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Instagram/Orlando Senna

Filme|9 de junho de 2026

Morre o cineasta Orlando Senna, diretor de “Iracema”, aos 86 anos

Renomado realizador baiano foi secretário nacional do Audiovisual e diretor da EBC


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1 Audiovisual brasileiro perde grande realizador
2 O que disse a sobrinha?
3 Qual a importância do diretor?
4 Como foi sua atuação na política cultural?

Audiovisual brasileiro perde grande realizador

O cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna morreu nesta terça (9/6), aos 86 anos de idade. A confirmação do falecimento foi feita por sua sobrinha, Indra Rocha, por meio de uma publicação em suas redes sociais.

O que disse a sobrinha?

Em sua homenagem pública na internet, Indra Rocha destacou o legado humanitário e a generosidade do diretor na formação de novos profissionais no país.

“É com imensa tristeza que comunico o falecimento do meu querido tio, Orlando Senna. Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que com sua imensa generosidade, abriu portas para miim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos”, declarou a sobrinha.

Qual a importância do diretor?

A carreira do realizador baiano começou nos anos 1960 como assistente de Roberto Pires no filme “Tocaia no Asfalto” (1962). Ele estreou como diretor de longas em “A Construção da Morte” (1969), mas foi com “Iracema – Uma Transa Amazônica” (1975) que colocou seu nome na história do cinema brasileiro.

“Iracema”, realizado em parceria com Jorge Bodanzky, misturava elementos de ficção e documentário para a acompanhar a viagem de um caminhoneiro pela rodovia Transamazônica e seu encontro com uma jovem prostituta. O filme denunciava os impactos sociais da ditadura militar na região Norte, abordando a exploração predatória e a prostituição infantil, o que resultou na censura e perseguição da obra pelo governo da época.

Nos anos seguintes, comandou produções como “Gitirana” (1976) e “Diamante Bruto” (1977), além de ter atuado como roteirista de clássicos como “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco, “Coronel Delmiro Gouveia” (1977), de Geraldo Sarno, e “Ópera do Malandro” (1985), de Ruy Guerra. Nos anos 1980, dirigiu o documentário “BrasCuba” (1987) e mudou-se para Cuba, onde trabalhou como diretor da Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños.

Como foi sua atuação na política cultural?

Em paralelo a seu trabalho atrás das câmeras, o cineasta teve papel relevante na consolidação de políticas públicas para o cinema brasileira. Ele ocupou o cargo de subsecretário de Audiovisual do Rio de Janeiro no governo de Benedita da Silva (2002) e, no ano seguinte, assumiu a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura na gestão do ministro Gilberto Gil, durante o primeiro mandato do presidente Lula (2003).

Entre 2007 e 2008, ele ainda trabalhou como diretor geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), período no qual coordenou a criação e o lançamento da TV Brasil.

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