Sex Education: Gillian Anderson é terapeuta sexual em trailer de série adolescente
A Netflix divulgou 26 fotos, o pôster nacional e o primeiro trailer de “Sex Education”, série de comédia adolescente em que Gillian Anderson (série “Arquivo X”) vive uma terapeuta sexual. E, curiosamente, o vídeo liberado é dublado em português. Por isso, é grande a possibilidade de choque, quando a atriz começa a falar em masturbação com uma voz que parece ser de criança. De todo modo, é possível ouvir as vozes originais no trailer (sem legendas) disponibilizado pela Netflix americana. E assim se chocar com outra surpresa sonora: o fato de a eterna agente Scully falar com sotaque britânico. É que a série se passa na Inglaterra. Anderson, na verdade, não é a protagonista. O papel principal pertence a Asa Butterfield (“O Lar das Crianças Peculiares”), que interpreta seu filho. Na trama, ele é um adolescente virgem e com dificuldades sociais, que se vê cercado por conversas abertas e entediantes sobre sexo, devido à profissão de sua mãe. Percebendo-se um especialista relutante no assunto, ele resolve iniciar uma prática clandestina de terapia sexual na sua escola. A série foi criada pela curtametragista Laurie Nunn e será produzida pela Eleven, produtora britânica de Jamie Campbell e Joel Wilson (criadores de “Cast Offs”). A estreia vai acontecer em 11 de janeiro, com oito episódios dirigidos por Ben Taylor (diretor de “Catastrophe”) e Kate Herron (“Five by Five”).
Trilha nacional de WiFi Ralph ganha clipe com Luísa Sonza
A Disney divulgou o clipe oficial de “Esse É o Lugar”, canção em português da trilha sonora nacional de “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”, entoada por Luísa Sonza. O vídeo acompanha o lançamento da animação nos cinemas brasileiros, que aconteceu nesta quinta (3/1). Em ritmo de pop genérico adolescente, o clipe mostra a cantora em um estúdio de gravação, em meio a cenas do filme. A divulgação também ajuda aos mais velhos a desvendarem que Luísa Sonza não é uma ex-BBB, tendo em vista a cobertura intensa de sua vida de celebridade – “Luísa Sonza vai à praia”, “A maquiagem do casamento de Luísa Sonza”. Luísa Sonza, claro, é a cantora de “Nunca Foi Sorte”, que contém a frase: “quem disse que azul é a cor que ele tem que usar”. Vale lembrar que, nesta semana, a letra ganhou resposta. Quem disse, afinal, foi a recém-empossada Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.
Will Poulter anuncia saída do Twitter após trollagem com seu personagem em Bandersnatch
“Black Mirror: Bandersnatch” não rendeu apenas elogios. A repercussão de sua participação no filme interativo da Netflix levou o ator Will Poulter a anunciar sua saída do Twitter. Em uma nota publicada em sua conta, o ator explicou que aceita todos os tipos de críticas em relação ao seu trabalho – e diz se sentir “genuinamente muito grato” pela atenção dedicada à sua carreira -, mas após sentir excesso de negatividade, decidiu deixar as redes sociais de lado. “Pensando na minha saúde mental, sinto que chegou a hora de mudar meu relacionamento com as mídias sociais”, resumiu, antes de concluir com uma fala do seu personagem no filme do “Black Mirror”. “Isso não é o fim. Considere como um caminho alternativo”. “Black Mirror: Bandersnatch” deu muito o que falar na internet. Enquanto muitos elogiaram o formato especial do projeto da Netflix, no qual o espectador conduz a trama até cinco finais possíveis, também houve quem visse na caracterização do ator uma forma de ofendê-lo. Poulter, que aparece no filme com o cabelo descolorido e óculos grandes, virou alvo de vários memes, principalmente comparando-o ao personagem Sid, de “Toy Story” – uma piada antiga. Ele também foi alvo de ataques diretos, que aludiam não à sua capacidade dramática, mas à sua aparência, numa multiplicação de posts chamando-o de “feio” e declarando que ele tem “a cara que mais merece levar um soco na história”. O ator é afiliado da organização Anti-Bullying Pro, que faz campanha contra o bullying. Sua decisão de abandonar o Twitter foi saudada por vários comentários positivos de seguidores, que lamentaram a falta de noção dos trolls da internet. Até colegas se manifestaram, como o ator Ben Barnes (de “Westworld” e “O Justiceiro”). “Permaneça seguro sabendo que você é o ser humano mais gentil, mais doce, mais generoso e vibrante que alguém poderia ter a sorte de cruzar em seu caminho”, escreveu o ator. With love… pic.twitter.com/JSm7oNLTsV — Will Poulter (@PoulterWill) 2 de janeiro de 2019
Diretor de Game of Thrones vai comandar piloto da série da Batwoman
A repercussão da participação de Batwoman no crossover “Elseworlds”, no final do ano passado, animou a rede CW a investir na produção do piloto da série própria da heroína. A possibilidade de Batwoman ganhar uma série já existia antes mesmo da contratação de Ruby Rose (“Megatubarão”) para o papel. Mas a CW decidiu consolidar a aposta ao trazer o diretor David Nutter para comandar seu piloto. Conhecido nos bastidores das séries como “encantador de pilotos”, ele foi o responsável pelos pilotos de “Arrow” e “The Flash”, as duas principais séries da CW inspiradas nos quadrinhos da DC Comics – além de “Smallville”, “Supernatural” e até a “Roswell” original, para citar apenas as produções da WBTV. Em toda sua carreira, ele nunca dirigiu um piloto que não fosse aprovado, ajudando a lançar nada menos que 20 séries desde a cultuada “Comando Espacial” (Space: Above & Beyond) em 1995. Só que isso também o tornou famoso demais (leia-se caro) para a TV aberta, levando-o a seguir carreira como um dos principais diretores das produções da HBO. Episódios do canal pago já lhe renderam dois Emmys – vencidos por “Band of Brothers” e “Game of Thrones” – além de diversas indicações ao prêmio máximo da Academia da Televisão. Para se ter noção do quanto ele é valorizado, Nutter assina nada menos que metade dos episódios da vindoura temporada final de “Game of Thrones”. Em “Batwoman”, ele vai dirigir um roteiro de Caroline Dries (“The Vampire Diaries”), que será a showrunner quando a série for oficialmente aprovada. Refletindo a personagem dos quadrinhos, Kate Kane, a Batwoman, será a primeira super-heroína abertamente lésbica a ter sua própria série de TV. E tanto sua intérprete quanto a showrunner da atração compartilham essa mesma orientação sexual. Com a expectativa de aprovação inevitável, a série da heroína deve ir ao ar ainda em 2019.
Warrior: Série baseada em manuscritos de Bruce Lee ganha primeiro trailer
O canal pago americano Cinemax divulgou o primeiro trailer de “Warrior”, série inspirada num projeto antigo do astro Bruce Lee (“Operação Dragão”). A prévia, claro, é cheia de ação e artes marciais. A produção chegou a ser esboçada por Lee antes dele morrer subitamente em 1973, aos 32 anos de idade. Os manuscritos que detalhavam a trama foram recuperados por sua filha e ganharam roupagem moderna com roteiro de Jonathan Tropper, cocriador da série “Banshee”. A trama é descrita como visceral, sobre um lutador talentoso, mas moralmente corrupto, na Chinatown de San Francisco durante a segunda metade do século 19. O protagonista é Ah Sahm (Andrew Koji, da série “The Innocents”), um prodígio das artes marciais que chega da China em circunstâncias misteriosas para virar um dos principais integrantes de uma organização criminosa. A série tem produção do cineasta Justin Lin (franquia “Velozes e Furiosos”), que também assina o piloto da atração, e da atriz Shannon Lee (“Operação Águia”), herdeira do mestre do kung fu. “Warrior” vai estrear neste ano, mas ainda não teve sua data de lançamento divulgada.
Bastidores de Black Mirror: Bandersnatch mostram desafios da produção sem revelar segredos
A Netflix finalmente divulgou um vídeo de bastidores sobre “Black Mirror: Bandersnatch”, filme interativo que estreou há uma semana (28/12). A prévia dá caras, bocas e sons às diversas frases já registradas sobre a produção da obra, numa espécie de resumo dos desafios enfrentados. Não há nenhuma novidade que não tenha sido coberta pelas reportagens sobre a produção. Há até a recusa inicial de Charlie Brooker, criador de “Black Mirror”, ao ser abordado para materializar o projeto do primeiro filme adulto interativo da plataforma. “Primeiro pensei: ‘não, não quero fazer isso’. Depois, de forma irritante, tive uma ideia que cairia bem”, conta ele, que acabou feliz com o resultado: “É muito, muito ‘Black Mirror’. Tem vários elementos diferentes de ‘Black Mirror’, todos ao mesmo tempo, e acho que funciona”. O vídeo também lembra que a Netflix começou a introduzir elementos interativos em séries infantis, como “Kong: O Rei dos Macacos”, disponibilizada em abril de 2016. E aprimorou o formato com o lançamento de três outras produções infantis, “Gato de Botas: Preso num Conto Épico”, “Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez” e “Stretch Armstrong: The Breakout”. “Black Mirror” é a primeira experiência interativa da plataforma com atores reais – mas foi precedida por uma série do cineasta Steven Soderbergh realizada inteiramente neste formato: “Mosaic”, lançada em janeiro do ano passado na HBO. A diferença é que a história de Charlie Brooker inclui muito mais opções e layers narrativos. E levou à criação de uma nova tecnologia. Isto mesmo, “Black Mirror” deixou de ser uma produção sobre tecnologia futurista para virar uma produção que cria tecnologia futurista. O filme foi desenvolvida com o auxílio de uma nova ferramenta de roteiro, que trabalha a história em layers, de modo que cada opção interativa seja levada em consideração e faça sentido em relação às conclusões oferecidas. Também inovou na criação de buffers para servir as diferentes versões para diferentes pessoas simultaneamente. Além de incluir a inteligência artificial que “lembra” opções tomadas anteriormente ao conduzir e retomar a história. Mas o vídeo de bastidores tem pouquíssimo a falar sobre isso, provavelmente para não revelar os segredos comerciais do negócio. Há planos para lançar outros projetos a partir da tecnologia desenvolvida para “Bandersnatch”. Veja o que a Netflix preferiu contar no vídeo abaixo, que não poupa o espectador de enorme louvação sobre a própria Netflix.
Museu do Louvre cita clipe de Beyoncé e Jay-Z ao comemorar recorde de público em 2018
O famoso museu do Louvre, em Paris, quebrou seu recorde de visitantes em 2018 e acredita que parte deste sucesso se deve ao clipe de “Apes**t”, gravado por Beyoncé e Jay-Z (como The Carters) em meio às pinturas e esculturas do local. O clipe é um dos destaques da lista dos melhores do ano da Pipoca Moderna. Confira aqui. “Está claro que 2018 foi um ano notável para a reputação internacional do Louvre”, disse o diretor do museu, Jean-Luc Martin, em comunicado. “O vídeo da Beyoncé, como a inauguração do museu do Louvre em Abu Dhabi, garantiu que o Louvre fosse falado em todo o mundo, e uma das conseqüências disso foi o aumento espetacular no número de visitantes no ano passado”. O vídeo de “Apes**t” foi visto mais de 146 milhões de vezes no YouTube. E logo após seu lançamento, os responsáveis pelo Louvre passaram a oferecer uma turnê temática pelo museu que destacava 17 das peças artísticas destacadas no vídeo – incluindo, é claro, a célebre “Mona Lisa”, de Leonardo Da Vinci. Com 10,2 milhões de visitantes, o Louvre foi museu mais visitado do mundo em 2018, contabilizando um aumento de 2 milhões de turistas em relação ao ano passado. Também foi a primeira vez que o museu francês registrou mais de 10 milhões de visitas num único ano. Pouco
Estudo revela que número de diretoras em Hollywood é menor que há 20 anos
Um estudo da Universidade Estadual de San Diego, nos EUA, jogou um balde de água fria na ideia de que Hollywood vem progredindo na abertura de seu mercado para mulheres. Batizado de “Celluloid Ceiling”, o estudo foi repercutido pela revista Variety nesta quinta (3/11), demonstrando que, ao contrário dos esforços femininos por maior representatividade, o número de mulheres diretoras vem diminuindo nas últimas duas décadas. Segundo o levantamento comandado pela pesquisadora Martha Lauzen, apenas 8% dos 250 filmes mais lucrativos de 2018 foram dirigidos por mulheres. Em 1998, este número era de 9%, enquanto em 2017 a porcentagem chegou a 11%. O estudo também mapeou a presença feminina em outras funções na indústria. 27% dos filmes pesquisados tinham mulheres como roteiristas, 26% traziam mulheres como editoras e apenas 4% listaram mulheres como diretoras de fotografia. A maior representação feminina ocorre em tarefas burocráticas. 58% dos filmes pesquisados tinham mulheres como produtoras executivas, enquanto 73% tinham mulheres como produtoras. O estudo considerou um total de 3.076 funcionários empregados na produção nos 250 filmes mais lucrativos de 2018, e chegou à percentagem que representa a participação feminina real em Hollywood, que atinge 20% entre todas as funções que não incluem atuação. “O estudo traz evidências de que a larga mudança positiva prevista pelos observadores da indústria ainda não aconteceu. É improvável que os indicadores melhorem com os esforços individuais de algumas pessoas ou estúdios”, comentou a autora da pesquisa para a Variety. “Sem uma ação em larga escala comandada pelos principais players de Hollywood – os estúdios, as agências de talento, os sindicatos – é improvável que vejamos uma mudança significativa. A diferença entre os 8% de representação feminina e a paridade real é grande demais”, concluiu. Até hoje, apenas uma mulher venceu o Oscar de Melhor Direção: Kathryn Bigelow, por “Guerra ao Terror”, em 2010.
Sucesso de Bird Box inspira turismo e desafios perigosos
A Netflix não estava blefando quando revelou os números de “Bird Box”. Visto por mais de 45 milhões de pessoas em uma semana, o filme virou um fenômeno. A ponto da plataforma precisar se manifestar sobre brincadeiras baseadas em sua trama, que viralizaram nas redes sociais com a hashtag #BirdBoxChallenge, ou “desafio Bird Box”. Nos vídeos postados sob a hashtag, pessoas aparecem tentando realizar tarefas cotidianas vendados, como se vivessem no mundo de “Bird Box”. No filme, criaturas misteriosas invadem a Terra, levando todos que olham para elas a enlouquecer e cometer suicídio. Por isso, decidem passar o tempo todo vendadas. Já na vida real, quem vê “Bird Box” parece enlouquecer e tentar cometer suicídio, participando de desafios como pilotar motos de olhos vendados! É tão absurdo que a Netflix resolveu abordar o desafio em suas redes sociais. “Não acredito que preciso dizer isso, mas: por favor, não se machuquem fazendo o ‘desafio Bird Box’. Não sabemos como isso começou, e apreciamos o amor [pelo filme], mas o garoto e a garota tem só um pedido para 2019, e é que vocês não acabem no hospital por causa de um meme”, publicou o perfil oficial da Netflix nos Esados Unidos. Além do desafio, o filme também popularizou a casa em que se passa boa parte da ação, transformada em destino turístico de muitos curiosos. Ela se localiza em Monrovia, que fica no subúrbio da Califórnia. E, segundo o site TMZ, vários grupos têm se aglomerado ao redor da residência para fazer registros que chegam a imitar a personagem Malorie (Sandra Bullock) com os olhos vendados. Ainda segundo a publicação, a dona da residência afirma ter recebido o valor de US$ 12 mil pelas filmagens, mas não tem intenção de assistir ao filme por não ser assinante do serviço de streaming. Can’t believe I have to say this, but: PLEASE DO NOT HURT YOURSELVES WITH THIS BIRD BOX CHALLENGE. We don’t know how this started, and we appreciate the love, but Boy and Girl have just one wish for 2019 and it is that you not end up in the hospital due to memes. — Netflix US (@netflix) 2 de janeiro de 2019
Aquaman supera Mulher-Maravilha nas bilheterias mundiais
“Aquaman” continua seu tsunami pelas bilheterias. Após o feriadão de Ano Novo, a produção da Warner atingiu um total de US$ 846M (milhões) em todo o mundo, batendo com folga os US$ 821M de “Mulher-Maravilha”. Com isso, o filme do herói interpretado por Jason Momoa só tem pela frente “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” (US$ 873M) para se tornar o lançamento de maior bilheteria do universo cinematográfico da DC Comics, inaugurado com “O Homem de Aço” em 2013. Esta marca deve cair já nesse fim de semana. As projeções publicadas pela imprensa americana apontam que “Aquaman” deve se tornar, até o fim de janeiro, o terceiro filme da DC a superar US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, após “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). Apesar de comemorar o sucesso, a Warner também deve estar lamentando seu cronograma para 2019, que prevê apenas uma adaptação dos quadrinhos da DC: “Shazam!”, em abril.
Disney bate a concorrência com mais de US$ 7 bilhões nas bilheterias mundiais
A Disney encerrou o ano como o estúdio mais bem-sucedido de Hollywood em 2018. A bilheteria total de seus filmes registrou a segunda melhor arrecadação mundial de sua história, atingindo US$ 7,3B (bilhões) de faturamento em todo o mundo. Foi a segunda vez que a Disney ultrapassou os US$ 7B de arrecadação mundial. Em 2016, a empresa cinematográfica registrou seu melhor desempenho, com US$ 7,6B. Nenhum outro estúdio fez US$ 7B até hoje. Os dados impressionantes do ano passado são consequências das bilheterias dos filmes da Marvel “Vingadores: Guerra Infinita” (U$$ 2B), “Pantera Negra” (U$$ 1,3B) e “Homem-Formiga e a Vespa” (US$ 622,6M), da animação da Pixar “Os Incríveis 2” (US$ 1,2B) e até de “Han Solo: Uma Aventura Star Wars” (US$ 392,9M), da Lucasfilm, com apenas “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” (US$ 355,4M) representando o sucesso solitário do estúdio em 2018. A ironia é que a maioria dos filmes próprios da Disney floparam em 2018 – isso inclui “Uma Dobra no Tempo” (US$ 132,6M em todo o mundo), “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” (US$ 197,6M) e “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” (US$ 169,9M). Mesmo considerando todo o conglomerado, a Disney só lançou 10 títulos em 2018, incluindo o recente “O Retorno de Mary Poppins” (US$ 204,7M). E esta é outra ironia, já que o estúdio que menos produziu foi o que mais ganhou dinheiro com filmes. Para 2019, a expectativa da Disney é quebrar seu recorde de arrecadação, com títulos fortes como “Capitã Marvel” e “Vingadores: Ultimato”, da Marvel, “Star Wars: Episódio IX”, da Lucasfilm, “Toy Story 4”, da Pixar, além de “Dumbo”, “Alladin”, “Rei Leão” e “Frozen 2” de sua produção própria. Isto sem considerar que 2019 também inaugura a fase de incorporação da Fox como marca da Disney – e isto significa “Alita: Anjo de Combate”, “X-Men: Fênix Negra”, “Os Novos Mutantes” e “Kingsman 3”, para começar.
Novo teaser de O Justiceiro confirma data de estreia da 2ª temporada
A Netflix divulgou as primeiras fotos oficiais e um novo teaser da 2ª temporada de “O Justiceiro”, que confirma a data de estreias da atração. O vídeo também junta o personagem-título, vivido por Jon Bernthal, e seu antagonista Billy Russo, papel de Ben Barnes, que voltarão a se enfrentar nos próximos capítulos. Apesar de Russo aparecer com uma máscara, ele não vai assumir a alcunha de Retalho, como é conhecido nos quadrinhos. A série do “Justiceiro” é uma das duas produções da Marvel remanescentes na Netflix, após os cancelamentos de “Punho de Ferro”, “Luke Cage” e “Demolidor”. A outra é “Jessica Jones”, que vai estrear sua 3ª temporada em data ainda não revelada. Os novos episódios do Justiceiro chegam em 18 de janeiro em streaming.
WiFi Ralph é a primeira grande estreia de 2019 nos cinemas
Principal estreia da semana, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” é uma animação divertida, mas também uma piada pronta. Ao levar dois meses para chegar ao Brasil, serve para demonstrar a lentidão do mercado brasileiro, quase tão devagar quanto a internet nacional, que não precisa de Ralph para quebrar. Maior sucesso original dos estúdios Disney em 2018, “WiFi Ralph” desembarca nos cinemas locais após fazer mais de US$ 350 milhões em todo o mundo. E com 88% de aprovação das críticas publicadas em idioma inglês, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. A trama parte da premissa de “Toy Story 3”, ao mostrar a obsolescência dos velhos games em que Ralph e Vanellope habitam. Com os equipamentos quebrados ou em eterna manutenção, os dois acabam migrando para outro mundo – dos games online, por meio do wi-fi. O mais interessante é como, a partir daí, o desenho passa a comunicar diferentes intertextos. Por um lado, serve de introdução à forma como a internet funciona, ilustrando, de forma acessível para as crianças, nunces complexos da tecnologia online. Por outro, assim como os spammers que não param de anunciar produtos para os protagonistas, trata-se também de um empreendimento de sinergia comercial para a Disney. Não faltam referências às franquias do próprio estúdio, como as princesas da Disney, que se destacam tanto na história que podem germinar sua própria animação – uma espécie de Vingadores de princesas. “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” também é o primeiro filme a misturar personagens da Disney, Pixar, Lucasfilm e Marvel. E se a franquia continuar, podem esperar o terceiro longa passado no país das maravilhas do streaming, um lugar mágico chamado Disney+ (Disney Plus). Cinismo à parte, vale a pena ver com as crianças, que nem vão ligar para a falta de todos aqueles astros famosos da dublagem original – desde as intérpretes originais das princesas da Disney até Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) como uma piloto de corridas radical, sem esquecer John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Sarah Silverman (“A Guerra dos Sexos”), respectivamente como Ralph e Vanellope. Estas participações custaram uma fortuna para o estúdio, mas foram prontamente substituídos por profissionais assalariados da dublagem nacional. O principal concorrente da superprodução da Disney é outro desenho animado. “Dragon Ball Super Broly – O Filme” apela aos fãs da série em que se baseia. E oferece exatamente um episódio vitaminado da atração televisiva, contando uma história antiga com a mesma animação tosca, que pouco evoluiu desde anos 1990 – num contraste com a trama, baseada na “evolução” dos personagens. No circuito limitado, o destaque é “Lizzy”, suspense indie que reimagina um dos assassinatos mais brutais dos Estados Unidos, ao apresentar uma versão lésbica de Lizzie Borden, jovem acusada de matar os próprios pais à machadas no final do século 19. Chloë Sevigny (série “Bloodline”) vive a personagem-título, que nesta versão é uma mulher que busca se libertar do pai dominador e agressivo. Ela encontra uma cúmplice na empregada da família, Bridget Sullivan (Kristen Stewart, de “Personal Shopper”), que sofre assédio de seu pai, enquanto sua mãe finge não ver. A identificação das duas vira romance e, a partir daí, tudo transcorre para o desfecho trágico que marcou a história dos crimes americanos. Apesar de o roteiro ser creditado ao iniciante Bryce Kass, a teoria do relacionamento lésbico entre Lizzie e Bridget foi formulada originalmente pelo escritor Ed McBain em seu romance de 1984, que também se chamava apenas “Lizzie”. O caso real se tornou o primeiro julgamento midiático dos Estados Unidos e seu veredito rende discussões e teorias até hoje, já que deixou em aberto a identidade do verdadeiro(a) assassino(a). Mesmo inocentada, Lizzie Borden acabou virando lenda urbana e entrou na cultura pop, tendo rendido várias músicas, filmes e séries. Para fãs de filmes “de arte”, a dica é o francês “A Nossa Espera”, que venceu prêmios em sua jornada por festivais internacionais secundários, como Torino e Hamburgo. Profundamente humano, diferencia-se de outros filmes sobre a luta cotidiana por melhores condições de vida por não apostar em soluções sentimentais ou lições de moral. Cinéfilos mais devotados também devem conferir o tunisiano “Meu Querido Filho”, que parece ser um melodrama de família aflita pela doença comum de um filho, mas esconde em suas entranhas uma metáfora sobre doença muito mais séria: o extremismo. De resto, há também um terror alemão gravado de forma amadora para justificar uma trama ao estilo de “A Bruxa de Blair”. Veja os trailers e as sinopses abaixo. WiFi Ralph: Quebrando a Internet | EUA | Animação Ralph, o mais famoso vilão dos videogames, e Vanellope, sua companheira atrapalhada, iniciam mais uma arriscada aventura. Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, a dupla viaja para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Dessa vez, a missão é achar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, eles contam com a ajuda dos “cidadãos da Internet” e de Yess, a alma por trás do “Buzzztube”, um famoso website que dita tendências. Dragon Ball Super Broly – O Filme | Japão | Animação Apesar da Terra estar em um período de calmaria, Goku se recusa a parar de treinar constantemente – ele quer estar pronto para quando uma nova ameaça surgir. O que ele não imaginava era que seu novo inimigo seria Broly, um poderoso super saiyajin sedento por vingança, que deseja destruir todos que encontrar pela frente. Lizzie | EUA | Suspense 1892, em plena Era Vitoriana. Lizzie Borden (Chloë Sevigny) é uma mulher solteira que ainda vive sob a rigidez de seu pai, Andrew (Jamey Sheridan), por mais que tenha atitudes consideradas ousadas para a época. Tal situação vive provocando atritos entre pai e filha, ampliados pelo frágil estado de saúde dela. Menosprezada como filha e como mulher, Lizzie aos poucos se aproxima de Bridget Sullivan (Kristen Stewart), uma jovem criada que trabalha há pouco tempo para a família. O Manicômio | Alemanha | Terror Um grupo de youtubers entra ilegalmente na área de cirurgia (supostamente assombrada) em um manicômio abandonado para um desafio de 24 horas, com a esperança de viralizar o vídeo e conseguirem mais seguidores. Porém, não demora muito para eles descobrirem que não estão sozinhos e não são bem-vindos ali. O desafio, na verdade, é o da sobrevivência. A Nossa Espera | França | Drama Olivier (Romain Duris) é o politizado funcionário de uma fábrica, onde volta e meia bate de frente com seus superiores para defender os colegas de trabalho. Um dia, ele é surpreendido com o súbito desaparecimento de sua esposa, Laura (Lucie Debay). Sem saber o que aconteceu nem para onde ela foi, Olivier precisa conciliar o trabalho com a criação de seus dois filhos, Elliot (Basile Grunberger) e Rose (Lena Girard Voss). Meu Querido Filho | Tunísia | Drama Riadh (Mohamed Dhrif) está prestes a se aposentar como motorista no porto de Túnis. Com Nazli (Mouna Mejri), ele forma um casal unido em torno de seu único filho, Sami (Zakaria Ben Ayyed). As repetidas enxaquecas dele preocupam seus pais e no momento em que Riadh acha que seu filho está melhor, ele desaparece.












