Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma (França) “Une Medicine De Nuit”, de Elie Wajeman (França) “Enfant Terrible”, de Oskar Roehler (França) “Pleasure” de Ninja Thyberg (Suécia) “Slalom”, de Charléne Flavier (França) “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda (Brasil) “Ibrahim”, de Samuel Gueismi (França) “Gagarine”, de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia) “16 Printemps”, de Suzanne Lindon (França) “Vaurien”, de Peter Dourountzis (França) “Garçon Chiffon”, de Nicolas Maury (França) “Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan (Armênia) “On the Route for the Billion”, de Dieudo Hamadi (Congo) “9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne (França) “Antoinette in the Cévènnes”, de Caroline Vignal (França) “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès (França) “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol (França) “Les Discours”, de Laurent Tirard (França) “L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte (França) “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca) “Septet: The Story of Hong Kong”, de Ann Hui, Johnnie To, Hark Tsui, Sammo Hung, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong) “El Olvido Que Seremos”, de Fernando Trueba (Espanha) “In the Dust”, de Sharunas Bartas (Lituânia) “The Real Thing”, de Kôji Fukada (Japão) “Souad”, de Ayten Amin (Egito) “February”, de Kamen Kalev (Bulgária) “Beginning”, de Déa Kulumbegashvili (Grécia) “Striding Into the Wind”, de Shujun Wei (China) “The Death of Cinema and My Father Too”, de Dani Rosenberg (Israel) “Josep”, de Aurel (França)

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  • Etc,  Filme,  TV

    Maria Alice Vergueiro (1935 – 2020)

    3 de junho de 2020 /

    A atriz, professora e diretora Maria Alice Vergueiro morreu nesta quarta (3/6) em São Paulo, aos 85 anos, após ser internada no Hospital das Clínicas, há uma semana, com forte insuficiência respiratória, um quadro de pneumonia e suspeita de covid-19. Considerada uma das grandes damas do teatro moderno e da contracultura brasileira, Vergueiro estrelou mais de 60 peças, filmes e produções televisivas. Além de seu trabalho em clássicos do palco brasileiro, do Teatro de Arena, sob a direção de Augusto Boal, passando pelo Oficina, de José Celso Martinez Corrêa, e até o Teatro do Ornitorrinco, do qual foi uma das fundadoras, ela ficou conhecida por viralizar num dos primeiros vídeos disseminados pela internet no Brasil, o célebre “Tapa na Pantera”, de 2006, no qual interpretava uma senhora maconheira. Feito por três estudantes de cinema — um deles, Esmir Filho, lançou-se cineasta com “Os Famosos e Os Duendes da Morte”, vencedor do Festival do Rio de 2009 – “Tapa na Pantera” foi parar no YouTube sem querer, sem a permissão dos autores, e se tornou o primeiro fenômeno brasileiro viral. Ela também participou de filmes emblemáticos do cinema nacional, dentre eles três longas de Sergio Bianchi, “Maldita Coincidência” (1979), “Romance” (1988) e “Cronicamente Inviável” (2000). Estrelou ainda a adaptação de “O Rei da Vela” (1983), clássico teatral dirigido por José Celso, além de “O Corpo” (1991) de José Antonio Garcia, “Perfume de Gardênia” (1992), de Guilherme de Almeida Prado, “A Grande Noitada” (1997) de Denoy de Oliveira, “Quanto Dura o Amor?” (2009) de Roberto Moreira, e “Topografia de Um Desnudo” (2009) de Teresa Aguiar. Maria Alice fez até novelas. Em 1987, ela interpretou Lucrécia, em “Sassaricando”. Em 2003, a atriz descobriu que sofria de Parkinson, uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Mas não parou de atuar. Seu último trabalho na televisão foi em 2016, quando interpretou uma síndica maconheira em “Condomínio Jaqueline”, e seu último filme foi o o recente “Vergel” (2017) de Kris Niklison. Em 2018, ela ainda se tornou tema de documentário – “Górgona”, que fez um apanhado de sua vida e obra.

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    O Último Cine Drive-In: Cinema retratado no filme de 2015 lidera bilheterias na pandemia

    26 de maio de 2020 /

    Um cinema bem conhecido dos cinéfilos brasileiros, que serviu de cenário e batizou o filme “O Último Cine Drive-In” (2015), virou o maior vendedor de ingressos de cinema no país durante a pandemia de covid-19. O Cine Drive-In Brasília recebeu 3,1 mil pessoas no último fim de semana na capital federal, o que rendeu mais de 80% de toda a bilheteria do período no Brasil. Premiado nos festivais de Gramado e do Rio, “O Último Cine Drive-In”, do diretor Iberê Camargo, tinha como pano de fundo a decadência desse tipo de cinema, que por suas características típicas teve o destino virado do avesso pelo surto de coronavírus, tornando-se a principal alternativa de projeção cinematográfica por suas características de distanciamento social. Não por coincidência, os outros poucos cinemas abertos no fim de semana também são de estilo drive-in, em que os espectadores assistem exibições ao ar livre sem sair de seus carros. Segundo apuração do site Cine B, o Cinesystem Litoral Plaza Drive-In, de Praia Grande, no litoral paulista, foi o segundo cinema que mais futurou no fim de semana, seguido pelo Cine Globo Santa Rosa, no interior do Rio Grande do Sul. O filme mais visto nesses cinemas foi “Jumanji: Próxima fase”, que vendeu 1,2 mil ingressos e arrecadou R$ 24,6 mil no Cine Drive-In Brasília, virando o líder da bilheteria nacional no fim de semana. O blockbuster estrelado por Dwayne Johnson e Jack Black, que estreou dia 16 de janeiro no Brasil, foi seguido no ranking por “Era uma Vez em… Hollywood” (R$ 21,4 mil) e “Uma Aventura Lego 2” (R$ 20,4 mil), ambos também em cartaz no Cine Drive-In Brasília. O Filme B ainda informou que dois novos cinemas drive-in foram abertos no último domingo, mas sem divulgação de bilheteria: o Cineprime Drive-In, no Parque Agrícola Pastoril, em Uruguaiana (RS), e o Cineplus Drive-in, no Shopping Castello, em Curitiba (PR). E outros devem ser inaugurados em breve, inclusive uma competição para o Cine Drive-In Brasília, prevista para junho no estacionamento do Taguatinga Shopping, em Brasília. Para completar, o festival Cine-PE, de Recife, informou que deve acontecer num esquema de drive-in, entre 24 a 30 de agosto. Popularizados nos anos 1950 e em decadência desde os 1970, os drive-in também ganharam força nos EUA como alternativa durante a pandemia. Recentemente, “O Último Cine Drive-In” venceu uma eleição entre assinantes da Netflix para ser incorporado ao catálogo mundial da plataforma.

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  • Filme,  Música

    Vida de Zeca Pagodinho vai virar filme

    25 de maio de 2020 /

    A vida e a carreira de Zeca Pagodinho serão transformadas em filme, com produção de Roberto Faustino (“A Hora e a Vez de Augusto Matraga”) e Marco Altberg (“Minha Fama de Mau”) e distribuição nos cinemas pela Paris Filmes. Ainda sem diretor e elenco definidos, o longa vai adaptar o livro “Deixa o Samba me Levar”, dos jornalistas Jane Barboza e Leonardo Bruno. A obra retrata momentos emblemáticos da vida do cantor, como a infância no subúrbio carioca e o bullying que sofria por não saber jogar futebol; uma noite na prisão depois de cantar num show de Beth Carvalho; e o casamento com a mulher, Monica, cheio de convidados desconhecidos porque o cantor esqueceu num bar no Morro da Providência os convites que levara para entregar a amigos. O filme ainda deverá reconstituir as maiores rodas de samba do Rio de Janeiro — do Cacique de Ramos à Velha Guarda da Portela. Devido à pandemia de coronavírus, a produção ainda não tem data para começar a ser filmada, muito menos previsão de lançamento.

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  • Filme

    Chatô – O Rei do Brasil e Socorro Virei uma Garota são premiados em festival de cinema da Rússia

    25 de maio de 2020 /

    O filme “Chatô – O Rei do Brasil”, dirigido por Guilherme Fontes, venceu o Prêmio de Ouro do Festival de Cinema Echo Brics, na Rússia, voltado a produções cinematográficas do bloco conhecido como Brics – sigla de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (em inglês, South Africa). O longa brasileiro dividiu o prêmio máximo do festival com o russo “The Victory will be My Gift to You”, de Arsen Agadzhanyan. Mas não foi o único representante nacional premiado. A comédia “Socorro Virei uma Garota”, de Leandro Neri, ficou com o Prêmio de Prata, o segundo lugar da premiação, também empatado com outro título, o drama indiano “The Last Color”, do estreante Vikas Khanna. Nenhum dos concorrentes era exatamente novo, devido ao critério de inscrição, que permite a participação de títulos lançados nos últimos cinco anos. Também há limites para a quantidade de títulos que podem concorrer por cada país. Afinal, os filmes dos demais Brics raramente chegam na Rússia, tornando o evento uma espécie de première russa dos candidatos. Embora a maioria dos inscritos tivesse sido lançada no ano passado, “Chatô – O Rei do Brasil” era justamente o longa mais antigo, com estreia oficial em 2015, mas com uma trajetória de duas décadas de produção. A cinebiografia de Assis Chateaubriand quase virou lenda na história do cinema nacional por ter demorado 20 anos para ser concluída, desde que Guilherme Fontes começou a produzir o projeto, em 1995. O diretor foi acusado de irregularidade no uso de dinheiro público pela demora em concluir o filme, que a certa altura parecia não existir, chegando a ser multado em R$ 66,2 milhões. Mas a estreia no fim de 2015 mudou tudo. Elogiado pela crítica, isentado pelo Tribunal de Contas da União e bastante premiado, “Chatô” conseguiu um epílogo digno da mitologia que cerca sua produção. Diante da covid-19, o evento deste ano não foi aberto ao público em Moscou e os integrantes do júri assistiram aos longas-metragens concorrentes cada um em sua casa, para depois votar naqueles que consideravam os melhores.

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  • Filme

    Festival Cine PE vai acontecer em cinema drive-in

    14 de maio de 2020 /

    O festival Cine PE anunciou que a sua edição de 2020 vai acontecer em agosto, com sessões adaptadas às restrições impostas pela epidemia de coronavírus. A maior adaptação vai se dar no local em que os filmes serão exibidos. Em vez do tradicional Cinema São Luis, que costuma reunir o maior público de festivais do Brasil, as projeções vão acontecer num drive-in, com os espectadores isolados dentro de seus carros para assistir aos filmes, com “regras criteriosas de segurança”, segundo comunicado enviado à imprensa. O evento de Recife, que será realizado pela 24ª vez, também terá exibições online. Os detalhes sobre o funcionamento das sessões, assim como a programação, ainda não foram divulgados. Apenas as datas: entre 24 a 30 de agosto. Inicialmente, o Cine PE estava marcado para acontecer de 25 a 31 de maio. “Diante de novas considerações que puderam ser extraídas da crise atual, o Cine PE 2020 levará em conta algumas tendências observadas, no que tange aos aspectos da mobilização de público e suas relações possíveis com novos hábitos e costumes. Assim, por força da necessidade de adaptação, tais esforços consideram a revisão de critérios que alteram o estilo convencional do que seja um modelo de festival de cinema, numa adequação às tendências comportamentais do momento”, escrevem os organizadores. “Desse modo, o Cine PE se mostra atento às inovações que abraçam as ações virtuais, em total respeito às preferências de quem ainda não se sente seguro em participar na forma tradicional das relações sociais.” Até os seminários e oficinas serão um “mix de modelo menos presencial e mais virtual”. Mas, novamente, não foram fornecidos maiores detalhes. Em 2019, o filme vencedor do Cine PE foi o documentário “Espero tua (re)volta”, de Eliza Capai, sobre a história das lutas estudantis no Brasil.

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  • Filme

    Telecine passa a exibir um filme por semana de graça no YouTube

    13 de maio de 2020 /

    O Telecine lança nesta quinta (14/5) um nova faixa de filmes, com exibição ao vivo e gratuita no YouTube. Batizado de “Sessão Fique em Casa”, o programa apresentará um filme por semana, com transmissão sempre às quintas às 21h, simultaneamente no Youtube, no Telecine Pipoca e no canal do cliente das operadoras de TV por assinatura. O primeiro filme exibido será “De Pernas Pro Ar 3”, um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional, estrelado por Ingrid Guimarães. O longa-metragem, disponibilizado em parceria com as distribuidoras Paris Filmes e Downtown Filmes, já foi visto mais de 500 mil vezes no streaming do Telecine. A exibição será apresentada por Renata Boldrini e incentivará doações para a plataforma Para Quem Doar, iniciativa do Grupo Globo que conecta doadores a quem está trabalhando para combater os impactos do coronavírus no país. Os próximos filmes da “Sessão Fique em Casa” serão escolhidos entre os mais vistos pelos brasileiros na plataforma de streaming do Telecine durante o período de isolamento social. O detalhe é que as comédias estão entre as produções mais assistidas, seguidas por filmes de ação e animações infantis. A programação pode ser conferida em fiqueemcasa.telecine.com.br.

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  • Etc

    Rodrigo Santoro homenageia cinema brasileiro e artistas mortos em tempos de coronavírus

    11 de maio de 2020 /

    O ator Rodrigo Santoro publicou no Instagram um homenagem para o cinema brasileiro e os artistas mortos durante a pandemia do novo coronavírus. Em um vídeo chamado “O Povo Brasileiro”, Santoro aborda a situação da pandemia atual com uma narração que entrelaça títulos de filmes nacionais para incentivar a arte e a esperança. “Esses filmes representam parte da identidade brasileira. Não caberiam todos aqui. Foram feitos por nós para que o mundo pudesse testemunhar. Artistas, técnicos, produtores, músicos que cuidam das trilhas, enfim, tantos brasileiros contribuindo para escrever a nossa história ao longo do tempo. E isso ninguém vai poder apagar”, escreveu o ator ao lado do vídeo. Ao final, imagens dos artistas brasileiros recentemente falecidos, como Moraes Moreira, Ciro Pessoa e Rubens Fonseca, são lembradas e enaltecidas. A publicação contrasta como o silêncio da secretária de Cultura Regina Duarte sobre as mortes dos artistas. Em entrevista à CNN Brasil, ela disse que não era “obituário” para justificar sua falta de manifestação pública. Falta humanidade ao governo que ignora mortes e usa o lema nazista do Holocausto (“o trabalho liberta”) para promover ações que podem deflagrar genocídio de brasileiros em tempos de coronavírus. Ver essa foto no Instagram Esses filmes representam parte da identidade brasileira. Não caberiam todos aqui. Foram feitos por nós para que o mundo pudesse testemunhar. Artistas, técnicos, produtores, músicos que cuidam das trilhas, enfim, tantos brasileiros contribuindo para escrever a nossa história ao longo do tempo. E isso ninguém vai poder apagar. São a nossa herança, assim como "a esperança equilibrista" de Aldir, o "ficou tudo lindo de manhã cedinho" de Moraes, as palavras precisas e potentes de Rubem, o sorriso terno de Daisy, as aventuras intrépidas do Tio Maneco (Flávio querido), o som de Ciro, as obras de arte “só para baixinhos” de Azulay… e os que ainda seguem fazendo o que é belo e potente no nosso país🌻 #PatrimônioBrasileiro Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro) em 9 de Mai, 2020 às 9:28 PDT

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  • Filme

    Diretora de Torre das Donzelas prepara filme sobre Fernanda Young

    7 de maio de 2020 /

    A vida da roteirista e apresentadora Fernanda Young, criadora de várias séries de sucesso, como “Os Normais”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo” e a recente “Shippados”, vai virar filme. A diretora e roteirista Susanna Lira (“Torre das Donzelas”) prepara um longa sobre a artista, que morreu em agosto passado, aos 49 anos. No site da produtora da cineasta, Modo Operante, o filme é descrito como um documentário, especialidade de Susanna Lira – que também já trabalhou com ficção, como criadora da série “Rotas do Ódio”. Chamado de “Tudo o que Você Não Soube sobre FY”, o longa tem seu título inspirado pelo sétimo livro escrito por Fernanda. Curiosamente, “Tudo o que Você Não Soube” não é uma biografia, mas um relato, em primeira pessoa, de uma mulher que escreve para seu pai, que ela não vê há muito tempo e que está à beira da morte, contando sobre sua vida, aflições e piores segredos, tudo nos mínimos detalhes. Não há outras informações sobre o projeto.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Flávio Migliaccio (1934 – 2020)

    4 de maio de 2020 /

    O ator Flávio Migliaccio, visto recentemente na novela “Órfãos da Terra”, foi encontrado morto na manhã desta segunda (4/5) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Junto com o corpo, o caseiro do sítio encontrou uma carta escrita pelo ator. A notícia foi confirmada pelo 35º BPM de Rio Bonito, delegacia que ainda investiga a causa da morte. Flávio nasceu no Brás, em São Paulo, em 15 de outubro de 1934, e teve uma longa carreira. Sua estreia como ator aconteceu no teatro, ainda nos anos 1950, ao lado da irmã, Dirce Migliaccio (1933-2009). Os dois participaram de diversas montagens do Teatro de Arena. Décadas depois, Dirce acabou virando a Emília, do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e também uma das irmãs Cajazeira, de “O Bem Amado”. Do teatro, Flávio foi para as telas. E embora sua carreira televisiva tenha sido notável, seus filmes foram ainda mais impressionantes. A lista incluiu clássicos absolutos como “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, precursor do Cinema Novo, a antologia “Cinco vezes Favela” (1962), no segmento de Marcos Farias, “Fábula” (1965), de Arne Sucksdorff, “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), trabalhando novamente com Santos, “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos de Oliveira, “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, “O Homem Nu” (1968), outra parceria com Roberto Santos, “Pra Frente, Brasil” (1982), de Roberto Farias, só para citar alguns, inscrevendo seu nome na história do Cinema Novo e da comédia contemporânea brasileira. Ele também foi cineasta. Escreveu e dirigiu nada menos que sete comédias, de “Os Mendigos” (1963) até uma produção dos Trapalhões, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (1989). Paralelamente, deu início à carreira televisiva na antiga rede Tupi, encontrando grande sucesso em 1972 com o papel de Xerife, na novela “O Primeiro Amor”. O personagem se tornou tão popular que ganhou derivado, “Shazan, Xerife e Cia”, série infantil que Flávio estrelou com Paulo José (o Shazan). A atração marcou época. O ator se tornou muito popular com as crianças dos anos 1970, tanto pelo Xerife quanto pelo Tio Maneco, papel que ele criou e desempenhou no cinema e na TV. O primeiro filme, “Aventuras com Tio Maneco” (1971), virou fenômeno internacional, vendido para mais de 30 países. Sua criação ainda apareceu em “O Caçador de Fantasma” (1975) e “Maneco, o Super Tio” (1978), antes de ganhar série, “As Aventuras do Tio Maneco”, exibida pela TVE entre 1981 e 1985. A estreia na rede Globo aconteceu com a novela de comédia “Corrida do Ouro”, em 1974. E vieram dezenas mais, como “O Casarão” (1976), “O Astro” (1977), “Pai Herói” (1979), “Chega Mais” (1980), “O Salvador da Pátria” (1989), “Rainha da sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1994), “Torre de Babel” (1998), “Vila Madalena” (1999), “Senhora do Destino” (2004), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2007), “Passione” (2010), “Êta! Mundo Bom” (2017) e a recente “Órfãos da Terra”, exibida no ano passado, em que viveu o imigrante Mamede. Ele também fez muitas séries, com destaque para “Tapas & Beijos” (2011–2015), ao lado de Andréa Beltrão e Fernanda Torres. E se manteve ligado ao universo infantil por toda a carreira, aparecendo nos filmes “Menino Maluquinho 2: A Aventura” (1998), de Fernando Meirelles, e “Os Porralokinhas” (2007), de Lui Farias. A lista enorme de interpretações de Flávio Migliaccio ainda inclui dois dos melhores filmes sobre futebol já feitos no Brasil, “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol…” (1998) e a continuação “Boleiros 2: Vencedores e Vencidos” (2006), ambos com direção de Ugo Giorgetti. Em 2014, ele foi homenageado no Festival de Gramado com um Troféu Oscarito honorário pelas realizações de sua carreira. Seus últimos trabalhos foram a minissérie “Hebe”, da Globoplay, e o filme “Jovens Polacas”, de Alex Levy-Heller, lançado em fevereiro passado.

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  • Filme

    Bruno Barreto prepara documentário sobre bastidores da eleição de Bolsonaro

    3 de maio de 2020 /

    O cineasta Bruno Barreto (“Última Parada 174”) está produzindo e dirigindo “O Capitão”, um documentário sobre a escalada de Bolsonaro à presidência. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o material reunido para a produção contém muitas imagens inéditas dos bastidores da campanha de Jair Bolsonaro e uma entrevista exclusiva de Gustavo Bebianno, dada seis dias antes dele morrer, contando fatos ainda não revelados de sua convivência com o presidente. Barreto registrou dezenas de horas de gravações exclusivas feitas durante o ano de 2018 no QG da campanha — a casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro. Previsto para estrear em 2021, o filme está atualmente sendo negociado com plataformas de streaming interessadas em sua distribuição.

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