Los Angeles libera filmagens, mas mantém cinemas fechados
Autoridades de Los Angeles afirmaram nesta quarta-feira (10/6) que a produção de séries e filmes poderá ser retomada na sexta-feira na cidade, mas as salas de cinema no maior mercado dos Estados Unidos terão que permanecer fechadas por mais tempo, devido à pandemia do coronavírus. O governo da Califórnia afirmou no início desta semana que havia possibilidade de os cinemas reabrirem na sexta-feira, aguardando aprovação das autoridades locais. A ideia era manter a presença limitada a 25% da capacidade e outros protocolos de higiene e distanciamento social. Mas a prefeitura da principal cidade do estado decidiu não permitir a reabertura. Os cinemas fecharam as portas em todo o mundo em meados de março para ajudar a conter a disseminação do coronavírus, e a produção de filmes e televisão também parou. As filmagens vão poder ser retomadas em grande parte na região de Los Angeles, sob diretrizes elaboradas por uma força-tarefa de todo o setor, e incluirão testes de covid-19, verificações diárias de sintomas e outras salvaguardas para permitir que atores e outros profissionais voltem com segurança ao trabalho.
Crossing Swords: Nova animação adulta da turma de Frango Robô ganha trailers
A plataforma Hulu divulgou o pôster e dois trailers de “Crossing Swords”, nova série de animação adulta da equipe de “Frango Robô” (Robot Chicken), que estreia nesta sexta (12/6) nos EUA. A série acompanha Patrick, um escudeiro da idade média que tenta ser valoroso num reino governado por um rei tirano. Pior ainda, a coragem de Patrick fez dele a ovelha negra da família, e seus irmãos criminosos farão tudo para tornar sua vida um inferno. Nicholas Hoult (o Fera de “X-Men: Fênix Negra”) é o responsável pela voz original do protagonista e o elenco de dubladores ainda inclui Adam Ray (“American Vandal”), Tara Strong (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”), Tony Hale (“Veep”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”), Alanna Ubach (“Euphoria”), Adam Pally (“Sonic: O Filme”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Maya Erskine (“PEN15”), Wendi McClendon-Covey (“The Goldbergs”), Breckin Meyer (“Franklin & Bash”), Jameela Jamil (“The Good Place”) e o criador de “Frango Robô”, Seth Green. Com piadas que incluem violência, palavrões e crítica social, a animação em stop-motion é criada e escrita por John Harvatine IV e Tom Root, produtores-roteiristas de “Frango Robô”. Todos os 10 episódios da 1ª temporada serão disponibilizados na sexta (12/6) nos EUA.
7500: Joseph Gordon-Levitt enfrenta terroristas em trailer tenso
A Amazon divulgou o pôster e o trailer de “7500”, em que Joseph Gordon-Levitt (“Snowden”) interpreta o co-piloto de um avião sequestrado por terroristas. O título 7500 refere-se ao código para sequestro aéreo, mensagem que o co-piloto de um voo de rotina de Berlim para Paris transmite após se trancar na cabine, ao ver terroristas tentando tomar o controle do avião. Como os sequestradores não conseguem acesso à cabine, passam a ameaçar de morte todos os passageiros para forçar o co-piloto a abrir a porta. A prévia explora a tensão psicológica que resulta desse impasse. O filme é uma produção alemã, escrita e dirigida pelo estreante Patrick Vollrath, e teve première no Festival de Locarno, na Suíça, em agosto do ano passado. A estreia em streaming está marcada para 19 de junho.
Retirado da HBO Max, …E o Vento Levou vira campeão de vendas da Amazon
O anúncio de que “…E o Vento Levou” foi retirado da plataforma HBO Max devido a seu conteúdo racista fez com que o filme se tornasse um campeão de vendas da Amazon. Em poucas horas, o clássico de 1939 alcançou o topo da lista de mais vendidos na seção de filmes e TV da Amazon, ocupando o 1° lugar e mais duas posições no topo do ranking com suas versões em DVD, Blu-ray e a edição especial de aniversário de 70 anos. O filme rapidamente se esgotou em todos os formatos, a ponto de uma cópia em Blu-ray começar a ser oferecida por US$ 334. Por um lado, o frenesi não é surpreendente, dada a popularidade e o status duradouro do longa como a maior bilheteria de todos os tempos (quando os números de bilheteria são ajustados pela inflação). Mas, por outro lado, o interesse não leva em conta o fato de a HBO Max ter informado que recolocará o filme de volta em seu serviço sem realizar nenhum corte, incluindo apenas “uma discussão sobre seu contexto histórico”. O longa foi retirado do serviço de streaming da WarnerMedia após manifestações contra o racismo, insufladas pelo assassinato de George Floyd, questionarem o legado histórico da opressão. E isso acabou incluindo “…E o Vento Levou”. O premiado roteirista John Ridley, vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), lançou luz sobre o velho filme da Warner num artigo no jornal Los Angeles Times, publicado na terça-feira (9/6). Segundo ele, “…E o Vento Levou” deveria ser retirado do streaming porque “não só fica aquém da representação da escravidão como ignora seus horrores e perpetua alguns dos estereótipos mais dolorosos sobre as pessoas de cor”. Ele acrescentou: “É um filme que, como parte da narrativa da ‘Causa Perdida’ [a defesa da escravidão], romantiza a Confederação de uma maneira que continua a legitimar a noção de que o movimento secessionista era algo mais nobre do que realmente foi – uma insurreição sangrenta para manter o ‘direito’ de possuir, vender e comprar seres humanos”. A WarnerMedia, dona da HBO Max, concordou. “‘E o Vento Levou’ é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afirmou um porta-voz da HBO Max em comunicado à imprensa. “Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, completou. Porém, o filme voltará a ser disponibilizado novamente em uma data futura, junto com uma discussão de seu contexto histórico, informou a empresa. “Sentimos que manter esse título sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável. Essas representações certamente são contrárias aos valores da WarnerMedia; portanto, quando retornarmos o filme à HBO Max, ele retornará com uma discussão de seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações. Nenhum corte será feito no longa-metragem, “porque fazer isto seria como dizer que estes preconceitos nunca existiram”, acrescenta o comunicado. “Se vamos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, nós devemos primeiro reconhecer e entender nossa história”, afirmou a HBO Max.
Dakota Johnson vai estrelar nova série da criadora de I Am Not Okay With This
A atriz Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) vai estrelar e produzir uma nova série da Amazon. Intitulada “Rodeo Queens”, a atração será uma comédia em estilo de falso documentário, que vai acompanhar um grupo de candidatas ao troféu de Rainha do Rodeio, mostrando os bastidores da competição. A série foi desenvolvida por Christy Hall, cocriadora de “I Am Not Okay With This” na Netflix, e também contará com a cocriadora de “Portlandia”, Carrie Brownstein, como diretora de seus episódios. Johnson também se prepara para atuar a seguir em “The Lost Daughter”, adaptação de romance de Elena Ferrante, que marcará a estreia da atriz Maggie Gyllenhaal como diretora, e “Don’t Worry, Darling”, um thriller psicológico dirigido pela também atriz Olivia Wilde.
Reprisal: Série com Rodrigo Santoro não terá 2ª temporada
A plataforma de streaming Hulu cancelou sua nova série “Reprisal”, estrelada por Abigail Spencer (de “Timeless”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Westworld”), que não terá 2ª temporada. “Reprisal” era centrada na personagem de Spencer, uma femme fatale que, após ser atacada e deixada para morrer, busca vingança contra a gangue responsável pela violência. Santoro interpretava Joel Kelly, um membro antigo da gangue, que é praticamente o líder de fato do grupo, mas também passou por uma mudança recente em suas prioridades e passou a lutar para manter a paz. Além da dupla principal, o elenco também incluía Mena Massoud (o Aladdin da nova versão live-action), Madison Davenport (“Objetos Cortantes”), Rhys Wakefield (“Uma Noite de Crime”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), W. Earl Brown (“Deadwood”) e Ron Pearlman (“Sons of Anarchy”). A série foi criada por Josh Corbin (roteirista de “StartUp”) e tinha produção do A+E Studios e da Littlefield Company. Todos os episódios da 1ª temporada foram disponibilizados em 6 de dezembro nos Estados Unidos.
Harlots: Série sobre bordel do século 18 é cancelada
A plataforma Hulu cancelou a série “Harlots”, sobre prostitutas de um bordel inglês de luxo do século 18, que não terá 4ª temporada. O anúncio foi feito quase um ano após a estreia da 3ª temporada, lançada em julho de 2019. Criada pela roteirista Moira Buffini (“Bizantium”) e a produtora Alison Newman (“The Tree Widow”), a atração se passava na Londres do século 18 e acompanhava Margaret Wells (Samantha Morton, a Alfa de “The Walking Dead”) em sua luta para conciliar seus papéis de mãe e dona de um bordel, onde também trabalhavam suas filhas. O elenco de “Harlots” ainda destacava Jessica Brown Findlay (Lady Sybil na série “Downton Abbey”), Lesley Manville (indicada ao Oscar 2018 por “Trama Fantasma”) e Liv Tyler (“The Leftovers”), que entrou na trama na 2ª temporada. No Brasil, a série era exibida pelo Fox Premium.
J.K. Rowling revela-se vítima de agressão sexual e ataca “ativismo trans” em texto polêmico
Em resposta à crescente polêmica causada por seus comentários transfóbicos nas redes sociais, a escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter” e responsável pela franquia “Animais Fantásticos” nos cinemas, escreveu um ensaio de 3,6 mil palavras em seu site nesta quarta (10/6), em que revela ser uma sobrevivente de agressão sexual e usa esse fato como justifica para seus pontos de vista. O longo texto não é um pedido de desculpas, mas um ataque explícito ao que chama de “ativismo trans”, numa tentativa de justificar os preconceitos que ultrajaram seus leitores e até intérpretes de seus personagens mais famosos, como Daniel Radcliffe, o Harry Potter, e Eddie Redmayne, o Newt Scamander de “Animais Fantásticos”. Ambos condenaram publicamente os comentários de Rowling contra pessoas transexuais, que ela repete em sua “defesa”. “Esqueci a primeira regra do Twitter – nunca espere uma conversa útil – e reagi ao que percebi como sendo o uso de uma linguagem degradante sobre as mulheres. Eu falei sobre a importância do sexo e paguei o preço desde então”, começa o texto, referindo-se ao tuíte que iniciou a controvérsia. No sábado (6/6), Rowling reagiu a um artigo no site de desenvolvimento global Devex, intitulado “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”, com o seguinte tuíte: “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”. Após reclamações de trans que menstruam, ela reagiu: “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, uma realidade vivida por mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas excluir o conceito de sexo remove a capacidade de discutir suas vidas de maneira significativa. Não é ódio falar a verdade… A ideia de que mulheres como eu – que são empáticas com pessoas trans há décadas, encontrando parentesco porque elas são vulneráveis da mesma maneira que mulheres, ou seja, sofrem violência masculina – ‘odeiam’ trans só porque acham que sexo é real e tem consequências… é um absurdo.” O comentário não caiu bem, especialmente porque, no ano passado, Rowling já tinha se envolvido numa discussão similar ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. E esse ponto é retomado com vigor em seu novo texto, que, pelo visto, foi publicado sem passar por seus assessores e pode ter grandes consequências, num momento em que o mundo inteiro discute direitos sociais e preconceito. “Esta não é uma peça fácil de escrever, por razões que em breve ficarão claras, mas sei que é hora de me explicar sobre um problema cercado de toxicidade. Escrevo isso sem nenhum desejo de aumentar essa toxicidade”, escreve Rowling, revelando que seu interesse em questões transexuais é, por um lado, profissional, porque está “escrevendo uma série de crimes, ambientada nos dias atuais, e minha detetive fictícia tem uma idade em que ela se interessa e é afetada por essas questões, mas por outro, é intensamente pessoal.” Ela se refere aos romances policiais de Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo de Robert Galbraith. No texto, a escritora descreve “cinco razões para se preocupar com o novo ativismo trans”, justificando a sua “necessidade de falar”, sendo a principal sua revelação de que é uma vítima de agressão sexual e abuso doméstico. “Estou mencionando essas coisas agora, não em uma tentativa de obter simpatia, mas por solidariedade com o grande número de mulheres que têm histórias como a minha, que foram criticadas por serem fanáticas por se preocupar com espaços de sexo único”, defendeu. “Se você pudesse entrar na minha cabeça e entender o que sinto quando leio sobre uma mulher morrendo nas mãos de um homem violento, encontrará solidariedade e familiaridade. Eu compartilho a sensação visceral do terror nessas mulheres trans, porque também conheci momentos de medo cego quando percebi que a única coisa que me mantinha viva era o autocontrole instável do meu agressor.” “Acredito que a maioria das pessoas trans não só representa ameaça zero para os outros, mas também é vulnerável por todos os motivos que descrevi. As pessoas trans precisam e merecem proteção. Como as mulheres, é mais provável que elas sejam mortas por parceiros sexuais. As mulheres trans que trabalham na indústria do sexo, particularmente as mulheres trans de cor, correm um risco particular. Como todos os outros sobreviventes de abuso doméstico e agressão sexual que conheço, não sinto nada além de empatia e solidariedade pelas mulheres trans que foram abusadas por homens”, continuou Rowling. “Então, eu quero que as mulheres trans sejam seguras. Ao mesmo tempo, não quero tornar as meninas e mulheres naturais menos seguras. Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. Rowling contou que foi encorajada a tuitar seus pensamentos no sábado, depois de ler que o governo escocês continuava com planos de reconhecimento de gênero que ela considera “controversos” e “que na verdade significam que tudo que um homem precisa para ‘se tornar mulher’ é dizer que é mulher. Para usar uma palavra muito contemporânea, esse foi meu ‘gatilho’. ” “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele. Fico ao lado das bravas mulheres e homens, gays, heterossexuais e trans, que defendem a liberdade de expressão e pensamento e os direitos e a segurança de alguns dos mais vulneráveis da nossa sociedade: garotos gays, adolescentes frágeis e mulheres que dependem e desejam manter seus espaços sexuais seguros”, explica Rowling. Rowling conta que depois que ativistas trans se voltaram contra ela nas redes sociais passou a maior parte do dia “em um lugar muito escuro dentro da minha cabeça, enquanto as lembranças de um grave ataque sexual que sofri nos meus 20 anos se repetiam”. “Esse ataque aconteceu em um momento e em um espaço em que eu estava vulnerável, e um homem aproveitou uma oportunidade. Eu não conseguia calar essas lembranças e estava achando difícil conter minha raiva e decepção com a maneira com que acredito que meu governo está agindo, de forma irresponsável, em relação à segurança de mulheres e meninas”, escreveu Rowling. Outra razão pela qual Rowling diz que tuitou surgiu de sua preocupação com “a enorme explosão de mulheres jovens que desejam fazer a transição e também com o número crescente de pessoas que parecem estar destransicionando (retornando ao sexo original), porque se arrependeram de tomar medidas que, em alguns casos, alteraram seu corpo irrevogavelmente e tiraram sua fertilidade. Alguns dizem que decidiram fazer a transição depois de perceberem que eram atraídos pelo mesmo sexo, e que a transição foi parcialmente motivada pela homofobia, na sociedade ou em suas famílias.” “Quanto mais relatos de disforia de gênero eu li, com descrições perspicazes de ansiedade, dissociação, distúrbios alimentares, auto-mutilação e auto-ódio, mais eu me perguntei se, caso eu tivesse nascido 30 anos depois, eu também poderia ter tentado fazer a transição. O fascínio de escapar da feminilidade teria sido enorme. Lutei com um TOC grave quando adolescente. Se eu tivesse encontrado uma comunidade e simpatia online, que não consegui encontrar em meu ambiente imediato, acredito que poderia ter sido convencida a me transformar no filho que meu pai abertamente dizia preferir. ” Ela continuou: “Quero ser bem clara aqui: sei que a transição será uma solução para algumas pessoas disfóricas de gênero, embora também esteja ciente, através de uma extensa pesquisa, que estudos têm mostrado consistentemente que entre 60-90% do total dos adolescentes disfóricos de gênero irão emergir de sua disforia… A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso.”
Ava DuVernay é eleita para o Conselho responsável pelo Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, responsável pela premiação do Oscar, divulgou nesta quarta (20/5) o resultado da eleição de seu novo Conselho para o período dos próximos três anos. Entre os eleitos, a grande novidade foi a cineasta Ava DuVernay (“Selma”), que entrou na lista pela primeira vez, junto com outros cinco novatos de setores técnicos. Além de DuVernay, eleita para o ramo de diretores, os outros estreantes no Conselho são Debra Zane, para o ramo de diretores de elenco; Stephen Rivkin, para editores de filmes; Linda Flowers, em maquiadores e cabeleireiros; Lynette Howell Taylor, para produtores, e Rob Bredow, para efeitos visuais. Outro destaque na relação foi a releição de Whoppi Goldberg, uma das 10 conselheiras que continuarão à frente das decisões da Academia. Com o resultado da eleição, o novo Conselho se tornou o mais representativo de todos os tempos, graças às inclusões recordes de mulheres (26) e pessoas de cor (12) entre os 54 membros. O Conselho define a visão estratégica da Academia, preserva a saúde financeira da organização e assegura o cumprimento de sua missão. Os novos conselheiros devem se reunir pela primeira vez já nesta quinta-feira (11/6), por meio de videoconferência, para analisar possíveis mudanças para o Oscar de 2021.
Rosita Fornés (1923 – 2020)
Rosita Fornés , considerada a grande vedete de Cuba, morreu nesta quarta-feira (10/6) em Miami aos 97 anos, após uma carreira artística de oito décadas em que brilhou dentro e fora da ilha. “Nesta madrugada tivemos a triste notícia de que morreu em Miami, Estados Unidos, a grande artista Rosita Fornés, glória da cultura cubana”, lamentou no Twitter o ministro cubano da Cultura, Alpidio Alonso. Ela morreu devido a uma condição pulmonar “com a qual lutou por vários anos”, explicou Rey González, amigo de Fornés e administrador de sua página oficial, ao anunciar sua morte no Facebook. A artista estava há vários dias internada em Miami, cidade onde decidiu morar em 2019. Na verdade, Fornés era americana. Ela nasceu em 11 de fevereiro de 1923 em Nova York, mas mudou-se para Cuba ainda pequena. Seus pais eram espanhóis e se divorciaram quando Fornés tinha aproximadamente cinco anos. Ela então assumiu o sobrenome de seu padrasto. Foi em Cuba que virou artista. Com apenas 15 anos, chamou atenção ao ganhar um concurso de cantores no rádio e foi convidada a estrear nos palcos em uma comédia musical. Aos 17 virou atriz de cinema, apareceu em dois filmes cubanos, “Una Aventura Peligrosa (1940) e “Romance Musical” (1941), antes de se mudar para o México, onde se tornou uma grande estrela, protagonizando vários filmes durante a idade de ouro do cinema mexicano. Rosita Fornés virou uma das maiores sex symbols latinas em produções como “El Deseo” (1948) e “La Carne Manda” (1948), e se manteve em alta até a metade dos anos 1950. Em 1956, fez seu último longa mexicano, “No Me Olvides Nunca” (1956). Ao se divorciar do ator Manuel Medel, mudou-se com sua filha novamente para Cuba, onde se estabeleceu na nascente indústria televisiva do país. Também retomou a carreira teatral, excursionando pela América Latina e pela Espanha, ao mesmo tempo em que virou representante da música cubana em vários festivais internacionais. Nos anos 1980, experimentou um renascimento da carreira cinematográfica, atuando em três longas cubanos, “Permutam-se Casas” (1985), “Plácido” (1986) e “Papéis Secundários” (1989). Mas, desde então, as turnês teatrais e musicais, que a levaram também a Nova York em várias apresentações, acabaram tomando a maior parte de seu tempo. A atriz e cantora ganhou um documentário sobre sua vida e obra em 1996, “Rosita Fornés, Mis Tres Vidas”, e se despediu dos cinemas em 2001, com “Las Noches de Constantinopla”. Ao longo da carreira, ela ganhou muitos prêmios e homenagens. Entre outras honrarias, foi consagrada Artista do Povo pelo governo do México em 1985 e recebeu a Ordem do Mérito Civil da Espanha em 2011, concedida pelo rei Juan Carlos I.
Eddie Redmayne critica comentários transfóbicos de J.K. Rowling
O ator Eddie Redmayne, que estrela a franquia “Animais Fantásticos”, criada por J.K. Rowling, também se pronunciou contra os tuítes transfóbicos da escritora, que vem causando polêmica desde a noite de sábado (6/5). “O respeito pelas pessoas trans continua sendo um imperativo cultural e, ao longo dos anos, tento me educar constantemente. Este é um processo contínuo”, disse o ator, que antes de viver Newt Scamander nos filmes criados por Rowland foi indicado ao Oscar por seu papel de Lili Elbe, o primeiro homem a passar por cirurgia de mudança de sexo, no filme “A Garota Dinamarquesa” (2015). “Como alguém que trabalhou com J.K. Rowling e com membros da comunidade trans, eu queria deixar absolutamente claro com quem estou. Eu discordo dos comentários de Jo. Mulheres trans são mulheres, homens trans são homens e identidades não binárias são válidas. Eu nunca gostaria de falar no nome da comunidade, mas sei quem meus amigos e colegas transexuais estão cansados desse questionamento constante de suas identidades, que muitas vezes resulta em violência e abuso. Eles simplesmente querem viver suas vidas em paz, e é hora de deixá-los viver assim”, disse Redmayne em um comunicado. Ele se manifestou logo depois de outro intérprete famoso do universo fantasioso criado pela escritora ter protestado contra os comentários de transfóbicos de Rowling. “Mulheres transgêneros são mulheres”, escreveu Daniel Radcliffe, o Harry Potter do cinema, em um ensaio publicado na segunda (8/6) no site do Trevor Project, uma organização sem fins lucrativos dedicada à intervenção em crises e prevenção de suicídio para pessoas LGBTQIA+. “Está claro que precisamos fazer mais para apoiar pessoas trans e não-binárias, não invalidar suas identidades e não causar mais danos”, continuou. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais conhecimento sobre esse assunto do que Jo ou eu.” A polêmica começou quando Rowling reagiu a um artigo no site de desenvolvimento global Devex, intitulado “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”. “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”, ela escreveu Rowling. Após reclamações de trans que menstruam, ela reagiu: “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, uma realidade vivida por mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas excluir o conceito de sexo remove a capacidade de discutir suas vidas de maneira significativa. Não é ódio falar a verdade… A ideia de que mulheres como eu – que são empáticas com pessoas trans há décadas, encontrando parentesco porque elas são vulneráveis da mesma maneira que mulheres, ou seja, sofrem violência masculina – ‘odeiam’ trans só porque acham que sexo é real e tem consequências… é um absurdo.” No ano passado, Rowling se envolveu numa controvérsia similar ao defender uma mulher que foi demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico, posicionando-se contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Atualmente, a produção do terceiro filme de “Animais Fantásticos” está em pausa no Reino Unido devido à pandemia de covid-19. Os dois primeiros filmes, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” e “Animais Fantásticos e os Crimes de Grindelwald”, faturaram US$ 1,47 bilhão nas bilheterias mundiais. Ainda não está claro se a controvérsia mais recente de Rowling afetará a continuidade da franquia.
Batwoman: Showrunner diz que não vai matar personagem de Ruby Rose
Batwoman, ou pelo menos a personagem interpretada por Ruby Rose, não vai morrer em decorrência da saída da atriz da série. A showrunner Caroline Dries foi ao Twitter tranquilizar os fãs, após uma comentário feito por ela, durante participação no ATX TV Festival, originar um boato sobre Kate Kane, a Batwoman original, morrer no começo da 2ª temporada, para ser substituída por outra personagem. “Como lésbica que trabalha como roteirista há 15 anos, estou muito ciente da regra ‘enterre seus gays’ [costume de matar personagens gays nas séries] e não tenho interesse em participar dela”, escreveu Dries, numa nota publicada no Twitter. “Meus comentários sobre a reformulação da ‘Batwoman’ lançaram uma tempestade de rumores e desinformação e eu queria esclarecer uma coisa. Como vocês, eu amo Kate Kane – ela é a razão pela qual eu queria fazer a série. Nós nunca vamos apagá-la. De fato, seu desaparecimento será um dos mistérios da 2ª temporada”, acrescentou. “Não quero revelar nenhuma das nossas surpresas, mas para todos os nossos fãs dedicados, saibam que a justiça LGBTQIA+ está no âmago de quem é a Batwoman e não temos a intenção de abandoná-la”, concluiu. Veja a íntegra abaixo. Durante sua participação no ATX TV Festival no fim de semana, Dries confirmou que a série ganharia uma nova personagem, Ryan Wilder, que assumiria o capuz e a capa da heroína. “Estou inventando uma personagem totalmente nova que, no passado, foi inspirada pela Batwoman, então ela assume o manto e talvez não seja a pessoa certa no momento para fazê-lo, então é isso que a torna divertida”, contou a produtora. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para uma nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida. A note from me on behalf of The Bat Team… pic.twitter.com/V6iXjaCrA5 — Caroline Dries (@carolinedries) June 10, 2020
Terry Crews grava vídeo de apoio à família do menino João Pedro
O ator americano Terry Crews enviou um vídeo prestando sua solidariedade à família de João Pedro, menino de 14 anos que foi morto durante uma operação policial em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. O vídeo foi publicado na noite de terça (9/6) pela ONG Favelas na Luta e traz o ator de “As Branquelas” e da série “Brooklyn Nine-Nine” manifestando seu apoio aos ativistas negros brasileiros, enquanto manda um recado direto para os pais do menino assassinado. “Gostaria de demonstrar minha solidariedade para a família de João Pedro. Eu apoio todos vocês em sua luta por justiça e sua luta para terminar a brutalidade policial nos Estados Unidos e no Brasil. Eu apoio os ativistas negros brasileiros, o povo vivendo nas favelas, as mães das vítimas e todos que estão lutando contra o racismo e violência. Obrigado”, disse Terry na gravação. A morte de João Pedro movimentou a classe artística brasileira nos últimos dias, com pedidos enfáticos pelo fim da brutalidade policial nas abordagens em comunidades carentes. João Pedro também foi lembrado em alguns protestos ao redor do mundo nos últimos dias, que tiveram início com o assassinato de George Floyd por policiais brancos nos Estados Unidos. Ver essa foto no Instagram A luta das Mães vítimas de violências e o movimento Favelas em Luta ganhou um reforço internacional de peso hoje. @terrycrews , ator, ex-jogador de futebol americano, ativista, mandou uma mensagem de solidariedade a família de João Pedro e a todos os ativistas negros e de favelas que estavam nas ruas nos últimos domingos disputando caminhos de construção de um futuro que não seja repleto de desigualdades. _ O levante é global e ecoa em todo corpo negro e favelado que não merece morrer nem de tiro, nem de covid e nem de fome. _ Nós queremos viver! ✊🏾 _ 👉🏾 Pela aprovação do PL 2568/2020 👉🏾 Pela criação de um gabinetao para monitorar o cumprimento da liminar do STF _ Seguimos juntos, Terry! _ #VidasNegrasImportam #FavelasNaLuta #BlackLivesMatters Uma publicação compartilhada por Movimento Favelas na Luta (@favelasnaluta) em 9 de Jun, 2020 às 4:49 PDT












