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Música

Demi Lovato anuncia novo show em São Paulo

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26 de maio de 2026
  • Filme,  Música

    Fenômeno da era das discotecas, a história de Sister Sledge vai virar filme

    31 de julho de 2018 /

    Responsável por alguns dos hits mais contagiantes da era das discotecas, o quarteto feminino Sister Sledge terá sua trajetória transformada em filme, segundo as próprias irmãs contaram à revista Variety. Com o título de “Life Song”, o filme vai abordar a ascensão das irmãs Kim, Debbie, Joni e Kathy Sledge ao estrelato após uma juventude humilde na Filadélfia. Graças a produção do lendário guitarrista da banda Chic, Nile Rodgers, elas estouraram no mundo inteiro com canções que viraram clássicos dançantes, como “We Are Family”, “He’s the Greatest Dancer”, “As”, “All American Girls”, “Thinking of You” e “Lost in Music”. O filme vai adaptar uma autobiografia ainda não publicada, escrita por Kim Sledge, que recebeu apoio de duas das irmãs sobreviventes. As três ainda fazem shows juntas. A quarta, Joni, morreu em 2017 aos 60 anos de idade. O projeto deve registrar não apenas a história da irmãs Sledge, mas também a época em que o soul se tornou a música mais proeminente dos Estados Unidos, ao mostrar o encontro das cantores com lendas do gênero, como James Brown, Stevie Wonder e os Jackson Five – e até Elton John. “Sister Sledge participou de alguns dos momentos mais importantes do país, tanto política quanto culturalmente”, apontou Kim em entrevista para a Variety. Ainda não há previsão de estreia. Relembra abaixo os maiores sucessos das cantoras.

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  • Filme,  Música

    Documentário estrelado, escrito e dirigido pela cantora Kesha ganha primeiro trailer

    30 de julho de 2018 /

    A cantora Kesha divulgou nesta segunda-feira (30/7) o anúncio, em forma de teaser, de um documentário sobre o período turbulento de sua vida, que acompanhou as gravações de seu último álbum, “Rainbow”. Intitulado “Rainbow: The Film”, a bora será disponibilizada exclusivamente pela Apple Music. Lançado no ano passado, o disco “Rainbow” foi o primeiro lançado pela cantora após uma batalha judicial contra o produtor Lukas “Dr. Luke” Gottwald, que assinou a produção de seus primeiros álbuns. Kesha acusou Luke de estupro e abuso psicológico, mas acabou perdendo o processo. O filme vai abordar toda essa polêmica e revelar os bastidores da pressão sofrida pela cantora ao tentar provar seu talento em “Rainbow”, disco que tinha como tema a superação. A própria cantora escreveu e dirigiu o documentário, ao lado de Kevin Hayden e seu irmão, Lagen Serbert, responsável por vários de seus clipes. O trio colecionou imagens da última turnê, gravações de estúdio, de clipes e da vida privada de Kesha, resultado no ela que define como uma série de “vinhetas psicodélicas”. “Espero que este filme inspire os outros a nunca desistirem, mesmo que você se sinta magoado ou perdido, porque depois da tempestade vem um arco-íris”, disse Kesha no comunicado sobre o lançamento. “Rainbow: The Film” será disponibilizado em 10 de agosto na plataforma da Apple.

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  • Música

    Deborah Secco termina com o marido em clipe de música sertaneja

    30 de julho de 2018 /

    A dupla Simone e Simaria lançou o clipe da música “1 em Um Milhão” ao melhor estilo sertanejo: durante o “Fantástico”. Música para o povão que vê TV aberta. E para completar, o vídeo ainda inclui atores de novela para representar a “historinha” da canção. No clipe, Deborah Secco encena um romance com Hugo Moura, seu marido na vida real. Mas o final não é nada feliz. Os dois terminam o relacionamento. Que não seja mau agouro. A música fala sobre um rapaz que não tem coragem de terminar o relacionamento pessoalmente e o faz por telefone. O vídeo com direção de Mess Santos (o diretor favorito de Wesley Safadão) também marca o retorno de Simaria à dupla, após ser diagnosticada com tuberculose ganglionar. Ela teve alta e retomou a parceria, após Simone cantar sozinha por três meses. No Fantástico, claro, teve lágrimas. É “o show da vida”.

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  • Música

    DJ Khaled volta a se juntar com Justin Bieber em clipe que faz comercial descarado de bebidas e roupas

    28 de julho de 2018 /

    O produtor DJ Khaled voltou a convocar o popstar Justin Bieber para uma nova parceira. Além dos dois, Quavo e Chance the Rapper também participam de “No Brainer”, revivendo o grupo responsável pelo maior sucesso da carreira de Khaled, “I’m The One”, lançado em 2017 – só faltou Lil Wayne. Mas em meio ao clima de ostentação, embalado numa trama meta com cenas de bastidores da gravação, o vídeo deixa a música de lado para se assumir um grande comercial de bebidas e roupas, em que as marcas são empurradas para o primeiro plano, em closes de doer os olhos. O descaramento é maior que em qualquer product placement dos filmes dos “Transformers” e até mesmo das novelas brasileiras. A direção do comercial é do próprio Khaled, como sugere a metavanglorização, em parceria com Colin Tilley, que fez clipes para Nicki Minaj (“Anaconda”), Fergie (“M.I.L.F.$”) e até para o próprio Bieber (“U Smile”). E, como sempre, traz DJ Khaled fazendo a contribuição mais importante para a gravação: dizer seu nome. A canção faz parte do disco “Father of Asahd”, que o produtor vai lançar em outubro. O título do álbum é outra referência a ele mesmo, já que o artista é o pai de Asahd Khaled, bebê que também faz uma breve aparição no vídeo, no colo do pai e de Justin Bieber. O dinheiro de tanto product placement vai ajudar a pagar o leitinho da criança. Khaled também lançou um comercial, desta vez assumido, em que discute com o menino os direitos autorais de sua participação no disco. Hilário, Asahd é na verdade dublado pelo comediante Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). O esquete é muito melhor que o clipe, ainda que tenha sido feito para vender produtos da Apple. Talvez a diferença de qualidade esteja diretamente relacionada aos produtos anunciados nos dois vídeos. Veja abaixo.

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  • Música

    Drake inspira “beatlemania” em clipe gravado em Londres

    28 de julho de 2018 /

    Drake lançou o clipe de “Nonstop”, a faixa com o baixo mais insano do rap em muitos e muitos anos. Gravado em preto e branco durante a turnê inglesa de Drake, o vídeo abre com show ao vivo e inclui um passeio do rapper por Londres, no teto de um dos ônibus turísticos locais, provocando histeria e correria como na era da Beatlemania. O artista canadense vive mesmo o auge de sua carreira. Rapper mais bem-sucedido de 2018, seu recém-lançado álbum “Scorpion” quebrou o recorde de streamings do Spotify e virou platina no dia em que foi colocado à venda. Com o novo álbum, Drake superou realmente uma marca dos Beatles, ao acumular 7 faixas nas primeiras 10 posições do Hot 100 da Billboard, a principal parada de música dos Estados Unidos. O clipe em tom de documentário foi dirigido por Theo Skudra, fotógrafo que está registrando a atual turnê mundial de Drake. Ele já tinha dirigido o artista em “100”, clipe de 2015 do rapper The Game, que contava com participação do canadense. Sexto single de “Scorpion”, “Nonstop” ainda traz participações de Quavo e French Montana, e seu vídeo foi lançado com exclusividade na plataforma Apple Music.

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  • Música

    Aretuza Lovi vira cigana em clipe superproduzido

    28 de julho de 2018 /

    Aretuza Lovi lançou o clipe de “Movimento”, canção gravada com participação da cantora Iza, com um visual cigano que lembra a novela “Explode Coração”, de 1995, entre tendas, varais e roupas típicas, com muita coreografia em cores vibrantes. A direção é de Felipe Sassi, que optou pelo ar livre e locação ensolarada de carnaval cigano. Tudo muito bonito, exótico e internacional. Uma fantasia superproduzida como os clipes qualquer-coisa do pop americano. Sem nenhuma relação com a realidade. Vale reparar que a música, apesar do título, é ainda mais alienada. Não faz alusão ao movimento LGBTQIA+, movimento dos sem-terra (tendo em vista o acampamento cenográfico) ou qualquer outro movimento social. O que Aretuza Lovi canta e decanta é o que se move da cintura para baixo. Este “Movimento” é apenas mais uma alusão à “Paradinha” e outros rebolados de funk. E assim como o clipe de sci-fi futurista de Ludmilla para “Jogo Sujo”, do mesmo diretor, o vídeo de “Movimento” não tem nada a ver com a letra da música. Mas seria realmente chato ver só gente rebolando nos clipes. Assim como é chato ouvir só isso nos funks. Disfarça-se com sci-fi e ciganos, mas o conteúdo é o mesmo, o mesmíssimo de 70 anos atrás, quando letras sobre a dança sensual negra originaram o termo rock’n’roll. Era escandaloso e culturalmente relevante na época. Mas faz tanto tempo que isso se banalizou que as crianças que imitavam as coreografias do É o Tchan hoje são adultas. O movimento precisa de mais letras que sacudam a humanidade da cintura para cima, alguma reflexão para o século 21 que não seja feita apenas com a bunda.

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  • Música

    Ludmilla vira bombeira futurista no clipe “sci-fi” de Jogando Sujo

    28 de julho de 2018 /

    A cantora Ludmilla gravou um clipe sci-fi para a música “Jogando Sujo”. No vídeo, Ludmilla aparece como comandante de um grupo de bombeiras futuristas, na cidade de São Paulo do ano de 2073. Os efeitos visuais estão concentrados no começo e no fim do clipe, enquanto o recheio capricha nas coreografias típicas do gênero, que têm mais a ver com a letra, sobre a sensualização da dança funk. Ao final da história, o fogo que Ludmilla vai apagar é o calor causado por um modelo bonitão. Ou seja, menos “Fahrenheit 451” e mais C&C Music Factory. Roteiro e direção são de Felipe Sassi, que volta a trabalhar com Ludmilla após “Cheguei”. Por sinal, este é o segundo clipe superproduzido do diretor a chamar atenção nos últimos dias – veja o outro aqui. “Jogando Sujo” é o quarto single da antiga MC Beyoncé em 2018. Apesar disso, a cantora de “Din Din Din” não lança álbuns a dois anos. O último, “A Danada Sou Eu”, saiu em 2016.

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  • Música

    YouTube adia produção de novo documentário sobre Demi Lovato após hospitalização da cantora

    28 de julho de 2018 /

    O YouTube decidiu adiar a produção de um novo documentário sobre a vida de Demi Lovato. O projeto, que estava em desenvolvimento acelerado, seria continuação de “Simply Complicated”, lançado pela plataforma em outubro do ano passado. O novo filme seria disponibilizado no mesmo período deste ano, mas, com a internação repentina da cantora, a plataforma de vídeos decidiu segurar o lançamento. “Está nas mãos da Demi. Depende do que ela vai querer dizer e o que ela vai querer fazer [com o material]”, explicou Susanne Daniels, chefe de conteúdos originais do YouTube sobre o adiamento. O primeiro documentário acompanhava o processo de produção do disco “Tell Me You Love Me”, mas também registrou as batalhas pessoais da cantora de 25 anos com o vício. “Eu perdi o controle já na primeira vez que usei [drogas]. Meu pai era viciado e alcoólatra. Acredito que eu sempre tive curiosidade de saber o que ele sentia ao usar drogas e álcool, já que isso o dominava e o fez abandonar a família”, diz Demi em um dos trechos de “Simply Complicated”. A cantora foi hospitalizada nesta semana, após uma chamada de emergência levar paramédicos a sua casa na terça-feira (24/7). Ela foi encontrada desacordada e relatos dão conta de que ela teria sofrido uma overdose de drogas – heroína, segundo algumas fontes. Lançado em 17 de outubro de 2017, “Simply Complicated” disparou em visualizações após a internação da cantora, superando os 20 milhões de acessos. Veja o vídeo original na íntegra abaixo.

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  • Filme,  Música

    Música da trilha de Alguma Coisa Assim ganha clipe dos diretores do filme

    26 de julho de 2018 /

    Música da trilha de “Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho e Mariana Bastos, a eletrônica “Into Shade” ganhou um clipe, dirigido pelos responsáveis pelo filme. O vídeo mescla cenas do longa com novas gravações realizadas no cenário principal da produção, a Rua Augusta, em São Paulo, por onde aparecem andando os cantores de “Into Shade”, Lucas Santtana e Bárbara Eugênia. E enquanto eles cantam, também replicam algumas cenas do casal central do filme, Mari (Caroline Abras) e Caio (André Antunes). O longa se desenvolve a partir do curta-metragem homônimo premiado em Cannes, em 2006, e acompanha três momentos-chave da vida dos personagens, que se reencontram em 2013 no mesmo cenário e, em 2016, novamente em Berlim. Entre os três períodos, vem à tona a transformação da relação entre os personagens, assim como o mundo a seu redor, numa reflexão sobre temas atuais, como sexualidade, rótulos, aborto e novas formas de família. O filme estreou nesta quinta-feira (26/5) nos cinemas do Brasil. Leia a crítica aqui.

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  • Música

    Novo clipe de Anitta mostra ambição internacional com crianças dançando ao redor do mundo

    20 de julho de 2018 /

    Anitta internacionalizou de vez sua carreira. Não bastasse cantar sua nova música em espanhol, o clipe grandioso de “Medicina” tem cenas gravadas em seis países diferentes, mobilizando crianças de várias partes do mundo para dançar. A intenção é passar uma mensagem globalizada, mas também ampliar as fronteiras de seu sucesso. A letra sugere que a música cura como medicina e é universal, encanta todos os povos, todas as classes. Na canção, Anitta canta “Eu não me importo se você tem dinheiro, o que importa é que você saiba mexer”, mas em espanhol. A direção do vídeo é de Harold Jiménez (que já havia trabalhado com Anitta em “Machika”) e traz cenas de crianças no Brasil, Colômbia, Japão, Índia, Estados Unidos e num território africano não identificado. O resultado, que mostra algumas coreografias em trajes tradicionais dos países, inclusive indiozinhos brasileiros, resulta um tanto estereotipado, ao estilo das novelas de Glória Perez. Não é, definitivamente, “Sense8”. Ao lançar o vídeo, com uma transmissão direto de sua casa, no Rio de Janeiro, ela explicou em português, inglês e espanhol, o que a levou ao conceito. “Resolvi fazer com crianças porque elas são o futuro do nosso planeta, misturamos muitas culturas e crianças de várias nacionalidades”. O próximo clipe de Anitta deve ser “Veneno”, que também foi gravada na Colômbia e é novamente cantada em espanhol, como estratégia para fortalecer ainda mais seu nome no mercado latino, aproveitado que ela entrou no reality musical “La Voz”, a edição mexicana do “The Voice”.

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  • Filme,  Música

    Continuação de Mamma Mia! inspira Cher a gravar um disco inteiro de covers do Abba

    17 de julho de 2018 /

    A cantora Cher vai aproveitar sua participação em “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” para lançar um álbum inteiro só com covers do grupo sueco Abba. Assim como no primeiro “Mamma Mia!”, lançado em 2008, o novo filme é um musical que apresenta coreografias ao som de covers de grandes sucessos do Abba. Em sua aparição no longa, Cher canta “Fernando”, um single lançado pelo grupo em 1976. “Depois que eu cantei ‘Fernando’, pensei que seria divertido fazer um álbum com músicas do Abba, então eu fiz. Não tem nada a ver com o que você pensa do Abba, porque eu fiz do meu próprio jeito”, afirmou a cantora, em entrevista ao programa “Today”, dando a notícia do lançamento. Veja abaixo. O novo Mamma Mia! estreia no dia 2 de agosto no Brasil. Já o disco de Cher ainda não possui previsão de estreia.

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  • Música

    Clipes de Nego do Borel e Jojo Todynho têm rejeição após acenarem ao universo LGBTQIA+ – e isso merece reflexão

    17 de julho de 2018 /

    A comunidade LGBTQIA+ não gostou nada dos clipes de “Me Solta”, de Nego do Borel, e de “Arrasou, Viado”, de Jojo Todynho. Ambos foram lançados com poucos dias de diferença, em clima de celebração do arco-íris, e acabaram acusados de oportunismo. Estariam atrás do “pink money”, o dinheiro gay. Enquadrado como caricato e totalmente desvinculado do movimento, Borel teve até escancarada suposta ligação com Bolsonoro, o pré-candidato homofóbico à presidência do Brasil, por uma foto que tirou ao lado do político. Por conta disso, teve que declarar publicamente que não o apoia, mas que também não recusa pedido de fotos. Graças à polêmica, “Me Solta” já atingiu 30 milhões de visualizações. E ao mesmo tempo virou o novo recordista de dislikes do Youtube Brasil – com 657 mil polegares para baixo. A maior reclamação do público é pelo fato de o cantor – heterossexual – ter se vestido de mulher e dado um beijo em outro homem em seu clipe. Muitos entenderam as cenas como motivo de chacota. Outros tantos ficaram enojados com a demonstração gay. Vale considerar que o antigo líder de rejeição era “Vai Malandra”, o clipe-fenômeno de Anitta – com 282 milhões de visualizações – , que assim como o vídeo de Borel foi gravado em ritmo de festa numa favela. Sua negativação seria sinal de que o preconceito também é social – e, por que não, racial? Tema para outro post. Já o clipe de Jojo Todynho não bombou tanto. Tem 3,3 milhões de views, com 117 mil dislikes. Só que, na média, sua rejeição é praticamente o dobro da sofrida por Borel. Não adiantou incluir a bandeira do arco-íris, integrantes da comunidade e até membros da ONG “Mães pela Diversidade” no vídeo. Segundo a cantora, o objetivo da obra era justamente o oposto do mencionado nas críticas: “A mensagem que quero passar é de de amor ao próximo e de tolerância! Todo mundo sabe do meu carinho e respeito pelo movimento LGBT. E nada mais justo do que falar sobre isso em forma de canção”, ela declarou ao jornal O Globo. Na prática, os dois artistas são vítimas de dois tipos diferentes de preconceito. Dos conservadores que não aceitam o universo LGBTQIA+ e de autoproclamados porta-vozes do movimento, que consideram apropriação cultural os esforços recentes dos cantores heterossexuais. Agora. Porque adoravam quando Madonna – que não é negra nem ex-favelada – fazia exatamente a mesma coisa, beijando mulher e roubando estilo da cena LGBTQIA+ para fazer sucesso. A americana era ícone. Os brasileiros são aproveitadores. Os tempos mudaram, hoje talvez Madonna não fosse aceita da mesma forma. Mas o pop continua a ser apropriação cultural por excelência. Não é movimento. É comércio. E o sonho de todo artista é estourar e ser conhecido para além de seu mundinho – faturar em pink, green e credit card. Durante anos, os gays foram colocados num gueto, com vidas separadas do resto da sociedade, frequentando casas noturnas exclusivas, festivais de cinema específicos, etc. Neste período medieval, também precisavam ficar no armário, escondendo sua sexualidade no dia-a-dia para manter emprego e amizades. Mas o século virou. Gays assumidos e heteros convivem cada vez mais no trabalho, na vida noturna, filmes de sexo gay explícito são premiados no Festival de Cannes e beijos gays superam os heterossexuais na premiação do MTV Movie & TV Awards. Ninguém precisa ter doutorado em semântica para perceber que um mundo mais inclusivo significa o oposto do mundo exclusivo dos guetos isolados. Quem busca separar, quer dividir. E esses são os eleitores de Bolsonaro, que realmente acham genial enquadrar simpatizantes heteros do movimento LGBTQIA+. A reação da comunidade LGBTQIA+ aos clipes de Nego do Borel e Jojo Todynho parece uma tentativa de reerguer cercas que já deviam ter ruído, de separação entre heteros e outros. Esquecem-se que o movimento já foi identificado com outras letras: GLS, que significavam Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Com tantas outras siglas incorporadas, LGBTQIA+ realmente abandonou a letra S. Quem sabe, para demonstrar sua autossuficiência. Este orgulho, que resulta de muitas lutas históricas, pode ter sido a razão da denúncia contra os dois “LGBTQIA+ de butique” – expressão emprestada da antiga acusação aos “punks de butique”. A ironia desse ataque é que ele cria subtexto, fazendo os vídeos comerciais virarem produtos subversivos. Afinal, se a denúncia é que um “nego do Borel” achou que ia faturar mais ao se vestir de mulher e beijar outro homem, a iniciativa só demostra, ao contrário, um grande ponto contra o preconceito. Pois trata-se de um artista já estabelecido que nem pensou se alienaria seu público original ao incorporar uma história gay. Jamais pensou que beijar outro homem faria diminuir seu sucesso. O que, convenhamos, não é o mundo em que vivemos, basta ver a reação causada por selinhos recentes entre homens famosos do futebol e da TV brasileira. Por isso, a repercussão negativa entre lésbicas, gays, bis, trans, queers e não binários merece reflexão. Querem aumentar os muros do gueto? Concordam com as reações negativas contra beijos entre homens – e mulheres – heterossexuais? Referendam a tese de Bolsonoro de que heteros não devem gostar de homossexuais, apenas suportar? Nunca mais ouvirão Madonna de raiva, ao perceber que ela fez as mesmas coisas que acusaram Borel e Jojo de fazer? Impedirão Anitta de voltar a cantar na Parada LGBT de São Paulo, porque ela e outros tantos simpatizantes são hetero? Proibirão qualquer artista hetero de manifestar simpatia pela causa LGBTQIA+? E a seguir? Voluntariamente bordarão um triângulo pink nas roupas, para se diferenciarem? É um exagero retórico, mas quem conhece História sabe a que isso se refere, e ajuda a criar a imagem de que enaltecer o gueto pode apenas reforçar a prisão que deveria ser derrubada.

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  • Filme,  Música

    Bohemian Rhapsody: Filme da banda Queen desfila coleção de hits, figurinos e segredos em novo trailer

    17 de julho de 2018 /

    A Fox divulgou fotos oficiais e o segundo trailer legendado de “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia da banda Queen. E além de resumir a trajetória da banda, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, a prévia finalmente aborda a homossexualidade do cantor, em duas cenas breves e em sua recusa em comentar sua vida pessoal, durante uma entrevista. Na vida real, ele era fanático por sua privacidade e nunca assumiu que era, no mínimo, bissexual. Para quem não lembra, o cantor só confirmou ser HIV positivo um dia antes de morrer. O vídeo também chama atenção por apresentar diversos hits da banda, inclusive cenas de gravação da música que lhe dá título, e pela variedade de figurinos e penteados do elenco, que aponta a abrangência temporal da história. Visualmente convincente, nem parece que a produção precisou sofrer intervenção do estúdio para ser finalizada. Para quem não lembra, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) começou as filmagens, antes de sumir e ser demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, a produção foi completada por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já o elenco de “Bohemian Rhapsody” traz Rami Malek (série “Mr. Robot”) como o cantor Freddie Mercury, Gwilym Lee (série “Midsomer Murders”) como Brian May, Joe Mazzello (minissérie “The Pacific”) no papel do baterista Roger Taylor e Ben Hardy (o Anjo de “X-Men: Apocalipse”) vivendo o baixista John Deacon. Além deles, também participam Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) como John Reid, empresário da banda durante seu auge, entre 1975 e 1978, Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”) como Jim Beach, o empresário que assumiu em 1978, Lucy Boynton (“Sing Street”) como Mary Austin, namorada de Freddie Mercury antes dele sair do armário, e Aaron McCusker (Jamie na versão britânica de “Shameless”) como Jim Hutton, namorado do cantor nos últimos anos de sua vida. O roteiro foi escrito por Justin Haythe (“A Cura” e “O Cavaleiro Solitário”) e, apesar da crise de bastidores, a estreia, originalmente prevista para o Natal de 2018, foi antecipada para 1 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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