Ford vs Ferrari: Drama esportivo com Christian Bale e Matt Damon ganha novo trailer, em versões legendada e dublada
A Fox/Disney divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Ford vs Ferrari”, em versões dublada e legendada em português. O novo filme do diretor James Mangold (“Logan”) traz Christian Bale (“Vice”) e Matt Damon (“Pequena Grande Vida”) nos papéis principais. Apesar do título, Bale e Damon não interpretam os fundadores das famosas companhias automobilísticas. Os protagonistas, na verdade, são o piloto britânico Ken Miles (Bale) e o designer de carros americano Carroll Shelby (Damon). Juntos, os dois tentaram criar um carro que permitiria à Ford destronar a Ferrari na famosa corrida francesa de 24 Horas de Le Mans, em 1966. A missão era considerada impossível. “É uma história sobre dois amigos tentando descobrir como lidar com estes idiotas de terno que não sabem nada sobre o esporte”, comentou Bale para a revista Entertainment Weekly. “O filme vai além da corrida, e captura o espírito das pessoas que estão dispostas a arriscar tudo por sua paixão”. O elenco de “Ford vs Ferrari” também conta com Caitriona Balfe (“Outlander”), Tracy Letts (“Lady Bird: A Hora de Voar”) e Jon Bernthal (“O Justiceiro”) no elenco. A estreia está marcada para 14 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Dan Aykroyd e Ernie Hudson confirmam participação no novo Caça-Fantasmas
Os atores Dan Aykroyd e Ernie Hudson revelaram que voltarão a viver Caça-Fantasmas na continuação da franquia que será comandada por Jason Reitman, filho do diretor do filme original. Eles se juntam a Sigourney Weaver, outra integrante da comédia dos anos 1980, que já tinha vazado sua participação. Com isso, só falta Bill Murray confirmar sua presença no reencontro do elenco clássico, que ainda incluía o ator Harold Ramis, falecido em 2014. Aykroyd confirmou sua presença para o canal do YouTube Joe Rogan Experience. “Será todo ou quase todo o elenco original. E também jovens estrelas. Será ótimo. Estou muito animado com isso, e é realmente incrível poder voltar e revisitar tudo”, declarou o ator, durante entrevista. Já Ernie gravou um vídeo falando que está filmando o novo projeto. “Espero que vocês aproveitem este filme assim com os outros que fizemos”. Filho de Ivan Reitman, diretor dos primeiros “Caça-Fantasmas” – e que atuou, ainda criança, em “Os Caça-Fantasmas II”, de 1989 – , Jason Reitman já tinha afirmado que sua versão “seguirá a trajetória do filme original”. Ou seja, será uma continuação de “Os Caça-Fantasmas II”. Além do elenco clássico, a trama vai acompanhar uma família formada por Carrie Coon (“The Leftovers”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). A estreia está marcada para 10 de julho de 2020.
Jojo Rabbit: Comédia do diretor de Thor: Ragnarok vence o Festival de Toronto
O filme “Jojo Rabbit”, do cineasta neozelandês Taika Waititi (de “Thor: Ragnarok”), foi o grande vencedor do Festival de Toronto. A comédia em que Waititi vive Adolf Hitler foi a obra favorita do público do festival canadense. Diferentemente de outras mostras de cinema, o vencedor de Toronto é escolhido pelo público e não por um júri. A vitória coloca a produção da Fox Searchlight na mira do Oscar, já que os ganhadores do prêmio de Toronto costumam se destacar no troféu da Academia. No ano passado, por exemplo, o vencedor de Toronto foi “Green Book: O Guia”, que também conquistou o Oscar de Melhor Filme. Curiosamente, “Jojo Rabbit” não foi unanimidade entre a crítica, atingindo 75% de aprovação no Rotten Tomatoes devido ao humor ultrajante da trama, que acompanha um menino da juventude hitlerista que sofre bullying e é confortado por seu amigo imaginário, ninguém menos que Adolf Hitler. Passada na Alemanha nazista, a trama se complica quando a criança descobre que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. Por conta disso, o prêmio foi recebido com surpresa pela imprensa norte-americana, que considerava outros dois longas como favoritos: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “Parasita”, de Bong Joon-ho, que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Estes filmes acabaram ficando, respectivamente, com o 2º e o 3º lugar na premiação do público de Toronto. Também é muito interessante reparar que os dois melhores filmes são estrelados pela mesma atriz: Scarlett Johansson – que vive a mãe de “Jojo Rabbit” e a esposa de “História de um Casamento”. Um desses papéis pode lhe render a primeira indicação ao Oscar de sua carreira. “Jojo Rabbit” estreia comercialmente em 18 de outubro nos Estados Unidos, mas a previsão original de lançamento no Brasil é apenas para fevereiro de 2020. Após a vitória em Toronto, essa data pode ser antecipada.
Era uma Vez em Hollywood vira a 2ª maior bilheteria mundial de Quentin Tarantino
O mundo realmente ama Quentin Tarantino. O filme mais recente do diretor americano, “Era uma Vez em Hollywood”, superou neste fim de semana o sucesso mundial de “Bastardos Inglórios” e virou a segunda maior bilheteria do cineasta. Foram US$ 8,4M (milhões) arrecadados neste fim de semana em 60 mercados, o que elevou o total mundial a US$ 329,4M. O valor supera em US$ 8M a bilheteria total do filme de guerra de 2009. “Era uma Vez em Hollywood” também tem o segundo maior faturamento do diretor nos EUA e Canadá – US$ 136M. Apenas “Django Livre” rendeu mais: US$ 162,8M na América do Norte e US$ 425,3M em todo o mundo. A distância para o western de 2012 é grande, mas os números de “Era uma Vez em Hollywood” ainda não estacionaram. Eles continuarão aumentando nas próximas semanas, devido às estreias marcadas na Itália e na Coreia do Sul.
As Golpistas: Jennifer Lopez comemora recorde nas bilheterias dos EUA
Grande surpresa do final de semana nas bilheterias da América do Norte, o filme “As Golpistas” (Hustlers) fez US$ 33,2M (milhões) entre sexta e domingo (15/9), o que lhe garantiu o 2º lugar no ranking – atrás de “It: Capítulo Dois” – mas principalmente alguns recordes para seu estúdio e suas estrelas. O fato foi comemorado por Jennifer Lopez no Instagram, numa postagem em seu Stories com direito a bolo gigante. Veja abaixo. O valor representa a maior arrecadação de estreia de um filme estrelado pela atriz e cantora. O recorde anterior de Lopez pertencia à comédia “A Sogra”, que abriu com US$ 23,1M em 2005. Além disso, também marca um recorde pessoal para a coestrela Constance Wu, superando os US$ 26,5M de “Podres de Rico” no ano passado. O desempenho também é o melhor já registrado por um lançamento da produtora STX Entertainment, que tem apenas cinco anos de existência, mas vem conquistando cada vez mais espaço no mercado. Até então, a maior estreia do estúdio era a comédia “Perfeita É a Mãe!”, que abriu com US$ 23,8M em 2016. “As Golpistas” também agradou a crítica, atingindo 88% no Rotten Tomatoes. E diversas críticas chegaram a sugerir que Jennifer Lopez deveria ser indicada ao Oscar por seu papel, como a líder de uma gangue de strippers. Comparado aos dramas criminais de Martin Scorsese durante sua première no Festival de Toronto, o filme de Lorena Scafaria (“A Intrometida”) mostra as strippers aplicando golpes em seus clientes, a maioria deles executivos de Wall Street, o centro financeiro dos Estados Unidos, durante a crise econômica do começo dos anos 2000. E não é uma comédia. O elenco também inclui Lili Reinhart (“Riverdale”), Julia Stiles (“Jason Bourne”), Madeline Brewer (“The Handmaid’s Tale”), Keke Palmer (“Scream Queens”), Trace Lysette (“Transparent”), Mette Towley (do vindouro “Cats”) e as rappers Cardi B e Lizzo, que fazem suas estreias como atrizes. A estreia no Brasil está prevista apenas para 5 de dezembro.
It: Capítulo Dois já é a 5ª maior bilheteria de terror dos EUA em todos os tempos
O terror “It: Capítulo Dois”, continuação de “It: A Coisa”, manteve-se na liderança das bilheterias da América do Norte, arrecadando mais US$ 40,7M (milhões) em seu segundo fim de semana em cartaz. Ao todo, o longa acumulou US$ 153,8M em dez dias nos Estados Unidos e Canadá. A rapidez com que a produção atingiu esse valor é impressionante para o gênero. Tanto que “It: Capítulo Dois” já é a 5ª maior bilheteria norte-americana de um filme de terror – atrás de “Revelação” (2000), “O Exorcista” (1973), “O Sexto Sentido” (1999) e, claro, o recordista “It: A Coisa” (2017). A quantia mais que dobra com os rendimentos do mercado internacional, atingindo US$ 323,3M em todo o mundo. Apesar desse sucesso, o filme dirigido pelo argentino Andy Muschietti tomou um susto nos cinemas norte-americanos, diante do desempenho acima do esperado de “As Golpistas”. O drama das strippers criminosas, estrelado por Jennifer Lopez, fez US$ 33,2 milhões em seu fim de semana de estreia e garantiu o 2º lugar – além de alguns recordes para seu estúdio e suas estrelas principais (saiba mais aqui). A programação norte-americana registrou apenas outra estreia ampla entre sexta e domingo (15/9). E foi um fracasso retumbante. Lançado em 2,5 mil telas, o drama “O Pintassilgo”, estrelado por Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”), Nicole Kidman (“Big Little Lies”) e grande elenco, rendeu apenas US$ 2,6M, pouco mais de mil dólares por cinema. O longa é uma coprodução da Warner Bros. e da Amazon Studios com roteiro de Peter Straughan (“O Espião que Sabia Demais”) e direção de John Crowley (“Brooklyn”), e adapta um romance de prestígio da escritora Donna Tartt, vencedor do Pulitzer. A trama segue Theo Decker (Elgort), jovem que sobrevive a um atentado terrorista num museu, mas perde sua mãe. Ao sair dos escombros, o garoto acaba levando consigo a obra de arte que dá nome ao filme – e que o acompanha durante anos. “O Pintassilgo” também foi destruído pela crítica, com apenas 25% de aprovação, enquanto “As Golpistas” agradou à imprensa, com 88% na média do site Rotten Tomatoes. Os dois filmes ainda vão demorar a chegar ao Brasil. O longa estrelado por Ansel Elgort tem estreia nacional marcada para 10 de outubro, enquanto o striptease de Jennifer Lopez está previsto apenas para 5 de dezembro. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. It: Capítulo Dois Fim de semana: US$ 40,7M Total EUA e Canadá: US$ 153,8M Total Mundo: US$ 323,3M 2. As Golpistas Fim de semana: US$ 33,2M Total EUA e Canadá: US$ 33,2M Total Mundo: US$ 37,6M 3. Invasão ao Serviço Secreto Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 60,3M Total Mundo: US$ 60,3M 4. Bons Meninos Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 73,3M Total Mundo: US$ 91,6M 5. O Rei Leão Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 533,9M Total Mundo: US$ 1,6B 6. Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 168,3M Total Mundo: US$ 740,9M 7. Mais que Vencedores Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 28,9M Total Mundo: US$ 28,9M 8. O Pintassilgo Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 2,6M Total Mundo: US$ 2,6M 9.The Peanut Butter Falcon Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 15M Total Mundo: US$ 15M 10. Dora e a Cidade Perdida Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 56,7M Total Mundo: US$ US$ 90,4M
Documentário sobre abusos de Michael Jackson vence o Emmy 2019
A Academia da Televisão dos Estados Unidos realizou na noite de sábado (14/9) a primeira parte da premiação do Emmy Awards 2019. O evento não televisionado aconteceu em Los Angeles e destacou os melhores das chamadas “artes criativas” da indústria televisiva americana. São os prêmios das categorias mais técnicas, como edição, maquiagem, fotografia, dublagem, etc. Mas também entram na lista alguns troféus que poderiam estar na cerimônia principal, a ser realizada no próximo fim de semana. Um dos resultados mais esperados da noite era o vencedor da disputa de Melhor Documentário. E deu o mais polêmico: “Deixando Neverland”. O filme de Dan Reed exibido pela HBO, após causar no Festival de Sundance deste ano, registra depoimentos de dois homens adultos que dizem ter sido abusados sexualmente por Michael Jackson quando tinham 7 e 10 anos de idade. A obra foi recebida com indignação pela família do cantor e gerou protestos entre os fãs. Para o bem e para o mal, deu o que falar. E agora recebeu a aprovação da Academia. Curiosamente, a produção mais premiada da noite foi outro documentário. “Free Solo”, produção da National Geographic que já tinha vencido o Oscar de Melhor Documentário, não disputou esta categoria no Emmy, mas venceu todos os sete prêmios a que concorria. O filme dirigido por Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi, sobre um alpinista determinado a bater um recorde de escalada solo numa montanha dos Estados Unidos, venceu as categorias de Direção de Documentário, Cinematografia, Montagem, Edição de Som, Mixagem, Trilha Sonora e Mídia Interativa. Em compensação, o documentário do show “Homecoming”, de Beyoncé, que concorria a seis troféus, saiu sem nenhum reconhecimento. A derrota em todas as categorias fez muitos fãs da cantora protestarem nas redes sociais. Beyoncé perdeu, entre outros, para James Corden, que venceu o prêmio de Melhor Especial de Variedades por seu programa “Carpool Karaoke”. “Beyoncé se esforça tanto para fazer um ótimo documentário e é vencida por um karaokê? Mulheres nunca podem vencer”, desabafou uma fã no Twitter. “O próprio James Corden entregaria esse prêmio para a Beyoncé!”, reclamou outro. Na verdade, é possível considerar que Beyoncé perdeu para Paul McCartney, já que o episódio de “Carpool Karoke” contemplado com o Emmy trazia o ex-Beatle de volta à sua cidade natal, Liverpool. Ela também perdeu para Bruce Springsteen na disputa de Melhor Direção de Especial, vencido por Thom Zimny, diretor de “Springsteen on Broadway”. Entre os programas de reality show, RuPaul conquistou pelo quarto ano consecutivo o Emmy de Melhor Apresentador de Programa de Competição, “Queer Eye” garantiu pelo segundo ano o prêmio de Melhor Reality Show Estruturado e “Anthony Bourdain Parts Unknown”, o programa de viagens e gastronomia apresentado pelo chef americano que se suicidou em 2018, ganhou dois Emmys. Clique aqui para conhecer os vencedores das categorias de série animada do Emmy 2019. Outros prêmios serão entregues na noite deste domingo (15/9) e a parte televisionada da premiação vai acontecer no próximo domingo (22/9), com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT.
Diretor de filme LGBTQIA+ atacado por Bolsonaro diz sofrer ameaças de morte
O cineasta Bruno Victor Santos revelou que vem recebendo ataques nas redes sociais após seu filme “Afronte” ser mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) numa live. O projeto da adaptação do curta numa série foi citado entre por Bolsonaro numa live em agosto, em que o presidente se manifestou contra produções de temática LGBTQIA+, afirmando que não iria liberar verba para esse tipo de “filmes”. “Um discurso de ataque tão direto do presidente valida que outras pessoas façam o mesmo”, escreveu o diretor num desabafo publicado pelo site The Intercept Brasil. “E eu recebi ataques extremamente dolorosos, desde apoios à fala [de Bolsonaro] e à censura, até gente falando da cor da minha pele, da minha orientação sexual.” Bruno conta que ele foi chamado de “cosplay de Marielle Franco” em um dos ataques. Ele considera motivo de orgulho ser comparado à figura da vereadora assassinada em 2018, mas o motivo da associação é o pior possível. “O que eles estão falando que eu mereço ter uma morte parecida com a dela. E eu fiquei com medo, me retirei das redes sociais. E sei que essas pessoas são covardes e gostam de violência, e que elas querem que a população preta, principalmente LGBT, continue sendo massacrada”, declarou. Codirigdo por Bruno Victor e Marcus Azevedo, o curta “Afronte” mostra a realidade vivida por negros homossexuais no Distrito Federal. Exibido no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e no Festival de Brasília em 2017, a obra venceu o Prêmio Saruê, concedido pelo jornal Correio Braziliense no evento da capital – o nome é homenagem ao longa-metragem “O País de São Saruê”, de Vladimir Carvalho, retirado do Festival de Brasília em 1971 por conta da censura. “Confesso que não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja, ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme mostrando a realidade vivida por negros homossexuais no DF, não dá para entender. Mais um filme que foi para o saco”, disse o Bolsonaro, deixando claro a ordem de impedir a produção do projeto. Seis dias depois, uma portaria do Ministério da Cidadania suspendeu o edital para a produção das séries atacadas pelo presidente – que, na ocasião da live, achava que eram filmes. Para não fazer as séries, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afetou apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. E isso já traz consequências claras para o setor. Após a fala de Bolsonaro e a ação de Osmar Terra, entidades LGBTQIA+ denunciam o presidente na Procuradoria Geral da República por homofobia e o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro já instaurou um inquérito civil para apurar a suspensão do edital. A suspeita de homofobia também é uma das questões apuradas. Além disso, a suspensão do edital está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. Bolsonaro já foi condenado por declarações homofóbicas em 2011, tendo que pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) do Ministério da Justiça. Isto porque na época o crime não era equiparado ao racismo, que contempla penas de reclusão. Isto mudou neste ano, em entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que igualou as punições a todos os atos de intolerância.
Campo do Medo: Terror baseado em livro de Stephen King ganha primeiras imagens
A Netflix divulgou as primeiras fotos, o pôster e a data de estreia de “Campo do Medo” (In The Tall Grass), filme baseado no livro homônimo escrito por Stephen King e seu filho Joe Hill. A adaptação tem roteiro e direção de Vincenzo Natali, diretor de clássicos do terror como “O Cubo” (1997) e “Splice – A Nova Espécie” (2009), que ultimamente vinha fazendo apenas séries. A trama conta a história de dois irmãos que são surpreendidos por pedidos de socorro de um garotinho, acabam entrando no meio de um matagal para salvá-lo e não conseguem mais sair de lá. O elenco da produção inclui Patrick Wilson (“Invocação do Mal”), Rachel Wilson (“Impulse”), Will Buie Jr. (“Bunk’d”), Laysla de Oliveira (“American Girl: Uma Aventura no Brasil”) e Harrison Gilbertson (“Não Olhe”). A estreia está marcada para o dia 4 de outubro em streaming.
A Hora da Sua Morte: Terror de “aplicativo assombrado” ganha trailer legendado
A Diamond Films divulgou o trailer legendado do terror “A Hora da Sua Morte” (Countdown), estrelado por Elizabeth Lail (a Beck da série “Você”). Primeiro longa escrito e dirigido por Justin Dec (um produtor assistente de filmes de Mark Wahlberg), a premissa de “A Hora da Sua Morte” é uma combinação de “O Chamado” com “Premonição”. A trama gira em torno de um aplicativo, chamado Countdown (contagem regressiva), capaz de dizer quando o usuário vai morrer. O detalhe é que o app é assombrado e passa a avisar aos protagonistas que eles têm poucos dias de vida. Não demora e as mortes se confirmam de forma brutal. O elenco ainda conta com Anne Winters (“13 Reasons Why”), Peter Facinelli (“Crepúsculo”) e Jordan Calloway (“Black Lightning”). A estreia está marcada para 25 de outubro nos EUA, no fim de semana que antecede o Halloween, mas só vai chegar depois do Natal no Brasil, no dia 26 de dezembro. Veja abaixo também o primeiro pôster americano da produção.
James Gunn divulga elenco oficial de seu Esquadrão Suicida com Alice Braga
O diretor James Gunn divulgou em seu Twitter o elenco oficial de seu filme sobre o Esquadrão Suicida. E, de quebra, também confirmou o título do longa, que será realmente chamado de “O Esquadrão Suicida” (The Suicide Squad), como vinha sendo tratado extra-oficialmente. Como prometeu, Gunn mudou bastante a formação da Força-Tarefa X, juntando novos personagens ao grupo, que mantém apenas quatro integrantes do filme de 2016: Margot Robbie (Arlequina), Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). As novidades incluem a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”), que não fazia parte dos nomes anteriormente vazados. Também há um argentino, Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”). A lista tem 24 nomes ao todo e ainda inclui Idris Elba (“A Torre Negra”), John Cena (“Bumblebee”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Nathan Fillian (“Castle”), Michael Rooker (o Youndu de “Guardiões da Galáxia”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), Julio Ruiz e até Taika Waititi (diretor de “Thor: Ragnarok”), que não tiveram seus personagens identificados. Além deles, a atriz portuguesa Daniela Melchior (“Parque Mayer”) foi apresentada como a Caça-Ratos, David Dastmalchian (“Homem-Formiga”) como o Bolinha e Storm Reid (“Euphoria”) como a filha de Idris Elba. Junto da arte da produção que reúne os nomes, Gunn escreveu “Não se apeguem muito”, sugerindo que muitos vão morrer na história, que ele próprio escreveu. Os detalhes da continuação permanecem em segredo, mas devem se tornar conhecidos assim que as filmagens começarem. A estreia está marcada para agosto de 2021. Don’t get too attached. #TheSuicideSquad pic.twitter.com/uITPhrDzz2 — James Gunn (@JamesGunn) September 13, 2019
Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey “quebram a internet” em clipe da trilha de As Panteras
Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey quase quebraram a internet em sua primeira parceria. O lançamento do clipe de “Don’t Call Me Angel”, que reúne as três estrelas da música pop americana pela primeira vez, viralizou nesta sexta (13/9), assumindo em poucas horas a condição de mais visto do YouTube com quase 15 milhões de visualizações. A música faz parte da trilha de “As Panteras” e, além do trio de cantoras, também inclui uma breve participação de Elizabeth Banks, diretora do filme e intérprete de Bosley no novo capítulo da franquia. Mas a direção do clipe ficou por conta de Hannah Lux Davis, parceira habitual dos vídeos de Ariana. Por sinal, o vídeo foi lançado apenas no canal da cantora de “Thank U, Next” e ganhou links nas páginas das outras duas. E é significativo que Ariana seja a primeira a cantar e ainda domine o refrão. Em contraste, Lana tem papel assumidamente coadjuvante, brincando de jogar facas enquanto as outras cantam, até chegar seu momento “solo”, quando transforma completamente a canção. Mas é Miley quem chama mais atenção, ao encarnar a bad girl que tortura homens, enquanto exibe seu “novo” corpo magro malhado, absolutamente do mal… caminho. E ainda lambe Ariana para causar. O público mais que aprovou esse novo trio de “Panteras”, que deve bater recordes de visualização na internet. Já o trio do cinema, formado por Kristen Stewart (“Crepúsculo”), Naomi Scott (“Power Rangers”) e a novata Ella Balinska (“The Athena”) só vai estrear em 14 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
J.J. Abrams assina contrato de exclusividade para desenvolver filmes e séries para a Warner
A produtora Bad Robot, do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), oficializou nesta quinta (12/9) um acordo amplo para produção de filmes e séries com exclusividade para a WarnerMedia, empresa-mãe do estúdio Warner Bros, com validade até 2024. “A WarnerMedia e a AT&T têm o prazer de anunciar uma nova colaboração de longo prazo com nossos parceiros e colegas JJ Abrams e Katie McGrath. Estamos extremamente empolgados com o potencial de oferecer histórias e personagens notáveis e memoráveis em várias plataformas para o público em todo o mundo. JJ, Katie e toda a Bad Robot trazem uma visão extraordinária, cinema requintado e liderança exemplar da indústria para nossa empresa”, disse John Stankey, CEO da WarnerMedia, em comunicado. Abrams e a mulher, Katie McGrath, conduzem juntos os projetos da Bad Robot. Antes do acordo com a WarnerMedia, a dupla lançava suas criações cinematográficas pela Paramount, o que gerou sucessos como a franquia “Cloverfield”, “Missão: Impossível” e a nova trilogia “Star Trek”. Mais recentemente, também se envolveu com a Lucasfilm/Disney na nova fase de “Star Wars”. Mas as produções de TV de Abrams, como “Westworld”, “Pessoa de Interesse” (Person of Interest) e “Castle Rock”, vinham sendo feitas para a WBTV (Warner Bros. Television). Com o contrato, a Bad Robot vai unificar seus esforços numa mesma companhia, além de incentivar novas produções de Abrams para o serviço de streaming da WarnerMedia, chamado de HBO Max, que ainda não tem previsão de lançamento. Fontes da revista The Hollywood Reporter afirmam que a Warner venceu propostas da Disney, Paramount, Netflix e Apple, numa negociação de cifras superiores a US$ 250 milhões e direito a percentagens volumosas sobre sucessos de bilheteria e audiência. Apesar disso, o acordo não representará um rompimento completo de Abrams com os outros estúdios. Ele ainda está envolvido com as franquias “Star Wars” na Disney e “Star Trek” na Paramount. Em comunicado, Abrams se referiu aos projetos que ainda fará na Paramount: “É agridoce deixar nossa casa de longa data, Paramount Pictures. Foi uma jornada inesquecível. Somos incrivelmente gratos à equipe do estúdio – passado e presente – especialmente ao incomparável Jim Gianopulos e à supertalentosa Liz Raposo. Ainda temos várias histórias excelentes para contar, e por isso, sinto que sou extremamente sortudo”.











