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Série

Antonio Banderas e Nicolas Cage se juntam em True Detective

Dupla protagonizará a 5ª temporada da série policial da HBO, que terá nova investigação em Nova York e gravações a partir de 2027

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Filme

TikTok bane conta de documentário crítico a Elon Musk

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Etc

Tia Milena troca Bolsonaro por Lula: “Se eu virei, o Brasil também pode”

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17 de outubro de 2026
Etc

Famosos fazem o L com camisa da Seleção em onda pró-Lula

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17 de outubro de 2026
Reality

Mãe de Lexa ameaça desistir de A Fazenda 18 pela 2ª vez

Após ataques das rivais, Darlin Ferrattry foi até o sino de desistência, mas acabou convencida por dois colegas a permanecer no reality

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17 de outubro de 2026
  • Série

    Giri/Haji: Série criminal britânica com 100% no Rotten Tomatoes ganha trailer legendado

    23 de dezembro de 2019 /

    A Netflix divulgou o trailer legendado de “Giri/Haji”, produção britânica da BBC com astros japoneses, criada por Joe Barton (roteirista de “O Ritual” e “iBoy”). A prévia destaca o clima de tensão, choque cultural e os diversos elogios da crítica à atração. Não é marketing: a série tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, numa rara unanimidade da imprensa do Reino Unido. “Giri/Haji” se traduz como Dever/Vergonha. A trama gira em torno de Kenzo Mori (Takehiro Hira, de “Bushido: O Caminho do Guerreiro”), um detetive de Tóquio, que viaja para Londres em busca de seu irmão Yuto (Yōsuke Kubozuka, de “Silêncio”), acusado de matar brutalmente o sobrinho de um membro da Yakuza, ameaçando iniciar uma guerra entre gangues. Ao adentrar o território desconhecido de Londres para descobrir se seu irmão é culpado ou mesmo se está vivo, ele recebe ajuda da policial britânica Sarah Weitzmann (Kelly Macdonald, de “Boardwalk Empire”) e de Rodney Yamaguchi (Will Sharpe, de “Flowers”), um gigolô mestiço, e entra em contato com elementos perigosos do submundo criminoso de Londres. O elenco internacional ainda destaca Justin Long (“Amor à Distância”), Sophia Brown (“Marcella”), Charlie Creed-Miles (“Silent Witness”), Togo Igawa (“O Último Samurai”) e a estreante Aoi Okuyama. Com oito episódios, “Giri/Haji” estreou na TV britânica em outubro e vai chegar ao streaming da Netflix em 10 de janeiro.

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  • Filme

    Ascenção Skywalker é fanfic que enfraquece a Força da saga Star Wars

    23 de dezembro de 2019 /

    No belíssimo plano final de “Os Últimos Jedi”, o diretor Rian Johnson estabelecia três pontos muito claros: a Força não era mais apenas exclusiva de uma família, mas sim estava em toda a galáxia, em todas as pessoas – isso, por si só, definia que qualquer pessoa poderia almejar se tornar um herói. O segundo ponto era de que a esperança havia retornado à galáxia, visto que o sacrifício de Luke Skywalker o transformara em uma lenda ainda maior, o homem capaz de reconhecer seus erros e usá-los a seu favor. O terceiro, e talvez principal ponto, era o de que a saga apontava finalmente para o futuro: o olhar do garoto para um espaço infinito abria também infinitas possibilidades de avanço. O recado era claro: vamos deixar o passado para trás. Deixar de viver eternamente presos a um nome, mas acreditar em uma ideia, em um ideal, em um futuro brilhante no qual todos podemos fazer a nossa parte. Pois é. Pena que nem tudo é perfeito. A ousadia e a coragem de Rian Johson foram vistas por uma pequena – mas barulhenta – parte dos fãs de “Star Wars” como uma heresia. Muitos foram – e ainda são – incapazes de aceitar que Luke Skywalker talvez não fosse o mesmo personagem de 35 anos atrás. Afinal, quem muda em 35 anos?? Como era possível que o herói idealizado por décadas de repente se tornasse um velho ermitão ranzinza que em determinado momento da vida cometeu uma falha que o maculou para sempre (vale aqui lembrar que a ideia de que Luke fosse um sujeito isolado a la Coronel Kurtz veio de ninguém menos que George Lucas)? Como era possível que uma garota qualquer tivesse familiaridade com a Força? Como era possível que o Snoke morresse daquela forma sem sabermos mais sobre ele (um personagem cujo hype foi criado única e exclusivamente pelos fãs)? Tudo isso, alinhado a uma necessidade quase infantil de atender expectativas fez com que J.J Abrams – que havia feito um trabalho dos mais consistentes em “O Despertar da Força”, mesmo remakeando sem firulas o “Episódio IV” – transformasse este “A Ascensão Skywalker” em uma salada indigesta de fan service mesclada com uma trama digna de fanfic com a pior inspiração possível. Desta vez, a história começa com o retorno[!] do Imperador Palpatine, que aparentemente está fazendo um podcast em algum lugar da galáxia e avisando que construiu em segredo ao longo dos últimos 35 anos uma esquadra maligna com centenas de naves para dominar a galáxia. Sim, é isso mesmo. Os rebeldes, cientes dessa ameaça, precisam ir para um lugar achar uma adaga que precisa ser traduzida em outro lugar para que esta indique outro lugar onde estará o sinalizador que indicará o lugar onde está Palpatine. Ou algo assim. Nesse meio tempo, Kylo Ren é orientado por Palpatine a destruir Rey por motivos de ‘porque sim’ mas que no fundo não é bem isso porque ele tem outros planos para a garota. Este roteiro é de J.J escrito em parceria com Chris Terrio, o cara por trás de “Batman v Superman”. O que diz muita coisa. Nitidamente com o objetivo de disfarçar a fragilidade dessa história, J.J. faz uma escolha criativa que se mostra fatal para a trama, criando um filme acelerado, com uma montagem que parece saída de alguma obra de Michael Bay. Não há tempo para que o espectador possa apreciar ou mesmo ser tocado por certas passagens. Nem mesmo os money shots são aproveitados. Pra piorar, o filme usa um recurso vagabundo de morre/não morre várias vezes, o que enfraquece completamente o envolvimento do espectador, tanto que na hora da morte real de uma personagem realmente importante, esta acaba não tendo o menor impacto. As sequências de ação são eficientes, como sempre, mas não há sequer UM momento capaz de maravilhar o público, seja por conta de obviedade de suas escolhas (há um momento em que só faltou Lando Calrissian dizer “on your left” para Poe Dameron) como por uma mis en scène trôpega (como na sequência do sequestro de Chewbacca, em que todo mundo parece perder a visão periférica) e a completa falta de criatividade na criação de novos mundo (sim, temos novamente uma floresta, um deserto e um oceano). Nem mesmo o humor funcional de J.J. dá certo aqui, com C3-PO fazendo o possível para dar um mínimo de alma a essa obra planejada por comitê. A decisão de “esquecer” o que havia sido estabelecido em “Os Últimos Jedi” afeta o próprio desenvolvimento do trio principal de heróis [aqui vamos entrar na área de SPOILERS]. Se no último filme Rey havia finalmente se livrado do peso do passado ao descobrir que seus pais não eram ninguém e estava finalmente pronta para desenvolver seus dons naturais da Força, aqui J.J. dá uma marcha a ré indigna e a coloca como NETA de Palpatine – deixando pelo menos felizes todos os que a acusavam de ser uma Mary Sue, algo que nunca ninguém questionou em Anakin ou Luke. Na visão de Rian Johnson, qualquer pessoa pode ser um herói. Na de J.J. não, apenas quem for descendente de UMA única família. Finn, do mesmo modo, retorna ao seu personagem em busca de um caminho do primeiro filme. Se em “Os Últimos Jedi” ele havia finalmente compreendido – sim, lá em Canto Bight – que sua luta deveria ser em prol de um bem maior e não apenas “cadê a Rey”, aqui ele volta a ser o cara que passa o filme inteiro atrás da Rey. Já Poe Dameron, que, pelo sacrifício da General Holdo, finalmente compreendera a força e a necessidade de uma liderança carismática, aqui volta a ser o aventureiro engraçadão – e o filme ainda inventa um link com Han Solo ao informar aleatoriamente que ele havia sido um contrabandista no passado. Pelo menos, mas pelo menos, Kylo Ren consegue finalizar seu arco de forma digna, ainda que obviamente dentro das expectativas. Nada porém bate a covardia feita com a atriz Kelly Marie Tran e sua personagem Rose Tico, que aqui vira uma coadjuvante irrelevante com menos falas do que Greg Gunberg, amigão de J.J. O mesmo pode ser dito do General Hux, presenteado com um plot twist (mais um) vergonhoso. Maz Kanata (o dinheiro mais fácil ganho por Lupita N´yongo esse ano) entra apenas para explicar ao público o que está acontecendo – “Veja, Leia vai se conectar com seu filho, isso vai sugar toda sua energia vital”… Carrie Fischer, por sua vez, é inserida no filme com sobras de sua participação nos dois filmes anteriores, o que soa tristemente artificial, pois é nítido que os diálogos são adaptados para suas respostas – que na maioria das vezes, porém, não correspondem ao que está sendo conversado. Com truques baratos e soluções facilitadas para os protagonistas (como o fato deles caírem numa areia movediça que – nossa, olha só – leva eles diretamente para o objeto que estão procurando), “A Ascensão Skywalker” poderia se redimir por conta de uma conclusão poderosa – caso de “Retorno de Jedi”, um filme medíocre em seus dois terços iniciais mas com uma conclusão antológica. Nem isso. J.J. cria um clímax que parece saído de alguma produção genérica, que chupa – conscientemente ou não – momentos recentes de “Vingadores: Ultimato” (não falta nem um “Eu sou …. todos os Jedi”), o famigerado raio azul da morte de 90% dos filmes de ação desta década e uma conclusão basicamente igual a de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II”. E nem vamos citar aqui a claque de personagens obscuros que fica observando tudo isso em uma arena sem iluminação e sem noção de espaço, dando a impressão de que Palpatine passou os últimos 30 anos criando uma armada invencível e clones para ficarem aplaudindo seus gritos de vilão de terceira. Há momentos emocionantes? Sim, há. Confesso que chorei duas ou três vezes ao longo do filme – ver Chewbacca finalmente ganhar a sua medalha é um fan service muito bacana. A conclusão, em que heróis confraternizam por sua vitória emociona, mas fica claro que essa emoção não vem por causa deste filme em especial, mas por toda a conexão estabelecida há anos pelo público com a saga. O plano final, ainda que lindo, é tão evidente que qualquer pessoa poderia imaginá-lo assim que o filme começa. Talvez seja este o grande problema de “Ascensão Skywalker”: com medo de desagradar o público, J.J. entrega um filme sem surpresas, sem imaginação, com plot twists que variam entre vergonhosos e inconsequentes e com um triste retrocesso nas possibilidades estabelecidas por Rian Johnson no filme anterior. Não é o pior filme de “Star Wars”. “Ataque dos Clones”, “Ameaça Fantasma” e “Han Solo” ainda tem seu lugar cativo. Não é um filme chato ou entediante. Há aqui e ali muito da magia que fez e faz “Star Wars” ser uma das sagas mais amadas de todos os tempos. Mas é triste perceber que a equipe criativa por trás deste novo filme pareceu muito mais preocupada em não ofender um público sensível do que em avançar a história, olhar para a frente. “Star Wars” – ou pelo menos esta saga – termina com um gosto amargo, em um filme que no afã de agradar todo mundo, acabou virando uma obra sem um pingo de personalidade, incapaz de reconhecer seus próprios erros e aprender com eles. Algo que até um personagem fictício como Luke Skywalker aprendeu.

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  • Filme

    Fernando Meirelles diz que Bolsonaro está destruindo o cinema brasileiro

    23 de dezembro de 2019 /

    O cineasta brasileiro Fernando Meirelles participou de uma mesa redonda da revista The Hollywood Reporter com diretores de filmes celebrados na temporada de premiações. Cotado por “Dois Papas”, ele debateu a arte cinematográfica e o estado do cinema atual com Martin Scorsese (“O Irlandês”), Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), Noah Baumbach (“História de um Casamento”), Todd Phillips (“Coringa”) e Lulu Wang (“The Farewell”) Em determinado momento, a conversa acabou chegando no “ambiente político reacionário” no Brasil sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro. “Para o cinema brasileiro, é um momento duro. Ele [Bolsonaro] está destruindo tudo o que construímos”, lamentou o cineasta, citando que, nas últimas décadas, o país passou por um boom de produção cinematográfica. “Nos anos 1990, antes de filmarmos ‘Cidade de Deus’, estávamos fazendo nove filmes por ano; no ano passado, foram 150”, citou. “Agora, Bolsonaro está bloqueando tudo. Tem sido difícil”. O diretor, que já assinou diversos filmes em Hollywood, ainda disse que não tem planos de trocar o Brasil pelos EUA. “Eu tenho raízes muito profundas no meu país, e eu amo dirigir em português. Eu entendo inglês, mas não sinto, sabe? Se você diz ‘mango tree’ em inglês, para mim é só uma árvore. Em português, ‘mangueira’ tem outros significados afetivos para mim”, comentou. “Dois Papas”, que foi lançado pela Netflix na sexta-feira (20/12) passada, disputa quatro troféus no Globo de Ouro, inclusive Melhor Filme de Drama, e pode aparecer no Oscar 2020. Veja um trecho da mesa redonda, centrado em Meirelles, no vídeo abaixo.

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  • Música

    Hit de Natal de Mariah Carey ganha novos clipes com Anitta e várias celebridades

    23 de dezembro de 2019 /

    O clássico de Natal de Mariah Carey, “All I Want For Christmas Is You”, ganhou novos clipes. Um deles é um remake grandioso, com coreografia superproduzida e participação dos filhos da cantora. O outro é uma simples montagem com vídeos amadores de várias celebridades cantando a música. Até Anitta entrou na brincadeira. Há muitos outros músicos famosos no segundo clipe, como Ariana Grande, Katy Perry, Missy Elliott, Olivia Newton-John, Bebe Rexha, Snoop Dogg, Chance The Rapper, Jennifer Hudson, Ciara, Cyndi Lauper, Diplo e até Kenny G, mas também atores como John Travolta, Ryan Reynolds, Ruby Rose, Jamie Foxx, Jenna Dewan, Millie Bobby Brown, Kerry Washington, Laverne Cox, Billy Eichner, além de Kardashians, apresentadores de TV e, claro, os filhos da cantora, Monroe e Moroccan. A música está comemorando 25 anos e recebeu até um documentário da Amazon de aniversário. “All I Want for Christmas Is You” ocupou o 1º lugar nas paradas de sucesso da Billboard durante 36 semanas desde 1994 e está no Livro de Recordes da Guinness como o maior sucesso de Natal de um artista solo em todos os tempos. Com vendas globais de mais de 16 milhões de cópias, o hit continua sendo o maior sucesso internacional de Carey, é o 12º single mais vendido da História e o mais vendido de Natal por um artista em geral. Até 2017, a música já havia rendido US$ 60 milhões em royalties, que vão aumentar muito com o revival gerado por seus 25 anos. Confira abaixo, também, o clipe bem mais modesto de 25 anos atrás.

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  • Etc

    Juíza refuta pedido de censura ao Especial de Natal Porta dos Fundos: Basta não ver

    22 de dezembro de 2019 /

    A 16ª Vara Cível do Rio de Janeiro negou pedido de liminar para tirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, disponível na Netflix. A ação foi movida pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura e aceita pelo Ministério Público do Rio. A promotora Barbara Salomão Spier enviou o despacho para a 16ª Vara Cível do Rio, defendendo a censura da produção. Segundo os autos, “Jesus é retratado como um homossexual pueril, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído” no especial de Natal, o que seria um ataque à liberdade religiosa e a dignidade da pessoa humana. Em sua sustentação, a promotora ainda alegou que “fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara a grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão”. Ela afirmou que seu posicionamento não pode ser enquadrado como censura, mas de “evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”. Na decisão, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), “a quem compete interpretar e salvaguardar nossa Constituição, seus princípios e garantias”, ponderando ainda “os limites da liberdade de expressão em contraposição a outros direitos de igual hierarquia jurídica, como os da inviolabilidade da honra e da imagem”, que são previstos em lei. “Assim, no exercício do juízo de ponderação entre caros princípios, direitos constitucionais como os que se confrontam neste feito e na linha do entendimento jurisprudencial ao qual me filio,entendo que somente deva ser proibida a exibição, publicação ou circulação de conteúdo, em verdadeira censura, que possa caracterizar ilícito, incitando a violência, a discriminação, a violação de direitos humanos, em discurso de ódio”, escreveu a magistrada em sua decisão. “Ao assistir ao filme podemos achar que o mesmo não tem graça, que se vale de humor de mau gosto, utilizando-se de expressões grosseiras relacionadas a símbolos religiosos. O propósito de muitas cenas e termos chulos podem ser questionados e considerados desnecessários, mesmo dentro do contexto artístico criado com a paródia satírica religiosa. Contudo, há que se ressaltar que o juiz não é crítico de arte e, conforme já restou assente em nossa jurisprudência, não cabe ao Judiciário julgar a qualidade do humor, da sátira, posto que matéria estranha às suas atribuições”, avaliou a juíza. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura ainda considerou a hipótese de ataque à liberdade religiosa, afirmando não ter constatado “a ocorrência de qualquer ilícito, nem mesmo o do tipo previsto no artigo 208 do Código Penal”, que prevê crimes contra o sentimento religioso. “Também não verifiquei violação aos Direitos Humanos, incitação ao ódio, à discriminação e ao racismo, sendo que o filme também não viola o direito de liberdade de crença, de forma a justificar a censura pretendida”, acrescentou. A juíza também citou que este foi o mesmo “entendimento do Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Zoega Coelho, ao decidir caso análogo em referência ao ‘Especial de Natal’ do mesmo grupo humorístico, exibido em 23 de dezembro de 2013, determinando, em acolhimento ao parecer Ministerial, o arquivamento de Representação Criminal e que à época foi amplamente noticiado nas mídias”. Ela conclui dizendo que “o filme controverso está sendo disponibilizado para exibição na plataforma de streaming da ré Netflix, para os seus assinantes. Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem àqueles que não desejam ver o seu conteúdo. Não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”.

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  • Série

    The Plot Against America: Minissérie da HBO divulga fotos com John Turturro e Winona Ryder

    22 de dezembro de 2019 /

    A HBO divulgou as primeiras fotos de “The Plot Against America”, que destacam o elenco da minissérie, formado por Winona Ryder (“Stranger Things”), John Turturro (“Transformers”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”). Trama de História Alternativa, a produção adapta o livro homônimo de 2004 do renomado autor Philip Roth (“Pastoral Americana”), lançado no Brasil como “Complô Contra a América”, e imagina o que aconteceria se o aviador Charles Lindbergh tivesse se candidatado a presidente e vencido Franklin D. Roosevelt em 1940. Lindbergh simpatizava com a filosofia nazista, manifestando-se contra a miscigenação racial e a “predominância” dos judeus nos EUA. A narrativa acompanha uma família judia de classe média, que mora em Nova Jersey. Ryder interpreta Evelyn, que não pode aproveitar sua juventude porque estava cuidando de sua mãe, gravemente doente. Quando um apoiador de Lindbergh se apaixona por ela, Evelyn fica dividida entre sua herança cultural e este novo amor. Tururro vive o apaixonado Lionel Bengelsdorf, que apesar de ser rabino apoia Lindbergh. Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) vive a irmã mais nova de Evelyn, uma dona de casa dedicada que vê seu mundo desmoronar com as tensões criadas pelo novo presidente, além de Morgan Spector (“Homeland”) como seu marido, Azhy Robertson (“Juliet, Nua e Crua”) e o estreante Caleb Malis como seus filhos, e Anthony Boyle (“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”) no papel de um sobrinho rebelde. A minissérie é criação do premiado roteirista-produtor David Simon (criador de “A Escuta/The Wire” e “The Deuce”) em parceria com o ator-produtor-roteirista-diretor Edward Burns (criador de “Public Morals”). “The Plot Against America” tem estreia marcada para 16 de março.

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  • Série

    Rick and Morty: 4ª temporada chegou na Netflix

    22 de dezembro de 2019 /

    A Netflix disponibilizou neste domingo (22/12) a primeira parte da 4ª temporada de “Rick and Morty”, uma semana após o último episódio ser exibido no Adult Swim, nos Estados Unidos. A informação foi compartilhada pelo Twitter oficial da plataforma. Veja abaixo, com um trailer legendado. O novo ano da animação tem 10 episódios, mas até o momento apenas os cinco primeiros foram liberados, com participação de Taika Waititi (“Jojo Rabbit”), Keegan-Michael Key (“Meu Nome É Dolemite”) e o bilionário Elon Musk. Criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”), a série acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, que acabam tendo grande impacto na realidade – também conhecida como cultura pop. A temporada anterior venceu o Emmy de Melhor Série Animada dos Estados Unidos. Está tudo normal, exceto talvez por cadeiras flutuantes, espaço e alguns poucos monstros. A temporada 4 de Rick and Morty está disponível. pic.twitter.com/oZ5qEq6LdF — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) December 22, 2019

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  • Série

    Loki: Tom Hiddleston informa que preparação da série já começou

    22 de dezembro de 2019 /

    Tom Hiddleston foi às redes sociais revelar que a série “Loki” iniciou sua pré-produção. O ator compartilhou uma foto em que aparece sentado numa mesa ao lado do “Time Loki”, a equipe criativa da atração. “Preparação começou oficialmente! Vejo vocês no ano novo”, ele escreveu na legenda. Entre as pessoas a seu redor na imagem, estão a diretora Kate Herron (da série “Sex Education”) e o produtor Kevin R. Wright (que trabalha nos filmes da Marvel desde 2016). “Loki” vai trazer Hiddleston de volta ao papel-título, como o vilão favorito dos filmes da Marvel, e até agora só confirmou mais uma atriz no elenco: Sophia Di Martino (do filme “Yesterday”). A série tem previsão de estreia para 2021 na plataforma Disney+ (Disney Plus) e, segundo o presidente do estúdio, Kevin Feige, terá ligação com o próximo filme do “Doutor Estranho”. Ver essa foto no Instagram Team Loki. Prep has officially begun! See you in the New Year. @herronthatkate @kevinrwright #Loki Uma publicação compartilhada por Tom Hiddleston (@twhiddleston) em 21 de Dez, 2019 às 9:52 PST

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  • Filme

    Cats chegou aos cinemas sem ter sido finalizado

    22 de dezembro de 2019 /

    Considerado um dos piores filmes do ano pela crítica internacional, “Cats” chegou aos cinemas neste fim de semana antes de ter sido finalizado. O diretor Tom Hooper já havia dito que não tinha terminado os efeitos em computação gráfica a tempo da première mundial em Nova York, na semana passada. E, agora, a Universal Pictures informou que vai enviar uma nova versão do filme, com “alguns efeitos visuais aprimorados”, em substituição às cópias que estão sendo exibidas. A decisão é bastante incomum, demonstrando os problemas criados por cronogramas de produção apertados. A atualização será feita online, via servidor, para os cinemas norte-americanos já integrados digitalmente (a imensa maioria), e deverá estar disponível já neste domingo. As redes que não têm acesso a esse sistema devem receber uma cópia até terça-feira. Mas não foi informado se a substituição irá se estender ao mercado internacional, com suas respectivas peculiaridades de distribuição. A jornalista da Variety Jenelle Riley chegou a brincar com a ruindade dos efeitos, ensinando ao público como identificar se a cópia não está finalizada. “Procure a mão humana de Judi Dench, a aliança de casamento e tudo mais”, ela explicou, incluindo uma foto do flagra mal digitalizado. Veja abaixo. “Cats” teve uma bilheteria tão ruim quanto as críticas recebidas. “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros” fez apenas US$ 6,6 milhões em seu estreia na América do Norte, abrindo em 4º lugar e gerando grande crise contábil, como fonte de prejuízo financeiro milionário para o estúdio Universal. This isn’t a joke: CATS was rushed into theaters before being finished so a new version is being sent to theaters with updated effects. How do you know if you have the old version? Look for Judi Dench’s human hand, wedding ring and all. pic.twitter.com/VDUOevePU9 — Jenelle Riley (@jenelleriley) December 22, 2019

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  • Filme

    Star Wars: A Ascensão Skywalker estreia com pior bilheteria da nova trilogia

    22 de dezembro de 2019 /

    “Star Wars: A Ascensão Skywalker” cumpriu a expectativa de uma bilheteria arrasadora em sua estreia no fim de semana. Entretanto, as críticas negativas que o longa recebeu ajudaram a diminuir o impacto vislumbrado pelo mercado. Na famosa metáfora do copo, ele está definitivamente mais cheio que vazio, mas poderia ter transbordado. A arrecadação de US$ 175,5 milhões passa longe de ser considerada irrisória. Afinal, é a terceira maior bilheteria de estreia já registrada no mês de dezembro na América do Norte. O detalhe é que as duas maiores foram “O Despertar da Força” (US$ 248 milhões em 2015) e “Os Últimos Jedi” (US$ 220 milhões em 2017). E isto torna “A Ascensão Skywalker” a pior bilheteria de estreia da nova trilogia – e a única a não largar com mais de US$ 200 milhões. Antes das críticas serem publicadas, a expectativa era que “A Ascensão Skywalker” faturasse US$ 215 milhões… O filme chegou a decepcionar em alguns mercados, como a China, onde a franquia nunca teve força – devido à falta de lançamento da trilogia original. Foram apenas US$ 12,6 milhões nos cinemas chineses. Com isso, o lançamento simultâneo em 52 países rendeu US$ 198 milhões, diante de uma projeção de até US$ 250 milhões. Também foi a menor abertura internacional da trilogia. Somando tudo, “A Ascensão Skywalker” atingiu US$ 373,5 milhões mundiais. Outras comparações negativas dentro da saga ficaram por conta das avaliações da crítica (57% – pior aprovação da trilogia e a segunda mais baixa de toda a franquia) e do público (B+ no CinemaScore, primeiro “Star Wars” a receber menos que a nota A). O Top 3 norte-americano se completou com “Jumanji: Próxima Fase”, que foi líder na semana passada, e “Frozen 2”, que está atualmente com US$ 1,1 bilhão mundiais, ainda atrás do primeiro filme e do recorde de “O Rei Leão” em arrecadação de animação. Já o outro grande lançamento da semana, “Cats”, foi um fracasso completo. Pode-se dizer que também cumpriu expectativas, diante das críticas mais viscerais do ano. “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros” fez apenas US$ 6,6 milhões em seu estreia na América do Norte, abrindo em 4º lugar e gerando grande crise contábil, como fonte de prejuízo financeiro milionário para o estúdio Universal. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: A Ascensão Skywalker Fim de semana: US$ 175,5M Total EUA e Canadá: US$ 175,5M Total Mundo: US$ 373,5M 2. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 26,1M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 311,9M 3. Frozen 2 Fim de semana: US$ 12,3M Total EUA e Canadá: US$ 386,5M Total Mundo: US$ 1,1B 4. Cats Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 10,9M 5. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 89,5M Total Mundo: US$ 185,5M   6. Escândalo Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 5,4M Total Mundo: US$ 5,4M 7. O Caso Richard Jewell Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 9,5M Total Mundo: US$ 9,5M 8. Queen & Slim Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 36,5M Total Mundo: US$ 36,5M 9. Natal Sangrento Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 7,2M Total Mundo: US$ 13,3M 10. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 192,9M

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    Downhill: Remake de Força Maior ganha trailer com Will Ferrell e Julia Louis-Dreyfus

    22 de dezembro de 2019 /

    A Fox Searchlight divulgou o primeiro trailer de “Downhill”, remake americano de “Força Maior”, produção sueca premiada no Festival de Cannes de 2014. A prévia mostra cenas praticamente iguais ao filme de Ruben Östlund, mas é ligeiramente diferente. A escalação de dois comediantes nos papéis principais entrega o que mudou. O tom de comédia é mais evidente. Não rasgada, mas com um humor negro bem demarcado. Estrelado por Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Julia Louis-Dreyfus (“Veep”), o filme tem como premissa uma situação dramática, ao ponderar as consequências de um impulso do personagem de Ferrell. Diante da ameaça de uma avalanche de gelo, ele abandona mulher e filhos, enquanto salva seu iPhone e sai correndo. O elenco também inclui Kristofer Hivju (“Game of Thrones”), que participou do filme original, além de Miranda Otto (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), Zach Woods (“Silicon Valley”) e Zoe Chao (“Living with Yourself”). O remake foi escrito e dirigido por Nat Faxon e Jim Rash (“O Verão da Minha Vida”) e a estreia está marcada para 14 de fevereiro nos Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Doutor Sono tenta equilibrar os irreconciliáveis Stephen King e Stanley Kubrick

    22 de dezembro de 2019 /

    Terá sido uma escolha feliz de Mike Flanagan aceitar a missão de fazer uma continuação de “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick? Como “Doutor Sono” (2019) é a adaptação de um novo livro de Stephen King, que dá seguimento à vida, agora adulta, do garoto iluminado Dan Torrence (Ewan McGregor), parece haver uma tentativa de agradar tanto ao romancista – que não gosta do filme de Kubrick – quanto aos fãs do filme. As duas visões, porém, são irreconciliáveis. Até então, Flanagan só havia trabalhado em produções mais modestas, mas de qualidade, que lhe renderam acólitos como um dos melhores cineastas novos do terror. Filmes como “Absentia” (2011), “O Espelho” (2013), “Hush – A Morte Ouve” (2016), “O Sono da Morte” (2016), “Ouija – Origem do Mal” (2016) e “Jogo Perigoso” (2017) têm uma elegância formal admirável, além de uma obsessão por lidar com questões familiares, que apresentam um autor respeitável. Um autor que fez a sua obra-prima em formato de minissérie, “A Maldição da Residência Hill” (2018), que conta histórias de pessoas de uma mesma família tendo que lidar com traumas do passado, numa trama narrada em três eixos temporais. Diante desse currículo admirável, “Doutor Sono” acaba decepcionando quem esperava que fosse o grande terror do ano, ainda que os problemas pareçam ter mais relação com a origem literária – uma história muito confusa – do que com a adaptação. Por isso, Flanagan talvez tivesse feito melhor se recusasse a oferta tentadora de dirigir uma produção com tanta visibilidade e com tantas cascas de banana. O lançamento fracassou nas bilheterias. Mas nem tudo é ruim em “Doutor Sono”. Na verdade, há grandes qualidades que merecem ser ressaltadas. Temos dois filmes em um: o que pretende ser a continuação direta de “O Iluminado” e o que parece algo totalmente novo, apresentando um grupo de vampiros de energia, liderados por uma elegante Rebecca Ferguson. Essas histórias se entrecruzam, já que esse grupo de vampiros tem um interesse especial nos iluminados. Uma das primeiras cenas do filme mostra Rose Cartola, a personagem de Ferguson, seduzindo uma garotinha para matá-la. Algumas cenas de assassinato desses iluminados, inclusive, são bem violentas e perturbadoras, já que esses vampiros vão se alimentando da dor e do medo. E isso é um ponto positivo do filme. Para muitos, porém, o momento mais interessante de “Doutor Sono” talvez seja o retorno de Dan ao famoso hotel em que se passa “O Iluminado”, com direito a reinterpretações de cenas do primeiro filme com atores diferentes – outra solução questionável e que torna este trabalho de Flanagan/King ainda mais bizarro. Devido a tantos problemas, as qualidades e a elegância na direção de Flanagan têm pouco espaço para se sobressaírem. Uma pena. Mas “Doutor Sono” vai ganhar uma segunda versão, com cerca de 30 minutos a mais, totalmente reeditada por Flanagan para o lançamento em Bluray. Quem sabe, assim, resulte num filme mais iluminado, capaz de resolver os conflitos de sua concepção.

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    E Então Nós Dançamos reflete o impasse cultural entre tradição e modernidade

    22 de dezembro de 2019 /

    A Geórgia (ex-União Soviética) tem entre suas principais tradições a dança. Uma dança tradicional, com marcações fortes, firmes e intensas, que remetem a uma ideia de masculinidade. Ou a um conceito algo rígido e preconceituoso do que seja a masculinidade. O fato é que gestos leves, trejeitos, sorrisos de alegria e encantamento, são solenemente repreendidos, nos ensaios com os bailarinos, como se vê em algumas sequências de “E Então Nós Dançamos”. O filme roteirizado e dirigido por Levan Akin, georgiano radicado na Suécia há muito tempo, é uma retomada por parte dele da arte das tradições de seu país de origem. E representou a Suécia na indicação ao Oscar de Filme Internacional. Se é preciso respeitar e valorizar tradições, em especial expressões artísticas consagradas, também é preciso avançar e superar preconceitos. Do embate entre essas questões se alimenta o filme de Levan Akin. Na história, é pela ótica de um bailarino jovem, Merab, vivido por Levan Gelbakhiani, que temos acesso ao cotidiano de alguém que aspira a esse caminho artístico, enquanto faz trabalhos pesados e mal remunerados para tentar sobreviver. Acompanhamos seu esforço diário, sua paixão pela dança, conhecemos a jovem bailarina Mary (Ana Javakishvili), que é sua parceira constante nessa atividade, percebemos o que ela sente por ele, sem ser correspondida para além da dança. E o vemos conhecendo e se envolvendo com o bailarino Irakli (Bachi Valishvili), com quem aprende técnicas, rivaliza e acaba por desenvolver um desejo homoerótico. Na família, com um irmão prestes a se casar, ou na dança que cultiva, Merab percebe que não há espaço para o reconhecimento do seu desejo e torna-se bastante complicado compatibilizar as coisas. Por aí vai o drama que o filme explora, enquanto nos brinda com um musical, em que a dança tradicional georgiana se destaca. O diretor tem claramente a intenção de valorizar essa tradição da dança e outras mais. Por exemplo, nos mostra os rituais do casamento no país. Mas coloca em questão, também, a necessidade de questionar e superar os ranços autoritários e os preconceitos que ajudam a sustentar essas tradições. Até onde vale a pena ir na preservação da cultura local e quando é preciso mudá-la ou mesmo implodi-la, se for o caso? Como os jovens podem se inserir nesse contexto cultural pós-União Soviética, com os elementos da globalização, da cultura pop e das mudanças comportamentais que os distinguem da velha geração? O diretor fala, numa entrevista, da situação frágil da Geórgia e dos antigos países soviéticos, com suas singularidades, em contato com os valores da situação atual. Como preservar a identidade cultural, como a língua, o alfabeto, a cultura do vinho e da gastronomia, ao mesmo tempo em que é imperioso se abrir para o mundo novo, em constante transformação? E dá um exemplo importante. Quando trabalhava na concepção do filme, buscou a ajuda do famoso Balé Nacional da Geórgia, inclusive querendo contar com a participação de alguns de seus bailarinos. O que lhe foi negado peremptoriamente, alegando que não existia homossexualidade na dança, na Geórgia. E teve de conviver com uma grande sabotagem contra o trabalho que estava realizando. Não só isso. A première na Geórgia foi marcada por protestos e um grupo radical chegou a invadir um cinema para bater no público que havia comprado ingressos. Uma mulher foi parar no hospital e dois policiais que tentaram conter as hostilidades acabaram feridos. Uma atitude como essa é a demonstração mais cabal de que não se pode, simplesmente, ficar cultivando uma tradição cultural sem nunca colocá-la em questão ou em dúvida. Se é preciso negar a realidade para mantê-la como está, chegou a hora de revisá-la, reformá-la ou revolucioná-la. Assim como não faz sentido destruir tradições culturais importantes, também não faz sentido mantê-las a qualquer preço, gerando sofrimento inútil e desnecessário às pessoas.

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