Ryan Gosling será o novo lobisomem da Universal
O ator Ryan Gosling (“La La Land”) vai estrelar a nova versão de “O Lobisomem”, um dos clássicos de terror que a Universal pretende reciclar, após o sucesso atingido neste ano por “O Homem Invisível”. O próprio ator concebeu o projeto, que foi roteirizado por Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo (ambas roteiristas da série “Orange Is the New Black”). A primeira é casada com o produtor Jason Blum, dono do estúdio Blumhouse, que vai desenvolver o filme para a Universal. Segundo os sites The Hollywood Reporter e Variety, a história teria um clima de “Rede de Intrigas” (1976) e “O Abutre” (2014). A relação com clássicos que criticam o sensacionalismo televisivo teria a ver com o fato de o personagem principal ser o apresentador de um telejornal. Seria, portanto, uma reinvenção completa, ao estilo de “O Homem Invisível”, uma vez que o original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr., e o remake de 2010, com Benicio del Toro, não tinham nada a ver com televisão. Em vez disso, contavam a história de um homem cético que, ao voltar à sua terra natal, era mordido por uma criatura lendária e começava a se transformar. Também de acordo com a imprensa americana, o diretor Cory Finley é considerado um dos principais candidatos para comandar o filme, devido à boa recepção de seu trabalho no teledrama da HBO “Má Educação”, lançado em abril. A certa altura, o próprio Gosling teria sido sondado para a função. Mas o grande detalhe é que, apesar de estar à frente do projeto, o astro ainda precisa assinar o contrato para estrelar o filme. Por conta disso – e da pandemia de covid-19 – , a data para o início da produção ainda não foi divulgada.
Josh Gad, voz de Olaf, revela que sua família não aguenta mais o personagem
Josh Gad, que dá voz ao boneco de neve Olaf em “Frozen”, contou que sua família já não aguenta mais o personagem. Ao participar do programa britânico de entrevistas “Graham Norton Show”, Gad contou que suas filhas já passaram da fase de gostar do Olaf e agora queriam “que a Moana fosse o pai delas”. Em meio à overdose de Olaf, acentuada pelo lançamento de uma série animada que ele tem dublado em casa, durante a pandemia de covid-19, o ator ainda recebeu um boneco gigantesco do personagem – algo que, segundo ele, não agradou sua esposa. Gad contou que, para evitar um divórcio, precisou “esconder” a estátua no seu escritório. “Quando isso chegou, veio numa arca saída direto de ‘Caçadores da Arca Perdida’”, brincou. Mesmo assim, o ator garante que Olaf “não irá sumir tão cedo assim” já que, como disse para as filhas, é quem paga as escolas e suas queijadinha favoritas. A cada duas semanas, a Disney disponibiliza um curta novo do personagem no YouTube. Veja a entrevista abaixo.
Documentário da ESPN sobre Bruce Lee ganha trailer
A ESPN Films, divisão de filmes do canal esportivo da Disney, divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Be Water”, documentário sobre a vida e a carreira de Bruce Lee. Exibido no Festival de Sundance e com 75% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o filme traz diversas imagens raras de Bruce Lee, desde filmes caseiros, cenas de cinema e entrevistas televisivas, que acompanham depoimentos de colegas, alunos e familiares, além de textos que ele escreveu. “Be Water” mostra como Bruce Lee foi inicialmente rejeitado por Hollywood, optando por retornar para Hong Kong para realizar quatro filmes de artes marciais a seu modo. Paralelamente, o documentário examina os problemas da indústria audiovisual em relação à representação asiática, que impediu o maior mestre do kung fu de ser aceito como astro de filmes de ação nos EUA. A direção é de Bao Nguyen, que anteriormente fez o documentário “Live from New York”, sobre quatro décadas do programa humorístico “Saturday Night Live”. O filme vai estrear em 7 de junho no canal pago americano ESPN, mas ainda não há previsão para sua exibição no Brasil.
MIS comemora 50 anos com programação especial online
O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo celebra 50 anos de existência nesta sexta (29/5). Mas embora a data não possa ser devidamente comemorada no próprio espaço do MIS, devido à crise sanitária criada pela pandemia de covid-19, ela não foi esquecida. Estão previstas diversas atividades online. Com sede no Jardim Europa, um dos bairros mais ricos de São Paulo, a instituição foi fundada em 1970 com o objetivo de conservar a memória audiovisual, preservando material de interesse artístico, histórico, sociológico e cultural. No acervo há fotografias, filmes, artes gráficas, discos, vídeos e equipamentos, refletindo a diversidade de manifestações e a própria evolução das formas de captação, produção e suporte da imagem ao longo de meio século. Além da conservação desse material, o MIS tem promovido oficinas e exposições. Entre julho de 2014 e janeiro de 2015, a mostra sobre o “Castelo Rá-Tim-Bum” – que trazia os cenários, figurinos e outras lembranças do programa televisivo infantil – recebeu 410 mil pessoas e foi a exposição mais visitada da história do museu, superando outros sucessos, como exposições dedicadas aos diretores de cinema Tim Burton e Alfred Hitchocock, ao apresentador Sílvio Santos e aos cantores David Bowie e Renato Russo. Como parte da programação comemorativa dos 50 anos, celebrações virtuais terão início com um bate-papo às 20h sobre o “Castelo-Rá-Tim-Bum”, que contará com a participação de parte do elenco da série, como Pascoal da Conceição, o Dr. Abobrinha, e Angela Dip, a Penélope. A mediação será de André Sturm, curador da exposição e ex-diretor do MIS, com transmissão pelo canal do MIS no Youtube. No sábado, o canal disponibilizará o curta-metragem “Nasce o MIS”, dirigido por Eduardo Leone, em 1970. O filme foi feito para a inauguração da instituição e reflete sobre a criação do museu em paralelo com as transformações da cidade de São Paulo e os avanços tecnológicos para suporte de imagem e som – há 50 anos. Em parceria com a plataforma Google Arts & Culture, também foi disponibilizada a mostra Moventes, em que a pesquisadora Valquíria Prates apresenta os resultados de uma investigação poética no acervo do MIS. Podem ser vistos vídeos e fotografias de artistas consagrados, como Sebastião Salgado e Helena Tassara.
Continuação de Sonic terá diretor e roteiristas do primeiro filme
A Paramount vai produzir a continuação de “Sonic: O Filme”, último blockbuster mundial antes da pandemia de coronavírus. Lançado em fevereiro passado, o filme faturou US$ 306 milhões antes dos cinemas fecharem em todo o mundo e bateu o recorde de maior bilheteria de estreia de uma adaptação de videogame (com US$ 58 milhões) na América do Norte. Segundo apurou a revista Variety, a sequência voltará a contar com o diretor Jeff Fowler à frente do projeto, e também com os roteiristas do primeiro filme, Pat Casey e Josh Miller. Até o momento, não há previsão para o início das filmagens nem informações sobre o retorno do elenco, incluindo a participação de Jim Carrey como o vilão Dr. Robotnik/Eggman.
Novo Planeta dos Macacos já iniciou trabalhos de pré-produção
O próximo filme passado no universo do “Planeta dos Macacos” já começou a ser desenvolvido. Contratado para assumir o projeto em dezembro, o diretor Wes Ball (da franquia “Maze Runner”) revelou, em entrevista ao site Discussing Film, que o primeiro “Planeta dos Macacos” da Disney iniciou trabalhos de pré-produção e seu roteiro está avançando, escrito por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”). “Estamos seguindo em frente e temos um time de artes gigante trabalhando em artes conceituais incríveis. Temos um roteiro em produção, que vai levar o tempo que for preciso para que seja muito bom. ‘Planeta dos Macacos’ está acontecendo, baby! Não apenas isso, mas poderemos começar a produção virtual relativamente logo, porque será, em grande parte, um filme feito em computação gráfica.” O diretor frisou que é fã dos filmes mais recentes da franquia, ressaltando que é importante honrá-los, mesmo que o novo filme não seja uma continuação direta. “Esses últimos três filmes completam uma das grandes trilogias que temos na história do cinema moderno. Eles são muito bem feitos. Eles honraram os originais, os filmes com Charlton Heston, mas se baseiam em uma sensibilidade moderna e isso simplesmente funcionou. Cesar é um dos maiores personagens que de todos os tempos. Então, como você dá continuidade a isso? Ao mesmo tempo, não estava interessado em fazer uma parte 4. Também queremos fazer uma coisa nossa.” Por fim, o cineasta revelou que parte da equipe responsável pela trilogia anterior estará de volta para o novo longa: “Nós temos uma abordagem. Temos uma forma de permanecer no universo que foi criado antes de nós, mas também estamos nos abrindo para fazer alguma coisa nova e realmente legal. Novamente, estou tentando ser cuidadoso aqui. Vou dizer para os fãs dos três originais não se preocuparem: vocês estão em boas mãos. Os roteiristas e produtores originais de ‘A Origem’, Rick Jaffa e Amanda Silver, também estão nessa. Josh Friedman está escrevendo e muito da equipe anterior está envolvida. A ideia é nos sentir como parte daquela trilogia, ao mesmo tempo em que poderemos fazer algo realmente novo e bacana. Será realmente animador ver esse filme nas maiores telas possíveis.” Baseado no romance sci-fi homônimo de Pierre Boulle, a primeiro “Planeta dos Macacos” chegou aos cinemas em 1968. Devido ao sucesso na bilheteria, o longa gerou quatro sequências, duas séries (uma delas animada), quadrinhos e um reboot dirigido por Tim Burton em 2001, que fracassou nas bilheterias. O sucesso só foi retomado com “Planeta dos Macacos: A Origem”, que gerou a trilogia completada por “Planeta dos Macacos: O Confronto” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”, em que Andy Serkis deu vida a César, o primeiro macaco falante da Terra. O novo filme da franquia ainda não tem data para chegar aos cinemas.
Doze É Demais: Elenco original revive cenas da comédia “clássica” de 2003
O elenco quase completo da comédia “Doze É Demais”, uma Sessão da Tarde muito popular de 2003, reviveu seus papéis para uma homenagem à produção e também para alegrar os fãs que estão em isolamento social. “Surpresa! Da família Baker para a sua. Estamos todos juntos nisso”, escreveu a atriz Bonnie Hunt, a “mãe” da família, ao postar no Twitter o vídeo, em que cada ator recria uma cena de seu personagem no filme. O mais divertido é ver como as crianças cresceram, e como os adultos parecem mais jovens. Além de Hunt, participaram do “revival” os atores Hilary Duff, Alyson Stoner, Piper Perabo, Blake Woodruff, Kevin G. Schmidt, Jonathan Jacob, Forrest Landis, e os gêmeos Brent e Shane Kinsman. Os irmãos são os mais jovens, e tinham cinco anos quando o filme foi feito. Já Hilary Duff ainda era uma a estrelinha adolescente da Disney com 15 anos. Ficaram de fora da recriação o patriarca vivido por Steve Martin e o filho mais velho, interpretado por Tom Welling. Para quem não lembra da história, “Doze É Demais” contava a história da numerosa família Baker, que se muda para Illinois após o patriarca Tom (Martin) ser contratado para treinar um time de futebol americano na cidade. As coisas se complicam quando sua esposa Kate (Hunt) parte em uma turnê para promover seu novo livro, deixando-o sozinho para lidar com sua dúzia completa de filhos. Dirigido por Shawn Levy (hoje produtor de “Stranger Things”), o filme era remake de uma produção de 1950 – batizada de “Papai Batuta” no Brasil. A refilmagem foi destruída pela crítica da época (só 25% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas fez bastante sucesso nos cinemas, a ponto de ganhar uma continuação em 2005 (com míseros 5% no Rotten Tomatoes), que ninguém lembra ou faz questão de esquecer. Surprise! From the Baker family to yours. We are all in this together. ❤️👨👩👧👦 #wearefamilyHelp feed families with us: https://t.co/seTtTMoi0Y@NoKidHungry pic.twitter.com/zdNFiV86Jo — Bonnie Hunt (@BonnieHunt_real) May 27, 2020
Cate Blanchett é confirmada na adaptação do game Borderlands
O estúdio Lionsgate oficializou a escalação de Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) como estrela da adaptação do game “Borderlands”. A notícia de que a atriz negociava participar do filme vazou no começo de maio, mas ela estava sendo sondada para mais duas produções e ainda não tinha definido qual estrelaria. O anúncio da Lionsgate também confirmou que ela vai interpretar a protagonista Lilith, uma ladra com poderes extraordinários. A filmagem vai voltar a reunir a atriz com o diretor Eli Roth. Os dois já trabalharam juntos no filme “O Mistério do Relógio na Parede”, de 2018. Lançado em 2009, “Borderlands” se passa em um planeta chamado Pandora, que foi explorado por uma mega-corporação e, após ser abandonado, se tornou uma terra sem lei à la “Mad Max”. No jogo original, Lilith pertence a uma espécie de “sereias” com poderes especiais, capaz de manipular o tempo-espaço. Ela era um dos quatro “Caçadores de Relíquias” que viajam até Pandora para encontrar um cofre alienígena, que, segundo boatos, contém tecnologia avançada. Só que, para atingir seu objetivo, os caçadores precisam lutar contra a fauna local e a população de bandidos, além de tentar impedir que o chefe de um exército particular alcance o cofre primeiro. A franquia teve três jogos principais e dois derivados. O título mais recente é “Borderlands 3”, lançado em 2019 para PC, Xbox One e PlayStation 4. Devido à pandemia de coronavírus, não há previsão para o começo das filmagens ou para a estreia.
Príncipes viram super-heróis em trailer de filme da Disney+ (Disney Plus)
A Disney divulgou o primeiro trailer de “Secret Society of Second Born Royals”, que vai mostrar os primeiros príncipes negros do estúdio num filme live-action. A prévia também revela que o longa, produzido para a plataforma de streaming do estúdio, transforma os príncipes em super-heróis. A premissa lembra um brainstorm publicitário, como se a Disney tivesse reunido um comitê para criar um filme que juntasse as características de seus maiores sucessos comerciais – suas linhas de princesas encantadas e seus super-heróis da Marvel. “Realeza durante o dia e herói nas noites”, resume um dos personagens, vivido por Niles Fitch (a versão adolescente de Randall em “This Is Us”). Ele é o intérprete do príncipe Tuma, um dos príncipes negros da produção. Faly Rakotohavana (“A Casa de Raven”) e, em papel menor, Jadiel Dowlin (“Ana e Os Robôs”) são outros nobres de melanina acentuada no filme, respectivamente os príncipes Matteo e Bryson. O elenco ainda inclui jovens talentos como Peyton Elizabeth Lee (a “Andi Mack”), Ashley Liao (“Fuller House”) e a australiana Olivia Deeble (da novela “Home and Away”) como princesas, enquanto Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”) vive um dos professores e Elodie Yung (a Elektra de “Demolidor”) aparece como rainha. A trama acompanha um programa de treinamento especial para jovens membros de famílias reais, que assumem a missão de salvar o mundo com seus super-poderes genéticos. Nessa fantasia, todo segundo filho real nasce super-poderoso (ou, se fosse uma produção da Marvel, mutante), e deve aprender a usar seus dons para manter seus reinos protegidos de amaças – e supervilões, pelo visto no vídeo. “Secret Society of Second Born Royals” foi escrito por Alex Litvak (“Predadores”) e Andrew Green (“Hannah Montana”) e tem direção de Anna Mastro (da série “The Bold Type”). A estreia vai acontecer em 17 de julho, exclusivamente na Disney+ (Disney Plus), que ainda não se encontra disponível no Brasil.
Kalani: Apple lança documentário sobre surfista brasileiro das ondas gigantes
A Apple TV+ disponibilizou na terça (26/5) em seu serviço de streaming o documentário em curta-metragem “Kalani – Gift from Heaven”, que registra os feitos do brasileiro Kalani Lattanzi em seus desafios às maiores ondas do mundo. Ele é um surfista sem prancha, que pratica o bodysurf, nadando em ondas gigantescas que até “até os peixes tem medo” de encarar, como explica o trailer abaixo. Captadas ao longo dos últimos três anos, as filmagens mostram Kalani no Brasil e Portugal, com cenas inéditas das suas sessões de bodysurf nas ondas de Nazaré – um dos maiores picos do mundo do surfe. “Fiquei muito feliz em protagonizar essas imagens e poder compartilhar tantos momentos incríveis no mar”, conta Kalani sobre a produção, que conta com participação de outros grandes nomes do esporte, como Carlos Burle, Lucas Chumbo, Maya Gabeira, Garrett McNamara, Andrew Cotton, Ross Clarke-Jones, Hugo Vau, Dudu Pedra e João Zik. Produção portuguesa dirigida por Nuno Dias, o filme de 25 minutos estreou em novembro do ano passado em Portugal e a expectativa do atleta era lançá-lo nos cinemas do Rio de Janeiro no começo de 2020, especialmente em Niterói, cidade em que cresceu, mas a pandemia do coronavírus mudou os planos. Ao menos, o curta chegou ao público.
Henry Cavill negocia retornar como Superman em novos filmes
Henry Cavill vai voltar a vestir a capa do Superman. Quem garante é o site Deadline, que descobriu que o ator está em negociações para aparecer em mais filmes do Universo DC. Segundo o site, Cavill irá retornar em participações especiais, não em um filme solo. Mas a continuação de “O Homem de Aço” pode estar em seu futuro, especialmente se a versão de Zack Snyder para “Liga da Justiça” se revelar um sucesso na HBO Max. Por enquanto, o que está no horizonte da Warner são as continuações de “Shazam” e “Aquaman”, além do filme centrado no vilão “Adão Negro” e o eternamente adiado “The Flash”, que poderiam contar com sua presença. Os inéditos “Mulher-Maravilha 1984” e “Esquadrão Suicida 2” já foram filmados e Superman não está no roteiro de “The Batman”. Não há outros projetos de super-heróis previstos atualmente no calendário do estúdio. Apesar da substituição de Ben Affleck, que pediu para abandonar o capuz de Batman, a Warner demonstra estar decidida a manter os demais intérpretes dos heróis de “Liga da Justiça” em seus papéis por mais tempo.
Apple negocia tirar Martin Scorsese da Netflix e produzir seu próximo filme
A Apple está disposta a tirar Martin Scorsese da Netflix, que lançou “O Irlandês” no ano passado. A plataforma de streaming Apple TV+ negocia virar a parceira comercial do diretor em seu próximo filme, “Killers of the Flower Moon”. Segundo a revista Variety, a gigante da informática abriu negociações avançadas com a Paramount para coproduzir e bancar o projeto, mas o estúdio quer manter os direitos de distribuição no cinema – um pedido também de Scorsese. A conferir. O filme é uma adaptação do livro “Assassinos da Lua das Flores: Petróleo, Morte e a Criação do FBI”, de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), e será o primeiro a juntar os dois atores mais importantes da carreira de Scorsese, Robert De Niro e Leonardo DiCaprio, que nunca tinham estrelado juntos um longa para o diretor. Adaptada pelo veterano roteirista Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”), a trama envolve o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. A Paramount buscou auxílio no universo do streaming para ajudar a bancar as filmagens, porque se trata de uma superprodução. Só os salários de Scorsese, DiCaprio e DeNiro corresponderiam a cerca de US$ 60 milhões. Embora o valor total do orçamento não tenha sido revelado, estima-se que ele possa sair mais caro que “O Irlandês”. Como sugestão de custo, a Netflix ofereceu US$ 220 milhões para produzir “Killers of the Flower Moon” e a Paramount achou pouco, buscando uma oferta superior na Apple. De acordo com a Variety, o negócio deve ser fechado nos próximos dias.
Tenet: Christopher Nolan comprou avião só para explodir em seu novo filme
O diretor Christopher Nolan revelou que seu novo longa, “Tenet”, conta com a explosão real de um avião comercial. Em entrevista à revista britânica Total Film, ele explicou que decidiu comprar um Boeing 747 “por impulso”. Conhecido por sua predileção por cenas de ação realistas, Nolan contou que, no final, explodir um avião de verdade acabou custando menos que fazer isso por meio de computação gráfica. “Eu planejava usar miniaturas e cenários e uma combinação de efeitos visuais e todo o resto. Mas fizemos as contas… Ficou claro que seria mais eficiente comprar um avião de verdade em tamanho real e realmente fazer a sequência do que construir miniaturas ou optar por computação gráfica.” Participando da entrevista, o ator Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) riu ao se lembrar da filmagem da cena. “Ninguém imaginaria uma realidade em que você está filmando uma cena com um 747 real explodindo! É ridículo de tão ousado… Eu lembro que, enquanto estávamos filmando, eu pensei ‘Quantas vezes isso vai acontecer em outros filmes?'” O contexto dessa explosão não foi revelado. Na verdade, quase tudo no filme é um grande mistério. E um mistério intrincado, ainda por cima. Tanto que até o protagonista, John David Washington (de “Infiltrado na Klan”), revelou ter tido dificuldades para entender a história. De fato, a sinopse divulgada é bastante vaga: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto nem sequer nomeia o personagem principal, mas remete à situações vistas no trailer, como balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). Vale observar que a palavra-título foi extraída do quadrado Sator – uma estrutura com forma de quadrado mágico composta por cinco palavras latinas: Sator, Arepo, Tenet, Opera e Rotas, que, consideradas em conjunto (da esquerda para a direita ou de cima para baixo), resultam num palíndromo. As cinco palavras repetem-se se forem lidas da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo ou de baixo para cima. No centro do quadrado, a palavra Tenet forma uma cruz. Este quadrado, com as cinco palavras, já foi encontrado em escavações arqueológicas da Roma antiga, incluindo as ruínas de Pompéia, e também em construções medievais ligadas à Igreja católica. Além de John David Washington e Robert Pattinson, o elenco do filme de Nolan inclui Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, e dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” deveria estrear em 23 de julho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. Mas como a pandemia de coronavírus mantém os cinemas fechados, o trailer mais recente já trocou a data definitiva por em “breve”, ao mesmo tempo que ressalta que a estreia será “somente nos cinemas”. Ou seja, o estúdio vai esperar o quanto for necessário para a exibição em tela grande.











