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2 de novembro de 2026
  • Série

    The Walking Dead: Trailer legendado da midseason traz muitas revelações

    26 de novembro de 2018 /

    O canal pago americano AMC divulgou o trailer da segunda metade da 9ª temporada de “The Walking Dead”, e os fãs já legendaram o vídeo que entrega o maior spoiler de todos: quem sobreviveu ao cliffhanger da midseason. A resposta pode ser longa: Daryl (Norman Reedus), Aaron (Ross Marquand), Michonne (Danai Gurira), Eugene (Josh McDermitt), as recém-chegadas Magna (Nadia Hilker) e Yumiko (Eleanor Matsuura) e até o cachorro chamado Cachorro. Ou bem mais curta: todos. Não só escaparam, como trouxeram o corpo de Jesus (Tom Payne), assassinado no episódio de domingo (25/11), para ser enterrado em Hilltop. Mais que isso: como nos quadrinhos em que a série se baseia, o conflito resultou em uma prisioneira. Lydia, vivida por Cassady McClincy (“Castle Rock”), aparece conduzida pelo grupo e trancafiada na prisão local. Para azar da comunidade, trata-se da filha adolescente da líder dos Sussurradores, Alpha, por sua vez interpretada por Samantha Morton (de “Minority Report”). Isto leva a um cerco dos Sussurradores. E deve resultar em muitas mortes. a cena da foto acima indica que Alden (Callan McAuliffe) e Luke (Dan Fogler) serão feitos de reféns, numa provável tentativa de troca de prisioneiros – o que explica uma confabulação entre Daryl e Alpha, vista apenas de costas (careca) e à distância, entre hordas de supostos zumbis. O trailer também revela mudanças em relação aos quadrinhos, forçada pela ausência dos personagens originais na trama televisiva. Uma das principais alterações será na relação entre Lydia e Carl, que os roteiristas já mataram na série. A Sussurradora ganha destaque numa cena em que aparece na mesma prisão em que Henry (Matt Lintz) foi visto pela última vez, detido por bebedeira. Quem já passou desse ponto nas edições da Image Comics, sabe que circunstâncias similares deram início à amizade entre Lydia e Carl. Além disso, Daryl assume o lugar de Jesus na luta brutal contra Beta (Ryan Hurst, de “Sons of Anarchy”), demonstrando qual linha narrativa será adotada para o personagem de Norman Reedus, que não existe nas histórias de Robert Kirkman. Para completar, há imagens da feira do Reino, cenário digno de um “Casamento Vermelho”. Uma referência soturna de Michonne à comunidade do Rei Ezekiel (Khary Payton) é emblemática do que vem por aí. A série retorna no dia 10 de fevereiro com o episódio “New Enemy”, que será exibido no Brasil pelo canal pago Fox.

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  • Série

    The Walking Dead: Saiba quando os novos episódios vão estrear

    26 de novembro de 2018 /

    A metade da 9ª temporada de “The Walking Dead” terminou num cliffhanger terrível, com um personagem morto e vários cercados num cemitério por uma horda de zumbis. E a resolução desse ataque só será conhecida daqui a quase três meses, no dia 10 de fevereiro. A data foi revelada durante o “Talking Dead”, programa dedicado à série, pelo apresentador Chris Hardwicke. A informação foi ao ar no instante seguinte à exibição do último capítulo de de “The Walking Dead” em 2018. Assim, os fãs terão de roer muitas unhas para saber se Daryl (Norman Reedus), Aaron (Ross Marquand), Michonne (Danai Gurira), Eugene (Josh McDermitt) e as recém-chegadas Magna (Nadia Hilker) e Yumiko (Eleanor Matsuura) vão sobreviver ao ataque dos Sussurradores. Em seu retorno, a série vai exibir mais 8 episódios inéditos, que fecharão a 9ª temporada.

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  • Série

    The Walking Dead matou mais um personagem que está vivo nos quadrinhos

    26 de novembro de 2018 /

    A série “The Walking Dead” exibiu no domingo (25/11) seu último episódio do ano, encerrando a primeira metade de sua 9ª temporada. E o resultado foi a morte de mais um personagem que continua vivo nos quadrinhos em que a produção se baseia. Se não quiser saber quem morreu, não leia mais nada. Ao contrário dos quadrinhos de Robert Kirkman, onde segue chutando zumbis, a primeira vítima dos Sussurradores foi Jesus, personagem interpretado por Tom Payne. A cena de sua morte chegou a incluir a frase que ele ouviu ao encontrar os novos vilões nas páginas impressas, mas com resultados diversos. Em entrevista de post-mortem, Tom Payne declarou que estava insatisfeito com os rumos de seu personagem, que era um espadachim e lutador de kung fu nos quadrinhos, mas na série não passava de mero figurante, não tendo sequer uma cena de luta durante guerra total contra os Salvadores, onde seu maior rival foi um aliado, Morgan (Lennie James). Na publicação, Jesus lutou com ninguém menos que Negan nessa parte da trama. “É triste dizer adeus ao personagem, mas seu potencial não foi explorado”, disse Payne à revista The Hollywood Reporter. “Fiquei frustrado com isso e não fiquei triste ao dizer adeus devido a essa frustração. Ela era constante. Eu treinava e estava preparado para esse personagem e para mostrar do que ele era capaz. Quando finalmente mostramos este ano o que ele conseguia fazer, foi ótimo”. E aí, ele morreu. Jesus se junta a outros personagens que morreram na série muito antes de ter o mesmo destino nos quadrinhos, com destaque para a menina Sophia (Madison Lintz), que virou zumbi na 2ª temporada, apesar de crescer e se tornar adulta nos gibis, Andrea (Laurie Holden), assassinada pelo Governador ao final da 3ª temporada, antes de se casar com Rick e lutar contra os Sussurradores, e Carl (Chandler Riggs), totalmente vivo nas edições atuais da Image Comics. Além disso, a série também se despediu de Rick (Andrew Lincoln) e Maggie (Lauren Cohan), que continuam como protagonistas nos gibis, Heath (Corey Hawkins) e Dwight (Austin Amelio). E vem dando cada vez mais destaque para Daryl (Norman Reedus), Tara (Alanna Masterson), Alden (Callan McAuliffe) e Henry (Matt Lintz), que não existem nos quadrinhos, e até mesmo Judith (Cailey Fleming), que foi eliminada ainda bebê por Kirkman. As diferenças tendem a se acentuar cada vez mais em relação à história original. Mas, com a fuga de Negan (Jeffrey Dean Morgan) no último capítulo, a resolução da nova guerra parece se encaminhar da forma concebida por Kirkman. Sobre o aumento de discrepâncias, a showrunner Angela Kang disse ao site Deadline que “há uma certa quantidade de coisas dos quadrinhos que seguimos de forma relativamente fiel, mas elas são mais como guias, momentos que queremos tentar adaptar, e muitas vezes as rotas que tomamos vão em direções diferentes”. Sem Jesus, diversos elementos da trama dos Sussurradores terão que ser encenados de forma muito diferente dos quadrinhos. Além disso, Danai Gurira ainda não renovou seu contrato para voltar a viver Michonne na 10ª temporada. Como a personagem incorporou parte do arco de Andrea, pode ter o mesmo destino trágico da outra, durante o ataque de uma horda zumbi nos próximos capítulos – apesar de Michonne também continuar viva nos quadrinhos. Veja abaixo como foi a cena em que Jesus não morreu nos quadrinhos.

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  • Etc,  Filme

    Bernardo Bertolucci (1941 – 2018)

    26 de novembro de 2018 /

    O cineasta italiano Bernardo Bertolucci morreu nesta segunda-feira (26/11), aos 77 anos. Celebrado por clássicos como “O Último Tango em Paris” (1972) e “O Último Imperador” (1987), ele lutou por anos contra um câncer, mas não resistiu. Com a saúde deteriorada, locomovia-se com uma cadeira de rodas há cerca de uma década, porém nem isso o impediu de realizar um último filme recentemente. Bertolucci foi um dos maiores nomes do cinema italiano e mundial, o mais novo e último remanescente de uma geração que contava com Fellini, Antonioni, Pasolini e Visconti, cuja obra autoral marcou gerações. Vencedor do Oscar de Melhor Direção por “O Último Imperador” – filme que conquistou ao todo nove troféus da Academia – , ele também foi homenageado com a Palma de Ouro, do Festival de Cannes, pelo conjunto da obra. E que obra. Filho de Attilio Bertolucci, um famoso poeta italiano, ele costumava acompanhar seu pai ao cinema em Parma, a cidade onde ele nasceu e cresceu, e começou a fazer filmes de 16mm aos 16 anos de idade. Conheceu o poeta Pier Paolo Pasolini através de seu pai, e quando Pasolini dirigiu seu primeiro filme, “Accattone – Desajuste Social” (1961), Bernardo foi contratado como assistente de produção. Um ano depois, ele dirigiu seu primeiro longa-metragem, “A Morte” (1962), baseado em um esboço de cinco páginas de Pasolini. Rodado quando ele tinha 22 anos de idade, o filme investigava o mistério de um assassinato por meio de flashbacks e diferentes perspectivas de testemunhas, que narravam o que viram ao investigador do caso, um figura invisível para os espectadores. O estilo era diferente e ousado já naquela época, resultado, segundo ele, de quem “tinha visto muitos e muitos filmes”. “Antes da Revolução” (1964) foi um trabalho muito mais pessoal, explorando os problemas de um jovem egoísta de classe média que se vê dividido entre política radical e conformidade, e entre um caso apaixonado com sua jovem tia e seu casamento burguês. Ele opta por respeitabilidade em ambos os casos. Vagamente baseado no romance “A Cartuxa de Parma”, de Stendhal, o filme chamou atenção por ser tecnicamente impressionante e pela capacidade de Bertolucci de articular temas, como o pai traidor e a conexão da libido com a política, que ele exploraria ao longo da carreira. Em “Partner”, ele adaptou “O Duplo” de Dostoiévski, atualizando a trama para a Roma de 1968 e incluindo uma homenagem à novelle vague, ao mostrar o protagonista, interpretado por Pierre Clémenti, falando francês, enquanto todos os demais falam italiano. No mesmo ano, Bertolucci assinou o roteiro do filme que passou a ser celebrado como auge do gênero spaghetti western, “Era uma Vez no Oeste”, de Sergio Leone, em que manifestou pela primeira vez suas aspirações épicas. Sua carreira estourou na década seguinte, após dar ao operador de câmera de “Antes da Revolução” o status de diretor de fotografia. A parceria com Vittorio Storaro marcou época. Fizeram oito filmes juntos, sendo o primeiro “A Estratégia da Aranha” (1970), que transpôs a história de Jorge Luis Borges da Irlanda para a Itália, mudando o contexto político para um retrato do fascismo dos anos 1930, ao mostrar que o pai, que o protagonista considerava um herói, era realmente um traidor. Um de seus maiores clássicos foi rodado quase ao mesmo tempo. “O Conformista” (1970) juntou as preocupações freudianas e políticas de Bertolucci em um estudo da Itália fascista, que procurava captar o pensamento da extrema direita por meio de um protagonista reprimido. Um homossexual que se recusava a se assumir, vivido por Jean-Louis Trintignant, e que por isso optava por valores burgueses e pela violência, recebendo do partido fascista a missão de assassinar seu ex-professor. O roteiro adaptado da obra de Alberto Moldavia rendeu ao cineasta sua primeira indicação ao Oscar. Impressionante, por ser um “filme falado em língua estrangeira”. O longa também se destacou pelo florescimento do estilo cinematográfico de Bertolucci, com tomadas elaboradas, ângulos de câmera barrocos, cores opulentas, cenografia repleta de ornamentos e um intrincado jogo de luz e sombra, que quase transformavam o filme em 3D só pelo impacto visual. Mas nenhum filme marcou mais sua carreira, para o bem e para o mal, que o que veio em seguida. “O Último Tango em Paris” se tornou um clássico do cinema erótico, por seu retrato de um relacionamento anti-romântico, baseado apenas em sexo, entre uma ninfeta e um homem bem mais velho, vividos por Maria Schneider, então com 19 anos, e Marlon Brando, de 48, que não querem saber nada um do outro, nem mesmo o nome. Altamente sensual, mas também violento, o filme provocou muitas discussões na época e rende assunto até hoje. Na ocasião, o cineasta foi indiciado por um tribunal em Bolonha por fazer um filme pornográfico. Embora tenha sido absolvido, perdeu seus direitos civis (incluindo seu direito de voto) por cinco anos e os tribunais italianos ordenaram que todas as cópias do filme fossem destruídas. Mas a obra estourou no exterior, lotou cinemas, gerou frisson e rendeu a segunda indicação ao Oscar para Bertolucci, desta vez como Melhor Diretor. Muito já se falou sobre a cena da manteiga, usada para simular lubrificação numa simulação de estupro. Uma violação não consentida que, na trama, levava a jovem protagonista a encerrar o relacionamento, algo que o homem não consegue entender. Maria Schneider denunciou Bertolucci e Brando, anos depois em sua autobiografia, pela violência da encenação. Mesmo que o estupro fosse simulado, ela se disse vítima de agressão, já que o uso da manteiga não estava no roteiro ou tinha sido combinado, e foi resultado de um ato violento, com Brando jogando-a no chão e tocando sua partes íntimas. Em uma entrevista de 2007, quatro anos antes de morrer, Schneider disse que suas “lágrimas eram verdadeiras” no filme. Em dezembro de 2016, a polêmica voltou à tona, quando uma entrevista antiga de Bertolucci ressurgiu nas redes sociais. Nela, Bertulucci assumia: “A sequência da manteiga foi uma ideia que eu tive com Marlon na véspera da filmagem. Eu queria que Maria reagisse, que ela fosse humilhada. Eu não queria que ela interpretasse a raiva, eu queria que ela sentisse raiva e humilhação”. A confissão ultrajou feministas. “A todos que gostaram do filme, vocês estão vendo uma jovem de 19 anos sendo violentada por um homem de 48 anos. O diretor planejou a agressão. Isso me dá nojo”, tuitou a atriz Jessica Chastain, que, depois, tomaria a frente do movimento Time’s Up, contra abusos e discriminação contra as mulheres em Hollywood. Essa discussão demorou décadas para assumir contornos mais negativos, o que levou Bertolucci a passar seus últimos anos se defendendo. Entretanto, ele também se beneficiou bastante da controvérsia. O interesse gerado pelas reputação de “O Último Tango em Paris” ajudou Bertolucci a obter o financiamento necessário para embarcar em seu projeto mais ambicioso, “1900”. O filme de 1977 foi o primeiro grande épico de sua carreira como diretor, com uma duração de nada menos de cinco horas, além de consumir um dos maiores orçamentos do cinema italiano. O diretor ainda quis aproximar duas escolas rivais de cinema, as grandes produções hollywoodianas e o realismo socialista do cinema russo dos anos 1930, para narrar a história da Itália sob o ponto de vista da luta de classes, representado pelos dois protagonistas: Olmo (Gérard Depardieu), o filho de uma camponesa, e Alfredo (Robert De Niro), o filho do dono da fazenda (Burt Lancaster), ambos nascidos no mesmo dia, 27 de janeiro de 1901. Imponente, mas também didático, o filme atinge o ápice em seus últimos 30 minutos, para encerrar seu painel histórico no Dia da Libertação da Itália pelos aliados, em 25 de abril de 1945. Ao buscar a grandiosidade, Bertolucci se afastou da introspecção que marcava seus trabalhos anteriores. E “1900” acabou considerado uma anomalia em sua filmografia. Suas obras seguintes voltaram aos temas psicológicos e políticos, em mergulhos na sexualidade e na relação paternal. “La Luna” (1979) foi a história de um relacionamento apaixonado, quase incestuoso, entre mãe e filho, rodado com simbolismos edipianos e virtuosismo cinematográfico. E “A Tragédia de um Homem Ridículo” (1981) representou o reverso de “A Estratégia da Aranha”, com um pai investigando a vida do filho, sequestrado misteriosamente e acusado de conspirar com a extrema esquerda. A ambiguidade das obras não agradaram público e crítica. Mas suas inclinações políticas de esquerda lhe permitiram ser bem-recebido na China, onde retomou o cinema épico, atingindo o ápice artístico de sua carreira. “O Último Imperador” foi o primeiro filme ocidental inteiramente rodado na China, e contou com participação oficial do governo do país, que lhe deu acesso à Cidade Proibida e outras locações imponentes, nunca antes registradas numa produção falada em inglês. O filme contava a história real de Pu Yi, o último imperador da China, que nasceu para governar e acabou como um jardineiro comum, após ser “reeducado” pelo regime maoísta, numa trajetória de 60 anos que cobria o período histórico mais controvertido da China. O filme era o equivalente chinês a “1900”, um novo retrato da luta de classes, mas muito mais suntuoso, ecoando o esplendor dourado do palácio na Cidade Proibida. As imagens deslumbrantes e a história inacreditável, mas real, impressionaram crítica e público em todo o mundo. Bertolucci venceu não um, mas dois Oscars, de Direção e Roteiro Adaptado, enquanto o longa colecionou 9 troféus, incluindo Melhor Filme e Fotografia (de Vittorio Storaro). “O Último Imperador” mudou os rumos da carreira de Bertolucci, que a seguir decidiu completar uma “trilogia oriental”, abrindo seu trabalho à temas existenciais e filosóficos por meio de “O Céu que nos Protege” (1990), filmado na Argélia e Marrocos, e “O Pequeno Buda” (1993), filmado no Butão e no Nepal. Mas embora fossem igualmente dispendiosos e exóticos, nenhum dos dois repetiu o êxito do longa chinês. Ele voltou para casa, descartou os excessos, retomou o cinema intimista e redescobriu o sexo com “Beleza Roubada” (1996), drama sobre o despertar sexual de uma adolescente americana (Liv Tyler) em uma vila na Toscana, habitada por artistas e boêmios, e “Assédio” (1998), ambientado em Roma, que se concentra na relação entre um pianista inglês recluso e sua jovem empregada africana (Thandie Newton). Com “Os Sonhadores” (2003), Bertolucci voltou a seus dias de juventude, tanto em termos de tema quanto de repercussão. Passado no ano de 1968, o filme juntava sexo e revolução, dois dos assuntos favoritos do diretor, usando a Primavera de Paris como pano de fundo para um relacionamento a três. Enquanto uma praia se revelava sob os paralelepípedos das ruas, os personagens se fechavam entre quatro paredes, como em “O Último Tango” passado na mesma Paris, para explorar sua paixão sexual e pelo cinema. O resultado se tornou a apoteose da cinefilia de Bertolucci e deslanchou a carreira dos jovens Louis Garrel, Michael Pitt e Eva Green, que fazia sua estreia nas telas. Foi um sucesso. Mas em vez de marcar um renascimento em sua carreira, foi quase uma despedida, pois logo em seguida ele passou a sofrer sérios problemas nas costas. Bertolucci se viu confinado a uma cadeira de rodas e não fez outro filme por nove anos. Foi buscar energia e vontade de filmar nos aplausos dos colegas, durante uma homenagem do Festival de Cannes, que lhe rendeu tributo pela carreira em 2011. Um ano depois, lançou “Eu e Você” (2012), seu primeiro filme italiano desde 1981 e último longa de sua filmografia. Foi um trabalho relativamente modesto com um pequeno elenco e, novamente, uma locação minimalista – um porão em que um adolescente se escondia com sua meia-irmã. Nos últimos anos, sua saúde deteriorou, acumulando um câncer. E, em vez de aplausos, Bertolucci precisou lidar com acusações de abusos cometidos num filme que ele dirigiu aos 31 anos de idade. Em sua derradeira manifestação pública, ele se defendeu: “Eu gostaria, pela última vez, de esclarecer um mal-entendido ridículo que continua a gerar reportagens sobre ‘O Último Tango em Paris’ em todo o mundo. Vários anos atrás, na Cinémathèque Française, alguém me perguntou detalhes sobre a famosa cena da manteiga....

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  • Série

    I Am the Night: Série que reúne ator e diretora de Mulher-Maravilha ganha fotos e vídeos em clima noir

    26 de novembro de 2018 /

    O canal pago TNT divulgou as fotos, um vídeo de bastidores e dois novos trailers de “I Am the Night”, série que volta a reunir a diretora Patty Jenkins e o ator Chris Pine após o sucesso de “Mulher-Maravilha” (2017). O making of traz o ator revelando o que o atraiu na produção, enfatizando a importância da cineasta no projeto, enquanto os vídeos destacam o clima noir da trama e sua ligação com o infame assassino da Dália Negra. A série é baseada numa história real, registrada na autobiografia “One Day She’ll Darken” de Fauna Hodel. Ela nasceu em 1951, filha de uma família proeminente da Califórnia, mas foi dada em adoção para uma jovem negra que trabalhava como atendente de banheiro em um cassino de Nevada. Fauna cresceu acreditando que era mestiça, encontrando preconceito tanto de negros quanto de brancos. Mas anos mais tarde descobriu sua mãe biológica e que tinha uma ligação familiar com o principal suspeito de ser o serial killer do caso da Dália Negra. Pine vive o protagonista Jay Singletary, um ex-marine que virou repórter e encontra na história de Hodel uma forma de recuperar a carreira, após cair em desgraça. Desvendar os segredos por trás do nascimento da mulher pode ser a oportunidade que ele sempre esperou para ganhar reconhecimento, mas o enigma de Hodel também o leva aonde ele não espera: a um labirinto de maldade que irá desestabilizá-lo. A atriz India Eisley (“Anjos da Noite: O Despertar”) vive Hodel e o elenco também conta com outra intérprete do filme da Mulher-Maravilha, a atriz Connie Nielsen como a mãe biológica da jovem, uma linda socialite que viu sua família perder tudo e guarda terríveis segredos. A adaptação foi escrita por Sam Sheridan, que é casado com Jenkins. Ele é um lutador famoso de Muay Thai, que participou do filme “Guerreiro” e teve sua vida narrada no documentário “Thai Boxing: A Fighting Chance”, do National Geographic. Também escreveu livros sobre a luta e trabalha como roteirista na série “SEAL Team”. Jenkins assina a direção dos dois primeiros episódios e compartilha créditos de produção com Sheridan e Pine, além de Michael Sugar (produtor da série “13 Reasons Why”). Com seis episódios, “I Am the Night” tem estreia marcada para janeiro nos Estados Unidos.

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  • Série

    2ª temporada da premiada The Marvelous Mrs. Maisel ganha coleção de pôsteres

    25 de novembro de 2018 /

    A Amazon divulgou uma coleção de pôsteres da 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel”, que destacam os personagens centrais da série. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, a atração conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. Os demais personagens são a gerente de clube e empresária aspirante Susie Myerson (Alex Borstein), que tenta fazer deslanchar a carreira da pupila, os pais da protagonista Rose (Marin Hinkle) e Abe Weissman (Tony Shalhoub), o ex-marido Joel (Michael Zegen) e o sogro Moishe Maisel (Kevin Pollak). “The Marvelous Mrs. Maisel” venceu o Critics Choice Award, o Globo de Ouro e o Emmy 2018 de Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz (Rachel Brosnahan) de Série de Comédia, além de ter rendido, entre outros prêmios, Emmys de Melhor Atriz Coadjuvante (Alex Borstein), Direção e Roteiro de Série de Comédia para sua criadora, Amy Sherman-Palladino. Antes do estouro da atração, Amy Sherman-Palladino era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana e recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais para a Netflix. Mas ela nunca tinha sido premiada até então. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” vai estrear em 5 de dezembro em streaming.

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  • Série

    Nightflyers: Making of revela grandiosidade da nova série inspirada em livros do autor de Game of Thrones

    25 de novembro de 2018 /

    O canal pago americano Syfy divulgou um vídeo de bastidores de “Nightflyers”, série sci-fi baseada no livro de mesmo nome de George R.R. Martin (autor da franquia literária que inspirou “Game of Thrones”). O vídeo explora a construção dos cenários grandiosos da nave espacial que dá título à produção, com depoimentos da equipe e principalmente passeios pelo set, que revelam porque “Nightflyers” é considerada a série mais cara já feita pelo canal. E um dos mais animados com a construção é justamente George R.R. Martin, como revela o making of. A série espacial se passa num futuro apocalíptico. Às vésperas da destruição do planeta Terra, uma tripulação de cientistas e um poderoso telepata embarcam no veículo mais avançado da galáxia, a nave Nightflyer, para interceptar uma misteriosa fonte de sinais do espaço que pode representar uma chance de sobrevivência para a humanidade. Contudo, à medida em que a tripulação se aproxima de seu destino, descobre que a inteligência artificial da nave e seu misterioso capitão estão conduzindo-os para horrores mortais. A adaptação está a cargo do roteirista Jeff Buhler (“O Último Trem”) e o elenco inclui Eoin Macken (série “The Night Shift”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), David Ajala (“Velozes e Furiosos 6”), Sam Strike (novela britânica “EastEnders”), Maya Eshet (série “Teen Wolf”), Angus Sampson (série “Fargo”), Jodie Turner-Smith (série “The Last Ship”) e Brían F. O’Byrne (série “The Magicians”). Vale lembrar que “Nightflyers” já rendeu um filme, bem trash, em 1987. Já a nova versão resulta num investimento milionário, o que fez o Syfy fechar um acordo de coprodução com a Netflix, que ficou com os direitos de exibição internacional. Assim, a série será disponibilizada em ritmo de maratona, entre 2 e 13 de dezembro nos Estados Unidos, chegando logo em seguida aos demais países pela Netflix.

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  • Série

    The Passage: Série de vampiros produzida por Ridley Scott ganha novo trailer e data de estreia

    25 de novembro de 2018 /

    A rede Fox divulgou o pôster e um novo trailer de “The Passage”, série de vampiros produzida pelo cineasta Ridley Scott (“Alien: Covenant”), que combina ação, terror e sci-fi. Desta vez, a prévia revela a data de estreia da atração. Desenvolvida por Liz Heldens (criadora da série “Deception”), a série é baseada no best-seller “A Passagem”, de Justin Cronin, que originou uma trilogia. A premissa apresenta uma instalação médica secreta do governo, que realiza experimentos com um perigoso vírus que poderia curar todas as doenças ou causar a extinção da raça humana. Mas para saber qual é o resultado, a droga precisa ser testada numa criança. A partir daí, a trama gira em torno de uma menina de 10 anos chamada Amy Bellafonte (Saniyya Sidney, da série “American Horror Story”), que é escolhida para o teste, mas acaba despertando o instinto paternal no agente federal Brad Wolgast (Mark‐Paul Gosselaar, série “Franklin & Bash”), responsável por conduzi-la. Numa mudança inesperada, ele resolve fugir e protegê-la, tornando-se alvo de uma caçada humana. As criaturas que parecem no trailer são, na verdade, vampiros. A trama deve avançar até o cenário pós-apocalíptico do livro, onde os vampiros dominam a Terra e os poucos humanos sobreviventes precisam se unir para sobreviver. Mas nada disso é sequer sugerido na prévia, centrada na trama do episódio piloto, dirigido por Marcos Siega (que já tem experiência vampírica, via série “The Vampire Diaries”). O elenco também inclui Vincent Piazza (série “Boardwalk Empire”), Brianne Howey (série “The Exorcist”), Jamie McShane (série “Bloodline”), Caroline Chikezie (série “The Shannara Chronicles”), Emmanuelle Chriqui (série “Shut Eye”) e Henry Ian Cusick (série “The 100”). “The Passage” estreia em 14 de janeiro nos Estados Unidos.

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  • Série

    Deadly Class: Série dos diretores de Vingadores ganha novos trailers focados nos personagens

    25 de novembro de 2018 /

    O canal pago americano SyFy divulgou mais um trailer e um vídeo de “Deadly Class”, série baseada em quadrinhos que tem produção de ninguém menos que os irmãos Russo, diretores de “Vingadores: Guerra Infinita”. As prévias destacam os personagens, entre eles um professor vivido por um integrante daquele filme, Benedict Wong (o Wong de “Doutor Estranho”). A série vai acompanhar os alunos de uma escola de Ensino Médio para assassinos em 1987. E o elenco de delinquentes inclui Lana Condor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Liam James (“O Verão da Minha Vida”), Taylor Hickson (“Deadpool”), Benjamin Wadsworth (visto num episódio de “Teen Wolf”), Luke Tennie (“Shock and Awe”), Michel Duval (série “Queen of the South”) e a cantora venezuelana María Gabriela de Faría (“Eu Sou Franky”), além dos adultos Erica Cerra (“Power Rangers”), Ryan Robbins (“Warcraft”), o roqueiro Henry Rollins (série “Z Nation”) e o citado Benedict Wong. O próprio criador dos quadrinhos da Image Comics, Rick Remender, assina o roteiro do piloto em parceria com Miles Orion Feldsott (“American Koko”). Já a direção da estreia está a cargo do cineasta Lee Toland Krieger (de “A Incrível História de Adaline”). Com estreia marcada para 16 de janeiro, “Deadly Class” evidencia uma tendência cada vez mais forte no SyFy, que tem priorizado atrações baseadas em quadrinhos – como “Krypton”, “Wynonna Earp” e “Happy!”. São, por sinal, as melhores séries atuais do canal. Are you with us? #DeadlyClass pic.twitter.com/HsL1y2EuJv — Deadly Class (@DeadlyClassSYFY) November 2, 2018

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  • Série

    Trailer de Suits revela data de retorno da 8ª temporada

    25 de novembro de 2018 /

    O canal pago americano USA Network divulgou o trailer da segunda metade da 8ª temporada de “Suits”. Além de divulgar a data de estreia dos oito episódios restantes, a prévia também destaca a promoção de Louis Lit (Rick Hoffman) a sócio gerente da firma de advocacia. A atual temporada também inclui a atriz Katherine Heigl como uma nova integrante da firma, para compensar a perda de integrantes importantes – ninguém menos que a “princesa” Meghan Markle e Patrick J. Adams, cujos personagens se casaram no final da 7ª temporada. As mudanças acarretaram em perda de público, mas a atração continua atraindo mais de 1 milhão de telespectadores ao vivo – o que é o dobro do que atinge “Mr. Robot” no mesmo canal. Criada por Aaron Korsh e produzida pelo cineasta Doug Liman (“Feito na América”), “Suits” retorna com novos episódios em 23 de janeiro nos EUA. No Brasil, a série faz parte do catálogo da Netflix.

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  • Filme

    Dennis Quaid vira psicopata em trailer de suspense

    25 de novembro de 2018 /

    A Sony divulgou o pôster e o trailer do suspense “The Intruder”, em que o ator Dennis Quaid surta ao ver um casal se mudar para sua antiga casa. Foi nesse lugar que sua mulher morreu. E a prévia mostra como ele espreita o casal, aproveitando-se da localização isolada da residência, com planos de substituir sua esposa morta pela mulher alheia. O casal de vítimas é vivido por Meagan Good e Michael Ealy, que trabalharam juntos em “Pense como Eles” (2012) e na sequência “Pense como Eles Também” (2014). A história é assinada por David Loughery, que retoma clichês explorados em seus roteiros anteriores de “O Vizinho” (2008) e “Presa na Escuridão” (2008), e a direção está a cargo de Deon Taylor, que fez o recente “Traffik: Liberdade Roubada” (2018), também sobre casal negro atacado por brancos em sua mansão isolada. O déjà vu estreia em 26 de abril nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Série

    Ruth Wilson vive sua avó em trailer de minissérie de mistério da BBC

    25 de novembro de 2018 /

    O canal britânico BBC One divulgou o primeiro trailer de “Mrs. Wilson”, minissérie de época em que a atriz Ruth Wilson (de “The Affair”) interpreta a juventude de sua avó real. A produção acompanha a vida de Alison Wilson entre os anos 1930 na Índia e os 1960 na Inglaterra, e a prévia mostra como a morte de seu marido revela um segredo que a deixa perplexa. Casada com um escritor de mistério, a sra. Wilson fica surpresa ao virar viúva e descobrir que seu marido tinha diversas outras esposas, porque mantinha inúmeras identidades diferentes e secretas. Ele não era um escritor, mas, na verdade, um espião inglês. Em busca de provar que era a verdadeira Sra. Wilson, ela se envolvendo numa teia de mentiras mais complexa que a ficção. A minissérie é uma coprodução da rede pública britânica BBC com a rede pública americana PBS, com roteiro de Anna Symon (“Indian Summers”), e é o primeiro trabalho da Ruth Wilson após sair de “The Affair”, pela qual venceu o Globo de Ouro em 2015. O elenco também destaca Iain Glen (“Game of Thrones”) como o marido Alec Wilson, além de Keeley Hawes (“Line of Duty”), Fiona Shaw (“Killing Eve”), Anupam Kher (“New Amsterdam”), Otto Farrant (“Guerra e Paz”) e Patrick Kennedy (“Invasão a Londres”). A estreia etá marcada para 27 de novembro no Reino Unido.

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  • Filme

    Venom ultrapassa US$ 800 milhões em bilheteria mundial

    25 de novembro de 2018 /

    A Sony está comemorando mais uma conquista de “Venom”, que ultrapassou a marca de US$ 800M (milhões) de arrecadação mundial no fim de semana, virando o sexto filme mais bem sucedido do estúdio em todos os tempos. Graças ao sucesso na China, onde foi lançado há duas semanas, o longa do vilão do Homem-Aranha já soma US$ 822,5M em todo o mundo. Deste total, US$ US$ 205M vem do mercado chinês, o que representa quase a mesma arrecadação da América do Norte (US$ 211,7M) em oito semanas. Com isso, “Venom” já superou a bilheteria final de outra adaptação bem-sucedida de quadrinhos, “Mulher-Maravilha”, que rendeu US$ 821 milhões em 2017. E avança para superar outras marcas. Ele pode ultrapassar o maior sucesso da DC Comics, “Batman vs Superman” (US$ 873,6M), “Homem-Aranha: De Volta para Casa” (US$ 880M) e até o terceiro maior sucesso da história da Sony, “Homem-Aranha 3” (US$ 890M), caso continue levando multidões aos cinemas chineses. Mas não será fácil, já que perdeu tração no resto do mundo. Nos Estados Unidos e Canadá, seu desempenho atual lhe rendeu apenas o 15º lugar no fim de semana, com arrecadação e US$ 780 mil.

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