Anne Heche ficou presa em meio à chamas por 45 minutos
A atriz Anne Heche (“Jogando com Prazer”) ficou presa por cerca de 45 minutos dentro do seu carro em chamas, durante o acidente do dia 5 de agosto em que o veículo que dirigia bateu em uma casa e pegou fogo na área de Mar Vista, em Los Angeles. A informação foi apurada pela emissora de notícias NBC4, que teve acesso às gravações de áudio feitas pelo Departamento de Bombeiros de Los Angeles na ocasião. De acordo com as gravações, os bombeiros não conseguiram chegar ao carro de Heche por pelo menos 20 minutos devido ao incêndio, e levaram mais de 20 minutos para conseguir retirar o veículo de dentro da casa em chamas. Só depois a atriz foi levada a uma ambulância. “Dadas as condições pesadas de fogo e fumaça, você não podia ver claramente o veículo ou nem era capaz de acessá-lo”, disse o chefe dos Bombeiros de Los Angeles, Richard Fields. Graças às gravações, emissora conseguiu construir uma linha do tempo do resgate, que começou às 23h01, quando os bombeiros chegaram ao local do acidente e, momentos depois, confirmaram que havia “uma pessoa presa dentro veículo”. Sete minutos depois, às 23:07, os bombeiros confirmaram que não havia outras vítimas dentro da casa. Outros 15 minutos se passaram, quando um dos comandantes pediu confirmação do caso. “Deixe-me esclarecer isso, então – você tem um paciente no carro?”, ele perguntou, às 23h22. Três minutos depois, o corpo de Heche foi localizado no veículo. “Identificamos um paciente, inacessível no momento e pressionado contra o assoalho!”, disse o socorrista Por volta das 23:49, Heche foi retirada dos destroços. “Temos um paciente no automóvel, sendo avaliado, prestes a ser carregado na maca para transporte”, disse um bombeiro na gravação. Heche foi transportada para o Centro Médico Ronald Reagan e depois transferida para o Centro de Queimaduras Grossman, do Hospital West Hills, para atendimento especializado. Ela morreu uma semana depois devido à inalação de fumaça e lesões térmicas, de acordo com o médico legista do condado de Los Angeles.
Robert Rodriguez anuncia fim das filmagens do novo “Pequenos Espiões”
O diretor Robert Rodriguez anunciou no Instagram o término das filmagens do novo filme da franquia “Pequenos Espiões”. Compartilhando duas fotos com o filho, Racer Rodriguez, uma no set do segundo longa, de 2002, e outra agora, ele escreveu: “Nada mudou muito. Só que agora ele é corroteirista, coprodutor e está um pouco mais pesado”. Rodriguez lançou o filme original em 2001, seguido por “Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos” no ano seguinte e “Pequenos Espiões 3: Game Over” logo depois. Mas deixou passar vários anos para retomar a saga com “Pequenos Espiões 4” em 2011, mostrando as crianças originais já adolescentes. O elenco original incluía Antonio Banderas e Carla Gugino como os pais, e Alexa PenaVega e Daryl Sabara como as crianças. Até o atual filme, os quatro atores vinham participando de toda a franquia. Já a atual produção, desenvolvida para a Netflix, traz Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) e Zachary Levi (“Shazam!”) como os pais dos novos “Pequenos Espiões”. Protagonistas adultos da trama, eles viverão um casal de espiões internacionais, enquanto seus filhos serão vividos por Everly Carganilla (“The Afterparty”) e o estreante Connor Esterson. O novo “Pequenos Espiões” é o segundo revival infantil concebida por Rodriguez na Netflix. O reboot foi encomendado logo depois do sucesso de “Pequenos Grandes Heróis”, de 2020, em que o diretor resgatou os personagens de seu filme “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005) para a plataforma de streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Robert Rodriguez (@rodriguez)
Globo anuncia data de estreia e grandes mudanças no “BBB 23”
A rede Globo anunciou nesta sexta (2/9) a data de estreia e grandes mudanças para o “BBB 23”. Boninho, produtor do programa, já tinha brincado que o reality podia estrear antes do previsto. Ele publicou um vídeo no Instagram indicando que deve acontecer uma espécie de pré-BBB com envolvimento do público (veja abaixo). Mas a data do começo oficial vai continuar sendo em janeiro. A maior mudança, porém, é que os participantes concorrerão a prêmios em dinheiro durante as dinâmicas do programa. E não será pouca coisa. O anúncio indica que até eliminados poderão levar uma bolada maior que o campeão. O anúncio não dá detalhes, afirmando que trará maiores informações em breve, mas inclui dicas. Aparentemente, escapar do paredão vai render dinheiro. Voltar também. E os concorrentes poderão acompanhar a progressão de seus ganhos durante o programa. Vai virar “Round 6”? Vale lembrar que a produção já tinha comentado que aumentaria o valor da premiação, que está fixo há 12 anos em R$ 1,5 milhão para o campeão. O “BBB 23”, com apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mônaco, direção artística de Rodrigo Dourado e direção de gênero de Boninho, vai estrear no dia 16 de janeiro. Leia abaixo a nota oficial da emissora, que começa brincando com um conhecido meme. “É verdade esse bilhete. E quando falamos da 23ª edição do ‘Big Brother Brasil’, é um bilhete pra lá de premiado. O ano nem terminou, mas a viagem para o BBB já está começando. Os fãs do reality podem esquentar as turbinas porque as novidades estão por aí. Na nova temporada, os brothers e sisters – que serão novamente divididos entre Pipoca e Camarote – poderão ver o valor do prêmio final mudar ao longo da temporada, com possibilidade de garantir uma quantia maior para o grande vencedor. Então, mais do que nunca, escapar dos paredões e resistir mais tempo no game será fundamental. Com previsão de estreia no dia 16 de janeiro, o programa volta com tudo aquilo que os apaixonados pelo BBB curtem: prova do líder, do anjo, bate-volta, resistência e, é claro, as festas. Os detalhes da nova dinâmica da premiação e outras surpresas contamos depois. E, talvez, as novidades cheguem mais cedo do que se imagina…” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Boninho (@jbboninho)
Bruno Gagliasso pediu a candomblecistas para incluir religião na série “Santo”
O ator Bruno Gagliasso contou ter pedido autorização de candomblecistas para viver um personagem da religião em sua nova série, “Santo”, produção espanhola da Netflix em que divide o protagonismo com o espanhol Raúl Arévolo. Assim como seu personagem, o policial Ernesto Cardona, Gagliasso também segue o candomblé e não quis desrespeitar a religião. “Eu sou do candomblé, eu tenho Oxóssi do meu lado, Exu entrou com força agora. Pedi licença e foi muito bem aceita”, ele revelou em entrevista à revista Quem. Como uma das facetas do personagem é justamente sua religião, a série ainda contou com a consultoria do pesquisador e pai de santo Antônio Arruda. “Ele foi muito importante nessa preparação conosco, porque a gente sabe do perigo que é uma representação errada, deturpada ou tendenciosa das religiões de matriz africana”, disse Vicente Amorim, diretor do projeto. Na trama, Cardona inicia a perseguição a um traficante de drogas internacional na Bahia e vai parar na Espanha, onde se une a um agente local para tentar capturar o criminoso, conhecido como Santo, que ninguém nunca conseguiu identificar. O ponto de partida é um crime contra uma criança, o que mexeu muito com Bruno Gagliasso, que tem três filhos. O ator assume que algumas cenas foram mais difíceis de fazer. “Mexeu muito, mexeu muito comigo. Inclusive, teve um dia específico em que eu fiquei mal, chorei pra caramba. Eu, geralmente quando estou construindo um personagem, construo de dentro. Então, eu sinto [mesmo]”, admitiu. “Não tem jeito, não sei fazer de outra forma, eu não gosto. Então, mexeu muito comigo, e em uma cena específica eu tive uma crise mesmo.” Gagliasso explicou que fez uma preparação intensa para viver o papel. “A minha preparação é muito trabalhada em cima da verdade; eu uso os sentimentos e o que tenho dentro de mim. Foi visceral. Eu me arrisco a dizer que o Cardona também foi um dos personagens mais importantes e intensos da minha vida, não só na preparação”, descreveu. Por isso e pelos detalhes dos bastidores, o ator se disse orgulhoso da série. “Tenho muito orgulho de estar fazendo uma série espanhola, fazendo um personagem brasileiro, falando português, sendo dirigido por um diretor brasileiro que faz histórias no Japão, nos Estados Unidos, no Brasil, que é o caso do Vicente. Só me deu a certeza também de que o Brasil faz muito bem o seu trabalho.”
Rock in Rio será transmitido pela TV e por streaming
Rock in Rio não é só show ao vivo. É também programação televisiva. As performances musicais que acontecem no Rio de Janeiro tem transmissão na TV e no streaming, com uma cobertura de grande fôlego. Os direitos de exibição são da Globo, que escalou um time estrelado para as apresentações, composto por Marcos Mion, Didi Wagner, Didi Effe, Dedé Teicher, Bielo Pereira, Kenya Sade, Ana Clara, Malena, Thais Barja, Jonathan Azevedo, Guilherme Guedes, Laura Vicente, China, Jimmy London e o ex-BBB Rodrigo Mussi. Eles vão se revezar entre shows e canais. A Globo vai exibir compactos com os melhores momentos durante as noites de festival, com apresentação de Marcos Mion, além de trechos ao vivo dos principais shows. Mas o festival também poderá ser acompanhado com mais detalhes no Multishow e Canal Bis, que farão a transmissão ao vivo dos palcos Mundo, Sunset, Favela e New Dance Order, além de mostrar bastidores e conteúdos exclusivos no YouTube, site e redes sociais dos canais, além de render uma cobertura no site Gshow da Globo. O Multishow ainda faz a transmissão em 4K para o público crescente das Smart TVs. Por sinal, além da TV convencional, a Globoplay vai abrir o sinal do Multishow para não assinantes durante o festival. Já o Canal Bis só poderá ser acessado por streaming pelos assinantes do pacote + Canais ao Vivo. A transmissão do Rock in Rio tem produção de Karina Ajuz, direção artística de Pedro Secchin e direção de gênero de Raoni Carneiro. Já pode preparar a pipoca, que em casa não custa R$ 30, pois a transmissão já começou.
Justiça considera Sílvio Santos misógino pela segunda vez, em vitória de Rachel Sheherazade
A jornalista Rachel Sheherazade teve nova vitória na Justiça na ação que move contra contra o SBT e Sílvio Santos, desta vez em segunda instância. A sentença ratificou a decisão da primeira instância, que tinha determinado uma indenização de R$ 500 mil por direitos trabalhistas e também danos morais por conta de um comentário de Silvio Santos, além de criticar o “comportamento claramente misógino” do apresentador. Os magistrados da 14ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho e a relatora Raquel Gabbai de Oliveira se manifestaram de forma unanimidade a favor da sentença original. “Aconteceu, está gravado, o Brasil inteiro assistiu e ela foi exposta a uma situação realmente muito constrangedora por ocasião da entrega do prêmio do Troféu Imprensa. E então está a merecer sim uma indenização”, argumentou o desembargador Davi Furtado Meirelles na ação. Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação cita a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016, quando foi humilhada por Silvio Santos. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. O caso ainda cabe recurso e o SBT informou que vai recorrer. Veja abaixo a declaração de Sílvio Santos que motivou o processo após a demissão da jornalista.
Diretor de “O Destino de uma Nação” fará série sobre Mussolini
O cineasta Joe Wright, responsável pelo filme “O Destino de uma Nação” (2017) sobre Winston Churchill, vai dirigir a série “M”, sobre o ditador italiano Benito Mussolini. Baseada no livro “M – O Filho do Século”, de Antonio Scurati, a série vai mostrar o nascimento do fascismo na Itália e a ascensão de Mussolini. A atração foi escrita por Stefano Bises (“Gomorra”), em parceria com Davide Serino (“The Comedians”). Já a produção está a cargo de Lorenzo Mieli (“A Mão de Deus”). “O escritor [Scurati] entendeu e colocou no papel, com fatos e documentos e tudo, que Mussolini é o cara que criou o que hoje conhecemos como populismo e fascismo – foi ele e só ele.”, disse Mieli, em entrevista no Festival de Veneza, onde ele está lançando o seu novo filme, “Bones and All”, dirigido por Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”). O produtor também falou que escolheu Wright para comandar a série porque gostou da maneira como o cineasta abordou o tema da política em “O Destino de uma Nação”, retratando outro líder da 2ª Guerra Mundial. “Eu amo o jeito que ele lidou com a política e eu amo o jeito que ele muda de gênero.” Além disso, Mieli também falou sobre a importância da série, principalmente nos dias de hoje. “O fascismo é algo que hoje é relevante para todos. Tem sido relevante nas últimas décadas, mas é especialmente relevante agora em todo o mundo”, disse ele. “E é interessante porque, antes de Trump, os EUA e a cultura anglo-saxônica pensavam que o fascismo era algo que não estava no radar deles. Mas agora é. É por isso que escolhi um diretor anglo-saxão.” “M” ainda não tem previsão de estreia. Atualmente, Joe Wright está envolvido no filme “Stoner”, drama de época que será estrelada por Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”), atualmente em pré-produção.
“The Crown” define intérpretes de Príncipe William e Kate Middleton
A série “The Crown” encontrou os intérpretes de Príncipe William e Kate Middleton, que serão apresentados na vindoura 6ª temporada da atração. A produção da Netflix escalou o ator Rufus Kampa para viver o príncipe na sua adolescência e Ed McVey para interpretá-lo no início da sua vida adulta. Já a personagem de Kate Middleton será vivida por Meg Bellamy. Os três são novatos nas telas. Embora seja o mais jovem, Kampa possui uma extensa carreira no teatro. McVey, por sua vez se formou na escola dramática de Londres em 2021. E Bellamy já fez participações em filmes amadores. Esse será o primeiro trabalho do trio na televisão. A trama da 6ª temporada vai abordar dois momentos da vida do Príncipe William. No primeiro, ele precisa lidar com a morte da sua mãe, a Princesa Diana. Já o segundo momento vai mostrar o seu relacionamento com Kate, desde que eles se conheceram quando estudavam História da Arte na Universidade de St Andrews, em Fife, na Escócia, em 2001. Casados desde 2011, os dois agora são o Duque e a Duquesa de Cambridge. A 6ª temporada de “The Crown” começa a ser rodada ainda este ano, mas não tem previsão de estreia.
Nova série dos diretores de “Vingadores: Ultimato” vira uma das mais caras da História
A série “Citadel”, produzida pelos irmãos Joe e Anthony Russo (diretores de “Vingadores: Ultimato”) para a Amazon, pode se tornar uma das séries mais caras já produzidas. Escrita pela dupla Josh Appelbaum e André Nemec (de “Missão: Impossível, Protocolo Fantasma”) e estrelada por Richard Madden (“Bodyguard”) e Priyanka Chopra Jonas (“Quantico”), “Citadel” é um thriller de espionagem que foi desenvolvido com o intuito de lançar derivados em outros países, como México, Índia e Itália. Segundo apurou o site da revista The Hollywood Reporter, a atração sofreu muitos problemas nos seus bastidores, o que elevou consideravelmente o seu custo, além de ter passado por extensas refilmagens. Agora, a série de sete episódios, que já tinha custado pelo menos US$ 160 milhões, precisou adicionar pelo menos mais US$ 75 milhões ao seu orçamento. Parte desse orçamento elevado também é devido às medidas sanitárias que precisaram ser implementadas por causa do COVID-19 e que não foram calculadas quando o orçamento da série foi feito. Caso esses valores sejam confirmados, “Citadel” vai se tornar a segunda série mais cara da história, ficando atrás apenas de outra produção da Amazon: “O Senhos dos Anéis: Os Anéis do Poder”. No caso da série baseada no universo criador por J.R.R. Tolkien, só os direitos de produção custaram US$ 250 milhões e o custo da primeira temporada foi de pelo menos US$ 465 milhões de produção. Entretanto, aquela era uma marca conhecida, que provavelmente vai gerar o retorno esperado. No caso de “Citadel”, por ser uma produção original, o retorno esperado está apoiado quase que inteiramente nos nomes dos diretores. É claro que os irmãos Russo têm uma boa reputação, tendo comandado algumas das maiores bilheterias de todos os tempos enquanto trabalhavam na Marvel. A experiência deles no streaming também é bem-sucedida, visto que eles dirigiram o filme “Agente Oculto”, que se tornou o 4º filme original mais visto da Netflix, e produziram “Resgate” (6º filme mais visto na plataforma). Mas eles não são estranhos a problemas de produção e orçamentos inflados. Quando fizeram o filme “Cherry”, estrelado por Tom Holland para a Apple+, também estouraram o orçamento – e o filme não aconteceu. Ainda assim, o nome deles tem um peso grande. Não por acaso, quando a produção começou a dar problemas, a Amazon ficou do lado dos diretores. Relatos apontam que a empresa não gostou das primeiras cenas da série, produzidas sem muito envolvimento dos Russo, que na época estavam trabalhando no filme “Agente Oculto”. Assim que acabaram o seu trabalho para o streaming rival, os cineastas começaram a se envolver mais na série, o que gerou conflitos internos. Os irmãos Russo e a dupla de roteiristas, Appelbaum e Nemec, tinham visões muito diferentes para a atração. Uma pessoa familiarizada com o projeto disse que a versão do piloto de Appelbaum apresentava os espiões em meio a uma espetacular sequência de esqui e asa delta e depois avançava a história em cinco anos, mostrando os heróis sem memória da sua ocupação anterior. A versão dos Russo, por sua vez, já começava cinco anos depois, descartando toda a sequência de ação. Um conflito maior se estabeleceu entre Joe Russo e Josh Appelbaum, que culminou na demissão de Appelbaum. “O que deveria ter acontecido era que Joe tinha que ter se virado para Josh e dito: ‘Vamos nos reunir e consertar isso’”, disse uma fonte ligada ao projeto, que lamentou a ausência de diálogo entre os dois. Com a saída de Appelbaum, outros membros da equipe também abandonaram o projeto, entre eles, o diretor Brian Kirk (“Game of Thrones”), que comandou cinco dos sete episódios da temporada. Com isso, a Amazon contratou o roteirista David Weil (criador da série “Hunters”) para reescrever os roteiros e iniciar regravações. A direção ficou a cargo de Thomas Sigel, veterano diretor de fotografia (que trabalhou com os Russo no filme “Cherry”) e que já tinha comandado dois dos episódios de “Citadel”. Ainda que Sigel seja o diretor “oficial” das refilmagens, fontes também apontam que Joe Russo se envolveu ativamente na produção. “Citadel” atualmente está em pós-produção e ainda não tem previsão de estreia. Apesar dos problemas, Josh Appelbaum e André Nemec continuam envolvidos com a Amazon. Eles estão trabalhando no filme “Heads of State”, que será estrelado por Idris Elba e John Cena. Os irmãos Russo, por sua vez, estão trabalhando na ficção científica “Electric State”, desenvolvida para a Netflix, cujo orçamento também deve passar dos US$ 200 milhões.
Seth Rogen e Sebastian Stan farão filme do diretor de “Cruella”
Os atores Sebastian Stan (“Falcão e o Soldado Universal”) e Seth Rogen (“Casal Improvável”) vão estrelar “Dumb Money”, filme sobre o esquema financeiro envolvendo a empresa GameStop que será dirigido por Craig Gillespie (“Cruella”). O projeto marcará o reencontro de Stan, Rogen e Gillespie após terem trabalhado juntos na minissérie “Pam & Tommy”. O filme vai narrar a manobra financeira que abalou Wall Street. O caso aconteceu no início de 2021, quando um grupo de acionistas de Wall Street tentou ganhar dinheiro com a possível falência da empresa GameStop e investiram uma grande quantia “apostando contra” a companhia. Se a aposta se concretizasse – e todas as evidências apontavam para esse resultado – eles seriam bem recompensados. Porém, a GameStop, que é uma empresa varejista do ramo de jogos, tinha uma base de fãs. E esses fãs começaram a manipular o mercado, comprando sistematicamente as ações da empresa e fazendo o seu valor de mercado crescer absurdamente – em cerca de três semanas, as ações valorizaram mais de 700%. À medida que as ações valorizavam, aqueles investidores que apostaram no declínio da empresa perderam fortunas. O grandioso elenco ainda vai contar com Paul Dano (“Batman”) e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”). O roteiro foi escrito por Rebecca Angelo e Lauren Schuker Blum (ambas de (“Orange Is the New Black”), com base no livro “The Antisocial Network: The GameStop Short Squeeze and the Ragtag Group of Amateur Traders That Brought Wall Street to Its Knees”, de Ben Mezrich. Mezrich também é autor do livro “Bilionários por Acaso”, que deu origem ao filme “A Rede Social” (2010), sobre a fundação do Facebook. E os verdadeiros gêmeos Tyler Winklevoss e Cameron Winklevoss, presentes naquele livro – e interpretados por Armie Hammer no filme – , são produtores executivos de “Dumb Money”. “Lauren e Rebecca adaptaram com maestria o livro excepcional de Ben Mezrich, detalhando uma das maiores histórias de oprimidos do nosso tempo. Craig Gillespie é um líder tremendo com visão excepcional e montou um conjunto de atores fenomenal. Estamos honrados em fazer parceria com ele e essa equipe fantástica na frente e atrás das câmeras para levar o ‘Dumb Money’ para o público em todos os lugares”, disse o produtor Teddy Schwarzman, em comunicado oficial. “Dumb Money” começa a ser rodado em outubro, mas ainda não tem previsão de estreia. Seth Rogen será visto a seguir no filme “The Fabelmans”, projeto “semi-autobiográfico” dirigido por Steven Spielberg (“Amor, Sublime Amor”), que chega aos cinemas brasileiros em 9 de fevereiro de 2023, enquanto Sebastian Stan completou dois projetos sem previsão de estreia: o drama de “Sharper”, com Julianne Moore (“A Mulher na Janela”), e o suspense “A Different Man”, que marca a estreia da atriz norueguesa Renate Reinsve (“A Pior Pessoa do Mundo”) em Hollywood.
Novo filme de Cate Blanchett é aplaudido de pé no Festival de Veneza
O novo filme de Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”) foi aplaudido de pé por seis minutos após sua première mundial no Festival de Veneza, na noite de quinta (1/9). Intitulada “Tár”, a obra marca o retorno do cineasta Todd Field 16 anos após o lançamento do seu filme anterior, “Pecados Íntimos” (2006). Na trama, Blanchett interpreta Lydia Tár, uma maestrina gay e tirânica que se tornou a primeira mulher a conduzir uma grande orquestra alemã, mas se encontra na mira de um escândalo do movimento #MeToo. Durante a coletiva de imprensa, Blanchett disse que o papel “parecia urgente e inegável”, mas afirmou que nem pensou no gênero ou na sexualidade da sua personagem. “Eu amo isso no filme. É um retrato muito humano. E acho que amadurecemos o suficiente como espécie para que isso [sexualidade] não seja uma manchete ou uma questão. Achei isso muito emocionante.” “Embora haja muitos tópicos quentes que surgem neste filme, o filme não é sobre nenhuma dessas coisas”, disse ela, referindo-se à temática do #MeToo. “São dispositivos de enredo. O filme foi feito na época em que vivemos. Há muitas coisas explosivas nos filmes – não quero soar muito arrogante – mas é muito mais existencial.” O diretor, que também escreveu o roteiro, explicou que o papel “não foi escrito com Cate Blanchett em mente, foi escrito para Cate Blanchett”. Como preparação para o papel, Blanchett aprendeu sozinha a falar alemão, a tocar piano e a conduzir uma orquestra. Toda essa dedicação deve gerar frutos. As críticas do filme destacam o trabalho da atriz, muitas deles apontando que ela deve conseguir a sua oitava indicação ao Oscar – e, possivelmente, a sua terceira vitória depois de “O Aviador” (2005) e “Blue Jasmine” (2014). O elenco ainda conta com Nina Hoss (“Minha Irmã”), Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), Julian Glover (“Game of Thrones”), Mark Strong (“Shazam!”) e Allan Corduner (“Homeland”). “Tár” ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Assista ao trailer do filme.
Os Anéis de Poder: Conheça personagens e época da série de “O Senhor dos Anéis”
A Amazon Prime Video lançou nesta sexta-feira (2/9) a série “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder”, que marca um retorno à Terra Média e ao universo mágico criado pelo escritor J.R.R. Tolkien. Não se trata, porém, de uma adaptação fiel de um único livro do autor, mas de uma releitura de muitas das suas ideias expostas ao longo da toda a sua obra. Segundo o showrunner Patrick McKay, a Amazon “comprou os direitos de basicamente 10 mil anos da história da Terra Média”. Entretanto, o co-showrunner JD Payne deixou claro que a série não vai cobrir todo esse tempo, focando-se “apenas” num período de 3,4 mil anos, conhecidos como a Segunda Era. A história da Terra Média é dividida em quatro grandes eras. A primeira era de Arda (ou Terra) tem início quando Eru Ilúvatar (o Deus da Terra-média) cria os Elfos e termina com a queda de Morgoth, o primeiro Lorde das Trevas e chefe de Sauron. Esse período é descrito no livro “O Silmarillion”. Ainda que a Primeira Era tenha sido bastante explorada na obra de Tolkien, o escritor morreu antes de escrever muitos materiais sobre a Segunda Era. Tudo o que se sabe a respeito desse período vem de apêndices de “O Senhor dos Anéis”, de livros auxiliares aprovados pelo filho de Tolkien e de algumas informações espalhadas, como o capítulo “O Conselho de Elrond”, de “Sociedade do Anel”. A trama de “Os Anéis de Poder”, portanto, se passa antes dos eventos de “O Senhor dos Anéis” (que acontecem durante a Terceira Era), numa época de prosperidade para a Terra-Média. A Segunda Era é uma época de destaque para Númenor, um reino insular dos Homens e lar dos Númenorianos, uma nobre raça de guerreiros de dois metros de altura. Apesar de ser uma poderosa sociedade náutica, Númenor está condenada a ser engolida pelo mar. Os Númenorianos aparecem rapidamente no filme “A Sociedade do Anel” (2001), de Peter Jackson, na primeira cena, quando Elendil e Isildur se aproximam de Sauron. Essa cena também serve para encerrar a Segunda Era, com Isildur reivindicando o anel para si e condenando toda a Terra-Média. Além de Sauron, cuja presença na série – assim como nos filmes – deve ser mais sentida do que vista, alguns personagens bastante conhecidos de “O Senhor dos Anéis” devem aparecer em “Os Anéis do Poder”. Entre estes, o destaque vai para Elrond e Galadriel. Originalmente interpretados por Hugo Weaving e Cate Blanchett, respectivamente, esses personagens atravessam as três eras da Terra-Média (eles só não estão presentes na Quarta Era, pois essa é Idade dos Homens). “Anéis do Poder” vai acompanhar esses personagens na sua juventude, em encarnações muito diferentes daquelas vistas nos filmes. Conheça, então, alguns dos principais personagens de “Os Anéis do Poder”. GALADRIEL Interpretada por Morfydd Clark (“Saint Maud”), Galadriel é uma das Elfas mais poderosas da Terra-Média. Deixando de lado a sua qualidade etérea vista em “A Sociedade do Anel”, “Os Anéis do Poder” vai mostrar o lado guerreiro da personagem. ELROND O Elrond interpretado por Robert Aramayo (“Game of Thrones”) será visto como o mais jovem dos Elfos. Ele ainda não se reconciliou com seu passado e com aquilo que se espera dele. O pai e a mãe de Elrond salvaram o mundo e o irmão dele criou os Númenor, o que coloca bastante pressão nos ombros do jovem. ARONDIR Vivido pelo ator Ismael Cruz Córdova (“The Undoing”), Arondir é um elfo originário das Terras do Sul, de onde ele vigia os humanos alinhados a Sauron. Na série, ele terá um romance com uma humana. CELEBRIMBOR Vindo de uma longa linhagem de joalheiros, Celebrimbor (interpretado por Charles Edwards, de “The Crown”), é o Lorde de Eregion e é o joalheiro mais famoso de seu tempo. Nas histórias de Tolkien, Celebrimbor foi manipulado para forjar os Anéis de Poder por Sauron. ELENDIL Interpretado por Lloyd Owen (“Apollo 18 – A Missão Proibida”), Elendil é um humano originário de Númenor. O personagem é uma espécie de herói relutante, que tenta conciliar o seu lado político com a sua necessidade de manter a sua família segura. ISILDUR Personagem já conhecido dos fãs de “O Senhor dos Anéis”, Isildur foi aquele que não conseguiu destruir o Um Anel quando teve a chance. Em vez disso, ele cedeu à própria ganancia e ficou com o Anel para si – o que causou a sua morte. A série vai mostrar a juventude do personagem, apresentando-o como uma espécie de “rebelde sem causa”, conforme explica o seu intérprete, Maxim Baldry (“Hollyoaks”). Também originário de Númenor, o Isildur de “Os Anéis do Poder” está em busca de algo novo, mas não sabe exatamente o quê. GIL-GALAD O personagem foi o último Alto Rei dos Noldor, uma das principais divisões dos Elfos. Ele foi um dos Elfos que lutaram na batalha contra Sauron, com o intuito de destruir o Um Anel. Na série, Gil-Galad será interpretado por Benjamin Walker (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”). DURIN IV E DISA Interpretados por Owain Arthur (“O Grande Ivan”) e Sophia Nomvete (“Swashbuckle”), Durin IV e Disa são o rei e a rainha das Minas de Mória, vista em “A Sociedade do Anel” como um local destruído. Aqui, porém, as minas estarão em pleno funcionamento, graças ao governo do casal. NORI, POPPY, LARGO E MARIGOLD BRANDYFOOT Embora a obra de Tolkien não destaque a participação dos hobbits durante essa época, os showrunners da atração encontraram um jeito de trazer esses amados personagens de volta. Nori, Poppy e Marigold Brandyfoot são representantes da raça “Pés-Peludos” (Harfoots). Nori (interpretada por Markella Kavenagh, de “Picnic at Hanging Rock”) é descrita como uma personagem resoluta, curiosa e inquisitiva. Poppy (Megan Richards, de “Wanderlust – Navegar é Preciso”), por sua vez, é mais cautelosa e observadora. Já Largo (Dylan Smith, de “I Am the Night”) e Marigold (Sara Zwangobani, de “Home and Away”) são os líderes da tribo dos “Pés-Peludos” e têm dificuldade em conciliar a personalidade da sua filha Nori. BRONWYN A personagem humana Bronwyn (interpretada por Nazanin Boniadi, de “Atentado ao Hotel Taj Mahal”) será o interesse romântico do elfo Arondir. Ela também é a curandeira da vila de Tirharad. THEO Filho de Bronwyn, Theo (Tyroe Muhafidin, de “Caravan”) também é residente na vila de Tirharad. Embora não tenham sido divulgados muitos detalhes a respeito do personagem, é possível que ele tenha bastante importância para a história, um vez que ele é visto empunhando uma espada quebrada que também foi usada como pôster da atração. HALBRAND Vivido por Charlie Vickers (“Medici: Mestres de Florença”), Halbrand é um membro das Terras do Sul, um povo que está sendo punido por lutar do lado errado da guerra no final da Primeira Era. Ele tenta deixar o seu passado para trás e recomeçar a sua vida, e sua jornada o leva até Galadriel. EÄRIEN Humana originária de Númenor, Eärien (intepretada por Ema Horvath, de “A Forca Ato II”) é a irmã mais nova de Isildur. Seu nome significa “Filha do Mar”, o que indica a sua relação com a ilha onde ela mora. PHARAZÔN Chanceler de Númenor, Pharazôn (Trystan Gravelle, de “Mr Selfridge”) governa a ilha no lugar de seu pai doente, Tar-Palantir. Ele tem um profundo amor por seu povo e pela sua família, e tem grandes planos políticos para Númenor. KEMEN Filho de Pharazôn, Kemen (Leon Wadham, de “The Bad Seed”) deseja seguir os passos do seu pai, mas não tem a experiência. Ele tem muita paixão pela política, mas pouco conhecimento, e usa o seu charme a seu favor.
“O Senhor dos Anéis” mostra seu poder. Veja as melhores séries da semana
A chegada de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” ao streaming tem o impacto de um blockbuster cinematográfico. É a série mais cara já feita e isso fica evidente em cada cena apresentada. O fato de ser lançada numa entressafra da programação de cinema é ainda mais significativo, demonstrando que séries podem tirar o lugar dos filmes no topo do entretenimento audiovisual. Fãs de produções épicas também tem a opção de “Domina”. Mas a programação de estreias da semana também se destaca por ser bastante musical, com séries de ficção sobre o surgimento do punk inglês e do rap alemão, além de uma obra documental sobre o funk brasileiro. Além disso, há true crime com Armie Hammer, desenhos cults, comédia e suspense. Confira abaixo as 10 melhores séries que chegam ao streaming nesta semana. | O SENHOR DOS ANÉIS: OS ANÉIS DO PODER | AMAZON PRIME VIDEO A série mais cara da história da televisão, que teria custado mais de US$ 750 milhões – fala-se em US$ 1 bilhão – para ser produzida, chega às telas como um espetáculo visual deslumbrante, que combina locações de tirar o fôlego na Nova Zelândia com efeitos de computação impressionantes para materializar uma fantasia tão envolvente quanto os filmes de Peter Jackson. A trama inédita, concebida pela dupla Patrick McKay e J.D. Payne (de “Star Trek: Discovery”), acompanha um grupo de personagens, novos e familiares, que precisam se unir para confrontar o ressurgimento do mal na Terra Média. Liderando os personagens está a jovem Galadriel (Morfydd Clark), que ao pressentir o perigo inicia uma jornada que apresenta a forja dos Anéis de Poder, o surgimento de Sauron e a aliança entre homens e elfos. Os dois primeiros episódios, dirigidos por J.A. Bayona (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), mapeiam os diferentes povoados, incluindo vilas de anões e pés-peludos, para explicar quem são os novos personagens e suas motivações. Cada núcleo tem seus próprios dramas, conflitos e aventuras, que precisam entrar em rota de convergência. São pelo menos 20 personagens, interpretados por nomes como Peter Mullan (“Westworld”), Benjamin Walker (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”), Cynthia Addai-Robinson (“Spartacus”), Maxim Baldry (“Years and Years”), Markella Kavenagh (“Picnic at Hanging Rock”), Trystan Gravelle (“A Descoberta das Bruxas”), Augustus Prew (“The Morning Show”), Charles Edwards (“The Crown”), Lenny Henry (“The Witcher”), Simon Merrells (“Spartacus”) e Joseph Mawle (“Game of Thrones”), entre outros. Com uma narrativa de fôlego, materializada com o que existe de mais avançado em efeitos, e uma equipe técnica de dar inveja em muito blockbuster, o resultado é uma fotografia, figurino e cenografia para vencer tudo no Emmy 2023. É realmente o maior épico já feito para a telinha. Mas não veja na telinha. Veja na maior Smart TV possível. | DOMINA | HBO MAX Quem gosta de épicos históricos precisa acompanhar a série britânica, gravada na Itália, sobre Livia Drusilla, a primeira Imperatriz de Roma. E o bom da produção original da Sky chegar pela HBO Max é que ela pode ser encarada como sequência dos eventos da premiada série “Roma” (2005–2007), da HBO. Criada e escrita por Simon Burke (“Fortitude”) e dirigida pela cineasta australiana Claire McCarthy (“Ophelia”), a história segue o percurso de Livia, dos tempos de jovem ingênua que vê o seu mundo desmoronar após o assassinato de Júlio César, até seu segundo casamento com o sobrinho de César, Caio Otávio – que vai à guerra contra Marco Antônio para inaugurar o Império Romano – , impulsionada por um desejo profundo de vingar a família e assegurar o poder para seus filhos. O elenco central destaca a polonesa Kasia Smutniak (“Devils”) como Livia e o inglês Matthew McNulty (“The Terror”) como Caio, o futuro imperador Otávio Augusto. O elenco também inclui Liam Cunningham (“Game Of Thrones”), Isabella Rossellini (“Joy: O Nome do Sucesso”), Christine Bottomley (“The End of the F***ing World”), Colette Tchantcho (“The Witcher”), Ben Batt (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Enzo Cilenti (“Free Fire”) e Claire Forlani (“A Cinco Passos de Você”). Detalhe: já está renovada para a 2ª temporada. | PISTOL | STAR+ A minissérie sobre a banda Sex Pistols tem direção de Danny Boyle (“Trainspotting”) e faz uma recriação detalhista da época do nascimento do punk rock. Mas divide opiniões por ser baseada em “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro de Steve Jones, que acaba dando mais destaque para o guitarrista que o incendiário empresário Malcolm McLaren e o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), verdadeiros mentores da banda. A trama destaca a trupe punk original, que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood (então namorada de McClaren), e recria shows históricos e lendas conhecidas, como a substituição do baixista Glen Matlock por Sid Vicious, que não sabia tocar seu instrumento. O roteiro é assinado por Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce (responsável por outra obra deste período: o filme “A Festa Nunca Termina”), e o elenco inclui Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Paul Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock, Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious, Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”) como McLaren e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. | ALMOST FLY | HBO MAX Os produtores da série cult alemã “Dark” traçam os primórdios do hip-hop alemão nesta minissérie de comédia, passada em 1990. Logo após a queda do muro de Berlim, três adolescentes nerds descobrem o rap, graças à presença de uma base do Exército dos EUA estabelecida perto de sua escola. Inspirados pelo novo som, eles resolvem montar uma banda, enquanto lidam com questões de identidade, amizade e o fato de poucos os levaram a sério. Roteiro e direção são de Florian Gaag, que fez o documentário “Wholetrain” (2006) sobre grafiteiros da Alemanha e consegue capturar com perfeição o espírito da época retratada. | AS FALSIFICADORAS | NETFLIX A comédia segue duas melhores amigas adolescentes que acidentalmente constroem um império criminal de identidades falsas. Zoe é um pouco nerd e socialmente desajeitada, e faz sua primeira identidade falsa para poder estudar na biblioteca da universidade. Becca é uma garota festeira e rica, que prefere beber a estudar, mas para isso também precisa de uma identidade falsa. As duas logo percebem que são boas nisso e começam a receber encomendas. Mas quando um sócio suspeito se junta ao negócio, a situação sai do controle. Combinando festas com esquemas ilegais, que vão da diversão à violência, a criação de David Turko (produtor de “Warrior Nun”) tem uma narrativa ousada para seu público alvo, com brincadeiras cronológicas, quebra da quarta parede e versões alternativas de fatos anteriormente exibidos, além de muito (bom) hip-hop canadense obscuro. O elenco destaca Emilija Baranac (a Midge de “Riverdale”) como Zoe e Jennifer Tong (“Grand Army”) como Becca, além de Matreya Scarrwener (“Imaginary Mary”) como uma funcionária das duas que rouba todas as cenas e o mais conhecido Richard Harmon (o Murphy de “The 100”). | O DIABO EM OHIO | NETFLIX A minissérie de terror destaca em seu elenco a atriz Emily Deschanel, estrela de “Bones”. Ela vive uma psiquiatra que abriga uma jovem (Madeleine Arthur, de “The Magicians”) em fuga de uma seita misteriosa, sem perceber que esse gesto pode colocar a própria família em risco. A trama é supostamente inspirada em uma história real, que virou um best-seller homônimo de Daria Polatin. A própria autora escreveu a adaptação. | BEAVIS & BUTT-HEAD | PARAMOUNT+ A dupla icônica da MTV dos anos 1990 está de volta numa nova série, mas sem os clipes que marcaram sua existência. Lançada em 1993, a animação “Beavis e Butt-Head” teve grande impacto na cultura pop, ao trazer dois adolescentes roqueiros comentando clipes de bandas da época. A série durou sete temporadas e foi exibida até 1997 na MTV. Acabou saindo do ar quando o consumo de clipes – e a própria MTV – começou a declinar. O criador da série original, Mike Judge, continua a frente da atração. Ele retorna como diretor, roteirista e dublador dos personagens – que além da série ganharam um novo filme, “Beavis & Butt-head Do the Universe”, também disponível na Paramount+. | THE VENTURE BROS | HBO MAX A HBO Max liberou mais um tesouro do baú de preciosidades do Adult Swim. A série dos Irmãos Ventura foi exibida de 2003 à 2018 na faixa adulta do Cartoon Network e chega completa (com sete temporadas) ao streaming. Paródia dos desenhos clássicos de Jonny Quest dos anos 1960, a atração criada por Chris McCulloch (“The Tick”) acompanhava as estranhas aventuras animadas do cientista Rusty Venture, seu guarda-costas e seus dois filhos entusiasmados, que enfrentavam uma variedade de inimigos, mas principalmente o terrível Monarca, um supervilão que adotava um uniforme de borboleta. O humor adulto com clichês de desenhos infantis foi aclamado pela crítica e deve retornar em breve num longa-metragem, atualmente em desenvolvimento para o streaming. | FUNK.DOC: POPULAR & PROIBIDO | HBO MAX O premiado cineasta e documentarista Luiz Bolognesi (“A Última Floresta”) assina a série sobre a história do funk brasileiro, que traz depoimentos de vários outros expoentes do gênero musical, como Ludmilla, Kondzilla, Valesca Popozuda, Bonde do Tigrão e até uma das últimas entrevistas concedidas por Mr. Catra (1968–2018), buscando traçar um retrato completo do funk nacional. São ao todo cinco episódios, que traçam as origens do gênero, sua aproximação com a violência, a estética de forte carga sexual e sua influência crescente na música internacional. | HOUSE OF HAMMER | DISCOVERY+ A série documental de “true crime” parte dos escândalos que abalaram a carreira do ator Armie Hammer (“Me Chame pelo Seu Nome”) para abordar o histórico sombrio de sua família. O astro viu sua carreira implodir em janeiro de 2021, após virem à tona mensagens privadas em que se confessava canibal, seguidas dois meses depois pelo processo de uma ex-namorada, identificada como Effie, por estupro e violência sexual, com elementos de tortura. Além de abordar as denúncias de abuso, com a exposição de mensagens de celular do ator sobre atos violentos e canibalismo, a produção também destaca uma denúncia de Casey Hammer, tia de Armie, sobre tudo o que há de errado em sua família, com revelações de segredos de várias gerações de Hammers, donos de um império de petróleo envolvidos com histórias escabrosas, escândalos sexuais, financeiros, de luta de poder e de vício.












