Ator de Stranger Things vai viver O Homem Elefante em minissérie britânica
O ator Charlie Heaton, que vive Jonathan Byers em “Stranger Things”, vai estralar uma nova versão de “O Homem Elefante”, numa minissérie da BBC. Escrita por Neil McKay (“Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro”), a minissérie vai explorar os mistérios que ainda envolvem a vida de Joseph Merrick, que ficou conhecido como Homem Elefante durante a era vitoriana por causa da sua aparência física, causada por uma doença congênita. Em comunicado, Piers Wenger, controlador do departamento de Drama da BBC, afirmou que o projeto “lançará uma nova luz sobre esta história, trazendo mais profundidade e humanidade do que nunca”. O enredo mostrará a vida de Merrick no século 19, após suas passagens por casas de espetáculos e seu fim no Hospital de Londres, onde desenvolveu amizade com seu médico, Dr. Frederick Treves, antes de morrer aos 27 anos de idade. Heaton afirmou estar empolgado e honrado com a oportunidade. “É um papel especial e desafiador para qualquer ator”, disse no comunicado. “Joseph tem uma história tão incrível e eu não posso esperar para ir nessa jornada e trazê-lo para a vida”. Joseph Merrick já foi retratado várias vezes no teatro, no cinema e na TV. A adaptação mais famosa pertence ao filme “O Homem Elefante” de 1980, com John Hurt no papel principal e direção de David Lynch, que recebeu oito indicações ao Oscar.
Fotos mostram clima de Velho Oeste e romance em The Walking Dead
O canal pago americano AMC divulgou fotos oficiais da 9ª temporada de “The Walking Dead”, que destacam a atmosfera de Velho Oeste dos próximos episódios, com muitas cavalgadas e até diligências, além de um clima de romance entre Carol (Melissa McBride) e Ezekiel (Khary Peyton). O relacionamento entre os dois personagens foi alvo de boato no fórum The Spoiling Dead Fans, que chegou até a sugerir casamento. Já o aspecto de faroeste da produção foi assumido pela nova showrunner Angela Kang, em entrevista à revista Entertainment Weekly em julho, quando revelou a primeira imagem da temporada – que inclusive retorna agora, na leva atual, sem o logotipo da revista. “Vamos explorar o que acontece quando objetos feitos pelo homem começam a quebrar. Infraestrutura, como estradas e pontes, não são mais as mesmas, e os recursos estão acabando”, contou Kang. “Como resultado, há um clima de faroeste, o que foi muito divertido de escrever e filmar”. Ela aprofundou a explicação. “Estamos entrando em um período em que muitas das coisas que vimos nas temporadas anteriores quebraram, então eles têm esses cavalos e carruagens em vez de carros. A iluminação se dá com lâmpadas a óleo. As pessoas estão usando diferentes tipos de armamento. Existe uma verdadeira aridez que acho que será divertida e fresca para os espectadores. A 9ª temporada de “The Walking Dead” marcará a despedida do ator Andrew Lincoln do protagonista Rick Grimes. O ator confirmou sua saída da série durante a San Diego Comic-Con 2018, mas detalhes de como sairá da série permanecem desconhecidos. Além dele, Lauren Cohan também confirmou que abandonará a personagem Maggie Greene, mas com opção de poder retornar mais adiante. A estreia da nova temporada está marcada para o dia 7 de outubro. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Fox.
American Horror Story: Connie Britton e Dylan McDermott voltarão aos papéis da 1ª temporada
Os atores Connie Britton e Dylan McDermott, protagonistas da 1ª temporada de “American Horror Story”, foram confirmados no elenco da 8ª temporada da atração, que será um crossover entre o arco inicial, intitulado “Murder House”, com a trama das bruxas do terceiro ano, “Coven”. Britton e McDermott irão reprisar seus papéis como Vivien e Ben Harmon, que se tornam vítimas da casa mal-assombrada da história original. Na trama, eles se mudam com a filha para o local, conhecido por ter sido palco de muitas matanças. Taissa Farmiga, que viveu sua filha, também está no elenco. Intitulada “American Horror Story: Apocalypse”, a nova temporada vai continuar a trama original, que terminou com Constance Langdon (Jessica Lange) assumindo a criação de seu neto pequeno. O ator Cody Fern (revelação da 2ª temporada de “American Crime Story”) viverá a versão adulta de Michael Langdon, o filho do fantasma de Tate Langdon (Evan Peters) com Vivien Harmon (Britton), que será o anticristo na nova história. Farmiga ainda vai reprisar seu papel como uma de bruxas da 3ª temporada, junto de Sarah Paulson, Gabourey Sidibe, Frances Conroy, Lily Rabe, Emma Roberts e até a cantora Stevie Nicks. Além de todos os citados, atores de outras temporadas, como Cheyenne Jackson, Billie Lourd, Billy Eichner, Adina Porter e Leslie Grossman, também aparecerão no novo arco, que ainda irá promover a estreia de Joan Collins (da série clássica “Dinastia”) na série. A estreia de “American Horror Story: Apocalypse” está marcada para 12 de setembro. A série é exibida pelo canal pago FX no Brasil.
Série clássica A Feiticeira vai ganhar remake com atriz negra no papel principal
A rede ABC deu sinal verdade para a produção de um remake da série clássica “A Feiticeira”. O detalhe é que a nova Samantha Stephens será uma mulher negra. Desenvolvida por Kenya Barris, criador de “Black-ish”, a série vai girar em torno de uma família interracial, encabeçada por Samantha, uma mulher negra com poderes mágicos, que se casa com o mortal Darren e descobre que mesmo uma feiticeira não consegue ter mais privilégios do que um cara branco comum. Na série original de 1964, Elizabeth Montgomery interpretava Samantha, que também se casava com Darren, e não resistia à tentação de usar a feitiçaria para resolver os problemas da família. O problema é que sua mãe também era uma bruxa poderosa, que desprezava o genro mortal. Tanta bruxaria sempre fazia uma vizinha enxerida desconfiar que aquela família não era normal. E para completar os problemas, o casal ainda teve uma filha, Tabitha, que não demora a revelar ter puxado a mãe. Esta história já ganhou um remake de cinema, estrelado por Nicole Kidman em 2005, mas o retorno nas bilheterias não rendeu uma continuação. O remake foi o último projeto que Kenya Barris desenvolveu na ABC, antes de fechar um contrato milionário de exclusividade com a Netflix. Ele divide a autoria da nova versão da sitcom clássica com Yamara Taylor, roteirista de vários episódios de “Black-ish”. Não é a primeira vez que uma emissora tenta reviver “A Feiticeira”. A série, originalmente exibida entre 1964 e 1972, quase voltou 2011 (pela CBS) e em 2014 (pela ABC), mas nenhum dos dois projetos foi para frente. Agora, porém, a produção se configura como o terceiro remake/reboot de série clássica de feiticeira, após “Charmed”, com estreia marcada para 14 de outubro na rede americana CW, e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, que chega em 26 de outubro na Netflix. Ainda não há data definida para a estreia da nova “A Feiticeira”.
Jim Parsons publica carta aberta sobre o final de The Big Bang Theory
O ator Jim Parsons, apontado pela revista Entertainment Weekly como razão pela qual a série “The Big Bang Theory” vai chegar ao fim na próxima temporada, postou uma longa carta de agradecimento ao elenco, equipe e telespectadores pela parceria de 12 anos na atração, líder de audiência na TV dos Estados Unidos. Segundo o ator, a ficha do fim do programa ainda não caiu, o que provavelmente só acontecerá quando terminarem as gravações da última temporada, que já começaram. “Vou sentir saudade de todos vocês, mais do que eu consigo dizer e mais do que eu posso compreender neste momento”, escreveu Jim Parsons em texto compartilhado no Instagram. O 12º e último ano da sitcom estreia no dia 24 de setembro nos Estados Unidos e o episódio final deve ir ao ar no início de 2019. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner. Veja abaixo a íntegra da mensagem divulgada pelo ator nas redes sociais. “É difícil (quase impossível, na verdade) aceitar que essa [veja acima] é uma foto do primeiro dos 24 episódios finais de “The Big Bang Theory”. Tenho muita sorte de ter outros 23 episódios para fazer nesta temporada, porque tenho esperança de que, assim como para todo mundo, a ficha ainda cairá para mim. Além disso, me sinto grato — e gratidão não leva tempo para perceber. Esse sentimento de gratidão está sempre comigo, mas ele foi multiplicado no momento em que a temporada final foi anunciada. Sinto gratidão intensa por nossos devotos telespectadores, que são o motivo real de termos explorado esses personagens por 12 anos das nossas vidas. Sinto gratidão por nossa equipe — muitos estão conosco desde o início — , que são as pessoas que trazem um sentido de estabilidade e dependência, que são tão calorosas e legais e sempre prontas para dizer ´olá´ e sorrir toda vez que entramos no set. As pessoas que, apesar de vocês não verem na TV, são de muitas formas o coração que mantém tudo isso vivo e respirando enquanto nós, agitando nossos braços e pernas, agimos como bobos tentando fazer alguém sorrir. Eu sou grato a todos os roteiristas do programa, àqueles que estão conosco e àqueles que partiram, porque, sem eles, não existiria “The Big Bang Theory”. Os roteiristas pensaram esse programa. Os roteiristas criaram esses personagens. Os roteiristas encontram caminhos para deixar tudo orgânico e divertido, e manter essa série funcionando é uma tarefa muito mais desafiadora do que eles jamais vão entender. Sei que eles já sabem, e isso soa repetitivo, mas sou imensamente grato ao elenco da foto e ao elenco que não está nela, tanto os que estiveram em uma só cena quanto os que estrelaram muitos episódios. Vocês são meus parceiros pelos quais me apaixonei e que se tornaram parte da minha vida dentro e fora do set. Vocês são meus parceiros até quando não temos vontade de atuar, mas precisamos porque é nosso trabalho entrar em cena e fingir que somos esses personagens e olhamos uns para os outros e dizemos o texto e terminamos criando essa estranha realidade alternativa, que enriqueceu minha vida mais do que um dia irei compreender. Vou sentir saudade de todos vocês, mais do que eu consigo dizer e mais do que eu posso compreender neste momento.” ❤️Swipe for my caption to this picture which was too long to just write here (not surprising given the circumstances) ❤️ Uma publicação compartilhada por Jim Parsons (@therealjimparsons) em 23 de Ago, 2018 às 9:31 PDT
Mayim Bialik não gostou do anúncio do fim de The Big Bang Theory
O fim de “The Big Bang Theory” em sua próxima temporada não foi, definitivamente, uma decisão de consenso entre o elenco da atração. Mayim Bialik, que interpreta Amy na série, expressou sua insatisfação em seu blog pessoal, Grok Nation. “Se eu estou feliz? É claro que não”, escreveu a atriz. “Esse tem sido o meu trabalho desde que Melissa Rauch e eu nos juntamos ao elenco como regulares, na 4ª temporada. Eu amo os meus colegas de trabalho e tenho tanta gratidão pela nossa incrível equipe, nossos corajosos roteiristas, todos que trabalham na série, e nossos maravilhosos fãs. Tantas pessoas fazem parte da família de ‘Big Bang'”. “Meu trabalho remunerado – aquele pelo qual vocês me conheceram – está acabando, e sim, isso é muito triste. Eu temo que será muito difícil não chorar todos os dias pelos próximos 23 episódios. Mas esse elenco ama trazer alegria para seus espectadores e vamos continuar fazendo isso o melhor que pudermos”, conclui. Segundo a revista Entertainment Weekly, o principal motivo pelo fim de “The Big Bang Theory” foi a vontade do ator Jim Parsons, intérprete de Sheldon Cooper, de não firmar um novo contrato de dois anos com a rede CBS e a produtora WBTV (Warner Bros. Television), mesmo ganhando cerca de US$ 1 milhão por episódio. Com sua relutância em permanecer na série, os produtores resolveram encerrar a sitcom. A 12ª e última temporada de “The Big Bang Theory” estreia em 24 de setembro nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Warner no Brasil.
Decisão de encerrar The Big Bang Theory teria sido vontade de Jim Parsons
O decisão de encerrar a série “The Big Bang Theory” teria envolvido um impasse nas negociações de renovação de contrato com o ator Jim Parsons. A revista Entertainment Weekly afirma ter obtido informações de bastidores sobre a decisão, que dão conta que o intérprete de Sheldon Cooper, personagem mais conhecido da sitcom, “estava pronto para deixar o seriado”. Diante desse impasse na renegociação dos contratos, a rede CBS e a produtora WBTV (Warner Bros. Television) ponderaram que não faria sentido continuar a série sem o Dr. Sheldon Cooper. Assim, a 12ª temporada será a última de “The Big Bang Theory”. A Entertainment Weekly ainda diz ter procurado representantes de Parsons para confirmar ou desmentir as informações, mas eles não se manifestaram até o momento. A série já corria risco de ser cancelada, devido aos salários de seu elenco. Os cinco intérpretes originais da atração ganham cerca de US$ 1 milhão por episódio, e a CBS não pretendia negociar aumentos para fechar um novo contrato de dois anos com os atores, pois isso inviabilizaria a receita da produção. Ironicamente, Parsons é o único que continuará ligado em seu personagem após o fim da série. O universo de “The Big Bang Theory” recentemente se expandiu com “Young Sheldon”, mostrando a infância do personagem. Parsons é produtor e contribui com narrações para essa atração, que estreia sua 2ª temporada ainda neste ano. A 12ª temporada e última temporada de “The Big Bang Theory” estreia em 24 de setembro nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Warner no Brasil.
Teasers de American Horror Story trazem Sarah Paulson e o apocalipse
O canal pago FX divulgou oito teasers sinistros da 8ª temporada de “American Horror Story”, intitulada “Apocalypse”. E os temas dos vídeos mostram como um bebê vai crescer para se tornar o anticristo e destruir o mundo. O último vídeo revela uma nova personagem interpretada por Sarah Paulson. A atriz deverá interpretar nada menos que três papéis diferentes na atual temporada, e um deles é a sinistra Venable, apresentada na prévia. No vídeo, ela aparece no comando de uma loteria que sorteia pessoas para sobreviver ao fim dos dias. “Esta é a sua chance de sobreviver”, diz Paulson para a câmera. Além de Venable, Paulson vai retomar as personagens Billie Dean Howard (da 1ª temporada da série, “Murder House”) e Cordelia Goode (da 3ª, “Coven”). A nova temporada funcionará um crossover das duas histórias, continuando a trama do arco inaugural da atração, que terminou com Constance Langdon (Jessica Lange) assumindo a criação de seu neto pequeno. O ator Cody Fern (revelação da 2ª temporada de “American Crime Story”) viverá a versão adulta de Michael Langdon, o filho do fantasma de Tate Langdon (Evan Peters) com Vivien Harmon (Connie Britton), que será o anticristo da trama. Junto com Paulson também retomarão seus papéis de bruxas da 3ª temporada as atrizes Taissa Farmiga, Gabourey Sidibe, Frances Conroy, Sarah Paulson, Lily Rabe, Emma Roberts e até a cantora Stevie Nicks. Atores de outras temporadas, como Cheyenne Jackson, Billie Lourd, Billy Eichner, Adina Porter e Leslie Grossman também aparecerão no novo arco, que ainda irá promover a estreia de Joan Collins (da série clássica “Dinastia”) na série. A estreia de “American Horror Story: Apocalypse” está marcada para 12 de setembro. A série também é exibida pelo FX no Brasil.
The Big Bang Theory vai acabar na próxima temporada
A rede CBS e a produtora WBTV (Warner Bros. Television) anunciaram que a próxima temporada de “The Big Bang Theory” marcará o fim da série. A 12ª e última temporada da comédia que lidera a audiência televisiva dos Estados Unidos tem estreia marcada para o dia 24 de setembro. O episódio final deve ir ao ar no início de 2019. “Somos eternamente gratos a nossos fãs por seu apoio à ‘The Big Bang Theory’ durante suas 12 temporadas. Nós, juntamente com o elenco, escritores e equipe, estamos extremamente agradecidos pelo sucesso da série, e queremos entregar uma temporada final e episódio final capazes de levar ‘The Big Bang Theory’ para um conclusão criativa épica”, anunciaram as empresas e o produtor Chuck Lorre em comunicado conjunto. A série, que estreou em 2007, vai atingir um total de 279 episódios, finalizando sua trajetória como a sitcom convencional mais longeva da história da TV americana. Originalmente protagonizada por Jim Parsons, Johnny Galecki, Kaley Cuoco, Simon Helberg e Kunal Nayyar, “The Big Bang Theory” acompanha a história de um grupo de amigos nerds desajustados e o impacto de sua vizinha sexy Penny (Cuoco) em suas vidas, demonstrando que nem tudo se resume a ciências, quadrinhos, séries e filmes de sci-fi. Nos últimos anos, os nerds deixaram de ser solitários e encontraram suas caras metades. Até Penny se casou com um deles, Leonard (o personagem de Galecki), e o final da 11ª temporada trouxe o casamento de Sheldon (Parsons) e Amy (Mayim Bialik). O sucesso de “The Big Bang Theory” inflacionou os salários de seu elenco, transformando seus atores nos mais bem-pagos da TV americana. Entretanto, isso também encareceu a produção dos episódios e o anúncio do cancelamento coincide com o momento de discussões de renovações contratuais – época em que aumentos ou cortes são buscados. Ao todo, a série recebeu 52 indicações ao Emmy e soma 10 vitórias até o momento, embora nunca tenha conquistado o troféu de Melhor Série de Comédia. Individualmente, o mais premiado é Jim Parsons, que venceu um Globo de Ouro e quatro Emmys pelo papel de Sheldon – além de ter lançou um bordão (“Bazinga!”) na cultura pop. O universo da série recentemente se expandiu com “Young Sheldon”, mostrando a infância do personagem. Graças a essa atração, que estreia sua 2ª temporada ainda neste ano, Parsons vai continuar ligado a Sheldon por mais tempo. Ele é produtor e contribui com narrações de “Young Sheldon”. No Brasil, “The Big Bang Theory” é exibida pelo canal pago Warner.
Atriz e criadora de série da Netflix revela ter sofrido estupro coletivo em meio à produção
A atriz e roteirista Michaela Coel, criadora e estrela de “Chewing Gum”, lançada no Brasil pela Netflix, revelou ter sofrido um estupro coletivo em meio à produção da série. Ela compartilhou o trauma durante uma palestra no Festival de Televisão de Edimburgo. Coel frisou que o abuso não ocorreu “dentro dos escritórios da produtora ou foi cometido por algum funcionário da produção”. “Eu estava virando a noite no trabalho, tinha que entregar um episódio às 9 da manhã do dia seguinte”, comentou. “Eu resolvi fazer um intervalo e encontrar um amigo que estava por perto para tomar um drinque. A próxima coisa que eu me lembro é estar na frente do computador, no dia seguinte, digitando”. Coel contou que, pouco depois, teve um “flashback” em que se lembrou de ser abusada sexualmente por “um grupo de homens desconhecidos”. “Logo depois de procurar a polícia, antes mesmo de falar com minha família, liguei para os meus produtores. E então o dilema começou: Como operamos, nesse ramo, quando há uma emergência desse tipo?”, questionou. “De uma hora para a outra, todo mundo ficou muito ansioso, funcionários e chefes”, continuou. “Nos próximos dias, todo mundo ao meu redor no trabalho ficou tentando descobrir onde a linha da empatia estava, e como me tratar, e o quanto exigir de mim. Quando há a polícia envolvida, e imagens de câmeras de segurança de homens desconhecidos carregando sua roteirista, adormecida, para lugares perigosos, quando cortes são encontrados e há sangue, como uma empresa deve agir?”. Coel relatou que a produtora Retort a enviou para uma clínica de recuperação psicológica e bancou a sua terapia até o fim das gravações de “Chewing Gum”. Ainda segundo ela, o caso extremo aconteceu após sua primeira experiência com assédio sexual. “Uma vez, eu tinha vencido um prêmio por roteiro. Em uma festa depois da cerimônia, um produtor famoso da TV britânica se aproximou de mim, se apresentando. Eu disse: ‘Ah, claro, prazer em conhecê-lo!’. Ele imediatamente me respondeu: ‘Você faz ideia do quanto eu quero transar com você agora?’. Eu dei meia volta e fui embora imediatamente, deixando o meu acompanhante sozinho na festa. Ele me ligou mais tarde, irritado, dizendo que alguém tinha usado ofensas racistas se dirigindo a ele. Era o mesmo produtor”, relatou a atriz. Além de “Chewing Gum”, Coel pode ser vista em outra produção da Netflix, a antologia “Black Mirror”, no celebrado episódio “USS Callister”. Ela também teve um pequeno papel em “Star Wars: Os Últimos Jedi” e atualmente prepara uma série para a BBC sobre assédio. Intitulada “Jan 22nd”, a atração vai explorar a questão do consentimento sexual na vida contemporânea e será escrita e estrelada por ela, baseada em suas próprias experiências.
Novo crossover das séries de heróis da DC Comics ganha data oficial
A rede CW marcou as datas do crossover anual de suas séries da DC Comics. Desta vez, o evento vai envolver apenas três séries – em vez das quatro do ano passado – e acontecerá na segunda semana de dezembro. Mas em vez disso simplificar a logística, o projeto causará tumulto na ordem de exibição das atrações em suas novas temporadas. A trama vai começar com um episódio de “The Flash” e terminar em “Supergirl”, e por conta disso gerará uma troca no calendário entre as duas séries. A primeira parte será exibida em 9 de dezembro, um domingo, com o episódio de “The Flash”. Seguirá pela segunda em “Arrow”. E se encerrará na terça, dia 11 de dezembro, em “Supergirl”. Ao final do crossover, “Supergirl” voltará aos domingos e “The Flash” às terças. Ainda sem título, a história marcará a primeira aparição de Batwoman no Arrowverso – como são chamadas as séries da DC derivadas de “Arrow” – , com interpretação de Ruby Rose (“Megatubarão”) – , que deverá ganhar sua própria atração em 2019. A aprovação da série de “Batwoman” vai depender da repercussão da história. No crossover passado, o Arrowverse introduziu o herói gay Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”). E o personagem ganhou uma série animada.
Brendan Fraser vai viver o Homem-Robô na série da Patrulha do Destino
O ator Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) vai estrelar a próxima série de super-heróis da DC Comics. Ele viverá o Homem-Robô em “Doom Patrol”, baseada nos quadrinhos da Patrulha do Destino. O personagem era um piloto de corrida chamado Cliff Steele, que teve seu cérebro transplantado para um corpo de metal após sofrer um grave acidente nas pistas. Fraser irá dublar o Homem-Robô, que aparecerá numa armadura metálica, além de viver Steele em flashbacks. Um dublê interpretará o personagem sob a amardura. Na série “Titans”, dos Novos Titãs, que introduzirá o personagem, o intérprete anunciado foi Jake Michaels (visto num episódio de “Designated Survivor”). A Patrulha do Destino é considerado os X-Men da DC Comics, mas o mais correto, pela ordem de lançamento, seria chamar os X-Men de Patrulha do Destino da Marvel. Criados pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani, os heróis da DC chegaram às bancas três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. E, desde sua concepção, o grupo se tornou conhecido por causar mais medo e repulsa – formado por pessoas que foram mutiladas, desfiguradas ou tem poderes assustadores – que as reações positivas associadas aos super-heróis. A sinopse oficial da série reflete essa premissa. Diz o texto: “Os membros da Patrulha do Destino sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através do Chefe, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra contra o que eles encontram”. O Chefe é o codinome de Dr. Niles Calder, um gênio confinado a uma cadeiras de rodas – como Charles Xavier. Os demais integrantes que aparecerão primeiro em “Titans” são Larry Trainor, o Homem-Negativo, e Rita Farr, a Mulher-Elástica, mas outros foram incorporados após a série ser oficializada. April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) viverá a Mulher-Elástica e Dwain Murphy (visto em dois episódios de “Star Trek: Discovery”) será o Homem-Negativo, mas ainda não foi definido se Bruno Bichir (série “Narcos”) manterá o papel de Chefe, que terá em “Titans”. Além destes, a produção também anunciou Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) no papel do herói Ciborgue. A série está sendo desenvolvida por Jeremy Carver, roteirista de “Supernatural” e criador de “Frequency”, e a produção faz parte do universo DC administrado por Greg Berlanti. Com a encomenda da nova série, o produtor-roteirista estará à frente de sete adaptações de quadrinhos da DC Comics, sem contar as animações, como “Ray: Freedom Fighters” e “Constantine: City of Demons”, e baterá o recorde de 14 séries em produção simultânea. “Doom Patrol” ainda não tem previsão de estreia. Ela fará parte do conteúdo exclusivo da plataforma de streaming DC Universe, que deve ser lançada ainda este ano pela Warner, tendo como primeira estreia justamente a série dos Titãs.
Série teen britânica The End of the F***ing World é renovada para a 2ª temporada
A Netflix e o Channel 4 anunciaram a renovação da série adolescente britânica “The End of the F***ing World” para a 2ª temporada. A atração adapta os quadrinhos premiados de Charles S. Forsman e acompanha a road trip de James (Alex Lawther, de “O Jogo da Imitação”), um autoproclamado psicopata, e Alyssa (Jessica Barden, da série “Penny Dreadful”), uma rebelde de saco cheio com tudo. Na 1ª temporada, os dois decidem roubar um carro para encontrar uma vida melhor. Mas à medida que sua viagem caótica se desenrola, torna-se evidente que eles cruzaram um limite e não têm escolha senão ir até onde conseguirem. A adaptação foi desenvolvida pela atriz Charlie Covell (da premiada série policial “Marcella”), que voltará a escrever a 2º temporada, e a trilha foi composta por Graham Coxon, guitarrista da banda Blur – que fez 40 músicas inéditas para a produção. Os oito episódios inaugurais “The End of the F**king World” começaram a ser exibidos em outubro do ano passado no Reino Unido e chegaram apenas em janeiro deste ano na plataforma de streaming. O cronograma de estreia da 2ª temporada não foi divulgado.












