Roger Perry (1933 – 2018)
O ator Roger Perry morreu na quinta (11/7) à noite em sua casa na Califórnia, aos 85 anos, após lutar contra um câncer de próstata. Ele teve uma longa trajetória em Hollywood, mas é mais lembrado por seus papéis televisivos. Perry foi descoberto pela comediante Lucille Ball, que o contratou para estrelar séries de sua produtora, Desilu, e emplacou seu primeiro protagonismo como o filho de Pat O’Brien na série “Harrigan and Son”, que durou apenas uma temporada em 1960. Depois disso, viveu um policial em “Arrest and Trial” (1963–1964), precursora do formato popularizado em “Law & Order”. O elenco ainda incluía Ben Gazzara e Chuck Connors, contudo a produção também só durou uma temporada. A carreira de protagonista não emplacou, mas ele acabou chamando atenção por ótimas participações especiais, como num episódio de “Os Monstros” de 1965, em que interpretou um jovem com intenções admiráveis, que tenta resgatar a bela Marilyn (Pat Priest) de um bando de monstros. No entanto, eles nada mais eram que os membros da família amorosa da jovem. Roger ainda participou de um famoso episódio de viagem no tempo da 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek”). Seu papel era o capitão John Christopher, um piloto de 1967 (o presente, na época) que entra em contato com um disco voador – na verdade, a nave Enterprise vinda do futuro. Sua lista de aparições incluiu dezenas de outras séries clássicas, entre elas “Dr. Kildare”, “Os Invasores”, “Combate”, “Lancer”, “Têmpera de Aço”, “O Jogo Perigoso do Amor”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “Mulher Biônica”, “Mulher-Maravilha”, “Havaí 5-0”, “Mannix”, “Police Woman”, “Duro na Queda” e “Barnaby Jones”, além de arcos mais longos em “Vivendo e Aprendendo” (Facts of Life) e “Falcon Crest” já nos anos 1980. Por conta da agenda televisiva, ele não fez tantos filmes, embora sua filmografia tenha iniciado em 1959, ao estrear como um trapezista em “Ases do Trapézio” (1959). Apesar disso, chegou a estrelar uma franquia de terror, ao enfrentar vampiros em “Conde Yorga, Vampiro” (1970) e sua continuação “A Volta do Conde Yorga” (1971). Também participou do musical “Nas Águas da Marujada” (1963), estrelado por Connie Francis, do western “O Céu à Mão Armada” (1969), com Glenn Ford, do terror “O Monstro de Duas Cabeças” (1972), com Ray Milland, e de um filme da era da discoteca, “Roller Boogie” (1979). Seu último longa foi “Wreckage” (2010), ao lado de Aaron Paul. Além da carreira na televisão e no cinema, Roger ainda foi compositor. A estrela Barbra Streisand cantou uma de suas canções, “A Kid Again”, durante seu primeiro especial de TV, em 1965. Intitulado “My Name Is Barbra”, o especial foi recentemente restaurado e disponibilizado pela Netflix.
Clipe da banda infantil de Samantha! celebra época da Turma do Balão Mágico
A Netflix divulgou mais um trecho de clipe extraído de “Samantha!”, série brasileira sobre uma ex-estrela infantil dos anos 1980. E uma das curiosidades da música “Estrela da Manhã”, assim como “Abraço Infinito” – anteriormente divulgada e que também juntamos abaixo – é que ela foi composta pelo mesmo responsável pelos hits da Turma do Balão Mágico, o músico Edgard Poças, atualmente com 72 anos. Além de trabalhar com o fenômeno musical infantil dos anos 1980, que claramente inspira a trama de “Samantha!”, Poças também fez letras para outros ícones da época, como Eliana, Menudo e Dominó. Convocado pelo criador da série Felipe Braga e o músico Fábio Goes, responsável pela trilha sonora da produção, Poças recebeu a missão de criar, em 2018, sucessos infantis de 1985 – com as gírias da época – para o trio fictício Turminha Plimplom. “Essas músicas dos Plimplons são muito especiais pra gente, porque elas ficaram muito boas e porque elas dão bastante autenticidade para a série como um todo”, disse Felipe Braga durante o lançamento da série, antes de rasgar elogios ao trabalho de Poças. “Ele veio com essa linguagem que faz parecer que fazia parte do nosso passado, mesmo sendo uma obra que a gente fez pra ‘Samantha!’ especificamente. Virou parte do nosso passado apesar de nunca ter existido”. Confira abaixo.
YouTube vai transformar clipe do Maroon 5 em série
O YouTube anunciou a produção de uma série inspirada no clipe de “Sugar”, da banda Maroon. Lançado em janeiro de 2015, o vídeo mostrava a banda aparecendo de “penetra” em casamentos de fãs para fazer shows de surpresa, emocionando noivos e convidados, que tinham suas reações autênticas filmadas em estilo de reality show. A ideia da série é registrar outras pegadinhas do bem, trazendo vários artistas para surpreender fãs em eventos inesperados a cada episódio. Segundo a revista Billboard, além da banda liderada por Adam Levine, a série vai contar com episódios focados em Blake Shelton e Kelly Clarkson, colegas do vocalista no programa “The Voice”. Outros artistas confirmados no projeto são Snoop Dogg, Charlie Puth, A$AP Ferg e Bad Bunny. Os fãs que receberão as surpresas não serão escolhidos ao acaso, mas pessoas reconhecidas por seus trabalhos comunitários ou beneficentes. O cineasta David Dobkin, que dirigiu o clipe e é especialista em tramas de “penetras” – é dele a comédia “Penetras Bons de Bico” – vai assinar a produção. Ainda não há previsão para o lançamento da série. Enquanto isso, relembre o clipe abaixo.
HBO anuncia série de super-heroínas do diretor dos Vingadores
A HBO anunciou a produção de uma nova série de Joss Whedon, o criador de “Buffy”, “Firefly”, “Dollhouse”, “Agents of SHIELD” e diretor de dois filmes dos Vingadores. Intitulada “The Nevers”, a série vai acompanhar um grupo de super-heroínas na Inglaterra vitoriana. Descrita como “um épico drama de ficção científica”, “The Nevers” seguirá um grupo de mulheres do século 19 que descobrem superpoderes e se juntam em uma missão que pode mudar o mundo para sempre. Whedon vai escrever o piloto, produzir e servir como showrunner da 1ª temporada, algo que ele não fazia desde o cancelamento de “Dollhouse” em 2010. “Eu, honestamente, não poderia estar mais animado”, disse em declaração oficial. “‘The Nevers’ é provavelmente a história mais ambiciosa que eu já criei, e não consigo pensar em uma casa melhor para ela do que a HBO”. A encomenda já reflete a nova política do canal pago sob a orientação de John Stankey, chefe da Warner Media (empresa resultante da aquisição da Time Warner pela AT&T). Em seu primeiro discurso para os funcionários, ele avisou que a HBO deverá aumentar o volume de sua programação original, buscar uma audiência maior e ganhar mais presença no mercado de streaming. “The Nevers” ainda não tem previsão de estreia. Além dessa série, Whedon também está atualmente trabalhando no piloto de “Pippa Smith: Grown-Up Detective”, atração de comédia desenvolvida para o canal adolescente Freeform sobre uma jovem detetive. A diferença é que, para este projeto ir ao ar, o piloto ainda precisará ser gravado e aprovado.
Vídeo junta pela primeira vez o elenco da nova série da bruxinha Sabrina
A atriz Kiernan Shipka (da série “Mad Men”) divulgou no Instagram o pôster de “Chilling Adventures of Sabrina” (Aventuras Arrepiantes de Sabrina, em tradução literal) e o primeiro – e curto – vídeo do elenco no set da série. Além dela, caracterizada como a personagem-título, aparecem para dar as boas-vindas os atores Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”) e Gavin Leatherwood (visto na série “Grown-ish”). A produção trocará o tom de comédia adolescente, que marcou a personagem na série “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, por uma estética de terror. Isto é algo que o criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa, já tinha introduzido em algumas publicações de quadrinhos da Archie Comics, como “Afterlife with Archie” e, justamente, “Chilling Adventures of Sabrina”. Na trama, a protagonista lutará para reconciliar sua natureza dupla – meio bruxa, meio mortal – e contra as forças do mal que ameaçam sua família e o mundo em que os seres humanos habitam. Originalmente, a bruxinha faria parte do mesmo universo de “Riverdale”, mas acabou indo para a Netflix, em vez da rede CW – porque a CW preferiu apostar num remake de “Charmed”. Assim, não está claro se as duas séries ainda terão ligação. De todo modo, a Netflix também exibe “Riverdale” no mercado internacional. A 1ª temporada terá 10 episódios e deve estrear no final de 2018. Join us, will you? @sabrinanetflix @officiallucydavis @gtleatherwood @chance_perdomo #MirandaOttoDoesntHaveInstagram Uma publicação compartilhada por Kiernan Shipka (@kiernanshipka) em 13 de Jul, 2018 às 10:13 PDT Get excited!!! ?? #SalemTheCat Uma publicação compartilhada por Kiernan Shipka (@kiernanshipka) em 10 de Jul, 2018 às 2:02 PDT
Série Downton Abbey vai virar filme
Após muitas especulações, o filme baseado na premiada série britânica “Downton Abbey” foi confirmado. A Focus Features assumiu a produção, que começará suas filmagens nos próximos meses. O elenco principal, incluindo Maggie Smith, Michelle Dockery e Hugh Bonneville, vai reprisar seus papéis num roteiro escrito por Julian Fellowes, criador da série. A direção está a cargo de Brian Percival, que dirigiu o piloto de “Downton Abbey” e mais tarde fez a transição para o cinema com “A Menina Que Roubava Livros” (2013). A série acompanhava a vida da aristocrática família Crowley e seu batalhão de empregados na mansão da família, situada numa região rural da Inglaterra no começo do século 20. E venceu nada menos que 15 Emmys durante sua exibição, que aconteceu entre 2010 e 2015. Rumores sobre a produção de um filme que voltaria a reunir o elenco começaram basicamente desde o anúncio de seu final, graças ao status da atração, líder de audiência no Reino Unido. “Quando a série terminou, era o nosso sonho dar de presente aos fãs um filme”, disse Gareth Neame, um dos produtores, ao jornal britânico The Guardian. “Agora as estrelas estão alinhadas e finalmente podemos entrar em produção. Com o roteiro cheio de charme e emoção de Julian nas mãos de Brian Percival, queremos entregar tudo aquilo que esperamos de um filme de ‘Downton Abbey'”, completou. Ainda não há previsão de estreia definida para o filme.
Atriz cria série para pedir indicação ao Emmy e é selecionada para disputar o Emmy 2018
A atriz e roteirista Megan Amram criou uma websérie em curta-metragem para pedir uma indicação ao Emmy. E olha o que aconteceu: “An Emmy for Megan” foi indicado ao Emmy. Em duas categorias. A façanha se tornou uma das histórias mais curiosas do Emmy 2018. Dividida em seis episódios e lançada no dia 27 de abril (o último dia para inscrição no prêmio), “An Emmy for Megan” mostra a atriz em campanha para convencer os eleitores da Academia da Televisão dos Estados Unidos de que ela merecia uma indicação ao troféu máximo da TV americana. Pois a campanha deu certo. Deu mais que certo. Afinal, ela está concorrendo na categoria de Melhor Atriz por Série em Curta-Metragem e a própria produção foi selecionada para o prêmio de Série em Curta-Metragem. No Twitter, Amram comemorou com os fãs. Ela escreveu “Funcionou!”, incluindo uma foto com cara de choro. Mas ainda não se deu por satisfeita, lembrando: “A série não se chama ‘Duas Indicações para Megan’, se chama ‘Um Emmy para Megan’, o que importa é o troféu”. THANK YOU THANK YOU THANK YOU sincerely from the bottom of my heart to everyone who is celebrating #AnEmmyForMegan today. But remember: it's not called #TwoNominationsForMegan, it's called #AnEmmyForMegan. Because what matters is that trophy. SEE YOU ON THE WINNER'S PODIUM/STAGE — Megan Amram (@meganamram) 12 de julho de 2018
Pose: Série com maior elenco transexual da TV é renovada para a 2ª temporada
O canal pago FX anunciou a renovação de “Pose”, última série criada por Ryan Murphy para o canal (que também exibe suas criações “American Horror Story”, “American Crime Story” e “Feud”). Inédita no Brasil, a série entrou para a História ao escalar o maior elenco com atores transgêneros já visto na TV, e por ter pela primeira vez um episódio escrito, produzido e dirigido por uma trans negra, Janet Mock. “Pose” se passa na cena dançante de Nova York entre os anos 1980 e 1990, auge do garage (estilo house com vocais de divas) e da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna), e acompanha a trajetória de um grupo de jovens que tenta deixar sua marca em sua época. A 1ª temporada se encerra em 22 de julho nos Estados Unidos, e Ryan Murphy está doando todos os lucros obtidos pela produção para entidades relacionadas aos direitos LGBTQIA+.
Série Rick and Morty vai lançar disco de sua trilha sonora
O Adult Swim, bloco adulto do canal pago Cartoon Network, anunciou o lançamento de um disco com a trilha sonora da série animada “Rick and Morty”. Em parceria com a gravadora Sub Pop, o disco deve sair em 28 de setembro e, segundo informação do site NME, além de versão digital, também será lançada em vinil, CD e até em fita cassete como álbum duplo. Com 26 faixas no total, o disco terá composições de Ryan Elder, que cria os temas incidentais da série, e algumas músicas de bandas veteranas da cena indie, como Mazzy Star, Belly, Blonde Redhead e Chaos Chaos, além de músicas inéditas de clipping. e Chad VanGaalen – obviamente contratados da Sup Pop. O projeto segue os planos de lançamento do primeiro festival de rock do canal pago Adult Swim, que vai misturar música e animação em Los Angeles durante o mês de outubro. Criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”), a série acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, e já tem impacto na cultura pop, após inspirar um clipe da dupla de rap Run the Jewels. Confira abaixo a tracklist completa do álbum. 1. Rick and Morty Theme Song 2. Jerry’s Rick 3. The Small Intestine Song 4. The Flu Hatin’ Rap 5. African Dream Pop 6. Mazzy Star – “Look on Down From the Bridge” 7. The Rick Dance 8. Goodbye Moonmen 9. Summer and Tinkles 10. Chaos Chaos – “Do You Feel It” 11. Unity Says Goodbye 12. Get Schwifty (C-131) 13. Raised Up (C-131) 14. clipping. – “Stab Him in the Throat” 15. Help Me I’m Gonna Die 16. Let Me Out 17. Chaos Chaos – “Memories” 18. Chad VanGaalen – “Stuttering Light” 19. Alien Jazz Rap 20. Blonde Redhead – “For the Damaged Coda” 21. Fathers and Daughters 22. Belly – “Seal My Fate” 23. Chaos Chaos – “Terryfold” 24. Tales From the Citadel 25. Rick and Morty Score Medley 26. Human Music
Big Bang Theory consegue uma indicação ao Emmy 2018 após o anúncio oficial
A série “Big Bang Theory” conseguiu uma inclusão de última hora na disputa do Emmy 2018. Foi, tipo, Bazinga! A Academia da Televisão confirmou que o episódio “The Bow Tie Simmetry”, que mostra o casamento de Sheldon e Amy, vai disputar a categoria Melhor Direção em Série de Comédia. Mark Cendrowski assina a direção do episódio, que encerrou a 11ª temporada da série nos Estados Unidos, em 10 de maio. Assim, a categoria terá uma indicação a mais – sete – em relação às demais. A inclusão foi consequência de uma sondagem da revista The Hollywood Reporter, que questionou o desrespeito a uma nova regra para indicações, adotada pela Academia de Televisão desde o ano passado. Na categoria de Melhor Direção, pelo menos um dos episódios indicados tem de ser gravado em “multicamera”, método utilizado para captação de imagens em estúdio, diante de uma plateia, o caso de “Big Bang Theory”. São usadas muitas câmeras para captar as cenas de vários ângulos e não ser preciso repeti-las para pegar detalhes específicos, porque isso prejudicaria a reação da plateia – as gargalhadas que se ouvem ao fundo. Entretanto, todos os concorrentes originalmente indicados foram gravados em “single-camera”. Ou seja, com uma câmera, o que identifica produções rodadas longe de platéia, onde os diretores podem parar cenas e repeti-las para mudar ângulos, pegar closes, etc. Por isso, “Big Bang Theory” foi incluída. Mark Cendrowki concorrerá com Donald Glover por “Atlanta”, Hiro Murai também de “Atlanta”, Bill Hader por “Barry”, Jesse Peretz por “GLOW”, Mike Judge por “Sillicon Valley” e Amy Sherman-Palladino por “The Marvelous Mrs. Maisel”. “Big Bang Theory” é a única sitcom convencional da lista. E no fundo é isto o que significa esta diferenciação de multicam e single-cam, termos que faziam sentido quando quase todas as comédias eram gravadas diante de plateias. Hoje, há cada vez menos produções assim na televisão.
Peter Dinklage bate recorde de indicações no Emmy
O ator Peter Dinklage, intérprete de Tyrion Lannister na série “Game of Thrones”, emplacou sua sétima indicação ao Emmy na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática. E se trata de um feito recorde, que faz do ator o mais indicado da categoria na História da premiação. Ele já liderava a categoria, mas em empate com outros astros. Agora, deixou para trás Will Geer (por “Os Waltons”), Jimmy Smits (“LA Law”), Ed Begley Jr. (“St. Elsewhere”) e Bruce Weitz (“Chumbo Grosso/Hill Street Blues”), que atingiram seis nomeações. Se Dinklage vencer, ele empatará com Aaron Paul (“Breaking Bad”) como o Ator Coadjuvante de Série Dramática mais premiado do Emmy. Mas, para isso, precisará superar seu próprio irmão em “Game of Thrones”. O dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau, que vive Jaime Lannister, também disputa o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática. A família Lannister também teve outro integrante indicado. Lena Headey, que interpreta a irmã dos dois, Cersei Lannister, disputará o Emmy na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática. Espera-se que a supremacia dos Lannisters não seja mau agouro para os Starks, cujos intérpretes passaram em branco na premiação. Por sinal, “Game of Thrones” liderou a lista de indicações do Emmy 2018, divulgada pela Academia da Televisão durante a manhã de quinta (12/7), em Los Angeles.
Netflix lidera indicações do Emmy pela primeira vez, mudando o perfil da “televisão”
O Emmy 2018 entrou para a História pelo reconhecimento dado pela Academia de Televisão dos Estados Unidos a um novo tipo de programação de TV, que pode ser assistida por dispositivos móveis ou no computador, e não mais exclusivamente num aparelho televisor. Produções de plataformas de streaming tiveram desempenho surpreendente entre as indicações, reveladas na quinta-feira (12/7). Pela primeira vez, a Netflix liderou a lista de “emissoras” com a maior quantidade de programas indicados, acabando com um domínio de 17 anos da HBO na liderança das nomeações. A plataforma foi nomeada 112 vezes, quatro a mais que a antiga campeã. Ao se estabelecer como o parâmetro de qualidade da TV norte-americana no começo do século 21, a HBO encabeçou uma troca entre padrões televisivos, deixando para trás as produções feitas para a TV aberta, que se tornaram convencionais diante da ousadia das séries da TV paga. E com a HBO vieram Showtime, FX, AMC, Starz e outros canais por assinatura, que completaram a troca da guarda. Até que as próprias redes começaram a imitar a programação premiada, com produções mais cinematográficas e temáticas mais complexas que o “caso da semana”. No Emmy 2018, entretanto, apesar de a HBO produzir as duas atrações com a maior quantidade de indicações (“Game of Thrones” e “Westworld”), está claro que o paradigma começa a mudar. Agora é a Netflix que lidera uma nova renovação na forma como se faz televisão. Os destaques da plataforma no Emmy foram as séries dramáticas “The Crown” (13 indicações) “Stranger Things” (12), “Godless” (12), “GLOW” (10), “Black Mirror” (7) e “Ozark” (5). Após a Netflix, o Hulu foi o serviço de streaming que mais se destacou com 27 indicações, 20 delas para “The Handmaid’s Tale” – que na contagem geral foi o quarto programa com o maior número de nomeações e a atração de streaming que disputa a maior quantidade de categorias. A Amazon, por sua vez, emplacou 22 indicações, puxadas pelas 14 de “The Marvelous Mrs. Maisel”. A concentração em poucos título de Hulu e Amazon contrastam com a variedade da Netflix, que multiplica sua programação sem parar, empilhando quantidade na busca de qualidade. Não é por acaso que a Amazon resolveu abrir o talão de cheques e passar a encomendar diversas séries novas. O diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, enfatizou este ponto em sua declaração após a divulgação da lista da Academia, dizendo: “Estamos particularmente entusiasmados em ver a amplitude de nossa programação celebrada com indicações espalhadas por 40 títulos novos e recorrentes que mostram nossa variada e expansiva grade – comédias, dramas, filmes, séries limitadas, documentário, variedade, animação e reality shows”. A HBO seguiu o mesmo tom em sua declaração – “A HBO está muito satisfeita com suas 108 indicações, especialmente pela ampla gama em tantas categorias” – sugerindo que está muito consciente da batalha que precisará travar por essa amplitude. O dado é especialmente significativo por ecoar o primeiro discurso de John Stankey, novo chefe da Warner Media, sobre o futuro da HBO, que deve aumentar o volume de sua programação original, buscar uma audiência maior e enfrentar a guerra por espaço no admirável mundo novo que o Emmy 2018 agora oficializou. Quem acha que vive na era do pico da TV (peak TV) vai se surpreender com o desdobramento do sucesso da Netflix. Aguardem o Emmy 2020, com os primeiros produtos das plataformas da Apple, Disney, YouTube Premium e Facebook…
Criador de La Casa de Papel fecha contrato para produção de novas séries na Netflix
A Netflix anunciou um contrato de exclusividade com Álex Pina, o criador, roteirista e produtor da série espanhola “La Casa de Papel”. Com o contrato, ele produzirá novas séries e projetos para a plataforma. “É um grande prazer anunciar o acordo com Álex Pina e poder trabalhar com um criador e uma equipe de produção tão talentosos. Temos certeza de que Álex continuará quebrando barreiras e conquistando o mundo todo com sua visão e histórias tão singulares”, afirmou em comunicado Erik Barmack, vice-presidente de conteúdo original internacional da Netflix. Além de “La Casa de Papel”, que virou febre mundial ao ser exibida na Netflix, Pina também criou a cultuada série apocalíptica “El Barco”, a policial “Vis a Vis” e a comédia “Bienvenidos al Lolita”, demonstrando extrema versatilidade. Um dos primeiros projetos dentro de seu novo acordo é a produção da terceira parte de “La Casa de Papel”, que tem lançamento previsto para 2019. Pina também está desenvolvendo “Sky Rojo”, uma trama de ação com protagonista feminina, que tem seu início de produção previsto para 2019.












