Festival de Toronto anuncia seleção oficial com filme brasileiro
O Festival de Toronto, que vai acontecer de forma híbrida em 2020, com algumas estreias presenciais (seguindo medidas de distanciamento e higiene contra o coronavírus) e exibições virtuais, revelou sua seleção de filmes nesta quinta (30/7). A lista inclui um filme brasileiro, “Casa de Antiguidades”, longa de João Paulo Miranda Maria estrelado por Antônio Pitanga, que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil. O filme também estaria no Festival de Cannes, que acabou cancelado, e recentemente ganhou o selo de aprovação dos organizadores do evento francês — que, apesar de ter desistido de uma edição tradicional em 2020 por causa da pandemia, referendou as produções que teria exibido caso pudesse. A relação de Toronto inclui ainda diversas obras de cineastas consagrados, como Werner Herzog, Thomas Vinterberg, Chloé Zhao, François Ozon, Naomi Kawase e Spike Lee, além de filmes que marcam as estreias na direção de atores como Halle Berry, Regina King e Viggo Mortensen. Os organizadores prometeram entrevistas coletivas virtuais, assim como a realização de seu tradicional mercado de negócios de forma remota e online. “Começamos este ano planejando um 45º Festival igual a nossas edições anteriores”, disse Cameron Bailey, diretor artístico do festival, “mas ao longo do caminho tivemos que repensar quase tudo. A programação deste ano reflete esse tumulto. Os nomes que vocês já conhecem estão lançando coisas novas neste ano, e há uma série de novos nomes interessantes para descobrir. Somos gratos a todos os cineastas e empresas que se juntaram a nós nessa aventura e mal podemos esperar para compartilhar esses filmes brilhantes com nosso público.” Considerado o maior e mais importante festival de cinema da América do Norte, o evento vai acontecer entre os dias 10 e 19 de setembro na cidade canadense de Toronto. Confira abaixo a lista completa de títulos anunciados pela organização do festival. “180 Degree Rule”, de Farnoosh Samadi (Irã) “76 Days”, de Hao Wu, Anonymous, Weixi Chen (EUA) “Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido) “Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca) “Bandar Band”, de Manijeh Hekmat (Irã/Alemanha) “Beans”, de Tracey Deer (Canadá) “Dasatskisi”, de Dea Kulumbegashvili (Geórgia/França) “Bu Zhi Bu Xiu”, de Wang Jing (China) “Bruised”, de Halle Berry (EUA) “City Hall”, de Frederick Wiseman (EUA) “Concrete Cowboy”, de Ricky Staub (EUA) “David Byrne’s American Utopia”, de Spike Lee (EUA) “The Disciple”, de Chaitanya Tamhane (Índia) “Enemies of the State”, de Sonia Kennebeck (EUA) “Falling”, de Viggo Mortensen (Canadá/Reino Unido) “The Father”, de Florian Zeller (Reino Unido/França) “Fauna”, de Nicolás Pereda | México/Canadá “Fireball: Visitors from Darker Worlds”, de Werner Herzog, Clive Oppenheimer (Reino Unido/EUA) “Gaza, Mon Amour”, de Tarzan Nasser, Arab Nasser (França/Alemanha/Portugal/Palestina/Qatar) “Tao Chu Li Fa Yuan”, de I-Fan Wang (Taiwan) “Good Joe Bell”, de Reinaldo Marcus Green (EUA) “I Care A Lot”, de J Blakeson (Reino Unido) “Inconvenient Indian”, de Michelle Latimer (Canadá) “The Inheritance”, de Ephraim Asili (EUA) “Ash Ya Captain”, de Mayye Zayed (Egito/Alemanha/Dinamarca) “Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido) “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda Maria (Brasil/França) “MLK/FBI”, de Sam Pollard (EUA) “The New Corporation: The Unfortunately Necessary Sequel”, de Joel Bakan, Jennifer Abbott (Canadá) “Nuevo Orden”, de Michel Franco (México) “La Nuit des Rois”, de Philippe Lacôte (Costa do Marfim/França/Canadá/Senegal) “Nomadland”, de Chloé Zhao (EUA) “No Ordinary Man”, de Aisling Chin-Yee, Chase Joynt (Canadá) “Notturno”, de Gianfranco Rosi (Itália/França/Alemanha) “One Night in Miami”, de Regina King (EUA) “Penguin Bloom”, de Glendyn Ivin (Austrália) “Pieces of a Woman”, de Kornél Mundruczó (EUA/Canadá/Hungria) “Felkészülés Meghatározatlan Ideig Tartó Együttlétre”, de Lili Horvát (Hungria) “Quo Vadis, Aïda?”, de Jasmila Žbanić (Bósnia Herzegovina/Noruega/Holanda/Áustria/França/Alemanha/Polônia/Turquia) “Shadow In The Cloud”, de Roseanne Liang (EUA/Nova Zelândia) “Shiva Baby”, de Emma Seligman (EUA/Canadá) “Spring Blossom”, de Suzanne Lindon (França) “A Suitable Boy”, de Mira Nair (Reino Unido/Índia) “Été 85”, de François Ozon (França) “The Third Day”, de Felix Barrett, Dennis Kelly (Reino Unido) “Trickster”, de Michelle Latimer (Canadá) “Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão) “Subarashiki Sekai”, de Miwa Nishikawa (Japão) “Violation”, de Madeleine Sims-Fewer, Dusty Mancinelli (Canadá) “Wildfire”, de Cathy Brady (Reino Unido/Irlanda)
Os Simpsons previram as notas de R$ 200 no Brasil
Após o Banco Central anunciar a criação da nota de R$ 200 na quarta-feira (29/7), muitos fãs de um certo desenho animado se lembraram do fatídico episódio de 2014 em que a família de Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie vieram ao Brasil. Isto porque, no mesmo episódio em que “previu” a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo, a série “Os Simpsons” também antecipou a criação da nota de R$ 200 no país. Para quem não lembra, o capítulo envolvia a transformação de Homer em árbitro de futebol e uma tentativa de suborno com uma maleta cheia de notas de… R$ 200! Como ele não aceita, as notas começam a ser entregues até debaixo de seu travesseiro. Intitulado “You Don’t Have to Live Like a Referee”, o episódio da 25ª temporada da série também ficou famoso por render uma piada diplomática, envolvendo um protesto do Brasil contra a produção da Fox por retratar o país de forma pouco realista. A gente podia dizer que desenho animado não é exatamente documentário, mas é mais divertido afirmar que os episódios só erraram porque seus “fatos” aconteceram após a exibição. A capacidade dos roteiristas da longeva série animada para “prever” o futuro é um tema sempre lembrado pela forma espantosa como que suas sátiras acabam se tornando realidade. Entre outras coisas que pareciam impossíveis de acontecer, “Os Simpsons” previu que Donald Trump se tornaria presidente dos EUA e até a pandemia de coronavírus, incluindo o detalhe do adoecimento de Tom Hanks! Veja abaixo as cenas das notas de R$ 200 com dublagem em português.
Christopher Meloni revela que ainda não viu nenhum roteiro de Law & Order: Organized Crime
Christopher Meloni, que fechou contrato para voltar a interpretar o detetive Elliot Stabler num novo spin-off de “Law & Order”, revelou que ainda não viu nenhum roteiro da série. “Estamos no meio de uma produção pandêmica. Você sabe, tudo é insano”, ele explicou no programa “The Jess Cagle Show”, da rádio SiriusXM. O ator contou que pré-produção de “Law & Order: Organized Crime” tem sido feita de forma remota, devido à pandemia de coronavírus. “Você tem novas regras da cidade e no estado de Nova York, e por boas razões. Além disso, você tem novas regras e regulamentos da Universal e dos sindicatos. É preciso ‘servir muitos mestres’ agora, apenas para garantir que todos estejam seguros, certo? Qual é a nova norma para gravar?’, questionou. Enquanto isso é estabelecido, ele afirmou que os roteiristas ainda estão trabalhando na história. “Esse longo caminho foi para dizer que os roteiristas estão quebrando pedras, tentando descobrir o arco da história, quem são os personagens e como eles interagem, e eu ainda tenho que ver um roteiro”, disse. “Estou trabalhando no meu bronzeado, ok?”, acrescentou, brincando sobre o que tem feito durante a espera para as gravações. Questionado sobre uma possível evolução de seu personagem nesse novo arco narrativo, Meloni concordou. “Uma regressão eu não acho particularmente interessante. Sempre que penso em Elliot, penso que, por mais defeituoso que ele possa ter sido, seu coração estava sempre no lugar certo”, afirmou. “Acho que foi o seu senso de injustiça que trouxe à tona os piores aspectos dele. Acho que a idade, um tom mais suave, talvez não em suas paixões, mas em como ele faz seu trabalho. Acho que ele evoluiu, penso que ele agora está em um bom lugar com sua família, acho que ele está em um lugar muito melhor consigo mesmo em relação ao mundo”, completou. A nova série, desenvolvida pelo veterano produtor Dick Wolf, responsável por todos os projetos da franquia “Law & Order”, foi confirmada em março passado, animando os fãs que lamentaram a saída de Christopher Meloni de “Law & Order: SVU” em 2011, ao final da 12ª temporada. A NBC encomendou uma temporada inaugural de 13 episódios, num acordo que dispensou a gravação de um piloto. Sem previsão de estreia, a série vai mostrar que, após sair da divisão de crimes sexuais, Stabler passou a chefiar uma divisão de crime organizado do Departamento de Polícia da cidade de Nova York. Como se passa na mesma cidade de “SVU”, o público pode esperar um reencontro, via crossover, entre Stabler e a detetive Olivia Benson (Mariska Hargitay). Mas não deve ser uma reunião muito alegre, já que Stabler não se despediu de Benson, ao se afastar do departamento sem dizer uma palavra, com a notícia de que teria “se aposentado”. Isto aconteceu porque, na ocasião, Meloni não entrou em acordo para renovar seu contrato e não foi convidado para gravar um episódio de despedida do personagem. Desde que saiu de “SVU”, o ator esteve bastante ocupado, aparecendo em adaptações de quadrinhos, como “O Homem de Aço” (2013) e “Sin City: A Dama Fatal” (2014), e várias séries, entre elas “Underground”, “Wet Hot American Summer”, “Happy!”, “Pose”, “Maxxx” e “The Handmaid’s Tale”. Ele também dubla o Comissário Gordon na série animada “Harley Quinn” (da Arlequina).
Riz Ahmed vai estrelar sci-fi da Amazon
Os atores Riz Ahmed (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e Octavia Spencer (“A Forma da Água”) entraram no elenco de “Invasion”, ficção científica de Michael Pearce, vencedor do BAFTA (o Oscar britânico) como Melhor Diretor Estreante por “Beast” (2017). A produção está a cargo da Amazon Studios em parceria com as companhias britânicas Raw e Film4. O roteiro foi desenvolvido por Pearce em parceria com Joe Barton (roteirista de “O Ritual” e criador da série “Giri/Haji”). Ahmed interpretará um fuzileiro naval condecorado que foge com seus dois filhos enquanto tenta protegê-los de uma ameaça não humana. A jornada os levará a direções cada vez mais perigosas e inesperadas, e os dois irmãos serão forçados a enfrentar verdades difíceis e deixar a infância para trás. Spencer desempenhará um papel coadjuvante, como uma oficial de condicional. A previsão de filmagem é para ainda este ano nos Estados Unidos.
Ashley Judd ganha aval da Justiça para processar Harvey Weinstein
A Justiça americana deu ganho de causa para a atriz Ashley Judd na apelação de seu processo contra Harvey Weinstein. A atriz foi a primeira a acusar Weinstein na imprensa, colocando a carreira em risco para permitir que outras mulheres se manifestassem. Sua atitude encorajou uma centena de denúncias e deu início ao movimento #MeToo nas redes sociais, mas os advogados do produtor impediram que ela o processasse. A atriz afirma ter sido prejudicada propositalmente em sua carreira por se recusar a ter relações sexuais com Weinstein. Já a defesa do produtor alega que ele não era chefe dela, portanto não teria esse poder. Ela entrou com um recurso na Justiça e a análise, feita por três juízes, foi que, mesmo sem vínculo direto, a posição de produtor e de dono de estúdio estabelecia uma relação de poder de Weinstein sobre a atriz, permitindo que ela fosse prejudicada. “Em virtude da posição profissional e de sua influência, Weinstein se colocava em uma posição única de poder coercivo sobre [Ashley] Judd, que era jovem e no início de sua carreira na época do assédio”, disse a juíza Mary H Murguia. “Mais ainda, dada a forte influência e inevitável presença de Weinstein na indústria do cinema, era muito difícil para Judd romper com ele ‘sem dificuldade tangível’, ainda mais que a vida de atriz dependia de ser convidada para os papéis”, acrescentou. Ashley relatou que, nos anos 1990, quando estava em ascensão em Hollywood, Weinstein a chamou para uma reunião em um quarto de hotel, onde tirou a roupa e tentou fazer massagem nela. A atriz diz que, depois que ela se recusou, Weinstein passou a pressionar diretores a não escalá-la em novos filmes, levando-a a perder importantes oportunidades de trabalho. Embora tenha reclamado disso por muitos anos, só quando os abusos de Weinstein chegaram na imprensa é que diretores se manifestaram sobre a pressão sofrida para não escalar determinadas atrizes. Em entrevista, Peter Jackson revelou que Weinstein o desencorajou a contratar tanto Ashley quanto Mira Sorvino, outra atriz que o produtor tentou abusar, chamando ambas de “um pesadelo para se trabalhar”. Na época, Jackson estava dando início à produção da trilogia “O Senhor dos Anéis”. O processo aberto por Ashley acusa Weinstein de difamação, abuso de poder e assédio sexual. A vitória obtida na quarta (29/7) foi celebrada pelos advogados da atriz, que agora pode prosseguir com a ação.
Academia da Televisão confirma Emmy 2020 virtual
A Academia da Televisão confirmou os planos de realizar uma cerimônia virtual na premiação do Emmy 2020, que será apresentada à distância pelo comediante Jimmy Kimmel. Em uma carta enviada para os indicados e divulgada pelo site da revista Variety, a organização do evento compartilhou seus planos, dizendo que, em vez de levar os astros para o Microsoft Theater em Los Angeles, a premiação é que será levada até as casas dos concorrentes. “Estamos muito satisfeitos e honrados por produzir o evento em 20 de setembro e temos toda a intenção de não apenas garantir que ele não seja comprometido por esse momento louco em nossas vidas, mas que seja o Emmy mais memorável de todos os tempos e que você tenha uma noite maravilhosa ”, diz a carta, obtida pelo site-irmã da Deadline, Variety . “Como você provavelmente já adivinhou, não pediremos que você vá ao Microsoft Theater no centro de Los Angeles em 20 de setembro. A data ainda será a maior noite da televisão… mas neste ano nós vamos até você! ” A carta, assinada pelos produtores Jimmy Kimmel, Ian Stewart, David Jammy, Guy Carrington e Reggie Hudlin, ainda indica que a Academia prepara uma grande operação para colocar equipes de gravação ao dispor das estrelas. “Estamos reunindo um excelente time de técnicos, produtores e roteiristas para trabalhar com Jimmy Kimmel e com vocês e seus times para ter certeza de que podemos gravar com vocês (e seus entes queridos ou com quem mais vocês escolherem estar) em sua casa ou outro local de sua escolha.” As dificuldades criadas pela pandemia de coronavírus acabaram por oferecer uma chance para os produtores reinventarem a transmissão do evento, e talvez mostrar para outras organizações da indústria do entretenimento como isto pode ser feito.
Como Vender Drogas Online (Rápido) é renovada para a 3ª temporada
A Netflix anunciou a renovação de “Como Vender Drogas Online (Rápido)” para a 3ª temporada, uma semana após a disponibilização dos episódios de seu segundo ano de produção. O site Deadline afirma ter recebido informação de Netflix de que a comédia criminal criada por Philipp Käßbohrer e Matthias Murmann é seu maior sucesso original alemão. Entretanto, é difícil aceitar essa afirmação sem números, quando se sabe que há outra produção alemã muito mais popular na plataforma. Ou já esqueceram de “Dark”? Enfim, a Netflix também diz que o programa é bastante popular na Itália, na França e aqui no Brasil. A série é baseada numa história real. Na trama, para deixar de ser um nerd sem namorada, um adolescente começa a vender drogas pela internet e, em pouco tempo, ele e seu melhor amigo se tornam os maiores traficantes da Europa. Käßbohrer e Murmann voltarão como showrunners na 3ª temporada, que voltará a contar com Maximilian Mundt (Moritz), Danilo Kamperidis (Lenny), Damian Hardung (Dan), Lena Klenke (Lisa) e Lena Urzendowsky (xKira7) em seu elenco.
Sonia Darrin (1924 – 2020)
A atriz Sonia Darrin, que marcou época como femme fatale do cinema noir, morreu em 19 de junho, num hospital de Nova York, após sofrer uma queda aos 96 anos. Nascida Sonia Paskowitz em 16 de junho de 1924, em Galveston, Texas, ela se mudou com a família para a Califórnia na adolescência, quando teve aulas de dança com o bailarino e coreógrafo Adolph Bolm. Durante este período, Bolm começou a trabalhar na aventura de capa e espada “Os Irmãos Corsos” (1941), e convidou seus alunos para figurarem nas cenas de multidões. Darrin estreou nas telas como uma das frequentadoras de uma apresentação de ópera. Por ser dançarina, ela seguiu carreira em musicais, aparecendo em “Um Raio de Sol” (1941), “Minha Namorada Favorita” (1942) e “É Difícil Ser Feliz” (1943). Também chegou a atuar no terror “Frankenstein encontra o Lobisomem” (1943), mas seus papéis eram sempre pequenos e não creditados. Mesmo assim, foi selecionada pelo diretor Howard Hawks para viver uma bad girl e contracenar com Humphrey Bogart em “À Beira do Abismo” (1946), um dos mais famosos film noir de todos os tempos. Numa cena memorável do filme, o detetive Philip Marlowe (Bogart) finge ser um colecionador de livros raros para se aproximar da suspeita Agnes (Darrin) e perguntar se ela trabalhava na livraria em que estavam – que funcionava como fachada para negócios escusos. “Você vende livros, hum?”. Então, ela gesticula na direção de uma fileira de livros e responde: “O que você acha que é isso, toranjas?” Ela apareceu em outras cenas marcantes do filme, mas sua presença acabou diminuída porque, segundo afirma, seu agente discutiu com o chefe do estúdio, Jack Warner. Darrin também teve destaque em outro noir, “Bury Me Dead” (1947), com June Lockhart e Hugh Beaumont, e atuou em mais um clássico do gênero, “Coração Prisioneiro” (1949), de Max Ophüls. Também apareceu no drama de guerra “Sedução Trágica” (1948) e encerrou a carreira com um último noir, “Traidor Inesperado” (1950), antes de deixar Hollywood e se tornar modelo da agência de Eileen Ford em Nova York. Darrin manteve um perfil discreto, mas ressurgiu na década de 1970, quando seu filho Mason Reese se tornou uma estrela de comerciais. “Ela foi parte mãe, parte protetora, parte guerreira e parte empresária”, disse Reese à revista The Hollywood Reporter. “Ela sabia tudo sobre as armadilhas de Hollywood e incutiu em mim que isso seria uma montanha-russa e uma aventura – e que quando eu não quisesse mais fazer isso, não precisaria continuar a fazer.” Reese acrescentou que sua mãe não tinha ideia de que era uma atriz popular, porque seus papéis foram muito pequenos, mas os fãs de filmes noir a adoravam. “Ela ficava espantada quando recebia cartas de fãs pelo correio”, disse ele. Mãe e filho não foram os únicos astros da família. O irmão da atriz é considerado uma lenda do surf da Califórnia, Dorian “Doc” Paskowitz. Relembre abaixo, a famosa cena das toranjas literárias.
HBO anuncia seis novas produções brasileiras
A HBO anunciou seis novos projetos brasileiros, incluindo três séries originais que já estão em desenvolvimento: a comédia “Área de Serviço”, o drama “O Amor Segundo Buenos Aires” e a fantasia “O Beijo Adolescente”. O pacote anunciado pela HBO Brasil se completa com três coproduções documentais. Criada e escrita pelos atores Pedro Cardoso (o Agostinho de “A Grande Família”) e Graziella Moretto (“Cidade de Deus”), “Área de Serviço” pretende abordar a relação entre diferentes classes sociais. A trama vai girar em torno de Jacinto, um brasileiro criado em Portugal, que volta ao Brasil em busca de informações sobre a mãe que não conheceu. Hospedado na mansão de uma tia, ele passa a conviver com os numerosos empregados que ali trabalham, passando por situações inusitadas. A direção dos episódios está a cargo da cineasta Monique Gardenberg (“Paraíso Perdido”), que também participa do desenvolvimento da produção. Baseado no livro do jornalista brasileiro Fernando Scheller, “O Amor Segundo Buenos Aires” acompanha Hugo, um brasileiro que se muda para Buenos Aires acompanhando a namorada, que vai estudar dança. À medida que o romance esfria, Hugo vai se apaixonando pela cidade e conhecendo as histórias de outras pessoas. Sheller integra a equipe de produção. Inspirada pelos quadrinhos de Rafael Coutinho (ilustração acima), “O Beijo Adolescente” se passa em um mundo em que os adultos não têm cor e apenas os jovens são coloridos. Nessa realidade, certos adolescentes manifestam um tipo de superpoder ao dar o primeiro beijo. A fantasia conta com a consultoria do próprio autor. Já as três coproduções documentais são “Odilon, Réu de Si Mesmo”, sobre o juiz federal Odilon de Oliveira, responsável pelas condenações de Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia, “Coisa de Menino”, com direção de Guto Barra e Tatiana Issa (que já fizeram a série “Fora do Armário” para a HBO), sobre as origens da “masculinidade tóxica” na infância, e “Bobiography”, que abordará o ídolo brasileiro do skate Bob Burnquist. “Nestes últimos meses, estivemos trabalhando com produtoras brasileiras no desenvolvimento de novo conteúdo nacional, para levar ainda mais histórias originais e inovadoras ao público de todo o mundo”, disse Roberto Rios, vice-presidente Corporativo de Produções Originais da HBO Latin America, em comunicado. “O conteúdo brasileiro é muito bem recebido também internacionalmente e nossas produções foram inclusive incluídas na nova plataforma HBO Max, nos Estados Unidos. Para continuar com esse trabalho, estamos focados neste momento na análise de novos projetos e no desenvolvimento de roteiros”, acrescentou o executivo.
Um Animal Amarelo: Novo filme de Felipe Bragança vai encerrar festival IndieLisboa
O drama brasileiro “Um Animal Amarelo” foi selecionado como filme encerramento do IndieLisboa, o maior festival de cinema independente de Portugal. O longa escrito e dirigido por Felipe Bragança será apresentado na noite de premiação dos festival, marcada para 5 de setembro. Devido à pandemia de coronavírus, o Indielisboa, normalmente realizado durante o mês de maio, vai acontecer neste ano no período de 25 de agosto a 5 de setembro. O evento será um dos primeiros festivais europeus a acontecer com presença de público nas salas, seguindo normas de segurança e higiene sanitária de prevenção. Sexto longa dirigido por Bragança, “Um Animal Amarelo” teve première mundial em janeiro, no Festival de Roterdã, e deve estrear comercialmente em Portugal e no Brasil em novembro. O filme é descrito pelo diretor como uma “tragicômica e melancólica fábula tropical sobre as heranças do colonialismo português no Brasil de hoje”, e foi rodado no Brasil, Portugal e Moçambique com produção da carioca Marina Meliande e do português Luis Urbano – produtor de filmes de Miguel Gomes e Manoel de Oliveira. O elenco é multinacional e inclui os brasileiros Higor Campagnaro, Herson Capri, Thiago Lacerda, Sophie Charlotte e Tainá Medina, os luso-africanos Isabel Zuaa, Lucília Raimundo e Matamba Joaquim e os portugueses Catarina Wallenstein, Diogo Dória e Adriano Luz. Veja abaixo o trailer do longa.
Filme brasileiro Cidade Pássaro ganha estreia internacional na Netflix
O drama brasileiro “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, ganhou lançamento internacional na Netflix nesta quarta (29/7). Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, o filme é a produção nacional mais elogiada de 2020 até o momento. Mas o público brasileiro precisará esperar mais que o resto do planeta para conhecê-la. Como os distribuidores ainda planejam uma estreia cinematográfica, o filme só chegará por aqui no final do ano. Rodado em São Paulo e protagonizado por dois atores nigerianos, “Cidade Pássaro” conta a história de Amadi (OC Ukeje), imigrante que desembarca na capital paulista em busca de seu irmão Ikenna (Chukwudi Iwuji), o primogênito de uma família da etnia Igbo. Enquanto procura seu irmão, que mentiu sobre sua vida no Brasil, Amadi conhece uma comunidade de imigrantes na cidade. O elenco conta também com Indira Nascimento (“3%”), no papel de Emília, que passa a ser a ligação de Amadi com os brasileiros. OC Ukeje é um ator de destaque em Nollywood, a indústria cinematográfica do pais, com papéis em mais de 30 filmes, enquanto Chukwudi Iwuji já se projetou em produções americanas, aparecendo em “Designated Survivor” e na premiada minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us). Com o título internacional de “Shine Your Eyes”, o filme atingiu 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. São apenas sete críticas computadas, mas os elogios entusiasmados da imprensa mundial foram decisivos para a Netflix querer a produção – chamada de “estreia brilhante” pelo The Hollywood Reporter. “Cidade Pássaro” é o primeiro longa de ficção dirigido por Matias Mariani, mas ele tem longa trajetória como produtor e já dirigiu um par de documentários, entre eles “A Vida Privada dos Hipopótamos” (2014), sobre os animais de estimação do traficante Pablo Escobar. O novo longa é uma produção da Primo Filmes (“O Cheiro do Ralo”) e Tabuleiro Filmes (“Diamante, o Bailarina”), em associação com a Taiga Filmes (“Histórias que só Existem quando Lembradas”) e coprodução internacional com MPM Films (“O Cavalo de Turin”) e February Films (“O Hospedeiro”). A distribuição no Brasil será feita pela Vitrine Filmes. Confira abaixo o trailer do drama de Mariani.
The Boys: Série ultraviolenta da Amazon vai passar na TV aberta pelo SBT
A série “The Boys”, produção original do Amazon Prime Video, vai ser ser exibida na TV aberta brasileira pela rede SBT. A estreia foi marcada para 15 de agosto e, ao contrário do streaming, a exibição será semanal, com um episódio novo exibido toda virada de sábado para domingo, às 0h15, após a competição culinária “Bake Off Brasil”. O horário é propício para o conteúdo adulto da série, que apesar ser uma produção de super-heróis tem várias cenas de ultraviolência, com muito sangue e vísceras, além de abordar consumo de drogas, incluir temática sexual forte e trazer personagens sádicos. Por conta disso, não está claro se a exibição será integral ou sofrerá alguma censura para exibição na TV. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a série acompanha um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. “The Boys” é estrelada por Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam super-heróis malvados. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Os responsáveis pela produção são os mesmos que deram vida à “Preacher”, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. A 2ª temporada tem estreia marcada para 4 de setembro na Amazon Prime Video e a série já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção. Confira abaixo o trailer da temporada inaugural para entender a paulada que será exibida no SBT.
Chemical Hearts: Drama adolescente com Lili Reinhart ganha primeiro trailer
A Amazon divulgou fotos, o pôster e o trailer legendado do romance adolescente “Chemical Hearts”, estrelado pela atriz Lili Reinhart, a Betty Cooper de “Riverdale”. Adaptação do livro “A Química que Há entre Nós” (Our Chemical Hearts), de Krystal Sutherland, o longa conta a história de Henry Page (Austin Abrams, de “Euphoria”), de 17 anos, que nunca se apaixonou. Ele se imagina vivendo um romance, mas o tipo de amor que ele busca não aconteceu ainda. Então, no primeiro dia do último ano do ensino médio, ele conhece a estudante transferida Grace Town (Lili Reinhart) e tudo começa a mudar. Grace e Henry são escolhidos para co-editar o jornal da escola, e ele é imediatamente atraído pela misteriosa personagem. Ao descobrir o segredo de partir o coração que mudou sua vida e a deixou traumatizada, andando com uma bengala, ele se apaixona por ela – ou pelo menos pela pessoa que pensa que ela é. O filme tem roteiro e direção de Richard Tanne, que anteriormente fez o romance “Michelle e Obama”, sobre o namoro do ex-Presidente Barack Obama e sua futura esposa. E o elenco inda inclui Sarah Jones (“For All Mankind”), Kara Young (“O Justiceiro”) e Coral Peña (“The Enemy Within”). “Chemical Heart” vai chegar no serviço de streaming no dia 21 de agosto.












