Coringa mantém liderança nas bilheterias do Brasil
Assim como aconteceu na América do Norte, “Coringa” se manteve no topo da bilheteria brasileira com números expressivos. No período entre quinta (10) a domingo (13/10), o filme estrelado por Joaquin Phoenix levou mais de 1,5 milhão de pessoas aos cinemas, gerando uma renda de R$ 26,7 milhões. A renda acumulada da adaptação dos quadrinhos da DC Comics já chega a R$ 73,2 milhões no Brasil. O valor representa a quinta maior arrecadação mundial da produção, atrás da América do Norte (EUA e Canadá), Reino Unido, México, Coreia do Sul e Rússia. Em todo o mundo, o filme soma US$ 543,9 milhões (valores em dólares) em apenas 11 dias. Refletindo seu fracasso no exterior, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini”, teve apenas 17% do público de “Coringa”, com 246 mil espectadores e uma renda de R$ 4,7 milhões em sua estreia. Apesar disso, abriu em 2º lugar no ranking, tamanha a diferença do filme do vilão dos quadrinhos para o desempenho dos demais. O Top 10 ainda inclui três filmes brasileiros: “Ela Disse, Ele Disse” em 5º lugar, “Vai que Cola 2: O Começo” em 7º e “Bacurau” em 8º. Confira abaixo a lista dos dez filmes de maior bilheteria no Brasil, no levantamento semanal da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final Semana 10 – 13/Out:1. Coringa 2. Projeto Gemini3. Angry Birds 2 – O Filme4. Abominável5. Ela disse, Ele disse6. Ad Astra Rumo às Estrelas7. Vai que Cola 2 O Começo8. Bacurau9. Rambo: Até o Fim10. It Capitulo Dois — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) October 14, 2019
Democracia em Vertigem é indicado ao Critics Choice nos Estados Unidos
O documentário “Democracia em Vertigem”, narrativa do Impeachment de Dilma Rousseff dirigida por Petra Costa, foi indicado em duas categorias ao Critics Choice Documentary Awards. A premiação celebra o melhor do cinema documental ao redor do mundo, e vai revelar seus vencedores no dia 10 de novembro, em cerimônia na cidade de Nova York. O filme distribuído pela Netflix disputa prêmios nas categorias de Melhor Documentário Político e de Melhor Narração, pelo texto recitado pela cineasta, que mistura sua história pessoal com a história recente do país. Além da cineasta, concorrem ao troféu os co-roteiristas Carol Pires, David Barker e Moara Passoni. Confira a lista completa de indicados à premiação. Melhor Documentário Indústria Americana Apollo 11 The Biggest Little Farm The Cave Honeyland The Kingmaker Virando a Mesa do Poder Maiden One Child Nation Eles Não Envelhecerão Melhor Direção Waad Al-Kateab & Edward Watts, por For Sama Steven Bognar & Julia Reichert, por Indústria Americana John Chester, por The Biggest Little Farm Feras Fayyad, por The Cave Peter Jackson, por Eles Não Envelhecerão Todd Douglas, por Apollo 11 Nanfu Wang & Jialing Zhang, por One Child Nation Melhor Documentário Político Indústria Americana Democracia em Vertigem Hail Satan? The Kingmaker Virando a Mesa do Poder One Child Nation Melhor Documentário Musical Amazing Grace David Crosby: Remember My Name Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Miles David: Birth of the Cool Pavarotti Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Western Stars Melhor Documentário Esportivo Bethany Hamilton: Unstoppale Diego Maradone Maiden Rodman: For Better or Worse The Spy Behind Home Plate What’s My Name: Muhammad Ali Melhor Sujeito de Documentário Dr. Armadi Ballor – The Cave David Crosby – David Crosby: Remember My Name Tracy Edward – Maiden Imelda Marcos – The Kingmaker Hatidze Muratova – Honeyland Alexandria Ocasio-Cortez, Amy Vilela, Cori Bush & Paula Jean Swearengin – Virando a Mesa do Poder Linda Ronstadt – Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Dr. Ruth Westheimer – Ask Dr. Ruth Documentário mais Inovador Aquarela Cold Case Hammarskjöld Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Screwball Serendipity Eles Não Envelhecerão Melhor Documentário Biográfico David Crosby: Remember My Name The Kingmaker Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Love, Antosha Mike Wallace is Here Pavarotti Toni Morrison: The Pieces I Am Melhor Documentário Científico/Natural Anthropocene: The Human Epoch Apollo 11 Aquarela The Biggest Little Farm The Elephant Queen Honeyland Penguins Sea of Shadows Melhor Fotografia Ben Bernhard & Viktor Kossakovsky, por Aquarela John Chester, por The Biggest Little Farm Fejmi Daut & Samir Ljuma, por Honeyland Nicholas de Pencier, por Anthropocene: The Human Epoch Muhammed Khair Al Shami, Ammar Suleiman & Mohammad Eyad, por The Cave Richard Ladkani, por Sea of Shadows Melhor Edição Georg Michael Fischer & Verena Schönauer, por Sea of Shadows Todd Douglas Miller, por Apollo 11 Jabez Olssen, por Eles Não Envelhecerão Amy Overbeck, por The Biggest Little Farm Lindsay Utz, por Indústria Americana Nanfu Wang, por One Child Nation Melhor Trilha Sonora Jeff Beal, por The Biggest Little Farm Matthew Herbert, por The Cave Matt Morton, por Apollo 11 Plan 9, por Eles Não Envelhecerão H. Scott Salinas, por Sea of Shadows Eicca Toppinen, por Aquarela Melhor Narração Alicia Vikander, por Anthropocene: The Human Epoch John Chester & Molly Chester, por The Biggest Little Farm Petra Costa, por Democracia em Vertigem Chiwetel Ejiofor, por The Elephant Queen Waad Al-Kateab, por For Sama Adam Driver, por Joseph Pulitzer: Voice of the People Nanfu Wang, por One Child Nation Bruce Springsteen, por Western Stars Melhor Documentário de Estreia Midge Costin, por Making Waves: The Art of Cinematic Sound A.J. Eaton, por David Crosby: Remember My Name Pamela B. Green, por Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché Tamara Kotevska & Ljubomir Stefanov, por Honeyland Richard Miron, por For the Birds Garret Price, por Love, Antosha Melhor Documentário de Imagens de Arquivo Amazing Grace Apollo 11 Maiden Mike Wallace is Here Pavarotti Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Eles Não Envelhecerão What’s My Name: Muhammad Ali Melhor Documentário em Curta-Metragem The Chapel at the Border Death Row Doctor In the Absence Lost World Mack Wrestles Period. End of Sentence. The Polaroid Job Sam and the Plant Next Door The Unconditional The Waiting Room
A Cidade dos Piratas: Animação baseada na vida e obra de Laerte Coutinho ganha trailer e pôster
A Lança Filmes divulgou o novo pôster e o trailer da animação “A Cidade dos Piratas”, novo trabalho de Otto Guerra, diretor de “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll” (2006) e “Até que a Sbórnia nos Separe” (2013). O filme adapta a obra de Laerte Coutinho, mas, apesar do título, não se trata de uma produção sobre a tirinha “Piratas do Tietê”, criada pelo cartunista, mas sim inspirada pela vida e pela arte do artista. Isto fica claro logo na abertura da prévia, que se foca na transição de gênero de Laerte, e segue na temática da história, ao apresentar a reação conservadora contra uma suposta “ditadura gay” atual. Há também um discussão metalinguística sobre os bastidores da produção, com o próprio diretor transformado em desenho. O elenco de dubladores inclui Matheus Nachtergaele (“Trinta”) e Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) Depois de ser premiado em alguns festivais, o filme chega aos cinemas no dia 31 de Outubro.
Estreias: Projeto Gemini é o maior lançamento em semana com oito filmes brasileiros
São 12 estreias de cinema nesta quinta-feira (10/10), e o interessante é que deste total oito filmes são brasileiros. A distribuição mais ampla, porém, pertence a um lançamento de Hollywood: “Projeto Gemini”, longa de ação em que Will Smith é perseguido por seu clone mais jovem. O filme de Ang Lee (“As Aventuras de Pi”) foi feito com muitas inovações tecnológicas, mas nenhum cinema do país (nem dos Estados Unidos!) é capaz de reproduzir a qualidade da captação 3D de suas imagens em velocidade de 120 FPSs em 4K de resolução. E sem esse diferencial, a obra não passa de um thriller convencional de perseguição e tiros, incapaz de empolgar – tanto que tem apenas 33% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “O Pintassilgo” é um desastre pior (25%), fazendo com que o destaque internacional da semana seja o drama francês “Em Guerra”. A trama explora a luta de classes no capitalismo moderno sob a ótica sindical. Tenso, com reprodução fiel do clima grevista numa grande fábrica, é considerado uma obra-prima por crFíticos de esquerda (a maioria) e lixo comunista por detratores de direita. Oitavo filme de Stéphane Brizé, volta a juntar o diretor com o grande ator Vincent Lindon após “O Valor de um Homem” (2015), de tema similar, e registra média de 71% no Rotten Tomatoes. A seleção brasileira, por sua vez, é bastante variada. “Greta” alcançou projeção após ser selecionado para o Festival de Berlim e vencer o Festival Cine Ceará. A temática LGBTQIA+ também lhe dá maior relevância no momento político atual. Além disso, traz um show de interpretação de Marco Nanini (“A Grande Família”) como um enfermeiro que, para liberar uma vaga em seu hospital e internar uma travesti amiga, resolve ajudar um jovem criminoso a fugir do local e se refugiar na sua casa, onde acabam tendo um romance. Inspirado livremente na peça de teatro “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, sucesso dos anos 1970, o filme de estreia de Armando Praça (da série “Me Chama de Bruna”) ainda foi premiado no Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Milão, mas sua carreira internacional foi tolhida por cortes de apoios do governo federal. A grande surpresa da programação é “Luna”. Também com personagens LGBTQIA+, foi aplaudidíssimo no Festival de Brasília passado e chega em circuito limitado merecendo ser descoberto, visto e comentado, principalmente pelo público jovem, por abordar melhor o tema explorado por “Ferrugem”, o vazamento do vídeo íntimo de uma garota. A protagonista vítima de bullying é interpretada por Eduarda Fernandes, uma grande revelação do filme escrito e dirigido por Cris Azzi, que ainda demonstra muita criatividade cinematográfica em seu primeiro longa de ficção, ao lidar com o difícil tema da tentativa de suicídio. Comprovando a boa fase do terror brasileiro, três títulos têm tramas sobrenaturais. Principal lançamento, “Morto Não Fala”, em que Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) é um funcionário de necrotério que conversa com cadáveres, participou de vários festivais do gênero e conquistou críticas bastante positivas no exterior, atingindo impressionantes 92% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, nota extremamente alta para um terror. Primeiro longa dirigido por Dennison Ramalho (um dos criadores da série “Carcereiros”), inclui em seu elenco Fabiula Nascimento (“SOS: Mulheres ao Mar”), Bianca Comparato (“3%”) e Marco Ricca (“Chatô: O Rei do Brasil”). As outras duas obras from hell são “A Noite Amarela” e “Amor Assombrado”. Este último tem pouco sangue, viés de drama espírita e direção de um especialista em filmes da religião, Wagner de Assis (“Nosso Lar”). Há mais quatro opções. Confira abaixo a lista completa das estreias com suas sinopses e trailers. Projeto Gemini | EUA | Ação Henry Brogan (Will Smith) é o melhor assassino profissional do mundo, com uma taxa de sucesso maior do que de qualquer outro, mas, quando decide se aposentar, acaba se tornando um alvo da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, para quem trabalhava anteriormente. Enquanto luta para se manter vivo, ele se depara com um clone de si mesmo e descobre que as ações do governo americano são para esconder um grande segredo, que só Brogan, com toda sua experiência, é capaz de desmascarar. Em Guerra | França | Drama A administração da fábrica Perrin Industrie decide pelo fechamento total da empresa. Vendo um acordo feito dois anos antes desprezado e as promessas não respeitadas, os 1100 funcionários, liderados por seu porta-voz Laurent Amedeo (Vincent Lindon), recusam esta decisão brutal e vão fazer de tudo para salvar seus empregos. Greta | Brasil | Drama Pedro (Marco Nanini) é um enfermeiro de 70 anos que trabalha em um hospital público de Fortaleza. Sua melhor amiga é Daniela (Denise Weinberg), artista transexual que enfrenta graves problemas de saúde. Quando ela precisa ser internada, mas não encontra leito disponível, Pedro sequestra um paciente recém-chegado, Jean (Démick Lopes), e o abriga em sua casa. Inicialmente, o enfermeiro tem medo do rapaz agressivo, que se esconde da polícia por ter assassinado um homem a facadas. Depois, nasce entre eles uma relação de cumplicidade e afeto. Luna | Brasil | Drama Luana (Eduarda Fernandes) e Emília (Ana Clara Ligeiro) se conhecem no primeiro dia de aula do último ano da escola e uma amizade floresce rapidamente. A relação intensa, divertida e explosiva entre as duas é interrompida quando uma foto de Luana é vazada nas redes sociais. Agora ela precisa escolher como pretende enfrentar a sociedade. Morto Não Fala | Brasil | Terror Plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos a sua volta. A Noite Amarela | Brasil | Terror Em um breve feriado, um grupo de jovens decide ir até uma ilha. No entanto, lá se mostra um lugar extremamente escuro tanto durante o dia quanto à noite e acontecimentos sinistros acontecem enquanto os amigos estão por lá. Ou seriam meras alucinações? Amor Assombrado | Brasil | Drama Ana Clara (Vanessa Gerbelli) é uma famosa escritora que vive em conflito com seus próprios contos, uma vez que eles se misturam com sua vida real desde a adolescência até sua fase adulta. Além dos personagens fictícios que ela criou, Ana Clara ainda lida com pessoas que não fazem ideia da dimensão em que estão vivendo. Eu Sinto Muito | Brasil | Drama Júlio (Rocco Pitanga) está tentando rodar um documentário sobre pessoas que sofrem do transtorno de personalidade borderline, mas tem encontrado dificuldade em encontrar quem esteja disposto a falar sobre o tema, e se expôr, na telona. Um de seus alvos é Isabelle (Juliana Schalch), uma jovem que adora dançar e se divertir em festas de forma a amenizar a solidão e as dificuldades sociais decorrentes do transtorno. O Pintassilgo | EUA | Ação Um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, modifica para sempre a vida do jovem Theodore Decker (Ansel Elgort em fase adulta). Além de sua mãe falecer no evento, ele é incentivado por um desconhecido a levar consigo um quadro lá exposto, O Pintassilgo, além de um anel com o brasão de sua família. Nos dias seguintes, Theo recebe o abrigo da sra. Barbour (Nicole Kidman) e, ao pesquisar sobre o brasão, conhece Hobie (Jeffrey Wright), um vendedor de antiguidades que agora é o tutor de Pippa (Ashley Cummings em fase adulta), filha do homem desconhecido, que também estava no museu no momento do atentado. Tal encontro modifica para sempre a vida do garoto, seja por seu interesse no mercado de antiguidades ou mesmo pela paixão que passa a nutrir pela jovem. Jessica Forever | França | Fantasia Jessica (Aomi Muyock) é a líder de um grupo paramilitar, formado por órfãos em torno de 20 anos com forte tendência à violência. Eles passam o dia fazendo musculação e treinando com armamentos, cultivando uma seita em torno de sua líder e evitando ao máximo qualquer relacionamento com pessoas fora do grupo. O problema é que, sempre que enfrentam as Forças Especiais e seus drones assassinos, eles precisam se mudar em busca de um lugar que lhes ofereça segurança. A Princesa de Elymia | Brasil | Animação Zoé é uma menina de 10 anos, que tem sua vida mudada quando acha o portal para o Reino de Elymia na Pedra da Gávea. Por ser herdeira dos poderes mágicos que podem salvar este mundo, ela precisa aprender a usar a magia para derrotar bruxos, dragões e monstros. Frans Krajcberg: Manifesto | Brasil | Documentário Enquanto prepara-se para expor suas obras e receber uma grande homenagem na 32ª Bienal de Arte de São Paulo, o consagrado artista Frans Krajcberg desabafa sobre a implacável luta que foi a sua vida. Da 2ª Guerra Mundial até grandes queimadas na Amazônia, Frans remonta quatro décadas da sua vida marcadas por manifestações artísticas e dificuldades extremas.
Bacurau é exibido de graça em São Paulo
O filme “Bacurau”, dirigido por Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) e Juliano Dornelles (“O Ateliê da Rua do Brum”), será exibido de graça na noite desta quarta (9/10), às 19h, em 14 salas de cinema na cidade de São Paulo. Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes, o filme, que se passa numa comunidade nordestina que desaparece dos mapas, promove uma mistura de gêneros e envolve o espectador numa trama misteriosa/metáfora de resistência estrelada por Sonia Braga (“Aquarius”), Barbara Colen (idem), Karine Teles (“Benzinho”) e pelo alemão Udo Kier (do clássico “Suspiria”), entre outros. A ação é uma iniciativa do Circuito Spcine e, para assistir, é necessário ir com antecedência a um dos locais de exibição, já que os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes da sessão, por ordem de chegada. Por conta do interesse, o site do Circuito Spcine chegou a sair do ar. A Spcine alerta que não é permitido reservar lugares e cada pessoa pode retirar no máximo dois ingressos. Confira abaixo os locais de exibição: CEU Aricanduva CEU Butantã CEU Caminho do Mar CEU Feitiço da Vila CEU Jaçanã CEU Jambeiro CEU Meninos CEU Parque Veredas CEU Perus CEU Quinta do Sol CEU Três Lagos CEU Vila Atlântica CEU Vila do Sol Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes
Festival do Rio sofre adiamento, mas vai acontecer em 2019
A organização do Festival do Rio anunciou nesta quarta-feira que a 21ª edição do evento vai acontecer, após a campanha de crowdfunding do festival atingir 81% de sua meta de arrecadação. Mas não na data originalmente prevista. Para conseguir realizar o evento, os organizadores tiveram que dedicar mais tempo para fechar patrocínios e estender a campanha de financiamento coletivo. Assim, o Festival do Rio precisou sofrer um pequeno adiamento. Previsto originalmente para acontecer entre 7 e 17 de novembro, agora será realizado de 9 a 19 de dezembro. O adiamento da data foi necessário para “entregar ao público fiel e ao cinema um evento de qualidade”, segundo comunicado da organização. “Os desafios impostos pela situação do financiamento estão sendo vencidos. Porém, precisamos de mais tempo para organizar o festival da forma como o público e os realizadores merecem”, disse a diretora da mostra, Ilda Santiago, na nota. “A adesão de parceiros e apoiadores nos permitirá realizar o Festival do Rio”, completa. Em setembro, os organizadores fizeram um “apelo público” no Facebook, acenando para a possibilidade de o evento ser cancelado diante da dificuldade de levantar recursos. O cancelamento se tornou uma possibilidade após o governo Bolsonaro ordenar o corte de financiamento ao “setor que alguns dizem ser de cultura”. Por determinação do presidente, a Petrobras revelou que não renovaria o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que incluiu o Festival do Rio, mas também a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Para completar, o governo encaminhou um novo modelo para aprovação de incentivos culturais no país, que estabeleceu o teto de R$ 1 milhão por projeto. Todos os festivais de cinema importantes do país foram atingidos duplamente pelas medidas. A meta inicial de R$ 500 mil, que o festival está prestes a alcançar, garante apenas a realização da Première Brasil, mostra competitiva de filmes nacionais, e a exibição de pelo menos 40 obras estrangeiras. Mas o objetivo é atingir uma segunda meta, de R$ 800 mil, que amplia a programação para 50 filmes de fora e 30 nacionais. Como se vê, será uma edição muito mais enxuta que os habituais 300 filmes a que os cariocas estavam acostumados a acompanhar no festival. Mesmo assim, a vaquinha virtual contempla apenas uma parcela do orçamento do evento, que custaria no mínimo R$ 3,5 milhões – R$ 1 milhão a menos que o originalmente planejado, segundo informação publicada pelo jornal O Globo. O valor total precisará ser completado por cotas de patrocínio e parcerias com o governo estadual.
O Clube dos Canibais representa momento especial do cinema brasileiro
O lançamento de “O Clube dos Canibais” representa um momento especial do cinema brasileiro, que se manifesta com pluralidade cada vez maior de estilos, gêneros, maneiras de se fazer filmes. Representa também uma espécie de consolidação da chamada “primavera do cinema cearense”, como alguns vêm denominando o movimento cinematográfico do estado. E ainda é a afirmação do atual ciclo de terror nacional, que dedica um cuidado muito especial ao formalismo visual. Seu diretor, Guto Parente, já havia mostrado esse virtuosismo no ótimo “A Misteriosa Morte de Pérola” (2014), feito sem recurso algum do Estado, com um valor de produção próximo do zero. Parente escreveu o roteiro de “O Clube dos Canibais” em 2013, aplicou o projeto em edital em 2014 e finalizou as filmagens em 2016, tendo suas primeiras exibições em festivais ligados ao gênero fantástico em 2018. Ou seja, o filme atravessou todo esse turbilhão de pesadelo pelo que tem passado o Brasil ao longo desta década. E por conta do contexto histórico, a crítica à elite, que come os mais pobres – e pardos e pretos – e que elogia o “primeiro mundo” acabou se tornando ainda mais atual. Na verdade, ela nunca deixou de ser uma realidade do nosso país. Apenas as máscaras caíram. “O Clube dos Canibais” conta a história de Otávio (Tavinho Teixeira), dono de uma empresa de segurança privada, e Gilda (Ana Luiza Rios), sua esposa, que adora ficar na piscina tomando uns drinques enquanto sensualiza para o caseiro. Os caseiros, logo veremos, passam por uma rotatividade intensa na casa, já que são sugados para a cilada de seus patrões. Gilda os atrai para o sexo enquanto o patrão está supostamente indo para Fortaleza. A cena que mostra o sexo de Gilda com o caseiro, a masturbação de Otávio, o machado na cabeça da vítima, o êxtase, tudo isso é filmado com muita sensualidade, assim como a visão de Gilda, descendo as escadas, com o corpo nu banhado de sangue, como uma versão maligna e poderosa da inocente Carrie (difícil não lembrar do filme do De Palma). O interessante é que o gore, a violência gráfica, não parecem tão perturbadores neste filme, por conta de um senso de humor satírico muito agradável. Sem falar que Guto Parente, sendo um esteta, preza pela beleza das imagens. Assim, o vermelho do sangue e tudo o mais que compõe essas cenas integra uma intenção de fazer um cinema mais sensorial, que valoriza a fotografia e o desenho de produção em vez de apenas chocar – como alguns filmes do subgênero torture porn, em voga na década passada. Além do mais, o filme não se limita simplesmente a uma repetição desses eventos na casa de Otávio e Gilda. Na verdade, há uma cena em especial que mudará o destino dos personagens. Isso acontece quando, em uma festa do clube do título, em que Gilda flagra o grande líder, Borges (Pedro Domingues), um deputado influente, em um ato secreto. Impagável a cena de Gilda indo conversar com Borges no dia seguinte. Um convite à gargalhada. A produção de “O Clube dos Canibais” conta com uma equipe de dar gosto. Fernando Catatau, guitarrista célebre de Fortaleza, faz a trilha sonora, que valoriza tanto os sintetizadores quanto a bateria, amplificando o prazer fílmico. A supervisão de efeitos especiais é de Rodrigo Aragão, famoso por sua filmografia voltada ao horror gore. E há toda a turma que vem crescendo cada vez mais no cinema cearense, como Ticiana Augusto Lima, Breno Baptista, Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Samuel Brasileiro, Lia Damasceno, Luciana Vieira, entre outros, que fazem parte do filme em variadas funções. Por isso, não seria um exagero colocar “O Clube dos Canibais” na mesma lista de obras como “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, “O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida, e até “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dorneles, divisor de águas deste momento. Todos esses terrores recentes tem uma característica marcante em comum: o ataque às classes menos favorecidas. Para completar, é preciso elogiar a elegante performance de Ana Luiza Rios como Gilda, e também Tavinho Teixeira, claro. O cinema nacional está cada vez mais pulsante, enfrentando com sangue nos olhos os ataques do governo federal. Tanto talento assim não morre fácil, não.
Disputa de Melhor Filme Internacional do Oscar 2020 bate recorde de inscrições
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (7/10) que 93 países inscreveram seus representantes para concorrer ao Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional (antiga categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira). Trata-se de um número recorde de inscrições, superando as 92 registradas em 2007, até então o ano com a maior quantidade de inscritos. A lista inclui as primeiras indicações já feitas por três países: Gana, Nigéria e Uzbequistão. O candidato brasileiro é “A Vida Invisível”, de Karim Ainouz, que venceu a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, mas outros dois filmes da relação também trazem atores brasileiros: o cubano “O Tradutor”, estrelado por Rodrigo Santoro, e o italiano “O Traidor”, que além de incluir a atriz Maria Fernanda Cândido é uma coprodução brasileira. Apesar da farta seleção, os filmes que são considerados favoritos não passam de um punhado. São eles o sul-coreano “Parasita”, de Bong Joon-ho, vencedor do Festival de Cannes, o espanhol “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que rendeu troféu para o ator Antonio Banderas em Cannes, o senegalês “Atlantique”, de Mati Diop, primeira mulher negra a competir e ganhar prêmio em Cannes, e o francês “Les Miserables”, de Ladj Ly, que assim como o brasileiro “A Vida Invisível” contará com apoio financeiro da Amazon para disputar sua vaga. Também chama atenção o fato de o candidato japonês, “Weathering With You”, ser uma animação. 10 dos 93 candidatos serão pré-selecionados por um comitê e revelados no dia 16 de dezembro. Desta dezena sairão os cinco finalistas, apresentados durante o anúncio de todos os indicados ao Oscar, no dia 13 de janeiro. A cerimônia de premiação está marcada para 9 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista completa dos selecionados, a maioria com seus títulos internacionais (no inglês da Academia). África do Sul: “Knuckle City”, de Jahmil XT Qubeka Albânia: “The Delegation”, de Bujar Alimani Alemanha: “System Crasher”, de Nora Fingscheidt Arábia Saudita: “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al Mansour Argélia: “Papicha”, de Mounia Meddour Argentina: “Heroic Losers”, de Sebastián Borensztein Armênia: “Lengthy Night”, de Edgar Baghdasaryan Austrália: “Buoyancy”, de Rodd Rathjen Áustria: “Joy”, de Sudabeh Mortezai Bangladesh: “Alpha”, de Nasiruddin Yousuff Bielorrússia: “Debut”, de Anastasiya Miroshnichenko Bélgica: “Our Mothers”, de César Díaz Bolívia: “I Miss You”, de Rodrigo Bellott Bósnia e Herzegovina: “The Son”, de Ines Tanovic Brasil: “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz Bulgária: “Ága”, de Milko Lazarov Cambógia: “In the Life of Music”, de Caylee So e Sok Visal Canadá: “Antigone”, Sophie Deraspe: diretor Cingapura: “A Land Imagined”, de Yeo Siew Hua Chile: “Spider”, de Andrés Wood China: “Ne Zha”, de Yu Yang Colômbia: “Monos”, de Alejandro Landes Coreia do Sul: “Parasit”, de Bong Joon Ho Costa Rica: “The Awakening of the Ants”, de Antonella Sudasassi Furniss Croácia: “Mali”, de Antonio Nuic Cuba: “O Tradutor”, de Rodrigo Barriuso e Sebastián Barriuso República Tcheca: “The Painted Bird”, de Václav Marhoul Dinamarca: “Queen of Hearts”, de May el-Toukhy Egito: “Poisonous Roses”, de Ahmed Fawzi Saleh Equador: “The Longest Night”, de Gabriela Calvache Eslováquia: “Let There Be Light”, de Marko Skop Eslovênia: “History of Love”, de Sonja Prosenc Espanha: “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar Estônia: “Truth and Justice”, de Tanel Toom Etiópia: “Running against the Wind”, de Jan Philipp Weyl Filipinas: “Verdict”, de Raymund Ribay Gutierrez Finlândia: “Stupid Young Heart”, de Selma Vilhunen França: “Les Misérables”, de Ladj Ly Geórgia: “Shindisi”, de Dimitri Tsintsadze Gana: “Azali”, de Kwabena Gyansah Grécia: “When Tomatoes Met Wagner”, de Marianna Economou Holanda: “Instinct”, de Halina Reijn Honduras: “Blood: Passion: and Coffee”, de Carlos Membreño Hong Kong: “The White Storm 2 Drug Lords”, de Herman Yau Hungria: “Those Who Remained”, de Barnabás Tóth Islândia: “A White: White Day”, de Hlynur Pálmason Índia: “Gully Boy”, de Zoya Akhtar Indonésia: “Memories of My Body”, de Garin Nugroho Irã: “Finding Farideh”, de Azadeh Moussavi e Kourosh Ataee Ireland: “Gaza”, de Garry Keane e Andrew McConnell Israel: “Incitement”, de Yaron Zilberman Itália: “O Traidor”, de Marco Bellocchio Japão: “Weathering with You”, de Makoto Shinkai Kazaquistão: “Kazakh Khanate The Golden Throne”, de Rustem Abdrashov Quênia: “Subira”, de Ravneet Singh (Sippy) Chadha Kosovo: “Zana”, de Antoneta Kastrati Kirgistão: “Aurora”, de Bekzat Pirmatov Letônia: “The Mover”, de Davis Simanis Líbano: “1982”, de Oualid Mouaness Lituânia: “Bridges of Time”, de Audrius Stonys e Kristine Briede Luxemburgo: “Tel Aviv on Fire”, de Sameh Zoabi Malásia: “M for Malaysia”, de Dian Lee e Ineza Roussille México: “The Chambermaid”, de Lila Avilés Mongólia: “The Steed”, de Erdenebileg Ganbold Montenegro: “Neverending Past”, de Andro Martinović Marrocos: “Adam”, de Maryam Touzani Nepal: “Bulbul”, de Binod Paudel Nigéria: “Lionheart”, de Genevieve Nnaji Macedônia: “Honeyland”, de Ljubo Stefanov e Tamara Kotevska Noruega: “Out Stealing Horses”, de Hans Petter Moland Paquistão: “Laal Kabootar”, de Kamal Khan Palestino: “It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman Panamá: “Everybody Changes”, de Arturo Montenegro Peru: “Retablo”, de Alvaro Delgado Aparicio Polônia: “Corpus Christi”, de Jan Komasa Portugal: “The Domain”, de Tiago Guedes Reino Unido “The Boy Who Harnessed the Wind”, de Chiwetel Ejiofor República Dominicana: “The Projectionist”, de José María Cabral Romênia: “The Whistlers”, de Corneliu Porumboiu Rússia: “Beanpole”, de Kantemir Balagov Senegal: “Atlantique”, de Mati Diop Sérbia: “King Petar the First”, de Petar Ristovski Suécia: “And Then We Danced”, de Levan Akin Suíça: “Wolkenbruch’s Wondrous Journey into the Arms of a Shiksa”, de Michael Steiner Taiwan: “Dear Ex”, de Mag Hsu e Chih-Yen Hsu Tailândia: “Krasue: Inhuman Kiss”, de Sitisiri Mongkolsiri Tunísia: “Dear Son”, de Mohamed Ben Attia Turquia: “Commitment Asli”, de Semih Kaplanoglu Ucrânia: “Homeward”, de Nariman Aliev Uruguai: “The Moneychanger”, de Federico Veiroj: diretor Uzbequistão: “Hot Bread”, de Umid Khamdamov Venezuela: “Being Impossible”, de Patricia Ortega Vietnã: “Furie”, de Le Van Kiet
Lula nega entrevista a José Padilha para documentário sobre a Lava-Jato
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva recusou um pedido de entrevista do diretor José Padilha (“Tropa de Elite”), que queria inclui-lo num documentário sobre a Lava-Jato. O cineasta tem procurado diversas personalidades para falar sobre o tema e Lula está entre elas. Lula recusou-se a falar com Padilha por causa da série “O Mecanismo”, feita pelo diretor, que o retrata como criminoso e conspirador. A informação foi dada pela assessoria de imprensa de Lula, que afirmou que ele não atenderá o pedido porque “José Padilha não é honesto, como demonstrou na maneira que tratou o ex-presidente na série ‘O Mecanismo’”. Lula avalia que “O Mecanismo” é a versão chapa-branca dos procuradores e do então juiz Sergio Moro, hoje ministro, sobre os fatos que envolvem a investigação da Lava-Jato e que tem sido desmascarados pelas reportagens conhecidas como Vaza-Jato. Segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo, o ex-presidente teria dito a um interlocutor que “esses caras são bons em cobrar autocrítica do PT e na hora de fazer a própria, nada”. Padilha chegou a fazer mea-culpa sobre a forma como retratou a atuação de Moro como juiz, mas não sobre Lula. Em entrevista a BBC Brasil, o diretor afirmou que “cometeu um erro de julgamento sobre Moro”, mas não sobre o petista, dizendo considerar “o ex-presidente Lula um picareta”. O cineasta também pediu entrevista para José Dirceu, que, assim como Lula, está preso em Curitiba. O ex-ministro petista ainda não decidiu se aceitará o pedido.
Show de Roberto Carlos em Jerusalém vai virar filme 3D com produção da equipe de Avatar
O show que Roberto Carlos realizou em Jerusalém, em 2011, vai ganhar uma versão diferenciada para o cinema. O espetáculo, em que Roberto canta em português, espanhol, inglês, italiano e hebraico, já rendeu um especial da Globo, disco ao vivo e foi lançado em DVD e Bluray com direção de Jayme Monjardim (“O Vendedor de Sonhos”). A diferença é que, para o cinema, também foram captadas imagens da visita do cantor a Jerusalém, que serão intercaladas às canções, em clima de documentário e produção em 3D da mesma empresa responsável pelo filme “Avatar”. A estreia está marcada para o dia 2 de dezembro.
Coringa quebra recordes de bilheteria no Brasil
A estreia de “Coringa” dominou as bilheterias brasileiras, levando mais de 1,6 milhão de espectadores aos cinemas, com faturamento de R$ 29,5 milhões entre quinta e domingo (6/10), de acordo com dados da consultoria Comscore. A Warner complementou os dados, liberando os números inflados pelas sessões de pré-estreia. Segundo o estúdio, 1,8 milhões de pessoas foram conferir “Coringa” desde as sessões antecipadas, realizadas na noite da última quarta-feira (2), que renderam cerca de R$ 2,1 milhões a mais para o filme. Assim, o longa ultrapassou os R$ 31,6 milhões de arrecadação nas bilheterias do Brasil e, assim como aconteceu nos Estados Unidos, tornou-se o maior lançamento já registrado num mês de outubro no país em todos os tempos. A estreia foi também a maior arrecadação de abertura da Warner Bros. Pictures no Brasil em 2019, informação que já circulava no fim de semana no levantamento do faturamento mundial do filme. Os números impressionantes da produção ao redor do mundo incluem ainda um desempenho recorde na Coreia do Sul, com a maior estreia de um filme da Warner no país em todos os tempos, e a segunda maior arrecadação do estúdio no México, onde perde apenas para “Batman vs. Superman”. Nos Estados Unidos e Canadá, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics bateu o recorde de maior bilheteria do mês de outubro, com US$ 93,5 milhões entre sexta-feira e domingo. Mundialmente, a bilheteria do filme já soma US$ 245,7 milhões. Em 2ª lugar no ranking nacional, a animação “Angry Birds 2 – O Filme” teve desempenho muito inferior, somando R$ 3,2 milhões – menos de 11% do faturamento de “Coringa”. Outra animação, “Abominável”, aparece em 3º lugar com R$ 2 milhões, seguida pela sci-fi “Ad Astra” (R$ 1,2 milhão) e a comédia brasileira “Ela Disse, Ele Disse” (R$ 1,1 milhão). Confira abaixo o Top 10 nacional, segundo a verificação da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final Semana 3 a 6/10:1. Coringa 2. Angry Birds 2 – O filme3. Abominável4. Ad Astra Rumo às Estrelas5. Ela disse, Ele disse6. Rambo : Até o Fim7. It Capitulo Dois8. Predadores Assassinos9. Vai Que Cola 2 – O começo10. Bacurau — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) October 7, 2019
Justiça manda governo Bolsonaro retomar edital de séries com temática LGBTQIA+
A 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro derrubou nesta segunda-feira (7/10), em liminar, a portaria do Ministério da Cidadania que suspendia o edital de séries com temática LGBTQIA+, criticado pelo presidente Jair Bolsonaro durante uma live em 15 de agosto. Na decisão, a juíza Laura Bastos Carvalho afirma que a posição do governo traz indícios de discriminação (leia-se homofobia). “A alegação de uma necessidade que, em uma primeira análise, é irrelevante para o prosseguimento do certame suspenso, traz indícios de que a discriminação alegada pelo Ministério Público Federal pode estar sendo praticada”, analisa. O edital suspenso previa a produção de 80 séries brasileiras de vários gêneros, entre elas as atrações de temática LGBTQIA+ que Bolsonaro disse que mandaria “pro saco”. Citando quatro títulos do edital, o presidente afirmou em agosto que tinha vetado as produções porque não tinha “cabimento fazer filmes com esse tema”. Bolsonaro, porém, não tinha poder para vetar determinadas séries – que ele achava que eram filmes. Assim, contou com a ajuda do ministro da Cidadania Osmar Terra, que assinou uma portaria suspendendo o edital inteiro e prejudicando os 80 projetos que estavam aguardando a liberação de verbas para começar suas produções. Como justificativa, o ministro citou a necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. A portaria também afirma que, uma vez recomposto, o comitê revisaria os critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo, assim como os parâmetros de julgamento dos projetos e seus limites de valor. A medida foi considerada como um ato de censura formal praticado pelo governo, motivado por homofobia. Na decisão, a magistrada afirma que as possíveis mudanças no CGFSA não teriam impacto no prosseguimento no edital. Ela explica que a fase pendente para o fim do processo envolvia uma decisão da Comissão de Seleção Nacional, que não tem relação com o Comitê. “A necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do FSA não teria o condão, em um primeiro olhar, de suspender os termos do Edital de Chamamento, já que o referido Comitê não teria participação na etapa final do certame, que conta com comissão avaliadora própria, cuja composição foi definida pelas regras do edital publicado”, diz. A juíza cita ainda a necessidade de uma resposta rápida da Justiça ao caso. Segundo ela, “os direitos fundamentais a liberdade de expressão, igualdade e não discriminação merecem a tutela do Poder Judiciário”. Como exemplo, ela lembra da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou uma medida cautelar contra o processo de censura ocorrido na Bienal do Livro do Rio de Janeiro no começo de setembro. “O perigo na demora, referente ao caso posto nos presentes autos, traduz-se na possibilidade de que as obras selecionadas sejam inviabilizadas pela suspensão do certame, por até um ano. A falta de recursos para a sua concretização em um tempo razoável pode fazer com que tais projetos nunca saiam do papel, em evidente prejuízo à cultura nacional e à liberdade de expressão”, afirma. O Ministério Público Federal também está processando Osmar Terra por improbidade administrativa, em virtude da suspensão do edital. O MPF considerou que a suspensão causou prejuízo aos cofres públicos, uma vez que o governo federal já havia gasto quase R$ 1,8 milhão na análise das 613 propostas que disputavam o edital, aberto em março de 2018 e que já se encontrava na fase final. A suspensão também causou a saída do secretário de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, que pediu demissão no dia 21 de agosto, chamando a atuação de Osmar Terra de “censura”. Este não é o único problema enfrentado pela “política cultural” de Bolsonaro. A censura prévia que os bancos públicos — mais especificamente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal — instituíram para a aprovação de projetos culturais patrocinados ou realizados pelas duas instituições é alvo de outro processo no Tribunal de Contas da União (TCU), que vê irregularidade nos atos.
Coringa é a principal atração em semana com 15 estreias de cinema
“Coringa” é a principal estreia desta quinta-feira (3/10) nos cinemas brasileiros, com lançamento em mais de 1,5 mil telas. A “adaptação dos quadrinhos”, que não se baseia em quadrinho nenhum, é um dos grandes filmes do ano e também um dos mais divisivos. Enquanto há certa unanimidade em relação à sua qualidade (73% de aprovação no Rotten Tomatoes), especialmente sobre a interpretação de Joaquin Phoenix no papel-título, sua mensagem já alimenta inúmeras discussões, que tendem a crescer e se espalhar nas redes sociais com o lançamento comercial. Isto torna “Coringa” um daqueles filmes sobre o qual todo mundo “precisa” ter uma opinião, seja positiva ou negativa. Afinal, ele critica ou incentiva a subcultura incel? Fica para cada um decidir e os críticos duelarem após as sessões. Além do filme “obrigatório”, dois lançamentos infantis chegam com boa distribuição nos shoppings centers. A continuação de “Angry Birds” é melhor que a fraquíssima animação de 2016, se isso for parâmetro, e “Ela Disse, Ele Disse” marca o primeiro papel de “vilã” de Maisa Silva e a estreia da apresentadora Fernanda Gentil e da “influencer” Bianca Andrade como atrizes. Além disso, é baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças, escritora que virou fenômeno de bilheterias com três adaptações anteriores de cinema, entre elas “Tudo Por Um PopStar”, que também foi estrelada por Maisa. O circuito limitado ainda reserva mais uma dúzia de estreias – sim, 15 filmes estreiam no fim de semana do “Coringa”! Entre os estrangeiros, “As Loucuras de Rose” é a maior surpresa. Quem gostou de “Nasce uma Estrela” pode até sentir vergonha diante da história muito mais impactante dessa jovem aspirante a cantora. A diferença principal é que não há um romance hollywoodiano para mudar a vida da pobre protagonista, uma ex-presidiária e mãe solteira escocesa, que sonha virar cantora country nos Estados Unidos. O talento é enorme, mas as dificuldades que o mundo lhe impõe têm o dobro de tamanho. Ao final, nasce a estrela da atriz Jessie Buckley, premiada nos festivais de Dublin e Newport ao brilhar em tela grande após uma carreira voltada às séries britânicas – “Taboo”, “Chernobyl”, etc. O filme tem 97% (!) de aprovação entre os “críticos top” do Rotten Tomatoes. Os outros destaques da semana são produções brasileiras. “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, chama atenção pelo tom, uma crítica trash à elite brasileira – nas pegadas do humor negro de “A Sociedade dos Amigos do Diabo” (1989). A mesma elite é alvo do drama “Domingo”, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart. Enquanto o primeiro é uma alegoria sanguinária da luta de classes, centrada num casal de ricos que literalmente devora seus empregados, o segundo é a versão realista dessa dinâmica, que mostra uma família de ricos comendo, bebendo e se divertindo no feriadão do ano novo, enquanto os empregados trabalham longe de suas famílias. Assim como “Coringa”, “Domingo” também é obrigatório e rende discussões. A começar pelo fato de ser um “filme de época”, passado em 2003. Mais exatamente no dia da posse de Lula em Brasília. Uma quarta-feira. Mas que o roteiro afirma ser um sábado. E que os diretores chamam de “Domingo”. Esta divergência é simbólica e a menor de todas as controvérsias na história riquíssima de contrastes sociais e ideológicos, que evoca dinâmica anteriormente visitada por Fellipe Barbosa no excelente “Casa Grande” (2014). Para completar, Ítala Nandi venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio por sua performance como a matriarca rica. A programação tem, por coincidência, mais um filme que lida com o contraste entre ricos de férias e empregados frustrados, a coprodução entre Brasil, República Dominicana e Porto Rico “O Homem que Cuida”, drama que assume tom de suspense ao acompanhar o ressentimento de um caseiro que vê seu poder sobre a casa de veraneio de seus patrões ser usurpado pela chegada do filho festeiro dos proprietários. Interessante. Mais uma dica fica por conta do documentário “A Turma do Pererê.doc”, sobre a primeira revista dedicada a um personagem brasileiro de quadrinhos. E há ainda mais cinco títulos nacionais diferentes na lista abaixo, que inclui todas as 15 estreias da semana com suas sinopses e trailers. Confira. Coringa | EUA | Fantasia Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante. Ela Disse, Ele Disse | Brasil | Comédia Rosa (Duda Matte) e Léo (Marcus Bessa) são adolescentes de 14 anos que acabaram de entrar em uma nova escola, onde precisam lidar com a difícil tarefa de fazer novos amigos. Enquanto Léo logo demonstra interesse em futebol, Rosa enfrenta problemas com Júlia (Maísa), a garota mais popular do colégio. Angry Birds 2 – O Filme | EUA | Animação Red e seus amigos dedicam a vida a proteger a Ilha dos Pássaros dos contantes ataques vindos da Ilha dos Porcos. Entretanto, quanto uma terceira ilha surge e começa a atacá-los, Leonardo, o rei dos porcos, decide procurar seu arquinimigo em busca de uma trégua para que, juntos, possam enfrentar a ameaça em comum. As Loucuras de Rose | Reino Unido | Comédia Rose-Lynn Harlan (Jessie Buckley) é uma cantora de Glasgow, na Escócia, que sonha em se tornar uma estrela da música country em Nashville, no Tennessee. Acabando de sair da prisão e mãe solteira de dois filhos, ela é forçada a encarar responsabilidades mais urgentes e arruma um emprego de diarista, mas acaba encontrando em seu caminho quem dê apoio para o seu sonho aparentemente louco. Domingo | Brasil | Drama Múltiplos pontos de vista de uma família burguesa do interior gaúcho no dia 1º de janeiro de 2003, quando o Brasil vivia a histórica posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Durante uma festa extravagante, muitas verdades estão prestes a vir à tona e o mal estar entre os convidados fica evidente. O Clube dos Canibais | Brasil | Terror Otávio (Tavinho Teixeira) e Gilda (Ana Luíza Rios) são da elite brasileira e membros do The Cannibal Club. Os dois têm como hábito comer seus funcionários. Quando Gilda acidentalmente descobre um segredo de Borges, um poderoso congressista e líder do clube, ela acaba colocando sua vida e a de seu marido em perigo. O Homem que Cuida | República Dominicana, Porto Rico, Brasil | Drama Juan (Héctor Aníbal) tem 25 anos e trabalha cuidando de uma rica casa de praia. Abalado por ter sido abandonado pela esposa, que está grávida de outro homem, ele mergulha no trabalho de tal forma que cuida do local como se fosse seu, sendo até mesmo rude com as pessoas que conhece. Um dia, sua rotina é alterada com a chegada de Rich (Yasser Michelén), o filho de seu patrão, ao lado do amigo Alex (Héctor Medina). Os dois trouxeram também Karen (Julietta Rodriguez), moradora local que já havia batido de frente com Juan por usar o pier da propriedade sem permissão. Bastante incomodado com a presença da moça, Juan precisa lidar ainda com o zelo que possui pela casa e a necessidade de servir ao filho de seu patrão, independente de concordar ou não com seus atos. Encontros | França | Drama Rémi (François Civil) e Mélanie (Ana Girardot) têm em torno de 30 anos e, apesar de morarem em prédios um ao lado do outro, não se conhecem. Ambos estão solteiros e enfrentam problemas pessoais: ele, devido à demissão de praticamente todos de seu antigo trabalho enquanto foi promovido para outro setor, ela sem conseguir superar o término de um longo relacionamento, cujo fim já tem um ano. Cada um à sua maneira, os dois buscam meios de lidar com o momento depressivo através das redes sociais: ele pelo Facebook, ela através do Tinder. O Homem Ideal | Espanha | Comédia Jaume e Raquel são um casal exemplar, com uma relação de dar inveja em qualquer um. Quando eles organizam um encontro às cegas para seu amigo Rubén, que se divorciou faz dois anos e sofre de depressão, eles conhecem uma mulher que coloca sua vida de cabeça para baixo, provando que nunca é tarde demais para recomeçar. Fera na Selva | Brasil | Comédia Baseado livremente na obra do escritor norte-americano Henry James, o filme narra a história de um homem que vive na esperança de presenciar em algum momento de sua vida um acontecimento extraordinário, sem enxergar as pequenas maravilhas de seu cotidiano. Onde Quer que Você Esteja | Brasil | Drama Toda semana a Rádio Cidade Aberta transmite o programa Onde Quer que Você Esteja, em que pessoas tentam se comunicar com parentes e amigos desaparecidos. Com tantos reencontros emocionantes, os bastidores do programa acabam sendo recheados de histórias de vida que se cruzam e se transformam. Paulo de Tarso e a História do Cristianismo Primitivo | Brasil | Religião Uma jornada através dos feitos de Paulo de Tarso (Alexandre Galves), um dos principais propagadores do Cristianismo, desde a época em que era cético em relação aos ensinamentos de Jesus Cristo até quando, tomado por uma súbita cegueira, compreendeu que sua função no mundo era levar sua palavra adiante. A Turma do Pererê.doc | Brasil | Documentário Marcada na história como a primeira revista em quadrinhos brasileira totalmente em cores, “A Turma do Pererê” é considerada uma influência gigante para diversos autores que surgiram depois, como Maurício de Sousa. Além de ter sido a primeira a abordar temas como ecologia e inclusão social, a obra também é referenciada por se alinhar perfeitamente aos principais acontecimentos políticos da época. Um Dia para Susana | Brasil | Documentário Diagnosticada em 2005 com Atrofia de Múltiplos Sistemas, a triatleta Susana Schnarndorf conseguiu permanecer ligada ao esporte dedicando-se a partir de então à natação paralímpica. O avanço imprevisível da doença degenerativa afeta seu desempenho e a faz mudar de classe, mas Susana permanece firme nos intensos treinos para realizar o sonho de competir nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ao mesmo tempo em que luta para superar as dificuldades e os contratempos, ela sofre pelo afastamento dos filhos, que não moram na cidade onde ela se prepara. De Peito Aberto | Brasil | Documentário Seis mães de diferentes realidades socioculturais compartilham os seis primeiros meses de vida dos seus bebês, o tempo recomendado pela Organização Mundial de Saúde para alimentar crianças somente com leite materno. Lidando com muitas emoções e questões sociais, a diretora Graziela Mantoanelli aborda políticas públicas, interesses privados por trás do desmame precoce, os diversos modelos de família e o papel da mulher na sociedade.









