Supergirl: Série comete gafe e identifica Rio de Janeiro como São Paulo
A série “Supergirl” cometeu uma grande gafe no episódio exibido no domingo (3/5) nos EUA. Em “Deus Lex Machina”, 17º episódio da 5ª temporada, o vilão Lex Luthor (Jon Cryer) realiza uma entrevista coletiva no Brasil. Mas enquanto o letreiro identifica a cidade em que ele se encontra como São Paulo, ao fundo se pode ver claramente os Arcos da Lapa, do Rio de Janeiro. A imagem chamou atenção dos brasileiros, que se surpreenderam com o erro da produção. Confira o registro abaixo. “Supergirl” foi uma das séries afetadas pela suspensão das gravações devido à pandemia de coronavírus. Por conta disso, a 5ª temporada, que teria originalmente 22 episódios, será encerrada mais cedo. A atração, que já se encontra renovada para a 6ª temporada, é exibida no Brasil pelo canal pago Warner. CW sendo CW, né? 💀💀 pic.twitter.com/wUUuZQtCd0 — HQzona (@HQzonna) May 4, 2020
Os Novos Mutantes tem estreia digital anunciada pela Amazon
Depois de tantos adiamentos, o longa dos Novos Mutantes deve ser lançado direto em streaming. O filme do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) apareceu nesta segunda (4/5) em pré-venda digital na Amazon nos Estados Unidos, com o preço de US$ 25 para compra – e não para aluguel – , mas a loja digital não informa quando ele será disponibilizado. Veja abaixo. A Amazon fechou um acordo internacional com a Disney, que lhe deu prioridade de lançamento de filmes do estúdio nos países que ainda não tem acesso à plataforma Disney+ (Disney Plus) – caso do Brasil. Mas o anúncio de VOD sugere que “Os Novos Mutantes” terá distribuição fora do streaming do estúdio até na América do Norte. A Disney ainda não se pronunciou oficialmente sobre o destino da produção, que deveria chegar aos cinemas no dia 2 de abril. A estreia foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, mas nenhuma outra data foi anunciada para seu lançamento. O estúdio já divulgou um novo cronograma para os filmes adiados pela crise sanitária sem citar “Os Novos Mutantes”. Por outro lado, adiantou que “Artemis Fowl” sairia diretamente em streaming, pela plataforma Disney+ (Disney Plus). O silêncio embute uma culpa da própria Disney no destino do longa. Concebido para inaugurar uma nova franquia derivada dos X-Men, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. O trabalho de pós-produção foi interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. Boone só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Segundo a sinopse do longa, cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes.
Netflix encomenda roteiro de Resgate 2
A Netflix vai mesmo produzir uma continuação de “Resgate”, como Chris Hemsworth havia insinuado num post do Instagram neste fim de semana. A plataforma encomendou um novo roteiro ao autor da trama do primeiro filme, o cineasta Joe Russo (que codirigiu “Vingadores: Ultimato” com seu irmão Anthony Russo). “Fechei negócio para escrever ‘Resgate 2’ e estamos pensando em qual seria a história”, disse Joe Russo nesta segunda (4/5) ao site Deadline. Ele também produz o longa ao lado do irmão. O contrato não prevê exatamente uma continuação. O filme pode ser um prólogo. “Ainda não sabemos se a história irá para frente ou para trás no tempo. Deixamos um final bem aberto que cria muitas dúvidas para os espectadores”. Apesar do contrato para a criação da história, os retornos de Chris Hemsworth e do diretor Sam Hargrave não estão fechados. No fim de semana, Hemsworth disse que existiam conversas sobre sua participação em mais um filme. “Houve muitas conversas e questionamentos sobre sequências, prólogos e todo tipo de coisa, e tudo o que posso dizer é ‘quem sabe?'”, apontou o ator. Ele ainda considerou que o sucesso da produção facilitava qualquer decisão. “Com essa quantidade de apoio, ficaria muito feliz em voltar”. Russo pretende contar com o ator, mas ele só deve ser procurado depois que o roteiro ficar pronto. Fenômeno do streaming, “Resgate” deve se tornar o filme mais assistido da Netflix. Após uma semana no catálogo da plataforma, a produção já teria sido vista por 90 milhões de assinantes, um recorde de consumo mensal. Mas, como a Netflix não é auditada, a informação baseia-se apenas em posts da empresa.
Roteirista de Assassin’s Creed será showrunner da nova série de Battlestar Galactica
O roteirista Michael Lesslie foi confirmado à frente da nova versão televisiva de “Battlestar Galactica”. Responsável pelas adaptações de “Macbeth” (2015), “Assassin’s Creed” (2016) e da minissérie “The Little Drummer Girl”, ele será o showrunner da atração, desenvolvida para o serviço de streaming Peacock, da Universal. A nova versão de “Battlestar Galactica” será produzida por Sam Esmail, o criador de “Mr. Robot”, que prometeu não realizar um remake, mas “uma nova história” dentro da mitologia da saga espacial. A adaptação terá como base o cultuado reboot de 2003, criado por Ronald D. Moore (hoje à frente de “Outlander”), e não a série original de Glen A. Larson, exibida em 1978. A trama acompanha o último grupo de sobreviventes de uma guerra interplanetária contra uma raça impiedosa, conhecida como Cylons – alienígenas nos anos 1970, robôs criados pela própria humanidade nos anos 2000. Perseguida pelos inimigos, uma pequena frota de naves, liderada pela última espaçonave de combate remanescente, embarca numa jornada para uma galáxia distante, com o objetivo de encontrar refúgio numa antiga colônia perdida, um planeta chamado Terra, onde os sobreviventes pretendem reiniciar sua civilização.
Stephenie Meyer anuncia mais um livro da saga Crepúsculo
A saga “Crepúsculo” (Twilight) vai ganhar um novo volume, em comemoração aos 15 anos de sua primeira publicação. Stephenie Meyer, a autora dos livros adaptados para o cinema no começo do século, confirmou em seu site oficial o lançamento de “Midnight Sun” (O Sol da Meia-Noite), que foi marcado para 4 de agosto nos EUA — ainda não há confirmação sobre edição no Brasil. “Midnight Sun” foi, durante 12 anos, uma espécie de lenda urbana dos fãs da franquia. O livro seria originalmente publicado em 2008, mas Meyer suspendeu o projeto quando vários capítulos vazaram na internet. Ela teria desistido do lançamento, que ficou “engavetado” e chegou a ser chamado de “livro amaldiçoado” pela escritora. A história é conhecida, mas não apenas devido ao vazamento. Trata-se da mesma trama de “Crepúsculo”, o livro que embalou adolescentes que hoje são trintões. Trata-se da love story sobrenatural de Edward e Bella, personagens vividos no cinema por Robert Pattinson e Kristen Stewart. A única diferença é que, enquanto o livro original era narrado pelo ponto de vista de Bella Swan, a nova obra reconta o relacionamento pela perspectiva de Edward Cullen. Em comunicado anunciando o lançamento, Meyer explicou por que mudou de ideia sobre a obra. “Eu sei que o mundo está uma loucura agora [por causa da pandemia do coronavírus], mas vocês estão esperando por esse livro por tanto tempo que eu não quis deixá-los esperando ainda mais”, ela afirmou. Meyer não repetiu o sucesso da saga “Crepúsculo” em outras publicações. Não por acaso, esta não é a primeira vez que ela volta ao básico de sua história. Em 2015, ela lançou “Vida e Morte: Crepúsculo Reimaginado”, que narrava a mesma trama com papéis invertidos (um rapaz humano se apaixonando por uma vampira).
Ralph Fiennes viverá a diretora Trunchbull na nova versão de Matilda
O ator britânico Ralph Fiennes vai viver a vilã da nova versão de “Matilda”. Ele dará vida à diretora Trunchbull, que inferniza a vida da pequena protagonista da história infantil, na adaptação desenvolvida pela Netflix. A plataforma anunciou em 2018 que iria transformar os clássicos infantis de Roald Dahl, “Matilda” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, em séries animadas. A adaptação de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” está a cargo de Taika Waititi. “Matilda” já foi transformado em filme por Danny DeVito em 1996 – um clássico da “Sessão da Tarde” – , em que a atriz Pam Ferris viveu Trunchbull — ela também foi a Tia Guida, que Harry Potter transforma em balão em “O Prisioneiro de Azkaban”. Mas a nova versão é, segundo informações da imprensa americana, inspirada no musical teatral de “Matilda”, que normalmente escala um ator para viver Trunchbull. Na história original, a personagem-título é uma jovem prodígio que começa a frequentar a escola, onde seu estilo excêntrico é antagonizado pela cruel Trunchbull. Quando Matilda descobre que tem superpoderes, resolve lutar contra o reinado de terror da diretora. A data de estreia da nova versão ainda não foi definida.
Os Simpsons: Atrizes de Riverdale vão virar “amigas” de Lisa
Três estrelas da série “Riverdale”, Lili Reinhart (Betty), Camila Mendes (Veronica) e Madelaine Petsch (Cheryl) vão fazer aparição especial no próximo episódio de “Os Simpsons”. “É realmente uma bênção incrível e surreal poder participar de um dos programas de televisão mais emblemáticos já feitos. Se você está interessado em me ouvir interpretar uma irritante criança de oito anos, assista a ‘Os Simpsons’ em 10 de maio, às 20h, na FOX”, escreveu Lili Reinhart em seu Instagram, ao lado de uma imagem do episódio. Intitulado “The Hateful Eight-Year Olds” (“Os Odiados de Oito Anos”, em tradução literal, numa referência ao filme “Os Oito Odiados”), o episódio contará também com Joey King (indicada ao Emmy pela minissérie “The Act”). Ela vai dublar Addy, uma nova amiga de Lisa Simpson, que faz parte de “um círculo de garotas esnobes e ricas”. “Os Simpsons” também é exibida no Brasil pelo canal pago Fox. Ver essa foto no Instagram It is truly an incredible, surreal blessing that I was able partake in one of the most iconic television shows ever made. If you’re interested in hearing me voice a bitchy eight year old, watch @thesimpsons May 10th at 8pm on FOX. Uma publicação compartilhada por Lili Reinhart (@lilireinhart) em 4 de Mai, 2020 às 12:02 PDT
John Ericson (1926 – 2020)
O ator John Ericson, que estrelou várias produções famosas dos anos 1950, morreu no domingo (3/5) em Santa Fé, no Novo México (EUA), onde vivia desde a década de 1990. Ele tinha 93 anos. Nascido Joseph Meibes em 25 de setembro de 1926, em Düsseldorf, na Alemanha, Ericson estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas de Nova York na mesma classe de Grace Kelly, Jack Palance e Don Rickles. Ele se destacou no teatro antes de chamar atenção de Hollywood. Ericson estreou no cinema em “Teresa” (1951), dirigida por Fred Zinnemann, já no principal papel masculino da produção, formando par com Pier Angeli (a Teresa do título). Em seguida, atuou em “Rapsódia” (1954) com Elizabeth Taylor, cantou no musical “O Príncipe Estudante” (1954) e foi irmão de Anne Frances no clássico criminal “Conspiração do Silêncio” (1955), de John Sturges. Sua filmografia eclética inclui ainda quatro westerns consecutivos: “Assassino a Sangue Frio” (1955), “Emboscada Selvagem” (1957), “Na Fúria de uma Sentença” (1958) e “Dragões da Violência” (1957), este último de Samuel Fuller. Em 1960, ele protagonizou a cinebiografia de gângster “Pretty Boy Floyd”, seu último grande papel antes de entrar no estágio de decadência descrito pelo filme “Era uma Vez em Hollywood”. Após estrelar as aventuras italianas “Sob Dez Bandeiras” (1960), “Semiramis” (1963) e “Operação Atlantis” (1965), Ericson percebeu-se restrito à participações em séries. Sua principal realização no período foi uma retomada da parceria com Anne Francis na série de detetives “Honey West”, que durou apenas uma temporada, mas foi muito reprisada após o cancelamento em 1966. Ele nunca mais teve outro papel fixo na TV, mas apareceu em episódios de várias séries clássicas, de “O Fugitivo” a “CHiPs”, além de ter se especializado em filmes B de terror e ação, nenhum deles memorável. Seu último trabalho foi num capítulo da série “Crash”, estrelada por Dennis Hopper, em 2008.
Nicolas Cage será Joe Exotic em adaptação da história da Máfia dos Tigres
O ator Nicolas Cage vai estrelar uma minissérie de ficção baseada no fenômeno documental “Máfia dos Tigres”, da Netflix. Ele vai dar vida ao polêmico Joe Exotic, que protagonizou a atração do streaming. Ex-proprietário de um zoológico particular conhecido por seus felinos selvagens, Exotic criou uma rivalidade com a ativista Carole Baskin, que acabou virando caso de polícia. A minissérie não será baseada na série documental da Netflix, vista por 34,3 milhões de assinantes americanos em seus dez primeiros dias, segundo informações não auditadas da própria plataforma, mas em reportagens da revista Texas Monthly sobre a vida de Exotic. A nova atração foi criada pelo roteirista Dan Lagana (“American Vandal”) e será produzida pela CBS Television Studios. O papel do “Tiger King” será o primeiro trabalho do ator numa série. Já o verdadeiro Joe Exotic imaginava-se interpretado por Brad Pitt numa adaptação de sua vida. Ainda não há canal definido nem previsão para a estreia da minissérie.
Taika Waititi vai escrever e dirigir o próximo filme de Star Wars
O diretor Taika Waititi vai comandar o próximo filme da saga “Star Wars”. A conta oficial da franquia anunciou a contratação do cineasta neozelandês, que venceu o Oscar 2020 de Melhor Roteiro Adaptado por “Jojo Rabbit” e ainda assinou o blockbuster “Thor: Ragnarok”. A roteirista Krysty Wilson-Cairns, que também concorreu ao Oscar neste ano por “1917”, vai trabalhar com Waititi no script. O anúncio foi feito nesta segunda (4/5), em que se comemora o Dia de Star Wars, graças a um trocadilho – “May the Fourth” (4 de maio, em inglês) soa como uma frase marcante da franquia, “que a Força esteja com você” (“may the Force… be with you”). O novo filme não será a primeira experiência de Waititi em “Star Wars”. No ano passado, o diretor assinou “Redemption”, episódio final da 1ª temporada de “The Mandalorian”, série da Disney+ (Disney Plus) ambientada no universo da saga, além de ter dublado o robô IG-11 em três capítulos. Com a desistência da dupla David Benioff e D.B. Weiss (criadores de “Game of Thrones”), encarregados de desenvolver uma nova trilogia, a Lucasfilm tinha ficado sem projetos cinematográficos imediatos para a franquia. A saga principal foi encerrada em “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, no ano passado, e o chefão da Disney, Bob Iger, chegou a dizer em fevereiro que “o futuro de ‘Star Wars’ seria na TV”, exaltando o sucesso de “The Mandalorian”. O filme de Taika Waititi não tem previsão para começar sua produção, mas deve demorar, pois o diretor tem vários outros projetos encaminhados, muitos fechados enquanto as negociações para fazer “Star Wars” – reveladas em janeiro – começaram a se arrastar. Atualmente, ele trabalha na pós-produção de “Next Goal Wins” e planeja filmar “Thor: Love and Thunder” a seguir, assim que a pandemia de coronavírus permitir. Além disso, está produzindo as séries “What We Do in the Shadows” (baseada no filme “O que Fazemos nas Sombras”), que está em sua 2ª temporada, e o piloto de “Reservation Dogs”, ambas no canal pago FX, além de ter se comprometido com um reboot de “Flash Gordon”. Tem mais séries: duas animações baseadas em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” na Netflix, “Time Bandits” (baseada no filme “Bandidos do Tempo”) na Apple TV+ e “The Auteur”, atração do Showtime estrelada por Jude Law. Sem esquecer da protelada adaptação cinematográfica de “Akira”, na Warner… Por conta disso, a estreia do próximo “Star Wars” foi marcada apenas para dezembro de 2024. Incoming news from a galaxy far, far away…. Academy Award winner @TaikaWaititi to direct and co-write a new Star Wars feature film for theatrical release; Academy Award nominee Krysty Wilson-Cairns (@WeWriteAtDawn) to co-write screenplay with Waititi: https://t.co/o3Exz8ndy9 pic.twitter.com/Yrt0LQbi7B — Star Wars (@starwars) May 4, 2020
Flávio Migliaccio (1934 – 2020)
O ator Flávio Migliaccio, visto recentemente na novela “Órfãos da Terra”, foi encontrado morto na manhã desta segunda (4/5) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Junto com o corpo, o caseiro do sítio encontrou uma carta escrita pelo ator. A notícia foi confirmada pelo 35º BPM de Rio Bonito, delegacia que ainda investiga a causa da morte. Flávio nasceu no Brás, em São Paulo, em 15 de outubro de 1934, e teve uma longa carreira. Sua estreia como ator aconteceu no teatro, ainda nos anos 1950, ao lado da irmã, Dirce Migliaccio (1933-2009). Os dois participaram de diversas montagens do Teatro de Arena. Décadas depois, Dirce acabou virando a Emília, do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e também uma das irmãs Cajazeira, de “O Bem Amado”. Do teatro, Flávio foi para as telas. E embora sua carreira televisiva tenha sido notável, seus filmes foram ainda mais impressionantes. A lista incluiu clássicos absolutos como “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, precursor do Cinema Novo, a antologia “Cinco vezes Favela” (1962), no segmento de Marcos Farias, “Fábula” (1965), de Arne Sucksdorff, “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), trabalhando novamente com Santos, “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos de Oliveira, “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, “O Homem Nu” (1968), outra parceria com Roberto Santos, “Pra Frente, Brasil” (1982), de Roberto Farias, só para citar alguns, inscrevendo seu nome na história do Cinema Novo e da comédia contemporânea brasileira. Ele também foi cineasta. Escreveu e dirigiu nada menos que sete comédias, de “Os Mendigos” (1963) até uma produção dos Trapalhões, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (1989). Paralelamente, deu início à carreira televisiva na antiga rede Tupi, encontrando grande sucesso em 1972 com o papel de Xerife, na novela “O Primeiro Amor”. O personagem se tornou tão popular que ganhou derivado, “Shazan, Xerife e Cia”, série infantil que Flávio estrelou com Paulo José (o Shazan). A atração marcou época. O ator se tornou muito popular com as crianças dos anos 1970, tanto pelo Xerife quanto pelo Tio Maneco, papel que ele criou e desempenhou no cinema e na TV. O primeiro filme, “Aventuras com Tio Maneco” (1971), virou fenômeno internacional, vendido para mais de 30 países. Sua criação ainda apareceu em “O Caçador de Fantasma” (1975) e “Maneco, o Super Tio” (1978), antes de ganhar série, “As Aventuras do Tio Maneco”, exibida pela TVE entre 1981 e 1985. A estreia na rede Globo aconteceu com a novela de comédia “Corrida do Ouro”, em 1974. E vieram dezenas mais, como “O Casarão” (1976), “O Astro” (1977), “Pai Herói” (1979), “Chega Mais” (1980), “O Salvador da Pátria” (1989), “Rainha da sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1994), “Torre de Babel” (1998), “Vila Madalena” (1999), “Senhora do Destino” (2004), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2007), “Passione” (2010), “Êta! Mundo Bom” (2017) e a recente “Órfãos da Terra”, exibida no ano passado, em que viveu o imigrante Mamede. Ele também fez muitas séries, com destaque para “Tapas & Beijos” (2011–2015), ao lado de Andréa Beltrão e Fernanda Torres. E se manteve ligado ao universo infantil por toda a carreira, aparecendo nos filmes “Menino Maluquinho 2: A Aventura” (1998), de Fernando Meirelles, e “Os Porralokinhas” (2007), de Lui Farias. A lista enorme de interpretações de Flávio Migliaccio ainda inclui dois dos melhores filmes sobre futebol já feitos no Brasil, “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol…” (1998) e a continuação “Boleiros 2: Vencedores e Vencidos” (2006), ambos com direção de Ugo Giorgetti. Em 2014, ele foi homenageado no Festival de Gramado com um Troféu Oscarito honorário pelas realizações de sua carreira. Seus últimos trabalhos foram a minissérie “Hebe”, da Globoplay, e o filme “Jovens Polacas”, de Alex Levy-Heller, lançado em fevereiro passado.
Shows clássicos: Veja 25 apresentações raras dos Beatles, Stones, Doors, Led Zeppelin, etc
Pipoca Moderna apresenta uma coleção de especiais de TV e shows de música pop dos anos 1960, especialmente selecionados nos arquivos profundos do YouTube, com o objetivo de oferecer mais opções de passatempo nesses dias de isolamento social. É a primeira parte de um festival virtual de atrações musicais, com início pela era dos compactos de vinil. A curadoria passa pela Beatlemania, o movimento mod, a invasão britânica, o folk engajado, a surf music, a música soul, a psicodelia, o blues pesado e a origem do heavy metal. Alguns vídeos são especiais ou documentários completos. Outros, trechos de programas televisivos. Há desde um mini-concerto dos Beatles feito para promover o disco “Help!” até uma performance da banda The Who tocando o LP duplo “Tommy” completo, em registros raros da TV britânica e alemã, respectivamente. Entre os vídeos de importância histórica, incluem-se o primeiro show televisado do Led Zeppelin, num especial dinamarquês de 1969, e o show de despedida do Cream, que também foi a única apresentação do grupo exibida na TV, numa produção da BBC de 1968. A maioria dos vídeos selecionados destaca uma banda ou artista solo, mas há uma exceção: um episódio temático do programa “Ready Steady Go” de 1965, dedicado à gravadora Motown, com apresentação da cantora Dusty Springfield e participação de várias lendas do soul, das Supremes à Stevie Wonder. Confira abaixo. #FiqueEmCasa #StayHome The Beach Boys | 1964 The Beatles | 1965 Herman’s Hermits | 1966 The Byrds | 1965 Bob Dylan | 1964 Donovan | 1967 Simon & Garfunkel | 1966 Melanie | 1969 Marianne Faithfull | 1966 The Rolling Stones | 1964 The Spencer Davis Group | 1967 The Animals | 1966 Otis Redding | 1966 Sam & Dave | 1967 Aretha Franklin | 1968 Nina Simone | 1968 Nancy Sinatra | 1967 Motown: Vários | 1965 Janis Joplin | 1969 The Doors | 1968 The Small Faces | 1967 Cream | 1968 Jimi Hendrix | 1967 Led Zeppelin | 1969 The Who | 1969
Unidade Básica: 2ª temporada estreia após hiato de quatro anos
A série médica brasileira “Unidade Básica” voltou ao ar, após quatro anos, em plena pandemia do novo coronavírus. Com estreia neste domingo, às 23h, pelo canal pago Universal, a 2ª temporada terá episódio duplos semanais, retomando a abordagem do sistema de saúde no Brasil por meio da ficção. “Unidade Básica” é similar, porém anterior à “Sob Pressão”. É fácil esquecer qual veio primeiro, devido ao espaçamento muito grande entre os episódios iniciais e os novos da produção da Gullane para a Universal. Como a gravação foi feita no ano passado, os novos capítulos não abordam a pandemia, mas outros temas potencialmente polêmicos, como feminicídio e aborto, além dos diagnósticos imediatistas e o corporativismo. A série acompanha a rotina de médicos, enfermeiros e outros profissionais de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) na periferia de São Paulo, concentrando-se em dois pontos de vistas conflitantes. De um lado está o dr. Paulo (Caco Ciocler, de “Um Namorado para Minha Mulher”), médico de família que trabalha há mais de dez anos na mesma UBS. Ele se envolve com as histórias de vida de cada paciente, dá importância a questões emocionais e busca soluções não convencionais para os casos. Do outro, está a jovem médica Laura (Ana Petta, de “Trabalhar Cansa”). Recém-formada, seu projeto é ficar pouco tempo na UBS, onde pretende ganhar experiência e logo se tornar uma bem-sucedida especialista. Anna e a irmã, Helena Petta, infectologista que faz doutorado na USP, com período em Harvard, foram as idealizadoras da série, produzida pela Gullane, empresa com currículo cinematográfico premiado, de “Bicho de Sete Cabeças” (2001) a “Que Horas Ela Volta?” (2015). O roteirista-produtor Newton Cannito (“Reza a Lenda” e “Bróder”) completa a equipe criativa. Embora seja uma obra de ficção, todos os casos da série são baseados em fatos reais. Seguindo um antigo padrão das redes de TV americanas, a produção mostra, em cada episódio, um desafio médico diferente. Entre os casos da 1ª temporada, destacaram-se uma paciente diabética que não aderiu ao tratamento e um doente terminal de câncer que tem indicação de cuidados paliativos. Veja abaixo o trailer da 2ª temporada.












