The Walking Dead: Showrunner confirma negociações para trazer Lauren Cohan de volta
A showrunner de “The Walking Dead”, Angela Kang, revelou que “está trabalhando em uma forma” de trazer a atriz Lauren Cohan de volta à série. “Eu não sei exatamente o que posso te dizer sobre isso nesse momento, mas estamos pensando”, ela afirmou à revista Entertainment Weekly. A despedida de Maggie, papel de Cohan, aconteceu no episódio final de Rick (Andrew Lincoln), antes do salto temporal da 9ª temporada, mas seu destino só foi revelado em diálogos dos personagens remanescentes. Ela teria abandonado Hilltop para ajudar Georgie (Jayne Atkinson) a construir uma nova comunidade. A referência é especialmente obscura pelo fato de Georgie só ter aparecido num capítulo da 8ª temporada. A decisão foi financeira. Cohan não renovou seu contrato com a AMC após um impasse na negociação de seu cachê e, como não conseguiu o aumento desejado, passou a integrar o elenco de uma nova série, “Whiskey Cavalier”. Entretanto, a rede ABC já cancelou “Whiskey Cavalier”, abrindo a possibilidade de reintegração da atriz em “The Walking Dead”. Esta hipótese já fazia parte dos planos de Angela Kang desde novembro passado, quando ela disse ter “algumas cartas na manga” para trazer Maggie de volta. “Nós estivemos conversando com Lauren e espero que possamos contar mais da história de Maggie”, disse na ocasião. Entretanto, o cancelamento de “Whiskey Cavalier” aconteceu quando a 10ª temporada de “The Walking Dead” já estava em produção. Assim, caso aconteça, o retorno de Maggie não deve ser mostrado nos primeiros episódios do próximo arco. Vale lembrar que a agenda não é o único obstáculo para a volta da atriz. As disputas salariais foram motivadas porque ela ganhava menos que os atores homens e queria equiparação. Por outro lado, com a saída de Andrew Lincoln e a despedida planejada de Danai Gurira (a Michonne) para os próximos episódios, a série vai precisar de reforço de peso. A 10ª temporada tem estreia prevista para outubro.
Vazamento de diálogos privados de Sergio Moro vai virar filme
O depoimento de Glenn Greenwald no Senado Federal, que aconteceu na quinta-feira (11/7), foi acompanhado por cinegrafistas estrangeiros com equipamentos cinematográficos, que registraram imagens da audiência pública. Uma produtora confirmou à imprensa brasileira que estava trabalhando em uma produção independente iniciada havia pouco tempo. Ao fim da reunião, o próprio Glenn confirmou a informação ao blog Entre Quatro Poderes. “Sim. Estamos trabalhando nisso. Por enquanto, estamos só registrando algumas imagens e depois veremos como aproveitá-las.” O longa seguiria o modelo de “Democracia em Vertigem”, documentário impressionista de Petra Costa, que reflete a narrativa petista da história recente do Brasil. Por sinal, Greenwald foi um dos nomes que a diretora agradeceu nos créditos de seu documentário. A nova obra seria focada na divulgação dos diálogos privados entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, capturados do aplicativo Telegram, e faria uma crítica à Operação Lava Jato. Será a segunda vez que uma reportagem de Greenwald vira filme. Seu trabalho na divulgação do programa secreto americano de vigilância da internet virou “Cidadãoquatro” (2014), vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2015. Na ocasião, o vazamento de informações tinha nome e sobrenome: Edward Snowden, ex-agente da NSA que denunciou e entregou material sigiloso para as reportagens. Desta vez, porém, a fonte de Greenwald é misteriosa e apenas se especula sua verdadeira motivação. Neste sentido, o filme poderia revelar muito, caso não se configure em material partidário. O tema parece sob medida para a cineasta americana Laura Poitras, diretora de “Cidadãoquatro” e também de “Risk” (2016), que igualmente aborda vazamentos de informações sigilosas, via WikiLeaks.
Incêndio em estúdio da Warner na Inglaterra destrói cenários de série da HBO
O estúdio da Warner Bros. de Leavesden, na Inglaterra, pegou fogo durante a madrugada de quarta (10/7). Segundo o jornal Daily Mail, foi um incêndio de grandes proporções, que precisou de 75 bombeiros, 18 caminhões e 16 horas de trabalho para ser contido. Não há informação sobre a totalidade dos danos do incêndio, mas o foco devastou a produção de “Avenue 5”, nova série da HBO que será estrelada por Hugh Laurie (“House”). O incêndio começou no galpão usado pela produção da série. O lugar estava vazio e não há feridos, mas objetos cenográficos – como uma nave espacial usada no programa – foram destruídos. Em sua reta final de produção, a série tinha apenas mais dois episódios para gravar em sua 1ª temporada. Um porta-voz do estúdio disse que nenhum outro set foi afetado, e que excursões de turistas estavam acontecendo normalmente em suas imediações. O local é conhecido por servir de cenário para grandes produções, como a saga “Harry Potter” – e virou ponto turístico para os fãs da franquia graças à preservação de diversos artefatos dos filmes. Este é o segundo incêndio recente registrado num estúdio inglês. No mês passado, um efeito explosivo mal realizado destruiu o teto de um galpão do tradicional estúdio Pinewood, durante as filmagens do novo filme de 007.
Diretor de Rocketman vai filmar Sherlock Holmes 3
O diretor Dexter Fletcher vai trocar os musicais de época por um suspense de época, ao negociar as filmagens de “Sherlock Holmes 3” com a Warner Bros. Segundo a revista Variety, o estúdio quer aproveitar que Robert Downey Jr. parou de filmar as produções da Marvel para produzir rapidamente um novo filme da franquia do detetive vitoriano. Fletcher chamou atenção com o sucesso de duas cinebiografias roqueiras consecutivas, a recordista “Bohemian Rhapsody” (na qual trabalhou sem créditos) e a recente “Rocketman”, ainda em cartaz nos cinemas. Robert Downey Jr. e Jude Law vão retornar como Sherlock Holmes e Dr. John Watson na nova produção, que teve o roteiro escrito por uma multidão. Há três anos, a Warner contratou os roteiristas Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”), Justin Malen (“Baywatch”), Gary Whitta (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Geneva Dworet-Robertson (“Tomb Raider”) e Kieran Fitzgerald (“Snowden”) para desenvolver a trama de “Sherlock Holmes 3”. Entretanto, o texto final teria sido escrito por Chris Brancato (cocriador da série “Narcos”). O projeto tem estreia marcada para o Natal de 2020, mas como esta previsão é do ano passado e as filmagens ainda nem começaram, a data está sujeita à revisão. Os dois longas anteriores de “Sherlock Holmes” foram lançados em 2009 e 2011, ambos sob a direção de Guy Ritchie, cujo filme mais recente é o sucesso “Aladdin”.
Euphoria: Série polêmica de Zendaya é renovada para a 2ª temporada
A HBO encomendou a 2ª temporada de “Euphoria”, série adolescente para adultos, estrelada por Zendaya (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), que estreou com bons índices de audiência e dando muito o que falar no mês passado. “O criador de ‘Euphoria’, Sam Levinson (cineasta de ‘Assassination Nation’), construiu um mundo incrível com um elenco extraordinário, liderado pela supremamente talentosa Zendaya. Nós estamos muito gratos que ele tenha escolhido a HBO como a casa de sua série única”, disse a emissora em comunicado oficial. Na série, Zendaya interpreta Rue, uma jovem perturbada que luta contra o vício em drogas. ‘Euphoria’ também acompanha outros jovens problemáticos, como Jules (Hunter Schaeffer), uma garota transgênero que vive um encontro traumático no primeiro episódio. Com cenas de nudez frontal, overdose de drogas, sexo homossexual e diversas situações fortes, a produção chegou a receber pressão de grupos conservadores para ser cancelada. Mas a controvérsia tem sido ótima, já que cada episódio vem registrando maior quantidade de telespectadores ao vivo nos Estados Unidos. O último, exibido no domingo passado (7/7), teve a maior audiência da atração – 600 mil ao vivo. Os números triplicam com reprises e exibições em streaming. Atualmente na metade da 1ª temporada, a série também é exibida pela HBO no Brasil.
David Fincher vai voltar a dirigir um filme cinco anos após Garota Exemplar
O diretor David Fincher vai voltar a dirigir um filme, após passar cinco anos dedicando-se a produções de séries e projetos que não saíram do papel. Batizado de “Mank”, a obra será uma cinebiografia do roteirista Herman J. Mankiewicz e abordará os bastidores das lendárias filmagens de “Cidadão Kane”, lançado em 1941. O filme trará Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017) no papel principal e será centrado no turbulento relacionamento de Mankiewicz com o diretor e co-roteirista de “Cidadão Kane”, o cineasta Orson Welles. Apesar do tema hollywoodiano e o peso Oscarizado do protagonista, a produção será feita para a Netflix. Um dos motivos para a parceria com a plataforma é a opção de Fincher por uma fotografia em preto e branco. Os grandes estúdios, que já não costumam apoiar dramas, fogem quando percebem que se trata de uma produção sem cores, especialmente se o orçamento não for pequeno. Já a Netflix investiu forte em “Roma”, drama em preto e branco – e ainda por cima falado em espanhol – de Alfonso Cuarón, que acabou se provando um sucesso no streaming e ainda ganhou três Oscars. “Mank” é um projeto pessoal diretor. O roteiro foi escrito por seu pai, o jornalista Jack Fincher, que faleceu em 2002. O último filme dirigido por David Fincher foi “Garota Exemplar” em 2014. Desde então, ele se envolveu numa superprodução da Disney baseada em “20.000 Mil Léguas Submarinas”, na continuação de “Guerra Mundial Z” para a Paramount e em duas séries da HBO, todas abortadas. Em compensação, “Mank” fortalece seus laços com a Netflix, onde todas as suas parcerias foram bem-sucedidas, como as séries “House of Cards”, “Mindhunter” e “Love, Death + Robots”.
Atriz de Pose entra em American Horror Story: 1984
A atriz Angelica Ross, que teve um arco impactante nas duas temporadas de “Pose”, entrou em “American Horror Story: 1984”. As duas séries são produzidas por Ryan Murphy, que anunciou a novidade em seu Instagram, logo após a exibição do forte episódio de “Pose” desta semana, em que Ross deixou a série. Ao entrar na 9ª temporada da antologia de terror, a atriz se tornou uma das primeiras transexuais a estrelar duas séries consecutivas. Até então, Laverne Cox (“Orange Is the New Black” e “Doubt”) e Alexandra Billings (“Transparent” e “Goliath”) eram as exceções. Maiores detalhes sobre a personagem de Angelica Ross ainda não foram divulgados. Como normalmente acontece até a estreia, pouco se sabe sobre o enredo da nova temporada, mas vídeos compartilhados por Murphy confirmaram o período e que a trama se passa num acampamento de verão, cenário típico dos filmes de terror dos anos 1980. “American Horror Story: 1984” estreia em 18 de setembro nos Estados Unidos, pelo canal pago FX, o mesmo que exibe a atração no Brasil. Ver essa foto no Instagram Last night’s episode of Pose required us all to dig deep — @janetmock as writer, myself as writer and director, but most of all our incredible leading ladies. I must applaud @angelicaross for her tour de force of a performance as Candy Abundance Ferocity. It has been a gift to watch her blossom as a true star and undeniable talent. Though she will always be our Candy, and our show suffers this incredible loss, I am elated that the world will get much more Angelica. She is joining the American Horror Story family in another unforgettable role. Congrats Angelica for making history, leaping from #PoseFX to #AHS1984. Welcome to the #AHS family! Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em 10 de Jul, 2019 às 12:05 PDT
American Horror Story: 1984 revela primeiros vídeos com elenco em roupas de época
O produtor Ryan Murphy postou em seu Instagram dois vídeos de “American Horror Story: 1984”, que apresentam o elenco e o visual retrô dos personagens da 9ª temporada da antologia de terror. Os vídeos destacam as presenças de veteranos da série, como Emma Roberts, Cody Fern, Billie Lourd e Leslie Grossman. E entre as novidades, o maior destaque é Matthew Morrison, que estreia – de bigode e shorts amarelo – no terror após estrelar outra série famosa de Ryan Murphy, “Glee”. Os demais novatos são o esquiador olímpico Gus Kenworthy, DeRon Horton (de “Cara Gente Branca”), Zach Villa (“Shameless”) e a atriz transexual Angelica Ross, que também faz parte da família de séries de Murphy, vinda de “Pose”. Por sinal, esta participação merece à parte. Saiba mais aqui. Como os novos episódios vão se passar nos anos 1980, os atores aparecem vestindo roupas típicas das academias da época, quando os exercícios aeróbicos e os colantes “sexy” estavam na moda. Outro detalhe que chama atenção é o cenário de uma cabana com várias camas, que sugere um acampamento de verão. Estas referências se juntam a um psicopata mascarado, que abre o vídeo, para indicar uma homenagem aos slashers passados em campings, como “Sexta-Feira 13” (1980), “Chamas da Morte” (1981) e “Acampamento Sinistro” (1983). “American Horror Story: 1984” estreia em 18 de setembro nos Estados Unidos, pelo canal pago FX, o mesmo que exibe a atração no Brasil. Ver essa foto no Instagram To celebrate the first day of filming the NINTH Season of AMERICAN HORROR STORY, here's the official 1984 cast announcement along with some amazing 80s lewks. Enjoy! Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em 11 de Jul, 2019 às 9:25 PDT
Anitta lança novo clipe em favela e sofre patrulhamento nas redes sociais
Anitta fez nova parceria, que ganhou mais um clipe, outra vez passado numa favela. Trata-se de “Muito Calor”, música do porto-riquenho Ozuna, que teve seu vídeo gravado na “cobertura” de frente pro mar do morro do Vidigal. Há também a escadaria da Lapa, o Pão de Açúcar, o Corcovado e as praias, que compõem um cenário de cartão postal colorido para emoldurar as quebradas dos morros, num visual de comercial de favela pra turistas. Além de não trazer nada de novo, o clipe tem menos Anitta que o costume em outras parcerias latinas, como as feitas com Luis Fonsi, J. Balvin, Prince Royce, Sofia Reyes, Natti Natasha, Greeicy, etc. De acordo com a cantora, entre todo seu repertório, “Muito Calor” é a música preferida do novo namorado, o surfista Pedro Scooby. Pois é, Anitta agora também é Fofocalizando. E ela acabou chamando mais atenção que a música mesmo, na usina de intrigas das redes sociais. Seu visual no vídeo, com os cabelos cacheados, virou alvo de protestos e acusações de apropriação cultural. Ela foi enquadrada por usar as madeixas com mais cachos nos clipes que fazem referência às suas origens na favela. “Negra legítima, Wakanda está em festa”, debochou um tuiteiro. “Ih ó, ficou negra de novo. Anitta nem esconde que todo clipe em favela ela tem que se apropriar. Sinceramente, é ridículo. Todos os clipes são iguais, esse looping começou em ‘Vai Malandra’ e até hoje parecem todos a mesma coisa”, escreveu outra. Pois é. Anitta, que jamais seria confundida com uma europeia, não pode parecer negra de acordo com o povo politicamente (bem in)correto das redes sociais. Logo ela, que fotos antigas revelam ter cabelos mais crespos que os do clipe – os cabelos lisos são resultado de produtos químicos e não tem nada a ver com etnia… Este “racismo de esquerda” só contribui para perseguir e isolar os mestiços numa categoria racial do limbo, no país mais miscigenado do mundo. Sugestão de tema que ainda aguarda um bom funk.
Os Flintstones vão voltar em série adulta com produção de Elizabeth Banks
A atriz e diretora Elizabeth Banks, do vindouro revival de “As Panteras”, está planejando resgatar outra franquia clássica da TV. Ela está desenvolvendo junto à Warner uma nova série animada de “Os Flintstones”. Segundo a revista Variety, o projeto está em fase inicial. Mas o detalhe mais importante é que será destinado para adultos e exibido em horário nobre, como “Os Simpsons”. A produção também é descrita como “uma ideia original” com os personagens clássicos do estúdio Hanna-Barbera, mas não há informação sobre canal ou plataforma relacionados à sua exibição. Vale lembrar que “Os Flintstones” já é considerada a primeira série animada adulta da TV. Criada em 1960 por William Hanna e Joseph Barbera, a atração foi concebida como uma versão animada dos sitcoms tradicionais sobre famílias de classe média, e estreou em horário noturno nos Estados Unidos. A diferença para as séries de comédia convencionais, além dos traços desenhados, é que a família Flintstone vivia na Idade da Pedra. Mas todos a descrição de seu cotidiano envolvia variações de problemas “modernos”, como emprego, trânsito, educação dos filhos e relacionamento com vizinhos – os Rubbles. O reconhecimento veio logo em seu lançamento, com uma indicação ao Emmy de 1961 na categoria equivalente a Melhor Série de Comédia – perdeu, injustamente, para o humorístico “The Jack Benny Program”. Importante salientar que “Os Flintstones” não concorreu como Série Infantil – a categoria contou com “Dom Pixote” como representante da Hanna-Barbera. A série original foi exibida até 1966 em horário nobre na rede ABC, mas acabou resgatada inúmeras vezes, ganhou spin-offs e vários filmes – animados e com atores.
O Rei Leão divide a crítica e ganha uma das piores notas da Disney no Rotten Tomatoes
Há algo podre no reino do Rotten Tomatoes. As primeiras críticas avaliadas no site agregador sobre “O Rei Leão” provaram-se um contraste gritante em relação às ditas “primeiras impressões” no Twitter. Enquanto os fanboys que editam sites geeks (não são de cinema) urraram de satisfação ao sair da première do filme, os críticos (de cinema) vaiaram com insatisfação nas resenhas publicadas nesta quinta (11/7) nos Estados Unidos. O resultado foi uma nota de 57% para o filme em sua chegada ao Rotten Tomatoes. Uma decepção gigantesca, considerando o material e o elenco envolvido. Houve um consenso. O filme dirigido por Jon Favreau (dos blockbusters “Homem de Ferro” e “Mogli – O Menino Lobo”) seria visualmente impressionante. Os efeitos de computação gráfica, que criaram animais realistas, bastaram para que uma fatia da crítica considerasse o filme genial. Mas a outra metade destacou que o visual é apenas distração e não sustenta o filme, que seria incapaz de emocionar como o desenho original de 1994. Os bichos realistas não transmitiriam a mesma sensibilidade da animação tradicional. Apenas Timão e Pumba foram considerados efetivos, graças às confessadas improvisações de dublagem da dupla Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”). Já Donald Glover (da série “Atlanta”) e a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”), que dão voz à Simba e Nala, teriam sido sub-aproveitados. A aprovação pode subir – ou cair – , mas neste momento, com 57%, “O Rei Leão” não entra nem sequer no Top 100 das melhores animações realizadas com o uso de computação gráfica avaliadas pelo Rotten Tomatoes. A nota também qualifica o filme como o segundo pior remake de fábula da Disney desde que o estúdio passou a investir nesta fórmula em 2010 – superando apenas os 46% de “Dumbo”, que fracassou nas bilheterias. O novo “O Rei Leão” estreia na próxima quinta-feira (18/7) no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Veja abaixo um resumo dos comentários da imprensa norte-americana. “Um filme bem feito, mas criativamente falido, de um estúdio de cinema comendo sua própria cauda” – Indiewire. “Às vezes é fascinante, freqüentemente é ridículo e às vezes – como quando um animal incrivelmente realista morre na tela à sua frente, enquanto seu único filho chora – atinge um limite grotesco” – The Wire. “O que constantemente ofusca a história são os efeitos, desde a menor contração de uma orelha até a visão impressionante de gnus em disparada” – Newsday. “É um lembrete comovente do que pode ser alcançado com todo o talento (e dinheiro) do mundo, bem como um lição preventiva sobre o que pode acontecer quando não há uma visão para unir tudo isso” – New York Magazine/Vulture. “Está faltando alguma coisa em ‘O Rei Leão’. Um propósito, talvez, e um coração” – Associated Press. “O resultado é um filme bem-feito e satisfatório, ainda que ao mesmo tempo se pareça mais com um produto de consumo do que a maioria dos revivals da Disney de seus clássicos animados” – CNN. “Este ‘Rei Leão’ é um remake fiel, e em termos de sua tecnologia, às vezes é muito bonito de se ver… Mas não há nenhum senso de encantamento neste novo ‘Rei Leão’ – seu atributo mais visível é a ambição” – Time.
Denise Nickerson (1957 – 2019)
A atriz Denise Nickerson, que na infância estrelou a primeira versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de 1971, morreu nesta quinta (11/7), aos 62 anos. Ela sofreu um derrame em 2018 e entrou em coma, e desde então vinha sendo mantida viva com a ajuda de aparelhos. O falecimento aconteceu logo após sua família decidir desligá-los. Por conta do estado frágil, sofria com convulsões e recentemente contraiu uma pneumonia que deixou a situação ainda mais delicada. A família está buscando doações por meio do site GoFundMe para o enterro e o pagamento das dívidas com o hospital. Ela estava sendo tratada por seu filho e nora. Denise fez seu papel mais famoso quando tinha 13 anos, mas estreou muito antes na televisão, com apenas 8 anos, num episódio da série infantil “Flipper” de 1965. Ela também atuou em mais de 70 capítulos da cultuada novela gótica “Dark Shadows”, entre 1968 e 1970, antes de fazer sua estreia no cinema como Violet Beauregarde, a garota competitiva, arrogante e mascadora de chicletes, que ganha o prêmio de uma visita à fábrica de chocolates de Willy Wonka (Gene Wilder), junto de outras crianças. Apesar da precocidade e do sucesso do filme, a carreira da atriz foi curta. Ela estrelou o programa humorístico “The Electric Company” entre 1972 e 1973, fez algumas aparições em séries da época, como “A Família Sol Lá Si Dó” (The Brady Bunch) e “Abertura Disneylândia”, e apenas mais dois filmes, a comédia “Sorria” (Smile, 1975), estrelada por Bruce Dern, e “Zero a Sessenta” (Zero to Sixty, 1978), com Joan Collins. Curiosamente, ambos também se tornaram cultuados. Depois disso, ela só voltou a aparecer num documentário dos 30 anos de “Dark Shadows”, lançado em 1996, e fez poucas aparições em programas televisivos como ela mesma. Ao se afastar de Hollywood, ela se tornou uma enfermeira. Sua última entrevista foi registrada em 2016, por ocasião da morte de Gene Wilder, intérprete de Willy Wonka no filme de 1971. “Eu me sinto uma senhora de muita sorte por ter participado de algo que trouxe sorrisos para tantos rostos”, ela disse na ocasião, refletindo sobre o legado de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.
Diretor da Liga da Justiça fará série animada de deuses nórdicos para a Netflix
A Netflix anunciou a produção de uma nova série anime (animação no estilo japonês). Mas desta vez se trata de uma obra de cineasta americana, criação de ninguém menos que Zack Snyder, o diretor de “Batman vs. Superman” e “Liga da Justiça”. Ainda sem título ou previsão de estreia, a série vai abordar a mitologia nórdica, que inclui deuses como Thor, Loki e Odin. Snyder criou a atração ao lado de Jay Oliva, artista de storyboards que trabalhou em vários projetos do cineasta, como as adaptações de quadrinhos da DC Comics. Oliva será o principal diretor dos episódios, além de showrunner. “A inovação de Zack Snyder na narrativa visual avançou a indústria cinematográfica e estabeleceu-o como um dos cineastas mais distintos de sua geração. Estamos animados em fazer uma parceria com ele e sua excepcional equipe para trazer os personagens icônicos e histórias da mitologia nórdica à vida em seu estilo inimitável”, disse John Derderian, chefe de programação de anime da Netflix, no comunicado oficial da produção. Este é o segundo projeto de Snyder para a Netflix. O diretor está atualmente trabalhando em “Army of the Dead”, um filme de terror que marca seu retorno ao mundo dos zumbis após ter estreado no cinema com “Madrugada dos Mortos”, em 2004.












