Longinus: Dario Argento vai lançar série de suspense sobrenatural
O lendário diretor italiano Dario Argento (“Suspiria”, “Prelúdio para Matar”) está desenvolvendo uma série. Intitulada “Longinus”, a atração promete “assassinatos misteriosos, suspense e revelações inesperadas, elementos esotéricos e enigmas antigos”, num clima de “suspense internacional entre a realidade e o sobrenatural”, passado entre os Alpes franceses durante uma corrida de cavalos. Argento, que não dirige um filme desde “Dracula 3D”, em 2012, declarou que esse projeto é uma “história com muitos episódios”, mas ainda não há informações sobre o elenco. A produção está a cargo das produtoras italianas Publispei e da recém-lançada BIM, braço italiano da francesa Wild Bunch. Ainda não há previsão de estreia.
Terror Maniac Cop vai virar série do diretor de Drive
O cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn, conhecido por filmes como “Drive” (2011) e “O Demônio de Neon” (2016), fechou contrato para desenvolver uma série baseada no terror “Maniac Cop – O Exterminador” (1988), filme cult da era dos slashers sangrentos, que será exibida pelos canais pagos HBO nos Estados Unidos e Canal+ (Canal Plus) na França. “Maniac Cop” era uma história típica de psicopata deformado, mas trocava o monstro mascarado e o cenário suburbano/campestre de filmes como “Halloween” e “Sexta-Feira 13” por um policial fardado e psicopata, que assassinava brutalmente inocentes nas ruas de Nova York. O filme original tinha roteiro de Larry Cohen (“Nasce um Monstro”) e direção de William Lustig (“O Maníaco”), dois mestres do terror, e ainda por cima incluía Bruce Campbell (o Ash de “Evil Dead”) como um dos suspeitos de ser o assassino. Fez tanto sucesso que rendeu duas continuações. Refn chegou a anunciar em 2017 planos de transformar “Maniac Cop” num filme, mas o projeto tomou outro rumo, com menos ênfase na trama de terror e tendência a refletir as críticas à brutalidade policial nos EUA. A trama vai ser adaptada por John Hyams, roteirista-produtor das séries de zumbis “Z Nation” e “Black Summer”. Refn e Hyams também vão se alternar na direção dos episódios. “Sempre fui um admirador dedicado de John Hyams”, disse Refn, em comunicado sobre o projeto. “Temos conversado sobre uma re-imaginação dos filmes de ‘Maniac Cop’ há vários anos, mas, conforme começamos a trabalhar no material, vimos que queríamos explorar o mundo que estávamos criando com maior profundidade. Transformar ‘Maniac Cop’ em uma série nos permitirá realizar nossas ambições mais loucas e alcançar um público enorme através dos parceiros HBO e Canal+. Esta série será uma odisseia de horror sem censura e cheia de ação. Dado o estado atual do mundo, ‘Maniac Cop’ também será um forte comentário sobre o declínio da civilização”. “Maniac Cop” será a segunda série americana de Refn, que estreou nesse mercado com “Too Old to Die Young”, disponibilizada em junho na plataforma de streaming da Amazon. Veja abaixo um trailer do filme original de 1988.
James Wan vai produzir série baseada nos quadrinhos de Dylan Dog
A produtora Atomic Monster, do cineasta James Wan (“Invocação do Mal”), fechou contrato com a editora italiana Sergio Bonelli para adaptar os quadrinhos de “Dylan Dog” numa série live-action. Criado em 1986 por Tiziano Sclavi, Dylan Dog é um detetive que resolve casos sobrenaturais e já teve um filme com elenco americano, estrelado por Brandon Routh (“Superman – O Retorno”) e dirigido por Kevin Munroe (da animação das “Tartarugas Ninjas”). A produção foi anunciada revelado num comunicado conjunto, assinado pelo presidente da editora italiana, Davide Bonelli, e pelo próprio James Wan. “James Wan e Atomic Monster são mestres no gênero de terror e têm uma sensibilidade comprovada sobre a melhor forma de adaptar os quadrinhos à tela. Estamos muito emocionados por ter essa equipe dos sonhos trabalhando em um de nossos personagens mais importantes.” “‘Dylan Dog’ é realmente um dos meus quadrinhos favoritos de todos os tempos. Fui apresentado pela primeira vez ao ‘Investigador de Pesadelos’ no colégio por meus amigos europeus. E embora eu não tenha entendido o texto estrangeiro, entendi facilmente a história através da bela obra de arte e de suas referências amorosas ao gênero de terror. Estou empolgado em trabalhar com a editora Sergio Bonelli para lhe dar vida na tela.” Em seus 33 anos de existência, “Dylan Dog” possui mais de 500 histórias publicadas e mais de 50 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Embora publicada na Itália, a série se passa principalmente em Londres, onde vive o protagonista, que investiga mistérios paranormais ao lado de seu companheiro Groucho, inspirado no clássico humorista Groucho Marx. A publicação é tão famosa na Itália que até o célebre diretor Dario Argento (da “Suspiria” original) já escreveu uma graphic novel do personagem. A série terá inicialmente uma 1ª temporada com 10 episódios, mas ainda não possui showrunner nem canal definido.
Extrema direita americana ataca a série Batwoman no Rotten Tomatoes e IMDb
Os minions da extrema direita dos Estados Unidos decidiram se engajar em nova campanha destrutiva, desta vez mirando as notas da série “Batwoman” nos fóruns dos sites Rotten Tomatos e IMDb. A tática é a mesma que tentou forjar um fracasso de público contra “Capitã Marvel”, filme que acabou figurando entre as maiores bilheterias do ano. Perfis falsos foram criados nos últimos dias especificamente para falar mal da atração. Por conta disso, a nota da série no IMDb é apenas 3 (o máximo seria 10) e a avaliação da audiência no Rotten Tomatoes está em 11% (de 100%). A manipulação se torna evidente em contraste com a opinião da crítica, que não pode ser distorcida por trolls, minions ou robôs. O primeiro episódio da série, exibido no domingo passado (6/10) na rede americana The CW, teve 72% de aprovação na média das críticas agregadas pelo mesmo Rotten Tomatoes. Considerando-se que a crítica costuma ser mais exigente que o público, a nota popular se apresenta completamente fora do padrão. Mas não é apenas as avaliações negativas que chamam atenção. Outro dado completamente fora das estatísticas é o número exorbitante de votos disparados contra “Batwoman”, muito superior ao de qualquer outra série. Enquanto a temporada passada de “The Flash”, a atração de super-herói de maior audiência da rede CW, recebeu pouco mais de 800 avaliações do público ao longo de seus 22 episódios, o único capítulo exibido de “Batwoman” gerou mais de 4,4 mil votos em uma semana. Entre os comentários negativos, os mais comuns aludem ao fato de que “era o que se poderia esperar” de uma série com o tema proposto (LGBTQIA+) que não tem “um Batman homem”. A maioria das resenhas é assinada por homens. Vale destacar que, além de ser protagonizada por uma mulher, tanto Batwoman quanto sua intérprete, a atriz Ruby Rose, são lésbicas assumidas nos quadrinhos, na TV e na vida real. Triste e ridículo, o esforço inútil dos nerds de direita contrariados com um mundo sem preconceito não tem força para transformar sua visão negativa em realidade, pois, assim como aconteceu “Capitã Marvel” no cinema, a série “Batwoman” também é um sucesso de público na TV americana. Seu primeiro episódio registrou a maior audiência de estreia das últimas temporadas da CW – e não apenas da temporada deste ano – , superando até a volta de “The Flash” no canal.
Breaking Bad: Frases de Jesse Pinkman viram música e ganham clipe
A Netflix divulgou um vídeo diferente, que transforma frases ditas por Jesse Pinkman, o personagem de Aaron Paul na série “Breaking Bad”, em letra de música. O arranjo e a voz são do cantor e compositor Nick Lutsko, que costuma se apresentar com os Gimmix, uma banda disfarçada de criaturas ao estilo dos Muppets. O vídeo casa as frases com as cenas das quais foram extraídas, criando um clipe musical para a canção, batizada de “The Ballad of Jesse Pinkman”. Jesse Pinkman voltou à ativa na sexta-feira (11/10) com o lançamento de “El Camino”, filme derivado de “Breaking Bad”, que continua a trama da série. O longa revela o que aconteceu com Jesse, após ser visto pela última disparando pela estrada num El Camino (carro da Chevrolet que batiza o filme), ao ser salvo das mãos de traficantes caipiras por Walter White (Bryan Cranston), enquanto sirenes da polícia se aproximavam do massacre. Aaron Paul, que venceu três Emmys de Melhor Ator Coadjuvante por viver Pinkman, retornou ao papel para a produção, que foi escrita e dirigida pelo criador de “Breaking Bad”, Vince Gilligan.
Crise nas Infinitas Terras: Segredos do crossover são revelados em 12 fotos de bastidores
Graças à empolgação dos integrantes do crossover do Arrowverso “Crise nas Infinitas Terras”, várias fotos dos bastidores da produção estão sendo despejadas nas redes sociais. As 12 mais recentes mostram alguns encontros de super-heróis e revelam o visual de personagens que ainda não tinham sido oficialmente apresentados. Mas o mais interessante é a mistura de realidades alternativas vistas nas imagens, que confirmam algumas teorias. Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, “Crise nas Infinitas Terras” será exibido entre dezembro e janeiro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a estreante “Batwoman”. Embora sua série tenha ficado de fora desta lista, até o herói Raio Negro (Black Lightning) vai participar da produção, como demonstram as fotos. Mas os personagens oficiais do Arrowverso não serão os únicos heróis da DC presentes na trama, já que a versão televisiva da “Crise nas Infinitas Terras” pretende demonstrar que todas as séries e filmes já feitas sobre os heróis da editora existem em seus próprios universos, onde suas histórias continuaram após os finais exibidos nas telas. Assim, o público descobrirá que o Batman de Keaton se casou com a Mulher-Gato de Pfeiffer, bem como o que aconteceu com o Robin de Burt Ward, após o último episódio da série clássica de “Batman”, em 1968, e até o destino do Clark Kent de Tom Welling, após virar Superman no final de “Smallville” em 2011, por exemplo. As imagens reveladas mostram o encontro do Superman vivido por Brandon Routh em “Superman: O Retorno” (2006) com o Superman da série “Supergirl”, interpretado por Tyler Hoechlin, bem como da Lois Lane de “Smallville”, vivida por Erica Durance, com sua contraparte de “Supergirl”, Elizabeth Tulloch. A mistura de versões diferentes faz parte do conceito de multiverso, que foi introduzido na 2ª temporada de “The Flash”. A ideia de que existem várias Terras paralelas, cada uma com sua própria versão dos heróis da DC, já possibilitou que personagens mortas, como Canário Negro e o vilão Flash Reverso, reaparecessem com novas personalidades no Arrowverso. E também serviu de explicação para a ausência de repercussão dos eventos apocalípticos de “Supergirl” nas outras séries – a prima de Superman existe em outro universo. Considerada um marco dos quadrinhos, a “Crise” original de 1985 ficou famosa por matar muitos super-heróis clássicos, como o Flash (a versão de Barry Allen) e a Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque para os leitores da época. O objetivo foi realizar o primeiro reboot dos quadrinhos em todos os tempos, resultado da destruição de todas Terras paralelas, menos uma. Esse evento foi tão traumático que apagou a existência do multiverso, inclusive a memória dele, e reacomodou sobreviventes de outras Terras na linha temporal da Terra 1, por meio de um recomeço completo de todas as histórias e lembranças dos personagens da DC. Assim como na publicação impressa, a expectativa é que a resolução da “Crise” acomode os personagens de “Supergirl” na mesma Terra dos demais integrantes do Arrowverso. Mas seu impacto não deve se resumir a isso, já que o crossover conduzirá ao final da série “Arrow”, que inaugurou esse universo de adaptações de quadrinhos. A coleção de fotos abaixo inclui personagens concebidos originalmente para o crossover dos quadrinhos. Além do Monitor interpretado por LaMonica Garrett (introduzido no crossover passado, “Elseworlds”), uma das imagens revela pela primeira vez o visual do Pariah, que será vivido por Tom Cavanaugh (o Dr. Wells de “The Flash”), e a transformação de Audrey Marie Anderson, intérprete de Lyla Michaels (ex-chefe da agência Argus em “Arrow”), na heroína Precursora (Harbinger, no original). Outras novidades das imagens são a volta de Jonah Hex (novamente na pele de Johnathon Schaech) e a primeira aparição de Osric Chau (Kevin Tran em “Supernatural”) como o cientista Ryan Choi, que vira ninguém menos que o novo Elektron (Atom, no original em inglês) nos quadrinhos. Mas talvez a maior revelação seja a aparição de Katherine McNamara, que dá vida a Blackstar/Mia Smoak, a filha do Arqueiro Verde no futuro, em meio a personagens do presente/passado. Ela vai viajar no tempo e esse artifício pode ser mantido na produção de uma série centrada na personagem, atualmente em desenvolvimento na rede CW como provável substituta de “Arrow”.
Michael Keaton é o Bruce Wayne de Crise nas Infinitas Terras
Michael Keaton, que estrelou os dois filmes de “Batman” dirigidos por Tim Burton em 1989 e 1992, vai aparecer como Bruce Wayne no crossover do Arrowverso “Crise nas Infinitas Terras”. A aparição vai se dar apenas como homenagem. O ator não gravou nenhuma cena para a produção, mas sua foto ilustra um jornal fotografado nos bastidores, sob uma manchete que anuncia o casamento de Bruce Wayne e Selina Kyle (a Mulher-Gato, vivida por Michelle Pfeiffer na época). Veja abaixo. A versão televisiva da “Crise nas Infinitas Terras” pretende demonstrar que todas as séries e filmes já lançados dos heróis da DC existem em seu próprio universo, e que suas histórias continuaram após o fim exibido nas telas. Assim, o público descobrirá que o Batman de Keaton se casou com a Mulher-Gato de Pfeiffer, bem como o que aconteceu com o Robin de Burt Ward, após o último episódio da série clássica de “Batman”, em 1968, e até o destino do Clark Kent de Tom Welling, após virar Superman no final de “Smallville” em 2011, por exemplo. A mistura de versões diferentes faz parte do conceito de multiverso, que foi introduzido na 2ª temporada de “The Flash”. A ideia de que existem várias Terras paralelas, cada uma com sua própria versão dos heróis da DC, já possibilitou que personagens mortas, como Canário Negro, reaparecessem com novas personalidades no Arrowverso. E também serviu de explicação para a ausência de repercussão dos eventos apocalípticos de “Supergirl” nas outras séries – a prima de Superman existe em outro universo. Essas “infinitas Terras” sofrerão agora uma “crise” sem precedentes, inspirada na história mais famosa da DC Comics. Considerada um marco dos quadrinhos, a “Crise” original de 1985 ficou famosa por matar muitos super-heróis clássicos, como o Flash (a versão de Barry Allen) e a Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque para os leitores da época. O objetivo foi realizar o primeiro reboot dos quadrinhos em todos os tempos, resultado da destruição de todas Terras paralelas, menos uma. Esse evento foi tão traumático que apagou a existência do multiverso, inclusive a memória dele, e reacomodou sobreviventes de outras Terras na linha temporal da Terra 1, por meio de um recomeço completo de todas as histórias e lembranças dos personagens da DC. Assim como na publicação impressa, a expectativa é que a resolução da “Crise” acomode os personagens de “Supergirl” na mesma Terra dos demais integrantes do Arrowverso. Mas seu impacto não deve se resumir a isso, já que o crossover conduzirá ao final da série “Arrow”, que inaugurou esse universo de adaptações de quadrinhos. Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, “Crise nas Infinitas Terras” será exibido entre dezembro e janeiro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a estreante “Batwoman”. Embora sua série tenha ficado de fora desta lista, até o herói Raio Negro (Black Lightning) vai participar da produção. Ainda não há previsão oficial para a estreia de “Crise nas Infinitas Terras” no Brasil.
Ator do filme Rocketeer vai dublar série animada do personagem
O ator Billy Campbell, que interpretou o herói Rocketeer no filme clássico de 1991, vai voltar ao universo do quadrinhos de Dave Stevens na série animada baseada no personagem. Embora a série seja uma reinvenção completa, que não aproveita praticamente nada do material criado por Stevens e tenha foco no público infantil, os fãs do cultuado filme de Joe Johnston (que depois dirigiu “Capitão América: O Primeiro Vingador”) terão ao menos uma conexão com a história por meio do personagem de Campbell. Ele interpretará Dave Secord, um parente do herói original e pai da verdadeira protagonista da história, a menina Kit. A série vai girar em torno de Kit, que recebe um pacote com o famoso uniforme do herói de aniversário, junto com um bilhete afirmando que ela é a herdeira do lendário Rocketeer. Armada com seu jet-pack e uma identidade secreta, Kit acredita estar pronta para voar e salvar o dia com seu cachorro bulldog Butch, seu melhor amigo inventor Tesh e o avô mecânico Ambrose, que se juntam a ela em “aventuras épicas”. Cada episódio de “The Rocketeer” contará com duas histórias diferentes de 11 minutos, animadas pelo estúdio Wild Canary e com produção de Nicole Dubuc (“Transformers: Rescue Bots”). Já o verdadeiro Rocketeer foi criado em 1982 por Dave Stevens como homenagem aos seriados de aventura dos anos 1930 e 40. Na trama de época, Cliff Secord era um piloto ousado que, após descobrir um misterioso jet-pack em 1938, passou a voar para enfrentar o crime. Além do visual baseado no seriado “O Homem Foguete (1949), os quadrinhos também conquistaram muitos fãs por conta da namorada do protagonista, Betty, baseada na famosa pin-up Betty Page – vivida no cinema por Jennifer Connelly (que dez anos depois venceu o Oscar por “Uma Mente Brilhante”). Além de Billy Campbell, o Rocketeer original, a série também traz as vozes de Kitana Turnbull (Carmelita Spats em “Desventuras em Série”) como Kit e Kathy Najimy (“Vice”) como sua mãe. Veja abaixo uma imagem da nova família Rocketeer animada. A estreia está marcada para 8 de novembro nos canais pagos americanos Disney e Disney Junior.
Robert Forster (1941 – 2019)
O ator Robert Forster, indicada ao Oscar por “Jackie Brown”, de Quentin Tarantino, morreu na sexta-feira (11/11) em sua casa em Los Angeles de câncer no cérebro. Ele tinha 78 anos. De longa e celebrada carreira, Robert Wallace Forster Jr. era filho de um treinador de animais de circo e fez sua estréia no cinema em 1967, ao lado de Marlon Brando e Elizabeth Taylor em “Os Pecados de Todos Nós”, virando protagonista no cultuadíssimo “Dias de Fogo” (1969), como um cinegrafista em crise ética. A transformação em ator se deu por acaso. Ele estudava na Universidade de Rochester com a intenção de se tornar advogado, mas uma garota surgiu em seu caminho. “Eu estava no último ano. Segui uma garota até o auditório da universidade, tentando pensar em como chegar e falar com ela. Ao entrar lá, vi que eles estavam fazendo testes para uma peça e essa garota já estava no elenco. Eu pensei: ‘É assim que eu vou conhecê-la!'”, Forster contou em um entrevista ao site The AV Club em 2000. Ele conseguiu uma vaga na peça… e também a garota, June Provenzano, com quem se casou e teve três filhas. Depois de se formar, Forster seguiu nos palcos. Ele estreou na Broadway na peça “Mrs. Dally”, em 1965, e sua interpretação elogiada levou a um teste no estúdio 20th Century Fox, onde se tornou um dos últimos artistas contratados pelo lendário chefe do estúdio Darryl F. Zanuck, após ser aprovado pelo diretor John Huston para “Os Pecados de Todos Nós”. No filme, Forster retratava uma pracinha de espírito livre, que se tornava uma obsessão do Major vivido por Brando. Seguindo papéis coadjuvantes em “A Noite da Emboscada” (1968), de Robert Mulligan, e “Justine” (1969), de George Cuckor, Forster foi estrelar o lendário “Dias de Fogo” (Medium Cool), de Haskell Wexler. O filme, que tratava de tópicos políticos e sociais, como o autoritarismo do governo, os direitos raciais, a Guerra do Vietnã e a crescente importância dos noticiários da TV, tornou-se um marco da agitação contracultural do período, resultando numa combinação bombástica de ficção e imagens documentais, captadas pelo diretor durante a tumultuada Convenção do Partido Democrata em Chicago, em 1968. “Muitas das imagens eram reais. Dizem que é o melhor ou talvez o único exemplo real de cinema vérité americano”, disse Forster ao The AV Club. “Eu acho que a frase ‘O mundo inteiro está assistindo’ foi cunhada naquele momento, quando os militares tentaram reprimir a multidão diante da imprensa. Eles estavam empurrando-os, separando-os e a multidão gritava ‘Não deixem, não deixem, o mundo inteiro está assistindo.” Depois desse filme impactante, ele viveu uma coleção de personagens heroicos, como o capitão de uma nave espacial no ambicioso thriller de ficção científica da Disney, “O Buraco Negro” (1979), mas sua carreira não tomou o rumo imaginado, o que acabou conduzindo-o para o lado B do cinema e produções de televisão. “Fiquei 21 meses sem emprego. Eu tinha quatro filhos, aceitava qualquer emprego que pudesse”, confessou ao jornal Chicago Tribune em 2018. “Minha carreira esteve por cima por cinco anos e depois ficou pra baixo por 27. Toda vez que atingia o nível mais baixo que eu pensava que podia tolerar, caía um pouco mais e depois mais um pouco. Até que eu fiquei sem agente, empresário, advogado, nada. Eu pegava o que quer que aparecesse”. Fã de Forster desde criança, Quentin Tarantino ajudou a mudar essa trajetória. Ele chegou a pensar no ator para “Cãos de Aluguel” (de 1992), mas acabou contratando-o apenas para “Jackie Brown” (1997). Ele escreveu a adaptação do romance de Elmore Leonard, “Rum Punch”, com Foster em mente para o papel de Max Cherry. “Anos se passaram desde que conversamos pela primeira vez numa cafeteria. Àquela altura, a minha carreira estava muito, muito morta”, lembrou Forster em uma entrevista em 2018 ao Fandor. “Na primeira vez, nós blá-blá por alguns minutos, mas seis meses depois ele apareceu na mesma cafeteria com um script nas mãos e o entregou para mim. Quando eu li, mal podia acreditar que ele queria que eu vivesse Max Cherry. Então, quando questionei, ele disse: ‘Sim, é Max Cherry que escrevi para você’. Foi quando eu disse pra ele: ‘Tenho certeza que eles não vão deixar você me contratar’. E ele disse: ‘Contrato quem quiser’. E foi aí que eu percebi que conseguiria outra chance na carreira”. E que chance. Foster recebeu sua primeira e única indicação ao Oscar por seu desempenho no filme, e os convites para filmes com bons orçamentos voltaram a aparecer. Forster foi procurado por vários cineastas famosos e trabalhou em filmes como o remake de “Psicose” (1998), de Gus van Sant, na comédia “Eu, Eu Mesmo e Irene” (2000), dos irmãos Farrelly, “Cidade dos Sonhos” (2001), de David Lynch, “Natureza Quase Humana” (2001), de Michel Gondry, “As Panteras: Detonando” (2003), de McG, “Xeque-Mate” (2006), de Paul McGuigan, e o premiado “Os Descendentes” (2011), de Alexander Payne. O ator ainda interpretou o general Edward Clegg no filme de ação “Invasão a Casa Branca” (2013) e sua sequência, “Invasão a Londres” (2016), e deu show no drama indie “Tudo o que Tivemos” (2018), como um marido que tenta cuidar de sua esposa (Blythe Danner) com Alzheimer. Paralelamente, colecionou papéis notáveis em séries. Foi o pai de Carla Gugino em “Karen Cisco”, série que também adaptou uma obra de Elmore Leonard, o patriarca de uma família de pessoas superpoderosas em “Heroes”, o pai de Tim Allen em “Last Man Standing” e o irmão do xerife Harold Truman (Michael Ontkean) no revival de “Twin Peaks” de 2017. Mas o papel televisivo pelo qual é mais lembrado foi do homem conhecido apenas como Ed, que esconde Walter White (Bryan Cranston) no penúltimo episódio da série “Breaking Bad”. Seu último trabalho foi justamente uma reprise do personagem no filme derivado da série, “El Camino”, que estreou no dia da sua morte na Netflix.
DC Universe imita a HQ Uma Morte em Família e pede para o público votar se Jason Todd deve morrer em Titãs
A pior ideia da História da DC Comics foi repetida como farsa pela plataforma DC Universe. Algum executivo com senso de humor macabro resolveu colocar o destino de Jason Todd, o Robin da série “Titãs”, nas mãos do público. O personagem interpretado por Curran Walters foi capturado e torturado pelo vilão Exterminador (Deathstroke), e visto no episódio da semana passada caindo para sua morte certa. Convocado a votar se Jason vive ou morre, o público usou as redes sociais para votar em massa pela morte do personagem. Desta vez, porém, uma reviravolta de última hora fez com que os votos por sua sobrevivência superassem em 2% a vontade dos trolls na contagem final. A votação pode ter sido manipulada para refletir a solução dramática do episódio, que vai ao ar nesta sexta (11/10) nos Estados Unidos. Mas a morte original do personagem nos quadrinhos também foi resultado de uma campanha manipulada para o mal, que marcou a pré-história dos trolls e robôs na interação do público com a cultura pop. Em 1988, no arco conhecido como “Uma Morte em Família” (A Death in the Family), a DC pediu a participação do público através de telefonemas e cartas, para decidir o futuro de Jason. Na ocasião, ele estava preso e sendo torturado pelo Coringa, que, atendendo aos pedidos do público, acabou matando o personagem. Quando lançaram a convocação, os editores esperavam que os leitores pedissem que Jason fosse salvo. Mas se espantaram com a grande votação por sua morte. O personagem era controvertido, por isso aceitaram a decisão como sinal de uma rejeição muito grande. Entretanto, posteriormente veio à tona que o resultado foi forjada por uma pessoa, que usou um computador para programar ligações em massa para o número de telefone 0800 divulgado para votar a favor da morte do segundo Robin. Pela reviravolta “milagrosa” da nova votação, os responsáveis pela série são mais espertos que os antigos editores, especialmente nesses dias em que o uso de robôs é conhecido e disseminado. De todo modo, a morte do Jason dos quadrinhos acabou “desfeita” 15 anos após a farsa ter sido desmascarada, numa história até hoje tão mal-explicada quando o resultado da votação. It’s time to ask the age-old question! Should @DCUTitans’ Jason Todd live or die? https://t.co/AlMBLlrzkH — DC Universe (@TheDCUniverse) October 10, 2019
Manifest bate recorde de público do Globoplay
A estratégia de lançamento de “Manifest” no Globoplay deu mais que certo. A série só chegou no Brasil na última sexta-feira (4/10), disponibilizada na plataforma Globoplay, e teve seu episódio de estreia exibido na noite de segunda-feira (7/10) na rede Globo, dentro do horário de filmes da “Tela Quente”. O resultado foi impressionante. O piloto atingiu cerca de 28 pontos no Ibope Kantar, tanto no Rio quanto em São Paulo, um dos melhores resultados do ano da “Tela Quente”. Isto representou audiência superior à registrada pela novela “Éramos Seis” e muito acima da performance de todas as atrações dos outros canais em seu horário. Para deixar claro: nem se todos os programas rivais juntassem seus públicos seriam capazes de ter maior audiência que o episódio inaugural da série na Globo. Embora siga a cartilha da Netflix de não revelar o público de sua plataforma de streaming, a empresa compartilhou com a imprensa que o buchicho fez “Manifest” atingir consumo 56% superior a “The Good Doctor”, que antes era considerado o recordista da Globoplay. Segundo o jornal do grupo, a produção estrangeira passou até a novela “A Dona do Pedaço” em horas de consumo em streaming. Em seu lançamento nos Estados Unidos, no ano passado, a produção também surpreendeu com uma audiência muito acima da esperada, vista por 10,3 milhões de telespectadores ao vivo e marcando 2,2 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Mas esses números foram caindo progressivamente conforme a série começou a arrastar seu “mistério” e aumentar o tom de melodrama, a ponto da 1ª temporada acabar com uma perda de 50% do público original. Criada por Jeff Rake (que também criou “The Mysteries of Laura”) e produzida pelo cineasta Robert Zemeckis (“O Voo”, “De Volta para o Futuro”), “Manifest” acompanha os passageiros de um avião que desapareceu por cinco anos e retorna como se poucos minutos tivessem passado. Os passageiros estão exatamente como eram, sem que o tempo tivesse avançado para eles, o que afeta seus retornos para suas famílias. Além do mistério do desaparecimento, eles passam a lidar com um efeito colateral inesperado, passando a ouvir “chamados” para fazer determinadas coisas. Segundo os produtores, a trama foi inspirada pelo desaparecimento misterioso do voo 370 da Malaysia Airlines, mas a premissa também sugere influência de “Lost” e “The 4400”. O elenco é liderado por Josh Dallas (o Príncipe Encantado de “Once Upon a Time”), Melissa Roxburgh (série “Valor”), Parveen Kaur (série “Beyond”), Luna Blaise (série “Fresh Off the Boat”), J.R. Ramirez (série “Jessica Jones”), Athena Karkanis (série “Zoo”), Elizabeth Marvel (“Homeland”) e o menino Jack Messina (“Maravilhosa Sra. Maisel”). A série, transmitida originalmente pela NBC, foi renovada para a 2ª temporada, que ainda não teve sua data de estreia anunciada nos Estados Unidos.
Tom Hanks e Steven Spielberg desenvolvem série sobre batalhas aéreas da 2ª Guerra Mundial
Tom Hanks e Steven Spielberg anunciaram uma nova parceria. Ator e diretor já trabalharam juntos em vários filmes, mas também são parceiros de produções televisivas premiadíssimas. O novo projeto é a terceira série sobre o tema compartilhado por suas atrações mais bem-sucedidas na HBO. Assim como “Band of Brothers” e “The Pacific” a vindoura “Masters of the Air” vai abordar um aspecto dos combates da 2ª Guerra Mundial. Desta vez, serão as batalhas aéreas. O detalhe é que a nova produção não será lançada pela HBO como as duas anteriores. “Masters of the Air” está sendo desenvolvida para a Apple TV+. Inicialmente, a série chegou a ser considerada pela HBO, mas o canal desistiu do projeto devido a seu custo elevado. Com 9 episódios, a produção recriará as batalhas da Força Aérea dos Estados Unidos contra a aviação da Alemanha nazista na década de 1940. A história é inspirada no livro de não ficção de Donald L. Miller, que entrevistou vários aviadores e pesquisou exaustivamente os arquivos sobre a guerra nos céus da Europa. Veja a capa da publicação abaixo. O roteiro está a cargo de John Orloff, que trabalhou anteriormente em “Band of Brothers”. Ainda não há previsão de estreia.
El Camino: Filme derivado de Breaking Bad estreia com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes
A crítica norte-americana adorou “El Camino”, filme derivado da série “Breaking Bad”, que conta o que aconteceu com Jesse Pinkman (personagem de Aaron Paul) após o final da produção televisiva. A obra chegou nesta sexta (11/10) na Netflix sob elogios rasgados da imprensa dos Estados Unidos, atingindo 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A aprovação praticamente unânime sepultou receios de que o criador da série, Vince Gilligan, pudesse estragar o legado de “Breaking Bad” ao estender a trama com uma continuação. O resultado foi o contrário disso, consagrando ainda mais a história e os personagens da série clássica. “El Camino é um epílogo perfeito para a melhor série de TV de todos os tempos, e um filme incrível por si próprio. A performance de Aaron Paul é uma tour de force, de cair o queixo, provavelmente a melhor de sua carreira”, publicou o site Comic Book Movie. A revista Time ainda notou que o filme “evita as falhas comuns de continuações de séries de TV”, muitas das quais foram lançadas este ano. “Não há, aqui, a vontade insana de agradar os fãs a todo custo, como no filme de ‘Downton Abbey’, ou o sentimentalismo exagerado do final musical de ‘Transparent’. Assim como ‘Better Call Saul’ [série do universo Breaking Bad], ou o recente telefilme de ‘Deadwood’, ‘El Camino’ completa o retrato de um personagem que continua vivo na mente dos espectadores” A Rolling Stone destacou que “Vince Gilligan, no auge de sua capacidade, e tirando um tempo para consertar uma das poucas coisas que a série não deu conta, faz com que ‘El Camino’ seja um presente divertido”. Em tom menos efusivo, The Hollywood Reporter considerou que se tratava de um projeto “desnecessário”, mas ainda assim transbordou elogios. “‘El Camino’ é um filme de suspense e ação de qualidade, carregado pela performance ainda incrível de Aaron Paul como Jesse Pinkman. Tem um visual incrível, som incrível — e, se você é um fã, tem muitas participações especiais e referências que vão te divertir. Também é, contudo — e este não é um problema insignificante — totalmente desnecessário para a narrativa maior de ‘Breaking Bad’. Ao menos é desnecessário de uma forma que entretém. Não machuca ninguém”. Uma das poucas críticas que viu problemas na narrativa foi publicada pela inglesa NME, que afirma que ‘El Camino’ revela a fraqueza do personagem. “Jesse era o cara imprevisível que balanceava Walter White. Ele era o amante de alguém, o filho de alguém, o amigo de alguém, que fazia o seu melhor, mas sempre desapontava todo mundo. A colocar Jesse no centro da história, as rachaduras do personagem começam a aparecer, e ele não é tão convincente sem ninguém ao redor”, justificou. O site IndieWire teve uma das visões mais equilibradas, ao afirmar que o filme “parece mais uma extensão final daquilo que tornou o programa atraente, em vez de algo artificialmente repleto de revelações que mudam tudo e fazem uma reinvenção desnecessária de um projeto vencedor”. “O filme não tem o objetivo de abrir um capítulo novo em ‘Breaking Bad’ e sim de encerrar tudo”, refletiu o Screen Junkies. E o IGN concluiu que “El Camino” e a performance de Aaron Paul vão ajudar a “manter viva e forte a reputação merecida de ‘Breaking Bad’ como fenômeno televisivo pelos próximos anos”.









