Caio Junqueira (1976 – 2019)
O ator Caio Junqueira não resistiu e morreu na madrugada desta quarta-feira (23/1), aos 42 anos, uma semana após ter sofrido um grave acidente de carro no Rio de Janeiro. Ele bateu o carro que dirigia no Aterro do Flamengo, na altura do Monumento aos Pracinhas, na zona sul do Rio, no dia 16 de janeiro. Ele estava sozinho no veículo e foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde passou por uma cirurgia de emergência. Caio era filho do ator Fábio Junqueira (1956-2008) e irmão de Jonas Torres, conhecido como o Bacana da série “Armação ilimitada” (1985-1988). Ele deu seus primeiros passos na carreira aos 9 anos, ao participar da série “Tamanho família” (1985-1986), da extinta Rede Manchete. Em 1990 estreou na Globo, participando da minissérie “Desejo” e da novela “Barriga de Aluguel”. Ele fez poucas novelas, entre elas “A Viagem” (1994) e “O Clone” (2001), mas se destacou em minisséries, como “Engraçadinha” (1995), “Hilda Furacão” (1998), “Chiquinha Gonzaga” (1999) e “Um Só Coração” (2004), antes de mudar de canal. Na Record, fez o remake de “Escrava Isaura” (2004), a série “A Lei e o Crime” (2009), protagonizou “Ribeirão do tempo” (2010) e atuou em obras bíblicas como “José do Egito” (2013) e “Milagres de Jesus” (2014). Paralelamente, fez teatro e ainda obteve bastante destaque no cinema, atuando em filmes marcantes como “O aue É Isso Companheiro” (1997), “Central do Brasil” (1998), “Abril Despedaçado” (2001), “Zuzu Angel” (2006) e “Tropa de Elite” (2007), onde viveu Neto, soldado do Bope. Os trabalhos mais recentes foram nas séries “O Mecanismo”, da Netflix, e “Um Contra Todos”, da Fox Brasil.
Mel Gibson e Sean Penn são O Gênio e o Louco em fotos e trailer de filme que ficou dois anos no limbo
A Imagem Filmes divulgou o pôster nacional, 10 fotos e o primeiro trailer legendado de “O Gênio e o Louco” (The Professor and the Madman), filme de época estrelado por Mel Gibson e Sean Penn. E se trata de um première mundial, oferecendo o primeiro vislumbre da obra, que ficou dois anos no limbo devido a uma disputa judicial. A adaptação do best-seller homônimo de Simon Winchester conta como o professor James Murray (papel de Gibson) começou o ambicioso projeto do dicionário Oxford em 1857, tendo como colaborador o Dr. W.C. Minor (Penn), que cuidou de mais de 10 mil verbetes, a despeito de sua condição de interno de um hospício para criminosos. Com roteiro e direção de Farhad Safinia (roteirista de “Apocalypto”, filme dirigido por Gibson), o longa foi filmado em 2016 e não contará com apoio dos astros para sua divulgação, após Gibson e sua produtora, Icon, levar a parceira Voltage Pictures à justiça, alegando violação de contrato e dever fiduciário, fraude promissória e muito mais. Descrevendo o projeto como um “trabalho de amor de Mel Gibson”, a ação chamou atenção para o fato de o ator e produtor ter passado 20 anos desenvolvendo a produção – ele comprou os direitos da adaptação nos anos 1990 – , até fechar um contrato em 2015 com a Voltage visando dividir os custos das filmagens. Mas a Voltage não teria honrado despesas previstas e condições contratuais, realizando uma edição do filme por conta própria. Gibson queria impedir a distribuição do filme e recuperar os negativos para realizar sua própria edição, com filmagens de cenas extras para lançar o trabalho nos cinemas. Mas perdeu a causa no ano passado. Agora, a versão da Voltage – que Gibson renega – vai se tornar definitiva. A estreia está marcada para 21 de março no Brasil.
Suburra: 2ª temporada da série mafiosa da Netflix ganha 51 fotos e trailer legendado
A Netflix divulgou 51 fotos e o trailer legendado da 2ª temporada de “Suburra”, sua primeira série original italiana. Considerada “a resposta italiana a ‘Narcos'”, a atração foi lançada em outubro do ano passado com sucesso em mais de 190 países. E voltará para sua 2ª temporada “com mais ação, drama e jogos de poder”, na definição da plataforma de streaming, que pode ser comprovada pela prévia intensa, repleta de violência. A série é baseada no livro de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini que já rendeu um filme de mesmo nome, produzido pela própria Netflix e dirigido por Stefano Sollima em 2015. Sollima também comandou a série “Gomorrah” e dirigiu “Sicario: Dia do Soldado”, sua estreia em Hollywood. A trama se passa vários anos antes dos eventos vistos no filme homônimo, funcionando como um prólogo, ao revelar a formação de uma aliança no submundo mafioso entre três jovens de diferentes grupos, que resolvem se juntar contra os demais, visando realizar seus sonhos de enriquecimento e poder num território disputado por empresas imobiliárias, a máfia, a Igreja e políticos corruptos. A 2ª temporada estreia em 22 de fevereiro.
Post de Brenton Thwaites sugere participação de Batgirl na 2ª temporada de Titãs
O ator Brenton Thwaites, que vive Robin na série “Titãs”, compartilhou no Stories uma imagem da série clássica “Batman” dos anos 1960, que mostra um diálogo picante entre Robin e Batgirl. Confira abaixo. Não foi preciso muito mais para os seguidores especularem que o post faz uma referência à aparição da heroína na 2ª temporada de “Titãs”. Nos quadrinhos – e na série animada “Young Justice” – os dois heróis formam um casal intermitente. Entre idas e vindas, têm sido os principais parceiros românticos um do outro desde os anos 1970. Todos os episódios da 1ª temporada de “Titãs” já estão disponíveis na Netflix.
Oficial: Netflix vira parte de Hollywood como membro da MPA
É oficial: a Netflix agora faz parte de Hollywood. A empresa de streaming se tornou membro da Associação de Cinema dos EUA (Motion Picture Association of America, conhecida pela sigla MPA), entidade de comércio e lobby que representa os seis principais estúdios americanos. A organização baseada em Washington, DC, confirmou a filiação da empresa de tecnologia com um comunicado na noite desta terça (22/1). “Em nome da MPA e de suas empresas associadas, tenho o prazer de dar as boas-vindas à Netflix como parceira”, diz o texto assinado por Charles Rivkin, presidente e CEO da MPA. “Todos os nossos membros estão empenhados em impulsionar a indústria cinematográfica e televisiva, tanto na forma como contamos histórias e em como atingimos o público. Adicionar a Netflix nos permitirá defender de forma mais eficaz a comunidade global de contadores de histórias criativos, e estou ansioso para ver o que todos podemos alcançar juntos”, completou. Com a filiação à MPA, a Neflix se junta oficialmente à comunidade de estúdios de cinema dos Estados Unidos, ao lado dos outros seis sócios da entidade: Disney, Paramount, Sony, Fox, Universal e Warner Bros. “Associar-se à MPA exemplifica ainda mais o nosso compromisso em garantir a vitalidade dessas indústrias criativas e as muitas pessoas talentosas que trabalham nelas em todo o mundo”, disse Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix. “Estamos ansiosos para apoiar a equipe da associação e seus importantes esforços.” As negociações para a filiação da Netflix vieram à tona durante a tarde, em meio à celebração do recorde de 15 indicações da plataforma no Oscar 2015. Os dois fatos criam uma mudança de patamar para a empresa de tecnologia, transformando-a numa força legítima do setor cinematográfico americano. Ao mesmo tempo, a filiação também modifica o entendimento do que constitui um estúdio de cinema para a MPA. Fontes ouvidas pela revista The Hollywood Reporter dizem que a Associação estaria cortejando outros novos membros com o mesmo perfil, citando a Amazon como candidata em potencial. A Netflix e a MPA já trabalharam juntos em campanhas de proteção de direitos autorais, uma prioridade para os estúdios de Hollywood e também para a empresa de streaming, que consideram a pirataria um inimigo em comum. No entanto, a filiação da Netflix tende a irritar os proprietários de cinemas, já que a a empresa é contra a manutenção das janelas de exibição tradicionais – janelas são o período de tempo que separa o lançamento de um filme no cinema da sua disponibilização em streaming ou vídeo. A MPA e a Associação Nacional de Proprietários de Cinema administram em conjunto o sistema de classificação etária dos filmes lançados nos Estados Unidos.
Filho de James Gandolfini será Tony Soprano no filme derivado da série da HBO
O filme derivado da série “The Sopranos” (também conhecida como “Família Soprano”) definiu o intérprete do jovem Tony Soprano, personagem vivido na série da HBO pelo falecido ator James Gandolfini. A produção contratou Michael Gandolfini, da série “The Deuce” e filho do ator original, para encenar a juventude do famoso personagem. Intitulado “The Many Saints of Newark” irá mostrar versões mais jovens dos protagonistas da icônica série do canal pago HBO. Escrito por David Chase, criador de “The Sopranos”, o filme será um prólogo passado nos anos 1970 e também inclui os atores Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Alessandro Nivola (“Desobediência”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Corey Stoll (“O Primeiro Homem”) em papéis não revelados. Segundo o roteirista, a ideia é mostrar a época a que Tony Soprano (James Gandolfini) se referia de forma saudosa em suas sessões com a psiquiatra Dra. Melfi (Lorraine Bracco). Para Tony, o mundo da máfia tinha mudado muito, e para pior, desde a sua infância. Entretanto, “The Many Saints of Newark” vai mostrar que nem tudo eram flores naquela época. “O filme vai lidar com as tensões que existiam entre negros e brancos, e Tony vai fazer parte disso. Eu estava muito interessado em explorar sua infância”, comentou Chase, em entrevista ao site Deadline. A ideia original era mostrar Tony ainda criança na nova produção, mas Michael Gandolfini já tem 18 anos de idades. Além de Tony, os integrantes mais velhos da família Soprano, como o pai e o tio do personagem de Gandolfini, aparecerão em seu auge. A direção do longa está a cargo de Alan Taylor, que comandou alguns episódios da série original. Depois de trabalhar também em “Game of Thrones”, ele virou cineasta, dirigindo duas produções de grande orçamento, “Thor: O Mundo Sombrio” e “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, ambas recebidas com críticas negativas.
The Magicians é renovada para quinto ano na véspera da estreia da 4ª temporada
O canal pago Syfy anunciou a renovação de “The Magicians” para sua 5ª temporada. E para demonstrar a confiança na produção, a decisão foi comunicada um dia antes da estreia do quarto ano da série. O detalhe é que isso não foi feito para preparar equipe e elenco para uma despedida. O tom do comunicado é de celebração dos feitos da série, que não deve ser encerrada tão cedo. “’The Magicians’ elevaram a qualidade do Syfy e ganharam impulso temporada após temporada, atraindo uma nova audiência para o canal. Estamos orgulhosos desta série, uma vez que ela continua a quebrar fronteiras da narrativa”, disse Bill McGoldrick, Presidente de Conteúdo da NBCUniversal Cable Entertainment. “Não poderíamos estar mais felizes e animados para conjurar mais um ano de magia e tudo o que isso implica – amor, ódio, lealdade, traição, sexo, linguagem chula, drogas, luta contra deuses, monstros e os inimigos mais perigosos de todos: outros humanos seres. Temos os melhores roteiristas, produtores, diretores, elenco e equipe no multiverso conhecido. E qualquer um que tentar roubar um deles será amaldiçoado”, disseram os produtores executivos e co-showrunners Sera Gamble (ex-produtora e roteirista de “Supernatural”) e John McNamara (criador da série “Fastlane”). Baseada na franquia de livros de fantasia de Lev Grossman, publicada no país como “Os Magos”, a série estreia sua 4ª temporada na quarta-feira (23/1) e só exibirá seu 5º ano de produção em 2020. A série também é exibida no Brasil pelo canal Syfy.
Sátira animada de Donald Trump é renovada para 2ª temporada
O canal pago americano Showtime renovou a série animada de Donald Trump para sua 2ª temporada. Intitulada “Our Cartoon President”, a série oferece uma sátira mordaz do político americano, mostrando-o como um incompetente sem noção. A maioria das piadas são registros reais de frases e iniciativas do presidente dos EUA, mais focado em construir um muro e usar o Twitter do que resolver os problemas cotidianos do país. O personagem animado surgiu a partir de esquetes do programa de variedades “Late Show” de Stephen Colbert. O criador dos esquetes, Tim Luecke, assina a animação e a produção, ao lado de Colbert, e os roteiros estão a cargo de R.J. Fried (do programa “Late Show with David Letterman”). A 1ª temporada teve 10 episódios de meia-hora e o segundo ano vai manter esse formato.
Netflix negocia se juntar a Hollywood na Associação de Cinema dos EUA
A Netflix está em negociações avançadas para se tornar membro da Associação de Cinema dos EUA (Motion Picture Association of America, conhecida pela sigla MPA), entidade de comércio e lobby que representa os seis principais estúdios de Hollywood. A movimentação foi noticiada pelo site americano Politico Pro e confirmada pelas publicações especializadas na indústria cinematográfica. E acontece após a empresa de streaming conseguir 15 indicações ao Oscar 2019, superando os estúdios tradicionais. A decisão sobre a filiação pode representar uma guinada, já que seria a primeira vez na história que uma empresa de tecnologia se tornaria membro da MPA. O chefe da Netflix, Reed Hastings, e o diretor de conteúdo, Ted Sarandos, estão empenhados em elevar o perfil da empresa como uma força legítima no setor cinematográfico, e a adesão à MPA cumpriria esse objetivo. Além disso, assim que a Fox for fundida com a Disney, a MPA terá um membro a menos, o que significa uma perda financeira de até US$ 12 milhões em contribuições anuais. Fontes ouvidas pela revista The Hollywood Reporter dizem que a MPA está cortejando outros novos membros com o mesmo perfil, citando a Amazon como candidata em potencial. A Netflix e a MPA já trabalharam juntos em campanhas de proteção de direitos autorais, uma prioridade para os estúdios de Hollywood e também para a empresa de streaming, que consideram a pirataria um inimigo em comum. No entanto, a filiação da Netflix na MPA tem potencial para irritar os proprietários de cinemas, já que a empresa é contra a manutenção das janelas de exibição tradicionais – janelas são o período de tempo que separa o lançamento de um filme no cinema da sua disponibilização em streaming ou vídeo. A MPA e a Associação Nacional de Proprietários de Cinema administram em conjunto o sistema de classificação etária dos filmes lançados nos Estados Unidos.
Oscar 2019: Lady Gaga e Kendrick Lamar deixam disputa de Melhor Canção mais pop
A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas dos Estados Unidos resolveu ser um pouco mais pop no Oscar 2019. A “ousadia” consistiu em barrar, apenas pela quarta vez neste século, músicas de desenhos animados de sua seleção de Canções Originais. A lista privilegia sucessos de rádio, trazendo artistas já consagrados pelo Grammy, como Lady Gaga (por “Nasce uma Estrela”), Kendrick Lamarr (“Pantera Negra”) e Jennifer Hudson (“RBG”), ao lado de duas composições mais “cinematográficas”, compostas especificamente para cenas musicais dos filmes “A Balada de Buster Scruggs” e “O Retorno de Mary Poppins”. As duas opções mais convencionais respondem pelas ausências sentidas de Thom Yorke (“Suspiria”), Troye Sivan (“Boy Erased”), Sade (“Viúvas”) e Dolly Parton (“Dumplin'”), que estavam entre os 15 pré-selecionados na categoria. Mesmo assim, já representa um grande avanço na categoria, que tradicionalmente valoriza trabalhos antiquados, por refletir o gosto de homens brancos com mais de 60 anos de idade – a média dos eleitores da Academia. Relembre abaixo a disparidade das músicas selecionadas para o Oscar 2019. Elas devem ser interpretadas ao vivo durante a cerimônia de premiação, marcada para 24 de fevereiro em Los Angeles, com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Oscar 2019: Sam Elliott celebra primeira indicação da Academia em 50 anos de carreira
A indicação de Lady Gaga como Melhor Atriz ou a ausência de Bradley Cooper como Melhor Diretor pode dar o que falar, mas o assunto principal relacionado a “Nasce uma Estrela” no Oscar 2019 é o reconhecimento feito a outro astro. “Já era mais que a porr* da hora”, Sam Elliott exclamou, falando ao site Deadline sobre sua primeira indicação ao Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Nasce uma Estrela”. O veterano ator de 74 anos está completando 50 anos de carreira em 2019. Seu primeiro papel no cinema foi como figurante de “Butch Cassidy” (1969). Mas ele quase não fez “Nasce uma Estrela”. Após passar um ano aperfeiçoando seu tom de voz para soar como irmão do personagem de Elliott no filme, o diretor e protagonista Bradley Cooper descobriu nas vésperas das filmagens que a agenda do ator da série “The Ranch” não tinha brechas para encaixar sua produção. Cooper disse que não faria o filme sem Elliott e os produtores precisaram se virar, construindo um cenário especial para que ele não precisasse se afastar muitas horas da produção da Netflix para filmar suas cenas. Elliott agradeceu ao esforço de Cooper, chamando sua versão (é a quarta) de “Nasce uma Estrela” de “linda”, e também citando o trabalho do diretor de fotografia Matthew Libatque, também nomeado ao Oscar. “Sou muito grato por ter feito parte disso. Tem sido uma espécie de presente para mim em um nível muito pessoal”, disse o ator ao Deadline, caracteristicamente humilde. “Eu acho que a maior lição disso é como sou afortunado. Em primeiro lugar, por ainda estar trabalhando, e em segundo pela oportunidade de trabalhar com duas pessoas como Bradley e Stefani (Lady Gaga), o que foi simplesmente extraordinário. 50 anos de interpretação e, de repente, ter algo a ver com isso, estar conectado com um filme como este, é um presente simplesmente maravilhoso”, concluiu.
Oscar 2019: Atriz de Roma é primeira indígena indicada a prêmio da Academia
Das 10 indicações de “Roma” ao Oscar 2010, uma foi especialmente celebrada pelo cineasta Alfonso Cuarón. E não foi nenhuma das cinco categorias que podem lhe render prêmios individuais. Cuarón lembrou um feito histórico conseguido por seu filme, que transformou a mexicana Yalitza Aparicio na primeira indígena indicada ao Oscar de Melhor Atriz. “Claro, a indicação da Academia que me faz mais feliz foi a de Yalitza Aparicio”, disse ele ao site Deadline. “Nunca antes houve uma mulher indígena nomeada para um Oscar. Este é um filme que se centra em uma trabalhadora mexicana de origem indígena e eu estou muito emocionado pelo modo como sua história se conectou com o público ao redor o mundo.” Ele também disse que a “humanidade” do filme se devia à atuação de Aparicio e de sua colega de elenco Marina de Tavira, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, dizendo que o trabalho das duas “transcendeu o filme”.
Oscar 2019: Roma atinge recorde de indicações para filme estrangeiro na premiação
As indicações ao Oscar 2019 refletem uma internacionalização da premiação do cinema americana, marcada pela inclusão de diversos filmes de línguas estrangeiras em categorias importantes. Falado em espanhol, “Roma” foi o filme com mais destaque na lista divulgada nesta terça (22/1) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Disputando prêmios em 10 categorias, igualou o recorde de “O Tigre e o Dragão”, primeiro filme estrangeiro a obter uma dezena de indicações ao Oscar – venceu quatro em 2001. Além de “Roma”, o polonês “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski, destacou-se em três categorias, incluindo Direção e Fotografia, em que enfrentará o filme de Cuarón. Os dois ainda disputarão com o alemão “Never Look Away’, de Florian Henckel von Donnersmarck, o Oscar de Melhor Fotografia. Os três filmes ainda fazem parte da acirrada categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que também inclui o drama libanês “Cafarnaum”, de Nadine Labaki, e o japonês “Assunto de Família”, de Hirokazu Kore-eda. Além destes, o filme japonês “Mirai” entrou na lista de Melhor Animação, a produção síria-alemã “Of Fathers and Sons” na disputa de Documentário, e o drama sueco “Border” na categoria de Melhor Maquiagem e Penteado. Para completar, a Academia indicou o grego Yorgos Lanthimos na disputa de Melhor Direção por “A Favorita”. Esta dramédia de época é, por sinal, uma produção britânica. E empatou com “Roma” em quantidade de nomeações ao Oscar 2019. Ambos são coproduções com os Estados Unidos, mas é relevante que um longa essencialmente mexicano e uma produção essencialmente britânica tenham dominando a premiação do cinema americana. E isto é sintomático da abertura cada vez maior da Academia para eleitores estrangeiros, privilegiando a visão de cineastas de vários cantos do mundo. Entretanto, com reflexos inesperados, já que os estrangeiros não valorizaram a produção independente americana. Vale reparar, por isso, que os filmes estrangeiros são os que possuem maior aprovação da crítica entre os títulos que disputam o Oscar 2019. E isto se dá pela ausência maciça de representantes do cinema de qualidade feito nos Estados Unidos. No lugar de filmes independentes premiados, o Oscar estendeu seu tapete vermelho para obras americanas mais convencionais, de sucesso comercial e apelo popular, como “Pantera Negra”, “Bohemian Rhapsody” e “Nasce uma Estrela”, conhecidas por todo mundo.












