Regina Duarte teria tentado criar juizado especial para processos envolvendo Cultura
A coluna de Guilherme Amado na revista Época apurou que Regina Duarte sugeriu que o governo criasse um juizado especial para julgar processos civis e criminais envolvendo a cultura. O detalhe é que seria um julgamento, aparentemente, à margem do poder judiciário. Numa minuta obtida pela publicação, assinada em 7 de abril e encaminhada a Marcelo Álvaro Antônio (ministro do Turismo) e Onyx Lorenzoni (ministro da Cidadania), a então secretária especial de Cultura propunha a criação do “Grupo de Trabalho Interministerial de Salvaguarda Cultural”, que seria encarregado de formular a criação de “juizado, com competência civil e criminal” para “julgar as causas relacionadas a Cultura”. O juizado também seria responsável por identificar “práticas culturais que mereçam análise aprofundada quanto aspectos ligados à dignidade humana” — seja lá o que signifique isso. Os documentos obtidos pela coluna mostram Regina argumentar que o juizado viria da “necessidade de implementação de ações voltadas à garantia dos direitos culturais, bem como das práticas culturais” e para “desafogar o sistema judiciário quanto às discussões acerca dos direitos autorais sobre obras, bens museais e obras de patrimônio histórico”. Segundo a proposta, o grupo seria formado por especialistas em leis de fomento cultural, direitos autorais, preservação do patrimônio histórico e artístico nacional indicados pelos Ministérios da Mulher, da Justiça, pela Secretaria de Cultura e pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus.
Brasileiros já assistem mais streaming que canais pagos na TV
Uma pesquisa da Kantar Ibope apontou que a população brasileira já assiste mais transmissões da Netflix, YouTube, Globoplay, Amazon Prime Video e outros serviços de streaming que canais de TV por assinatura em suas televisões. E maio, a audiência entre 7h e 0h de conteúdo em streaming foi de 6,9 pontos, representando 14,6% de todas as TVs ligadas no Brasil, enquanto os canais pagos somaram 6,7 pontos e 14,1%. No Brasil, cada ponto de medição representa 250 mil domicílios. No entanto, é bem provável que a audiência online seja ainda maior, pois a medição do Kantar Ibope considera apenas conteúdo exibido em TVs, deixando de lado o consumo de conteúdo por meio de smartphones, tablets e computadores. Não é surpresa que os serviços de streaming tenham boa performance. Não só o custo mensal da TV por assinatura é muito mais elevado, como obriga o público a seguir seus horários de exibição. Já as plataformas de streaming têm custo muito mais baixo, quando não gratuito – como no caso do YouTube – , e seu conteúdo pode ser assistido a qualquer hora. Mas ainda que os streamings estejam cada vez mais relevantes, as plataformas digitais ainda estão longe de superar a acessibilidade dos canais gratuitos da TV aberta. Entre 7h e 0h, mais de 60% dos televisores do Brasil sintonizam as grandes redes de TV, sendo que pelo menos metade desse público acompanha a Globo.
Estrela transexual de Supergirl refuta argumentos transfóbicos de J.K. Rowling
A atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, deu um depoimento à revista Variety em que desarma os ataques de J.K. Rowling contra comunidade trans. A intérprete da Sonhadora refutou os argumentos da escritora dos livros de “Harry Potter” e dos filmes “Animais Fantásticos” para justificar sua transfobia, afirmando que eles contradizem as próprias histórias que ela escreveu. Nicole Maines não é apenas atriz. Ele se tornou ativista trans ao enfrentar, aos 15 anos de idade, o mesmo preconceito assumido por Rowling em seus ataques contra a comunidade transexual. Após redefinir sua identidade, ela foi humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e virou um marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E também tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todos os EUA. O argumento do banheiro exclusivo feminino foi utilizado por Rowling para justificar seus ataques à comunidade trans. Rowling já tinha se manifestado contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no sábado passado (6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. Mas foi Maines quem teve a paciência de demonstrar, com clareza, a falta de fundamento dos argumentos da escritora, que expressariam apenas preconceito. “A parte central do movimento trans-excludente e seus argumentos residem na ideia de que mulheres trans são uma ameaça para a segurança de mulheres cisgênero e, assim, ao conquistarmos o direito de existir em locais públicos e participar da sociedade, estaríamos tirando os direitos de outras mulheres”, escreveu Maines. “Eu conheço bem esse argumento. A primeira vez que eu o ouvi, ainda estava na escola. Um ofício estava circulando sobre eu usar o banheiro feminino em minha escola em Orono, Maine. Havia uma garota, que devia ser de uma série ou duas acima da minha, e que disse que tinha medo de me ver no mesmo banheiro porque ‘ela vai olhar pra mim enquanto eu estiver me trocando’”, ela lembrou. “Como uma criança da 6ª série, foi muito desolador saber que eu estava sendo excluída porque as pessoas achavam que eu era algum predador perigoso.” Maines diz que é um absurdo mulheres se sentirem inseguras porque banheiros e vestiários são frequentados pela comunidade trans. “Nos 20 estados e em aproximadamente 200 cidades que têm políticas de gênero, descobrimos que permitir que as pessoas trans utilizem as instalações que correspondem à sua identidade de gênero não traz o menor impacto negativo na segurança pública.” “Acho engraçado no ensaio dela que ela também crie uma ‘câmara de eco’, porque acho que é exatamente onde e como essa mentalidade se desenvolve, e como essas ideologias permaneceram tão fortes por todos esses anos, porque são as pessoas que afirmam ser especialistas e pessoas que afirmam ter feito suas pesquisas que ficam alimentando seus preconceitos mutuamente. Achei surpreendente que ela dissesse que estava fazendo toda essa pesquisa e conversando com psiquiatras e membros da comunidade. Um, eu adoraria ver os recibos. Segundo, acho que ela está realizando pesquisas de maneira bastante tendenciosa, porque na minha pesquisa a grande maioria do mundo da medicina discorda da sua linha de pensamento”, acrescenta. “Outra coisa que Rowling mencionou em seu ensaio é que uma pessoa pode mudar sua certidão de nascimento sem ter que se submeter a terapia sexual ou hormonal – ou seja, agora qualquer pessoa pode entrar em um banheiro específico de gênero. Isso é falso”, ela contesta. “Eu tive que passar por anos de terapia e aconselhamento antes de mudar minha identificação de gênero na carteira de identidade. Eu tive que obter duas cartas de recomendação vindas de diferentes psicólogos. Eu fui questionada por todos na minha vida se eu me conhecia bem como eu dizia que me conhecia. Ninguém passa por todo esse questionamento, essa invasão em sua identidade para ir a um banheiro e ver um completo estranho dizer: ‘Ei, você não pode estar aqui. Você é alguém que apenas decidiu ser uma garota um dia’”. “Não, eu não ‘decidi’ apenas: tive que provar a mim mesmo e reforçar minha identidade com estranhos e outras pessoas da minha família, psiquiatras, amigos, colegas e colegas e minha comunidade, repetidamente”, contou. A atriz também revelou que decidiu fazer a transição médica, mas nem todo transexual faz. “Existem milhões de razões pelas quais uma pessoa trans pode não querer uma transição médica e nenhuma delas é da conta de ninguém, a não ser de quem precisa decidir. Tudo isso remonta à autonomia corporal. Ninguém – cis, trans, homem ou mulher – deve sujeitar seu corpo a mais ninguém. As pessoas trans não precisam e não devem ser obrigadas a alterar seu corpo para serem consideradas aceitáveis. Quero dizer, não é exatamente a mesma coisa pelas quais as mulheres lutam há décadas? Contra a pressão para mudar a nós mesmas e nossos corpos para agradar outras pessoas? Este é apenas mais um conjunto de padrões de beleza irracionais. E isso machuca todos nós”. “O que torna tudo isso tão decepcionante é que eu era – e ainda sou – uma fã de ‘Harry Potter’. Eu sou completamente Sonserina. E esses comentários são de partir o coração para muitos fãs LGBTQIA+. Esses livros ajudaram muitos a assumirem e aceitarem suas identidades. Quantas crianças fantasiam sair do armário e aprender mágica?”, lamentou. “Os comentários de Rowling falam contra a própria mensagem de seus livros – sobre sermos mais fortes juntos, sobre inclusão, sobre autodescoberta, bravura e triunfo sobre as adversidades. São contraditórios em relação ao mundo que ela criou”. É neste ponto que ela defende a separação entre arte e artista, defendendo que, a partir do momento da publicação, a arte pertence ao público. “Mas ainda sou fã e vou lhe dizer o porquê: porque esses livros e suas mensagens ainda existem, e o que quer que Rowling acredite pessoalmente não pode tirar isso de nós. Ninguém pode tirar isso de nós, e esse mundo realmente pertence aos fãs agora. Ninguém pode mudar se isso te ajudou a se assumir. Isso pertence a você”. “Eu acho que é realmente importante reconhecer e falar que, num momento em que estamos testemunhando uma mudança histórica na luta para acabar com a opressão contra vidas negras, ela tenha escolhido atacar identidades trans e usar sua enorme plataforma para se afastar da discussão racial. O movimento trans e o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) compartilham uma luta semelhante em nossas batalhas para nos sentirmos seguros em nossos corpos e em nossas peles, quando outras pessoas determinam que somos de alguma forma inferiores. É exaustivo ter que constantemente tentar explicar às pessoas, em termos cada vez mais simples, que merecemos direitos humanos, que merecemos nos sentir tão seguros quanto eles. E é sobre isso que deveríamos estar falando”, ela conclui.
Ghosts of War: Astros de Titãs enfrentam nazistas e fantasmas em trailer de terror
A Vertical Entertainment divulgou dois pôsteres e o trailer do terror “Ghost of War”, estrelado por dois atores da série “Titãs”. Passada na Europa, durante a 2ª Guerra Mundial, a trama acompanha cinco soldados americanos que se abrigam numa mansão para se proteger de ataques nazistas, sem saber que o local é mal-assombrado e que os fantasmas representam uma ameaça maior às suas vidas. O elenco traz Brenton Thwaites (o Robin de “Titãs”), Alan Ritchson (o Rapina de “Titãs”), Theo Rossi (o Shades de “Luke Cage”), Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”) e Kyle Gallner (“Sniper Americano”) como os soldados, além de Shaun Toub (“Homeland”) e Billy Zane (“Titanic”). “Ghost of War” é o segundo longa escrito e dirigido por Eric Bress, responsável pelo cultuado “Efeito Borboleta” (2004) e criador da série “Kyle XY”. A estreia está marcada para 17 de julho nos EUA – nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Archive: Sci-fi robótica com astro de Divergente ganha primeiro trailer
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer da sci-fi britânica “Archive”, estrelada por Theo James (“Divergente”). A trama é uma espécie de “A Noiva de Frankenstein” cibernética. Diante da morte prematura de sua esposa, um cientista de engenharia robótica decide usar o protótipo de Inteligência Artificial em que trabalha para criar uma androide feminina altamente sofisticada, com características semelhantes as de sua falecida mulher. Mas isso chama atenção da companhia que o financia. A atriz Stacy Martin (“Ninfomaníaca”) vive o robô que ganha consciência e o elenco ainda inclui Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Rhona Mitra (“Anjos da Noite: A Rebelião”). “Archive” é o primeiro longa escrito e dirigido pelo britânico Gavin Rothery, que iniciou sua carreira como designer e artista de efeitos visuais de videogames. Ele também trabalhou no visual da sci-fi “Lunar” (2009), de Duncan Jones. A estreia está marcada para 10 de julho nos EUA – nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Pequim adia abertura de cinemas após ressurgimento do coronavírus
As autoridades de saúde de Pequim decidiram abandonar os planos de ampliar uma reabertura de negócios na cidade, incluindo os cinemas, após o ressurgimento de casos de covid-19. O site noticioso chinês Supchina afirma que as autoridades locais restabeleceram regras de distanciamento social e reverteram decisões sobre o relaxamento do isolamento social quando os casos começaram a se multiplicar rapidamente, após o anúncio de que tinham sido eliminados. Como resultado, os locais de entretenimento interno, incluindo cinemas e salas de karaokê, permanecerão fechados até novo aviso. Da mesma forma, todos os eventos esportivos estão suspensos e as escolas que deveriam reabrir na segunda-feira não receberão mais os alunos de volta. Seis mercados atacadistas visitados pelos pacientes afetados também foram fechados. Os novos casos aparecem pela primeira vez na quarta-feira (10/6) depois de quase dois meses sem novos casos em Pequim. O primeiro paciente, descrito como um homem de 52 anos, deu entrada num hospital com febre. Ele não saiu da cidade e não teve contato recente com ninguém que viajou para o exterior. Um dia depois, mais mais duas pessoas infectadas. Os pacientes eram colegas de trabalho em um centro de pesquisa de carne e também não tiveram contato recente com viajantes do exterior. No entanto, um deles viajou para a cidade de Qingdao, no leste da China, para uma viagem de negócios de cinco dias antes de adoecer. Na sexta (12/6), surgiram mais quatro casos, que as autoridades de Pequim relacionaram ao mercado atacadista de carne de Xinfadi, que foi fechado para passar por um processo de desinfecção. O diretor do mercado disse a repórteres da agência France Presse que o vírus foi detectado em tábuas usadas para manipular salmão importado. No sábado (13/6), seis novos casos foram confirmado, levando ao fechamento de mais dois mercados e ao isolamento total de 11 bairros na capital da China. Temendo uma segunda onda de infecções, as autoridades chinesas decidiram agir com rapidez e determinação, fechando todas as comunidades onde os novos infectados vivem. Os moradores também estão sujeitos a verificações de temperatura e as autoridades estão trabalhando para desinfetar locais públicos e implementar um programa de rastreamento.
Relic: Terror elogiadíssimo do Festival de Sundance ganha trailer atmosférico
A IFC divulgou o pôster e o trailer do novo terror atmosférico australiano “Relic”, elogiadíssimo durante sua passagem pelo Festival de Sundance, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama gira em torno de três gerações de mulheres que compartilham uma casa de campo assombrada por uma presença sobrenatural “Relic” é estrelado por Emily Mortimer (“O Retorno de Mary Poppins”) e Bella Heathcote (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) como mãe e filha, e Robyn Nevin (“Deuses do Egito”) como a avó idosa que está rapidamente sucumbindo à demência. Sua aflição pode ter sido provocada por um fantasma malicioso que parece estar morando na propriedade rural. O filme marca a estreia da cineasta nipo-australiana Natalie Erika James, que também co-escreveu o roteiro. O lançamento está marcado para 10 de julho nos EUA, nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Olivia Munn vai estrelar sci-fi de vingança
A atriz Olivia Munn (“O Predador”) vai estrelar e produzir uma nova ficção científica chamada “Replay” para a produtora Dark Castle, especializada em filmes de terror e thrillers de ação – “A Órfã”, “O Desconhecido”, etc. Em comunicado, os produtores descrevem o longa como uma mistura entre “John Wick” e “O Exterminador do Futuro”. Atualmente em pré-produção, o filme é escrito e dirigido pelo estreante Jimmy Loweree. Na trama, Munn vive a esposa de um homem que foi sequestrado e assassinado. Armada com tecnologia ilegal de ponta e um plano desesperado, ela vai tentar fazer tudo o que estiver ao seu alcance para mudar o passado e salvá-lo. A premissa indica, na verdade, uma trama de vingança, que tem como elemento sci-fi o recurso à viagem no tempo ou looping temporal.
Patrick Wilson será astronauta na nova catástrofe do diretor de Independence Day
Os atores Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) e Charlie Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) entraram para o elenco de “Moonfall”, novo filme de catástrofe do diretor Roland Emmerich. Trata-se do cineasta que já destruiu o mundo em “Independence Day”, “Um Dia Depois de Amanhã” e “2012”. Wilson interpretará um astronauta da NASA que caiu em desgraça após sua última missão terminar em tragédia. O acidente também guarda uma pista sobre a catástrofe iminente. Já Plummer interpretará seu filho adolescente. Eles vão se juntar a Halle Berry (“John Wick 3”) e John Bradley (“Game of Thrones”), anteriormente confirmados, nas filmagens previstas para o segundo semestre em Montreal, no Canadá. Em “Moonfall”, a iminência do fim do mundo é precipitada pela lua, ao sair de sua órbita e entrar em rota de colisão com a Terra. Maiores explicações sobre esse fenômeno bizarro ficaram para depois. Mas a sinopse acrescenta que, faltando “poucas semanas para o impacto”, “uma equipe desacreditada é enviada em uma missão aparentemente impossível de pousar na superfície lunar e salvar a humanidade”. Enquanto Bradley será o cientista excêntrico que descobre a anomalia, Berry viverá a administradora da Nasa, que também é ex-astronauta e participou da tal missão anterior relacionada aos começo da catástrofe. O roteiro é do próprio Emmerich, escrito em parceria com Spenser Cohen, roteirista do recente “Extinção”, e Harald Kloser, compositor que trabalhou em todos os filmes do cineasta desde “O Dia Depois de Amanhã” (2004). A produção está a cargo do estúdio Lionsgate, que planeja lançar o filme em 2021.
Comic-Con Internacional vai acontecer na internet para todo mundo
Com sua tradicional edição anual cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus, a Comic-Con Internacional, de San Diego, encontrou uma forma de acontecer online. A convenção geek vai se tonar um evento digital gratuito na data originalmente prevista para sua realização física, entre 22 e 26 de julho, confirmaram seus organizadores. “Pela primeira vez em nossos 50 anos de história, estamos felizes em receber virtualmente qualquer pessoa de todo o mundo. Embora as condições de permanência em casa tornem esse período muito difícil, vemos isso como uma oportunidade de espalhar alegria e fortalecer nosso senso de comunidade”, diz o comunicado oficial do evento. Os organizadores prometem oferecer uma experiência inédita ao público, apresentando diversos painéis, exposições de quadrinhos e várias atividades a que os fãs terão acesso e poderão acompanhar de seus próprios lares. Maiores detalhes sobre a programação do evento serão revelados em breve. Assim como a confirmação de sua suposta gratuidade.
As Ondas transforma melodrama familiar em espetáculo cinematográfico
Dono de uma carreira curta e excepcional, o cineasta americano Trey Edward Shults demonstra, a cada novo trabalho, o desenvolvimento de uma linguagem bastante específica, fazendo a sua voz prevalecer em diferentes gêneros cinematográficos. Foi o que aconteceu com o drama indie “Krisha” (2015) e com o ótimo terror “Ao Cair da Noite” (2017). E é o que acontece com o novo “As Ondas” (Waves), seu projeto mais ambicioso. A trama acompanha, de início, a vida de Tyler (Kelvin Harrison Jr., de “Ao Cair da Noite”), visto como o garoto de ouro com um futuro brilhante pela frente. Ele é rico, popular e namora uma bela garota. E sua carreira na luta greco-romana é promissora, rendendo-lhe uma bolsa estudos. Embora o seu pai (Sterling K. Brown, de “This Is Us”) seja rigoroso em relação aos seus treinamentos diários, ele também perdoa alguns “pecados” do filho, como o fato de ele dormir durante a missa. Mas o protagonismo de Tyler relega a irmã, Emily (Taylor Russell, de “Perdidos no Espaço”), e a madrasta, Catharine (Renée Elise Goldsberry, de “Altered Carbon”), à papeis coadjuvantes. Existe, portanto, um desequilíbrio naquela família, cujo funcionamento depende da permanência de Tyler no centro. Porém, certos acontecimentos abalam essa estrutura, revelando problemas antes ofuscadaos por esse suposto brilhantismo do primogênito. E tais mudanças forçam a família, e a narrativa, a se reestruturem, trazendo para o centro personagens que antes estavam nos cantos, e afastando aqueles que antes ficavam sob os holofotes. Em constante movimento e embalada pela trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross (vencedores do Oscar por “A Rede Social”), a câmera acompanha aquelas pessoas em meio às suas rotinas. São longas cenas mostrando-os em meio à aulas, treinos e festas. Como um personagem, a câmera de Shults partilha dos sentimentos dos protagonistas. Não por acaso, seus movimentos fluídos do início do filme são substituídos por uma imagem tremida e fora de foco quando as coisas dão errado. Já a bela direção de fotografia dá um tom onírico ao início da narrativa, refletindo assim o mundo de sonhos habitado por Tyler. Aos poucos, porém, esse sonho começa a se transformar em um pesadelo, e a fotografia acompanha essa decadência. Além da câmera, o diretor explicita as mudanças pelas quais o protagonista passa de outra maneira: pela razão de aspecto. Trata-se de um recurso já explorado em seu dois longas-metragens anteriores, mas que agora assume uma nova roupagem. Aqui, as razões de aspecto distintas parecem aprisionar os personagens dentro de um espaço cada vez mais limitado de tela. Elas também servem para distinguir os “capítulos” da narrativa. Assim como o próprio título sugere, “As Ondas” é uma obra formada por diferentes ondas. E assim como as ondas do mar, estas histórias surgem, atingem seu pico e, eventualmente, arrefecem. Mas, ao mesmo tempo em que explora os dramas pessoais daqueles sujeitos – com histórias envolvendo luto, mortes e culpa –, o longa também propõe uma eventual superação. Afinal, sempre haverá uma próxima onda. Onde assistir: Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play,
País da Violência torna falso moralismo em banho de sangue
Escrito e dirigido por Sam Levinson (criador da série “Euphoria”), “País da Violência” (Assassination Nation, 2018) é uma mistura de thriller, comédia, ação e terror. Sensação no circuito de festivais, a obra dialoga com a sociedade contemporânea, desenterrando os problemas que tal sociedade preferiria manter escondidos. A trama acompanha Lily (Odessa Young), Sarah (Suki Waterhouse), Bex (Hari Nef) e Em (Abra), quatro adolescentes de classe média cuja rotina se resume, em princípio, a festas, colégio, internet e namoros. Tudo muda quando um hacker invade os telefones de toda a comunidade, expondo as informações e os segredos dos moradores. Traçando um paralelo com a realidade contemporânea, o filme mostra que, ao ter a sua intimidade exposta na internet, a pessoa é imediatamente categorizada e colocada dentro de uma caixa contendo apenas um único adjetivo (a vida sexual de alguém é transformada em perversão, e o fato de alguém ter fotos da sua filha torna-o imediatamente um pedófilo). Tal reação imediata traz consequências graves aos personagens. Trabalhadores perdem seus empregos. Famílias são destruídas. Alguns cometem suicídio. E existe também aquelas pessoas que, ao se sentirem traídas, revolvem se vingar. As consequências escalam até o surgimento de uma milícia, criada com o intuito de “fazer justiça com as próprias mãos”. E encontrar um bode expiatório qualquer: as meninas que não saem do celular. Brincando com a ambiguidade desta situação, Levinson é hábil ao manipular a nossa percepção acerca daquilo que está sendo mostrado. Em um primeiro olhar, sua a abordagem em relação às protagonistas pode soar estereotipada: imprimindo um estilo de videoclipe à narrativa, o realizador abusa de montagem em paralelo, sequências altamente estilizadas e um ritmo frenético. Mas sua intenção é justamente criticar a nossa própria percepção e a nossa pré-disposição em olhar apenas a superfície das imagens, e das pessoas. Tal intenção é explicitada em certo momento do filme, quando Lily tenta convencer o diretor da escola acerca da profundidade e do conteúdo por trás de uma imagem pornográfica. Ou seja, ao abordar temas polêmicos como a sexualidade, o diretor opta – acertadamente – por não tomar partido. Em vez disso, ele explicita a necessidade de nos aprofundarmos na discussão acerca destes temas, e não em julgar alguém apenas de acordo com o que está exposto no primeiro plano. “País da Violência” também funciona como entretenimento. O filme apresenta um estilo visual bastante marcante, seja no uso de luzes fortes ou numa montagem com estética de videoclipe. Além disso, há uma excelente cena de invasão rodada toda em plano-sequência e o clímax é extremamente eficiente, funcionando como uma espécie de “Uma Noite do Crime” feminista. Vale destacar, porém, que a estética exagerada não ofusca o teor político da obra de Levinson. Seu filme é uma resposta à atual política americana e ao governo Trump. As ações das milícias e o descaso da polícia são claras referências às manifestações racistas ocorridas nos Estados Unidos na época da produção – e que, infelizmente, continuam acontecendo até hoje. Disponível em Google Play, YouTube Filmes, Looke, Telecine e Vivo Play
Rupert Grint se junta a Daniel Radcliffe e Emma Watson contra JK Rowling
O ator Rupert Grint, intérprete de Ron Weasley nos filmes de “Harry Potter”, voltou a se juntar a seus colegas de elenco Daniel Radcliffe e Emma Watson na mesma luta. Desta vez, eles não enfrentam Voldemort, mas a criadora da saga infantil, J.K. Rowling. Os três saíram em defesa dos direitos trans após a escritora manifestar opiniões transfóbicas no Twitter e em seu site pessoal. Grint divulgou um comunicado nesta sexta-feira (12/6), em que diz: “Estou firmemente com a comunidade trans e ecoo os sentimentos expressos por muitos de meus colegas. Mulheres trans são mulheres. Homens trans são homens. Todos devemos ter o direito de viver com amor e sem julgamento.” É basicamente o que disseram seus colegas. “Mulheres transgêneros são mulheres”, escreveu Radcliffe na segunda (8/6), em um ensaio publicado no site do Trevor Project, uma organização sem fins lucrativos dedicada à intervenção em crises e prevenção de suicídio para pessoas LGBTQIA+. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais conhecimento sobre esse assunto do que Jo ou eu.” E Watson escreveu no Twitter na quarta-feira (10/6): “As pessoas trans são o que dizem ser e merecem viver suas vidas sem serem constantemente questionadas ou informadas de que não são quem dizem ser”. Além deles, o roteirista Steve Kloves, que adaptou os livros de Rowling nos filmes de “Harry Potter”, também se posicionou, dizendo à revista Variety nesta sexta: “Nossa diversidade é a nossa força. Nestes tempos difíceis, é mais importante do que nunca que mulheres e homens trans e pessoas não binárias se sintam seguras e aceitas por quem são. Parece muito pouco para se pedir”. Outros integrantes da franquia, como as atrizes Katie Leung, a Cho Chang, e Bonnie Wright, a Gina Weasley, além da estrela do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne, também se manifestaram a favor da comunidade trans desde que Rowling começou a atacá-la no sábado (6/6). Tudo quando Rowling reagiu a um artigo no site de desenvolvimento global Devex, intitulado “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”, com o seguinte tuíte: “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”. Após reclamações de trans que menstruam, ela reagiu: “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, uma realidade vivida por mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas excluir o conceito de sexo remove a capacidade de discutir suas vidas de maneira significativa. Não é ódio falar a verdade… A ideia de que mulheres como eu – que são empáticas com pessoas trans há décadas, encontrando parentesco porque elas são vulneráveis da mesma maneira que mulheres, ou seja, sofrem violência masculina – ‘odeiam’ trans só porque acham que sexo é real e tem consequências… é um absurdo.” O comentário não caiu bem, especialmente porque, no ano passado, Rowling já tinha se envolvido numa discussão similar ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Para justificar suas posições, ela publicou um longo texto em seu site, em que assume um ataque explícito ao que chama de “ativismo trans”. Rowling contou que foi encorajada a tuitar seus pensamentos no sábado depois de ler que o governo escocês continuava com planos de reconhecimento de gênero que ela considera “controversos” e “que na verdade significam que tudo que um homem precisa para ‘se tornar mulher’ é dizer que é mulher. Para usar uma palavra muito contemporânea, esse foi meu ‘gatilho’. ” “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. Outra justificativa usada por Rowling para manter seu ataque vem da “enorme explosão de mulheres jovens que desejam fazer a transição e também com o número crescente de pessoas que parecem estar destransicionando (retornando ao sexo original), porque se arrependeram de tomar medidas que, em alguns casos, alteraram seu corpo irrevogavelmente e tiraram sua fertilidade. Alguns dizem que decidiram fazer a transição depois de perceberem que eram atraídos pelo mesmo sexo, e que a transição foi parcialmente motivada pela homofobia, na sociedade ou em suas famílias.” “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou.












