Séries NeXT e Filthy Rich são canceladas
A Fox anunciou o cancelamento de “NeXT” e “Filthy Rich”, duas das poucas séries com capítulos inéditos na atual programação televisiva dos EUA. Ambas estrearam na emissora há poucos dias. A rede tomou a decisão de não produzir novos episódios após a exibição do segundo capítulo de “NeXT” e do quinto de “Filthy Rich”. A Fox manterá as séries no ar até esgotar sua encomenda inicial de 10 episódios de cada uma delas. “NeXT” era uma série sci-fi tecnológica estrelada por John Slattery (Howard Stark em “Vingadores: Ultimato”) e a brasileira Fernanda Andrade (“The First”). Originalmente concebida para a midseason, quando estreiam séries de menor potencial comercial, foi promovida para a temporada principal para cobrir a falta de programas na TV. Criação de Manny Coto (de “24 Horas”), com produção a cargo da dupla John Requa e Glenn Ficarra (diretores de “Golpe Duplo”), a série se passa durante o ataque de uma Inteligência Artificial maligna, que aprende tudo o que há de errado na humanidade e se volta contra seus criadores, usando conexões da internet, câmeras e equipamentos computadorizados para promover destruição e mortes. Remake de uma produção neozelandesa, “Filthy Rich” era uma comédia novelesca desenvolvida pelo cineasta Tate Taylor (de “Histórias Cruzadas” e “A Garota no Trem”) e estrelada por Kim Cattrall (“Sex and the City”). A trama girava em torno das revelações trazidas à tona pela morte do proprietário da maior rede evangélica de TV dos EUA. Considerado um grande religioso, ele nomeou filhos ilegítimos, que ninguém conhecia, em seu testamento, fazendo a viúva (Cattrall) mostrar as garras para não abrir a mão da herança. Como se não fosse suficiente, a morte do milionário, por queda de avião, começava a levantar suspeitas. A média de audiência da comédia era de 3,2 milhões de espectadores, com uma classificação de 0,5 ponto entre adultos de 18 a 49 anos após cada semana de exibição, enquanto a sci-fi atraiu apenas 2,8 milhões de espectadores e a mesma classificação demográfica. Veja abaixo os trailers das duas séries, que não chegaram ao Brasil.
Cinemas voltam a fechar na Inglaterra, estendendo o lockdown pela Europa
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson ordenou uma nova quarentena nacional neste sábado (31/10), dia em que o Reino Unido ultrapassou a marca de 1 milhão de casos de Covid-19 e uma segunda onda de infecções já ameaça sobrecarregar o serviço de saúde. O Reino Unido tem o maior número oficial de mortes causadas por Covid-19 na Europa e o quinto maior do mundo, e atualmente está registrando mais de 20 mil novos casos de coronavírus por dia. Cientistas alertaram que, se a tendência continuar, o “pior cenário” previsto, de 80 mil mortes, pode ser ultrapassado. Em uma entrevista coletiva convocada às pressas em Downing Street, a residência oficial do Primeiro Ministro, após vazamento dos planos na imprensa, Johnson disse que a quarentena de um mês em toda a Inglaterra vai começar no primeiro minuto de quinta-feira (5/10) e durar até 2 de dezembro. As restrições lembram tempos de guerra. As pessoas só poderão sair de casa por motivos específicos, como educação, trabalho, exercícios, compras de itens essenciais e remédios ou cuidar dos vulneráveis. Além dos cinemas, também serão fechados teatros, restaurantes, bares, casas de shows e locais de comércio não essenciais. Já as escolas e serviços essenciais, como hospitais, delegacias e supermercados, vão continuar funcionando normalmente. Johnson também anunciou que o governo vai reativar seu esquema de subsídio salarial de emergência para garantir que os trabalhadores temporariamente demitidos durante a nova quarentena recebam 80% de seu salário. Desta vez, o Primeiro Ministro britânico decidiu agir diferente de quando impôs o primeiro isolamento nacional. Ele foi muito criticado por demorar a ordenar a quarentena, que se estendeu de 23 de março a 4 de julho, e chegou a ficar doente devido à infecção por covid-19 no final de março, precisando ser hospitalizado. A experiência com a doença mudou a forma como passou a encarar a pandemia. Ao optar por fechar o país por um mês, o Reino Unido vai acompanhar a quarentena já anunciada por outros países, como França, Itália e Alemanha, estendendo o lockdown pela Europa. O continente estará praticamente fechado durante o mês de novembro. O objetivo é impedir a proliferação descontrolada da covid-19, visando permitir que as famílias possam se reencontrar para celebrar o Natal. A situação é reforçadas por outros países, que também estão anunciando restrições, como Portugal, que anunciou quarentena em três regiões do país. As pessoas serão orientadas a ficarem em casa, realizar trabalho remoto e só fazer compras essenciais. Mas nem todo mundo está cooperando. Itália e Espanha chegaram a registrar protestos violentos nesta semana, contra o toque de recolher para conter a covid-19.
Daniel Craig homenageia Sean Connery: “Um dos maiores do cinema”
A morte de Sean Connery, o primeiro James Bond do cinema, mobilizou fãs e famosos em todo mundo neste sábado (31/10), e Daniel Craig, que atualmente ocupa o papel de 007, também decidiu se manifestar, por meio de um comunicado à imprensa, em que chama seu predecessor de “um dos maiores nomes do cinema”. “É com grande tristeza que recebi a notícia do falecimento de um dos maiores nomes do cinema. Sir Sean Connery será lembrado como Bond e como muito mais. Ele definiu uma era e um estilo. A sagacidade e o charme que ele levou à tela poderia ser medida em mega watts; ele ajudou a criar o blockbuster moderno. Ele continuará a influenciar atores e cineastas em anos por vir. Meus pensamentos estão com sua família e seus entes queridos. Onde quer que ele esteja, espero que haja um campo de golfe”. Connery gostava de jogar golfe, esporte que se tornou seu maior passatempo após sua aposentadoria precoce dos cinemas em 2003 – depois de se estressar com a fracassada produção de “A Liga Extraordinária”. Os produtores atuais dos filmes de 007, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, também emitiram um comunicado sobre sua morte. “Estamos arrasados com a notícia do falecimento de Sir Sean Connery. Ele foi e sempre será lembrado como o James Bond original, cuja marca indelével na história do cinema começou quando ele pronuciou aquelas palavras inesquecíveis, ‘O nome é Bond … James Bond’. Ele revolucionou o mundo com seu retrato corajoso e espirituoso do agente secreto sexy e carismático. Ele é, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso da série de filmes, e seremos eternamente gratos a ele”, afirmaram.
Sean Connery (1930 – 2020)
O ator Sean Connery, o primeiro e melhor James Bond do cinema, morreu neste sábado (31/10) nas ilhas das Bahamas, enquanto dormia, aos 90 anos, após estar “indisposto há algum tempo”. “Um dia triste para todos que conheciam e amavam meu pai e uma triste perda para todas as pessoas ao redor do mundo que gostaram do maravilhoso talento que ele tinha como ator”, disse seu filho Jason à BBC. Lembrado como o espião mais charmoso e elegante do cinema, e fora das telas como um cavaleiro, nomeado pela Rainha Elizabeth II Sir Sean Connery em 2000, ele não podia ser mais diferente da percepção pública de sua imagem. Em contraste, ele não era nenhum pouco refinado – como os atores britânicos de hoje, que estudaram em faculdades de artes para seguir carreira. Ele quase nem estudou. Para virar ator, foram dois dias de aulas de atuação e canto, que lhe renderam uma vaga no coro de uma montagem itinerante do musical “South Pacific”, no início de sua carreira. A busca pelo teatro surgiu da necessidade de pagar de contas, e era apenas mais uma tentativa numa longa lista de empregos temporários do proletário escocês de sotaque carregado, que cresceu na pobreza e fez muitos trabalhos braçais antes de considerar os palcos. Thomas Sean Connery nasceu em 25 de agosto de 1930, o mais velho de dois filhos de pais operários em Edimburgo (seu pai dirigia um caminhão e trabalhava em uma fábrica de borracha). Ele abandonou a escola pouco antes de completar 14 anos e trabalhou em uma variedade de empregos ocasionais, incluindo como leiteiro, pedreiro e salva-vidas. Convocado para servir na Marinha Real, acabou dispensado depois de três anos por ter desenvolvido úlcera e recebeu uma bolsa do governo para se tornar aprendiz de polidor de caixões. Também trabalhou na impressão de um jornal de Edimburgo antes de tentar fazer carreira no fisiculturismo e levantamento de peso. Em 1950, ele competiu no concurso Mr. Universo, terminando em terceiro. Com quase 2 metros de altura e músculos definidos, ainda modelou nu para uma galeria de arte de Edimburgo. A presença imponente e a maneira rude também lhe renderam dinheiro como figurante em peças, séries e filmes. Até que teve a chance de substituir Jack Palance (“Os Brutos Também Amam”) num teleteatro ao vivo da BBC, em 1957. A aclamação recebida por seu desempenho lhe fez perceber que podia viver apenas como ator. Ele estreou no cinema no mesmo ano, como um capanga com problema de dicção no filme de gângster “No Road Back”, e assim assinou seu primeiro contrato com um estúdio, a 20th Century Fox. Em pouco tempo, progrediu para papéis de coadjuvante, contracenando com Lana Turner em “Vítima de uma Paixão” (1958), mas foi a BBC que o lançou como protagonista, no papel-título de “Macbeth” (1960), como Alexandre, o Grande, em “Adventure Story” (1961) e como o Conde Vronsky em “Anna Karenina” (1961). Após interpretar um soldado em “O Mais Longo dos Dias” (1962), a epopeia de Darryl F. Zanuck sobre o Dia D, da 2ª Guerra Mundial, Connery chamou atenção dos produtores americanos Harry Saltzman e Albert Broccoli, que notaram como ele “caminhava como uma pantera”. Durante a conversa inicial, eles ficaram impressionados com seu magnetismo animal, que emanava de sua presunção e falta de filtros. Antes dele, os produtores procuraram David Niven e Cary Grant, atores bem mais velhos, conhecidos por viverem aristocratas e ricos nas telas, mas ambos recusaram um contrato para cinco filmes, que era a oferta inicial. Ao ouvir que o valor era de US$ 1 milhão, Connery aceitou na hora. E embora fosse muito diferente dos intérpretes que Saltzman e Broccoli inicialmente procuravam, transformou James Bond no personagem que todos imaginam agora, quando fecham os olhos: um homem de forte presença física, enorme apelo sexual e carisma de sobra, mas extremamente brutal quando necessário. Connery definiu cada detalhe de James Bond ao estrelar os primeiros cinco filmes produzidos pela United Artists com a superespião britânico do escritor Ian Fleming. Logo após a estreia do primeiro, “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), feito com o orçamento mais baixo de toda franquia, em locações na Jamaica, Connery passou a receber milhares de cartas de fãs por semana. O segundo, “Moscou Contra 007” (1963), foi a única continuação direta de sua fase como James Bond e ele dizia que também era seu favorito. Mas foi o terceiro, “007 Contra Goldfinger” (1964), que transformou a franquia num fenômeno mundial. Ele ainda fez “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965) e ao chegar ao quinto longa, “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), já tinha se tornado um dos maiores astros de cinema do mundo. Os primeiros filmes de Connery como Bond fizeram tanto sucesso que lançaram moda, inspirando imitadores, paródias e influenciaram para sempre a cultura pop com suas frases icônicas, carros cheio de gadgets, Bond girls e supervilões obcecados em dominar o mundo. Mas quando Saltzman e Broccoli lhe ofereceram mais US$ 1 milhão para renovar seu contrato, Connery disse não. Entre os filmes de 007, ele tinha se diversificado, filmando até um clássico do suspense com Alfred Hitchcock, “Marnie, Confissões de uma Ladra” (1964), e outra produção marcante com Sidney Lumet, “A Colina dos Homens Perdidos” (1965). Portanto, não lhe faltavam ofertas de papéis. Enquanto isso, “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969) foi rejeitado pelo público, tornando-se um desastre de bilheteria e o único filme do espião estrelado pelo australiano George Lazenby – apesar de, em contraste, ter um dos melhores roteiros da saga. Os produtores voltaram a procurá-lo e Connery então aceitou o maior salário já oferecido para um ator até então, US$ 1,25 milhão por um filme, mais um acordo com o estúdio United Artists para financiar dois outros filmes para ele. E assim James Bond voltou a ser quem era em “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971). Com o dinheiro que ganhou para viver 007 mais uma vez, Connery fundou um fundo educacional com o objetivo de ajudar crianças carentes na Escócia. Paralelamente, ele também criou sua própria produtora e retomou sua parceria com Sidney Lumet, estrelando “O Golpe de John Anderson” (1971), “Até os Deuses Erram” (1973) e a adaptação de Agatha Christie “Assassinato no Expresso Oriente” (1974). Mas quando Saltzman e Broccoli lhe procuraram novamente para fazer “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973), ele disse estar “farto de toda a história de James Bond” e recusou a impressionante oferta de US$ 5 milhões, fazendo com que a franquia trocasse de mãos, para a consagração da versão suave e debochada de Bond, vivida por Roger Moore. Mesmo assim, Connery retrataria 007 uma última vez, aos 52 anos, no apropriadamente intitulado “007 – Nunca Mais Outra Vez”, pelo qual recebeu uma fortuna não revelada da Warner Bros em 1983. O filme só existiu por causa de uma brecha contratual nos direitos do personagem e não foi considerado parte da franquia oficial. O ator continuou sua carreira de sucesso por mais três décadas, variando radicalmente sua filmografia, por meio de títulos como a bizarra e cultuada sci-fi “Zardoz” (1974), de John Boorman, o épico “O Homem que Queria ser Rei” (1975), de John Huston, que lhe valeu uma amizade para toda a vida com Michael Caine, a emocionante aventura medieval “Robin e Marian” (1976), sobre o fim da vida de Robin Hood, dirigida por Richard Lester, o clássico de guerra “Uma Ponte Longe Demais” (1977), de Richard Attenborough, etc. Ele acompanhou os tempos e virou astro de superproduções do cinema hollywoodiano pós-“Guerra nas Estrelas”, repleto de efeitos visuais, estrelando a catástrofe apocalíptica “Meteoro” (1979), de Ronald Neame, o western espacial “Outland: Comando Titânio” (1981), de Peter Hyams, as fantasias “Os Bandidos do Tempo” (1981), de Terry Gilliam, e “Highlander: O Guerreiro Imortal” (1986), mas principalmente “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989), de Steven Spielberg, como o pai do personagem de Harrison Ford. A década também lhe rendeu consagração em dois blockbusters: a adaptação do best-seller “O Nome da Rosa” (1986), dirigida por Jean-Jacques Annaud, pela qual foi premiado com o BAFTA (o “Oscar britânico”) de Melhor Ator, e o célebre filme “Os Intocáveis” (1987), maior sucesso da carreira do diretor Brian de Palma. O papel do policial honesto Jim Malone, integrante da equipe intocável de Elliot Ness (Kevin Costner), marcou seu desempenho mais elogiado e seu primeiro e único Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante de 1988. Seu nome continuou a lotar cinemas durante os anos 1990, em sucessos como “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990), que lançou o personagem Jack Ryan nas telas, a aventura “O Curandeiro da Selva” (1992), em que veio filmar no Brasil, e em thrillers como “A Rocha” (1996), ao lado de Nicolas Cage, e “Armadilha” (1999), ao lado de Catherine Zeta-Jones. Mas aos poucos foi se envolvendo em produções que, apesar de extremamente caras, tinham cada vez menor qualidade. “Os Vingadores” (1998), que adaptou a série homônima da TV britânica, e principalmente “A Liga Extraordinária” (2003), baseado nos quadrinhos de Alan Moore, marcaram seu desencanto pelo cinema, levando-o a decidir-se por uma aposentadoria precoce. Connery recusou fortunas e apelos de vários cineastas, ao longos dos anos, para mudar de ideia. Mas sua decisão era final, feito o título de seu último filme de 007. “Nunca mais outra vez”. Fora das telas, ele se casou duas vezes: com a falecida atriz australiana Diane Cilento (“Tom Jones”, “O Homem de Palha”), com quem teve um filho, e a artista francesa Micheline Roquebrune, que permaneceu a seu lado desde 1975 – e em meio a muitos casos bem documentados de infidelidade do ator. Os produtores atuais dos filmes de 007, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, emitiram um comunicado sobre sua morte. “Estamos arrasados com a notícia do falecimento de Sir Sean Connery. Ele foi e sempre será lembrado como o James Bond original, cuja marca indelével na história do cinema começou quando ele pronuciou aquelas palavras inesquecíveis, ‘O nome é Bond … James Bond’. Ele revolucionou o mundo com seu retrato corajoso e espirituoso do agente secreto sexy e carismático. Ele é, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso da série de filmes, e seremos eternamente gratos a ele.”
Diretor de Doutor Estranho volta ao terror em adaptação de Joe Hill
Depois de comandar “Doutor Estranho”, Scott Derrickson voltará a suas raízes de terror numa nova produção da Blumhouse. Ele vai dirigir “Black Phone”, adaptação de um conto de mesmo nome de Joe Hill, filho de Stephen King e autor das histórias adaptadas na séries “Locke & Key” e “NOS4A2”. A trama vai girar em torno de uma criança sequestrada e mantida num porão com um telefone antigo que, apesar de estar desligado, toca à noite com ligações de mortos. A adaptação foi feita por Derrickson e seu parceiro tradicional, o roteirista C. Robert Cargill, e as filmagens vão começar nos próximos dias, com as crianças Mason Thames (“For All Mankind”) e Madeleine McGraw (“Homem-Formiga e a Vespa”) definidas no elenco. Derrickson já trabalhou com sucesso com a Blumhouse em dois filmes da franquia “A Entidade”, mas a nova parceria surpreende pela rapidez com que foi definida, passando à frente de outros projetos que o diretor estava desenvolvendo há mais tempo. A distribuição está a cargo da Universal.
Ellen Page será treinadora de equipe de eSports em comédia feminista
A atriz Ellen Page (“The Umbrella Academy”) vai estrelar uma comédia de tema feminista passada no universo do eSport. Intitulado “1UP”, o longa será a primeira produção do BuzzFeed Studios, nova divisão do site BuzzFeed. Ela vai contracenar com Paris Berelc (“Alexa & Katie”) na trama ambientada no mundo dos jogadores profissionais de videogame. Na trama, Paris viverá uma jogadora que deixou sua equipe de eSports da faculdade por não tolerar o machismo de seus colegas homens. Entretanto, com uma bolsa de estudos em jogo, ela é forçada a montar uma equipe do colégio exclusivamente feminina para que possa competir com os garotos. Para esta missão, ela contará com a ajuda de uma treinadora (Ellen Page). O filme tem roteiro de Julia Yorks (“As Aventuras do Gato de Botas”), será dirigido por Kyle Newman (“Escola de Espiões”) e está sendo descrito como uma versão de “A Escolha Perfeita” do eSport. A produção está prevista para começar nos próximos dias em Toronto, na Canadá.
Atriz de Fuller House inicia dois meses de prisão por fraude
A atriz Lori Loughlin, a Tia Becky de “Três É Demais” e a continuação “Fuller House”, apresentou-se nesta sexta (30/10) em uma prisão federal em Dublin, na Califórnia (EUA), onde vai cumprir dois meses de detenção por subornar uma faculdade e mentir no formulário de inscrição de suas filhas para que elas fossem admitidas entre os alunos da instituição. Loughlin foi condenada em agosto, mais de um ano depois do caso vir a público, e também teve que pagar uma multa de US$ 150 mil e deverá cumprir 150 horas de serviço comunitário. Seu marido também foi preso. Mossimo Gionnulli acabou caracterizado no processo como a parte do casal mais ativamente envolvida no suborno e pegou pena maior: 5 meses de prisão, com multa de US$ 250 mil e 250 horas de trabalho comunitário. As penas resultaram de negociação com a promotoria. A admissão de culpa evitou o julgamento do casal e livrando-os do processo por outros dois crimes, além de receberem uma sentença relativamente branda. Loughlin e Giannulli foram acusados de pagar meio milhão de dólares para garantir que suas duas filhas entrassem na University of Southern California (USC) como integrantes da competitiva equipe de remo da universidade, um esporte que as meninas nunca praticaram. Inicialmente, Loughtlin relutou em admitir o crime. Por meio de seus advogados, ela e o marido alegavam que os US$ 500 mil pagos em favor das filhas eram “uma doação legítima” para a instituição. O casal só mudou de ideia após acompanhar o julgamento de outra personalidade famosa pega no escândalo, que envolve 55 famílias, e ver as vantagens da cooperação. A também atriz Felicity Huffman, de “Desperate Housewives”, declarou-se culpada por ter desembolsado US$ 15 mil para melhorar a pontuação da prova de vestibular de uma de suas filha, e passou apenas 11 dias em uma prisão na Califórnia. Ela teve uma das menores sentenças do processo, porque decidiu se declarar culpada desde o início. Rapidamente condenada, ela foi liberada em outubro do ano passado. O organizador do esquema, William “Rick” Singer, recebeu mais de US$ 25 milhões para subornar treinadores e funcionários que participavam dos processos de admissão nas faculdades, de acordo com os promotores. Ele se declarou culpado e cooperou com as autoridades durante todo o processo, também buscando diminuição de pena. Antes de receber a sentença, Loughlin afirmou que tomou uma “decisão horrível”. “Concordei em participar de um plano para dar às minhas filhas uma vantagem injusta no processo de admissão à faculdade. Ao fazer isso, ignorei minha intuição e me permiti fazer algo amoral”, afirmou.
Sacha Baron Cohen doa US$ 100 mil para comunidade da babá de Borat 2
O ator Sacha Baron Cohen, intérprete de Borat, também resolveu entrar na campanha para ajudar Jeanise Jones, uma das poucas pessoas reais a despertar simpatia no filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. A mulher de 62 anos foi contratada pela produção para viver a “babá” da Tutar, com a desculpa de que participaria de um documentário sobre uma jovem estrangeira que veio aos EUA para um casamento arranjado. Enquanto a maioria das demais vítimas de pegadinhas de “Borat 2” foram gravados demonstrando o pior da humanidade, Jeanise apareceu apenas dando bons conselhos para a personagem vivida por Maria Bakalova, sem saber que participava de uma comédia de cinema. Pelo trabalho, ela recebeu US$ 3,6 mil. Mas depois de se despedir de Tutar, a pandemia de coronavírus a levou a perder o emprego que tinha há 32 anos, deixando-a em dificuldades. Como era uma pessoa muito querida em sua congregação, o pastor de sua igreja, Derrick Scobey, tomou a iniciativa de ajudá-la, lançando uma campanha no site de financiamento coletivo Go Fund Me para pedir que o público lhe premiasse com um cachê digno de cinema pela dignidade que demonstrou no filme, já considerado um dos maiores sucessos da plataforma Amazon Prime Video. O objetivo era arrecadar US$ 100 mil, mas em seis dias o apelo já rendeu US$ 155 mil para Jeanise. Ao ver a iniciativa, o criador de Borat também decidiu participar com uma doação do próprio bolso. Ele procurou Jeanise para lhe oferecer pessoalmente US$ 100 mil. Mas ela lhe propôs um destino diferente para o dinheiro. Jeanise pediu que Cohen repartisse os US$ 100 mil com toda a sua comunidade, em Oklahoma City. O dinheiro, que será distribuído pela Igreja Batista Ebenezer a pedido de Jones, está sendo destinado para oferecer abrigo e alimentação às pessoas necessitadas que procuram a congregação. Foi a segunda vez que ela ensinou uma lição de humanidade ao criador de Borat. Isto é o que se pode chamar de cena real pós-créditos. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” acabou rendendo um final feliz de verdade, após a exibição de seus letreiros.
Vin Diesel lança nova música nas plataformas digitais
A carreira musical de Vin Diesel não era brincadeira. Para não ficar parado durante a pausa nas filmagens causada pelo coronavírus, o astro da franquia “Velozes e Furiosos” investiu em gravações e já está lançando seu segundo single. “Days Are Gone”, que chegou nas plataforma digitais nesta sexta (30/10), segue a mesma linha de balada pop eletrônica da antecessora, “Feel Like I Do”, e é um lançamento do selo Palm Tree Records, do DJ Kygo. Foi o DJ norueguês quem teve a ideia de gravar a voz grave e rouca do fortão, até então mais celebrada por dizer “I’m Groot” nos filmes dos “Guardiões da Galáxia”. Kygo registrou a primeira brincadeira séria de Diesel no microfone em 2017, quando lançou uma versão alternativa de “It Ain’t Me” que juntava o ator e Selena Gomez. O resultado não foi um desastre e deixou Diesel mais a vontade para tentar cantar sozinho, o que finalmente aconteceu neste ano. “Normalmente, eu estaria em um set de filmagens o ano inteiro, mas em 2020 tive que procurar outra forma de me expressar. Este é só mais um jeito de mostrar ou compartilhar com vocês um pouco do meu coração”, ele explicou em setembro passado, ao participar do “Kelly Clarkson Show” – ocasião em que debutou sua primeira música solo. Ouça abaixo a nova gravação do agora cantor Vin Diesel.
Atriz de Queen & Slim será primeira negra a viver a rainha Ana Bolena
A atriz e modelo britânica Jodie Turner-Smith, que brilhou no recente filme “Queen & Slim”, está pronta para a polêmica em seu próximo projeto. Ela será a primeira intérprete negra de Ana Bolena, a célebre segunda esposa do rei inglês Henrique VIII, que foi decapitada em 1536 porque, digamos, ainda não existia divórcio. Volúvel ao extremo, Henrique VIII criou uma nova religião para se casar com Ana Bolena em 1533, a Igreja Anglicana, porque a Igreja Católica não aceitou seus argumentos para anular seu primeiro casamento com Catarina de Aragão. Mas o reinado de Bolena durou pouco, apenas três anos. Um dia depois de sua decapitação, o rei se casou com Jane Seymour. A mãe da futura rainha Elizabeth 1ª foi executada em 1536 na Torre de Londres depois de cair em desgraça com o rei da dinastia Tudor e perder uma batalha política para inimigos na corte, como Thomas Cromwell. Esta história já foi contada várias vezes no cinema e na TV, mas será a primeira vez que será encenada com uma atriz negra e com a perspectiva da controversa personagem, que levou a Inglaterra a abandonar o catolicismo, mudando a história do mundo. O projeto é uma minissérie de três partes, escrita pela atriz Eve Hedderwick Turner e encomendada pelo Channel 5 britânico (da ViacomCBS). “O drama explorará os últimos meses da vida de Ana Bolena pela perspectiva da rainha. Em clima de suspense psicológico, acompanhará enquanto ela luta para sobreviver, para garantir um futuro para a filha e para desafiar o patriarcado poderoso que a oprime”, informou o Channel 5 em um comunicado. “A lenda desta rainha formidável e mãe aguerrida será vista como uma história profundamente humana que ainda é muito relevante para a atualidade”, acrescentou Turner-Smith.
Filha de Michael Jackson vira cantora solo em clipe gótico sangrento
A filha de Michael, Paris Jackson, está inaugurando sua carreira musical solo. Mas a única comparação possível com seu pai famoso é que seu primeiro clipe segue a linha de terror de “Thriller”. Perfeito para o Halloween. Mesmo assim, o clima é totalmente diferente. O vídeo sombrio de “Let Down” é assumidamente gótico, com uma historinha mais alinhada a “Entrevista com o Vampiro” que “Crepúsculo”, e termina de forma trágica, com o coração de Paris não apenas partido por um parceiro galã, mas arrancado de seu peito num banho de sangue. Não chega a ser uma mensagem cifrada. Afinal, ela só está seguindo sua carreira solo após se separar do namorado com quem formou a dupla de folk medíocre The Soundflowers. Apesar da base acústica de “Let Down” ligar os dois projetos, a nova canção é uma grande evolução, em parte pela produção de Andy Hull, da banda Manchester Orchestra, e serve de mostra do que vem em seu primeiro álbum, “Wilted”, previsto para 13 de novembro. A propósito, a direção do clipe é de Meredith Alloway, jornalista pop transformada em curta-metragista especializada em produções de terror, que atualmente prepara seu primeiro longa-metragem com produção de David S. Goyer (o roteirista de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”).
Estreias online: Séries completas oferecem maratonas imperdíveis
O Top 10 de séries da semana compensa a falta de variedade inédita com produções completas, temporadas recuperadas em streaming e minisséries relevantes. Embora não seja novidade, fazer maratona com a coleção completa dos episódios de “The Americans” é um privilégio que não pode ser subestimado. Em seis temporadas (2013–2018), a série do canal pago FX subverteu o gênero da espionagem, levando o público americano a torcer por comunistas. E a Academia da Televisão ainda premiou os responsáveis por essa ousadia, um deles ex-agente da CIA, com o Emmy de Melhor Roteiro. Com começo, meio e fim perfeitos, a produção estrelada por Keri Russell e o vencedor do Emmy Matthew Rhys está de fato em outro Top 10: o das melhores séries dos anos 2010. A lista de “clássicos” também oferece opção para quem busca um programa gótico à rigor, com vampiros, bruxas, lobisomens, monstros de laboratório, perversões e possessão demoníaca, para maratonar no Halloween. Cinematográfica e assustadora, “Penny Dreadful” foi uma das séries de terror mais bem produzidas dos últimos anos. Suas três temporadas (2014–2016), disponibilizadas agora pela Starz Play, prestam uma belíssima homenagem à era de ouro do gênero – com referências tanto à literatura do século 19 quanto a suas adaptações da Hammer nos anos 1960. Criada por um dos principais roteiristas da franquia 007 e estrelada por um ex-James Bond, uma ex-Bond Girl e um colega atual do espião vivido por Daniel Craig, também pode ser considerada um alento para fãs dos filmes do agente secreto britânico, torturados pelos adiamentos consecutivos de “007 – Sem Tempo para Morrer”. Por falar em terror, as plataformas apostaram num clima de Halloween antecipado, disponibilizando séries do gênero ao longo de todo o mês de outubro, por isso o fim de semana das bruxas começa sem muitas alternativas do gênero. Mesmo assim, a melhor atração estreante desta sexta (30/10) é justamente uma série fantasmas e casas mal-assombradas, o terrir britânico “Truth Seekers”. Como comédia, não é tão engraçada quanto outras parcerias de seus criadores, a divertida dupla Simon Pegg e Nick Frost, mas quem criou “Todo Mundo Quase Morto” é incapaz de errar na fórmula que junta arrepios e risos, nem que sejam amarelos. Confira abaixo mais detalhes destes e dos demais destaques do streaming deste fim de semana. Truth Seekers | Reino Unido | 1ª Temporada Primeira série dos comediantes britânicos Simon Pegg e Nick Frost desde sua estreia em “Spaced”, em 1999, a atração também marca a volta da dupla ao terrir, 16 anos depois do cultuado “Todo Mundo Quase Morto” (2004). Para quem não lembra, Pegg e Frost viraram celebridades com a repercussão do filme de 2004, uma hilária comédia britânica de zumbis, que também catapultou a carreira do então diretor de séries, Edgar Wright. Os dois parceiros criaram “Truth Seekers”, que estreia com oito episódios de 30 minutos de duração, mas Pegg faz apenas uma pequena participação como ator. Ele vive o patrão de Frost numa empresa de serviços de banda larga. A premissa deslancha quando o personagem de Frost e seu novo colega de atendimento domiciliar, vivido por Samson Kayo (“Dolittle”), encontram fantasmas num serviço de rotina e passam a explorar o desconhecido em uma nova linha de trabalho. Eles investigam igrejas, bunkers subterrâneos e hospitais abandonados usando ferramentas caseiras de detecção de fantasmas e compartilham suas aventuras em um canal online. O elenco também inclui Emma D’Arcy (“Wanderlust”), Susan Wokoma (“Year of the Rabbit”) e o veterano Malcolm McDowell (“O Escândalo”). Disponível na Amazon A Voz Mais Forte – O Escândalo de Roger Ailes | EUA | 1 Temporada A minissérie que destaca a impressionante transformação do astro Russell Crowe (“Robin Hood”) no magnata Roger Ailes, fundador da Fox News, conta em detalhes como a emissora se tornou referência da direita americana por meio da manipulação e distorção de notícias, ao mesmo tempo em que relata os bastidores da cultura tóxica de abuso moral e sexual em seu ambiente de trabalho. Ailes morreu em maio de 2017, aos 77 anos, poucos meses após ser afastado da chefia do canal por denúncia de assédio encabeçada por Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que virou apresentadora do canal de notícias. Esta denúncia também foi tema do filme “O Escândalo” (2019), centrado na queda do todo-poderoso. Desenvolvida por Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight” (outro trabalho em jornalismo), “The Loudest Voice” (título original) ainda destaca em seu ótimo elenco Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Sienna Miller (“American Sniper”), Seth MacFarlane (“The Orville”), Simon McBurney (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Guy Boyd (“Sharp Objects”) e Annabelle Wallis (“A Múmia”). Disponível na Globoplay The Night Manager | Reino Unido | 1 Temporada A minissérie premiada de espionagem adapta o livro homônimo de John le Carré (autor de “O Espião que Sabia Demais”) e traz Tom Hiddleston (“Thor”) no papel-título, um ex-soldado britânico transformado em gerente de hotel. Ao receber documentos incriminadores sobre um empresário britânico (Hugh Laurie, de “House”), que fez fortuna no mercado negro vendendo armas, ele se vê envolvido numa disputa entre agências de inteligência e é arrastado para as sombras da espionagem. O resto do elenco grandioso inclui Elizabeth Debicki (“Tenet”), Olivia Colman (“A Favorita”), Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Tobias Menzies (“The Crown”), David Harewood (“Supergirl”) e a portuguesa Aure Atika (“O Verão do Skylab”). Para completar, os roteiros foram escritos por David Farr (criador de “Hanna”) e a cineasta dinamarquesa Susanne Bier (“Bird Box”) venceu o Emmy por dirigir todos os seis episódios. Disponível na Starzplay Suburra: Sangue em Roma | Itália | 3ª Temporada No desfecho da primeira série italiana da Netflix, a batalha pelo império do crime em Roma se torna ainda mais implacável com a promessa de uma nova fonte de tráfico, dinheiro e poder. A produção é baseada no livro de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini que já rendeu um filme de mesmo nome, produzido pela própria Netflix e dirigido por Stefano Sollima em 2015. Sollima também comandou a série “Gomorrah” e dirigiu “Sicario: Dia do Soldado”, sua estreia em Hollywood. A trama se passa vários anos antes dos eventos vistos no filme homônimo, funcionando como um prólogo, ao revelar a formação de uma aliança no submundo mafioso entre três jovens de diferentes grupos, que resolvem se juntar contra os demais, visando realizar seus sonhos de enriquecimento e poder num território disputado por empresas imobiliárias, a máfia, a Igreja e políticos corruptos. Se a temporada inaugural girou em torno do Vaticano e da aquisição de terras em Ostia para a construção de um porto e a 2ª foi centrada na competição pelo poder político com a eleição de um novo prefeito, o ato final terá as ruas de Roma como o palco de uma batalha cheia de reviravoltas e alianças inesperadas, completando a história iniciada em 2017 e concebida, desde o início, para representar uma trindade profana – Igreja, Estado, Crime. Disponível na Netflix Sangue de Zeus | EUA | 1ª Temporada A série que transforma a mitologia grega em trama de anime é basicamente uma versão de “Ataque dos Titãs” passada na Grécia antiga, em que os Titãs mitológicos conjuram uma raça de demônios gigantes para destruir a civilização helênica. Entre os heróis da resistência destaca-se Heron, um bastardo que na verdade é filho do deus Zeus. Curiosamente, apesar do visual estilizado de anime, a produção não é japonesa, mas americana. A série foi criada pelos irmãos Charley e Vlas Parlapanides, de Nova Jersey, que já tinham usado sua descendência grega como inspiração para o roteiro do filme “Imortais” (2011), em que Henry Cavill (“The Witcher”) viveu o herói mitológico Teseu. O elenco de vozes originais destaca vários atores conhecidos dos EUA. Jason O’Mara (“Agents of SHIELD”) dubla Zeus, Claudia Christian (“Babylon 5”) faz Hera, Jessica Henwick (“Punho de Ferro”) vive a heroína Alexia, Chris Diamantopoulos (“Silicon Valley”) encarna Poseidon, Mamie Gummer (“True Detective”) dá voz à Elektra e Derek Phillip (“Longmire”) interpreta Heron. Disponível na Netflix The Americans | EUA | 6 Temporadas A premiada produção do canal pago FX, criada pelo ex-agente da CIA Joseph Weisberg, chega completa à Amazon, permitindo uma maratona de descoberta para quem não acompanhou sua exibição entre 2013 e 2018, quando se tornou uma das melhores séries da década. Passada durante os anos 1980, em plena Guerra Fria, a trama acompanha dois agentes soviéticos, vividos por Keri Russell (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) e Matthew Rhys (“Um Lindo Dia na Vizinhança”), que se passam por uma típica família americana para realizar missões secretas e sabotagens no território inimigo. Nem seus filhos sabem de sua missão, muito menos o vizinho (Noah Emmerich, de “Em Busca de Justiça”), um agente do FBI que investiga justamente espiões infiltrados no país. Com muitos disfarces, reviravoltas e tensão, a trama sofre reviravoltas atrás de reviravoltas, prendendo a atenção até seu desfecho. Disponível na Amazon Penny Dreadful | Reino Unido | 3 Temporadas A saga de terror gótico criada pelo roteirista John Logan (“007 Contra Spectre”) impressionou público e crítica com uma estética caprichada, visual cinematográfico (com direção de J.A. Bayona, de “Jurassic World: Reino Ameaçado”), elenco primoroso e também pelo final surpreendente – que foi exibido na TV sem aviso de que representava o desfecho da série, pegando os fãs de surpresa com seu impacto. Com uma trama repleta de personagens da literatura gótica do século 19, como Frankenstein, Dr. Jeckyll e Dorian Gray, a atração acabou destacando uma personagem original, graças ao desempenho sobrenatural de Eva Green (“007 Cassino Royale”) na pele de uma médium atormentada por demônios. O fato dela não ter sido indicada ao Emmy de Melhor Atriz só ressalta o preconceito existente contra produções de terror. O resto do elenco inclui Timothy Dalton (“Patrulha do Destino”), Josh Hartnett (“30 Dias de Noite”), Rory Kinnear (“Years and Years”), Harry Treadaway (“Mr. Mercedes”), Billie Piper (“Doctor Who”) e Reeve Carney (“Rocky Horror Picture Show”). Quem perdeu a exibição original na TV – feita no Brasil pela HBO – tem no fim de semana do Halloween a data perfeita para entrar no clima da série. Disponível na Starzplay Pessoa de Interesse | EUA | 5 Temporadas Primeira série criada por Jonathan Nolan, “Person of Interest” (título original) já incluía em seu enredo elementos que seriam aprofundados em “Westworld”. A premissa de 2011 girava em torno de uma inteligência artificial capaz de prever crimes com antecedência – um antecessor do Rehoboam, de “Westworld”, mas claramente influenciado pelo conceito de “Minority Report” (2002). De posse desse conhecimento, o programador foragido Harold Finch (Michael Emerson) busca uma aliança com o ex-agente secreto John Reese (Jim Caviezel), tirando-o da aposentadoria informal para impedir crimes que ainda não aconteceram. Mas esta atividade acaba chamando atenção da polícia. A trama evolui em ritmo lento, graças à estrutura procedimental típica de atrações da TV aberta, com foco num caso diferente por episódio. Disponível na Globoplay Arrow | EUA | 8ª Temporada O final da série que inaugurou o Arrowverso se materializa como a espinha dorsal do crossover “Crise nas Infinitas Terras”, mas supera expectativas com a grande carga emocional representada pelo reencontro/despedida de Oliver Queen (Stephen Amell) com vários personagens importantes da história da produção. Ao longo de seus episódios, a trama também planta o piloto de um spin-off centrado em Mia (Katherine McNamara), a filha de Oliver, que até agora não foi confirmado nem descartado, e desafia os fãs a segurar as lágrimas em seu desfecho impactante, durante o enterro do herói. Isto não é spoiler, porque o destino do Arqueiro Verde já tinha sido predito desde a temporada passada. Mas embora não consiga mudar seu futuro, Oliver não é completamente eliminado do Arrowverso, transformando-se em outro personagem da DC Comics, assim como, aparentemente, seu melhor amigo John Diggle (David Ramsey). Desde “Smallville”, uma série de super-heróis não tinha um final tão envolvente. Disponível na Netflix The Flash | EUA | 6ª Temporada Os episódios do sexto ano da série estrelada por Grant Gustin se conectam aos eventos do crossover “Crise nas Infinitas Terras”...
Filmes online: Estreias de terror marcam fim de semana do Halloween
No fim de semana do Halloween, metade das dicas são filmes de terror. Há outros lançamentos do gênero nas plataformas de streaming e VOD, mas os cinco selecionados são as melhores estreias do montão, indicados para ver quando a noite de sábado chegar, entre raios e trovões. A peneira levou em conta a criatividade e qualidade das produções, embora alguns títulos sejam mais bem-sucedidos que outros. Para não ter dúvidas, leia os comentários completos abaixo. O Top 10 reserva mais cinco opções para quem preferir um passatempo sem sustos, com destaque para “Meu Cachorro e Eu”, comédia francesa que, apesar do título enganoso, não é uma produção infantil. A relação ainda marca o começo da longa temporada natalina de 2020 na Netflix. Com jingle bells tocando já no Halloween, a plataforma claramente exagerou nos pedidos de Natal deste ano, mas parece ter deixado de fora da lista o bom e velho Papai Noel assassino que cairia melhor nesta data menos feliz. Confira abaixo 10 das doçuras e travessuras lançadas na semana. O que Ficou para Trás | Reino Unido | 2020 Um casal de refugiados, que tenta construir uma nova vida na Inglaterra, precisa lidar com uma presença maligna na casa onde o governo britânico os acomodou. O resultado é um filme de casa-assombrada com crítica social. Ao contrário das histórias tradicionais de assombração em que é possível escapar pela porta, os personagens vividos pelo inglês Sope Dirisu (“O Caçador e a Rainha do Gelo”) e a nigeriana Wunmi Mosaku (“Lovecraft Country”) não têm o privilégio de simplesmente sair. Após uma fuga angustiante do Sudão do Sul, devastado pela guerra, recusar a residência na pequena cidade inglesa os fará ser devolvidos ao lugar que lutaram tanto para deixar para trás. Primeiro filme do cineasta Remi Weekes, “His House” (título original) venceu o prêmio NHZ de melhor cineasta emergente no Festival de Sundance deste ano, arrancou elogios rasgados da crítica e conta com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Netflix Swallow | EUA, França | 2019 Haley Bennett (“O Diabo de Cada Dia”) venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca pelo papel de uma dona de casa grávida, que sofre uma transformação alarmante ao desenvolver uma compulsão de comer objetos perigosos. Enquanto seu marido (Austin Stowell) e sua família passam a querer controlar sua vida, ela é forçada a confrontar um segredo obscuro por trás dessa obsessão incontrolável. Sucesso no circuito dos festivais internacionais, o terror psicológico do estreante Carlo Mirabella-Davis foi exibido na Mostra de São Paulo e consagrado no Fantasia Film Festival do Canadá com os troféus de Melhor Direção e Roteiro. Elogiadíssimo, tem 88% de aprovação no Rotten Tomatos. Disponível na MUBI a partir de sábado (31/10) Antebellum | EUA | 2020 A Paris Filmes chegou a batizar o filme de “A Escolhida” para seu lançamento nos cinemas, mas ele acabou saindo direto em VOD com o título original. Anunciado como o novo thriller racial dos produtores de “Corra!” e “Nós”, a produção estrelada pela cantora Janelle Monaé (“Estrelas Além do Tempo”) dividiu a crítica dos EUA. A maioria não aceitou a guinada da trama e as críticas em geral foram bem negativas. Mas quem embarcou no simbolismo, considerou brilhante. Na trama, a personagem de Janelle é uma escritora feminista, que se vê inesperada transportada para o que parece ser uma plantação do século 19, onde passa a sofrer os horrores da escravidão. Roteiro e direção são da dupla Gerard Bush e Christopher Renz, que estreiam em longa-metragem após assinar vários curtas e um clipe do rapper Jay-Z, e o elenco ainda destaca Jena Malone (“Jogos Vorazes: A Esperança”), Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Gabourey Sidibe (“American Horror Story”), Jack Huston (“Ben-Hur”) e Eric Lange (“Narcos”). Disponível na Looke, Vivo Play e YouTube Filmes Sem Conexão | Polônia | 2020 Após causar impacto com o terror psicológico “Playground” (2016), o cineasta polonês Bartosz M. Kowalski resgata a tendência slasher dos massacres de acampamentos adolescentes, que rendeu muitos hits em VHS nos anos 1980. A trama atualiza a história para a era dos celulares, acompanhando um grupo de adolescentes viciados em tecnologia, que participa de um acampamento offline de reabilitação forçada, enquanto algo tenta desligá-los do mundo para sempre. Com muitas e esperadas mortes sangrentas, o filme segue direitinho o manual do gênero e assim não surpreende nem decepciona quem já sabe o que esperar. Disponível na Netflix Terra Assombrada | EUA | 2018 Terror passado numa fazenda afastada do Velho Oeste, ao estilo de “A Bruxa” (2015). Na trama, uma mulher simples (Caitlin Gerard, de “Sobrenatural: A Última Chave”) se muda com o marido para o meio do nada, e embora a chegada de outro casal de pioneiros encerre sua solidão, ela está convencida que o vento que castiga a região tem algo de sobrenatural. Aos poucos, a paranoia a convence que tem razão. Com 82% de aprovação, o filme de estreia da diretora Emma Tammi é bastante elogiado pela crítica, mas costuma desagradar quem busca sustos fáceis, devido ao ritmo lento e estrutura não linear – a história é contada fora de ordem. Disponível na Now e Vivo Play Meu Cachorro e Eu | França | 2019 Com título de filme infantil, a comédia é na verdade sobre um casal em crise, interpretado pelo israelense Yvan Attal (“Seberg Contra Todos”) e a francesa Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”), que são casados na vida real. Este é o terceiro filme em que eles levam às telas reflexos de seu relacionamento real. Embora se trate de uma adaptação literária – um conto do célebre escritor John Fante (“Pergunte ao Pó”) -, o próprio Attal assina roteiro e direção, despindo a si mesmo e sua esposa de glamour cinematográfico para abordar um romance de hábitos cotidianos. Na trama, Attal vive um escritor famoso, que descobre que seu bloqueio criativo e falta de libido são culpa de seus quatro filhos. Um dia, um cachorro enorme invade seu quintal e resolve mudar-se para sua residência. Impondo-se por seu tamanho descomunal, o cão, batizado de Estúpido, acaba se tornando um grande incômodo para a família. Mas depois de ressaltar a impotência do patriarca, acaba catalisando uma grande mudança. Diferente do esperado até em sua resolução, o filme encantou os críticos da Variety, Hollywood Reporter e outras publicações profissionais dos EUA, atingindo 100% de aprovação entre os veículos tops no Rotten Tomatoes (e 78% entre blogueiros). Disponível na Looke, Now e Vivo Play Amor com Data Marcada | EUA | 2020 Abrindo em outubro a longa temporada de filmes do Natal de 2020 da Netflix, esta comédia romântica traz Emma Roberts (“American Horror Story”) cansada de ser empurrada para pretendentes em datas comemorativas. Um dia, ela conhece outro solteiro convicto (Luke Bracey, de “Até o Último Homem”) em uma festa de Natal e os dois fazem um pacto: por um ano, serão o acompanhante um do outro em ocasiões especiais para evitar que os parentes tentem lhes encontrar namorados. Com o mesmo desdém por comemorações e sem interesse em se apaixonar, eles se tornam o par perfeito um do outro. Já adivinhou o final? Este enredo tão tradicional quanto o próprio Natal foi escrito por Tiffany Paulsen, que já tinha assinado um filme de Emma Roberts anteriormente, “Nancy Drew e o Mistério de Hollywood” (2007). A direção é de John Whitesell (“Vovó… Zona 2”) e o elenco ainda conta com Frances Fisher (“Watchmen”), Kristin Chenoweth (“Final de Semana em Família”), Andrew Bachelor (“A Babá”) e Jessica Capshaw (“Grey’s Anatomy”). Disponível na Netflix Assassinato no Congo | Noruega | 2018 Baseado em fatos reais, o drama tenso de Marius Holst (“Inferno na Ilha”) acompanha uma viagem turística de dois noruegueses viciados em adrenalina que acaba em prisão e julgamento por espionagem e assassinato no Congo. O ator alemão Tobias Santelmann, conhecido pelos fãs da série “The Last Kingdom” como o jovem Ragnar, ganhou alguns prêmios europeus por sua interpretação convincente como um dos protagonistas. Disponível em iTunes/Apple TV, Looke, Vivo Play e YouTube Filmes Agente Infiltrada | França, Israel | 2019 A alemã Diane Kruger (“Em Pedaços”) vive uma mulher recrutada pela agência de espionagem de Israel para se infiltrar no programa nuclear iraniano. Mas enquanto ela é movida pela paranoia, o filme se diferencia por retratar os iranianos sem clichês e até com simpatia, o que surpreende especialmente por ser uma produção israelense, país que vive uma relação de conflito com o Irã real. Segundo filme de Yuval Adler, que venceu os prêmios de Melhor Direção e Roteiro da Academia de Israel pelo elogiado “Belém: Zona de Conflito” (2013), “The Operative” (título original) ainda traz Martin Freeman (“Pantera Negra”) e Cas Anvar (“The Expanse”) em seu elenco. Disponível em iTunes/Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play e YouTube Filmes Abraço | Brasil | 2020 Eleito Melhor Filme pelo júri popular no Festival Cine PE, o longa dirigido por DF Fiuza dramatiza o protesto de 30 mil professores sergipanos em 2008, que se mobilizaram para evitar a perda de direitos. A protagonista Ana Rosa, interpretada pela atriz Giuliana Maria (“Carcereiros”), ainda sofre com machismo ao viver o desafio de ser mãe, mulher e sindicalista em meio à intensa luta jurídica contra o governo estadual. Disponível na Looke e Now












