“Elvis” chega ao streaming. Confira 10 filmes novos pra ver em casa
A programação de filmes que chegam ao VOD (locação digital) e ao streaming por assinatura destaca a chegada de “Elvis”, espetáculo roqueiro que pode ser visto das duas formas. Além disso, há um verdadeiro festival de cinema internacional para cinéfilos e apreciadores dos melhores filmes, com a disponibilização de vários títulos premiados, do vencedor do Festival de Veneza passado ao vencedor do César (o Oscar francês) deste ano. Nem todos são dramas. Há até terror premiado. Fãs de humor mais popular também podem conferir a nova comédia de Leandro Hassum na Netflix. Mas quem tem tantas opções pode escolher melhor – “Vizinhos” teve péssima recepção no exterior. Confira abaixo os 10 destaques digitais da semana. | ELVIS | HBO MAX e VOD* A cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) tem tudo que os fãs poderiam desejar, cobrindo todas as fases do cantor com uma recriação primorosa, atenta aos detalhes. Mais que isso, Luhrmann conecta os extremos, encontrando no despertar do interesse do menino Elvis Presley pela performance musical e fervorosa dos cultos de pastores negros a inspiração para seu transe sexual nos primeiros shows e o repertório gospel do final da carreira. Muitas das cenas refletem a histeria despertada por suas apresentações, acompanhada de perto pela reação conservadora que tentou censurá-lo. Para incorporar o furor, Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) se transforma, apresentando o gingado e o sotaque caipira do cantor com perfeição. Mais que isso: como o arco da história é ambicioso, ele precisa evoluir rapidamente na tela, de um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 a um homem maduro em sua volta triunfal de 1968 até entrar na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. Para arrematar, sua performance é tão completa que, em vez de dublar, o ator canta mesmo as músicas que apresenta no filme. “Elvis” ainda destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, que é quem narra a história, tentando parecer menos vilão do que a trama demonstra, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. | O ACONTECIMENTO | HBO MAX O vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2021 trata de um tema que tem dominado os noticiários atuais: o direito ao aborto. Adaptação do romance homônimo de Annie Ernaux, conta a história de uma brilhante estudante universitária do início dos anos 1960, que vê sua emancipação ameaçada ao engravidar. Determinada a terminar seus estudos e escapar das restrições sociais de sua família operária, ela se vê sem opções legais disponíveis e tenta encontrar uma maneira de abortar ilegalmente. Além do Leão de Ouro, o segundo longa dirigido por Audrey Diwan (roteirista de “A Conexão Francesa”) conquistou 13 prêmios internacionais, incluindo o César de Atriz Mais Promissora, entregue à jovem estrela do drama, Anamaria Vartolomei (“Troca de Rainhas”). Também recebeu o Prêmio da Crítica em Veneza e atingiu uma das maiores aprovação dos críticos americanos neste ano: 99% no Rotten Tomatoes, com um total de 154 resenhas positivas e apenas uma negativa. | ILUSÕES PERDIDAS | VOD* Grande vencedor do César (o Oscar francês) de 2022, o filme de Xavier Giannoli (“Marguerite”) é uma adaptação do famoso romance homônimo de Honoré de Balzac. O personagem central é Lucien, um jovem na França do século 19 que sonha virar poeta, mas acaba como jornalista, perdendo as ilusões do título ao se ver num mundo condenado à lei do lucro e das falsidades, onde tudo se compra e se vende, da literatura à imprensa, da política aos sentimentos, das reputações às almas. Além do troféu de Melhor Filme, conquistou mais cinco categorias no César 2022, incluindo Roteiro e Ator mais Promissor para Benjamin Voisin (“Verão 85”), intérprete de Lucien. O elenco ainda inclui Cécile de France (“A Crônica Francesa”), Vincent Lacoste (“Amanda”), Xavier Dolan (“It – Capítulo 2”), Jeanne Balibar (“Guerra Fria”), André Marcon (“O Oficial e o Espião”) e o veterano Gérard Depardieu (“Bem-Vindo a Nova York”). | LITTLE JOE | VOD* Emily Beecham (“Into the Badlands”) foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Cannes de 2019 por seu papel de cientista neste terror biológico. Na trama, flores geneticamente modificadas para dar a sensação de felicidade acabam se revelando um perigo, passando a espalhar paranoia e influenciar comportamentos inesperados. Escrito e dirigido pela austríaca Jessica Hausner (“Lourdes”), o filme também é estrelado por Ben Whishaw (“007 – Sem Tempo para Morrer”), Kerry Fox (“A Vingança Está na Moda”) e Kit Connor (“Rocketman”). | ENCURRALADOS EM VENEZA | VOD* O novo terror do provocador Alex de La Iglesia (“Balada do Amor e do Ódio”) explora a xenofobia como justificativa para assassinatos em série. Quando um grupo de jovens turistas espanhóis chega a Veneza para uma despedida de solteiro, eles acabam irritando moradores locais que se cansaram de ver estrangeiros invadirem sua cidade, e precisam lutar para sobreviver a um banho de sangue. A história foi escrita pelo premiado roteirista Jorge Guerricaechevarría, vencedor de dois troféus Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Roteiro Adaptado, por “Cela 211” (2009) e “As Leis da Fronteira” (2021). Esta é sua 14ª parceria com Iglesia, após estrearem juntos no cultuado “Ação Mutante”, de 1993. | SEM IDENTIDADE | STARZPLAY Cary Joji Fukunaga, o diretor do blockbuster “007: Sem Tempo Para Morrer”, já demonstrava enorme talento em sua juventude, como demonstra a chegada ao streaming de seu primeiro longa. Drama de imigração com ingredientes criminais, “Sem Identidade” acompanha uma jovem hondurenha e um gângster mexicano, que se unem em uma jornada pela fronteira americana. Com realismo elogiadíssimo pela crítica, a produção de 2009 venceu 14 prêmios internacionais, inclusive o troféu de Melhor Direção no Festival de Sundance. | FÁTIMA – A HISTÓRIA DE UM MILAGRE | VOD* O drama católico narra a história das três crianças que teriam visto Nossa Senhora nos arredores do pequeno vilarejo português de Fátima em 1917. Muitos duvidavam da veracidade de seus testemunhos, mas outros partiram em peregrinação ao local na esperança de presenciar o milagre de Fátima, num mundo que era assombrado pela 1ª Guerra Mundial e ansiava pela paz. Coprodução entre Portugal e os EUA, o filme tem como maior chamariz as participações do americano Harvey Keitel (“O Irlandês”) e da brasileira Sônia Braga (“Bacurau”) – ela vive a versão mais velha de uma das crianças, Lúcia, que se tornou uma freira famosa. Mas há outra curiosidade nesse projeto: o fato de a direção ser assinada pelo italiano Marco Pontecorvo, diretor de fotografia de “Game of Thrones” e filho do famoso cineasta Gillo Pontecorvo (1919–2006), que chegou a ser taxado como um perigoso ateu comunista pela ditadura militar brasileira – graças a filmes como “A Batalha de Argel” (1966), “Queimada” (1969) e “Ogro” (1979). | A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS | MUBI O drama do célebre cineasta turco Nuri Bilge Ceylan (“Era uma Vez na Anatólia”, “Winter Sleep”) tem ritmo lento, mas compensa com uma fotografia e conteúdo primorosos, ao usar a experiência de um jovem, que retorna para sua pequena comunidade após a faculdade, como reflexão sobre a vida na Turquia moderna – e no mundo. Venceu 10 prêmios internacionais e atingiu 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. | CASA DE ANTIGUIDADES | VOD* Exibido nos festivais de Cannes e Toronto, e premiado em Estocolmo e Chicago, o longa de estreia do diretor João Paulo Miranda Maria retrata a vida de um trabalhador negro em uma cidade fictícia de colonização germânica no sul do Brasil. Natural do sertão brasileiro, o homem se sente solitário, condenado ao ostracismo pelas diferenças culturais e étnicas, e invisível para os patrões. Um dia, descobre uma casa abandonada repleta de objetos que o lembram de suas origens. Ele se instala lentamente nesta casa e cada vez mais objetos começam a aparecer. Estrelado pelo veterano Antônio Pitanga (“Ganga Zumba”, “Rio Babilônia”, “Irmãos Freitas”), o drama trata de racismo estrutural e foi rodado em Treze Tílias, cidade catarinense que deu forte apoio ao presidente eleito em 2018. | VIZINHOS | NETFLIX Em sua terceira comédia na Netflix, Leandro Hassum (“Amor Sem Medida”) vive um homem estressado que descobre, após um colapso nervoso, que corre risco de morte caso escute barulhos muito altos. Por orientação médica, ele abandona o Rio de Janeiro e busca o sossego em uma cidade pequena, cercada de paz e natureza. Porém, os planos de relaxamento vão por água abaixo por causa de seu novo vizinho (Maurício Manfrini, de “No Gogó do Paulinho”), que é mestre de bateria de uma escola de samba. A crítica internacional achou realmente tudo muito estridente. Além da dupla de humoristas, o elenco da produção inclui Júlia Rabello, Marlei Cevada, Julia Foti, Lucas Leto, Vilma Melo, Nando Cunha, Dja Marthins, Hélio de la Peña, Sophia Guedes e Yves Miguel. Direção e roteiro são de Roberto Santucci e Paulo Cursino, parceiros de longa data de Hassum, que assinaram as franquias de sucesso “Até Que a Sorte nos Separe” e “O Candidato Honesto”.
Kendrick Lamar faz clipe impressionante com a atriz Taylour Paige
O rapper Kendrick Lamar lançou um clipe inspirado em seu single “We Cry Together”, estrelado por ele e pela atriz Taylour Paige, estrela do ótimo filme indie “Zola”, que é basicamente um curta-metragem dramático. O vídeo intenso e brutal traz Lamar e Paige como um casal que discute sem parar por cinco minutos, usando uma batida repetitiva para mandar rimas demolidoras de rap sobre “homens como você” e “mulheres em geral”, cada um defendendo seu lado com muitos “vai se f”. Mas em vez de encerrarem a relação após dedos apontados um para o outro, terminarem se “efando” mesmo, literalmente, excitados com a adrenalina da discussão. O filme foi dirigido pelo cineasta Jake Schreier (“Cidades de Papel”), Dave Free (diretor de clipes de Lamar) e o próprio rapper, e filmado em uma única tomada de plano sequência com vocais captados ao vivo. O resultado é impressionante. A música “We Cry Together” faz parte do último álbum de Lamar, “Mr. Morale & The Big Steppers”, lançado em maio passado.
“Pânico 6” encerra filmagens
A equipe de produção de “Pânico 6” anunciou o fim das filmagens do novo terror. O Instagram oficial da equipe canadense, que trabalhou nos bastidores do longa em Montreal, publicou uma foto que reúne todos os profissionais no set, para revelar na legenda que “as filmagens de ‘Pânico 6’ já estão completas”. O filme vai trazer apenas Courteney Cox como remanescente do elenco original do primeiro “Pânico”, de 1996. Ela será acompanhada pelos sobreviventes do filme anterior, Melissa Barrera, Jenna Ortega, Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown, além do retorno de Hayden Panettiere de “Pânico 4” e vários intérpretes novos, incluindo Tony Revolori (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”), Liana Liberato (“Banana Split”), Henry Czerny (“Casamento Sangrento”), Josh Segarra (“Arrow”), Devyn Nekoda (“Os Tênis Encantados”) e Samara Weaving (“G.I. Joe Origens: Snake Eyes”). Direção e roteiro são dos mesmos responsáveis pelo filme deste ano, os cineastas Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillertt e os roteiristas Guy Busick e James Vanderbilt. A estreia está marcada para 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por AQTIS 514 IATSE (@aqtis514iatse)
Astro de “Vikings” é boy toy de Nicki Minaj em novo clipe
A rapper Nicki Minaj divulgou o clipe de “Super Freaky Girl”, que traz o ator Alexander Ludwig (o Bjorn de “Vikings”) como seu boy toy. A cantora usa e abusa do rapaz, fazendo-o até mastigar sua calcinha. Com direção de Joseph Kahn (um dos favoritos de Taylor Swift), o vídeo ainda mostra Minaj enlouquecendo os vizinhos, enquanto descreve seus encontros sexuais de maneira vívida, além de incluir referências a videogames de atropelamento e ao universo das bonecas Barbie. Ludwig seria seu Ken. “Super Freaky Girl” usa como base um sample de “Super Freak”, funk clássico de Rick James, lançado em 1981, que já tinha sido reciclado em 1990 no hit “U Can’t Touch This”, de MC Hammer. A gravação estreou em 1º lugar na parada de sucessos da Billboard nos EUA, tornando-se o terceiro número um de Minaj, mas seu primeiro megassucesso sem feat. Com isso, também virou a primeira música solo de uma rapper feminina a estrear no topo do ranking americano em 22 anos, desde “Doo Wop (That Thing)” de Lauryn Hill em 1998. A música é o quarto single de Minaj neste ano, após “Do We Have a Problem?”, “Bussin” (ambas com Lil Baby) e “We Go Up” (com Fivio Foreign). Apesar disso, a rapper ainda não confirmou o lançamento de um álbum. O último disco de Minaj foi “Queen”, de 2018.
A Misteriosa Sociedade Benedict: Trailer revela data e trama da 2ª temporada
A Disney+ divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “A Misteriosa Sociedade Benedict”, série de aventura infantil baseada no romance best-seller de Trenton Lee Stewart. A prévia revela o novo mistério e a data de estreia dos novos episódios. A produção segue a história de quatro órfãos talentosos que, após vencerem uma competição por uma bolsa de estudos, são selecionados e recrutados pelo excêntrico Sr. Benedict (Tony Hale, de “Veep”) para salvar o mundo de uma crise global conhecida como “A Emergência” – e que é culpa de seu irmão gêmeo do mal. Na 2ª temporada, Benedict e sua assistente, Número Dois, são raptados, deixando pistas para as crianças resgatá-los das garras de seu grande nemesis. Desenvolvida pelos roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi (ambos de “Policial em Apuros”) e com direção do cineasta James Bobin (“Os Muppets”), a série destaca um elenco mirim formado por Emmy DeOliveira (“Flacked”), Seth Carr (“Esquadrão de Cavaleiros”), a pequena russa Marta Kessler (“Survive”) e o estreante Mystic Inscho, além de Kristen Schaal (“O Último Cara da Terra”) como a Número Dois. Com mais oito episódios, a 2ª temporada estreia no dia 26 de outubro.
The English: Teaser mostra Emily Blunt no Velho Oeste
A Amazon Prime Video divulgou o teaser de “The English”, série de época estrelada por Emily Blunt (“Um Lugar Silencioso”). As imagens destacam a jornada traumática da personagem de Blunt em meio à violência do Velho Oeste. Escrita e dirigida por Hugo Blick (“The Honourable Woman”), a série se passa na década de 1890 e acompanha uma aristocrata inglesa chamada Lady Cornelia Locke (Blunt), que se une a um indígena para fazer uma travessia perigosa por uma “paisagem construída por sonhos e sangue” (de acordo com a sinopse) até a nova cidade de Hoxem, no estado americano de Wyoming. Para isso, precisam enfrentar obstáculos cada vez mais aterrorizantes que os testarão em suas essências, física e psicologicamente. O elenco ainda conta com Chaske Spencer (“Banshee”), Stephen Rea (“Não Fale Com Estranhos”), Valerie Pachner (“Uma Vida Oculta”), Rafe Spall (“Trying”), Toby Jones (“First Cow – A Primeira Vaca da América”) e Ciarán Hinds (“Belfast”). Além de estrelar, Blunt também produz a atração, ao lado de Blick. “The English” tem estreia marcada para 11 de novembro.
Novo Pinhead é destaque das fotos do reboot de “Hellraiser”
A plataforma americana Hulu divulgou as primeiras fotos do reboot da franquia clássica de terror “Hellraiser”. Divulgadas nas redes sociais, apresentam o visual dos cenobitas e principalmente do monstro demoníaco Pinhead, símbolo da franquia, que retorna andrógino. Quem vive Pinhead na nova versão é a atriz Jamie Clayton, que teve destaque em “Sense8” e atualmente está na série “The L Word: Generation Q”. Ela é a primeira atriz transexual no papel do líder dos cenobitas, que até então tinha sido vivido por Doug Bradley em oito filmes, além de Stephan Smith Collins e Paul T. Taylor nas duas produções mais recentes. No livro de Clive Barker, o personagem não tem sexo definido. Concebido como um reboot da franquia iniciada em 1987, a produção também destaca em seu elenco Odessa A’zion (“Grand Army”), Brandon Flynn (“13 Reasons Why”), Goran Visnjic (“Timeless”), Drew Starkey (“Outer Banks”), Adam Faison (“Everything’s Gonna Be Okay”), Aoife Hinds (“Normal People”), Selina Lo (“Boss Level”) e Hiam Abbass (“Blade Runner 2049”). A dupla Ben Collins e Luke Piotrowski assina o roteiro, enquanto a direção ficou a cargo de David Bruckner. O trio é o mesmo responsável pelo terror “A Casa Sombria” (2020), com Rebecca Hall. A trama é baseada no livro “The Hellbound Heart”, de Clive Barker, que foi adaptado pelo próprio escritor no filme “Hellraiser – Renascido do Inferno”, em 1987. A história original envolvia um cubo sinistro, que prometia prazeres transcendentes, mas na verdade abria as portas do inferno, condenando almas a uma eternidade de sofrimento nas mãos dos terríveis cenobitas. Uma dessas vítimas era um homem chamado Frank, que em busca de prazeres proibidos encontra o artefato capaz de acessar outra dimensão e tem seu corpo dilacerado pelas criaturas. A partir daí, sua amante Julia faz de tudo para libertá-lo do inferno, praticando rituais sinistros sem que sua família desconfie de seus planos. Até que sua sobrinha Kirsty encontra o artefato maldito e, sem querer, também acaba invocando os cenobitas. O lançamento de “Hellraiser” causou enorme impacto com sua mistura de sadomasoquismo, pactos demoníacos, artefato maldito, ultraviolência gore e criaturas de pesadelos – com destaque para Pinhead, um cenobita que tem a cabeça inteira coberta por alfinetes. Virou um dos marcos do terror da década de 1980. O filme ganhou uma continuação oficial em 1988, baseada num conceito do próprio Barker, mas o sucesso acabou tirando a franquia das mãos de seu criador, resultando em produções cada vez mais fracas e distantes do clima original – assim como Jason, de “Sexta-Feira 13”, Pinhead também foi parar até numa nave espacial! Ao todo, dez filmes foram lançados, mas os seis últimos saíram direto em DVD – entre eles, “Hellraiser: Inferno” (2000), dirigido por Scott Derrickson, que depois ficou mais conhecido como diretor de “Doutor Estranho”. O último lançamento da franquia aconteceu em 2018, mas um projeto de refilmagem do original chegou a ser concebido ainda pela produtora Dimension dos irmãos Weinstein. Com o escândalo dos abusos sexuais de Harvey Weinstein, a Dimension entrou em colapso, fechou e os direitos de seus filmes foram adquiridos pela Spyglass. No ano passado, o estúdio contratou o roteirista David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) para criar uma nova premissa, que o diretor David Bruckner (“O Ritual”) tomou como ponto de partida para realizar o atual longa. A estreia está marcada para 7 de outubro. Pinhead has returned. A reimagined #Hellraiser from director David Bruckner premieres on October 7. pic.twitter.com/5Xnqqwybzu — Hulu (@hulu) September 1, 2022
Trailer de “Manhãs de Setembro” destaca estreia de Seu Jorge
A Amazon divulgou o trailer da 2ª temporada de “Manhãs de Setembro”, série brasileira estrelada pela cantora Liniker. Na história, Cassandra (Liniker) é uma mulher trans que tem sua independência colocada em cheque quando descobre ter tido um filho, Gersinho (Gustavo Coelho), com uma ex-namorada (Karine Teles). Relutando para não aceitar a condição de pai, ela inicialmente refuta o filho, mas logo vê sua vida virar de ponta-cabeça. A prévia explora o reencontro entre Cassandra e seu próprio pai distante, vivido por Seu Jorge (“Marighella”), que causa novo impacto em sua vida. Os novos episódios também trazem de volta a ex-BBB Linn da Quebrada (“Segunda Chamada”), Thomas Aquino (“Bacurau”), Clodd Dias (“Entrega Para Jezebel”), Gero Camilo (“Carandiru”), o cantor Paulo Miklos (“Califórnia”), a menina Isabela Ordoñez (“Treze Dias Longe do Sol”) e ainda marcam as estreias de Samantha Schmütz (“Tô Ryca!”) e dos cantores Ney Matogrosso e Mart’nália na trama. Produção da O2 Filmes, a série tem roteiro de Josefina Trotta (“Amigo de Aluguel”), Alice Marcone (“Born to Fashion”) e Marcelo Montenegro (“Lili, a Ex”), direção de Luis Pinheiro (“Samantha”) e Dainara Toffoli (“Amigo de Aluguel”), e retorna em 23 de setembro.
Brendan Gleeson entra em “Coringa 2”
O ator Brendan Gleeson (da franquia “Harry Potter”) entrou no elenco de “Joker: Folie à Deux”, a continuação de “Coringa”, num papel não revelado. A sequência do sucesso de bilheteria de 2019 contará novamente com o ator Joaquin Phoenix no papel principal e com Lady Gaga como Arlequina. Além do casal, Zazie Beetz também deve retornar como a vizinha do protagonista, Sophie. O diretor Todd Phillips também retorna para trás das câmeras, que deverão ser ligadas em dezembro, visando um lançamento nos cinemas em outubro de 2024 – exatamente cinco anos após o primeiro filme. A revista Variety publicou que, para convencer Phoenix a atuar mais uma vez como Arthur Fleck, a Warner ofereceu-lhe um salário de US$ 20 milhões. Isto equivale a metade do orçamento completo do “Coringa” original. O nome “Folie à Deux” faz referência a um termo médico francês usado para definir um transtorno mental que afeta duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Além dessa pista sobre a trama, a presença de Lady Gaga como Arlequina indica que a história vai abordar o tratamento do Coringa e a obsessão desenvolvida por sua psiquiatra, que se apaixona loucamente por ele – de forma literal. Outro detalhe é que a produção deve ser apresentada como um musical. O primeiro Coringa foi o filme para adultos (classificação “R” nos EUA) de maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 1 bilhão arrecadado em todo o mundo. Além do Oscar conquistado por Joaquin Phoenix, o longa também venceu o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela trilha sonora de Hildur Guðnadóttir. Brendan Gleeson está atualmente em Veneza para a première mundial de seu novo filme, “The Banshees of Inisherin”, que volta a reuni-lo com o ator Colin Farrell e o diretor Martin McDonagh, 14 anos após “Na Mira do Chefe” (2008).
Carla Diaz grava participação em documentário sobre “Chiquititas”
A atriz Carla Diaz postou nas redes sociais algumas fotos de sua participação em “Anos Depois”, documentário sobre “Chiquititas”, novela do SBT que ela estrelou há 25 anos. “Eu estava sumida porque fiquei a tarde inteira gravando algo muito especial. Vocês que viveram essa época de ‘Chiquititas’ querem ver esse documentário?”, escreveu Carla em nos stories do Instagram. Junto das fotos dos bastidores do filme, a intérprete da pequena Maria escreveu: “Gravado! Foi um prazer! Uma vez Chiquititas, sempre Chiquititas”. O projeto é da produtora Bituin Filmes e foi iniciativa de ex-atores mirins da novela, como Jander Veeck (o Zeca), enquanto Aretha Oliveira (a Pata) é uma das mais envolvidas, mostrando bastidores de gravações no Instagram. A direção é de Cristian de Ciancio. No comunicado enviado à imprensa, Fernanda Souza, a protagonista Mili das primeiras temporadas, definiu o documentário como um passeio nostálgico. “Hoje tenho 38 anos, então o documentário fez a gente reviver coisas que aconteceram 25 anos atrás. Não sei se eu vivi outra coisa tão arrebatadora em tão curto espaço de tempo”, diz. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz)
Lars von Trier vai pausar carreira para tratar Parkinson
O cineasta dinamarquês Lars von Trier contou nesta quinta-feira (1/9), por videochamada durante o Festival de Veneza, que está se sentindo bem depois de ser diagnosticado com Parkinson, mas reconheceu que levará tempo para se acostumar com os tremores causados pela doença. Por isso, pretende pausar a carreira para se tratar. “Acho que estou indo bem, mas o tremor levará algum tempo para enfrentar”, disse o diretor de 66 anos. “Me sinto um pouco mais estúpido do que costumava ser, então isso diz muito.” Ele participou remotamente da première mundial de sua nova série sobrenatural, “The Kingdom Exodus”, considerada a 3ª temporada de “O Reino” (The Kingdom), produção de terror que ele realizou nos anos 1990. Na entrevista coletiva, disse que, depois desse lançamento, vai dar um tempo para se dedicar ao tratamento, antes de retornar às câmeras. “Vou fazer uma pequena pausa e descobrir o que fazer. Mas eu certamente espero que minha condição melhore. É uma doença que você não pode curar, mas pode trabalhar sobre os sintomas”, explicou “Eu só tenho que me acostumar com isso e não passar vergonha na frente das pessoas. E depois continuar, porque o que mais posso fazer?”, acrescentou. “The Kingdom Exodus” foi exibida no Festival de Veneza como um filme de cinco horas, e será lançada em cinco episódios em duas plataformas de streaming: a Viaplay na Escandinávia e na MUBI no resto do mundo. Ambientada em um hospital construído em cima das antigas lagoas de branqueamento (cheias de químicas da indústria têxtil) em Copenhague, onde o mal se enraizou, a série teve as primeiras temporadas exibidas em 1994 e 1997, e o desfecho vai contar a história de uma sonâmbula chamada Karen (interpretada por Bodil Jørgensen, de “Tempos de Escuridão”) que busca respostas para questões não resolvidas que possam impedir o hospital de cair em ruínas. O elenco ainda conta com Lars Mikkelsen (“House of Cards”), Nikolaj Lie Kaas (“Britannia”), Mikael Persbrandt (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”), Ghita Nørby (“Toscana”), Nicolas Bro (“Loucos Por Justiça”), Søren Pilmark (“Atlantic Crossing”), Peter Mygind (“Borgen”), Udo Kier (“Bacurau”) e Tuva Novotny (“O Último Destino”), além de uma participação especial de Alexander Skarsgård (“O Homem do Norte”). Lars von Trier dirigiu todos os episódios e continuou a trabalhar na pós-produção de “The Kingdom Exodus” mesmo depois de ser diagnosticado com Parkinson.
Olivia Wilde diz que trailer de “Não se Preocupe, Querida” foi censurado
A atriz e cineasta Olivia Wilde revelou que o trailer original de “Não se Preocupe, Querida” preocupou a MPA (Motion Picture Association), entidade responsável pela classificação etária das produções cinematográficas dos EUA. Em entrevista à agência Associated Press antes da estreia de seu filme no Festival de Veneza, a diretora disse que teve cortar cenas do trailer devido à natureza sexual de seu conteúdo. “Teve muita coisa que foi tirada do trailer. A MPA chegou forte e tive que cortar algumas cenas, o que me deixou chateada porque achava que as cenas colocavam o vídeo em outro lugar. Mas, é claro, ainda vivemos em uma sociedade muito puritana”, ela lamentou. As cenas censuradas mostravam o relacionamento sexual entre os personagens de Harry Styles e Florence Pugh. “Acho que a falta de erotismo no cinema americano é algo novo. E quando falamos em prazer feminino, é algo que não vemos quando não estamos tratando de um cinema queer”, acrescentou. Como filmes para o público lésbico nunca são questionados, ela acredita haver problemas de entendimento do que o público está disposto a ver. “O público não é tão puritano quanto as corporações pensam que são. E ainda assim as pessoas ficam chateadas. Quero dizer, as pessoas ficaram chateadas comigo por causa disso”, disse ela. “Acho que é uma prova do filme. Queremos ser provocativos. A ideia não é fazer você se sentir seguro.” “Não se Preocupe, Querida” chega a Veneza na segunda-feira (5/9), após chamar atenção por várias intrigas de bastidores, alimentadas pela saída do ator Shia LaBeouf no começo do projeto, o namoro da diretora com Harry Styles, que levaria ao fim do casamento dela, e o suposto desconforto de Florence Pugh com tudo isso. O segundo longa dirigido por Olivia Wilde se passa num subúrbio isolado do deserto da Califórnia dos anos 1950. Entretanto, a aparente vida perfeita naquele local tem uma condição: o segredo absoluto do trabalho dos maridos. Ninguém fala sobre o misterioso Projeto Vitória, que estaria “mudando o mundo”. Mas sinais de que algo está errado são cada vez mais evidentes, com pesadelos, apagões e coincidências marcando a vida das esposas. E quando a personagem de Pugh começa a a questionar tudo, não é apenas seu casamento com Styles que fica em risco. Após a première mundial no Festival de Veneza, o filme chega aos cinemas do Brasil em 22 de setembro, um dia antes do lançamento nos EUA.
J.K. Rowling cria nova polêmica com livro que busca culpar canceladores por assassinato
A escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, criou nova polêmica nas livrarias. Seu segundo livro consecutivo a mirar ativistas transexuais, “The Ink Black Heart”, gira em torno do assassinato de uma artista cancelada por transfobia. Lançado na terça (30/8) nos EUA, a obra é um novo livro de mistério do personagem Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo Robert Galbraith. Na trama, Strike investiga a morte de Edie Ledwell, uma criadora de um cartoon popular que é chamada de racista, transfóbica e capacitista nas redes sociais após fazer uma piada sobre uma minhoca intersexo. Ela recebe ameaças e vai à polícia, que nega ajuda. Depois, é encontrada morta. Embora seja evidente a relação entre as críticas sofridas pela personagem e o que acontece com a própria escritora, desde que começou a militar contra transexuais em 2019, Rowling diz que qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Numa entrevista ao programa do jornalista Graham Norton, ela jurou que escreveu “The Ink Black Heart” antes de ser acusada de transfobia. “Eu escrevi o livro antes de certas coisas acontecerem comigo na internet. Eu disse ao meu marido: ‘Eu acho que todo mundo vai ver isso como uma resposta ao que aconteceu comigo’, mas genuinamente não é”, disse a autora. Na entrevista, J.K. Rowling afirma que teve a ideia para a história cerca de três anos atrás – o que coincide exatamente com a data de quando ela começou a defender pontos de vistas transfóbicos e ser execrada por ex-fãs e até integrantes dos filmes de “Harry Potter”. Em sua crítica, a revista Rolling Stone afirmou que Rowling “tem um objetivo claro em focar nos ‘guerreiros da justiça social’ e sugere que Ledwell foi vítima de uma campanha de ódio magistralmente tramada e politicamente alimentada contra ela”. “The Ink Black Heart” é o sexto volume na série de romances policiais de J.K. Rowling e deve ser lançado no Brasil até o fim do ano pela editora Rocco. No quinto livro, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), a escritora já tinha dado vazão a seus devaneios contra transexuais, criando um assassino em série — um homem cis — que vestia roupas femininas para matar mulheres. Antes de lançar este livro, ela se declarou preocupada com a chance de transexuais abusarem sexualmente de mulheres cisgênero em banheiros. De acordo com a avaliação de Jake Kerridge, crítico do jornal britânico The Telegaph, o livro reforçava essa mensagem com a seguinte moral da história: “nunca confie em um homem de vestido”. Rowling assina essa coleção de livros de crimes como Robert Galbraith, que era o nome de um psiquiatra norte-americano famoso por experimentar, na década de 1950, a terapia de conversão sexual. O verdadeiro Galbraith chegou a afirmar ter convertido com sucesso um paciente homossexual.












