Mila Kunis será “Uma Garota de Muita Sorte” na Netflix
A atriz Mila Kunis (“Perfeita É a Mãe!”) vai estrelar e produzir a adaptação do best-seller “Uma Garota de Muita Sorte” (Luckiest Girl Alive) para a Netflix. O romance de Jessica Knoll gira em torno de Ani FaNelli, uma nova-iorquina de língua afiada que parece ter de tudo: uma posição importante em uma revista sofisticada, um guarda-roupa matador e um casamento dos sonhos no horizonte. Mas quando o diretor de um documentário policial a convida a revelar um chocante incidente que aconteceu quando ela era adolescente numa escola prestigiosa, ela é forçada a enfrentar uma verdade sombria que ameaça desmontar sua vida meticulosamente elaborada. A própria escritora, que usou sua experiência como ex-editora da revista Cosmopolitan como inspiração para a história, assina o roteiro. Já a direção está a cargo de Mike Barker, que volta a filmar longa-metragens após 14 anos dedicados a séries como “The Handmaid’s Tale” e “Fargo”. O projeto será tocado pelas produtoras Orchard Farm Productions, de Kunis, Made Up Stories, de Bruna Papandrea e Jeanne Snow, e Picturestart, de Erik Feig e Lucy Kitada. Não há previsão para a estreia.
Gillian Anderson será Eleanor Roosevelt em série sobre Primeiras-Damas dos EUA
Depois de viver a Primeira Ministra Margaret Thatcher em “The Crown”, Gillian Anderson se prepara para viver outra personagem política importante do século 20: Eleanor Roosevelt. A atriz se juntou ao elenco da minissérie “The First Lady”, uma antologia do canal Showtime dedicada à três Primeiras-Damas importantes dos EUA, que já conta com Viola Davis (“A Voz Suprema do Blues”) como Michelle Obama e Michelle Pfeiffer (“Vingadores: Ultimato”) como Betty Ford. Eleanor Roosevelt serviu como Primeira-Dama dos Estados Unidos de 1933 a 1945, tornando-a Primeira-Dama mais longeva da história do país. Polêmica por sua franqueza, especialmente sobre os direitos civis, ela foi a primeira esposa presidencial a dar entrevistas coletivas regulares, escrever uma coluna na imprensa e apresentar um programa de rádio semanal. Ela também pressionou os Estados Unidos a aderir e apoiar as Nações Unidas e se tornou sua primeira delegada. A produção desenvolvida pelo roteirista Aaron Cooley (“Melhor. Pior. Finde. De. Todos.”) ainda definiu a cineasta dinamarquesa Susanne Bier, que já venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (por “Em um Mundo Melhor”) e o Emmy (pela minissérie “The Night Manager”), como responsável pela direção e produção dos episódios. Os episódios vão se focar na vida pessoal, atuação e influência política das três primeiras-damas dos EUA. Caso a atração se prove um sucesso, novas temporadas devem abordar outras esposas famosas de presidentes americanos.
Os Simpsons troca dublador branco de personagem negro
Os produtores de “Os Simpsons” anunciaram uma nova mudança no elenco de dubladores originais da atração, visando diversificar seu casting de vozes. Harry Shearer, integrante de longa data da série animada da Fox, vai parar de dar voz ao Dr. Julius Hibbert, o médico da cidade, que é negro. O episódio de domingo, “DiaryQueen”, apresentou Shearer dando a voz ao personagem pela última vez. Começando com o episódio de 28 de fevereiro, “Wad Goals”, Kevin Michael Richardson assumirá o papel. Dublador prolífico, ele já trabalhou em mais de 70 episódios de “Os Simpsons” no passado, e seus créditos também incluem “Uma Família da Pesada” (Family Guy), “American Dad” e “F Is for Family”. A inclusão de Richardson segue-se à contratação de Alex Désert como nova voz de Carl Carlson (anteriormente dublado por Hank Azaria), colega de trabalho de Homer, e Jenny Yokobori como Kumiko Albertson (anteriormente dublada por Tress MacNeille), a esposa do Comic Book Guy. As mudanças refletem uma declaração dos produtores, que prometeram, em junho de 2020, que “daqui para frente, ‘Os Simpsons’ não terão mais atores brancos dando voz a personagens não brancos”. Essa declaração foi feita no momento em que a indústria da animação enfrentou críticas sobre falta de inclusão, em meio aos protestos generalizados por justiça social e racial no verão americano passado. Outras séries animadas, incluindo “Big Mouth” da Netflix e “Central Park” da Apple, também reformularam os intérpretes de personagens de etnia diversificada, que até então eram dublados apenas por atores brancos. A decisão representa uma grande mudança para “Os Simpsons”, que durante anos deu de ombros para os pedidos de que um ator do sul da Ásia assumisse o papel de Apu, dublado de forma caricata por Hank Azaria. O personagem chegou a virar tema de documentário, “The Problem with Apu”, em 2017. Azaria se sensibilizou antes dos produtores e decidiu parar, por conta própria, de dublá-lo, mas continuou a fazer as vozes de Carl e o policial Lou, que são negros, além do personagem hispânico Bumblebee Man. Shearer, por sua vez, havia interpretado o Dr. Hibbert durante todo a série – por mais de três décadas.
Reportagem denuncia racismo e “subornos” por trás do Globo de Ouro
Há menos de uma semana de sua entrega de prêmios, o Globo de Ouro 2021 já tem um grande perdedor: a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável por sua realização. Após sofrer críticas por apresentar uma lista de indicados completamente desconectada com a realidade da indústria cinematográfica, vista por muitos como sinal de racismo da instituição, o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem devastadora, denunciando o fato de que a HFPA não possui nem nunca teve negros entre seus membros. Questionado sobre a falta de representatividade, a HFPA respondeu de forma vaga que “está comprometida a corrigir” este problema, sem citar medidas específicas. Ao contrário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, que inclui milhares de trabalhadores de todas as áreas da indústria, a HFPA é formada por 87 jornalistas de vários países que vivem em Los Angeles e escrevem sobre cinema. Muitos publicam críticas para blogs sem representatividade alguma. Em 2021, este grupo decidiu excluir ou marginalizar projetos premiados concebidos por artistas negros, como a série “I May Destroy You”, considerada pelo resto da crítica como uma das melhores do ano, e o filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee. A reportagem do Los Angeles Times também confirmou boatos que circulam há anos sobre a falta de integridade da HFPA, ao revelar que a associação, ao contrário da Academia e outros grupos de premiação, aceita e incentiva que estúdios e produtores ofereçam “presentes” e privilégios (subornos) para seus 87 membros, como forma de influenciar as votações para o Globo de Ouro. O jornal cita um exemplo recente deste tipo de ação. A Paramount Television hospedou 30 membros da HFPA em um hotel cinco estrelas de Paris, com diárias de até US$ 1,4 mil (R$ 7,6 mil) em 2019, para divulgar “Emily in Paris”. Destruída pelos outros críticos, a atração da Netflix foi indicada ao Globo de Ouro, inclusive como Melhor Série de Comédia ou Musical.
Woody Allen protesta contra série da HBO: sem interesse pela verdade
Como previsto, Woody Allen e sua esposa, Soon-Yi Previn, protestaram nesta segunda (22/2) contra a série documental “Allen v. Farrow”, que estreou na noite de domingo na HBO. A produção desferiu um potente ataque-denúncia, buscando provar que o diretor teria abusado sexualmente de sua filha adotiva Dylan Farrow na década de 1990, quando ela tinha 7 anos. Em comunicado à imprensa americana, um porta-voz do casal afirma que os cineastas Amy Ziering e Kirby Dick, responsáveis por “Allen vs. Farrow”, “não tinham interesse na verdade” e acusaram os documentaristas de “colaborar com os Farrows e seus facilitadores”, procurar-lhes apenas há dois meses, com a série praticamente pronta, e dar-lhes uma “questão de dias” para apesentar seu “lado” para inclusão na obra. O primeiro episódio da série em quatro partes traz Dylan Farrow detalhando as acusações de incesto que fez contra seu pai adotivo quando criança e retrata Allen como pedófilo, com ajuda de depoimentos de outros membros da família, amigos dos Farrow e registros da época. “Esses documentaristas não tinham interesse na verdade. Em vez disso, passaram anos colaborando sub-repticiamente com os Farrows e seus facilitadores para montar um trabalho de demolição repleto de mentiras. Woody e Soon-Yi foram abordados há menos de dois meses e receberam apenas um punhado de dias ‘para responder’. Claro, eles se recusaram a fazer isso. “Como se sabe há décadas, essas alegações são categoricamente falsas. Várias agências as investigaram na época e descobriram que, independentemente do que Dylan Farrow possa ter sido levado a acreditar, absolutamente nenhum abuso aconteceu. Infelizmente, não é surpreendente que a rede para transmitir isso seja a HBO – que tem um contrato de produção e uma relação comercial com Ronan Farrow. Embora esta obra de sucesso de má qualidade possa ganhar atenção, ela não muda os fatos.”
Daft Punk anuncia fim da banda com clipe explosivo
A dupla francesa Daft Punk, responsável por uma revolução na dance music nos anos 1990, anunciou sua separação. Após quase 30 anos de atividade e hits como “Da Funk”, “Harder, Better, Faster, Stronger” e “Get Lucky”, Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter se despediram com um clipe explosivo, extraído do final de seu filme vanguardista “Daft Punk’s Electroma”, lançado em 2006. Intitulado “Epilogue”, o vídeo mostra a dupla no deserto, indo cada um para um lado, enquanto uma bomba relógio conta os segundos para deixar um deles em pedaços. Lento e com quase oito minutos de duração, o vídeo termina com o sobrevivente caminhando para o horizonte, enquanto um obituário informa as datas de nascimento e de morte da banda. Durante 28 anos de estrada, o Daft Punk lançou cinco álbuns. Mas o mais recente, “Random Access Memories” (2013), já tem quase uma década. A banda também fez a trilha sonora do filme “TRON: O Legado” (2010) e venceu seis Grammys. Entre seus últimos trabalhos, destaca-se uma pareceria com um de seus discípulos, o cantor canadense The Weeknd nas músicas “Starboy” e “I Feel It Coming”. Apresentando-se sempre com capacetes que escondiam suas verdadeiras identidades, eles investiram na ideia de que seriam robôs e criavam música robótica. Por meio de seus sintetizadores e batidas eletrônicas, deram nova vida à house music, ao mesclarem a música dançante americana com a ferveção das discotheques parisienses. Desta mistura nasceu a nu disco, e o que era uma cena underground local se transformou num fenômeno mundial. Daft Punk deixa muitos adeptos de seu estilo musical. Além de The Weeknd, também se pode citar Dua Lipa entre seus mais famosos seguidores.
Minissérie baseada em A Costa do Mosquito ganha trailer tenso
A Apple TV+ (Apple TV Plus) divulgou o trailer da minissérie baseada em “A Costa do Mosquito” (The Mosquito Coast), romance de Paul Theroux publicado em 1981 e já levado aos cinemas em 1986. A prévia descortina um clima de grande tensão e suspense, apontando algumas mudanças em relação à história popularizada nas telas pelo diretor Peter Weir e estrelada por Harrison Ford, Mirren e River Phoenix nos anos 1980. No filme, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele parece estar em fuga da polícia. Além disso, o filho com maior destaque é uma garota. A principal curiosidade da nova produção, entretanto, é a escalação do ator Justin Theroux (“The Leftovers”) no papel principal. Ele é sobrinho do escritor do livro original. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação está a cargo do produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduzirão a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assina a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, explica o visual extremamente cinematográfico do trailer. Serão sete episódios ao todo, com estreia marcada para 30 de abril em streaming.
Zack Snyder revela data de estreia de seu filme de zumbis na Netflix
O diretor Zack Snyder anunciou que seu filme de zumbis da Netflix, “Army of the Dead”, finalmente tem previsão de estreia. Em um post nas redes sociais, ele divulgou o lançamento 21 de maio e revelou que o primeiro teaser será revelado na próxima quinta (25/2). “Army of the Dead” foi filmado entre o verão e o outono de 2019 nos EUA, refilmado no verão de 2020 para substituir um ator devido à acusações de abuso sexual e até seu spin-off, um prólogo ainda sem título, encerrou sua produção ainda em 2020. O atraso no lançamento se deve, em parte, ao envolvimento de Snyder no relançamento de “Liga da Justiça”, que tomou todo o seu tempo nos últimos meses. Claro que não ajudou ter que voltar ao set para apagar Chris D’Elia (“Undateable”) do longa. Acusado de assediar sexualmente garotas menores de idade, ele teve sua participação substituída pela comediante Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”). Desenvolvido para a Netflix, “Army of the Dead” representa um retorno às origens para Snyder, que volta ao apocalipse zumbi 17 anos após o longa-metragem que inaugurou sua carreira, “Madrugada dos Mortos” (2004). A trama é uma espécie de “Onze Zumbis e um Segredo”. Um grupo de mercenários se reúne para realizar o maior assalto já tentado em Las Vegas. O detalhe é que, para chegar nos milhões, eles precisarão invadir uma zona de quarentena e se arriscar em meio a um surto de zumbis. O elenco do filme ainda inclui Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Omari Hardwick (“Power”), Hiroyuki Sanada (“Mortal Kombat”), Raul Castillo (“Atypical”), Nora Arnezeder (“Zoo”), Matthias Schweighöfer (“Viagem Sem Volta”), Ella Purnell (“Sweetbitter”), Garrett Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Ana de la Reguera (“Goliath”) e a dublê Samantha Win (“Mulher-Maravilha”). Survivors take all. #ArmyOfTheDead on @Netflix May 21.Teaser this Thursday. pic.twitter.com/sIgDoz6rmz — Zack Snyder (@ZackSnyder) February 21, 2021
Carlos Alberto de Nóbrega é internado em São Paulo após família ter covid-19
O comediante Carlos Alberto de Nóbrega, apresentador do humorístico “A Praça É Nossa”, do SBT, foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no sábado (20/2), após sentir febre e sua família testar positivo para covid-19. A contaminação atingiu a mulher do astro e empresário, Renata Domingues, e seu filho, João Victor. Enquanto Renata está internada na mesma unidade desde quinta (17/2), após ser diagnosticada com a doença, João Victor, que tem só 20 anos, está fazendo tratamento em casa. A internação de Nóbrega foi por precaução, devido ao fato de ter 84 anos de idade, e ter apresentado febre em meio aos testes positivos da família. O apresentador ainda aguarda os resultados de seus exames, que só devem sair na segunda-feira (22/2). Ele tomou a primeira dose da vacina contra covid-19 em 10 de fevereiro. Sentindo-se bem, ele mandou uma mensagem positiva para seus seguidores no Instagram, adiantando seus planos de voltar aos estúdios do SBT em março, após tomar a segunda dose da vacina. “Meus queridos e fiéis amigos: estou ótimo. Já comecei o tratamento. Estou sem dor, mal-estar, nada. Pude até ir no quarto da Renata, que está bem melhor e sem ter mais dores. Meu caçula João Victor está em isolamento em sua casa e não sente rigorosamente nada. Deus vai me permitir estar gravando ‘A Praça’ no dia 24 de março”, escreveu. “Com novidades e novos personagens. O SBT aprovou todos os meus pedidos e sugestões feitos na semana passada. Eu sentado no novo banco, os comediantes consagrados e os novos convidados. Certamente, vamos colocar ‘A Praça’ no seu lugar: liderando a audiência. Obrigado pelas centenas mensagens”, finalizou. Veja abaixo a publicação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carlos Alberto De Nobrega (@calbertonobrega)
Disney revela que O Show dos Muppets contém conteúdo impróprio
A Disney+ (Disney Plus) surpreendeu seus assinantes ao adicionar um aviso de conteúdo impróprio em alguns episódios da série clássica “O Show dos Muppets” (The Muppet Show), que foi disponibilizada na plataforma na sexta-feira (20/2) nos EUA. “Este programa inclui representações negativas e/ou maus-tratos de pessoas ou culturas. Esses estereótipos estavam errados na época e estão errados agora. Em vez de remover esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com ele e iniciar conversas para criarmos juntos um futuro mais inclusivo”, diz o aviso. O aviso foi adicionado a um total de 18 episódios das cinco temporadas do programa. Cada episódio recebeu a advertência por um motivo diferente, mas, por exemplo, durante o capítulo que tem participação de Johnny Cash, o cantor aparece diante de uma bandeira confederada, hoje considerada símbolo do racismo nos EUA. A imprensa americana procurou a Disney+ para saber outros detalhes sobre a decisão de incluir os avisos nos episódios, exibidos de 1976 a 1981 com classificação PG (o equivalente a 10 anos no Brasil) na TV, mas nenhum comentário adicional foi feito. Assim mesmo, a decisão reflete a iniciativa “Stories Matter” (histórias importam), que delineiam os diversos motivos que levam a plataforma a incluir alertas sobre seu conteúdo. “Como parte de nosso compromisso contínuo com a diversidade e inclusão, estamos revisando nossa biblioteca e adicionando recomendações ao conteúdo que inclui representações negativas ou maus-tratos a pessoas ou culturas”, diz o texto no site da Disney. “Em vez de remover esse conteúdo, vemos uma oportunidade de iniciar uma conversa e um diálogo aberto sobre a história que afeta a todos nós. Também queremos reconhecer que algumas comunidades foram apagadas ou totalmente esquecidas, e estamos empenhados em dar voz às suas histórias também. ”
James Franco fecha acordo para retirada de processo de abuso sexual
O ator James Franco entrou em acordo com as autoras de um processo judicial de 2019, que alegavam abuso sexual na escola de atuação que ele fundou. De acordo com comunicado, duas das ex-alunas de Franco em sua extinta escola Studio 4, Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal, concordaram em retirar suas queixas individuais, bem como alegações de exploração sexual e alegações de fraude. Não houve revelação sobre pagamento envolvido no acordo para a retirada do processo. Agora, a decisão será submetida à aprovação do tribunal preliminar até 15 de março. De acordo com a ação, Franco teria supostamente forçado suas alunas a realizar cenas de nudez e sexo diante das câmeras no que elas descreveram como um “cenário de orgia” durante uma aula. Tither-Kaplan e Gaal também alegaram que Franco levou os alunos a acreditar que ele daria papéis em seus filmes para aqueles que se sujeitassem a participar da “aula”. Os advogados de Franco chamaram as acusações de “falsas e inflamadas, legalmente sem base e movidas como uma ação coletiva com o objetivo óbvio de obter o máximo de publicidade possível para os Requerentes sedentos de atenção”. Tither-Kaplan alegou pela primeira vez as alegações de má conduta sexual contra Franco no início de 2018, depois que ele venceu um Globo de Ouro por seu papel em “O Artista do Disastre”. Ela também foi uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra Franco em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. Na época, até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Graças à repercussão das denúncias, o ator acabou ficando fora do Oscar, mesmo sendo considerado forte candidato pelo desempenho em “O Artista do Disastre”. Desde que o surgimento das acusações, James Franco só apareceu na série “The Deuce”, que já estrelava quando o escândalo veio à tona. Com o fim da série em 2019, ele vem se mantendo fora dos holofotes.
Martha Stewart (1922 – 2021)
A atriz e cantora Martha Stewart, conhecida por atuar ao lado de Humphrey Bogart no clássico noir “No Silêncio da Noite” (1950), morreu na quarta-feira (17/2) aos 98 anos. Ela começou sua carreira vencendo um concurso de rádio de Nova York durante o período da 2ª Guerra Mundial, que a levou a cantar com as big bands de Glenn Miller, Harry James e Claude Thornhill. Em 1944, uma apresentação no então famoso Stork Club em Manhattan chamou a atenção de um caçador de talentos, que a levou a Hollywood, onde assinou contrato com a 20th Century Fox. De forma condizente com sua “descoberta”, Stewart deu seus primeiros passos cinematográficos em musicais, fazendo sua estreia em “Sonhos de Estrela” (1945), um filme de Carmen Miranda, onde ela fez dueto vocal com ninguém menos que o célebre cantor Perry Como. A pequena, mas destacada participação lhe abriu as portas da Broadway e a levou até o West End londrino nos anos seguintes. Paralelamente, ela continuou aparecendo em musicais e comédias românticas da Fox, até ser escalada por Otto Preminger no drama “Êxtase de Amor” (1947), como a melhor amiga da personagem de Joan Crawford. O desempenho no melodrama convenceu o icônico diretor Nicholas Ray a transformá-la na vítima trágica de “No Silêncio da Noite”, cuja morte vira o elemento central daquele que é considerado um dos melhores filmes noir de todos os tempos. A atriz voltou a ser escalada num noir, “O Sentenciado” (1950), estrelado por Glenn Ford, mas os compromissos teatrais acabaram encurtando sua carreira no cinema. Após a comédia “A Felicidade Estava Por Perto” (1952), ela só foi reaparecer em “Surf Party” (1964), um dos muitos filmes de praia da época. Seu último papel nas telas foi num episódio da série “Meus 3 Filhos” no ano seguinte. Graças ao seu primeiro casamento com o comediante e cantor Joe E. Lewis, Martha Stewart também foi retratada nas telas. Mitzi Gaynor a interpretou em “Chorei por Você” (1957), sobre o ataque brutal sofrido por seu marido numa retaliação da máfia. Frank Sinatra viveu Lewis e imortalizou a música “All the Way”, vencedora do Oscar, na produção. Ela também foi casada com o ator George O’Hanlon (a voz de George Jetson nos desenhos da Hanna-Barbera) e David Shelley. Seu filho com o último marido foi o guitarrista David Shelley Jr., que apareceu no remake de “E Deus Criou a Mulher” (1988) e morreu de câncer em 2015.
Os Croods 2 passa de US$ 150 milhões nas bilheterias mundiais
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” manteve o 1º lugar das bilheterias dos EUA e Canadá, após recuperar o topo na semana passada – e isto foi dois meses após seu lançamento. A posição de destaque marca a quinta semana de liderança do filme, que está há 13 semanas em cartaz e já se encontra disponível na casa dos espectadores norte-americanos, via VOD. Graças à sua longevidade no ranking, a produção da DreamWorks Animation/Universal Pìctures ultrapassou os US$ 50 milhões de arrecadação doméstica e se encontra próximo de virar o filme de maior bilheteria da pandemia na América do Norte, recorde atualmente detido por “Tenet”, que fez US$ 57,9 milhões logo que os cinemas reabriram em agosto passado – período em que havia mais salas funcionando que agora. Entre sexta e domingo, “Os Croods 2” faturou US$ 1,7 milhão de ingressos vendidos em 1,9 mil salas dos EUA e Canadá. Mas ainda não começou a contar as bilheterias de muitos países, em que ainda não estreou. No Brasil, o lançamento está marcado apenas para 25 de março. No mundo inteiro, a Universal já contabilizou o dobro dos valores norte-americanos. O filme fez mais que US$ 100 milhões no mercado internacional, levando seu total a superar os US$ 150 milhões mundiais. Se este desempenho é festejado pelo estúdio, Hollywood inteira olha incrédula para as notícias que vem da China, onde filmes estão rendendo mais por dia que “Os Croods 2” faturaram até agora. Encabeça por blockbusters locais, como “Detective Chinatown 3”, “Hi, Mom” e “A Writer’s Odyssey”, a bilheteria chinesa somou nada menos que US$ 1,2 bilhão de arrecadação no atual feriado do Ano Novo Lunar.












