Drácula: Nova série dos criadores de Sherlock ganha primeiro teaser
A rede britânica BBC divulgou o primeiro teaser de “Drácula”, série coproduzida pela Netflix, que revisita a famosa história de terror gótico de Bram Stoker. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat, criadores de “Sherlock”, que vão escrever todos os episódios, e traz o ator dinamarquês Claes Bang (de “The Square: A Arte da Discórdia”) como o personagem-título. Por sinal, a produção de “Drácula” vai seguir o mesmo formato de “Sherlock”, com uma 1ª temporada curta, contendo capítulos de longa duração, como se cada história fosse um filme. Ao todo, foram encomendados três episódios de 90 minutos, que contarão como o vampiro da Transilvânia medieval vai parar na “moderna” Londres vitoriana, do final do século 19. Ainda sem previsão de estreia, “Drácula” retornará à TV seis anos após o cancelamento de uma série homônima da rede NBC, que trouxe Jonathan Rhys Meyers no papel-título em 13 episódios. A atração será o primeiro projeto televisivo de Gatiss e Moffat desde o lançamento da 4ª temporada de “Sherlock” em janeiro de 2017. Moffat também era o showrunner de “Doctor Who” até o ano passado e atualmente desenvolve uma série baseada na sci-fi “The Time Traveler’s Wife” para a HBO.
Deputy: Trailers trazem Stephen Dorff como novo xerife da Fox
A rede americana Fox divulgou dois trailers de “Deputy”, série policial estrelada por Stephen Dorff (da 3ª temporada de “True Detective”). Cinematográfico e violento, o vídeo parece mais anúncio de filme que série da TV aberta, com um clima de western moderno. Não por acaso, o piloto foi dirigido pelo cineasta David Ayer (de “Esquadrão Suicida”), que também é produtor da atração. Dorff é o “Deputy” do título, o xerife assistente Bill Hollister, um dos policiais mais indisciplinados de Los Angeles. Mas que, por ser o assistente mais antigo, acaba virando chefe do departamento após o xerife morrer de maneira inesperada. A série foi criada pelo roteirista Will Beall (de “Aquaman”) e conta com apoio oficial do Departamento do Xerife de Los Angeles. O elenco inclui Yara Martinez (“Jane the Virgin”), Brian Van Holt (“Cougar Town”), Siena Goines (“Jericho”), Bex Taylor-Klaus (“Scream”), Shane Paul McGhie (“Do Que os Homens Gostam”) e Mark Moses (“The Last Ship”). A estreia vai acontecer em 2 de janeiro nos Estados Unidos.
Spin-off de 9-1-1 com Rob Lowe e Liv Tyler ganha seu primeiro trailer
A Fox divulgou o primeiro trailer de “9-1-1: Lone Star”, série derivada de “9-1-1”, que vai acompanhar a ação de bombeiros, policiais e atendentes do serviço de emergência da cidade de Austin, no Texas. A prévia destaca cenas de ação e os dois astros da produção, Rob Lowe (“Code Black”) e Liv Tyler (“O Senhor dos Anéis”). Lowe interpreta um bombeiro da cidade de Nova York que se muda com seu filho para Austin, enquanto Tyler vive uma paramédica que é um pouco rock’n’roll – às vezes, uma garota má – apesar de ser a chefe – , além de obcecada em descobrir o que aconteceu com sua irmã mais nova, que desapareceu dois anos atrás. Desenvolvida pelos criadores de “9-1-1”, Ryan Murphy, Brad Falchuk e Tim Minear, a série tem produção da 20th Century Fox Television (agora da Disney) e previsão de estreia em 19 de janeiro na rede americana Fox (que não é da Disney).
Antlers: Terror produzido por Guillermo del Toro ganha trailer tenso
A Fox Searchlight divulgou o pôster e o trailer de “Antlers”, terror dirigido por Scott Cooper (“Aliança do Crime”) e produzido pelo vencedor do Oscar Guillermo del Toro (“A Forma da Água”). A prévia, que não tem diálogos, explora com tensão crescente a relação de um menino e uma criatura que vive em sua casa, que ele alimenta de animais mortos e chama de “pai” (única palavra do trailer inteiro). Até que o monstro escapa, deixando um rastro de mortes sangrentas para a polícia investigar. Baseado no conto “The Quiet Boy”, de Nick Antosca (criador de “Channel Zero”), o filme traz no elenco Keri Russell (“The Americans”), Jesse Plemons (“El Camino”) e o menino Jeremy T. Thomas (“The Righteous Gemstones”). A estreia está marcada para 17 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão de data para o lançamento no Brasil.
Coringa reassume a liderança das bilheterias na América do Norte
“Coringa” continua rindo alto nos cinemas. Em sua quarta semana em cartaz, o filme desbancou “Malévola: Dona do Mal” e recuperou o 1º lugar nas bilheterias norte-americanas. No segundo round da luta dos vilões de fantasia, a adaptação dos quadrinhos estrelada por Joaquin Phoenix, que havia perdido a liderança no fim de semana passado, voltou ao topo ao arrecadar US$ 18,9M (milhões), contra US$ 18,5M da fábula protagonizada por Angelina Jolie. A produção da Warner chegou a US$ 277,5M no mercado doméstico e US$ 849M mundiais, aumentando ainda mais seu recorde como filme de classificação “R” (para maiores nos Estados Unidos) com maior bilheteria em todos os tempos, marca conquistada na última sexta-feira (25/10). “Coringa” deve terminar sua jornada com uma arrecadação superior a US$ 900M, o que também representará um dos maiores lucros de uma adaptação de quadrinhos, tendo em vista seu baixo orçamento. “Malévola: Dona do Mal” é um grande desapontamento na América do Norte, mas o mercado internacional deve evitar desastre maior. Enquanto a produção da Disney fez apenas US$ 65,4M em dez dias nos EUA e Canadá, a soma mundial de sua bilheteria está em quase US$ 300M, perto do total de “Dumbo” (US$ 350M), até então o pior desempenho do estúdio no ano. O Top 10 incluiu mais quatro títulos novos no fim de semana, mas apenas dois com distribuição ampla, em mais de 2 mil salas. O terror “A Hora da sua Morte” foi o que se deu melhor, abrindo em 5º lugar, seguido pelo policial “Black and Blue” em 6º. A crítica achou ambos ruins, mas considerou o terror ainda pior (apenas 26% de aprovação no Rotten Tomatoes). “Black and Blue” (46%), estrelado por Naomie Harris, não deve passar no Brasil, mas “A Hora da sua Morte” será um peru de Natal, com lançamento marcado para 26 de dezembro. Vítima colateral do escândalo sexual de Harvey Weinstein, “A Batalha das Correntes” finalmente chegou aos cinemas norte-americanos (aqui, só em dezembro). O longo período de quarentena serviu para a produção de uma nova edição (do diretor Alfonso Gomez-Rejon), que agradou mais a crítica que a versão exibida pela primeira vez há dois anos, no Festival de Toronto, sob supervisão de Weinstein (famoso por alterar filmes à revelia dos diretores). Deixou de ser podre (33%) para virar apenas medíocre (57%), o que ainda é um desapontamento considerando sua história (a guerra elétrica entre Thomas Edison e George Westinghouse/Nicola Tesla) e seu elenco (Benedict Cumberbatch, Michael Shannon, Nicholas Hoult e Tom Holland). Lançado em mil cinemas, abriu apenas em 9º lugar, abaixo de um fenômeno indie. Grande surpresa do ranking, “O Farol” resplandeceu muito mais que seu 8º lugar. Filmado em preto e branco, com baixo orçamento e disponível em somente 500 telas, o filme brilhou com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Segundo longa do diretor Robert Eggers (do premiado “A Bruxa”), o terror estrelado por Robert Pattinson e Willem DaFoe deu o que falar ao render três vezes mais por sala que “Coringa”. Trata-se uma coprodução da indie A24 em parceria com a brasileira RT Features. Apesar disso, só vai chegar ao Brasil em janeiro. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Coringa Fim de semana: US$ 18,9M Total EUA e Canadá: US$ 277,5M Total Mundo: US$ 849M 2. Malévola: Dona do Mal Fim de semana: US$ 18,5M Total EUA e Canadá: US$ 65,4M Total Mundo: US$ 293,5M 3. Família Addams Fim de semana: US$ 11,7M Total EUA e Canadá: US$ 72,8M Total Mundo: US$ 84M 4. Zumbilândia: Atire Duas Vezes Fim de semana: US$ 11,6M Total EUA e Canadá: US$ 47M Total Mundo: US$ 63,6M 5. A Hora da sua Morte Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 9M Total Mundo: US$ 9M 6. Black and Blue Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA e Canadá: US$ 8,3M Total Mundo: US$ 8,3M 7. Projeto Gemini Fim de semana: US$ 4M Total EUA e Canadá: US$ 43,3M Total Mundo: US$ 148,2M 8. O Farol Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 3,6M Total Mundo: US$ 3,6M 9. A Batalha das Correntes Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 2,7M Total Mundo: US$ 7,5M 10. Abominável Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 56,8M Total Mundo: US$ US$ 144,6M
A Música da Minha Vida celebra Bruce Springsteen e o poder da música
Filme indie britânico baseado nas memórias do jornalista inglês de ascendência paquistanesa Sarfraz Manzoor (e registradas no livro “Greetings from Bury Park: Race, Religion and Rock N’ Roll”, lançado por ele em 2007), “A Música da Minha Vida” (“Blinded by the Light”, no original) é uma declaração de amor a Bruce Springsteen, num contexto direto, e ao poder revolucionário da música, numa visão mais ampla. A trama retorna aos difíceis anos 1980 com Margaret Thatcher como primeira ministra do Reino Unido. A família de Manzoor (aqui apresentada como Javed Khan) vive em Luton e, seguindo seus preceitos, deseja encontrar uma parceira para o rapaz, tanto quanto espera que ele siga uma profissão tradicional, como médico ou advogado. Javed (interpretado por Viveik Kalra), porém, escreve poesias e também letras de música para uma banda de amigos e tem seu texto elogiado na escola, o que rende um estágio no jornal local, e o sonho de alçar voos mais altos… sozinho. Mas os dogmas da família (e o desemprego do pai) começam a pesar sobre seus ombros, e é neste momento em que ele encontra a luz, ou melhor, Bruce Springsteen, numa fita cassete emprestada por um amigo de escola (que, assim como ele, sofre racismo por seus pais também não serem ingleses – ainda que ele seja). Para Javed, Bruce traduz seus sentimentos, suas angustias e duvidas em canções como “Born To Run”, “The River”, “Badlands” e “Thunder Road”, e ancorado nelas ele pretende enfrentar o mundo (começando por sua família). Filme agridoce, previsível e que apenas tateia temas espinhosos (como o racismo, religião e a extrema-direita britânica), “A Música da Minha Vida” tem direção de Gurinder Chadha (de “Driblando o Destino” e carrega todos os cacoetes de uma produção independente, mas se destaca por sua bela trilha sonora (Bruce não apenas cedeu arrasadoras versões ao vivo raras como também uma canção inédita, “I’ll Stand By You”, que havia sido feita para um dos filmes de Harry Potter, mas ficou de fora) e sua força sonhadora, alcançando um resultado muito mais (hummm) honesto e interessante do que, digamos, “Yesterday”, “Rocketman” e “Bohemian Rhapsody”, ainda que aquém (emocionalmente) de “Springsteen on Broadway” e “Springsteen & I”.
El Camino revela o que aconteceu com Jesse Pinkman
O que aconteceu com Jesse Pinkman? “Breaking Bad” é uma série perfeita, mas deixou essa coceira nos fãs desde que Vince Gilligan encerrou a melhor produção norte-americana feita para o formato nesta década. A lacuna permitiu aos adeptos exercitarem a imaginação. Embora o passado não pudesse ser apagado, Jesse teria finalmente a chance de seguir adiante. Não exatamente com uma redenção, o que seria praticamente impossível. Mas ter a chance de recomeçar quando se tem a vida inteira pela frente? Bom, isso foi uma bênção de Vince Gilligan para o personagem. Porém, a polícia poderia pegá-lo. Ou matá-lo durante a fuga. Vai saber. O ponto é que, no fundo, todas as possibilidades deveriam estar corretas, contanto que o espectador escolhesse o caminho do otimismo ou do pessimismo. Em outras palavras, não havia necessidade de nenhuma continuação de “Breaking Bad”. Ninguém precisa confirmar o destino de Walter White nem saber como Skylar e Walter Jr. seguiram depois dos eventos do último episódio. Só que Vince Gilligan achou que ainda devia algo a Jesse Pinkman. E “El Camino: A Breaking Bad Movie” começa no exato momento em que deixamos o personagem imortalizado por Aaron Paul. Como esperado, o filme não faz a menor diferença. Parece somente um epílogo para Jesse, um longo apêndice de “Breaking Bad”, sem surpresas, em que o único objetivo é colocar um ponto final na saga do personagem. Por outro lado, Vince Gilligan acerta em não acrescentar qualquer coisa que mude o que vimos antes. Em resumo, não passa de aperitivo para os fãs. É como rever velhos amigos mesmo quando não temos nada a dizer no encontro. Quem nunca viu “Breaking Bad”, além de precisar de tratamento médico, deve passar longe de “El Camino”. Escrito e dirigido por Gilligan, o filme tem uma vantagem para quem gosta da série: parece que o tempo não passou. É como se tivessem filmado “El Camino” na sequência do último episódio de “Breaking Bad”. Curiosamente, com uma perspectiva mais reflexiva, meditativa do que na série, enquanto dá olá a alguns rostos conhecidos. Nunca de forma gratuita, mas para alavancar cada decisão seguinte de Jesse. Por mais que esse também seja o propósito de cada flashback, acho que Gilligan exagerou na dose com esse recurso geralmente preguiçoso. “Breaking Bad” nunca dependeu disso, de forma diferente de Lost. E isso deixou “El Camino” bem moroso. Mas OK. O filme pode não ser um exemplo do que Vince Gilligan é capaz de fazer como roteirista, mas certamente permite mostrar que o cara está cada vez melhor como diretor. Que ele sabe contar uma história visualmente, todos nós temos certeza. Mas caprichou demais na hora de posicionar a câmera em alguns pontos insanos, vide o duelo no finalzinho. Será interessante ver mais trabalhos de Vince Gilligan como diretor e roteirista, mas longe de “Breaking Bad”. Ele tem muito a acrescentar tanto na TV quanto no cinema. Da mesma forma que Aaron Paul, que merece mais chances. Aliás, o ator ainda deixa a impressão de que não desligou do personagem nem por um segundo. É de impressionar quando lembramos que Jesse vivia um bastante momento pesado da última vez que o vimos em “Breaking Bad”. É um belo trabalho de Aaron Paul que, aos poucos, dá a Jesse a paz que ele merece. É só notar sua expressão em sua última cena em “Breaking Bad” e em sua última cena em “El Camino”. A transição entre duas distintas sensações de liberdade mostradas pelo ator vale mais que toda a história contada neste filme.
Greta materializa universo LGBTQIA+ com força dramática
O longa-metragem de estreia de Armando Praça, “Greta”, é baseado na peça “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, de Fernando Melo, escrita e encenada como comédia. A mudança da comédia para o melodrama foi uma opção do cineasta, que achava que aquela história era muito mais próxima de uma situação dramática. Aliás, é interessante quando um diretor busca um espaço entre o drama e a comédia para contar suas histórias, como fazia Almodóvar em seus primeiros filmes. No caso de “Greta”, ainda há bastante espaço para o humor, mas se trata definitivamente de uma história sobre dor, sobre busca de sentido para uma vida que está próxima do fim e muita, muita solidão e rejeição. Mesmo sendo um filme com protagonistas homossexuais, certas coisas são universais. Afinal, difícil encontrar quem nunca passou por sentimentos de solidão e rejeição. Na trama, Marco Nanini é Pedro, um enfermeiro septuagenário que procura ajudar sua amiga transexual Daniela (Denise Weinberg), que passa por uma doença terminal e sofre muitas dores. A escalação de uma mulher cis para viver uma trans tem sido bastante questionada, mas difícil não se emocionar com a performance de Denise cantando “Bate Coração”, canção do repertório de Elba Ramalho. A carga dramática que ela empresta à canção e amplifica o sentido da letra é tocante. De todo modo, o elenco também inclui uma trans, Gretta Sttar, interpretando uma mulher cis. Mas o filme está mesmo mais interessado na trajetória de Pedro e sua busca por prazer para aliviar a dor, sua busca por alguém que o ame. Ele é um homem que costuma masturbar alguns pacientes do hospital em que trabalha, tenta marcar encontros e frequenta saunas gay, um espaço favorável para o sexo casual. Há uma cena com um misto de humor e drama bem marcante que se passa nesse espaço. Vale destacar que há cenas em que o sexo aparece bastante pulsante dentro dos leitos de hospital, inclusive. A vida de Pedro ganha novo sentido quando ele, para encontrar uma vaga para a amiga Daniela no hospital, leva um homem responsável pela morte de outra pessoa, ferido, para sua casa. Com esse homem potencialmente perigoso vivido por Démick Lopes, Pedro cria uma relação de ajuda, desejo e afeto. O homem, a princípio muito reticente em ter relações sexuais com aquele idoso, aos poucos começa a se aproximar. Há um diálogo muito bonito e doloroso em que Daniela pergunta a Pedro se ele ainda está tendo um caso com esse homem que cometeu um crime e é procurado pela polícia. “É o único que eu tenho”, Pedro diz, com um misto de alegria e tristeza. A entrega de Marco Nanini a esse papel é admirável. O grande ator não se incomodou em se entregar também de maneira física nas cenas que envolvem sexo e nudez. Isso contribui para que o filme ganhe ainda mais força na materialização desse universo marginal.
The Crown: Nova família real da série ganha pôsteres individuais
A Netflix divulgou cinco pôsteres individuais dos intérpretes da família real britânica na 3ª temporada da série “The Crown”. A série, que começou nos anos 1950, chega nos próximos episódios à década de 1970, e com isso promove uma mudança completa em seu elenco, com atores mais velhos nos papéis principais para refletir a passagem do tempo. Olivia Colman (vencedora do Oscar 2019 por “A Favorita”) assumiu o papel da Rainha Elizabeth II, vivida por Claire Foy nas duas primeiras temporadas da série, Tobias Menzies (série “Outlander”) se tornou o príncipe Philip e Helena Bonham Carter (“Cinderela”) a princesa Margaret – personagens anteriormente vividos por Matt Smith e Vanessa Kirby. Além deles, os cartazes destacam Josh O’Connor (“Reino de Deus”) como o jovem Príncipe Charles e Erin Doherty (“Call the Midwife”) como sua irmã, a Princesa Anne. Outros integrantes da nova fase incluem Jason Watkins (“A Bússola de Ouro”) no papel do primeiro-ministro Harold Wilson, e Emerald Fennell (“Call the Midwife”) na pele de Camilla Parker-Bowles, o primeiro amor do Príncipe. Por sinal, a intérprete da Princesa Diana também já se encontra definida, mas a atriz Emma Corrin (“Pennyworth”) deve ser introduzida só na 4ª temporada da série, gravada simultaneamente pelos produtores. O mesmo deve acontecer com a Margaret Thatcher de Gillian Anderson (“Arquivo X”), que assumiu o poder em 1979. A 3ª temporada de “The Crown” será lançada em 17 de novembro em streaming.
Todd Phillips celebra recorde mundial de Coringa nas redes sociais
O diretor Todd Phillips celebrou nas redes sociais a façanha de “Coringa”, que se tornou a maior bilheteria de uma produção com classificação etária “R” (para maiores nos Estados Unidos) do mundo em todos os tempos. Em sua comemoração, ele aproveitou para dar uma pequena alfinetada nas polêmicas que cercaram o filme, como um suposto incentivo de violência e o receio de atentados, que ganharam grande cobertura da mídia na semana de estreia da produção. “Uau! Agradeço a minha equipe e elenco, e obviamente aos fãs ao redor do mundo – por terem enxergado além de todo o “barulho” e aparecido nos cinemas (alguns mais de uma vez)! Estamos muito orgulhosos do filme e todas as mensagens maravilhosas que recebemos de vocês o torna ainda mais especial.” A adaptação do vilão da DC Comics deixou para trás um herói da Marvel ao faturar US$ 788,3 milhões mundiais. O primeiro “Deadpool” detinha o recorde com US$ 782,6 milhões. Vale considerar que “Deadpool 2” teria supostamente mais que isso (US$ 785 milhões), mas essa conta inclui quase US$ 50 milhões arrecadados sob outro título e classificação etária, quando o filme foi relançado nos cinemas como “Era uma Vez um Deadpool”. De todo modo, “Coringa” bate até esse truque. Vale lembrar que, apesar de receber classificação “R” em seu país de origem, tanto “Coringa” quanto os dois “Deadpool” foram lançados com restrição para 16 anos no Brasil. O mesmo aconteceu em vários países. Em Portugal, o filme passou com censura de 14 anos. Na França, “Coringa” chegou aos cinemas proibido para maiores de… 12 anos! Tudo isso ajudou na bilheteria internacional do filme, que somou o dobro da arrecadação americana, facilitando a quebra do recorde. O diretor de “Coringa”, Todd Phillips, afirmou recentemente que nunca divulgará cenas cortadas ou uma versão estendida do filme, para capitalizar um relançamento nos cinemas ou Blu-ray especial, mas que está aberto à ideia de uma possível sequência, o que Joaquin Phoenix, intérprete do Coringa, apoia. Ver essa foto no Instagram Wow!! Thanks to my wonderful cast & crew and of course, the fans from around the world— for seeing through all the “noise” and SHOWING UP (some more than once)! We are super proud of the film and all your wonderful messages make it that much more special. #Joker worldwide. Uma publicação compartilhada por Todd Phillips (@toddphillips1) em 25 de Out, 2019 às 12:33 PDT
O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos ganha trailer dublado por Larissa Manoela
A Galeria Distribuidora divulgou o trailer dublado de “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos”, que traz Larissa Manoela dando voz a Gerda, uma garota que se sente inútil por ser a única pessoa da família que não possui poderes mágicos. A animação traz também Igor Jansen em seu primeiro trabalho de dublagem, como Rony, e João Côrtes como o trol Orm. “A Terra dos Espelhos” é o quarto filme da franquia “O Reino Gelado”, animação russa inspirada na mesma fábula que a Disney transformou no blockbuster “Frozen”. Larissa Manoela e João Cortês já tinham dublado Gerda e Orm em dois lançamentos anteriores, “O Reino Gelado 2” e “O Reino Gelado: Fogo e Gelo”. Mas Rony era dublado pelo ex-namorado da jovem, João Guilherme. Com cópias 2D e 3D, o filme tem estreia nacional marcada para 21 de novembro e pré-estreias pagas nos dias 15, 16, 17 e 20 de novembro.
Joel Kinnaman diz que o novo Esquadrão Suicida é uma comédia
Joel Kinnaman é um dos poucos atores do primeiro “Esquadrão Suicida” que retornam para a sequência de James Gunn (“Guardiões da Galáxia”). E não teve problemas em comparar as duas adaptações dos personagens dos quadrinhos, dizendo claramente, durante participação do podcast “The Big Ticket” da Variety, o que diferencia o novo filme de seu antecessor, que teve direção de David Ayer. Segundo ele, a continuação é uma comédia. “James Gunn é um cara incrível. Ele escreveu um roteiro fantástico. É tão engraçado… sinto que estou filmando minha primeira comédia. Há muitas pessoas realmente engraçadas lá. É como uma experiência de aprendizado. Estou com muitas pessoas engraçadas incríveis.” Os detalhes da continuação do longa de 2016 ainda permanecem em segredo, mas as filmagens já começaram em Atlanta. Além de Kinnaman, que retoma seu papel de Rick Flag, líder das missões da Força Tarefa X, também retornam do primeiro filme os atores Margot Robbie (Arlequina), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). O resto do elenco é repleto de novidades, incluindo a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), a portuguesa Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), o argentino Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e até o cineasta neo-zelandês Taika Waititi (diretor de “Thor: Ragnarok”). Escrito e dirigido por James Gunn, “O Esquadrão Suicida” tem estreia marcada apenas para agosto de 2021.
Jane Fonda faz História ao agradecer prêmio pela carreira enquanto é presa nos EUA
A mais recente prisão da atriz Jane Fonda, na sexta-feira passada (25/10) por protestos contra as mudanças climáticas em Washington, foi exibida num contexto completamente inusitado em Hollywood, durante a cerimônia de premiação do Britannia Award, evento da BAFTA (Academia Britânica de Artes e Ciências Cinematográficas e Televisivas, na sigla em inglês) realizado anualmente em Los Angeles, nos Estados Unidos, e transmitido ao vivo pela rede BBC. Homenageada com um prêmio pela carreira, o prestigioso Stanley Kubrick Britannia Award por Excelência no Cinema, ela explicou num vídeo pré-gravado que não poderia estar presente para agradecer pessoalmente durante a cerimônia, mostrando sua situação. O vídeo combina um discurso previamente gravado e cenas da atriz de 81 anos com as mãos algemadas, no momento em que é presa pela polícia americana. “Estou recebendo o Stanley Kubrick Britannia Award e tão honrada que nem consigo acreditar. Eu estou muito agradecida. É emocionante. Sinto muito por não estar aí, mas como vocês já devem ter ouvido, eu fui presa”, disse ela no vídeo, apresentado na tela do evento. No discurso, ela explica seu engajamento atual e por que ela se mudou para a capital dos Estados Unidos para se dedicar a chamar atenção contra as mudanças climáticas. “Eu tenho tentado aumentar o senso de urgência. Esta é uma crise, não apenas aqui, mas em todo o mundo.” Após terminar o discurso, o vídeo mostra a atriz sendo arrastada pela política, enquanto grita “Obrigado, BAFTA, obrigada pelo Stanley Kubrick Britannia Award por Excelência no Cinema”. Veja abaixo. O público reagiu de forma instantânea com aplausos e gritos. Muitos já consideram o agradecimento algemado como o mais inesquecível da História dos prêmios em Hollywood. Além de Fonda, os outros homenageados da cerimônia foram o produtor Norman Lear com o Britannia Award por Excelência na Televisão, a atriz Phoebe Waller-Bridge como Artista Britânica do ano, o cineasta Jordan Peele com o John Schlesinger Britannia Award de Excelência em Direção, o ator Steve Coogan com o Charlie Chaplin Britannia Award de Excelência em Comédia, e o astro chinês Jackie Chan com o Prêmio Albert R. Broccoli Britannia Award de Contribuição Mundial ao Entretenimento.












