Big Bang Theory consegue uma indicação ao Emmy 2018 após o anúncio oficial

 

A série “Big Bang Theory” conseguiu uma inclusão de última hora na disputa do Emmy 2018. Foi, tipo, Bazinga! A Academia da Televisão confirmou que o episódio “The Bow Tie Simmetry”, que mostra o casamento de Sheldon e Amy, vai disputar a categoria Melhor Direção em Série de Comédia. Mark Cendrowski assina a direção do episódio, que encerrou a 11ª temporada da série nos Estados Unidos, em 10 de maio.

Assim, a categoria terá uma indicação a mais – sete – em relação às demais.

A inclusão foi consequência de uma sondagem da revista The Hollywood Reporter, que questionou o desrespeito a uma nova regra para indicações, adotada pela Academia de Televisão desde o ano passado.

Na categoria de Melhor Direção, pelo menos um dos episódios indicados tem de ser gravado em “multicamera”, método utilizado para captação de imagens em estúdio, diante de uma plateia, o caso de “Big Bang Theory”. São usadas muitas câmeras para captar as cenas de vários ângulos e não ser preciso repeti-las para pegar detalhes específicos, porque isso prejudicaria a reação da plateia – as gargalhadas que se ouvem ao fundo.

Entretanto, todos os concorrentes originalmente indicados foram gravados em “single-camera”. Ou seja, com uma câmera, o que identifica produções rodadas longe de platéia, onde os diretores podem parar cenas e repeti-las para mudar ângulos, pegar closes, etc. Por isso, “Big Bang Theory” foi incluída.

Mark Cendrowki concorrerá com Donald Glover por “Atlanta”, Hiro Murai também de “Atlanta”, Bill Hader por “Barry”, Jesse Peretz por “GLOW”, Mike Judge por “Sillicon Valley” e Amy Sherman-Palladino por “The Marvelous Mrs. Maisel”.

“Big Bang Theory” é a única sitcom convencional da lista. E no fundo é isto o que significa esta diferenciação de multicam e single-cam, termos que faziam sentido quando quase todas as comédias eram gravadas diante de plateias. Hoje, há cada vez menos produções assim na televisão.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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