Juiz que autorizou censura e repressão na Bienal do Livro considera homossexualidade uma doença
O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deu liminar favorável à censura e apreensão de livros LGBTQIA+ na Bienal do Livro, é velho conhecido da comunidade LGBTQIA+ carioca. Responsável por derrubar, neste sábado (7/9), a liminar que impedia a Prefeitura do Rio de invadir a Bienal do Livro para “fiscalizar” o evento em busca de publicações com conteúdos “impróprios”, Tavares tornou-se infame há dez anos ao declarar judicialmente que homossexualidade era uma doença. “Não se pode negar aos cidadãos heterossexuais o direito de, com base em sua fé religiosa ou em outros princípios éticos e morais, entenderem que a homossexualidade é um desvio de comportamento, uma doença, ou seja, algo que cause mal à pessoa humana e à sociedade, devendo ser reprimida e tratada e não divulgada e apoiada pela sociedade”, ele declarou, no julgamento de uma ação popular que questionava estado e município do Rio por destinarem recursos à Parada do Orgulho Gay de 2002. Na ocasião, acabou negando o pedido de censura, mas sua oratória irritou defensores de direitos LGBTQIA+. Na decisão judicial de 1º de abril de 2009, o desembargador usou várias vezes o termo “homossexualismo”, considerado pejorativo, para se referir à homossexualidade. Escreveu à época que homossexuais “devem ter respeitada a sua opção sexual, suas convicções sobre o homossexualismo e os seus demais direitos de cidadão igual ao heterossexual”. Mas fez uma ressalva: quem se opusesse ao afeto entre pessoas do mesmo sexo tinha o “direito de lutar, de forma pacífica, para conter os atos sociais que representem incentivo à prática da homossexualidade e, principalmente, com apoio de entes públicos e, muito menos, com recursos financeiros”. Em 2017, a Amaerj (Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) reproduziu um texto sobre Tavares que destaca sua religiosidade. Frequentador de missas aos domingos, o então corregedor-geral da Justiça disse ser um católico apostólico romano imbuído da obrigação de “ajudar seu semelhante”. Religioso, Mello Tavares frequenta missas dominicais. Ele leva para sua atuação como juiz a mesma orientação do presidente Bolsonaro, que diz que o Estado é laico, mas ele é cristão. Por “cristão”, entenda-se homofóbico. Como homofobia é crime comparável ao racismo e censura é proibida pela Constituição, aguarda-se posicionamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o caso. A Bienal do Livro informou que vai recorrer ao STF, “a fim de garantir o pleno funcionamento do evento e o direito dos expositores de comercializar obras literárias sobre as mais diversas temáticas – como prevê a legislação brasileira”.
Mauricio de Sousa e Turma da Mônica protestam contra censura e falta de respeito do prefeito do Rio
O artista Mauricio de Sousa, criador da “Turma da Mônica” e homenageado na 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, se manifestou neste sábado (7/9) contra a censura à quadrinhos LGBTQIA+ e contra a ação repressiva do prefeito e bispo Marcelo Crivella, que enviou fiscais para recolher a publicação “Vingadores: A Cruzada das Crianças” durante o evento. A repressão foi motivada por os quadrinhos da Marvel incluírem um beijo entre dois homens vestidos. O prefeito bispo alegou que a obra tem “conteúdo sexual para menores”. Mauricio postou em suas redes sociais e nos canais da “Turma da Mônica” uma mensagem escrita e assinada por ele: “Contra a censura, a favor da liberdade de expressão e do respeito”. Mauro Sousa, filho de Maurício, que é gay assumido, respondeu à mensagem em seguida: “Meu pai é meu herói”. A Bienal do Rio homenageou Mauricio de Sousa por seus 60 anos de profissão. Ele pretende incluir um novo personagem gay na Turma da Mônica. Ver essa foto no Instagram Rio de Janeiro, Bienal do Livro – 2019 Uma publicação compartilhada por Mauricio de Sousa (@mauricioaraujosousa) em 6 de Set, 2019 às 8:06 PDT Ver essa foto no Instagram Recado MEGA importante escrito por Mauricio de Sousa passando pela sua timeline! ? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #LeiaComOrgulho #ResisteBienal Uma publicação compartilhada por Turma da Mônica Brasil (@turmadamonicabrasil) em 6 de Set, 2019 às 9:00 PDT
Censura é oficializada no Brasil: Prefeito do Rio consegue liminar para recolher obras LGBTQIA+ da Bienal do Livro
O presidente do Tribunal de Justiça, Claudio de Mello Tavares, oficializou a volta da censura no Brasil. Ele concedeu, no início da tarde deste sábado (7/9), liminar favorável à Prefeitura do Rio, cassando a decisão anterior que impedia o Município de “buscar e apreender” o livro “Vingadores: A Cruzada das Crianças”, das estandes da Bienal do Livro. A nova decisão da Justiça autoriza os fiscais da prefeitura a recolherem a publicação da Marvel, que traz uma cena de beijo entre dois personagens masculinos, e mais: qualquer outro tipo de publicação com conteúdo que aborda o que o prefeito Marcelo Crivella trata como “homotransexualismo” (sic). Os procuradores do município alegaram urgência na decisão por entenderem que o caso é “de grave lesão à ordem pública”, impedindo a prefeitura de fiscalizar. O argumento da prefeitura exalta a necessidade de se preservar a “Família Carioca” de publicações “impróprias” de conteúdo LGBTQIA+, o que seria competência do Município. A decisão do juiz Claudio de Mello Tavares usou como fundamento o Estatuto da Criança e do Adolescente, que não faz nenhuma alusão a temática LGBTQIA+. Mas não terá consequência prática, já que o gibi que ultraja o prefeito bispo Marcelo Crivella é antigo e já está esgotado há tempos. Além disso, graças à iniciativa do youtuber e ator Felipe Neto, a Bienal do Livro não tem mais nenhuma publicação LGBTQIA+ à venda. Felipe Neto comprou todos os 14 mil exemplares de livros com temas e personagens LGBTQIA+ vendidos na Bienal, numa reação contra o autoritarismo do prefeito bispo, e distribuiu gratuitamente ao público do evento durante o horário de almoço deste sábado. Filas enormes, formadas principalmente por adolescentes, formaram-se desde cedo para receber as publicações. Entretanto, o problema da decisão judicial não acaba com a impossibilidade de aplicá-la. Ela demonstra a perda crescente de liberdade dos brasileiros, num paralelo ao que aconteceu durante a ascensão do nazismo nos anos 1930. Para quem faltou nas aulas, um dos primeiros alvos dos nazistas foram os livros “degenerados”, de autores judeus, comunistas ou gays. Livrarias foram saqueadas por “fiscais” do governo, que organizaram uma operação de limpeza em nome da família alemã, queimando o material em praça pública. O alvo seguinte foram os judeus, comunistas e gays – “apreendidos”, levados para campos de concentração e eliminados numa “operação de limpeza” em nome da moral, da ordem e da família alemã. Em sua manifestação ao acolher a liminar inicial da Bienal para impedir o ataque autoritário do prefeito bispo, o desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes chamou atenção para o fato óbvio de não é competência do município atuar como censor e que “tal postura reflete ofensa à liberdade de expressão constitucionalmente assegurada”. O fato de o juiz Claudio de Mello Tavares encontrar brechas legais para permitir censura e repressão é um sinal preocupante num país que vê suas liberdades ameaçadas diariamente por governos municiais, estaduais e federais de extrema direita. A decisão não tem efeito real, mas seu simbolismo é uma afronta à constituição e demostra quão grave é o perigo que paira sobre o Brasil, após eleições marcadas por fake news transformarem o perfil político do pais, aproximando-o da História nazista e de nações islâmicas radicais. Aguarda-se manifestação do STF (Supremo Tribunal Federal) para esclarecer o básico: a Constituição ainda vale?
Coringa faz História e vence o Festival de Veneza 2019
“Coringa”, de Todd Phillips, venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza 2019. E fez História na tarde deste sábado (7/9). Pela primeira vez, uma adaptação de quadrinhos de super-herói (ou supervilão) foi considerada melhor que produções do chamado cinema de arte num festival internacional de cinema. A vitória eleva o status do gênero e ajuda a eliminar o estigma que ainda impede produções baseadas em quadrinhos de ganhar maior reconhecimento da crítica e nas premiações de Hollywood. O filme de Todd Phillips, inclusive, sai de Veneza com indicação praticamente assegurada no Oscar 2020. Nos últimos anos, os vencedores de Veneza acabaram consagrados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. Ao receber o prêmio, Phillips agradeceu à “Warner Bros. e DC por sair de sua zona de conforto e fazer uma aposta tão ousada em mim e neste filme”. Ele também agradeceu ao intérprete do Coringa por sua performance. “Não haveria este filme sem Joaquin Phoenix. Joaquin é o leão mais feroz, mais brilhante e mais aberto que eu conheço. Obrigado por confiar em mim com seu talento insano.” Outra vitória que chamou atenção foi o reconhecimento a “An Officer and a Spy” (J’accuse). O filme do polêmico cineasta francês Roman Polanski venceu o Prêmio de Júri, equivalente ao segundo melhor filme do festival. A inclusão do longa no evento havia gerado protestos, devido à condenação de Polanski, nos anos 1970, por abuso sexual de menor. O sueco Roy Andersson recebeu o Leão de Prata pela direção de “About Endlessness”. Ele já tinha vencido o Leão de Ouro em 2014, por “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência”. Já a Copa Volpi ficou com a francesa Ariane Ascaride (por “Gloria Mundi”) e o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), respectivamente Melhor Atriz e Melhor Ator do festival. Confira abaixo a lista completa dos prêmios oficiais do Festival de Veneza 2019, que ainda destaca dois brasileiros. Saiba mais sobre a premiação do documentário “Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” aqui e sobre o curta animado “A Linha” aqui. MOSTRA COMPETITIVA Leão de Ouro – Melhor Filme Coringa (Todd Phillips) Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri An Officer and a Spy – J’Accuse (Roman Polanski) Leão de Prata – Melhor Diretor Roy Andersson (About Endlessness) Melhor Atriz Ariane Ascaride (Gloria Mundi) Melhor Ator Luca Marinelli (Martin Eden) Melhor Roteiro Yonfan (No.7 Cherry Lane) Prêmio Especial do Júri La Mafia non è Piú Quella Di Una Volta (Franco Maresco) Prêmio Marcello Mastroianni de Revelação Toby Wallace (Babyteeth) MOSTRA HORIZONTES Melhor Filme Atlantis (Valentyn Vasyanovych) Melhor Diretor Théo Court (Blanco en Blanco) Melhor Ator Sami Bouajila (A Son) Melhor Atriz Marta Nieto (Madre) Melhor Roteiro Revenir (Jessica Palud, Philippe Lioret, Diastème) Melhor Curta-Metragem Darling (Saim Sadiq) Prêmio Especial do Júri Verdict (Raymund Ribay Gutierrez) REALIDADE VIRTUAL Melhor História em Realidade Virtual Daughters of Chibok (Joel Kachi Benson) Melhor Experiência em Realidade Virtual A Linha (Ricardo Laganaro) Melhor Realidade Virtual The Key (Céline Tricart) OPERA PRIMA Melhor Primeiro Filme You Will Die at 20 (Amjad Abu Alala) CLÁSSICOS DE VENEZA Melhor Documentário Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (Bárbara Paz) Melhor Filme Restaurado Extase (Gustav Machatý)
Animação brasileira com Rodrigo Santoro é premiada no Festival de Veneza
O curta animado “A Linha”, de Ricardo Laganaro, foi premiado com o troféu de Melhor Experiência em Realidade Virtual do Festival de Veneza. O filme foi exibido na mostra dedicada a obras em Realidade Virtual, que exploram as possibilidades de interação entre público e filme. Com 13 minutos, o curta é narrado por Rodrigo Santoro e conta a história de um menino tímido que se apaixona por uma jovem, na São Paulo dos anos 1940. O espectador participa da trama ajudando o protagonista a escolher caminhos e a entregar uma flor à moça. “Incrível ser o segundo brasileiro aqui esta noite, não?”, disse o animador, ao receber o prêmio, referindo-se à conquista de Bárbara Paz, cujo filme “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” foi considerado o Melhor Documentário do festival, em exibição na Mostra Venezia Classici.
Filme de Bárbara Paz ganha prêmio de melhor documentário do Festival de Veneza
O primeiro longa-metragem dirigido pela atriz Bárbara Paz ganhou um segundo prêmio no Festival de Veneza. Após conquistar o Bisato D’Oro, prêmio da crítica independente, “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” foi considerado o Melhor Documentário do festival, em exibição na Mostra Venezia Classici, dedicada a obras que têm o cinema como temática. O documentário sobre os últimos dias do diretor Hector Babenco era o único longa brasileiro em toda a programação do Festival de Veneza 2019. “Estou muito emocionada e honrada. Hector dizia que fazer filmes era viver um dia a mais”, disse. “Hector, obrigada por acreditar em mim. Amo-o para sempre”, disse Paz, que foi casada com o cineasta, falecido em 2016. “Este prêmio é muito importante para o meu país. Precisamos dizer não à censura: vida longa à liberdade de expressão!”, acrescentou, ao receber o prêmio, em referência à escalada de atos que tentam proibir filmes, séries e até quadrinhos no Brasil. “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” ainda não tem previsão de estreia comercial, mas já está confirmado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece em outubro.
Kevin Hart quebrou costelas e passou por cirurgia após acidente de carro
O acidente de carro em que se envolveu o ator Kevin Hart teria sido mais grave que o anteriormente divulgado. Segundo informações do TMZ, a recuperando não está sendo um processo fácil. Fontes próximas a Hart contaram ao site que ele teve três costelas quebradas e passou por uma cirurgia na noite de domingo (1/9), dia do acidente, para corrigir as fraturas. O procedimento foi bem sucedido, mas a dor ainda é muito forte e ele precisa ser medicado constantemente. O TMZ conversou com médicos que disseram que fraturas como as resultantes do acidente poderiam gerar paralisia parcial dos braços ou pernas. Os médicos esperam que o ator se recupere completamente, mas esse processo não será rápido. Pode levar meses. Hart se envolveu em um grave acidente de carro em uma rodovia na cidade de Calabasas, na Califórnia, na madrugada de domingo passado. Um outro homem e uma mulher também estavam no veículo, que ficou completamente destruído. O carro era um item de colecionador, um Plymouth Barracuda de 1970, considerado um dos maiores clássicos entre os muscle cars americanos. Ele foi parar cerca de 3 metros para fora da estrada. Hart não estava dirigindo o veículo no momento do acidente, mas os policiais confirmaram que ele é o dono do carro. Ele saiu do acidente para um hospital, onde está até este momento.
Greta: Vencedor do Festival Cine Ceará ganha pôster e trailer oficiais
A Pandora Filmes divulgou o trailer e o pôster de “Greta”, grande vencedor do Festival Cine Ceará 2019, encerrado na noite de sexta-feira (6/9) em Fortaleza. A produção cearense ganhou o Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Filme, Direção e Ator (para Marco Nanini). A trama acompanha um enfermeiro (Nanini) que, para liberar uma vaga para internar sua amiga, a travesti Daniela (Denise Weinberg), resolve ajudar um jovem criminoso (Demick Lopes) a fugir do hospital. O enfermeiro esconde o homem em sua casa e os dois acabam tendo um romance. Inspirado livremente na peça de teatro “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, sucesso dos anos 1970 de autoria de Fernando Melo, o filme também foi exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Milão. O longa marca a estreia na direção de Armando Praça, roteirista da série “Me Chama de Bruna”, e tem previsão de estreia para 10 de outubro.
Filme Greta, de temática LGBTQIA+, vence o Festival Cine Ceará
O filme “Greta”, de Armando Praça, foi o grande vencedor do Festival Cine Ceará, encerrado na noite de sexta-feira (6/9) em Fortaleza. A produção cearense ganhou o Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Filme, Direção e Ator (para Marco Nanini). A trama acompanha um enfermeiro (Nanini) que, para liberar uma vaga para internar sua amiga, a travesti Daniela (Denise Weinberg), resolve ajudar um jovem criminoso (Demick Lopes) a fugir do hospital. O enfermeiro esconde o homem em sua casa e os dois acabam tendo um romance. Inspirado livremente na peça de teatro “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, sucesso dos anos 1970 de autoria de Fernando Melo, o filme também foi exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Milão. A premiação também destacou dois filmes latino-americanos. O peruano “Canção sem Nome”, de Melina León, levou quatro troféus: Fotografia (para Inti Briones), Trilha Sonora Original (para Pauchi Sasaki), Prêmio Olhar Universitário e Prêmio da Crítica. E a comédia germano-cubana “A Viagem Extraordinária de Celeste García”, de Arturo Infante, venceu nas categorias de Melhor Atriz (para Maria Isabel Díaz), Roteiro (para Arturo Infante) e Montagem (para Joanna Montero). Para completar, o documentário ‘Ressaca”, de Patrízia Landi e Vincent Rimbaux, recebeu o prêmio de Som e o longa cearense “Notícias do Fim do Mundo”, de Rosemberg Cariry, conquistou o prêmio de Direção de Arte.
Ryan Reynolds e Blake Lively doam US$ 2 milhões para ajudar crianças imigrantes
O casal de atores Ryan Reynolds e Blake Lively doaram US$ 2 milhões para uma entidade de apoio a crianças imigrantes detidas na fronteira dos Estados Unidos. “Nos últimos anos, nossa perspectiva aumentou e percebemos que temos de fazer o possível para incentivar mais compaixão e empatia nesse mundo. A História está sendo escrita agora. Somos gratos por contribuir com organizações que dão voz a tantas pessoas”, disseram o casal, em comunicado. Reynolds e Lively, que vão virar papais pela terceira vez nos próximos dias, escolheram financiar a NAACP Legal Defense and Educational Fund and the Young Center for Immigrant Children’s Rights. O dinheiro doado vai servir para custear advogados, assistentes sociais e outros profissionais que atuam para defender os direitos de crianças imigrantes separadas dos pais pelo governo dos Estados Unidos. O fundo também ajudará em campanhas de defesa aos direitos de crianças imigrantes, visando divulgar o tratamento que elas têm recebido das autoridades americanas e chamar atenção para suas necessidades.
Miley Cyrus lança clipe belíssimo de música sobre o fim de seu casamento
Miley Cyrus lançou o clipe de “Slide Away”, música que aborda o término de seu casamento com o ator Liam Hemsworth. Belíssimo, o vídeo mostra Miley casualmente sexy, mergulhada numa piscina e na depressão profunda, enquanto ignora uma festa intensa, que deixa um rastro de lixo e destruição ao seu redor. A letra não esconde as referências, especialmente no refrão, que fala de um amor que desliza de volta ao oceano, enquanto ela retorna para as luzes da cidade. Hemsworth voltou para a Austrália após se separar de Miley, que mora em Los Angeles. Uma parte da canção lembra que ela não tem mais 17 anos. E é interessante reparar que as imagens também dialogam com o clipe de “We Can’t Stop”, oferecendo uma versão sombria de várias imagens da produção hedonista de 2013. A direção é do cineasta francês Alexandre Moors, que após chamar atenção com o drama indie “Chevrolet Azul” (2013) tem se especializado em clipes. Este é o segundo que ele assina para a cantora. O primeiro foi “Mother’s Daughter”, lançado em julho passado.
Camila Cabello levita e incendeia confessionário em novo clipe
Camila Cabello lançou o clipe de “Shameless”, que confessa seus pecados a uma mulher vestida de padre e depois coloca fogo no confessionário. O clipe dirigido por Henry Scholfield (de clipes de Dua Lipa e Rosalía) também mostra a cantora dançando entre “clones” e até levitando em meio à fumaça e chamas, enquanto a letra debate o que é amor. A música “Shameless” faz parte do segundo álbum solo da cantora cubana, que após sair do grupo feminino Fifth Harmony lançou o seu primeiro disco, intitulado “Camila”, em janeiro do ano passado. O novo álbum vai se chamar “Romance” e ainda não teve maiores detalhes revelados.
Contra censura, Felipe Neto compra todos os livros LGBTQIA+ da Bienal para distribuição gratuita
Em reação à tentativa de censura da prefeitura do Rio de Janeiro, que realizou operação de busca e apreensão na Bienal do Livro para censurar uma publicação em quadrinhos dos Vingadores com beijo homossexual, o youtuber e ator Felipe Neto (“Tudo por um Pop Star”) decidiu comprar todos os livros de temática LGBTQIA+ do evento. Inicialmente, ele comprou para distribuir gratuitamente 10 mil livros do universo LGBTQIA+. Como sobraram apenas 4 mil, ele decidiu comprar também o resto. E vai entregar, por meio de sua equipe, todos os exemplares para interessados ao meio-dia deste sábado (7/9), na praça de alimentação da Bienal do Livro. Entre os títulos escolhidos, estão “Dois Garotos se Beijando”, de David Levithan (Galera), “Arrase!”, de RuPaul (HarperCollins), “Boy Erased”, de Garrard Conley (Intrínseca), e “Ninguém Nasce Herói”, de Eric Novello (Seguinte). Os livros doados serão retirados de um saco preto e acompanhados de um aviso que diz: “Este livro é impróprio – para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas”. O texto reflete mensagens do Twitter do bispo e prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, que considerou imprópria a graphic novel “Vingadores: A Cruzada das Crianças”, à venda na Bienal, por trazer um desenho de dois homens se beijando. A prefeitura do Rio notificou extrajudicialmente a Bienal, mandando que os exemplares de “Vingadores” fossem recolhidos, lacrados e viessem com uma classificação indicativa ou aviso de que há material ou cenas impróprios para menores de idade. A organização da Bienal não aceitou a “recomendação”, pois não considerou o material pornográfico nem impróprio para menores, nem tampouco reconheceu a autoridade da prefeitura para exercer censura. Por conta da recusa, a prefeitura enviou fiscais uniformizados para fazer busca e apreensão da publicação, que já estava esgotada, segundo os editores. Mas a ação repressora gerou protesto generalizado das editoras de livros do Brasil, repercutiu nos Estados Unidos e rendeu mandato de segurança do Tribunal de Justiça do Rio, proibindo o bispo prefeito de tentar novamente algo parecido. A liminar ainda afirma que “tal postura reflete ofensa à liberdade de expressão constitucionalmente assegurada”. Um simples beijo gay em uma HQ foi chamado de material PORNOGRÁFICO pelo maldito prefeito do RJ, Crivella. Violência, adultério, roubo, sequestro, sangue, explosão, nada disso jamais incomodou q estivesse em HQs. O problema é sempre o amor LGBT. Mas CENSURA não será tolerada! pic.twitter.com/dyz2zavTEa — Felipe Neto (@felipeneto) September 6, 2019 Está no ar! Por favor ajude com seu RT. É hora de bater de frente contra a tirania e o autoritarismo. Crivella: AQUI-NÃO!https://t.co/S2KYx7dw1H pic.twitter.com/IiPShhaFqc — Felipe Neto (@felipeneto) September 6, 2019 Acabei de autorizar a compra de mais 4 mil livros para esgotar de vez o estoque de livros com temática LGBT na bienal. Serão 14 mil livros distribuídos GRATUITAMENTE para quem quiser, amanhã (sábado – 07/09), na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Aqui não, @MCrivella pic.twitter.com/ZuR2e9uu5o — Felipe Neto (@felipeneto) September 6, 2019 Todos os livros da nossa estante LGBT+ foram vendidos! ? Quem comprou foi o @felipeneto, que irá distribuir mais de 10 mil livros — nossos e de outras editoras — amanhã, a partir de meio-dia, na @bienaldolivro. Saiba mais: https://t.co/L57yMU5T8P #leiacomorgulho pic.twitter.com/YxJpmvNQY9 — Companhia das Letras (@cialetras) September 6, 2019











