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  • Série

    David Fincher anuncia fim de Mindhunter

    23 de outubro de 2020 /

    O diretor David Fincher confirmou ter encerrado a série “Mindhunter”, que ele produzia para a Netflix. Em entrevista ao site Vulture, o cineasta afirmou que o drama criminal, baseada em fatos reais, sobre a formação de uma unidade do FBI especializada na caça de serial killers, não terá 3ª temporada. Ele justificou o fim da série pelo excesso de trabalho e tempo que demandava sua produção. “Nós vivemos por lá [Pittsburgh] por quase três anos”, disse Fincher. “Não ano após ano, provavelmente seis ou sete meses no ano… Foi muito para mim”. Fincher explicou que fez a 1ª temporada sem um showrunner, “só comigo resolvendo tudo, semana a semana”. E que isso quase implodiu a série já na 2ª temporada. “Começamos a receber os roteiros para a 2ª temporada, e quando vi o que estava escrito decidi que não gostava de nada. Então, jogamos fora e começamos de novo”. Só que, em vez de contratar showrunner experiente, ele preferiu uma assistente de direção, Courtenay Miles, e acabou coproduzindo a série com ela. “Era uma semana de trabalho de 90 horas. A série absorve tudo em sua vida. Quando terminei, estava bastante exausto e disse: ‘Não sei se tenho forças para fazer a 3ª temporada”, continuou. Além do grande esforço, ele considera que a série é muita cara para a audiência que atingiu, e confidenciou ter falado sobre isso com a Netflix. Mas os responsáveis pela plataforma não concordaram imediatamente em encerrar a produção. “Termine ‘Mank’ e depois veja como você se sente”, teriam dito, segundo Fincher. “Mas, honestamente, não acho que conseguiremos fazer a série por menos do que custou a 2ª temporada. E em algum nível, você tem que ser realista quanto ao fato de que os dólares têm que atrair público suficiente”, completou. A declaração de Fincher confirma boatos que circulavam desde janeiro, quando veio à toa que o diretor não tinha agendado o retorno da produção, preferindo se dedicar a outros projetos na própria plataforma de streaming. Anteriormente, Holt McCallany tinha dito que Fincher planejava cinco temporadas de “Mindhunter” e que pretendia continuar na série enquanto o cineasta estivesse envolvido. A 2ª temporada foi disponibilizada em agosto de 2019 e atingiu impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes. De acordo com o Vulture, apesar da baixa audiência, a Netflix estaria aberta a retomar e concluir a série. A ideia é deixar Fincher descansar. O diretor vai lançar seu novo filme, “Mank”, pela Netflix em dezembro. E pode muito bem retomar “Mindhunter” mais adiante, já que realmente continua envolvido em outras produções da plataforma. Um porta-voz da Netflix, ouvido pelo site, acrescentou: “Talvez em cinco anos.”

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  • Música

    Elza Soares se junta aos Titãs em clipe de hit da banda paulista

    23 de outubro de 2020 /

    A cantora Elza Soares e o agora trio Titãs estão juntos – mas à distância – num novo clipe de “Comida”, hit de 1987, lançado durante a fase mais famosa da banda paulistana. A gravação inédita devia ter entrado no disco “Planeta Fome”, lançado por Elza no ano passado. Tematicamente, fazia todo o sentido, mas a canção acabou ficando fora da versão final da obra. Um ano depois, para comemorar sua indicação ao Grammy Latino, a cantora resolveu finalmente revelou sua versão. “Escolhi essa música porque acho impressionante a força de sua letra e a interpretação dos Titãs, de quem sempre fui fã”, disse Elza sobre o cover. “A voz da Elza Soares é atemporal e única, é um grito de liberdade. Poder cantar e tocar com ela uma de nossas canções mais emblemáticas, e participar do clipe, é uma honra e uma glória”, reverberou Tony Belloto. Veja o resultado abaixo.

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  • Filme

    Filmagens de Missão: Impossível são paralisadas em Veneza por suspeita de covid-19

    23 de outubro de 2020 /

    As filmagens do novo “Missão: Impossível” voltaram a ser suspensas, durante a produção em Veneza, na Itália. Apesar do motivo da paralisação não ter sido confirmado oficialmente, os figurantes italianos foram informados nesta sexta (23/10) que havia a suspeita de um caso de covid-19 entre a equipe. Segundo o jornal La Repubblica, cerca de 150 figurantes italianos foram enviados de volta para casa até que se decida pela retomada. A produção desmontou o set que havia sido criado próximo ao Campo San Giacomo dell’Orio, e não há informação de quando as filmagens serão retomadas. Mas o período de hiato tem sido de duas semanas, tempo em que os suspeitos de infecção permanecem isolados em quarentena, até o final da fase de transmissão. É a terceira vez que a produção é interrompida e a segunda em Veneza. Parte da equipe estava nas locações em fevereiro passado, quando a cidade entrou em lockdown, suspendendo os trabalhos. Em vez de reescrever as cenas para transpor a ação para outro local, o diretor Christopher McQuarrie optou por retomar a produção em agosto na Inglaterra, um dos primeiros países europeus a implementar protocolos de segurança para a volta das filmagens durante a pandemia, e retornar a Veneza só mais tarde – nesta semana – , quando a situação se normalizasse e fosse possível realizar as cenas programadas. Durante as filmagens inglesas, houve um acidente de moto com um dublê, que também paralisou a produção, mas por um curto período. Tom Cruise chegou a Veneza na segunda-feira (19/10), passeou e atendeu aos fãs nas ruas, antes de registrar uma cena em que saltava entre barcos no canal que atravessa a cidade, em meio a uma perseguição. Além dele, outros integrantes dos filmes também estão no local. Ao lado de Tom Cruise como o agente Ethan Hunt, as continuações trazem de volta outros integrantes da saga de espionagem, como Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Quem também volta é Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Já as novidades incluem Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”) e Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”). A Paramount deu sinal verde para que dois longas fossem produzidos simultaneamente. Ambos foram escritos e estão sendo dirigidos por Christopher McQuarrie, que reassume as funções após o sucesso dos dois últimos longas da franquia, “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015) e “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018). Devido à paralisação inicial das filmagens, as duas sequências receberam novas previsões de estreia da Paramount. “Missão: Impossível 7” ficou para 19 de novembro de 2021, e o filme seguinte, “Missão: Impossível 8”, foi remarcado para 4 de novembro de 2022. Veja abaixo novas imagens da produção em Veneza. Tom Cruise filming some scenes for Mission Impossible 7 earlier today in Venice, Italy! #TomCruise #MissionImpossible7 pic.twitter.com/CMy0DSwbSK — Looper (@looper) October 21, 2020 Mi único héroe en este lío @TomCruise #MissionImpossible7 pic.twitter.com/Jpkeui88qN — ıllıllı Cariolisima ıllıllı (@cariolisima) October 23, 2020 @TomCruise just sexy 🔥 #MissionImpossible7 pic.twitter.com/p7W3q9uOjG — ղíkkմ 💫 (@not_dat_guy) October 22, 2020 THEY'RE BACK I'M CRYINGGG ERHAN AND ILSA ARE GONNA MEET IN VENICE I'M DEAD#MissionImpossible7 #RebeccaFerguson #TomCruise pic.twitter.com/TVj7PI1KPz — Flav⎊ (@Darveyinbed) October 22, 2020 pom klementieff, hayley atwell, and simon pegg in venice #MissionImpossible7 pic.twitter.com/MiC3USPeFK — best of pom (@pomkIementieff) October 20, 2020

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  • Música

    Ariana Grande vira presidente dos EUA em novo clipe

    23 de outubro de 2020 /

    O novo clipe de Ariana Grande, lançado na madrugada desta sexta (23/10), mostra a cantora como presidente dos EUA. Encenado numa Casa Branca cenográfica (uma mescla de estúdio e computação gráfica), “Positions” traz Ariana assinando documentos, distribuindo medalhas, tendo encontros diplomáticos e comandando reuniões da gabinete (composto por mulheres e integrantes da comunidade LGBTQIA+), como a mulher mais poderosa do mundo ocidental. Curiosamente, a letra da música não tem nada de política. E passa longe do feminismo. Ela aborda um amor que faz a cantora assumir diferentes papéis em seu dia-a-dia. “Trocando as posições para você/ Estou na cozinha e depois já estou no quarto/ Estou nas Olimpíadas pulando barreiras/ Saiba que meu amor é infinito, não há nada que eu não faria”, canta Ariana, assumindo-se submissa. O vídeo que acompanha a canção, dirigido por Dave Meyers, subverte a lógica da letra, colocando Ariana em outra posição: acima de todos. Meyers, claro, é responsável pelos clipes dos principais nomes do pop contemporâneo, entre eles Camila Cabello, Shawn Mendes, Harry Styles, Rita Ora, Billie Eilish, Ed Sheeran, etc., e mais recentemente comandou todos os episódios da série “Sneakerheads”, lançada pela Netflix em setembro. “Positions” também é a primeira faixa do novo álbum de Ariana, que deve ser lançado ainda este mês. Ainda sem título, o disco será o sucessor do bem-sucedido e premiado “Thank U, Next”, que saiu em fevereiro de 2019. Apesar do hiato de mais de um ano, Ariana se manteve nos holofotes em 2020 com duas parcerias: “Rain on Me”, com Lady Gaga, e “Stuck with U”, com Justin Bieber.

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  • Série

    Séries online: Opções de maratona incluem dois terrores nacionais

    23 de outubro de 2020 /

    O Halloween costumava ser apenas um feriado americano, mas já se tornou bastante popular no Brasil – antes que nacionalistas reclamem, também foi assim como outra invenção das lojas de departamento dos EUA, o Natal, cuja decoração inclui até “neve”. Para quem gosta de terror, a data é ótima oportunidade para maratonar conteúdo do gênero, e a programação de streaming, a uma semana do Dia das Bruxas americano, mostra que as séries nacionais também entraram no clima. São logo duas de uma vez. A principal é “Desalma”, uma superprodução de 10 capítulos da Globoplay, com Cássia Kis em performance assombrosa. Gravada no interior do Rio Grande do Sul, a série até evoca o clima das produções do terror americano, geralmente passadas em cidadezinhas frias e em meio a florestas escuras, reunindo vários atores adolescentes. E tem um detalhe para quem gostou da série alemã “Dark”: o som tétrico dos episódios é criação do sonoplasta alemão Alexander Wurz, que trabalhou na série da Netflix. A Globoplay também disponiliza “Noturnos”, uma antologia que estreou nesta semana no Canal Brasil, mas que já tem três de seus seis episódios online. Trata-se de uma produção criada por dois cineastas premiados e especialistas em terror brasileiro, Marco Dutra (“As Boas Maneiras”) e Caetano Gotardo (“Todos os Mortos”), além de Renato Fagundes (da série “Sob Pressão”), e inspirada por, quem diria, contos de Vinicius de Moraes. A Netflix iguala a oferta com mais duas opções do gênero, a sobrenatural “Penny Dreadful: City of Angels” e o suspense “The Alienist: The Angel of Darkness”, originalmente produzidas para a TV paga americana. Confira abaixo mais detalhes destas e de outras séries que formam o Top 10 do streaming deste fim de semana. Desalma | Brasil | 1ª Temporada A série de terror nacional traz Cássia Kis (“Redemoinho”) como bruxa e Cláudia Abreu (“Berenice Procura”) como mãe de um menino assombrado por espíritos do mal. Com ênfase em gravações noturnas em florestas da região Sul do Brasil, a atração exibe cenas que parecem sair de “A Bruxa” e “Midsommar”. A trama se passa numa comunidade rural parada no tempo, onde fenômenos sobrenaturais assombram a população de imigrantes ucranianos ao longo de décadas. Assim, eventos que aconteceram em 1988 se refletem em aflições dos dias atuais, materializando duas histórias paralelas em épocas distintas. Os roteiros são de Ana Paula Maia (“Deserto”), a direção está a cargo de Carlos Manga Jr. (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”) e o elenco também conta com Maria Ribeiro (“Como Nossos Pais”), Bruce Gomlevsky (“Polícia Federal: A Lei É para Todos”), Alexandra Richter (“Minha Mãe É uma Peça”), Isabel Teixeira (“Os Amigos”) e Gabriel Muglia (“Histórias Estranhas”), misturados a atores jovens. Disponível na Globoplay Noturnos | Brasil | 1ª Temporada Antologia de terror de Marco Dutra e Caetano Gotardo, dupla premiada do terror brasileiro, que este ano exibiu “Todos os Mortos” no Festival de Berlim. Dutra, que também dirigiu os premiados “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras”, assina os episódios com Gotardo e Renato Fagundes (da série “Sob Pressão”), e o detalhe é que a produção original do Canal Brasil é inspirada em contos do compositor Vinicius de Moraes, mostrando um lado pouco conhecido do “poetinha”. A série vai juntar os contos num mesmo contexto, ao acompanhar personagens de uma companhia de teatro confinada por causa de uma tempestade. As histórias de assombração que os atores contam para passar o tempo rendem os seis episódios, encenados em diferentes épocas e com temáticas variadas, que vão de escravidão ao fanatismo religioso. Cada episódio é contado a partir de um ponto de vista diferente e o elenco inclui artistas como Marjorie Estiano, Andrea Marquee, Bruno Bellarmino, Ícaro Silva e Rafael Losso. Disponível na Globoplay O Gambito da Rainha | EUA | Temporada Única Com seis episódios, a minissérie de época traz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”, “Emma.”, “Os Novos Mutantes”) como uma órfã que se torna um prodígio do xadrez durante a Guerra Fria. A trama segue a personagem dos 8 aos 22 anos, enquanto luta contra o vício e tenta se tornar a maior enxadrista do mundo. Baseada no romance homônimo de Walter Tevis, “The Queen’s Gambit” (título original) capricha na recriação dos anos 1960, com destaque para figurinos e direção de arte, e foi desenvolvida por Scott Frank (roteirista do filme “Logan” e criador de “Godless”), que assina roteiros, direção e a produção executiva da atração. Disponível na Netflix The Alienist | EUA | 2ª Temporada Um dos maiores sucessos da TV paga americana de 2018 retorna numa nova história completa, batizada de “The Alienist: The Angel of Darkness”. A continuação volta a reunir o elenco original: Daniel Bruhl (“Capitão América: Guerra Civil”) como o excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – como eram chamados os primeiros psiquiatras -, Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) como John Moore, repórter investigativo do New York Times, e Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”) na pele da ex-secretária da polícia Sara Howard, que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. A trama adapta o segundo livro escrito por Caleb Carr sobre os personagens, traduzido no Brasil como “O Anjo das Trevas”, que gira em torno do sequestro da filha de um diplomata espanhol em visita a Nova York. O crime tem como pano de fundo as tensões crescentes entre Espanha e Estados Unidos no período, que culminariam logo em seguida na Guerra Hispano-Americana do final do século 19. Disponível na Netflix Penny Dreadful: City of Angels | EUA | 1ª Temporada A mais recente série de John Logan (roteirista de “007 Contra Spectre”) abandonou os personagens góticos clássicos da bem-sucedida “Penny Dreadful” (2014-2016) para explorar terrores reais, como o fascismo e o racismo, ao lado de aparições do além na Los Angeles dos anos 1930. Mas não foi tão bem sucedida quanto a atração original, sendo cancelada após esta única temporada pelo canal pago Showtime nos EUA. Na trama, ao investigar um assassinato macabro, um detetive novato (Daniel Zovato, de “O Homem nas Trevas”) acaba descobrindo um submundo de trevas numa das maiores cidades americanas. O bom elenco ainda incluía Lorenza Izzo (“Bata antes de Entrar”), Rory Kinnear (“Penny Dreadful”), Jessica Garza (“The Purge”), Nathan Lane (“Os Produtores”), Ethan Peck (“Star Trek: Discovery”), Adam Rodriguez (“Criminal Minds”), Piper Perabo (“Covert Affairs”), a veterana Adriana Barraza (“Dora e a Cidade Perdida”) e principalmente Natalie Dormer (“Game of Thrones”), que encarnou quatro personagens diferentes. Vale esclarecer que, apesar do cancelamento precoce, o spin-off tem boa avaliação (75% no Rotten Tomatoes) e finaliza (a maior parte de) sua trama. Disponível na Amazon Os Bárbaros | Alemanha | 1ª Temporada No estilo épico de “Vikings”, a atração conta como tribos bárbaras rivais formaram uma aliança estratégica para lutar contra três legiões de Roma na Batalha da Floresta de Teutoburgo em 9 DC, considerada a maior derrota do Império Romano. O austríaco Laurence Rupp (“Os Sonhados”) lidera o elenco no papel histórico de Arminius, um bárbaro criado pelos romanos que, apesar de ter sido treinado como legionário, acabou se tornando o líder da rebelião germânica. Ele foi capaz de unir chefes rivais para a batalha sangrenta, que forçou Roma a abandonar a região. O resultado da batalha estabeleceu o rio Reno como fronteira do Império Romano pelos séculos seguintes, fato que distanciou as culturas romana e germânica e causou o declínio da influência latina na região que viraria a Alemanha. A direção é de Steve Saint Leger, que comandou a sci-fi “Sequestro no Espaço” (2012) e vários episódios de “Vikings”. Disponível na Netflix Um Rapaz Adequado | Índia | Temporada Única A premiada cineasta indiana Mira Nair volta a explorar a cultura dos casamentos arranjados, que lhe rendeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza com “Um Casamento à Indiana” (2001), nesta adaptação do best-seller de Vikram Seth, transformada em minissérie por um especialista em comédias românticas, o britânico Andrew Davies (“O Diário de Bridget Jones”). A trama se passa nos anos 1950, no período da independência da Índia, em que hindus e muçulmanos se separaram em países distintos, originando o Paquistão. Este pano de fundo torna especialmente complicado o romance dos protagonistas, uma jovem hindu (Tanya Maniktala) e um rapaz muçulmano (Danesh Razvi, ambos novatos), que contrariam os planos de casamentos arranjados de suas famílias ao se conhecerem por acaso. Enquanto retratam esse romance proibido, os seis episódios oferecem um vasto panorama, que acompanha os destinos de quatro grandes famílias, ao explorar a história e a cultura da Índia em um momento crucial do país. Disponível na Netflix Eu, Tu e Ela | EUA | 5ª Temporada Desenvolvida por John Scott Shepherd (criador de “Save Me”), “You Me Her” (título original) é uma comédia romântica e dramática com um ingrediente a mais: uma terceira pessoa. Mas o que parece feito para rir acaba rendendo uma reflexão sobre se um relacionamento a três pode realmente funcionar. Na trama, Emma e Jack, casados há anos, enfrentam um período de marasmo no relacionamento. É quando entra em cena Izzy, uma estudante de pós-graduação que oferece aos dois um serviço de “acompanhante” e o mais improvável acontece: tanto Jack quanto Emma apaixonam-se por ela – e são correspondidos. Assim começa a história “poliamorosa”, que rendeu ao menos cinco anos de felicidade para todos os envolvidos – o elenco central é formado por Greg Poehler (irmão de Amy Poehler e astro-criador da série “Welcome to Sweden”), Rachel Blanchard (da série “Fargo”) e Priscilla Faia (série “Rookie Blue”). A 5ª temporada é também o final da série. Disponível na Netflix Tempos de Crise | Suiça | 2 Temporadas Drama criminal, passado no centro financeiro europeu. A trama começa quando um banqueiro é vítima de uma overdose de insulina e acaba em coma. Ao tomar seu lugar na instituição, sua irmã (Laura Sepul, de “Noite Adentro”), que odeia e sempre evitou os negócios da família, encontra transações bancárias obscuras e começa a suspeitar que o acidente foi, na verdade, uma tentativa de assassinato. Logo, ela também se vê alvo de violência. A série destaca, entre seus criadores, o cineasta suiço Fulvio Bernasconi, diretor dos filmes “Misericórdia” (2016) e “Out of Bonds” (2007). Disponível na Globoplay Mad Men | EUA | 7 Temporadas Vencedora de quatro Emmys de Melhor Série de Drama, “Mad Men” transformou os atores John Hamm e Elisabeth Moss em astros, colocou o canal pago americano AMC no mapa – antes de “Breaking Bad” e “The Walking Dead” – e fez História na TV com um estilo narrativo pouco convencional. Lenta, mas cativante, a criação de Matthew Weiner recriou – como poucas conseguiram – os anos 1960 em detalhes realistas, ao acompanhar as mudanças sociais da época, refletidas pelo trabalho de um grupo de publicitários numa agência fictícia – mas encarregada de algumas das campanhas reais mais famosas do período. Quem não acompanhou na época em que a atração se tornou a mais falada da TV americana, pode agora maratonar todos os episódios de uma única vez, do começo magistral de 2007 ao final elogiadíssimo de 2015. Disponível na Starzplay

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  • Filme

    Estreias online: Volta de Borat é principal lançamento digital da semana

    23 de outubro de 2020 /

    A programação de estreias digitais do fim de semana tem como grande destaque a volta do repórter mais conhecido do Cazaquistão. “Borat 2” – ou melhor, “Borat: Fita de Cinema Seguinte” – é tão esperado que chegou a entrar nos trending topics do Twitter antes mesmo da estreia, devido a uma cena polêmica envolvendo Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, que atualmente é advogado e conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump. Mas o filme tem muito mais ultrajes a oferecer. A continuação deve agradar em cheio aos fãs do já clássico original de 2006. O Top 10 ainda inclui o novo filme de Sofia Coppola, “On the Rocks”, o remake do suspense hitchcockiano “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, a animação “A Caminho da Lua” e muitos documentários – metade da lista é composta por documentários. Com a reabertura dos cinemas, o fluxo de lançamentos inéditos diminuiu nos sites de locação virtual, permitindo que as plataformas de streaming voltassem a se tornar o principal destino de quem busca por novidades. Além disso, há outro motivo para a falta dos frequentes títulos europeus de arte nesta semana. As distribuidoras do setor estão prestigiando a realização online da Mostra de São Paulo, que começou a disponibilizar títulos na madrugada desta sexta (23/10) em sua nova plataforma digital, Mostra Play (https://mostraplay.mostra.org/). A seleção de filmes, que será exibida até 4 de novembro, também tem sessões no Spcine Play e Sesc Digital, além projeções presenciais, realizadas no Belas Artes Drive-In e no Sesc Drive-In (do Sesc Parque Dom Pedro). Detalhe: os títulos disponibilizados no Spcine Play e no Sesc Digital podem ser assistidos de graça. Saiba mais. Borat: Fita de Cinema Seguinte | EUA | 2020 O comediante Sacha Baron Cohen volta a azucrinar a direita americana na continuação de seu maior sucesso. Borat Sagdiyev, o repórter racista, antissemita e politicamente incorreto do Cazaquistão vem desta vez acompanhado pela filha (Maria Bakalova). E uma das sequências traz o personagem invadindo um evento do Partido Republicano, disfarçado de Donald Trump, para dar a filha para “Michael Pennis” – na verdade, Mike Pence, o atual vice-presidente dos EUA. O disfarce é um dos muitos usados por Cohen na continuação. O filme explica que Borat se tornou uma celebridade e não pode ir a todos os lugares sem ser reconhecido. Lançado em 2006, o primeiro “Borat” deu certo justamente porque o comediante não era tão conhecido. Encarnando Borat Sagdiyev, um jornalista desajeitado da rede estatal de TV do Cazaquistão, ele desfilou seu inglês ruim e vários preconceitos com a desculpa de fazer um documentário sobre a vida nos EUA. E conseguiu convencer várias pessoas de que Borat era uma pessoa real, registrando suas reações no filme de pegadinha mais eficaz e engraçado de todos os tempos. Depois disso, o comediante usou tática semelhante para enganar conservadores famosos em seu programa de TV “Who’s America”, exibido nos EUA em 2018, sempre fingindo ser um personagem de extrema direita. A “Fita de Cinema Seguinte” surge como uma mistura das duas abordagens, em que Cohen aparece como Borat e como Borat disfarçado de conservador radical, que convence americanos comuns a mostrarem o que tem de pior. Entre as visitas que registra, desta vez estão um “Centro de Saúde da Mulher”, que apesar do nome não é uma clínica que realiza abortos, mas o oposto disso, e locais para “quarentenas” de homens de direita. Disponível na Amazon. On the Rocks | EUA | 2020 A comédia marca uma nova colaboração entre o ator Bill Murray e a diretora Sofia Coppola, 17 anos depois do cultuado “Encontros e Desencontros”. A história é mais convencional que o trabalho anterior, centrado num enredo típico de Hollywood: a suspeita de infidelidade. Na trama, Murray vive o pai da personagem de Rashida Jones (“Parks and Recreation”). Numa conversa casual, ele pondera que o fato de seu genro estar sempre viajando a negócios pode, na verdade, ser o álibi de um caso. Plantando a semente da dúvida, convence a filha a acompanhá-lo numa tocaia pela noite de Nova York para confirmar se o marido dela (Marlon Wayans, de “Seis Vezes Confusão”) está mesmo sendo infiel. Sofia, que é filha do cineasta Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão”), admite que baseou o personagem de Murray no próprio pai, e diz que o filme é uma “jornada divertida” concebida para estreitar os laços entre pai e filha. Disponível na Apple TV+. Rebecca, a Mulher Inesquecível | EUA | 2020 A nova versão do romance clássico de Daphne du Maurier traz Lily James (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) e Armie Hammer (“Me Chame pelo seu Nome”) nos papéis eternizados por Joan Fontaine e Laurence Olivier na obra-prima de Alfred Hitchcock, que venceu o Oscar de Melhor Filme em 1941. A trama conhecida, que combina história de amor, crime e mistério gótico, acompanha uma jovem que se apaixona e casa inesperadamente com um aristocrata, mas, ao chegar à imponente propriedade de seu marido na costa inglesa, descobre que terá que disputar atenção com um fantasma – ou melhor, a sombra de sua primeira esposa falecida, Rebecca, cuja lembrança opressiva continua a assombrar a mansão. A obra foi adaptada pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”) e dirigida por Ben Wheatley (“No Topo do Poder”). Mas não foi desta vez que a maldição cinéfila foi quebrada. Até hoje, nenhum remake de filme dirigido por Hitchcock jamais igualou o impacto – ou o sucesso – da filmagem original. Disponível na Netflix. A Caminho da Lua | EUA | 2020 Com um visual de CGI caprichado, a animação acompanha a história de Fei Fei, uma garota que cresceu com histórias românticas sobre a existência de uma mulher na lua, separada de seu grande amor há milênios. Conforme ela cresce e os adultos questionam sua fé na fábula, ela decide provar a todos que a história é real. Para isso, constrói um foguete em seu quintal capaz de levá-la até a lua. A direção é de Glen Keane, animador de clássicos da Disney, como “A Bela e a Fera” e “A Pequena Sereia”, e diretor do curta “Dear Basketball”, vencedor do Oscar 2018. Já o roteiro foi o último trabalho de Audrey Wells (“Quatro Vidas de um Cachorro”), que enfrentava uma doença terminal e quis deixar o filme como uma “carta de amor” para seu marido e sua filha, antes de falecer em 2018. O visual influenciado por animes – ou a versão Disney de animes, como “Operação Big Hero” – é completado por dublagens originais de estrelas asiáticas dos EUA, como Sandra Oh (“Killing Eve”), John Cho (“Star Trek”), Margaret Cho (“Drop Dead Diva”) e Phillipa Soo (“The Code”), além de Cathy Ang (vista na série “Ramy”), que dubla a protagonista. Mas vale avisar que se trata de uma produção à moda antiga, evocando a época pré-Pixar em que todo desenho era um musical repleto de canções. Disponível na Netflix. Kadaver | Noruega | 2020 Terror norueguês e pós-apocalíptico criado pelo jovem diretor de clipes musicais Jarand Herdal, “Kadaver” se passa após uma catástrofe nuclear e acompanha uma família faminta, que encontra esperança num hotel onde são oferecidos refeição grátis e espetáculo teatral para refugiados do caos. Aos poucos, os personagens passam a desconfiar de sua sorte, sem saber se estão sendo entretidos ou se são o entretenimento da noite. Disponível na Netflix. Bruce Springsteen’s Letter to You | EUA | 2020 O documentário registra mais que a gravação do novo disco de Bruce Springsteen. É a testemunha da amizade do cantor e sua banda, a E Street Band, que o acompanha desde o começo de sua carreira, há quase meio século. O Boss já tem 71 anos, mas o filme de Thom Zimny ​​o mostra tão vibrante quanto um jovem capaz de fazer facilmente uma live de quatro horas. Sua capacidade como compositor tampouco envelheceu, como mostram as novas canções, que marcam uma volta ao rock pulsante de sua juventude. Algumas músicas, de fato, datam dessa época. Mas ele não é mais o rebelde do “Born to Run”. Ele agora é um sábio, que discorre sobre a vida com a devida seriedade conferida por uma fotografia deslumbrante em preto-e-branco. Disponível na Apple TV+. A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha | Brasil | 2019 O título é uma ironia, já que o documentário apresenta a visão do PT sobre a grande imprensa no Brasil. Mas não é uma ironia eficaz, porque a denúncia feita por jornalistas da esquerda em depoimentos para a câmera é exatamente aquilo que a direita propaga, municiando o discurso de “globolixo” e a necessidade de fortalecer o que Bolsonaro chama de “minha imprensa”. No fundo, a tese do filme também serve para demonstrar como os ataques à imprensa brasileira unem os discursos dos extremos, denunciando o jornalismo profissional em nome de uma chamada “imprensa independente”, que é como se autodenominam os blogs de estimação do PT e dos Bolsonaros. Infelizmente, o longa não faz esta autocrítica – nisto, lembra um certo partido que nunca errou. Disponível na Apple TV/iTunes, Looke, SKY Play e Vivo Play. A Verdade da Mentira | Brasil | 2020 Concebido pela jornalista Petria Chaves para investigar como as estruturas de desinformação online operam no Brasil, o documentário serve de complemento para o popular “O Dilema das Redes”, focando-se na explosão de “narrativas alternativas” (fake news) no cenário nacional. Produzido para o canal pago History, tem duração de programa televisivo, com apenas 44 minutos. Disponível na Now. Fabiana | Brasil | 2018 O documentário acompanha a Fabiana do título, uma mulher trans que viaja o Brasil em seu caminhão há mais de 30 anos. Em sua última viagem antes da aposentadoria, ela reflete sobre sua vida e os momentos passados na estrada. O filme de Brunna Laboissière teve première no Festival de Rotterdam, na Holanda. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Now, SKY Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Parceiros da Saúde | EUA | 2017 O documentário premiado acompanha a jornada de um grupo de médicos ativistas, cuja missão de salvar vidas no Haiti se transformou em uma luta global por saúde e justiça. Dirigido pela dupla Kief Davidson (diretor de “O Extermínio do Marfim”) e Pedro Kos (editor de “The Square”, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2014), o longa tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Netflix.

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    Guy Pearce vive picareta que enganou nazistas em trailer de drama de época

    22 de outubro de 2020 /

    A Sony Pictures divulgou um novo trailer de “The Last Vermeer”, adaptação do best-seller “The Man Who Made Vermeers”, de Jonathan Lopez, que tem roteiro dos criadores da série “The Expanse”, Mark Fergus e Hawk Ostby. Na produção, Guy Pearce (“Duas Rainhas”) interpreta o pintor e falsificador de arte holandês Han van Meegeren, que dava festas para vender tesouros de arte holandeses a Hermann Goring e outros nazistas imponentes. Ao fim da guerra, ele é investigado sob a acusação de ser um colaborador nazista que redistribuiu arte roubada. Só que a verdade pode ser bem diferente, mostrando que ele pode ter sido um anti-herói ousado, que enganou os líderes do 3º Reich com obras-primas falsificadas, entre elas a que dá título à produção, uma suposta última obra do pintor do século 17 Johannes Vermeer. Por conta disso, o oficial responsável pela investigação, vivido por Claes Bang (o Drácula da Netflix), não sabe o que pensar de van Meegeren, até decidir, contra todas as evidências, que ele é inocente dos crimes, agindo para protegê-lo de inescrupulosos com interesses escusos. O elenco também destaca Vicky Krieps (“Trama Fantasma”) e August Diehl (“Bastardos Inglórios”). O filme marca a estreia na direção de Dan Friedkin, produtor de filmes aclamados, como “The Square: A Arte da Discórdia”, que venceu o Festival de Cannes de 2017 (e também foi estrelado por Bang), “Todo o Dinheiro do Mundo”, “O Retorno de Ben” e “A Mula”. Exibido no Festival de Toronto do ano passado, “The Last Vermeer” tinha estreia marcada para 22 de maio nos EUA, mas a pandemia adiou o lançamento para 20 de novembro. O filme ainda não tem previsão para chegar no Brasil.

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    Margot Robbie é criminosa procurada em trailer de drama de época

    22 de outubro de 2020 /

    A Paramount divulgou o primeiro trailer de “Dreamland”, romance criminal de época estrelado por Margot Robbie (a Arlequina de “Aves de Rapina”). Na prévia, Robbie aparece como uma criminosa em fuga da polícia pelo interior rural dos EUA durante os anos 1930, era da Grande Depressão e dos gângsteres americanos. A produção também destaca Finn Cole (o Michael de “Peaky Blinders”) como um jovem que sonha escapar de sua pequena cidade no Texas. Quando ele encontra o personagem de Robbie ferida em sua fazenda, fica dividido entre reivindicar a valiosa recompensa por seu paradeiro e sua crescente atração por ela. “Dreamland” tem direção de Miles Joris-Peyrafitte, que venceu um prêmio especial do Festival de Sundance por sua estreia indie, “Como Você É” (2016), e o elenco ainda inclui Travis Fimmel (“Vikings”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Kerry Condon (“Better Call Saul”), a menina Darby Camp (“Big Little Lies”) e a voz de Lola Kirke (“Mistress America”). Exibido no Festival de Tribeca do ano passado, o filme conquistou 86% de aprovação no Rotten Tomatoes e tem sua estreia comercial marcada para 13 de novembro em circuito limitado nos EUA, quatro dias antes de sair para locação digital em Premium VOD.

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    Relatos do Mundo: Western com Tom Hanks ganha trailer legendado

    22 de outubro de 2020 /

    A Universal divulgou o pôster e o trailer legendado de “Relatos do Mundo” (News of the World), western estrelado pelo veterano ator Tom Hanks (“Forrest Gump”). A prévia destaca a determinação do personagem de Hanks para levar uma menina sobrevivente de um ataque indígena de volta a sua família, em meio ao terreno árido e repleto de maus-caracteres do Oeste Selvagem, enquanto cumpre sua missão original de levar notícias da imprensa para os confins daquele mundo. A trama se passa no período pós-Guerra Civil Americana e acompanha o Capitão Jefferson Kyle Kidd, que viaja anunciando as notícias da época, de cidade em cidade, num país em que a imprensa ainda engatinhava. Por sua profissão itinerante, ele aceita o compromisso de levar uma garotinha órfã de 10 anos pelas trilhas selvagens do Velho Oeste para entregá-la a seus parentes. Mas essa missão é posta à prova conforme os dois desenvolvem laços de amizade e ele descobre que os parentes da menina não só não a querem como tem planos perversos para ela. Além de estrelar, Hanks é coprodutor do filme, que marca sua segunda parceria com o cineasta Paul Greengrass. Os dois já tinham colaborado no premiado thriller “Capitão Phillips”, lançado em 2013. O roteiro é de Luke Davies (“Lion”) e adapta o best-seller homônimo de Paulette Jiles, com participação ainda de Elizabeth Marvel (“Homeland”), Mare Winningham (“The Outsider”), Neil Sandilands (“The Flash”), Chukwudi Iwuji (“Olhos que Condenam”), Thomas Francis Murphy (“The Walking Dead”) e a jovem alemã Helena Zengel (“Transtorno Explosivo”) como a menina sob os cuidados do Capitão. A estreia está marcada para o Natal nos EUA e um mês depois, em 21 de janeiro, no Brasil.

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    Nielsen afirma que Enola Holmes é o filme mais visto da Netflix

    22 de outubro de 2020 /

    A empresa Nielsen, que faz auditoria independente de audiência, revelou que “Enola Holmes” é o filme mais visto da Netflix desde que começou a medir o consumo de conteúdo por streaming, há dois meses. O filme estrelado por Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) estreou em grande estilo no ranking da Nielsen, que divulgou nessa quinta (22/10) o desempenho dos serviços de streaming na semana de 21 de setembro. Segundo a apuração, os usuários do Netflix assistiram a quase 1,17 bilhão de minutos da produção em apenas uma semana, o que equivale a cerca de 9,63 milhões de reproduções do filme de 121 minutos. Esta é a maior contagem de visualizações semanais de um filme original em streaming já registrada pela Nielsen. Ainda assim, “Enola Holmes” ocupa o 2º lugar do ranking na semana de 21 a 27 de setembro, atrás da série “Ratched”, que, em sua primeira semana completa de exibição, comandou 1,63 bilhão de minutos do tempo dos usuários, mas somando seus 10 episódios. A Netflix e seus rivais contestam as medições da Nielsen por registrarem menos audiência que a totalidade atingida pelos serviços. E, de fato, a Nielsen não contabiliza o consumo de conteúdo por celular e computador, apenas por telas de TV. Isto significa que o recorde de “Enola Holmes” é muito maior que o contabilizado por sua medição. Ainda assim, o número é bem distante do sucesso retumbante alardeado pela Netflix em seu relatório trimestral para o mercado. Na contagem oficial – e não auditada – o filme teria sido visto 76 milhões de vezes no primeiro mês, tornando-se a maior estreia da Netflix neste ano. A principal razão da diferença abissal entre os números se deve a critérios distintos para considerar um conteúdo visto. Enquanto a Nielsen contabiliza todos os minutos da audiência, a Netflix só precisa que um espectador assista dois minutos de uma produção para que isso seja marcado como uma visualização completa. Segundo a empresa, dois minutos seria o bastante para indicar que a escolha “foi intencional”.

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    Battlestar Galactica vai virar filme do responsável por X-Men: Fênix Negra

    22 de outubro de 2020 /

    Simon Kinberg, responsável por implodir o universo dos “X-Men” no cinema, assumiu o controle de uma nova franquia querida. A Universal encomendou uma adaptação cinematográfica da série “Battlestar Galactica” para o diretor, roteirista e produtor de “X-Men: Fênix Negra”. Em desenvolvimento há mais de uma década, o projeto já atraiu interesse de cineastas como Bryan Singer (também da franquia “X-Men”) e Francis Lawrence (dos últimos “Jogos Vorazes”) ao longo dos anos. E teria sido abandonado em favor de uma nova série, supostamente em desenvolvimento na plataforma Peacock, da própria NBCUniversal, por um produtor muito mais gabaritado, Sam Esmail, o criador de “Mr. Robot”. “‘Battlestar Galactica’ é um dos cálices sagrados da ficção científica, e eu não poderia estar mais animado em trazer algo novo para a franquia, enquanto honro o que a tornou tão icônica e duradoura”, disse Kinberg em um comunicado. “Estou muito grato por meus parceiros na Universal terem confiado em mim com este universo incrível.” Quando foi originalmente anunciado, o filme seria uma adaptação da série clássica de 1978, criada por Glen A. Larson como resposta televisiva a “Star Wars” – ou seja, ignoraria o cultuado e premiado remake de 2003, produzido por Ronald D. Moore (atualmente à frente de “Outlander”). Nas duas versões, a trama acompanha a jornada dos últimos remanescentes da humanidade, após um ataque catastrófico de Cylons (alienígenas no original, robôs no remake) destruir todas as 12 colônias de um distante sistema solar. Galactica é a última nave de combate remanescente, comandando uma pequena frota de naves espaciais que carrega os sobreviventes em busca de refúgio num novo planeta habitável, a lendária 13º colônia humana, há muito considerada perdida e conhecida pelo nome de Terra. Kinberg vai lançar a seguir um filme de ação com espiãs femininas, “The 355”, que ele co-escreveu e dirigiu, com um elenco formado por Jessica Chastain (“X-Men: Fênix Negra”), Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”), Penelope Cruz (“Wasp Network”), Diane Kruger (“Em Pedaços”) e Fan Bingbing (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), que também será lançado pela Universal – em 15 de janeiro.

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    Scarlett Johansson será nova versão de A Noiva de Frankenstein

    22 de outubro de 2020 /

    A atriz Scarlett Johansson (“Viúva Negra”) vai estrelar “Bride”, filme descrito como uma nova versão de “A Noiva de Frankenstein” (1935). Segundo a sinopse oficial, a trama acompanha uma mulher criada para ser uma esposa ideal, mas que acaba rejeitando seu criador e é forçada a fugir de sua existência confinada, enfrentando um mundo que a vê como um monstro. É a partir desta trajetória que ela encontra sua verdadeira identidade e a força para se afirmar como uma criação própria. “É mais que necessário que a ‘Noiva’ saia da sombra de sua contraparte masculina e fique sozinha”, disse a atriz no comunicado da produção. “Estamos extremamente animados para emancipar esta anti-heroína clássica e reanimar sua história para refletir a mudança que vemos hoje.” A direção está a cargo do chileno Sebastián Lelio, diretor de “Uma Mulher Fantástica”, Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2018. Mas o longa não é a superprodução da Universal, que traria Javier Bardem como uma nova versão de Frankenstein e tentava fechar com Angelina Jolie para o papel da Noiva, antes do fracasso de “A Múmia” (2017) jogar a ideia no lixo. As filmagens serão produzidas pelo estúdio indie A24 visando lançamento na plataforma de streaming Apple TV+, num contrato firmado em 2018, que ainda inclui o novo longa de Sofia Coppola, “On the Rocks”, e o romance adolescente “The Sky is Everywhere”, baseado no best-seller de Jandy Nelson.

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    Tim Burton vai fazer série da Família Addams

    22 de outubro de 2020 /

    Tim Burton encontrou o projeto perfeito para sua estreia numa série live-action. O diretor, que desenvolveu vários terrores cômicos e juvenis ao longo da carreira, desde “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “Edward Mãos de Tesoura” (1990), vai comandar uma nova adaptação de “A Família Addams”. O cineasta vai dirigir os episódios e produzir o projeto com os roteiristas Alfred Gough e Miles Millar, dupla responsável pelo sucesso de “Smallville” e da recente sci-fi de artes marciais “Into the Badlands”. A ideia da nova série é transportar a criação satírica dos anos 1930 para os dias de hoje, e contar a história do ponto de vista da filha do clã, Wandinha (Wednesday, em inglês). A série mostraria como o mundo de 2020 parece para personagem, que roubou a cena da Família ao ser interpretada por Christina Ricci nos filmes de 1991 e 1993. Vale lembrar que Christina Ricci também trabalhou com Tim Burton no filme “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” (1999) e os fãs adorariam vê-la envolvida no projeto – talvez no papel de Mortícia, a mãe de Wandinha. Até hoje, os cartuns de Charles Addams só foram adaptados uma única vez como série live-action, na “Família Addams” em preto e branco de 1964, que teve só duas temporadas, mas se tornou cultuadíssima. A nova produção ainda não tem canal definido, mas, de acordo com o site Deadline, várias emissoras estariam brigando pelo projeto, incluindo plataformas como a Netflix e a Amazon. O sucesso da versão animada de “A Família Addams”, lançada no ano passado, pode ter influenciado a produção da nova série. O desenho vai, inclusive, ganhar uma continuação em 2021.

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