Trailer de cinebiografia lembra músicas e polêmicas da vida do cantor Wilson Simonal
A Downtown Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Simonal”, cinebiografia do cantor Wilson Simonal (1938-2000). A prévia destaca diversas músicas de sucesso, a interpretação carismática de Fabrício Boliveira no papel-título e a reviravolta polêmica na carreira do ídolo pop, que de uma hora para outro perdeu tudo e todos lhe viraram as costas, por suposta ligação com o DOPS, a gestapo da ditadura militar brasileira. Além de Fabrício Oliveira como Simonal, a prévia destaca Ísis Valverde como sua esposa Tereza. E, curiosamente, os dois atores já tinham vivido um casal no cinema, em “Faroeste Caboclo”, também baseado no pop nacional. O resto do elenco inclui Leandro Hassum (“Não Se Aceitam Devoluções”), Caco Ciocler (“Um Namorado para Minha Mulher”), Mariana Lima (“Real: O Plano por Trás da História”) e Bruce Gomlevsky (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”). “Simonal” retrata o sucesso meteórico do cantor entre os anos 1960 e 1970, quando ele se tornou uma das personalidades mais populares do país para, em seguida, mergulhar no ostracismo. O longa tem roteiro de Geraldo Carneiro (“Eternamente Pagu”) e direção de Leonardo Domingues, que estreia na ficção após dirigir o documentário “A Pessoa É para o que Nasce” (2003) e editar a cinebiografia “Nise: O Coração da Loucura” (2015). A estreia vai acontecer em 8 de agosto, um ano após première nacional no Festival de Gramado de 2018, quando venceu três prêmios – Direção de Arte, Fotografia e Trilha, composta pelos filhos do cantor, Simoninha e Max de Castro.
Filho de Robin Williams fala sobre perda do pai em campanha de prevenção ao suicídio
Cinco anos após a morte de Robin Williams, o filho mais velho do ator, Zak Williams, resolveu falar abertamente do suicídio de seu pai para a campanha Faces of Fortitude. Criada pela fotógrafa Mariangela Abeo, a campanha traz depoimentos de pessoas cujas famílias foram afetadas pelo suicídio de um ente querido, para servir de ajuda e prevenir tragédias similares. Além de posar para fotos da campanha, Zak descreveu como o processo de luto da família foi difícil. Conhecido por filmes como “Jumanji”, “Uma Babá Quase Perfeita”, “Gênio Indomável”, o desenho original de “Aladdin” e muitos outros sucessos, Williams cometeu suicídio em 2014, aos 63 anos. “Não existe nada em nossa educação que nos ensine a lidar com algo assim. Nada que nos mostre como equilibrar um processo de luto privado com o que fazer em público”, comentou. “Nossa família estava em luto junto com o mundo inteiro”. “Quando você está de luto e busca validação do público, é tudo passageiro. Eu busquei apoio do mundo lá fora, não da minha família. Muita gente queria passar pelo luto conosco, por vários motivos diferentes, mas o pesar público passa muito rápido”, acrescentou “Eu fiquei me sentindo mal por muito tempo. Uma vez que eu tirei de cena todos os elementos externos, e a automedicação, tudo se tornou cru para mim. Foi muito doloroso”, confessou ainda. “Eu precisei parar de pensar no quadro maior, e olhar para dentro de mim mesmo. Encontrei muita coisa lá. Eu percebi que não estava quebrado, e que eu tinha muita força dentro de mim”, completou. A fotógrafa que lançou a campanha contou também que a sessão com Zak foi “uma das mais emocionantes” do projeto.
Novo trailer assustador explica trama da série do Monstro do Pântano
A plataforma DC Universe divulgou mais um pôster e novo trailer de “Swamp Thing”, a série do Monstro do Pântano. E desta vez, além de destacar o clima assustador, que assume o tom de terror, a prévia explica a trama. Na dúvida entre adaptar a origem clássica do personagem dos quadrinhos, criado em 1972 pelos lendários Len Wein (também pai de Wolverine) e Bernie Wrightson, ou a versão mais visceral de Alan Moore (que criou Constantine) nos anos 1980, os roteiristas-produtores Mark Verheiden (“Constantine”) e Gary Dauberman (“It: A Coisa”) optaram por escrever uma história diferente de ambas. A série produzida por James Wan (diretor de “Aquaman” e “Invocação do Mal”) muda perfis de personagens, contexto e até o envolvimento inicial dos protagonistas para valorizar, desde o começo, o papel de Abby Arcane como uma pesquisadora do Centro de Controle de Doenças Contagiosas (CDC, na sigla em inglês), que retorna a sua casa de infância na cidadezinha de Marais, na Louisiana, para investigar um vírus mortal transmitido pelo pântano. Neste novo contexto, ela desenvolve um vínculo com o cientista Alec Holland antes dele virar a criatura dos pântanos, eliminando etapas nessa história de a bela e a fera do terror. Além disso, a trama reforça a influência da empresa Sunderland nos acontecimentos macabros do local e inclui um personagem importante da fase de Alan Moore entre os funcionários da companhia: Jason Woodrue, vilão conhecido como Homem-Florônico. Abby é vivida por Crystal Reed (que interpretou Sofia Falcone em “Gotham”) e Holland ganha interpretação de Andy Bean (o Stanley adulto de “It: A Coisa, Capítulo 2”), além de Derek Mears (o Jason da franquia “Sexta-Feira 13”). O primeiro dá vida à versão “humana” do biólogo, enquanto Mears representa o Monstro do Pântano. Já o Woodrue tem interpretação de Kevin Durand (da série “The Strain”). O elenco também inclui Jennifer Beals (das séries “Taken” e “The L Word”), Virginia Madsen (“Designed Survivor”), Will Patton (“Falling Skies”), Maria Sten (“Straight Outta Compton”), Jeryl Prescott (“Ray Donovan”, “The Walking Dead”), Henderson Wade (“Extant”), Leonardo Nam (“Westworld”) e Adrienne Barbeau (que estrelou o filme do “Monstro do Pântano” de 1982). Originalmente, a 1ª temporada teria 13 episódios, mas os executivos da Warner mandaram encerrar a produção após a gravação de 10 episódios. Este fato originou muitas especulações, mas o estúdio não emitiu nenhum comunicado oficial. A série do “Monstro do Pântano” estreia na sexta-feira (31/5) na plataforma DC Universe, disponível apenas nos Estados Unidos, com um episódio dirigido pelo cineasta Len Weiseman (“Anjos da Noite”).
Elton John diz que jamais permitiria um filme sobre sua vida sem sexo e drogas
No último domingo (26/5), o cantor Elton John escreveu um artigo para o jornal britânico The Guardian em que revelou detalhes sobre a produção de “Rocketman”, cinebiografia sobre sua vida e carreira que chega aos cinemas na quinta-feira (30/5). Ele confirmou que houve realmente uma tentativa de alguns produtores para fazer um filme mais leve e de classificação etária mais baixa, com o objetivo de levar um público mais amplo aos cinemas. Mas deixou claro que não permitiu. E isto não aconteceu. “Eu não queria um filme cheio de drogas e sexo, mas ao mesmo tempo, todo mundo sabe que eu aproveitei bastante essas duas coisas durante os anos 1970 e 1980, então não faria sentido um filme que me mostrasse indo quietinho para o quarto do hotel depois de um show, apenas com um copo de leite quente e uma bíblia”, ele explicou. Sóbrio há quase 30 anos, Elton John disse que não teve problemas com as cenas que retratam sua queda ao fundo do poço. “É estranho, mas não achei doloroso ver essas partes do filme”, contou. “Elas são verídicas e, diferentemente da minha infância, foram minha culpa. Ninguém me obrigou a usar drogas e beber”. Antes de chegar à Paramout, “Rocketman” passou pela Focus Features e até pela Walt Disney Studios, que não aceitaram as condições do cantor para realizar o filme. Além de querer cortar as cenas mais fortes, os estúdios queriam produzir uma cinebiografia comum, sem os elementos fantásticos que permeiam a história. Mas, para Elton, fazer isso seria deixar para trás o que mais lhe interessava na produção. Os motivos para querer um filme com fantasia são explicados ao longo do texto. “Eu vivia na minha cabeça quando era criança. E quando minha carreira decolou, decolou de tal maneira que quase não parecia real para mim”, ele explicou. “Há um momento em ‘Rocketman’, quando estou tocando no palco do clube Troubadour em Los Angeles e tudo na sala começa a levitar, inclusive eu, e, honestamente, era assim que eu me sentia”. O detalhe é que, ao listar os papéis que viveu no cinema, o cantor revelou que só gostou de um: o Pimball Wizard (mago do fliperama) de “Tommy”. E o filme de Ken Russell para a ópera rock da banda The Who era um delírio completo! “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos o filme “Bohemian Rhapsody”, e traz o ator Taron Egerton (“Kingsman: Serviço Secreto”) no papel de Elton John. O filme teve uma première aplaudidíssima no Festival de Cannes e atingiu 88% de aprovação no Rotten Tomatoes – bem mais que os 61% de “Bohemian Rhapsody”, vencedor de quatro Oscars.
Novo trailer legendado de Annabelle 3 retoma personagens de Invocação do Mal
A Warner divulgou pôsteres e o segundo trailer legendado de “Annabelle 3: De Volta para Casa”. A prévia confirma que o terceiro filme de “Annabelle” é praticamente “Invocação do Mal 3”, com a volta da família Warren e uma porção de novas aparições aterradoras. Como foi revelado em julho passado, a história será centrada na menina Judy Warren, de dez anos, assim como seus pais – ninguém mais, ninguém menos que Ed e Lorraine Warren, vividos por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O filme retoma a primeira aparição da boneca no “Invocação do Mal” original de 2013, quando ela foi introduzida em meio a uma sala repleta de artefatos malignos, coletados pelos Warren em suas investigações paranormais. A prévia mostra o que acontece quando Judy, a filha dos Warren, fica sozinha com uma babá adolescente, cuja amiga, movida pela curiosidade, entra na sala macabra e acaba despertando Annabelle e outros espíritos. A atriz mirim McKenna Grace interpreta Judy Warren, após a personagem ter sido vivida nos dois “Invocação do Mal” por Sterling Jerins, que atualmente tem 14 anos. Sua substituta é apenas dois anos mais nova, mas já tem uma vasta filmografia, que inclui as séries “Designated Survivor”, “The Haunting of Hill House”, o especial de Natal de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, além dos filmes “Jogador Nº 1”, “Um Laço de Amor”, “Eu, Tonya” e até “Capitã Marvel”, onde viveu a jovem Carol Danvers (Brie Larson). “Annabelle 3: De Volta para Casa” também marca a estreia na direção de Gary Dauberman, que escreveu os dois longas anteriores – além dos sucessos “It: A Coisa” e “A Freira”. Originalmente previsto para 11 de julho no Brasil, o filme vai estrear mais cedo, em 27 de junho, um dia antes do lançamento nos cinemas americanos.
Ridley Scott vai dirigir novo filme da franquia Alien
O diretor Ridley Scott vai voltar a dirigir um novo filme da franquia “Alien”. A informação foi publicada pela revista Variety no meio de uma reportagem retrospectiva sobre os 40 anos do filme original, sem dar maiores informações. A Fox chegou a dizer que não havia planos para uma continuação. No entanto, com a compra do estúdio pela Disney, tudo pode ter mudado. “Alien” é uma das franquias que costuma ser citada com destaque pela Disney como parte de seu novo acervo pós-aquisição. Caso o projeto saia do papel, será o quarto “Alien” dirigido por Scott, que além de comandar o filme original, “Alien, o Oitavo Passageiro” (1979), assinou os prólogos “Prometheus” (2012) e “Alien: Covenant” (2017). Ridley Scott tinha planos de fazer mais dois filmes após “Alien: Covenant”, mas o fracasso financeiro do longa (US$ 240 milhões em todo o mundo) fez a Fox “repensar” estes projetos. O roteiro do próximo longa foi escrito em 2017. Os outros filmes da franquia são “Aliens: O Resgate” (1986, de James Cameron), “Alien 3” (1992, de David Fincher) e “Alien: A Ressurreição” (1997, de Jean-Pierre Jeunet). Além destes, há dois crossovers com a franquia “Predador”.
Criadora de Altered Carbon vai adaptar games de Star Wars numa nova trilogia de filmes
A Lucasfilm teria sido contratado Laeta Kalogridis para escrever “Star Wars: Cavaleiros da Velha República” (Star Wars: Knights of the Old Republic), filme baseado na popular série de games de mesmo nome. Segundo apurou o site BuzzFeed, o contrato é de 2018 e foi mantido em sigilo. Tanto que a roteirista já estaria prestes a entregar o primeiro rascunho do projeto. Ainda de acordo como o BuzzFeed, a ideia do estúdio seria desenvolver uma trilogia completa, caso esse primeiro projeto seja bem-sucedido. Kalogridis tem intimidade com a construção de universos sci-fi, tendo criado a elogiada série “Altered Carbon” na Netflix. Ela também escreveu “Alita: Anjo de Combate”, em parceria com James Cameron. A trama de “Cavaleiros da Velha República” se passa aproximadamente 4 mil anos antes dos eventos da saga principal de “Star Wars”, acompanhando os primeiros confrontos entre os Jedi e os Sith. Vale lembrar que Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, já havia confirmado a existência do projeto durante a última Star Wars Celebration.
Matthew Vaughan planeja concluir saga de Kingsman com quarto filme
Apesar do próximo lançamento da franquia “Kingsman” ser um prólogo, o diretor Matthew Vaughn pretende retomar a história original em um novo filme. Em entrevista ao site britânico Digital Spy, Vaughn confirmou planos para filmar “Kingsman 3″ nos próximos meses, visando encerrar a história de Eggsy (Taron Egerton) e Harry Hart (Colin Firth). “Nós temos que finalizar a história de Eggsy e Harry. O capítulo final da relação deles precisa ser contado e nós estamos prontos para isso. Eu espero começar a filmar entre o final deste ano e o início do próximo”, contou o diretor. Antes disso, os cinemas receberam o derivado “Kingsman: The Great Game”, que conta com Ralph Fiennes (“007 Contra Spectre”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Harris Dickinson (“Mentes Sombrias”) no elenco e tem previsão de estreia para fevereiro de 2020. “Kingsman 3” – que na verdade será o quarto título da saga – ainda não tem data de estreia definida.
Clipe musical de X-Men: Fênix Negra revela cenas inéditas e a heroína Cristal
A Virgin Records divulgou o clipe da música “Extraordinary Being”, gravação da estrela britânica de R&B Emeli Sandé que faz parte da trilha de “X-Men: Fênix Negra”. O vídeo destaca a cantora, mas também é repleto de cenas inéditas do filme, bem diferentes do marketing da produção. Entre as revelações, estão os primeiros registros da heroína Cristal (Dazzler, em inglês), uma mutante que usa seus poderes para fazer sucesso como cantora pop. A intérprete da personagem ainda não foi revelada, o que sugere uma rápida aparição. Além disso, chama atenção o destaque dado para Tempestade (Alexandra Shipp), que tem presença subestimada nos trailers oficiais. O filme adapta “A Saga da Fênix Negra”, ponto alto da parceria entre Chris Claremont e John Byrne nos quadrinhos, que mostra a heroína Jean Grey (Sophie Turner) corrompida ao ganhar superpoderes e virar a Fênix Negra. Sim, você já viu essa história no cinema, abordada no péssimo “X-Men: O Confronto Final” (2006), tão ruim que quase acabou com a franquia – a ponto de os X-Men passarem por um reboot após aquele lançamento. O detalhe é que Simon Kinberg, responsável pelo roteiro de “O Confronto Final”, é quem assina a nova versão e ainda faz sua estreia como diretor no filme. Em entrevistas, ele justificou o remake com a desculpa de fazer justiça aos quadrinhos. Mas já confirmou ter matado uma personagem que não morre na trama de Claremont e Byrne, além de ter feito inúmeras outras alterações. “X-Men: Fênix Negra” é o último filme da saga, porque os heróis passarão a ser produzidos pela Marvel após este lançamento e o novo estúdio pretende reiniciar a franquia. Assim, esta será a última vez que a formação do grupo incluirá Jennifer Lawrence (Mística), Michael Fassbender (Magneto), James McAvoy (Professor Xavier), Nicholas Hoult (Fera), Evan Peters (Mercúrio), Alexandra Shipp (Tempestade), Tye Sheridan (Cíclope), Kodi Smit-McPhee (Noturno) e, claro, Sophie Turner (Jean Grey/Fênix). A estreia vai acontecer em 6 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo Exterminador do Futuro ganha fotos e vídeo de bastidores
A Paramount divulgou 10 fotos e um vídeo de bastidores do sexto filme da franquia “Exterminador do Futuro”, que vai se chamar “Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” (Terminator: Dark Fate). A prévia mostra muitas cenas inéditas e depoimentos do elenco e da equipe de produção, além de detalhes das filmagens por trás das câmeras, destacando o retorno da intérprete original de Sarah Connor, Linda Hamilton, que retoma a personagem após 28 anos. A atriz apareceu pela última vez em “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final” (1991), que também foi o último filme da saga sci-fi dirigido por seu ex-marido James Cameron. O próprio Cameron aparece no vídeo para dizer que o novo capítulo é continuação imediata do segundo filme, ignorando todos os demais. A história acompanha uma missão diferente da resistência do futuro, que envia uma mulher biônica para proteger outra futura mãe importante para a sobrevivência da humanidade. Desta vez, é uma jovem mexicana que precisa ser protegida da fúria robótica obstinada. Mackenzie Davis (“Blade Runner 2049”) interpreta a guerreira do futuro, voltando a exibir os cabelos curtos de sua personagem na 1ª temporada de “Halt and Catch Fire”, enquanto a colombiana Natalia Reyes (série “2091”) é o alvo do novo Exterminador, encarnado por Gabriel Luna (o “Motoqueiro” Fantasma da série “Agents of SHIELD”). Além deles, ainda há participação de Arnold Schwarzenegger, o Exterminador original, que aparece com sua idade atual – e não rejuvenescido como já aconteceu na franquia. O filme também marca a volta de James Cameron à franquia que ele criou em 1984, após recuperar os direitos dos personagens. Além de produzir, ele concebeu a história em parceria com Josh Friedman – criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, centrada em Sarah Connor (vivida na TV por Lena Headey, a Cersei de “Game of Thrones”). O roteiro final ficou a cargo de David S. Goyer (“Batman vs. Superman”), Justin Rhodes (“Candidatos à Encrenca”) e Billy Ray (“Jogos Vorazes”). Já a direção é comandada por Tim Miller (“Deadpool”). “Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” tem estreia marcada para 31 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Aladdin fatura quase o dobro de Dumbo e estreia em 1º lugar nos EUA
“Aladdin” superou as expectativas do mercado e arrecadou US$ 86,1 milhões neste fim de semana na América do Norte, liderando as bilheterias. Como segunda-feira (27/5) é feriado nos EUA, a previsão é que o filme complete US$ 100 milhões até lá. Nos demais países, “Aladdin” também teve um desempenho mágico, atingindo cerca de US$ 121 milhões no mercado internacional. Assim, a nova adaptação live-action da Disney rendeu uma fábula: US$ 207 milhões em todo o mundo. O filme voou na liderança das bilheterias da América Latina, da Ásia e de boa parte da Europa, abrindo em 1º lugar na maioria dos países em que foi lançado. São números que representam quase o dobro da arrecadação inicial de “Dumbo”, há apenas dois meses. O remake em live-action dirigido por Tim Burton estreou com US$ 45 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 116 milhões no mundo inteiro. A boa notícia para a Disney, além do faturamento genial de “Aladdin”, é que a fórmula de suas adaptações live-action não está desgastada. A diferença clara entre o lançamento atual e “Dumbo” é que o desenho original de “Aladdin” ainda está presente na memória afetiva dos pais de hoje, o que serve de estimulo para as crianças, enquanto o elefante voador pertence ao tempo de bisavós já falecidos. O público realmente adorou o musical dirigido por Guy Ritchie, concedendo nota “A” à produção no CinemaScore – avaliação feita pelos espectadores durante a estreia norte-americana. Em compensação, a crítica não se empolgou. Com opiniões muito divididas, “Aladdin” ficou com 57% na média do site Rotten Tomatoes – pontuação que significa medíocre. O sucesso da Disney fez “John Wick 3: Parabellum” cair para o 2º lugar em sua segunda semana em cartaz. Mas os US$ 24,3 milhões do fim de semana bastaram para o longa cruzar a marca de US$ 100 milhões em apenas dez dias no mercado doméstico – um número incrível para um filme de baixo orçamento. Mais incrível ainda: em duas semanas, o terceiro “John Wick” já faturou mais que os dois filmes anteriores em suas trajetórias cinematográficas completas. Com US$ 181,5 milhões em todo o mundo, “Parabellum” até já abriu folga sobre “De Volta ao Jogo” e “John Wick – Um Novo Dia Para Matar”, que fizeram US$ 88 milhões e US$ 171 milhões, respectivamente. “Vingadores: Ultimato” também continua a impressionar. Em 3º lugar, o longa dos super-heróis da Marvel segue no encalço de novos recordes. A arrecadação vai superar US$ 800 milhões domésticos na segunda-feira e se encontra a apenas US$ 100 milhões de ultrapassar “Avatar” no mundo inteiro. Cruzar esta marca, porém, ficou mais difícil com o fim da exibição na China. Já as demais estreias da semana não emplacaram. O terror “Brightburn” e a comédia “Fora de Série” (Booksmart) abriram em 5º e 6º lugares, respectivamente com US$ 7,5 milhões e US$ 6,5 milhões domésticos. Entretanto, a crítica preferiu os risos aos sustos. Estreia da atriz Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) na direção, “Fora de Série” conseguiu 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, uma das melhores notas de comédia no ano, enquanto o super-herói do mal produzido por James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) tropeçou com 59%. Dentre todos os títulos mencionados, apenas “Fora de Série” permanece inédito no Brasil. A estreia está marcada para 13 de junho. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Aladdin Fim de semana: US$ 86,1M Total EUA e Canadá: US$ 86,1M Total Mundo: US$ 207,1M 2. John Wick 3: Parabellum Fim de semana: US$ 24,3M Total EUA e Canadá: US$ 100,9M Total Mundo: US$ 181,5M 3. Vingadores: Ultimato Fim de semana: US$ 16,8M Total EUA e Canadá: US$ 798,1M Total Mundo: US$ 2,6B 4. Pokémon: Detetive Pikachu Fim de semana: US$ 13,3M Total EUA e Canadá: US$ 116,1M Total Mundo: US$ 352,9M 5. Brightburn Fim de semana: US$ 7,5M Total EUA e Canadá: US$ 7,5M Total Mundo: US$ 15,3M 6. Fora de Série Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,5M Total Mundo: US$ 6,5M 7. Juntos para Sempre Fim de semana: US$ 4M Total EUA e Canadá: US$ 14,9M Total Mundo: US$ 46,5M 8. As Trapaceiras Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 29,8M Total Mundo: US$ 66M 9. The Intruder Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 31,9M Total Mundo: US$ 32,6M 10. Casal Improvável Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA e Canadá: US$ 28,6M Total Mundo: US$ US$ 38,8M
Aladdin encanta com colorido à Bollywood e elenco carismático
O novo “Aladdin” é uma surpresa inesperada. Embora se trate de um remake da animação dos anos 1990, representa mais do que isso, com um frescor impressionante, ao trazer de volta o fascínio pelo conto retirado do clássico “As Mil e uma Noites”. É possível se entusiasmar com as aventuras do jovem ladrão de ruas gentil e apaixonado pela princesa de seu reino. Quanto às canções, para quem não gosta tanto de musicais, elas não incomodam e contribuem para que o clima de fantasia contagie o espectador. Tudo pode acontecer em um filme em que um gênio sai de dentro de uma lâmpada. E as canções acrescentam magia às cenas, como no momento em que Aladdin e Jasmine passeiam em cima do tapete mágico. “Aladdin” mantém uma característica marcante das fábulas da Disney, ao evocar o tipo de cinema que se fazia na década de 1950, com música, dança e romance. Por isso, há quem considere algumas dessas produções, especialmente as que lidam com canções – como também foi o caso de “A Bela e a Fera”, de Bill Condon – como algo ultrapassado. Mas nem sempre é o caso. Em um ano em que a Disney prepara quatro adaptações de clássicos animados – a primeira foi “Dumbo”, de Tim Burton, e as próximas serão “O Rei Leão”, de Jon Favreau, e “Malévola: Dona do Mal”, de Joachim Rønning – , “Aladdin”, dirigido pelo irregular Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), encanta com seu colorido à Bollywood, seu dinamismo narrativo e uma trinca de personagens principais bastante carismáticos: Will Smith como o gênio da lâmpada, Mena Massoud como o Aladdin e Naomi Scott como a princesa Jasmine. E que princesa! A participação de Jasmine é muita mais valorizada nesta versão em comparação com a animação. Isso se deve tanto ao roteiro quanto à sua intérprete, que empresta um encanto muito bem-vindo à personagem. Naomi Scott já havia aparecido em “Power Rangers”, mas é neste filme que sua beleza e brilho se destacam. E muito em breve o público poderá vê-la na nova versão de “As Panteras”. Assim, a história de amor com Aladdin ganha força. Ainda que a aventura e a fantasia sejam os elementos mais evidentes do filme, o que move o herói é o amor que ele sente pela princesa. Um amor que é recíproco, mas que tem como primeiro obstáculo o fato de que ela deve se casar, segundo a lei, apenas com um outro príncipe, não com um plebeu qualquer como Aladdin. Mas o que seriam das histórias de amor sem os obstáculos? A paixão pela princesa impulsiona o espectador a torcer pelo Aladdin, ao se colocar em seu lugar na jornada. Afinal, quem nunca fantasiou sobre a possibilidade de conquistar uma princesa (ou príncipe) e ter direito a três desejos realizados em um passe de mágica? A mensagem de “Aladdin” também pondera a sabedoria necessária para se exercitar os seus desejos, de modo a não se deixar levar pela ambição cega – que é basicamente o caminho do personagem de Marwan Kenzari, que interpreta o grão-vizir Jafar, o conselheiro do Sultão. Quanto às canções, os clássicos criados por Alan Menken e Howard Ashman para a animação de 1992 compõem a trilha sonora, mas há uma novidade feita especialmente para Jasmine, “Speechless”, cantada com entusiasmo e brilho pela própria Naomi Scott em um momento particularmente cheio de emoção. E, sim, o gênio de Will Smith é engraçado e não o desastre que se poderia imaginar, diante da sombra gigantesca de Robin Williams, o dublador do personagem original animado. Pois é. Há bons motivos para ficar entusiasmado com este filme que parecia ter um destino um tanto incerto.
John Wick 3 aumenta a ação, mas pausa a franquia para criar “universo”
John Wick, um ex-assassino profissional (o melhor de todos), voltou à ativa para vingar seu cachorro no longa original. Depois, o personagem de Keanu Reeves precisou encarar as consequências de seus atos, enfrentar a máfia italiana e sobreviver ao segundo filme (o melhor de todos), só para encher os fãs de expectativa para uma terceira parte que prometia ser colossal. Afinal, John Wick termina o filme anterior com a cabeça à prêmio e assassinos do mundo inteiro interessados na recompensa. A trégua da luta épica entre o protagonista e a morte certa é de apenas uma hora. Após isso, não há para onde fugir. E é exatamente no fim dessa paz momentânea que começa “John Wick 3: Parabellum”. É John contra o mundo. Agonizante, sem saída com a morte à espreita e esperando para dar o bote, e ainda assim um protagonista incansável, sem pausar nem por um segundo desde o começo da caçada do filme passado. E enfrentando os mais variados e criativos ataques, de facas e machados até livros (!) e coices de cavalos. Assim começa “John Wick 3”, tenso, divertidíssimo, sugerindo o filme de ação mais espetacular de todos os tempos. Mas a promessa não se confirma, porque o diretor Chad Stahelski tem planos. Ele quer ampliar a franquia e criar um universo que pretende ser mais que uma história de tiros e pancadarias. Com isso, abandona pela metade as lições de “Mad Max: Estrada da Fúria” e “Missão: Impossível – Fallout”, thrillers de tramas simples, que impulsionam sua narrativa via ação. Com pouquíssimas palavras, são filmes que só não são mudos porque são barulhentos demais. Há uma mudança brusca no ritmo quando o Sr. Wick encontra as personagens de Anjelica Huston, Halley Berry e outros, que pausam a ação para conduzir o protagonista do nada a lugar nenhum – ou o deserto – em sua jornada. O objetivo é claramente povoar a franquia com novos personagens e elementos para as continuações. Aliás, sabe o que significa Parabellum? É “prepare-se para a guerra”, subtítulo que mostra a verdadeira intenção do filme, de ser apenas uma preparação, afinal a tal guerra ainda não começou. Sim, teremos o já confirmado “John Wick 4”. O que não tira o mérito de Keanu Reeves no papel que ele nasceu para fazer. O cara é uma lenda. E mesmo aos trancos e barrancos, ele sustenta bem o filme. Felizmente, o longa também é recheado por ótimas cenas de ação, como o “pega pra capar” (literalmente) com os dois cachorros da personagem de Halle Berry – que tem aqui seu momento mais relevante no cinema desde seus dias de Bond girl. E há uma clara tentativa de compensar a enrolação com um clímax gigantesco com tiroteios e lutas intermináveis, que entretanto não repetem o impacto do começo do filme, justamente porque são… intermináveis. Mas, ok, quem encarou a fila para ver o terceiro John Wick já sabe o que esperar, e os fãs recebem o que pagaram. A ação intensa é o que “Parabellum” tem de melhor. A diferença é que desta vez há uma pausa para ir ao banheiro no meio dos tiros.











