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3 de novembro de 2026
TV

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Filme

Neve Campbell confirma retorno como Sidney Prescott em Pânico 8

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Música

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3 de novembro de 2026
  • Filme

    Pôsteres reúnem todas as versões do Homem-Aranha em seu primeiro longa animado

    9 de novembro de 2018 /

    A Sony divulgou novos pôsteres da animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” que juntam os diferentes Homens-Aranha, Mulheres-Aranha e Porco-Aranha do filme. Os heróis incluem o Homem-Aranha vivido por Miles Morales (voz de Shameik Moore, da série “The Get Down”), que será o protagonista, o Aranha original Peter Parker (Jake Johnson, da série “New Girl”), Gwen Stacy, a Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld, de “Quase 18”), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage, de “Kick-Ass”), a japonesa Peni Parker, também conhecida como Ar//nH (Kimiko Glenn, de “Orange Is the New Black”), e Peter Porker, o Porco-Aranha (Spider-Ham, no original), uma aranha transformada em porco falante (dublado por John Mulaney, de “Saturday Night Live”). A explicação para a convivência entre personagens de universos completamente diferentes nos quadrinhos – como o Ultimate, que originou Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” – é uma experiência dimensional do vilão da trama, o Rei do Crime – que ironicamente é o menos cósmico dos vilões do herói. A presença de Peter Porker é a mais absurda. O personagem fazia parte de um universo antropomórfico, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. Também chama atenção a participação de Ar//nH, a versão mangá/anime do herói, que usa um traje Mecha (mecânico/robótico) e surgiu junto com a Gwen-Aranha (também chamada de Mulher-Aranha, embora esta seja outra personagem) em 2014, num evento/crossover chamado “Aranhaverso”. Este evento, que claramente inspira o desenho, originou várias outras versões do Aranha, inclusive Silk, que faz parte dos projetos de filmes derivados da Marvel na Sony. Apesar da variedade de personagens surgidas no período, a versão em que Gwen Stacy é mordida por uma Aranha radioativa e ganha super-poderes se tornou disparada a mais popular, tanto que ganhou revista própria. Já o Homem-Aranha Noir faz parte do universo Noir da Marvel, com histórias passadas durante a Grande Depressão dos anos 1930. Apesar dessa referência, é outra criação recente – lançada numa minissérie de 2009. Miles Morales é o único da lista que atualmente habita o mesmo universo do Aranha original, após a implosão do selo Ultimate, onde foi criado por Brian Michael Bendis em 2011. Ele foi um dos poucos sobreviventes daquele mundo, graças a uma solução narrativa das “Guerras Secretas”, crossover de 2015. Por fim, como todos sabem, Peter Parker, o Homem-Aranha clássico, nasceu em 1962 das mentes criativas de Stan Lee e Steve Ditko. O elenco vocal ainda inclui Lily Tomlin (série “Grace and Frankie”) como a Tia May, Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como Jefferson Davis, o pai de Miles, Mahershala Ali (“Moonlight”) como Aaron Davis/Gatuno/Aranha de Ferro, tio de Miles, e Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Wilson Fisk, o Rei do Crime. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem roteiro e produção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”). A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função – após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). A estreia está marcada para 10 de janeiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Captive State: Distopia do diretor de Planeta dos Macacos ganha novo trailer

    9 de novembro de 2018 /

    A Focus Features divulgou um novo trailer de “Captive State”, que é tão vago quanto o primeiro. A prévia deixa claro que se trata de mais uma distopia sci-fi, aos moldes de “1984”, construída por invasores alienígenas pseudo-benevolentes, já vistos em séries como “V – A Invasão”, “Terra: Conflito Final” e “Childhood’s End” (baseada no romance clássico de Arthur C. Clarke, que é base de todas essas histórias). O vídeo mostra os Estados Unidos oficialmente sem crimes, pobreza ou desemprego. Mas essa utopia é contraposta à imagens que representam o oposto e ao aviso de que tudo é uma mentira. O paraíso é na verdade resultado de opressão, violência e tirania, administrado por imponentes naves espaciais que comandam os destinos do planeta. Apesar da premissa batida, existem expectativas devido à equipe envolvida. O cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”) assina a direção e também escreveu o roteiro ao lado de Erica Beeney (“O Nerd Vai à Guerra”). Para completar, o elenco inclui Vera Farmiga (“Bates Motel”), John Goodman (“Rua Cloverfield, 10”), James Ransone (“A Entidade”), D.B. Sweeney (“Sharp Objects”), Alan Ruck (série “The Exorcist”), Ashton Sanders (“Moonlight: Sob a Luz do Luar”) e Madeline Brewer (“The Handmaid’s Tale”). “Captive State” estreia em 29 de março nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Trailer de Minha Vida em Marte repete fórmula das continuações brasileiras e leva história para os EUA

    9 de novembro de 2018 /

    A Downtown Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Minha Vida em Marte”, continuação de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014). E dá tristeza ver que a trama desmonta tudo o que foi feito no primeiro filme para mostrar a personagem de Mônica Martelli novamente em busca de homem – sério, ainda que supostamente cômico. Essa reprise da mesma história é a explicação arranjada pelo roteiro para dar mais destaque ao amigo gay, vivido por Paulo Gustavo. Soa forçado, mas nem tanto quanto a viagem aos Estados Unidos que parece ser contratualmente obrigatória em toda continuação de comédia brasileira que se preze – repetindo “De Pernas pro Ar 2”, “Até que a Sorte nos Separe 2” e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”. Virou a fórmula-padrão. Com direção de Susana Garcia, irmã de Mônica, que estreia na função após ser co-roteirista do primeiro filme, “Minha Vida em Marte” ainda traz no elenco Marcos Palmeira, com quem Mônica tinha ficado na história original, além do português Ricardo Pereira (da novela “Deus Salve o Rei”), Heitor Martinez (“Os Dez Mandamentos”), Fiorella Mattheis (“Vai que Cola”) e a ubíqua Anitta (“Meus Quinze Anos”). A estreia está marcada para 27 de dezembro.

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  • Série

    Superman e Lois Lane aparecem juntos pela primeira vez em foto do crossover Elseworlds

    9 de novembro de 2018 /

    A rede CW divulgou a primeira imagem oficial do casal Superman e Lois Lane no Arrowverso. Os dois vão aparecer no crossover desse ano, intitulado “Elseworlds”. O ator Tyler Hoechlin volta reprisar o papel de Superman, após aparecer na 2ª temporada de “Supergirl”, enquanto Elizabeth Tulloch (que viveu Juliette e Eve em “Grimm”) estreia como a nova Lois Lane da TV. A atriz Melissa Benoist já tinha adiantado uma foto de bastidores com o casal em seu Instagram, mas essa é a primeira imagem com os trajes da série. A pose do casal, por sinal, é uma homenagem aos filmes clássicos da Warner, evocando a cena romântica de “Superman II” (1980) em que Lois (Margot Kidder) conheceu a Fortaleza da Solidão e toda a intimidade do herói. Veja abaixo. O crossover deste ano também vai introduzir outra personagem feminina importante da DC Comics, Batwoman, que será vivida por Ruby Rose (“Megatubarão”) e ainda ganhará uma série própria em 2019. Batizado com o nome de uma linha de quadrinhos da DC que explora realidades alternativas, “Elseworlds” irá ao ar nos EUA entre os dias 9 de 11 de dezembro, em episódios das séries “The Flash”, “Arrow” e “Supergirl”, exatamente nesta ordem. No Brasil, os três programas são exibidos pelo canal pago Warner.

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  • Série

    Tom Hiddleston confirma no Twitter que vai estrelar a série de Loki

    9 de novembro de 2018 /

    O ator Tom Hiddleston confirmou no Twitter que vai voltar a viver Loki numa série da Marvel, criada para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). “Loki. Mais histórias para contar. Mais malvadezas para fazer. Mais informações em breve”, manifestou-se o ator, de forma breve, com uma imagem postada na rede social. A participação do ator foi adiantada um dia antes pelo CEO da Disney, Bob Iger, ao revelar o nome oficial, o logotipo e detalhes do projeto da Disney+ (Disney Plus). Apesar disso, por enquanto não há informações adicionais, como roteiristas, diretores e cronologia da série. A ideia é que outros personagens dos filmes dos Vingadores também ganhem séries em streaming. Já foram mencionados projetos envolvendo a Feiticeira Escarlate e uma parceria entre o Soldado Invernal e o Falcão. O orçamento previsto para essas produções seria semelhante aos dos filmes dos super-heróis. E, para completar, elas não estão sendo desenvolvidas pelo departamento televisivo da Marvel. As atrações derivadas dos Vingadores serão produzidas por Kevin Feige, o presidente do estúdio de cinema e mentor do universo cinematográfico da Marvel. pic.twitter.com/4jl3dAVLqv — Tom Hiddleston (@twhiddleston) November 9, 2018

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  • Música

    Muse revela homenagem ambiciosa a filmes dos anos 1980 em oito clipes de sci-fi e terror

    9 de novembro de 2018 /

    A banda Muse revelou mais três clipes de seu ambicioso projeto videográfico, que cria acompanhamentos visuais para a maioria das faixas do álbum “Simulation Theory”. Apesar de o disco também ter sido lançado neste sexta-feira (9/11), os vídeos extraídos desse trabalho começaram a surgir em fevereiro e já somavam cinco clipes. Os novos lançamentos se juntam ao material anterior para completar um arco narrativo que presta homenagem aos filmes adolescentes, de terror e ficção científica dos anos 1980. Todos os vídeos foram dirigidos por Lance Drake, um videomaker de Los Angeles que já fez trabalhos para Miike Snow e Twin Shadow, e são repletos de referências. Veja se descobre as citações aos filmes “Footloose”, “Tron”, “Critters”, “De Volta para o Futuro”, “Max Headroom”, “Blade Runner”, “O Garoto do Futuro” (Teen Wolf), “Garotos Perdidos”, “A Volta dos Mortos-Vivos”, “Caça-Fantasmas”, “Procura-se Rapaz Virgem”, “Mad Max”, “Cyborg: O Dragão do Futuro” e ao clipe de “Thriller”, de Michael Jackson, entre muitos outros – e com direito a inclusão de ícones do período, como fitas K7, VHS, câmeras de vídeo e videolocadoras. As histórias compartilham uma tênue continuidade, que pode ser atestada pela presença do ator Terry Crews (“Brooklyn Nine-Nine”) e alguns coadjuvantes em mais de um clipe. O curioso é que o fiapo de trama não segue a ordem das faixas do disco. Veja abaixo todos os oitos clipes de “Simulation Theory” em sua cronologia narrativa. Como o último vídeo é um resumão, praticamente um fecho da história, não está claro se haverá novos clipes, já que ainda há três faixas do disco sem acompanhamento visual.

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  • Filme

    Brie Larson vem divulgar o filme da Capitã Marvel na Comic Con Experience

    9 de novembro de 2018 /

    O Twitter oficial da Comic-Con Experience 2018 anunciou a vinda da atriz Brie Larson ao evento, para divulgar o filme “Capitã Marvel”, onde interpreta o papel título. Ela vai participar do painel da Disney, marcado para o dia 8 de dezembro. Primeira mulher a protagonizar um filme de super-herói da Marvel, a atriz de 29 anos já tem um Oscar no currículo, por seu desempenho em “O Quarto de Jack” (2015). “Capitã Marvel” também tem diretora mulher, na verdade um casal, Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), e estreia marcada para 7 de março nos cinemas brasileiros.

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  • Música

    Anitta lança três clipes de uma vez, com muitas cobras, beijos e brilho

    9 de novembro de 2018 /

    Anitta mudou de estratégia. Em vez de lançar um clipe por mês, como na campanha de “fidelização” que a tornou a artista brasileira mais bem-sucedida do ano passado, ela foi tomada pelo espírito de Beyoncé e disponibilizou três clipes de uma vez, um para cada música de seu novo trabalho. Todos os clipes tem direção de João Papa, que já tinha trabalhado com Anitta em “Jacuzzi” (dueto com a colombiana Greeicy). E todos foram gravados em estúdio, caracterizando-se por cenas internas em espaço reduzido. Representam o oposto radical dos últimos exemplares da videografia da artista, marcada por locações múltiplas e grandiosas. Mas apesar dessa estilização temática, resultam completamente diferentes entre si. O mais tradicional acompanha a música “Goals”, composta pelo americano Pharrell Williams (ele mesmo, de “Happy”), que é cantada em inglês por Anitta. O clipe é basicamente coreografia sensual. E mesmo com produção minimalista consegue resultados interessantes, ao explorar o brilho – na água sob os pés, nas roupas, nas estrelas – com um efeito glitter que até aumenta o sex appeal da artista. Já para ilustrar o reggaeton “Veneno”, cantada em espanhol, o diretor cercou Anitta de cobras. A edição alterna as cenas peçonhentas com coreografias de dançarinas maquiadas com pele escamosa, num efeito eficaz. Mas é a desenvoltura de cantora com os répteis rastejantes que impressiona. Anitta demonstra tranquilidade tão perturbadora, enquanto os bichos passeiam por seu corpo, que passaria com louvor no teste para estrelar terror do Zé do Caixão. Por fim, “Não Perco Meu Tempo” multiplica Anittas num ótimo trabalho de edição, contando uma história completa com o mínimo de esforço físico. Ela quase não se move em cena e passa grande parte do vídeo sentada numa cadeira. Mesmo assim, o clipe tende a dar o que falar pelos beijos que Anitta dá numa coleção de figurantes de todos os tamanhos, larguras, idades, cores e sexos. Sempre, como em meio às cobras, na maior naturalidade. As três músicas, cada uma cantada numa língua diferente, compõem o EP “Solo”, lançado nesta sexta-feira (9/11).

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  • Filme

    Novo Halloween é homenagem relevante ao clássico de John Carpenter

    9 de novembro de 2018 /

    Passou da hora de muita gente admitir que terror é um gênero relevante. É verdade que, quando um filme de horror faz sucesso, a fórmula é desgastada até não dar mais com continuações infinitas e repetitivas. Mas quando inaugura tendências ou, pelo menos, comprova sua conexão com discussões importantes para a sociedade de sua época, o filme costuma marcar seu nome na história do cinema. Em 1978, por exemplo, o lendário cineasta John Carpenter lançou um filme que influenciaria para sempre a cultura pop, além de dezenas de imitações. O slasher movie de Carpenter gerou um subgênero inteiro de terror ao mostrar um psicopata mascarado solitário tocando o terror numa cidadezinha pacata, na década do assassino do zodíaco. Tamanho foi impacto que sem ele não haveria “Sexta-Feira 13”, “A Hora do Pesadelo” ou “Pânico”. E tem outra: Michael Myers adorava matar mulheres, crime que ainda pauta o cinema de hoje por, infelizmente, nunca ter deixado de refletir a nossa realidade. Atento a suas origens, o “Halloween” de 2018 segue relevante. Admirador da obra de John Carpenter, o diretor eclético David Gordon Green, que assinou “Segurando as Pontas”, não assumiu riscos e prestou uma homenagem, com referências que deixarão os fãs com sorrisos enormes. É um caminho seguro e válido, que opta por reverenciar o único filme da franquia que fez História, fingindo que nenhuma continuação existiu e dando sequência aos eventos do clássico. Além disso, toma a estrutura do roteiro original como base e retoma com saudosismo a trilha composta pelo próprio John Carpenter. Mas faz Michael Myers esfolar o dobro, talvez o triplo de pessoas que ele esfaqueou no primeiro, conduzindo ao inevitável confronto com Laurie Strode (novamente vivida por Jamie Lee Curtis), a babá que sobreviveu ao clássico e esperou quatro décadas para reviver o pesadelo. Mas o “Halloween” de 2018 é mais que uma simples continuação da história original. Mais que as mudanças trazidas pela técnica, a produção também atualiza os temas da obra. Trata-se de um legítimo slasher, com todos os prós e contras do gênero, mas também um exemplar da era #MeToo. Em cena, mulheres decididas, corajosas e influentes se destacam em oposição a homens babacas ou burros, com exceção do assassino mascarado, claro, que, apesar de demente, consegue ser o macho mais inteligente do filme, embora represente um agressor violento de mulheres por motivos óbvios. Tirando bebês (uma grata surpresa), Michael mata sem explicações tudo que encontra pela frente, embora mantenha sua preferência por mulheres, especialmente as tradicionais babás. Só que o filme não é do monstro, mas da atriz que deve sua carreira ao primeiro “Halloween”. Jamie Lee Curtis, filha dos astros Tony Curtis (“Quanto Mais Quente Melhor”) e Janet Leigh (“Psicose”), protagoniza aqui o filme de maior sucesso liderado por uma atriz de 60 anos muito bem vividos, e que merecia mais reconhecimento da Academia por “Um Peixe Chamado Wanda” (1988) e “True Lies” (1994). Sua presença em cena é tão hipnotizante que ameaça o apelo pop da imagem de Michael Myers. A estrutura do roteiro reflete tanto o “Halloween” de 1978 que deixou o esperado embate entre os dois personagens principais somente para os tensos minutos finais, exatamente como no original. A diferença é que, agora, o público anseia pelo confronto, enquanto há 40 anos ninguém tinha certeza se Laurie chegaria viva até o final. Como, desta vez, Laurie se diz pronta para a volta de Michael, o roteiro de Danny McBride (ele mesmo, o comediante de “Segurando as Pontas”) peca ao rechear o miolo do filme com personagens descartáveis que entram em cena somente para servir de guisado para o psicopata. Para provar que há um excesso de gente sem propósito, onde diabos foi parar o crush da neta de Laurie após a festa de Halloween? Não adianta dizer que a última cena entre os dois serviu apenas para isolar a menina pelas ruas como presa fácil para o monstro, porque foi criada uma expectativa e o personagem simplesmente desapareceu sem nem ao menos dar de cara com Michael Myers. Aliás, há um certo desperdício da neta (Andi Matichak) e a filha (Judy Greer) de Laurie durante toda a trama, embora elas se mostrem importantes na conclusão da história. Ao menos, as portas ficam abertas para mais uma sequência, que virá, graças ao sucesso do filme, e tem a obrigação de ser superior. Mas ficam duas certezas: não dá para fazer “Halloween” sem Jamie Lee Curtis e a volta Michael Myers embute a consequência de um revival da tendência que ele despertou há 40 anos. Hollywood já prepara a volta de Jason, de “Sexta-Feira 13”, e outros monstros da era slasher devem ressuscitar para o século 21, com a promessa de extirpar à facadas qualquer resquício de originalidade que sobreviver.

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  • Filme

    O Primeiro Homem transforma conquista da lua em drama intimista

    9 de novembro de 2018 /

    “Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque são fáceis, mas porque são difíceis”, disse o presidente americano John F. Kennedy em 1962, num discurso célebre que deu um novo gás para a corrida espacial e culminou com a pegada do astronauta Neil Armstrong no solo lunar. “O Primeiro Homem”, nova parceria do cineasta Damien Chazelle com o ator Ryan Gosling (ambos de “La La Land: Cantando Estações”), conta a história de Armstrong mostrando que as dificuldades mencionadas por Kennedy vão muito além dos problemas tecnológicos. Escrito por Josh Singer (“The Post – A Guerra Secreta”) com base no livro de James R. Hansen, o roteiro acompanha quase uma década na vida de Neil Armstrong (Gosling), um piloto de testes que, ao pilotar um X-15, teve o seu primeiro vislumbre do espaço. A tranquilidade espacial é substituída pela conturbada realidade terrestre. Após perder a filha, vítima de câncer, Neil decide voltar ao trabalho. Mas quando lhe empurram um serviço burocrático – que lhe daria tempo para pensar na sua perda –, ele enxerga a oportunidade de sair dali e ingressar no programa espacial. Assim, fica estabelecida desde o início a relação trabalho-família, algo que vai ser reforçado ao longo de toda a narrativa. Chazelle explicita isso ao demonstrar como o relacionamento de Armstrong com a sua família melhora quando seu trabalho está indo bem – e como piora quando as coisas vão mal. Além disso, o diretor investe em uma montagem paralela que mostra Neil no espaço e sua esposa, Janet (Claire Foy, de “The Crown”), na Terra, dando igual importância a estes dois eventos. A relação trabalho-família também é um fator determinante para levá-lo a aceitar a missão. Quando questionado sobre os motivos de querer ir até à Lua, Neil fala da possibilidade de poder enxergar as coisas sob outra perspectiva. Sua perspectiva, porém, tem mais a ver com a sua trajetória pessoal para lidar com o luto do que com as mudanças que tal viagem causaria no mundo. Por mais que o personagem de Buzz Aldrin (Corey Stoll, de “Homem Formiga”) ofereça uma opinião dissonante – falando sobre a corrida espacial contra a União Soviética –, fica claro que o filme se posiciona de maneira contrária à opinião pragmática de Aldrin e favorável à motivação emocional de Armstrong. Marcado por um histórico de tragédias, o protagonista parece se afastar de todos como forma de se proteger. Afinal, é na solidão que encontra a segurança para lidar com os seus problemas. Numa determinada cena, Neil vê um balanço na árvore e menciona para o colega Ed White (Jason Clarke, de “Planeta dos Macacos: O Confronto”) que a sua filha tinha um igual. Porém, antes de levar a conversa adiante e expor demais a sua intimidade ao amigo, ele se afasta, retornando à sua escuridão solitária. E Gosling, que não é um ator expressivo, representa bem essa personalidade introvertida justamente pela frieza da sua atuação. Damien Chazelle também opta por uma abordagem intimista. Apostando em planos fechados, o realizador transforma a sua câmera num personagem que acompanha os astronautas, vendo as coisas sob o mesmo ponto de vista deles – os voos são filmados todo no interior dos foguetes, e não por fora, como costumam ser filmes sobre o espaço. Mais do que isso, porém, a câmera parece sentir o que eles sentem, partilhando a tensão deles durante os voos – em muitos casos, a câmera treme tanto que não dá pra identificar o que está sendo mostrado, numa representação subjetiva da visão daquelas pessoas. E é bastante significativo que, quando finalmente chegam à Lua, a câmera seja a primeira a sair. Contando uma história que já é, ao menos em partes, conhecida pelo público, o longa é mais focado nos desafios da viagem, e não no seu destino. E foram muitos desafios. O design de som destaca o ranger dos metais das aeronaves antes da decolagem, apontando para o perigo iminente que aquela tecnologia representa. Trata-se de um perigo real, que custou a vida de alguns astronautas ao longo dessa jornada. Tal insegurança é reproduzida pelo próprio Armstrong quando conversa com a família pouco tempo antes de embarcar e fala da possibilidade de não voltar. Porém, apesar de temer a viagem, ele a aceita, uma vez que, de certa maneira, ele precisa dela. “Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade” disse Neil Armstrong ao pisar na superfície lunar pela primeira vez. O filme de Damien Chazelle, porém, faz o caminho inverso, diminuindo o salto representado pela humanidade naquele momento e aumentando a importância do passo para aquele primeiro homem.

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  • Série

    Trailer da 2ª temporada de Room 104 revela participações de Michael Shannon, Mahershala Ali e Judy Greer

    9 de novembro de 2018 /

    A HBO divulgou o trailer da 2ª temporada de “Room 104”, série de antologia dos irmãos Mark e Jay Duplass (criadores de “Togetherness”), que conta diversas histórias passadas no mesmo quarto de motel. A prévia bizarra e cheia de personagens tem como peculiaridade passar-se inteiramente dentro de quatro paredes, mostrando personagens que adentram sempre o mesmo quarto, em dias variados, vivendo, a cada episódio, uma situação bizarra diferente. Como o elenco muda a cada episódio, a atração contará com vários atores famosos em sua 2ª temporada. A prévia dá uma boa mostra, com aparições de Michael Shannon (“A Forma da Água”), Mahershala Ali (“Moonlight”), Judy Greer (“Halloween”), Brian Tyree Henry (“Atlanta”), Charlyne Yi (“House”), Rainn Wilson (“The Office”), Natalie Morales (“Santa Clarita Diet”), Dale Dickey (“A Qualquer Custo”) e Katie Aselton (“Legion”). A estreia acontece neste sábado (9/11).

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  • Série

    Lionsgate planeja nova série derivada de Orange Is the New Black

    9 de novembro de 2018 /

    Menos de um mês depois do anúncio de que a 7ª temporada de “Orange Is the New Black” vai encerrar a série, a Lionsgate Television revelou que já está discutindo como retomar o drama da prisão feminina de Litchfield num produção derivada. O presidente da Lionsgate TV, Kevin Beggs, disse a repórteres na quinta-feira (8/11) que o estúdio realmente está ponderando uma sequência da série criada por Jenji Kohan. “Estamos realmente orgulhosos da longa carreira de “Orange Is the New Black”. Continua sendo um dos programas mais assistidos da Netflix. Estamos terminando em uma nota alta. Lembre-se de que somos donos da série e vamos distribuí-la pelos próximos anos. Já estamos discutindo e, quando chegar o momento certo, falaremos ainda mais com Jenji sobre uma possível sequência”, disse Beggs durante uma teleconferência sobre o balanço financeiro do estúdio. Fontes próximas à Lionsgate TV dizem que o estúdio e Kohan discutem uma série derivada já há algum tempo, mas nada avançou além disso. A Netflix, que disponibiliza a série e possui um contrato de desenvolvimento com Kohan, não comentou o projeto. Mas o detalhe é que a plataforma de streaming apenas licencia a exibição de “Orange Is the New Black”, cujos direitos pertencem à Lionsgate TV. Kohan criou “Orange Is the New Black” para a Lionsgate TV antes de fechar um novo contrato geral com a Netflix. A série foi o segundo sucesso da produtora para a Lionsgate, após “Weeds”, do canal pago Showtime. A temporada final de “Orange Is the New Black” será exibida em 2019 na Netflix.

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  • Série

    Disney confirma série de Loki estrelada por Tom Hiddleston

    9 de novembro de 2018 /

    Ao anunciar o nome oficial e os planos para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), o CEO da empresa, Bob Iger, confirmou que Tom Hiddleston vai voltar a viver Loki numa série do serviço. Porém, ele não revelou mais novidades, como roteiristas, diretores e data de lançamento do projeto. “Disney+ (Disney Plus) também está montando uma série de ação em live-action centrada em um dos personagens favoritos do Universo Cinematográfico da Marvel. A Marvel Studios está desenvolvendo um projeto baseado em Loki, o Deus do Trapaça, estrelado por Tom Hiddleston”, ele afirmou. A ideia é que outros personagens também ganhem séries em streaming. Já foram mencionados projetos envolvendo a Feiticeira Escarlate e uma parceria entre o Soldado Invernal e o Falcão. Segundo a Variety noticiou em setembro, o orçamento previsto para essas produções seria semelhante aos dos filmes dos super-heróis. Além disso, as atrações seriam as primeiras séries da Marvel produzidas por Kevin Feige, o presidente do estúdio e mentor do universo cinematográfico da Marvel. Junto da confirmação da série de Loki, Iger ainda revelou que Diego Luna vai voltar ao universo de “Star Wars” numa série derivada de “Rogue One – Uma História Star Wars”.

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