Colin Farrell ficou irreconhecível como Pinguim no trailer de Batman
Os segredos do trailer noir de “Batman”, lançado na reta final da maratona da DC FanDome, ainda não foram totalmente destrinchados. Tanto é que só agora começa a ficar claro que Colin Farrell (“Dumbo”) apareceu no vídeo. Irreconhecível, graças à maquiagem que o tornou mais gordo e com o rosto inchado, ele está em três breves cenas como Oswald Cobblepot, o Pinguim. Embora seja difícil identificá-lo sob a prótese visual, uma frase dita em sua aparição final, em que olha pelo retrovisor de um carro, torna a missão mais fácil. A voz é mesmo do ator, demonstrando como sua transformação foi impressionante, a ponto de sua participação passar batida na primeira olhada sobre o trailer. Além de Farrell, o trailer apresentou, claro, o Bruce Wayne/Batman de Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), o Comissário Gordon de Jeffrey Wright (“Westworld”) e a Selina Kyle/Mulher Gato de Zoë Kravitz (da série “Big Little Lies”), além de trazer um misterioso serial killer mascarado que pode ou não ser o Charada de Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”). Escrito e dirigido por Matt Reeves, “Batman” ainda tem muita filmagem pela frente. A produção encontra-se paralisada pela pandemia, mas deve ser retomada brevemente no Reino Unido, tanto que a Warner não alterou a estimativa de estreia, que continua marcada para outubro de 2021. Não viu o trailer? Confira abaixo.
DC FanDome ensinou como se faz uma “Comic Con” online
Em sua primeira convenção online para fãs, a DC Comics corrigiu vários erros da Comic-Con@Home, dando uma lição de organização e promoção. As principais lacunas da primeira iniciativa do gênero durante a pandemia foram resolvidas, ao transformar a DC FanDome num evento de streaming, que conseguiu monopolizar o noticiário do entretenimento e as redes sociais durante todo o sábado (22/8). Em vez de pulverizar os diversos painéis de suas atrações em vídeos distintos, a DC FanDome foi basicamente um programa ao vivo, com exibição ininterrupta e contínua de conteúdo relacionado ao universo de quadrinhos da editora DC Comics. Embora os filmes da Warner fossem as estrelas, a programação também serviu para lançar games, conversar sobre séries e chamar atenção para os próprios quadrinhos. Alguns painéis, claro, funcionaram melhor que outros. Se os seis minutos desperdiçados pelo elenco de “Shazam!” com pouco a dizer foram constrangedores, a participação de Matt Reeve, diretor de “Batman”, empolgou com detalhes e paixão por seu filme “noir”. Cada painel teve um formato diferente e as exibições foram intercaladas por apresentadores escolhidos entre representantes da cultura geek mundial. Os brasileiros, vindos da CCXP, foram os únicos a participar em dupla e também a se envolver num painel propriamente dito, mediando as entrevistas do elenco, da diretora e de convidados de “Mulher-Maravilha 1984”. Considerando que a aparição “surpresa” de Linda Carter, a Mulher-Maravilha original, tornou-se o ponto alto da conversa, a condução foi das menos relevantes. De fato, os apresentadores geeks, tão entusiasmados que só faltavam pular como cheerleaders, exageram o tom, ao tratar cada detalhe da programação como se fosse a revelação do primeiro trailer de “Batman”. Faltou modulação. E esse entusiasmo forçado ameaçou transformar a DC FanDome num grande infomercial. A situação foi contornada pelo envolvimento dos criadores em vários painéis. James Gunn foi seu próprio apresentador no divertido trecho de “O Esquadrão Suicida”, comandando, como mestre de cerimônias, a revelação dos personagens do filme, o trailer e até uma brincadeira de trívia da DC com o elenco. E Neil Gaiman contou tantas histórias dos bastidores de “Sandman” que deixou os fãs com ainda mais admiração por seu trabalho. Mesmo conversas genéricas, como a discussão temática do Multiverso, renderam detalhes deliciosos, graças ao encontro de pesos-pesados do conglomerado, como Jim Lee, que manda nos quadrinhos, Greg Berlanti, o chefe do Arrowverso, e Walter Hamada, responsável pelas adaptações da DC nos cinemas. Ao contrário da Comic-Con@Home, os fãs foram lembrados com sessões dedicadas a cosplay, fanart e até tatuagens relacionadas aos heróis dos quadrinhos. Como os painéis foram pré-gravados, não houve interações diretas, mas o público registrou suas reações instantâneas num shoutbox com a hashtag da DC FanDome no Twitter. Os organizadores ainda incluíram perguntas de fãs e celebridades aos debatedores. Algumas boas, outras bobas, como da tenista Venus Williams, sobre quem venceria uma partida de tênis entre Mulher-Maravilha e Mulher Leopardo – variação do eterno “quem é mais forte”, questão favorita das crianças. A Warner mobilizou suas equipes externas para acompanhar as apresentações, liberando trailers, vídeos e pôsteres na internet minutos após a exibição de cada painel, de forma a alimentar a cobertura do evento. Deu certo. Cada painel foi seguido por cobertura instantânea na mídia com o material disponibilizado. A transmissão ocorreu melhor em PC, rendendo alguns problemas de acesso em mobile. Mas a equipe técnica mostrou-se eficiente para resolver rapidamente os bugs. Dividido em dois dias, o evento será retomado no dia 12 de setembro, desta vez enfatizando as produções televisivas da DC e prometendo mais “experiências” para os fãs. É uma chance extra de contornar outro detalhe questionável da produção: o tom chapa branca. Afinal, o entusiasmo forçado dos apresentadores contrastou com o noticiário de dias antes, quando a DC Comics encolheu com demissão de vários profissionais e a decisão de desmontagem da plataforma DC Universe pela WarnerMedia. Nada disso sequer foi mencionado. A primeira série da DCU, “Titãs”, apresentou seu bloco sem revelar onde a 3ª temporada seria disponibilizada. Da mesma forma, também foi gritante a falta de referência a Hartley Sawyer no encontro do elenco de “The Flash”. O ator foi demitido por antigas postagens polêmicas no Twitter, situação que rendeu comentários até de Grant Gustin (o Flash) na ocasião. No entanto, quem acompanhou o bloco dedicado à série no evento pode ter ficado com a impressão de que ele nunca participou da produção. Ótima iniciativa, a DC Fandome merece virar um evento anual, mas precisa definir melhor sua identidade, decidir se é suficiente ser um infomercial de luxo ou se pretende virar uma convenção legítima para os fãs.
Série derivada do filme Batman vai acompanhar policiais de Gotham City
Durante o painel de “Batman” na DC FanDome, o diretor Matt Reeves revelou novos detalhes importantes sobre seus planos para a série derivada do filme, que será produzida para a plataforma HBO Max. Escrita por Terence Winter, criador de “Boardwalk Empire”, a série ainda sem título oficial vai acompanhar os detetives do DPGC, o departamento de polícia de Gotham City, enfrentando a criminalidade e a corrupção nas ruas da cidade. Reeves situou a trama durante o “Ano Um” da carreira de Batman, o que coloca a nova atração num período posterior à “Gotham”, série que se encerrou no ano passado com o surgimento do herói, mas anterior ao filme que o cineasta está realizando. Ele contou que o filme “Batman” será passado durante o “Ano 2” do personagem-título. O diretor não esclareceu se Batman ou mesmo o Comissário Gordon de seu longa-metragem aparecerão na série, mas observou que a trama seguirá um policial que luta contra a corrupção dentro da DPGC. Enquanto isso acontece, o mito do Cavaleiro das Trevas começa a crescer, então provavelmente a série fará referências à luta de Batman contra o crime. “Você começa a ver a história do ponto de vista desses policiais corruptos, um em particular”, disse Reeves aos fãs. “A série vai denunciar a corrupção do Departamento de Polícia de Gotham… Começa no Ano Um do Batman… e vamos ver esses personagens de uma perspectiva que nunca vimos antes.” O projeto é a primeira produção de Reeves após ele assinar um contrato para desenvolver séries com exclusividade para a divisão televisiva da Warner, por meio de sua produtora, 6th & Idaho. A série ainda não tem cronograma de produção conhecido.
Gotham Knights: Asa Noturna, Batgirl, Capuz Vermelho e Robin assumem legado de Batman em novo game
A Warner Bros. Games e a DC divulgaram um trailer (em versão dublada em português e original em inglês) e um vídeo de gameplay de “Gotham Knights”, um novo videogame de ação e RPG em terceira pessoa, atualmente em desenvolvimento pela divisão de diversões eletrônicas da empresa, sediada em Montreal, no Canadá. O material revela a premissa, mostrando como Asa Noturna (Dick Grayson), Batgirl (Barbara Gordon), Capuz Vermelho (Jason Todd) e Robin (Tim Drake) se juntam para continuar o legado de Batman, após a morte de Bruce Wayne. Enquanto o trailer destaca uma conspiração da Corte das Corujas, o gameplay é centrado num confronto entre Batgirl e o Sr. Gelo. Além do anúncio da morte de Batman, o game vai mostrar Gotham passando por momentos difíceis, com explosões e caos, e os jogadores terão que defender a cidade ao controlar os quatro jovens vigilantes. Os jogadores poderão explorar a ação de mundo aberto de Gotham e patrulhar as ruas escuras dos cinco bairros distintos da cidade usando uma variedade de habilidades de travessia e movimentos de combate, bem como usar a icônica Batmoto. Conforme os personagens progridem, suas habilidades de jogo irão evoluir, junto com um arsenal crescente de armas e equipamentos. Segundo o anúncio, “Gotham Knights” poderá ser jogado no modo singleplayer ou em uma experiência coletiva online com mais de um jogador. O game estará disponível em 2021 para PC, PlayStation®5, PlayStation®4, PlayStation®4 Pro e o sistema de dispositivos Xbox One, incluindo Xbox Series X e Xbox One X.
Primeiro trailer de Batman tem climão, Mulher-Gato, serial killer e Nirvana
A Warner divulgou o primeiro trailer legendado do novo filme de Batman. A prévia tem climão noir, com investigação de serial killer e trilha de “Something in the Way”, do Nirvana. O diretor Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”) confirmou que a trama vai se passar no Ano 2 de Batman, antes de sua fama se solidificar no submundo do crime, e mostrará a origem de vários personagens dos quadrinhos. O vídeo, por exemplo, revela uma luta entre Batman e a Mulher-Gato, em que a vilã/anti-heroína ainda não veste seu uniforme tradicional. Segundo Reeves, Oswald Cobblepot tampouco surgirá como o Pinguim – na verdade, ele odeia ser chamado assim – , mas o Charada já estará em atividade. A introdução do vídeo com uma investigação criminal ainda reflete a ideia do diretor de explorar o fato de que Batman também é conhecido como o maior detetive do mundo, algo nunca aprofundado no cinema. Escrito e dirigido por Reeves, “Batman” (The Batman, em inglês) marca a estreia de Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) no papel do super-herói dos quadrinhos. E ele terá que enfrentar, de cara, uma galeria de supervilões famosos. O elenco da produção inclui Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”) como Mulher-Gato, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone, além de Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon e Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) como um promotor público de nome genérico, que não existe nos quadrinhos de Batman – mas seu equivalente mais conhecido é Harvey Dent/Duas Caras. As filmagens encontram-se paralisadas pela pandemia, mas devem ser retomadas brevemente no Reino Unido, tanto que a Warner não alterou a estimativa de estreia, que continua marcada para outubro de 2021.
Filme do Flash ganha artes conceituais e confirma trama com Batman e o multiverso
O diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”) divulgou as primeiras artes conceituais do filme “The Flash” durante o evento DC FanDome neste sábado (22/8). As imagens destacam o novo visual do herói no filme. Muschietti confirmou que Barry Allen receberá um novo traje, mais minimalista, criado por Bruce Wayne (a versão de Ben Affleck, presumivelmente). Além disso, uma das imagens confirma sua interação com Batman no filme. A participação de Affleck foi revelada na quinta-feira passada, mas, além dele, o ator Michael Keaton também se encontra escalado para retomar o papel de Batman, que ele interpretou em dois filmes de 1989 e 1992. Isto será possível porque o filme será o ponto de entrada do multiverso nas produções cinematográficas da DC. Muschietti e a roteirista Christina Hodson confirmaram que o filme trará o multiverso e viagem no tempo, adiantando, durante o DC FanDome, que o ponto de partida é realmente a trama de “Flashpoint” (Ponto de Ignição), um das histórias mais famosas do herói. A premissa mostra Barry Allen voltando no tempo para salvar a vida de sua mãe, mas, ao fazer isso, ele modifica completamente a realidade que conhece. Nos quadrinhos, a Liga da Justiça nunca existiu, Bruce Wayne morreu – e a persona de Batman foi assumida por seu pai, Thomas – , as amazonas e os atlantes estão guerra e o Ciborgue se tornou o principal super-herói do mundo. O painel, que também contou com a participação do ator Ezra Miller, intérprete do Flash, deixou claro que são as ações do herói que levam à criação do multiverso cinematográfico. Não só isso. O multiverso terá grande impacto na narrativa do chamado DCEU (Universo Expandido da DC, em inglês) no cinema.
Ben Affleck voltará a viver Batman no filme do Flash
O diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”) revelou que Ben Affleck voltará a viver Batman mais uma vez, no filme do herói Flash, que servirá de sequência para “Liga da Justiça”. “The Flash” será estrelado por Ezra Miller, que apareceu como o herói do título ao lado de Affleck em “Liga da Justiça”. Em entrevista para a revista Vanity Fair, Muschietti contou que a participação de Affleck “é uma parte muito importante do impacto emocional do filme”. “A interação e relacionamento entre Barry Allen e Wayne de Affleck vai trazer um nível emocional que não vimos antes”, disse o cineasta argentino. “É o filme de Barry, é a história de Barry, mas seus personagens estão mais relacionados do que pensamos. Os dois perderam as mães num assassinato, e esse é um dos vasos emocionais do filme. É aí que o Batman de Affleck entra em ação.” Affleck vai se juntar a Michael Keaton, outro ator que interpretou Batman no passado, para dar vida ao super-herói na primeira produção que vai tentar materializar o “multiverso” da DC Comics no cinema. Por enquanto, a ideia de realidades alternativas, vindas de Terras paralelas, só foi explorada na TV, nas séries do Arrowverso. Mas o conceito original vem dos quadrinhos de “The Flash”. Tudo começou num exemplar de 1961, quando Barry Allen encontrou Jay Garrick, o Flash dos anos 1940, graças a um ajuste narrativo: Garrick habitava um mundo de realidade paralela, chamado de Terra 2. Há um tempo atrás, o filme do Flash chegou a ser batizado de “Flashpoint”, revelando a inspiração para sua história. Publicada em 2011 pela DC Comics, a saga “Flashpoint” foi responsável pelo reboot do universo inteiro da editora, que resultou nos “Novos 52”. Por sinal, a história já foi adaptada duas vezes: no longa animado “Liga da Justiça: Ponto de Ignição” (2013), lançado direto em vídeo, e na série “The Flash”, da rede CW. O primeiro episódio da 3ª temporada da atração também se chamou “Flashpoint”, mas a adaptação se deu de forma frustrante, por abandonar rapidamente o conceito e suas implicações. Nos quadrinhos, Barry Allen vai parar em uma realidade paralela, em que sua mãe está viva, a Liga da Justiça nunca existiu, Bruce Wayne morreu – , a persona de Batman foi assumida por seu pai, Thomas Wayne, e o Ciborgue tornou-se o principal super-herói do mundo. E essas são apenas algumas das alterações que Barry tem que encarar e buscar reverter, apesar de se encontrar subitamente sem poderes. Mas desde que o projeto do filme foi anunciado, a equipe mudou várias vezes, assim como o roteiro. Christina Hodson (“Aves de Rapina”) é responsável pela nova versão da história, que, segundo Muschietti já adiantou, não será uma adaptação literal de “Flashpoint”, mas conterá alguns elementos daquela história. Sem previsão para começar a ser filmado, devido à pandemia de coronavírus, “The Flash” tem previsão de estreia para junho de 2022.
Novo filme de Batman ganha primeiro pôster
A Warner divulgou o primeiro pôster do novo filme de Batman. O cartaz traz apenas o logotipo do longa, chamado em inglês de “The Batman”. A arte inclui o desenho de um morcego estilizado entre as letras vermelhas do título da produção. Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), o filme marca a estreia de Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) no papel do super-herói dos quadrinhos. Ele terá que enfrentar, de cara, uma galeria de supervilões famosos. O elenco da produção inclui Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”) como Mulher-Gato, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone, além de Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon e Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) como um promotor público de nome genérico, que não existe nos quadrinhos de Batman – mas seu equivalente mais conhecido é Harvey Dent/Duas Caras. “The Batman” tem estreia marcada para outubro de 2021.
DC FanDome: Evento online da DC Comics cresce para dois dias
O DC FanDome, espécie de Comic Con online da DC, sofreu alterações em seu cronograma e agora vai acontecer ao longo de dois dias diferentes. Originalmente previsto para durar 24 horas neste sábado (22/8), com atrações de todos os segmentos relacionados aos quadrinhos da editora, a programação acabou virando dois eventos globais. O primeiro, DC FanDome: Hall of Heroes, continua marcado para 22 de agosto, enquanto o segundo, DC FanDome: Explore the Multiverse, vai acontecer em 12 de setembro. Embora a divulgação não tenha primado pela clareza, aparentemente o evento original terá exibição contínua, como num programa de TV de oito horas de duração, e será repetido três vezes no sábado, completando assim as 24 horas divulgadas. O anúncio foi acompanhado por um vídeo, em que Aisha Tyler (“Criminal Minds”) apresenta uma breve prévia de convidados, notícias e vídeos exclusivos preparados para este sábado. Que continua a ser a data da convenção propriamente dita. Veja abaixo. Como relatado anteriormente, o DC FanDome: Hall of Heroes terá painéis de alguns dos filmes mais esperados da DC, incluindo “Mulher Maravilha 1984”, “Esquadrão Suicida”, “Adam Negro”, o novo “Batman” e o Snydercut da “Liga da Justiça”. Isto foi mantido e será acompanhado por apresentações dedicadas a títulos de quadrinhos, games, animações e duas séries: “The Flash” e “Titãs” (Titans). Já o segundo evento vai concentrar as apresentações das demais séries dos heróis da DC, assim como o encontro entre a Turma da Mônica e os Jovens Titãs, que integra uma lista de painéis internacionais. O detalhe é que a programação de 12 de setembro é bem mais ampla que entrevistas, trazendo vídeos de bastidores das mais diferentes produções, documentários, debates temáticos, passatempos (incluindo filtros de realidade aumentada da DC para celular) e até concurso de cosplay! A WarnerMedia, dona da DC, também programou um DC Kids FanDome para 12 de setembro, que terá seu próprio site, DCKidsFanDome.com. Todo o conteúdo dos eventos estará disponível em nove idiomas, incluindo português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, japonês, coreano e chinês. Para assistir ao DC FanDome ao vivo, basta ir no endereço https://www.dcFanDome.com/ e preencher seus dados. A programação começa a ir ao ar às 14h (horário de Brasília) de sábado. E atenção: o primeiro painel será sobre o filme “Mulher Maravilha 1984”.
Diretor do novo filme de Batman prepara série sobre Gotham City
O diretor Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), atualmente envolvido nas filmagens de “The Batman”, novo filme de super-herói da DC Comics, anunciou que está desenvolvendo uma série passada no mesmo universo dos quadrinhos para a plataforma HBO Max. A atração será uma extensão do filme de Reeves, ambientada na cidade de Gotham City. Escrita por Terence Winter, criador de “Boardwalk Empire”, a série ainda sem título oficial vai acompanhar os detetives do GCPD, o departamento de polícia de Gotham, enfrentando a criminalidade e a corrupção nas ruas da cidade. “Esta é uma oportunidade incrível, não apenas para expandir a visão do mundo que estou criando no filme, mas para explorá-la no tipo de profundidade e detalhe que somente um formato de longa duração pode oferecer. E trabalhar com o incrivelmente talentoso Terence Winter, que já escreveu de maneira tão perspicaz e poderosa sobre os mundos do crime e da corrupção, é um sonho absoluto”, disse Reeves, em comunicado. O projeto é a primeira produção do cineasta após ele assinar um contrato para desenvolver séries com exclusividade para a divisão televisiva da Warner, por meio de sua produtora, 6th & Idaho. A série não tem cronograma de produção conhecido, mas deve ser lançada depois do filme, que chegará nas telas em junho de 2021. Reeves não adiantou muitos detalhes, como quais personagens farão parte da série. Mas a atração deve usar alguns dos coadjuvantes de Batman vistos em “Gotham”. A série encerrada no ano passado acompanhou, ao longo de cinco temporadas, a evolução do detetive James Gordon e do órfão Bruce Wayne até eles virarem os famosos Comissário Gordon e Batman. A diferença é que, desta vez, a trama não será um flashback para os dias da juventude dos personagens. Em “The Batman”, Robert Pattison (“Bom Comportamento”) interpreta o personagem-título e Jeffrey Wright (de “Westworld”) vive o Comissário. “A série fornece uma oportunidade sem precedentes de ampliar o mundo estabelecido no filme e explorar ainda mais a grandeza de personagens atraentes e complexos de Gotham”, completou a HBO Max no anúncio da produção. As séries recentes da 6th & Idaho incluem “The Passage”, da Fox , “Tales From the Loop”, da Amazon Prime Video e a vindoura sci-fi “Away”, da Netflix, estrelado por Hilary Swank. Reeves co-criou anteriormente (com JJ Abrams) “Felicity”, onde se estabeleceu como diretor ao assinar o piloto em 1998 e vários episódios adicionais.
Reino Unido autoriza retomada das filmagens de Missão Impossível, Batman e Jurassic World
O Reino Unido autorizou o ingresso no país das equipes de grandes produções de Hollywood, como “The Batman”, “Jurassic World: Dominion” e “Missão: Impossível 7”, para que possam retomar suas filmagens. Para agilizar, os atores e técnicos envolvidos nestes trabalhos não precisarão passar pela quarentena obrigatória de 14 dias, mas deverão sofrer algumas restrições, como viver próximos da área de gravação, sem poder deixar esta região. O secretário de Cultura do Reino Unido, Oliver Dowden, justificou a medida em um comunicado. “Os maiores sucessos de bilheteria e programas de TV de alta qualidade do mundo são produzidos na Grã-Bretanha. Nossa criatividade, experiência e benefícios fiscais de grande sucesso significam que somos um local de alta demanda, o que, por sua vez, proporciona um ótimo retorno para nossa economia”, diz o texto. “Queremos que a indústria se recupere e isentar um pequeno número de elenco e equipe essencial da quarentena é parte de nosso compromisso contínuo de colocar as câmeras em funcionamento seguro novamente”, conclui. “Jurassic World: Dominion” deve ser o primeiro filme a retomar sua produção, graças ao comprometimento do estúdio Universal em gastar cerca de US$ 5 milhões em protocolos de higiene e em testes para detectar a covid-19 entre as pessoas no set de filmagem. Além dos filmes citados, também tiveram suas produções interrompidas por causa da pandemia do coronavírus o remake de “A Pequena Sereia”, da Disney, e a continuação “Animais Fantásticos 3”, da Disney. Mas a continuidade dos trabalhos neste último filme também encontra-se comprometida por declarações transfóbicas da escritora J.K. Rowling, que gerou protesto do próprio protagonista do longa, Eddie Redmayne, e uma nota ambígua da Warner. Com isso, a filmagem subiu no teto. No mínimo, “Animais Fantásticos 3” deve ficar de fora da primeira leva de produções retomadas.
Michael Keaton negocia voltar ao papel de Batman nos filmes da DC Comics
O ator Michael Keaton pode voltar ao papel de Batman. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, ele negocia com a Warner para reprisar o papel do herói em “The Flash”, filme do herói velocista da DC Comics, interpretado por Ezra Miller em “Liga da Justiça” (2017). Keaton deu vida ao vigilante de Gotham City em “Batman” (1989) e “Batman: O Retorno” (1992), ambos dirigidos por Tim Burton, e é até hoje considerado um dos melhores intérpretes do personagem. Recentemente, ele voltou ao mundo dos super-heróis, mas como o vilão, no papel de Abutre em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017). “The Flash” faz parte dos planos da Warner há alguns anos e passou por várias reformulações, com diretores e roteiristas diferentes. O atual projeto será dirigido por Andy Muschietti (“It: A Coisa”) e está sendo reescrito pela roteirista Christina Hodson (“Aves de Rapina”), visando um lançamento em julho de 2022. Em sua reportagem, o THR ainda afirma que o contrato prevê participações de Keaton em outras adaptações da DC Comics. O site chega a especular que a ideia seria fazer o Bruce Wayne/Batman de Keaton assumir um papel semelhante ao de Nick Fury (Samuel L. Jackson) nos longas da Marvel. E ainda cita “Batgirl” como um filme em que isso poderia acontecer. Por coincidência, “Batgirl” também tem roteiro de Christina Hodson – mas ainda nem entrou no cronograma de lançamentos da Warner. Resta saber o que isso significa para o Batman vivido por Robert Pattinson, que vai chegar aos cinemas no ano que vem – antes, portanto, que o filme com Keaton. Uma hipótese plausível diz respeito à inclusão de uma trama sobre universos paralelos em “The Flash” – Batman é bem mais velho na Terra 2 original dos quadrinhos. Até recentemente, a Warner trabalhava com a ideia de usar a trama de “Ponto de Ignição” (Flashpoint), que retrata uma linha de tempo paralela, no filme solo do Flash. Mas Batman não seria mais velho nesse contexto.
Joel Schumacher (1939 – 2020)
O cineasta Joel Schumacher, de “Batman Eternamente” (1995) e “Batman e Robin” (1997), faleceu nesta segunda-feira (22/6) aos 80 anos, enquanto enfrentava um câncer. Schumacher teve uma longa carreira em Hollywood, iniciada como figurinista de “O Destino que Deus Me Deu”, dramédia estrelada por Tuesday Weld em 1972. Ele chegou a Los Angeles após ter trabalhado como desenhista de roupas e vitrinista em Nova York, e se estabeleceu rapidamente na indústria cinematográfica, quebrando o galho até como cenografista em “Abelhas Assassinas” (1974). Após assinar figurinos de filmes de Woody Allen – “O Dorminhoco” (1973) e “Interiores” (1978) – , foi incentivado pelo cineasta a escrever e, eventualmente, tentar a direção. O incentivo rendeu os roteiros da famosa comédia “Car Wash: Onde Acontece de Tudo” (1976) e do musical “O Mágico Inesquecível” (1978), versão de “O Mágico do Oz” com Diana Ross e Michael Jackson, dois sucessos absurdos dos anos 1970. Com essas credenciais, conseguiu aval para sua estreia na direção, que aconteceu na comédia sci-fi “A Incrível Mulher que Encolheu” (1981), logo seguida por “Taxi Especial” (1983), produção centrada na popularidade do ator Mr. T (da série “Esquadrão Classe A”). O trabalho como diretor começou a chamar atenção a partir do terceiro filme, quando Schumacher demonstrou seu raro talento para escalar atores. No drama “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” (1985), ele juntou uma turma jovem que marcou a década de 1980: Demi Moore, Rob Lowe, Emilio Estevez, Judd Nelson, Andrew McCarthy e Ally Sheedy – apelidados de “brat pack” pela mídia. O sucesso comercial veio com dois terrores inventivos, que viraram exemplos da chamada “estética MTV” no cinema. Ele usou elementos de clipes para dar uma aparência juvenil aos temas sobrenaturais. Em “Os Garotos Perdidos” (1987), filmou uma história de vampiros delinquentes, reunindo pela primeira vez os atores Corey Haim e Corey Feldman, que formariam uma dupla inseparável ao longo da década, ao mesmo tempo em que explorou a imagem de Jim Morrison, cantor da banda The Doors, como referência para uma juventude vampírica que se recusava a envelhecer. Em “Linha Mortal” (1990), juntou o então casal Kiefer Sutherland (seu vilão em “Os Garotos Perdidos”) e Julia Roberts num grupo de estudantes de Medicina (com Kevin Bacon, William Baldwin e Oliver Platt) que decide colocar a própria saúde em risco para descobrir se havia vida após a morte. Os dois filmes tornaram-se cultuadíssimos, a ponto de inspirarem continuações/remakes. Entre um e outro, ele ainda explorou o romance em “Um Toque de Infidelidade” (1989), remake do francês “Primo, Prima” (1975), com Isabella Rossellini, e “Tudo por Amor” (1991), com Julia Roberts. E assinou clipes de artistas como INXS, Lenny Kravitz e Seal – a tal “estética MTV”. Já tinha, portanto, uma filmografia variada quando se projetou de vez com o thriller dramático “Um Dia de Fúria” (1993), um dos vários filmes estrelados por Michael Douglas que deram muito o que falar no período – durante sete anos, entre “Atração Fatal” (1987) e “Assédio Sexual” (1994), o ator esteve à frente dos títulos mais controvertidos de Hollywood. O longa mostrava como um cidadão dito de bem era capaz de explodir em violência, após o acúmulo de pequenos incidentes banais. A projeção deste filme lhe rendeu status e o convite para dirigir o terceiro e o quarto longas de Batman. Mas o que deveria ser o ponto alto de sua trajetória quase acabou com ela. O personagem dos quadrinhos vinha de dois filmes muito bem-recebidos por público e crítica, assinados por Tim Burton, que exploraram uma visão sombria do herói. Schumacher, porém, optou por uma abordagem cômica e bem mais colorida, chegando a escalar o comediante Jim Carrey como vilão (o Charada) e introduzindo Robin (Chris O’Donnell) e até Batgirl (Alicia Silverstone). Ele também deu mais músculos ao traje usado por Val Kilmer em “Batman Eternamente” (1995) e mamilos ao uniforme de George Clooney em “Batman e Robin” (1997) – o que até hoje rende piadas. Abertamente homossexual, Joel Schumacher acabou acusado por fanboys de enfatizar aspectos homoeróticos de Batman. Diante do fiasco, a Warner se viu obrigada a suspender a franquia, que só voltou a ser produzida num reboot completo de 2005, pelas mãos de Christopher Nolan. Em meio à batcrise, o diretor também filmou dois dramas de tribunal, “O Cliente” (1994) e “Tempo de Matar” (1996), inspirados por livros de John Grisham, que tampouco fizeram o sucesso imaginado pelo estúdio, aumentando a pressão negativa. Sem desanimar, ele realizou o suspense “8mm: Oito Milímetros” (1999), juntando Nicolas Cage e Joaquin Phoenix, e ainda foi responsável por lançar Colin Ferrell em seu primeiro papel de protagonista no drama “Tigerland – A Caminho da Guerra” (2000). Ambos receberam avaliações positivas. Mas entre cada boa iniciativa, Schumacher continuou intercalando trabalhos mal-vistos, o que fez com que diversos momentos de sua carreira fossem considerados pontos de “retorno” à melhor fase. O elogiadíssimo suspense “Por um Fio” (2002), por exemplo, com Colin Ferrell basicamente sozinho numa cabine telefônica, atingiu 76% de aprovação no Rotten Tomatoes e assinalou o momento mais claro de “renascimento”. Só que em seguida veio o fracasso dramático de “O Custo da Coragem” (2003), com Cate Blanchett e – novamente – Ferrell, fazendo com que o trabalho seguinte, a adaptação do espetáculo da Broadway “O Fantasma da Ópera” (2004) fosse visto como mais uma chance de recuperação. Cercado de expectativa, o musical estrelado por Gerard Butler e Emmy Rossum se provou, contudo, um fiasco tão grande quanto as adaptações de quadrinhos, encerrando o ciclo de superproduções do diretor. O terror “Número 23” (2007), com Jim Carrey, foi a tentativa derradeira de recuperar a credibilidade perdida. E acabou-se frustrada. Schumacher nunca superou as críticas negativas a esse filme – 8% de aprovação no Rotten Tomatoes – , que tinha conceitos ousados, mas foi recebido como sinal evidente de fim de linha. Ele ainda fez mais três filmes de baixo orçamento, dois deles para o mercado europeu, abandonando o cinema ao voltar a Hollywood para seu último fracasso, “Reféns” (2011), estrelado por Nicolas Cage e Nicole Kidman. Na TV, ainda comandou dois episódios da 1ª temporada de “House of Cards”, ajudando a lançar o projeto de conteúdo original da Netflix em 2013. De forma notável, dezenas de pessoas que trabalharam com Schumacher, nos sucessos e nos fracassos, mobilizaram-se nas últimas horas para lembrar no Twitter que ele não é só o diretor dos piores filmes de Batman. O cineasta foi “uma força intensa, criativa e apaixonada” nas palavras de Emmy Rossum. “Ele viu coisas mais profundas em mim que nenhum outro diretor viu”, apontou Jim Carrey. “Ele me deu oportunidades e lições de vida”, acrescentou Kiefer Sutherland, concluindo que sua “marca no cinema e na cultura moderna viverão para sempre”. Muitos ainda lembraram dele como mentor e amigo. O roteirista Kevin Williams contou como foi convidado para ir a um set por Schumacher e recebeu conselhos que considera importantes para sua carreira. E Corey Feldman revelou, sem filtro, que “ele me impediu de cair nas drogas aos 16 anos”, citando como foi enquadrado e quase demitido pelo cineasta em “Os Garotos Perdidos”. “Pena que eu não escutei”.










