Milla Jovovitch estrela e produz clipe de terror da banda Parcels
A atriz Milla Jovovitch (“Resident Evil”) é aterrorizada por um grupo de serial killers mascarados, suspeitamente parecidos com os integrantes da banda Parcels, no clipe de “Withorwithout”, um vídeo tenso, carregado de terror, que acompanha, em contraste, a nova música levinha do grupo indie. Com direito a pôster (veja abaixo), o clipe parece referenciar o filme “Os Estranhos” (2008), em que um casal numa casa isolada é cercado por psicopatas com facas em punho. Mas o final revela que nem tudo é o que parece. E o fato da banda estar tocando a música numa TV durante o ataque não é mera coincidência. Trata-se de inspiração para a história que a personagem de Milla irá contar à polícia, ao descrever os improváveis assassinos. O vídeo tem direção de Ben Howdeshell (criador da websérie “Project: SERA”) e também traz o ator dinamarquês Carsten Norgaard (“The Man in the High Castle”) como o marido de Milla, que, além de estrelar, também assina a produção.
Trilha de Homem-Aranha no Aranhaverso ganha clipe com música de Post Malone
A animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” ganhou um clipe musical. Trata-se do primeiro single de sua trilha sonora, “Sunflower”, gravada por Post Malone e Swan Lee – que repetem a parceria de “Spoil My Night”. O vídeo traz cenas da animação embaladas pela música, mas também têm sequências em que Miles Morales cantarola a letra. O que causa um certo desconforto. Afinal, o primeiro Homem-Aranha negro dos quadrinhos deveria ter um uma trilha mais politicamente correta que o pop de um “rapper” branco. Imagine se Post Malone fosse escolhido para encabeçar a trilha de “Pantera Negra”? Fica a dica: o intérprete de Miles Morales na série animada “Ultimate Homem-Aranha” é ninguém menos que Donald Glover. Que os fãs de rap conhecem como Childish Bambino. Alguém que faria uma trilha perfeita para a produção. A Sony ainda não revelou quem assina as demais faixas da trilha sonora. Em comunicado oficial, o estúdio/gravadora afirma que a trilha do filme é “uma antologia musical contemporânea”, que visa abraçar diversos gêneros, como hip-hop, pop e música latina. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem estreia prevista para 10 de janeiro no Brasil, mas a trilha sai um mês antes, em 14 de dezembro, junto com o lançamento do filme nos Estados Unidos.
Emicida e Fióti lançam clipe do Rap do Motoboy com participações de motoboys de verdade
A parceria de Emicida e Fióti, “Rap do Motoboy”, ganhou um clipe rodado nas ruas de São Paulo. E rodado literalmente, com duas rodas girando sem parar, pois o vídeo acompanha a rotina de motoboys – e motogirls – de verdade. A abertura já dá o tom, com depoimentos dos “figurantes” do trânsito paulistano, registrados em estilo de documentário. Seguem-se cenas de aceleração em espaço reduzido, para driblar os congestionamentos e cumprir o trabalho cotidiano, compiladas enquanto os cantores rimam em outros closes pela cidade. Tudo muito bem fotografado sob a direção de Fred Ouro Preto (sobrinho do cantor do Capital Inicial), que tem assinado os trabalhos mais recentes de Emicida. Vale apontar um detalhe: não é coincidência que todos os motoboys tenham o mesmo uniforme vermelho com o logotipo do aplicativo iFood – e da produtora do clipe, Laboratório Fantasma Produções. Neste caso, a publicidade não é tão explícita e está alinhada ao tema, além de oferecer uma unidade visual à produção. Não é como se Emicida pegasse um sorvete aleatório e exibisse o rótulo para a câmera com um sorriso canastrão, feito outros artistas.
Nasce uma Estrela é um show de talento na frente e atrás das câmeras
Uma frase dita no final de “Nasce uma Estrela” pelo ator e (agora) diretor Bradley Cooper define a abordagem do filme. “Música é, essencialmente, 12 notas entre qualquer oitava. 12 notas e a oitava repete. É a mesma história sendo contada de novo e de novo. Tudo o que um artista pode oferecer ao mundo é como ele enxerga essas 12 notas.” Além de ter seu contexto na trama, é a forma como o astro justifica a repetição dos roteiros contados diversas vezes por Hollywood, incluindo seu próprio remake. A diferença estaria na interpretação de cada artista – ou cineasta. Diferentes gerações tiveram seu “Nasce uma Estrela” – este é o quarto – e, por isso, é quase um milagre que o diretor de primeira viagem não tenha oferecido o previsível mais do mesmo. Pelo contrário, conta sua versão com tanta paixão que a torna relevante para os tempos atuais, extremamente carentes de boas histórias que exalem valores básicos da humanidade, como amizade, amor, bondade, coisas que perdemos pelo caminho. E o filme de Bradley Cooper não tem medo de ser feliz ao abraçar seu romantismo exacerbado e por vezes brega. Ora, existe sentimento mais brega que o amor? Cooper não tem a mínima vergonha disso e se aproveita do momento cínico que o mundo vive para emprestar um pouco de frescor a uma fórmula tão desgastada. Entrega, assim, um filme emocionante e que vicia, porque gruda como chiclete da mesma forma que um belo refrão. Mas nada disso seria possível sem uma musa inspiradora. Neste caso, Lady Gaga, que é sim boa atriz e, mais que isso, entrega talvez a melhor performance de uma cantora famosa no cinema desde Cher em “Feitiço da Lua”, de 1987. E o melhor elogio que se pode fazer nem é esse. É que ela consegue fazer o público esquecer que está diante de Lady Gaga. Até mesmo quando sua personagem começa a ficar famosa e cantar cada vez mais. Todo mundo conhece a trama de “Nasce uma Estrela”. Músico decadente e alcoólatra (Jackson Maine) ganha uma segunda chance não na carreira, mas na vida ao abrir as portas do showbusiness para uma cantora amadora, porém promissora (Ally). Bradley Cooper optou por falar e cantar (muito bem) pra dentro, o que tem tudo a ver com Jackson Maine, personagem reprimido e autodestrutivo. Não por acaso recebeu conselhos de Eddie Vedder para cantar, embora mantenha um estilo mais Chris Cornell no quesito comportamento. Por sua vez, ele próprio se disse influenciado por Neil Young – a banda mais recente do roqueiro canadense o acompanha nas músicas. Mas é interessante como o ator engrossa a voz para revelar a surpreendente opção pela técnica: seu personagem é irmão de Sam Elliott, com seu melhor papel em anos e dono de um dos vozeirões mais imponentes e inconfundíveis de Hollywood. É visível a evolução de Cooper como ator e dá pra cravar que ele nunca esteve tão bem quanto em “Nasce uma Estrela”. Mas o que nasce de verdade aqui é um novo diretor americano talentoso, que ainda pode dar muitas alegrias para o cinema, pois mostrou dominar algo que Hollywood valoriza muito: o equilíbrio entre integridade artística e viés comercial (um recado nas entrelinhas do próprio roteiro que bate sutilmente na indústria fonográfica). Sobretudo, Cooper sabe contar uma história, mesmo que dê uma acelerada aqui e ali no processo, como um noivado que vira casamento da noite para o dia e a estreia nos palcos da personagem de Lady Gaga num piscar de olhos, que é a melhor cena do filme ao som da melhor canção feita para o cinema nos últimos anos, “Shallow”, embora tenhamos também as ótimas “Maybe It’s Time”, “I’ll Never Love Again” e “Black Eyes” – a trilha sonora está vendendo tanto quanto os ingressos de cinema. Outro momento acelerado é quando o empresário de Ally fala algumas verdades e toma uma decisão polêmica sem pensar muito ou discutir com a moça a respeito das consequências. Mas ao invés de criticar Bradley Cooper, é válida a tentativa de se colocar no lugar do artista, que costuma ser intenso e trazer tudo à flor da pele. Por exemplo, os olhares que brilham quando Jackson e Ally se encontram no início do filme. E se você prefere a primeira metade de “Nasce uma Estrela”, é porque o amor é lindo e você foi fisgado. Se a segunda metade parece mais pesada é porque a vida não é fácil e a realidade, mais cedo ou mais tarde, bate à nossa porta. Imagine, então, que essa história é sobre artistas que transparecem mil vezes mais sensibilidade em relação a um mero mortal. Até “La La Land” também se inspirou nas versões anteriores de “Nasce uma Estrela”. No filme de Bradley Cooper, essa linha tênue entre estar nas nuvens ou no inferno é refletida quando as lentes do diretor de fotografia Matthew Libatique estão seguindo Ally e Jackson, principalmente nos palcos, e se perdem entre flashes e sombras. A opção por deixar os rostos dos atores bem próximos à câmera sugere um mergulho interno, como se ela quisesse olhar dentro deles para tentar entender o que estão pensando seus personagens. Compare como o filme abre com Jackson de costas, cabisbaixo, rasgando sua guitarra, envolto pela penumbra, enquanto o final é dominado por cores fortes e Ally cantando como nunca cantou antes, até o último frame que traz Lady Gaga olhando para frente – na verdade para vocês, espectadores, que assistiram ao show. São imagens claras de transição, do ocaso de um artista ao momento em que nasce uma estrela.
Spotify lança clipe e documentário para celebrar luta das mulheres por mais espaço
A plataforma Spotify divulgou o clipe e o documentário “Escuta as Minas”. A iniciativa reúne cantoras como Elza Soares, Karol Conká, Maiara e Maraisa, Tiê, Martnália, Lan Lanh, As Baianas e a Cozinha Mineira e o grupo Mulamba para celebrar a luta das mulheres por seu espaço. O trabalho é mais uma colagem que uma canção propriamente dita. A chamada música reúne trechos de versos de várias épocas, como “Ô Abre Alas” (1899), de Chiquinha Gonzaga, “Reposta” (1970), de Maysa, “Relicário” (1995), que fez sucesso na voz de Cássia Eller, “O Que Se Cala” (2018), nova canção de Elza Soares, “A Culpa é Dele” (2018), de Marília Mendonça cantada em parceria com a dupla Maiara e Maraisa, “Mulamba” (2017), da banda que leva o mesmo nome, e “Bate a Poeira” (2013), de Karol Conká. O documentário que acompanha o clipe, por sua vez, traz depoimentos das artistas sobre feminismo e suas carreiras. Tiê, por exemplo, lembra como sua avó, a atriz Vida Alves, foi chamada de vadia ao protagonizar o primeiro beijo na TV. “Fui criada com ideais feministas, mas não se falava claramente sobre isso. Hoje digo para as minhas filhas que somos sim feministas”, conta a cantora. O momento é oportuno, mas o trabalho é genérico, sem levantar bandeiras específicas, além de ressaltar uma das poucas áreas do país em que as mulheres sempre foram muito bem representadas, a música popular brasileira – “a luta segue, por mais mulheres na música…” E mesmo assim sem referenciar várias personalidades icônicas, como Rita Lee, Nara Leão, Clara Nunes, Elis Regina, as Mercenárias, Vange Leonel, Marina Lima, Dona Ivone Lara, Joyce, Angela Rô-Rô, só para citar um punhado de revolucionárias. Veja abaixo.
Cena de Bohemian Rhapsody revela erro na história da criação de um dos maiores sucessos da banda Queen
A Fox divulgou um cena inédita de “Bohemian Rhapsody”, que conta a história da banda Queen. A cena mostra a criação do hit “We Will Rock You”, um dos maiores sucessos do grupo musical. Olhos de fãs vão reparar num anacronismo na recriação da gravação. Rami Malek (série “Mr. Robot”) aparece com o visual que o cantor Freddie Mercury só adotou três anos depois da época da canção original. Ele não tinha bigode nem cabelo curto em 1977. Além de Malek, o elenco traz Gwilym Lee (série “Midsomer Murders”) como o guitarrista Brian May, Joe Mazzello (minissérie “The Pacific”) no papel do baterista Roger Taylor e Ben Hardy (o Anjo de “X-Men: Apocalipse”) vivendo o baixista John Deacon. Também participam Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) como John Reid, empresário da banda durante seu auge, entre 1975 e 1978, Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”) como Jim Beach, o empresário que assumiu em 1978, Lucy Boynton (“Sing Street”) como Mary Austin, namorada de Freddie Mercury antes dele sair do armário, e Aaron McCusker (Jamie na versão britânica de “Shameless”) como Jim Hutton, namorado do cantor nos últimos anos de sua vida. O roteiro foi escrito por Justin Haythe (“A Cura” e “O Cavaleiro Solitário”) e, em meio a uma crise de bastidores, a produção teve dois diretores, Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) e Dexter Fletcher (“Voando Alto”). A estreia vai acontecer em 1 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Família de Amy Winehouse fecha acordo para produzir cinebiografia da cantora
A família de Amy Winehouse cedeu os direitos da vida da cantora para a produção de um filme biográfico. O contrato foi assinado com a produtora britânica Monumental Pictures (da série “Harlots”) e as filmagens devem começar em 2019. O pai da cantora, Mitch Winehouse, disse que o acordo foi fechado depois de “múltiplas propostas” de outros estúdios. “Nós nunca achávamos que era a hora certa para autorizar a produção. Agora, parece apropriado celebrar a vida e carreira extraordinárias de Amy”, comentou. Mitch ainda destaca que a história de Winehouse, encontrada morta em Londres no dia 23 de julho de 2011, pode ajudar pessoas que estejam passando por problemas com drogas e álcool semelhantes ao que ela viveu. “Como provamos através da Fundação Amy Winehouse, a história da doença dela pode ser uma fonte de força para muitas pessoas”, disse. O roteirista Geoff Deane (“Kinky Boots – Fábrica de Sonhos”) foi contratado para desenvolver a trama cinematográfica e membros da família de Winehouse servirão como produtores executivos. A notícia vem poucos dias depois da família anunciar planos para uma turnê mundial que usaria um holograma simulando a presença da Amy nos palcos. Mitch Winehouse disse que a turnê servirá para arrecadar dinheiro para a fundação em nome da filha. Ele ainda negou que a família considera Lady Gaga como favorita ao papel de Winehouse. “Na verdade, eu gostaria de ver alguém que ainda é desconhecido. Uma atriz jovem, britânica, que se pareça um pouco com Amy. Queremos alguém que possa retratar Amy da forma como ela era: uma pessoa engraçada, brilhante, charmosa, mas também terrível”, refletiu. O filme aprovado pela família deve chegar aos cinemas cinco anos após o documentário “Amy” (2015), de Asif Kapadia, ser chamado de “desgraça” por Mitch Winehouse. Segundo mostra o longa, além de ter abandonado Amy e sua mãe quando ela era uma criança, Mitch passou a explorar a cantora quando ela ficou famosa. O documentário lembra que, quando ela buscou fugir da mídia, ao viajar para a Jamaica, o pai foi visitá-la com uma equipe de reality show para retratar como a filha estava drogada. “Amy”, o filme, venceu o Oscar de Melhor Documentário.
Bodied: Comédia de batalhas de rap produzida por Eminem ganha trailer para maiores
O estúdio indie Neon divulgou os pôsteres e os trailers de “Bodied”, filme do premiado diretor de clipes Joseph Khan (Taylor Swift, Lady Gaga, Eminem, etc), que tem produção de Eminem. O tema, por sinal, lembra o filme que marcou a carreira do rapper, “8 Mile”, acompanhando um jovem branco com cara de nerd (Calum Worthy, de “American Vandal”) no submundo das batalhas de rap. Em versões Red (para maiores) e Green (censura livre), os trailers mostram que, ao contrário de “8 Mile”, “Bodied” aposta mais nos elementos de comédia ao explorar a cultura freestyle das rimas ofensivas. Há várias piadas focadas em racismo. O elenco também inclui Anthony Michael Hall (“O Vidente”/”Dead Zone”), Jackie Long (“ATL: O Som do Gueto”), Shoniqua Shandai (“Sierra Burgess É uma Loser”), Rory Uphold (“HelLA”) e Charlamagne Tha God (“Empire”). “Bodied” teve première no Festival de Sundance e surpreendeu ao vencer a mostra Midnight Madness, geralmente voltada a produções de terror, eleito pelo público como o Melhor Filme da seção em 2018. Com lançamento limitado marcado para 2 de novembro nos cinemas dos Estados Unidos, o filme poderá ser visto em todo mundo pelo YouTube Premium a partir de 28 de novembro.
História do grupo de rap Wu-Tang Clan vai virar série
A história de um dos maiores grupos de rap vai virar série. A plataforma Hulu encomendou a produção de “Wu-Tang: An American Saga”, série limitada de 10 episódios que vai acompanhar a trajetória, do surgimento à dispersão, do fenômeno Wu-Tang Clan. Desenvolvida em parceria por um dos fundadores do Wu-Tang Clan, The RZA, e pelo roteirista Alex Tse (“Watchmen: O Filme” e “Superfly”), com produção da Imagine Television, a atração vai se passar no começo dos anos 1990 em Nova York e mostrar como Bobby Diggs (The RZA) conseguiu unir uma dezena de jovens de personalidades distintas, que se encontram divididos entre a música e o crime, para dar origem a uma das mais improváveis histórias de sucesso do rap. A série terá produção de outro membros do grupo, Method Man, e contará com Ghostface Killa, Inspectah Deck, Masta Killa e GZA, bem como herdeiros de Ol ‘Dirty Bastard, como consultores. “Sou fã do Wu-Tang desde meados dos anos 1990 e reconheci rapidamente o quanto o Wu-Tang e The RZA eram significativos para o mundo da música e da cultura hip-hop. Ao longo dos anos, conheci RZA e ficou claro que ele é a alma e o contador de histórias do Wu-Tang”, disse o produtor Brian Grazer, sócio do cineasta Ron Howard na produtora Imagine. “Trabalhar com RZA e Alex Tse nesta série tem sido um dos momentos favoritos da minha carreira e a Hulu é a parceira perfeita para levar essa história a um público global.” Reverenciado pela forma como juntou hip-hop e paixão pelo kung fu clássico em seu disco de estreia, criando um som distinto e inigualável, Wu-Tang Clan se tornou um dos grupos mais influentes do hip-hop. Lançou cinco álbuns de ouro e platina e vendeu 40 milhões de discos em todo o mundo, além de render carreiras individuais bem-sucedidas para a maioria de seus integrantes. “Wu-Tang: An American Saga” será a segunda série musical da Imagine, que produz “Empire” na Fox. A produtora também é responsável pelas séries de maior sucesso do canal pago National Geographic, “Genius” e “Mars”. Relembre abaixo meia-duzia hits do grupo.
Criador de Cara Gente Branca vai filmar cinebiografia de Sylvia Robinson, a “Mãe do Hip-Hop”
O diretor Justin Simien, responsável pelo filme e a série “Cara Gente Branca” (Dear White People), vai filmar uma cinebiografia da cantora e empresária musical Sylvia Robinson, conhecida como “Mãe do Hip-Hop”. Como cantora de R&B, Robinson foi responsável por dois grandes sucessos: “Love Is Strange”, hit de 1957 que ela lançou como integrante da dupla Mickey & Sylvia, e “Pillow Talk”, um funk de 1973 que estourou sua carreira solo. Mas seu lugar de destaque na história da música se deve mais ao fato de ter fundado com o marido Joe Robinson a Sugar Hill Records, gravadora que mudou a História da Música em 1979 com o lançamento do single “Rapper’s Delight”, do grupo Sugarhill Gang, o primeiro lançamento de um novo gênero musical: nada menos que o rap. Ela própria compôs e produziu a canção. A Sugar Hill Records também lançou “The Adventures of Grandmaster Flash on the Wheels of Steel” (1981), de Grandmaster Flash, primeira música criada totalmente por DJ e considerada primeiro lançamento autêntico de hip-hop, “The Message” (1982), de Grandmaster Flash & The Furious Five, primeiro rap consciente, com letra focada em problemas sociais em vez de festas, e “White Lines” (1983), de Grandmaster Melle Mel, primeiro rap a falar de drogas que também fez História por seu clipe, o primeiro da carreira do jovem Spike Lee. Sylvia morreu de insuficiência cardíaca em 2011, ao 75 anos. Os direitos para a produção de um filme baseado em sua vida foram adquiridos em 2014 pela produtora Paula Wagner, parceira de Tom Cruise durante muitos anos. O roteiro começou a ser escrito naquela época. É assinado por Malcolm Spellman, Carlito Rodriguez e Tracy Oliver. Os dois primeiros são produtores-roteiristas da série musical “Empire”, enquanto a terceira assinou a comédia de sucesso “Viagem das Garotas”. O filme vai se focar mais na relação de Robinson com o surgimento do rap, mostrando como ela se tornou um magnata da música depois de gravar “Rapper’s Delight”, em 1979. A produção tem sinergia dentro da WarnerMedia. O filme é iniciativa do estúdio Warner Bros, do mesmo conglomerado da Rhino Records, gravadora especializada em clássicos que comprou o catálogo da Sugar Hill nos anos 1990. Ou seja, os direitos musicais são da própria Warner. Relembre abaixo as músicas da época
Série Genius pode retratar a vida da cantora Aretha Franklin
A 3ª temporada da série “Genius” pode retratar a vida de Aretha Franklin, que morreu em agosto deste ano aos 76 anos. Originalmente, a produção trabalhava com a ideia de abordar a escritora Mary Shelley, após destacar Albert Einstein e Pablo Picasso nas duas primeiras temporadas. Mas, de acordo com o site Deadline, a história de Shelley seria deixada para o futuro. Vale reparar que a criadora de “Frankenstein” acaba de render uma cinebiografia estrelada por Elle Fanning. Eleita a “maior cantora de todos os tempos” pela revista Rolling Stone e capa da revista Time em 1968, ela foi a primeira mulher a entrar para o Rock & Roll Hall of Fame e suas inúmeras conquistas incluem 18 Grammys, mais de 75 milhões de discos vendidos e convites para cantar na posse de três presidentes americanos — incluindo Barack Obama, em 2009 – e no funeral de Martin Luther King Jr. – aos 18 anos de idade. Algumas de suas músicas se tornaram hinos, como “Respect”, uma canção machista de Otis Redding que ela virou do avesso e transformou em marco da luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Apesar disso, existem muitos obstáculos para a materialização de uma temporada de “Genius” centrada em Aretha Franklin, como a garantia dos direitos necessários, junto à sua família e junto às gravadoras de suas músicas. Mas, ainda segundo o Deadline, os produtores estão otimistas e avançando no desenvolvimento dos roteiros. A 1ª temporada de “Genius”, que trouxe Geoffrey Rush como Albert Einstein, teve a maior estreia de uma série do canal pago National Geographic, atraindo mais de 45 milhões de espectadores em todo o mundo. A série ganhou dez indicações ao Emmy, uma indicação ao Globo de Ouro e uma indicação ao prêmio SAG. A 2ª temporada, em que Antonio Banderas viveu Pablo Picasso, recebeu cinco indicações ao Emmy, mas críticas menos positivas – de 83% de aprovação, caiu para 53% no segundo ano, na média do site Rotten Tomatoes. Criada por Kenneth Biller (que também criou “Perception” e “Legend of the Seeker”) e Noah Pink (roteirista de “Esta é a Sua Morte”), a série tem produção do cineasta Ron Howard (“Han Solo”). Ainda não há previsão para a estreia da 3ª temporada.
Thom Yorke divulga nova música fantasmagórica da trilha de Suspiria
O músico Thom Yorke, da banda Radiohead, divulgou a terceira faixa da trilha de “Suspiria”, sua estreia como compositor de cinema. Intitulada “Volk”, é a primeira das faixas completamente instrumental. A divulgação foi feita no YouTube, e assim como as anteriores conta com um vídeo criado a partir de cenas do longa, tratadas com efeitos e animadas por Ruffmercy (diretor de clipes de Run The Jewels e Lily Allen). A nova música reforça o clima hipnótico e fantasmagórico da trilha, reminiscente tanto do krautrock do fim dos anos 1960 quanto da psicodelia tardia da trilha da obra original de Dario Argento – cultuadíssima, por sinal – composta pela banda italiana de rock progressivo Goblin em 1977. Durante o Festival de Veneza, Yorke explicou que queria evocar um tom de encantamento, como nas recitações de feitiços. Com esse trabalho, ele segue os passos de seu companheiro de banda, o guitarrista Jonny Greenwood, que foi indicado ao Oscar 2018 pela trilha de “Trama Fantasma”. O álbum da trilha sonora do novo “Suspiria” será lançado em 26 de outubro, mesmo dia em que o filme estreia nos cinemas americanos. “Suspiria” ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Aproveite e recorde abaixo as outras duas músicas anteriormente divulgadas.
Figurino de Bohemian Rhapsody, filme sobre a banda Queen, vai ganhar exposição no Brasil
Para divulgar o lançamento de “Bohemian Rhapsody”, a Fox Film Brasil organizou uma exposição com réplicas de figurinos do filme, que conta a trajetória da banda Queen. A exposição, que em São Paulo acontece inicialmente entre os dias 16 e 29 de outubro, no Conjunto Nacional, é pequenina e só contempla as roupas do cantor Freddie Mercury. São quatro figurinos completos, com roupas e acessórios. Em seguida, as peças serão expostas no Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Integram a exposição réplicas dos figurinos usados pelo cantor em shows importantes como o “Live Aid”, no estádio Wembley, em Londres, e o show da turnê “A Kind of Magic” em Paris. Neste último, Freddie entrou no palco usando calça de couro branca, uma coroa, cetro e um manto vermelho que pesava mais de 10 quilos. Este show aconteceu em 1986 e o figurino é um dos destaques da exposição. Já o figurino do “Live Aid”, concerto em prol da erradicação da fome na Etiópia, que aconteceu em 1985, é composto por uma camiseta branca, calças jeans, pulseira e cinto de couro. Os outros dois figurinos são uma blusa de cetim plissado e calça branca, e um macacão de lantejoulas prateadas. A blusa de cetim branca formava ‘asas’ quando Freddie abria os braços e foi usada no lançamento do álbum “Queen II”, em março de 1974, em uma apresentação em Londres. Já o macacão de lantejoulas foi o figurino do show “Live at the Madison Square Garden”, que aconteceu em 2 de dezembro de 1977, em Nova York. O filme, que mostra desde a formação da banda Queen até seis anos antes da morte de Freddie Mercury, traz Rami Malek (série “Mr. Robot”) como o icônico cantor, Gwilym Lee (série “Midsomer Murders”) como o guitarrista Brian May, Joe Mazzello (minissérie “The Pacific”) no papel do baterista Roger Taylor e Ben Hardy (o Anjo de “X-Men: Apocalipse”) vivendo o baixista John Deacon. Participam ainda Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) como John Reid, empresário da banda durante seu auge, entre 1975 e 1978, Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”) como Jim Beach, o empresário que assumiu em 1978, Lucy Boynton (“Sing Street”) como Mary Austin, namorada de Freddie Mercury antes dele sair do armário, e Aaron McCusker (Jamie na versão britânica de “Shameless”) como Jim Hutton, namorado do cantor nos últimos anos de sua vida. O roteiro foi escrito por Justin Haythe (“A Cura” e “O Cavaleiro Solitário”) e, em meio a uma crise de bastidores, a produção teve dois diretores, Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) e Dexter Fletcher (“Voando Alto”). A estreia vai acontecer em 1 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












