Marcius Melhem se manifesta sobre acusação de censura da revista Piauí
A assessoria de Marcius Melhem, ex-diretor da Globo que a revista Piauí acusa de entrar na Justiça para censurar uma reportagem sobre desdobramentos de denúncias de assédio que supostamente teria cometido, emitiu uma nota em que o comediante rebate as acusações. “Não é verdade que meus advogados pediram à Justiça para censurar uma reportagem da Piauí”, diz Melhem na nota. “Meu pedido foi tão somente para que fosse apurado o vazamento de informações sigilosas e para que eu pudesse me defender com as provas que tenho. Não pedi segredo de justiça em nenhum processo. A Piauí, sim, pediu sigilo sobre um processo que movo contra a revista”. “O repórter João Batista alegou que fazia uma matéria sobre os ‘desdobramentos jurídicos’ do caso, apesar de não ter publicado uma linha sobre os 6 (seis) processos que abri após as mentiras publicadas. Como a investigação aberta no MP corre sob sigilo judicial, ele sabe que não posso comentar. Mesmo se tivesse acesso às minhas respostas e provas de minha inocência, João Batista não publicaria, pois algumas delas já vieram a público e foram cobertas amplamente pela imprensa – menos pela Piauí”, acrescenta Melhem. Ele ainda destaca: “Meus advogados jamais pediram censura à revista. Pedi tempo para responder porque tinha que consultar a juíza sobre quais fatos eu poderia mencionar em minha defesa, como mensagens trocadas com as supostas vítimas”. Neste ponto, vale lembrar que, no passado, ao se defender na imprensa com a revelação de mensagens privadas, Melhem sofreu novos processos por violação de privacidade. Entretanto, ele confirma que “a Juíza tomou as medidas de preservação do sigilo que julgou necessárias”. O ex-diretor da Globo ainda diz que a decisão judicial o mantém “proibido de divulgar provas a meu favor”, por isso comunicou que não poderia responder as perguntas enviadas pelo repórter. O tempo em que ele demorou para dar esta resposta foi registrado no texto da Piauí como sendo o suficiente para entrar com uma ação e barrar a reportagem. Na prática, o resultado da ação dos advogados de Melhem foi censura, já que a revista foi proibida de publicar a reportagem. Com ou sem intenção, o resultado foi denunciado pela Piauí. A alegação utilizada para impedir a publicação é que a reportagem contém informações sigilosas, vazadas de um processo que corre em segredo na Justiça com denúncias de assédio de diversas atrizes da Globo. No texto que chamou atenção para a censura judicial, João Batista lembrou que a imprensa não tem compromisso com sigilo judicial, pelo contrário. “No direito criminal, a guarda de sigilo judicial cabe aos funcionários da Justiça e às partes envolvidas no processo, e não aos jornalistas”, escreveu o repórter. De fato, algumas das principais reportagens da imprensa mundial foram feitas a partir de vazamentos de documentos sigilosos, situação que tem se repetido bastante na história recente do Brasil. Melhem, porém, acusa João Batista de divulgar “trechos ao pedaços” de documentos, ressaltando sua suposta “parcialidade” na cobertura do caso. O comediante também criticou o fato de a revista não ter se retratado ou mencionado os fatos que teriam sido comprovados como inverídicos na primeira reportagem-denúncia publicada contra ele em suas páginas. “Não escreveu uma linha para informar o público da Piauí sobre as provas que deixam claras as mentiras da primeira matéria”, ressaltou. Para completar, ele compara a posição da revista em duas situações similares como sendo contraditória – em relação ao inquérito em que é investigado, a Piauí se vale de vazamento, e no processo em que Melhem abriu contra a publicação, ela pede sigilo. “Por que a revista Piauí quer vazar um inquérito antes de ter minha defesa lá, ao mesmo tempo em que pede segredo de Justiça no processo que movi contra ela? Afinal, a Piauí é contra ou a favor do sigilo?”, conclui o texto. Veja abaixo a íntegra do comunicado enviado pela assessoria e assinado por Melhem. “Piauí pede segredo de justiça e mente sobre censura. Não é verdade que meus advogados pediram à Justiça para censurar uma reportagem da Piauí. Meu pedido foi tão somente para que fosse apurado o vazamento de informações sigilosas e para que eu pudesse me defender com as provas que tenho. Não pedi segredo de justiça em nenhum processo. A Piauí, sim, pediu sigilo sobre um processo que movo contra a revista. Eu luto por transparência e verdade e, por mim, este processo não teria segredo algum. Seria aberto a qualquer jornalista. Mas sou obrigado a obedecer a Justiça, inclusive pelo sigilo pedido pela Piauí. Assim que for possível, virei a público mostrar a verdade. Piauí, suponho, não publicará. O repórter João Batista alegou que fazia uma matéria sobre os “desdobramentos jurídicos” do caso, apesar de não ter publicado uma linha sobre os 6 (seis) processos que abri após as mentiras publicadas. Como a investigação aberta no MP corre sob sigilo judicial, ele sabe que não posso comentar. Mesmo se tivesse acesso às minhas respostas e provas de minha inocência, João Batista não publicaria, pois algumas delas já vieram a público e foram cobertas amplamente pela imprensa – menos pela Piauí. Meus advogados jamais pediram censura à revista. Pedi tempo para responder porque tinha que consultar a juíza sobre quais fatos eu poderia mencionar em minha defesa, como mensagens trocadas com as supostas vítimas. A Juíza tomou as medidas de preservação do sigilo que julgou necessárias e me manteve proibido de divulgar provas a meu favor. Se a revista se julga censurada por não poder quebrar um segredo de Justiça, por que não me considera também vítima da censura? O repórter divulgou trechos aos pedaços, como sempre fez em sua parcialidade. Omitiu por qual motivo ele não escreveu uma linha para informar o público da Piauí sobre as provas que deixam claras as mentiras da primeira matéria. Por que a revista Piauí quer vazar um inquérito antes de ter minha defesa lá, ao mesmo tempo em que pede segredo de Justiça no processo que movi contra ela? Afinal, a Piauí é contra ou a favor do sigilo?”
Revista Piauí sofre censura judicial ao apurar novas denúncias de assédio contra Marcius Melhem
A revista Piauí revelou que foi proibida de publicar uma nova reportagem sobre os desdobramentos do caso Marcius Melhem, ex-diretor da Globo acusado de assediar sexualmente pelo menos oito mulheres, todas funcionárias da emissora. O jornalista João Batista Jr. revelou no site da publicação que, enquanto negociava uma entrevista com Melhem, informando novas apurações feitas sobre o caso para sua assessoria de imprensa, os advogados do humorista entraram na Justiça para que a revista fosse submetida à censura prévia e, assim, impedida de publicar a reportagem. Segundo informa o jornalista, no dia 12 de agosto, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 20ª Vara Criminal da Justiça do Rio de Janeiro, acatou o pedido de Melhem e determinou “a suspensão, pelo tempo que durarem as investigações, da publicação de matéria na revista Piauí ou seu respectivo site”. Em caso de descumprimento da medida judicial, a juíza estabeleceu multa de US$ 500 mil, além do recolhimento dos exemplares da revista nas bancas e da remoção da reportagem do seu site. Também mandou investigar o vazamento de informações da investigação em andamento sobre o caso. João Batista Jr. foi o autor da impactante reportagem publicada em dezembro de 2020 na Piauí, contestada publicamente por Melhem e que levou o ex-chefe do Humor da Globo a processar a revista. Ele questionou a credibilidade da apuração, feita apenas com declarações em “off”, sem ninguém assumir os relatos, e apontou erros simples, como o acusação de que ele teria ido aos camarins “dar uma conferida” em Dani Calabresa numa gravação que, segundo a reportagem, teria acontecido nos estúdios da Globo, mas que ele aponta que na verdade foi na praia de Grumari sem sua presença. Outro episódio rumoroso, lembrou o próprio jornalista no texto sobre a censura, envolvia um ataque à Calabresa ocorrido no bar Vizinha 123, em Botafogo, quando Melhem teria tentado beijá-la à força à saída do banheiro com a genitália exposta, forçando-a contra a parede. “Eu nunca imobilizei ninguém na vida, essa descrição é nojenta, é o que está me causando problemas. Essa descrição é um delírio, é de alguém que quer muito me prejudicar”, disse o humorista em uma entrevista a Roberto Cabrini, exibida no “Domingo Espetacular” logo após a circulação da revista. O juiz Eduardo Tobias de Aguiar Moeller, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, julgou o processo do comediante contra a revista improcedente. Melhem está recorrendo contra a sentença. Após a publicação da Piauí, o jornal Folha de S. Paulo revelou que oito mulheres relataram casos de assédio de Melhem para a promotora Gabriela Manssur, da Ouvidoria Nacional do Ministério Público. Os relatos foram posteriormente remetidos ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Mas a Piauí apurou que pelo menos três mulheres, que fizeram queixas à Globo, decidiram não falar com o MP por razões diversas. Uma delas havia decidido contar seu caso à promotora Manssur, mas, na última hora, voltou atrás com receio de sofrer represálias jurídicas. Investigado pela compliance da Globo durante meses, Melhem tirou uma licença da emissora em março de 2020 e acabou definitivamente afastado em agosto do mesmo ano. A Globo jamais admitiu publicamente que o rompimento do contrato aconteceu devido às denúncias contra o humorista. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro também pediu uma investigação sobre a conduta da Globo. A nova reportagem que Melhem conseguiu censurar na Justiça trazia mais acusações de assédio e revelava detalhes da investigação em andamento contra o comediante. A Piauí está contestando a decisão judicial que submete a revista à censura. O caso de censura prévia é o terceiro nos últimos dias determinado por juízes de primeira instância. O jornal O Globo também teve duas reportagens proibidas de serem publicadas sobre temas diferentes, a mais recente sobre movimentações financeiras de uma empresa investigada pela CPI da Covid por corrupção no Ministério da Saúde. Falando sobre a censura sofrida por O Globo, o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, alertou que a escalada de censura prévia judicial é autoritária e inconstitucional. “É lamentável que alguns magistrados ignorem preceitos básicos da Constituição, que não admite censura. A censura não existe no Brasil. A ANJ defende que, no âmbito da liberdade da imprensa, seja revisada a decisão o quanto antes, pois ela não afeta só o jornal O Globo mas também toda a imprensa brasileira. É um atentado à liberdade de imprensa e ao jornalismo investigativo. A população tem o direito de tomar conhecimento de todos os fatos de interesse público”, afirmou Rech.
Vitão surpreende haters com clipe alegre e ensolarado
Vitão lançou seu primeiro clipe após se separar de Luísa Sonza. “Takafaya” saiu nesta sexta (20/8) direto para os 10 mais vistos do YouTube, em grande parte pela curiosidade despertada por posts do Instagram em que o cantor parecia mandar tudo para o inferno, com direito a apagar o Instagram e lançar o celular nas chamas, em meio a ataques de haters e rumores sobre a separação. SQN. Dirigido por Cauê Tarnowski, o clipe é todo alegre e ensolarado, com Vitão entre girassóis, dançando sem parar até o entardecer. “Este trabalho representa muita coisa, simples e direto”, escreveu o diretor em seu Instagram. A música também surpreende por vários detalhes de produção, com levada saudosa de Claudinho & Buchecha entrecortada por batidas de drum & bass, samples de funk (gritos de James Brown?) e um climão de verão que o Brasil merece depois da pandemia. “Sinto que aos poucos minha música volta a ser o que vem na cabeça das pessoas quando falam meu nome. Agradeço muito todo o carinho com minha nova faixa ‘Takafaya’, primeira música da minha carreira produzida por mim, lá em casa no quartinho”, Vitão finalmente suspirou, após xingar muito, em seu Instagram.
Luísa Sonza confirma separação de Vitão após clipe quente
A separação de Luísa Sonza e Vitão agora é oficial. Seis dias após a notícia circular nas redes sociais, a assessoria de imprensa da cantora confirmou a informação. O casal tinha assumido o namoro publicamente em setembro do ano passado ao compartilhar um álbum de fotos em clima de intimidade. O relacionamento foi alvo de muitos ataques de fãs de Whindersson Nunes, ex-marido da artista, que acusavam ela de ter traído o youtuber com o cantor. Esta história acabou desmentida, mas voltou com força dobrada quando o filho de Whindersson Nunes e Maria Lina morreu após o nascimento prematuro. Supostos “fãs” culparam Luísa por causar estresse à família. O clima ficou tão pesado que Luísa apareceu chorando nas rede sociais e adiou o lançamento de seu segundo álbum, “Doce 22”, de junho para o dia 18 de julho, dia de seu aniversário. Com o lançamento, o álbum estourou nos streams nas plataformas digitais. O clipe mais recente extraído do disco, “Mulher do Ano”, parecia indicar que o namoro da cantora com Vitão estava firme e forte, com cenas supostamente quentes demais para o YouTube. O barulho causado pelo inexplicado bloqueio do vídeo há duas semanas fez com que ficasse entre os mais vistos da plataforma após reaparecer no rastro de uma denúncia de censura feita pela cantora. Menos de uma semana após aparecerem apaixonados no clipe, o casal voltou para os assuntos mais comentados da internet por boatos surgidos após Whindersson Nunes e Maria Lina anunciarem o fim do noivado. A coincidência bastou para os haters voltarem a demonstrar o que há de pior na subcultura dos fã-clubes. Na quinta (19/8), em desabafo nas redes sociais, Luísa Sonza reforçou a seriedade dos ataques na internet e as consequências que mensagens de ódio podem desencadear. “Mano, vocês ainda não entenderam que fazer comentários destrutivos sobre o outro MATA?”, ela questionou em seu Twitter. “Eu não sei mais como falar para vocês”. A cantora ainda lembrou de Lucas Santos, filho de 16 anos da cantora Walkyria Santos, da banda Magníficos, que se suicidou após sofrer homofobia nas redes sociais. “Um menino SE MATOU por conta disso faz alguns dias e vocês ainda não param de fazer isso? Vocês querem o que? Matar mais um?”.
Vitão deleta Instagram e deixa vídeo em que joga celular no fogo
O cantor Vitão deletou todas as publicações do seu Instagram e colocou no lugar um vídeo misterioso em que aparece jogando seu celular numa fogueira. No vídeo, ele aparece sentado diante do fogo, tocando violão e recebendo uma chuva animada de mensagens no Twitter. Ao fundo, outro fogaréu forma a letra “V” de seu nome. A façanha logo chegou na lista dos tópicos mais comentados do Twitter. Recentemente, ele esteve no meio de alguns boatos nas redes sociais. Uma semana após protagonizar um clipe quente de Luísa Sonza, que virou polêmica no YouTube, Vitão teria se separado da cantora. A notícia correu nos blogs de celebridades na sexta-feira (13/8), coincidindo com o término oficial do relacionamento de Whindersson Nunes e Maria Lina e alimentando comentários maldosos. Tudo indica que a equipe do paulistano de 21 anos está aproveitando as reações desproporcionais das redes sociais para divulgar algum novo lançamento. Por enquanto, porém, o mistério continua. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por V I T Ã O (@vitao)
Luísa Sonza e Vitão teriam se separado
Uma semana após protagonizar um clipe quente que virou polêmica no YouTube, o casal de cantores Luísa Sonza e Vitão teria se separado. A notícia correu nos blogs de celebridades nesta sexta-feira (13/8), coincidindo com o término oficial do relacionamento de Whindersson Nunes e Maria Lina. Em meio aos boatos, as assessorias dos artistas não se manifestaram. Luísa e Vitão assumiram o namoro publicamente em setembro do ano passado ao compartilhar um álbum de fotos em clima de intimidade. O relacionamento foi alvo de muitos ataques de fãs de Whindersson Nunes, ex-marido da artista, que acusavam ela de ter traído o youtuber com o cantor. Esta história acabou desmentida, mas voltou com força dobrada quando o filho de Whindersson Nunes e Maria Lina morreu após o nascimento prematuro. Supostos “fãs” culparam Luísa por causar estresse à família. O clima ficou tão pesado que Luísa adiou o lançamento de seu segundo álbum, “Doce 22”, de junho para o dia 18 de julho, dia de seu aniversário. Com o lançamento, o álbum estourou nos streams nas plataformas digitais. O clipe mais recente extraído do disco, “Mulher do Ano”, parecia indicar que o namoro da cantora com Vitão estava firme e forte, com cenas supostamente fortes demais para o YouTube. O barulho causado por seu suposto bloqueio fez com que ficasse entre os vídeos mais vistos da plataforma no fim de semana passado, após reaparecer no rastro de uma denúncia de censura feita pela cantora.
Pedro Almodóvar critica Instagram por censura ao cartaz de seu novo filme
O diretor espanhol Pedro Almodóvar pronunciou-se nesta quinta-feira (12/8) contra a censura que sofreu no Instagram, após o cartaz de seu novo filme, “Madres Paralelas”, ter sido bloqueado na página de sua produtora, El Deseo. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. “Madres Paralelas” gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os primeiros anos de vida das crianças. Graças à repercussão negativa da censura, o cartaz foi restabelecido na quarta (11/8) e a empresa Facebook, dona do Instagram, emitiu um pedido oficial de desculpas. Em seu comunicado, publicado na conta oficial de Penélope Cruz, uma das atrizes do novo filme, o diretor agradeceu aos fãs e à imprensa por terem “conseguido que as mentes por trás do algoritmo que decide o que é, ou não, obsceno e ofensivo tenham recuado e permitido que o cartaz circule livremente”. Almodóvar aproveitou para condenar a censura por algoritmo. “Temos que nos manter em alerta antes que as máquinas decidam o que podemos fazer e o que não podemos fazer”, advertiu Almodóvar. “Sempre confiei na amabilidade dos desconhecidos, mas desde que sejam humanos, e um algoritmo não é humano”, acrescentou. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Penélope Cruz (@penelopecruzoficial)
Instagram se desculpa por censurar pôster do novo filme de Pedro Almodóvar
O Instagram se desculpou oficialmente por bloquear a imagem do pôster de “Madres Paralelas”, do cineasta Pedro Almodóvar, da página da produtora do filme, após classificar a imagem como imprópria por conter um mamilo feminino. A plataforma proíbe que seios femininos sejam exibidos em sua rede. “Fazemos, no entanto, exceções para permitir nudez em determinadas circunstâncias, o que inclui quando há um contexto artístico claro. Por isso, restauramos as postagens compartilhando o pôster do filme de Almodóvar no Instagram, e sentimos muito por qualquer confusão causada”, disse o Facebook, dono do Instagram, em um comunicado. Com a liberação, a arte voltou a aparecer no Instagram da El Deseo. Veja abaixo. Seu criador, o designer espanhol Javier Jaén, festejou a mudança de atitude da plataforma. “Um milhão de agradecimentos a todos vocês que tornaram isso possível compartilhando o pôster. Graças a El Deseo e a Pedro Almodóvar pela coragem, integridade e liberdade”, ele escreveu, ao lado de um post do comunicado da rede social. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por El Deseo (@eldeseo_) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Javier Jaén (@javier_jaen)
Instagram censura pôster do novo filme de Pedro Almodóvar
O bom e velho Instagram não falha. O cartaz do novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, “Madres Paralelas”, que mostra um mamilo derramando uma gota de leite, foi, conforme previsto, bloqueado na rede social por desrespeitar as condições de uso. A plataforma proíbe que seios femininos sejam exibidos em sua rede. O cartaz era um trabalho artístico, que colocava a foto do mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho. A montagem transformava o leite derramado na metáfora visual de um choro, de forma a refletir o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. “Você deveria ter vergonha, Instagram”, denunciou o artista responsável pela ilustração, o designer espanhol Javier Jaén, após a censura. Inconformado, ele voltou a postar o cartaz e pediu para os seguidores compartilharem a imagem. “Como era de se esperar o Instagram retirou o cartaz que fizemos para o último filme de Almodóvar, ‘Madres Paralelas’. Vou postar de novo. Obrigado por compartilhar”, escreveu o designer ao lado da nova publicação, que por enquanto ainda está no ar em sua conta no Instagram. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Javier Jaén (@javier_jaen)
Atacado pela Ancine, documentário sobre FHC deve ser lançado pela Globoplay
“Presidente Improvável”, documentário sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso, está sendo negociado com a plataforma Globoplay, após ter sido atacado pela Ancine. O projeto é da produtora Giro Filmes e tinha sido aprovado para captação de incentivos em 2018 pela Ancine. Só que, depois que Jair Bolsonaro virou presidente, a nova diretoria reverteu a decisão. Na justificativa para a medida, os diretores da entidade atacaram a obra, dizendo que a aprovação de seu incentivo “dá margem a inegável promoção da imagem pessoal do ex-presidente da república homenageado no documentário, com o notório aproveitamento político, às custas dos cofres públicos”. Bolsonaro já disse que gostaria de matar FHC. Em 1999, ele adiantou seus planos de golpe e assassinato em massa, caso chegasse ao poder, com a seguinte frase histórica: “Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada. Você só vai mudar, infelizmente, quando um dia nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil. Começando com FHC, não deixando ir para fora, não. Matando! Se vai (sic) morrer alguns inocentes, tudo bem”. A mesma Ancine que vetou incentivos ao filme de FHC para não permitir “notório aproveitamento político, às custas dos cofres públicos” também aprovou um filme sobre a eleição de Bolsonaro, “Nem Tudo se Desfaz”, do cineasta Josias Teófilo, que antes tinha filmado um documentário bonzinho sobre o infame terraplanista Olavo de Carvalho, mentor do que de pior há no bolsonarismo. A decisão da Ancine contra “Presidente Improvável” foi considerada “indevida” pela associação de servidores da entidade. “Rechaçamos qualquer interferência política na análise e aprovação dos projetos audiovisuais apresentados à Ancine”, disse em nota. A Apaci (Associação Paulista de Cineastas) também pediu que essa decisão fosse anulada e, em nota enviada à Ancine e à Secretaria Especial da Cultura, se posicionou “contra toda e qualquer censura”. Apesar da tentativa de inviabilizar financeiramente sua produção, o documentário já está em desenvolvimento e conta com entrevistas com Gilberto Gil, Bill Clinton e Pedro Malan, entre outros. A direção é de Belisário Franca, responsável pelo premiadíssimo documentário “Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil” (2016). Em sua concepção, o projeto foi pensado para ser posteriormente desdobrado numa série de cinco episódios e este pode ser o formato em negociação com a Globoplay.
Clipe bloqueado de Luísa Sonza volta ao YouTube e fica entre os mais vistos
O YouTube desbloqueou a exibição do clipe de “Mulher do Ano”, da cantora Luísa Sonza. O vídeo ficou fora do ar e listado como indisponível após seu lançamento na noite de quinta-feira (5/8), mas ao voltar na tarde desta sexta imediatamente entrou entre os mais vistos da plataforma. Apresentado como lyric video (vídeo com letra de música), a produção de “Mulher do Ano” não segue o padrão do formato, assumindo linguagem de clipe mesmo, ao exibir a cantora em cenas quentes com o namorado Vitão no interior de um carro. Trata-se de um espetáculo voyeur, que ainda inclui fãs em torno do veículo, como testemunhas dos beijos e carícias quentes. A aparente censura do clipe foi exposta pela própria artista em suas redes sociais. “Acabaram de censurar e bloquear o lyric de ‘Mulher do Ano’ no YouTube”, ela contou durante a madrugada. “Censurar o Bolsonaro que só fala bosta ninguém faz. Vou subir essa p*rra no Xvideos até isso se resolver”, completou. No fim da tarde de sexta, ela ainda tentava desbloquear o vídeo. “Conversei com o YouTube e eles alegaram que não foram eles que censuraram. Sigo sem respostas e sem poder fazer meu trabalho em paz. Isso tem se tornado cada dia mais cansativo”, desabafou. Ela não explicou como o vídeo voltou. Antes da polêmica, a música já tinha cerca de 4 milhões de streams nas plataformas digitais, segundo a assessoria de imprensa de Luísa.
Luísa Sonza tem clipe supostamente censurado pelo YouTube
A cantora Luísa Sonza teve seu clipe mais recente, com a letra da música “Mulher do Ano”, supostamente censurado pelo YouTube. Após o vídeo com cenas quentes entre a cantora o namorado Vitão ser retirado da plataforma, ela resolveu protestar nas redes sociais e anunciar a disponibilização no Xvideos, site de vídeos pornôs. “Acabaram de censurar e bloquear o lyric de ‘Mulher do Ano’ no YouTube”, ela contou. “Censurar o Bolsonaro que só fala bosta ninguém faz. Vou subir essa p*rra no Xvideos até isso se resolver”, completou. Cumprindo o que disse, minutos depois de sua reclamação, Luisa subiu o vídeo no portal de produções adultas. O vídeo foi postado na tarde de quinta-feira (5/8) no YouTube e ficou menos de cinco horas no ar antes de passar a ser listado como indisponível. A música já possui cerca de 4 milhões de streams nas plataformas digitais, segundo a assessoria de imprensa de Luísa. Ela também publicou trechos do vídeo em três posts de seu Instagram. Veja abaixo. acabaram de censurar e bloquear o lyric de mulher do ano no YouTube. Censurar o Bolsonaro q só fala bosta ngm faz. Vou subir essa porra no xvideos até isso se resolver. — luísa SONZA (@luisasonza) August 6, 2021 Achei que a Luísa tava zoando dizendo que ia postar o vídeo da música dela no xvideos, aí fui entrar lá pra ver e num é que a mana não tava de zoas 😳 pic.twitter.com/iYdoisQSD0 — Gabriela, a perdida (@naoviajaneeunao) August 6, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por luísa SONZA (@luisasonza) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por luísa SONZA (@luisasonza) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por luísa SONZA (@luisasonza)
Filme sobre vida de Ney Matogrosso vai se chamar “Homem com H”
Em desenvolvimento pela Paris Filmes desde 2018, a cinebiografia do cantor Ney Matogrosso ganhou título e divulgou sua equipe criativa. Chamado de “Homem com H”, nome de uma canção de 1981, o longa-metragem sobre a vida e a obra de Ney Matogrosso terá direção de Esmir Filho, responsável por filmes como “Os Famosos e Os Duentes da Morte” e “Verlust”, e a série “Boca a Boca”, da Netflix. “Além de admirar Ney como pessoa e artista, me identifico muito com sua história de vida, sua postura frente ao mundo e seus pensamentos”, disse o diretor, em comunicado da Paris Filmes. “Meu desafio agora é traduzir a poesia de Ney para a linguagem do cinema, criando uma jornada sobre liberdade e afeto. Fiquei muito feliz quando o projeto chegou até mim por convite e iluminou meus últimos meses isolados, em que estive imerso nos discos de Ney e livros que contam sua trajetória. Ri, chorei, dancei”, completou. O filme deverá acompanhar a vida do artista desde a infância no Mato Grosso do Sul, incluindo o complicado relacionamento com o pai militar e sua vida no Rio de Janeiro vendendo artesanato, até chegar ao sucesso musical com o grupo Secos e Molhados, o lançamento de sua carreira solo e seus dias atuais. Como pano de fundo, a trama deve abordar a história do país, desde movimentos culturais como o Tropicalismo, até políticos como a luta contra a censura e a campanha Diretas Já. A produção é autorizada por Ney Matogrosso que participa ativamente do desenvolvimento e das decisões artísticas do projeto. A próxima etapa da produção é escolher o ator principal, visando começar as filmagens em 2022 e fazer a estreia em 2023.










