Na Mira do Perigo, com Liam Neeson, lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
Liam Neeson é o campeão da ação da pandemia. Ele já tinha liderado as bilheterias por duas semanas em outubro com “Legado Explosivo” e agora domina janeiro com “Na Mira do Perigo”, que chega à sua segunda semana no topo da arrecadação da América do Norte. O faturamento, porém, é baixo. A produção da Open Road rendeu US$ 2,03 milhões no fim de semana, o que totaliza US$ 6,09 milhões em dez dias. Este desempenho fraquíssimo reflete as bilheterias minguadas dos últimos dias, quando nem filmes de grandes orçamentos como “Mulher-Maravilha 2020” (lançada simultaneamente em streaming) e “Monster Hunter” (lançado exclusivamente nos cinemas) tiveram boas arrecadações. Com cerca de um mês em cartaz, “Mulher-Maravilha 2020” fez US$ 35 milhões e “Monster Hunter” US$ 10 milhões nos EUA e Canadá. Apenas a Universal está festejando a temporada. Não apenas por “Croods 2: Uma Nova Era” continuar em 2º lugar nas bilheterias e já somar US$ 41 milhões no mercado doméstico, mas porque este filme e outros relativos sucessos da temporada foram disponibilizados em PVOD (locação digital premium), onde lideram o ranking como os mais alugados, rendendo mais dinheiro para o estúdio que nos cinemas. A conta é simples e todos os grandes estúdios já a fizeram, o que explica os recentes adiamentos anunciados por Sony, Disney, Paramount e MGM. Até a Universal, que venceu a disputa histórica com os exibidores para diminuir a janela de exclusividade para lançamentos nos cinemas (faturando com o PVOD), também teve títulos adiados. Apesar do começo da vacinação, ainda vai demorar para a situação se normalizar e o impacto contínuo da pandemia de coronavírus tende a piorar cada vez mais as finanças dos donos de cinema. A expectativa de quebra-quebra só aumentou com o novo recuo dos estúdios, que desistiram de fazer lançamentos de impacto no primeiro semestre de 2021. O pior é que um novo ciclo de adiamentos não está descartado.
Young Hearts: Romance adolescente com atores de Everything Sucks! ganha trailer sensível
A Blue Fox divulgou o pôster e o trailer de “Young Hearts”, romance indie adolescente que tem première mundial neste domingo (24/1) no Festival Slamdance, nos EUA. O filme é uma história de amor no Ensino Médio, que se diferencia de tantas outras por trazer atores que realmente tem a idade dos personagens. Tilly e Harper acabam se tornando os primeiros namorado e namorada um do outro. Mas quando seu relacionamento de repente se torna o assunto da escola, eles se deparam com uma enorme pressão de seus chamados amigos, que querem vê-los separados – seja por inveja, racismo ou pelo fato de não terem namorados. A sensível produção foi escrita por Sarah Sherman, que estreia na direção em parceria com seu irmão, o ator Zachary Ray Sherman (das séries “90210” e “Everything Sucks!”). A produção é de outro par de irmãos, os atores-cineastas Jay e Mark Duplass (“Togetherness”), e o elenco destaca Quinn Liebling e Anjini Taneja Azhar (ambos também de “Everything Sucks!”) como o casal central. Após a première em Sundance, o longa será lançado em circuito limitado e VOD em 12 de fevereiro nos EUA.
Liam Neeson revela planos para remake de Corra que a Polícia Vem Aí
Ao mesmo tempo em que tem reforçado seu desejo de se aposentar dos filmes de ação, o ator Liam Neeson revelou, numa entrevista à revista People, ter sido “sondado por Seth MacFarlane e pela Paramount Studios para talvez ressuscitar a franquia ‘Corra que a Polícia Vem Aí’”. Neeson trabalhou com MacFarlane em vários filmes, como “Ted 2” (2015) e “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola” (2014), e teve aparições nas séries do produtor-roteirista, como “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e “The Orville”. Além disso, o próprio MacFarlane disse no passado que gostaria de contratar Neeson para uma comédia ao estilo de “Corra que a Polícia Vem Aí” (The Naked Gun: From the Files of Police Squad!). Nascida como uma série de TV em 1982, chamada de “Esquadrão de Polícia” (Police Squad), a franquia foi parar no cinema em 1988 e consagrou o veterano ator Leslie Nielsen no papel de Frank Drebin, um polícia com inaptidões muito especiais, em três longas da saga. Veja abaixo o trailer do filme original, repleto de piadas politicamente incorretas e participação de OJ Simpson.
Jaimie Alexander confirma viagem à Austrália para novo filme de Thor
A atriz Jaimie Alexander postou na noite de sábado (23/1) uma foto no avião à caminho de Sydney, na Austrália, que confirma seu retorno em “Thor: Love and Thunder”. O quarto filme de Thor começa a ser filmado nesta semana no país. A participação ainda não foi anunciada oficialmente pela Disney, mas foi apurada pelo site Deadline em dezembro passado. Alexander acabou ficando de fora de “Thor: Ragnarok” (2017) devido a conflitos de agenda com as gravações de sua série “Blindspot”, encerrada em julho passado. Com isso, escapou do destino dos demais coadjuvantes asgardianos da franquia, assassinados por Hela, a Deusa da Morte (vivida por Cate Blanchett). Apesar disso, o público nunca teve uma explicação para a ausência de Sif naquele filme, após a personagem ter grande destaque em “Thor” (2011) e “Thor: O Mundo Sombrio” (2013). O novo filme deverá servir para esclarecer esse “buraco” narrativo e, quem sabe, formar o primeiro casal lésbico da Marvel. Embora os filmes anteriores indicassem que Sif tinha sentimentos românticos pelo Deus do Trovão (Chris Hemsworth), muitos esperam que ela acabe virando a rainha de Valquíria (Tessa Thompson), após Alexander expressar interesse nessa possibilidade nas redes sociais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jaimie Alexander (@jaimiealexander)
Walter Bernstein (1919 – 2021)
O roteirista Walter Bernstein, que transformou sua amarga experiência na lista negra de Hollywood na comédia “Testa-de-Ferro por Acaso”, morreu na sexta-feira (22/1) aos 101 anos. Nascido no Brooklyn, em Nova York, Bernstein ingressou no Partido Comunista enquanto estudava na universidade de Dartmouth, e esse ímpeto estudantil acabou lhe custando perseguição política e desemprego, mesmo tendo servido, de forma patriótica, no Exército dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial. Depois de escrever um livro sobre suas aventuras na guerra, “Keep Your Head Down”, ele resolveu seguir para Hollywood, onde ajudou na adaptação do clássico noir “Amei um Assassino” (1948). Mas ao mesmo tempo o senador Joseph McCarthy e o Comitê de Atividades Não Americanas da Câmara estavam iniciando uma caça às bruxas para erradicar os comunistas do showbusiness, que atropelaria a carreira nascente do jovem roteirista. “Eu estava escrevendo uma série para a CBS, chamada ‘Danger’, escrevendo muito feliz para eles”, disse o roteirista numa entrevista ao site The Hollywood Reporter. “Até que, um dia, o produtor Charles Russell me disse: ‘Há um problema aqui, você tem que colocar outro nome no roteiro. Eu não sei [o que está acontecendo], eles me disseram lá em cima que não podem usar mais você.” O nome de Bernstein apareceu na lista negra, num boletim com nomes de supostos comunistas que trabalhavam em Hollywood, no verão de 1950. A única maneira de continuar sua carreira seria trair os colegas, testemunhar e apontar outros esquerdistas de Hollywood. Mas ele se recusou. Para sua sorte, o produtor de “Danger” e alguns de seus diretores, como o futuro cineasta Sidney Lumet, decidiram arriscar suas próprias carreiras para lhe oferecer uma saída. Eles permitiram que ele continuasse escrevendo secretamente com um pseudônimo. Um dos produtores da série – e outro futuro cineasta – Martin Ritt também foi mantido na atração desta forma. Charles Russell, inclusive, convidou Bernstein a escrever para outro programa, o jornalístico “You Are There”, apresentado pelo mais famoso telejornalista dos EUA, Walter Cronkite. E assim Bernstein sobreviveu ao desemprego nos anos 1950. Da mesma forma, ele desenvolveu roteiros de filmes sem receber créditos, incluindo o famosíssimo western “Sete Homens e um Destino” (1960). Até que Sidney Lumet resolveu acabar com aquele absurdo. O diretor convenceu o produtor italiano Carlo Ponti que Bernstein era o melhor roteirista para um filme que ele faria com Sofia Loren, “Mulher Daquela Espécie”. Sem se importar com política americana, Ponti autorizou a contratação e os créditos, acabando com o bloqueio da lista negra em 1959. Meses depois, Kirk Douglas fez o mesmo em “Spartacus”, revelando o nome do roteirista Dalton Trumbo, e uma página vergonhosa de cerceamento de direitos e perseguição às liberdades foi superada nos EUA. Livre para trabalhar, Bernstein fez parceria com o colega de lista negra Martin Ritt em “Paris Vive à Noite” (1961), uma ode ao jazz estrelada por Paul Newman, Joanne Woodward e Sidney Poitier. E entregou um de seus melhores roteiros para Sidney Lumet a seguir, “Limite de Segurança” (1964), clássico sobre o perigo nuclear da Guerra Fria, com Henry Fonda no papel de presidente dos EUA. Depois, escreveu o thriller de ação “O Trem” (1964), dirigido por John Frankenheimer, com quem também tinha trabalhado de forma incógnita na série “Danger”. E foi arriscar com Ritt um tema abertamente comunista em “Ver-te-ei no Inferno” (1970), estrelado por Sean Connery, sobre mineiros do século 19 em luta por melhores condições de trabalho. A parceria dos dois ex-integrantes da lista negra chegou ao auge em “Testa-de-Ferro por Acaso” (1976), no qual decidiram contar suas experiências durante o período da caça às bruxas. O filme ainda juntou ao grupo Zero Mostel, ator que sofreu a mesma perseguição política e sentiu o desemprego na pele – algumas das histórias que seu personagem vive, Mostel viveu na vida real. O plano original era apresentar o longa como uma grande tragédia, usando elementos da história de Philip Loeb, um ator na lista negra que cometeu suicídio após ser banido da indústria. Mas os executivos da Columbia Pictures acharam alguns trechos engraçados e decidiram que o filme funcionaria melhor como comédia. Para tanto, sondaram Woody Allen para o papel principal e ele surpreendentemente aceitou, tornando o filme um raro projeto que Allen estrelou sem escrever ou dirigir durante sua ascensão como autor – que lhe daria o Oscar um ano depois. “Testa-de-Ferro por Acaso” foi aclamado pela crítica e rendeu a Bernstein sua única indicação ao Oscar de Melhor Roteiro. O filme também foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Roteiristas, assim como o trabalho seguinte do escritor, a comédia “A Disputa dos Sexos” (1977), estrelada por Burt Reynolds. Além disso, Woody Allen gostou tanto do texto de Bernstein que decidiu homenageá-lo, convidando-o a fazer uma participação especial em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), grande vencedor do Oscar 1978. Bernstein ainda adaptou o drama de guerra “Os Yankees Estão Voltando” (1979) para o diretor John Schlesinger, antes de decidir dirigir seu próprio filme, a comédia infantil “A Garotinha que Caiu do Céu” (1980). Entretanto, sua carreira cinematográfica não passou dos anos 1980, encerrando-se com o suspense neo-noir “Pesadelo na Rua Carroll” (1987), novamente sobre a lista negra, e a comédia besteirol “Uma Alucinante Viagem” (1988), com Dan Aykroyd e Walter Matthau. Mas ele não se aposentou. Passou a dar aulas de roteiro em três universidades distintas e continuou trabalhando para a TV até ultrapassar os 90 anos de idade. O roteirista voltou a dirigir (o telefilme “Homens e Mulheres 2 – Um Jogo de Sedução”, de 1991), foi indicado ao Emmy (pelo roteiro de “Miss Evers’ Boys”, de 1997) e até criou uma série (“Hidden”, em 2011 no Reino Unido). Sua despedida das telas, porém, foi diante das câmeras. Ele atuou pela segunda vez na vida em “Indignação” (2016), de James Schamus, com 97 anos.
Ator revela detalhes do primeiro herói gay assumido da Marvel
Durante uma recente entrevista com o site NewNowNext, o ator libanês Haaz Sleiman (“Jack Ryan”) revelou detalhes sobre seu personagem em “Eternos”, que forma o primeiro casal gay da Marvel com o herói Phastos (Bryan Tyree Henry, de “Brinquedo Assassino”). “Sou o marido dele, um arquiteto; temos um filho. Embora eu desejasse ser o super-herói – porque, quando veremos um ator muçulmano árabe assumidamente gay interpretar um super-herói? – , mal posso esperar para ver”. Ele ainda acrescentou: “Acho que todo mundo vai ficar orgulhoso do filme. A Marvel foi capaz de abordar essa questão [do personagem LGBTQIA+] de forma delicada, e Phastos é um dos maiores heróis do filme”. Sleiman já tinha adiantado que também protagoniza com Henry o primeiro beijo homossexual da Marvel. “É um beijo lindo, muito tocante. Todo mundo chorou no set”, ele contou no ano passado em outra entrevista, também para o NewNowNext. “Para mim, é muito importante mostrar o quão amorosa e bonita uma família queer pode ser”, contou. Após ter a estreia adiada devido à pandemia de coronavírus, “Eternos” tem estreia marcada para novembro de 2021 nos EUA. Dirigido por Chloé Zhao (“Nomadland”), o longa tem um elenco grandioso que ainda inclui Angelina Jolie (“Malévola: Dona do Mal”), Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Kit Harington (“Game of Thrones”), Richard Madden (também de “Game of Thrones”), Lia McHugh (“American Woman”), Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”), Lauren Ridloff (“The Walking Dead”), Salma Hayak (“Dupla Explosiva”), Don Lee (“Invasão Zumbi”) e Barry Keoghan (“Dunkirk”).
Um Lugar Silencioso – Parte II é adiado para o fim do ano
A Paramount voltou a alterar seu calendário de estreias, reprogramando “Um Lugar Silencioso – Parte II”, continuação do sucesso do diretor John Krasinski, para o outono norte-americano (primavera no Brasil). Com a nova mudança, o terror, que deveria ter sido lançado originalmente em março do ano passado, tem seu quarto adiamento desde o começo da pandemia. Após o fechamento dos cinemas na véspera de sua estreia, o longa foi transferido para setembro de 2020, mas, diante da persistência do coronavírus, já tinha sido levado para abril deste ano. A data começou a ficar inviável com o aumento da contaminação, originando especulações de que o filme seria lançado no serviço de streaming da ViacomCBS. A remarcação da estreia manteve o longa nos cinemas, com chegada prevista para 4 de setembro na América do Norte. Nessa nova data, “Um Lugar Silencioso – Parte II” enfrentará “Morte no Nilo”, da Disney/20th Century Studios, “O Poderoso Chefinho 2: De Volta aos Negócios”, da Universal, e “The Man From Toronto”, da Sony Pictures. Os sucessivos adiamentos tendem mesmo a criar acúmulo de títulos na mesma data, mas as mudanças também estimulam um efeito dominó, levando a mais adiamentos para evitar as sobreposições. Nesta sexta (22/1), a Sony decidiu alterar a estreia de “Morbius” para evitar “007 – Sem Tempo para Morrer”, que a MGM tinha mudado, no dia anterior, para sua data. Vale lembrar que a campanha de divulgação de “Um Lugar Silencioso – Parte II”, com a revelação do primeiro teaser, pôster e fotos, começou em dezembro de 2019.
Disney adia King’s Man: A Origem e outros títulos da antiga Fox
A expectativa se confirmou e a Disney seguiu a Sony e a MGM com seu anúncio de adiamentos nos cinemas. A princípio, o estúdio revelou mudanças apenas relacionadas às produções da 20th Century e Searchlight Studios (antigas propriedades da Fox). A novidade principal é o atraso de “King’s Man: A Origem”, prólogo da franquia “Kingsman”, que era um dos poucos lançamentos de grande orçamento previsto para o primeiro trimestre do ano. A data de 12 de março virou 20 de agosto. Outros filmes da 20th Century afetados foram o longa animado da série “Bob’s Burgers”, que saiu do calendário, abrindo caminho para uma distribuição em streaming, e a sci-fi infantil “Ron’s Gone Wrong”, que trocou abril por 22 de outubro nos EUA. A Disney também empurrou o terror “Espíritos Obscuros” (Antlers) para outubro e anunciou algumas estreias da Searchlight que até então estavam indefinidas, entre elas o lançamento de “Nightmare Alley”, novo filme de Guillermo del Toro (“A Forma da Água”), que chegará aos cinemas norte-americanos em 3 de dezembro. O estúdio ainda precisa tomar decisões sobre seus títulos da Marvel, como a já muito adiada “Viúva Negra”, superprodução prevista para maio, e desenhos animados, como “Raya e o Último Dragão”, com estreia ainda marcada para março. Estas datas dificilmente serão mantidas e há dúvidas até se os lançamentos chegarão aos cinemas. Também é forte a expectativa de que outros estúdios reforçarão ainda mais a debandada. Lionsgate e a Paramount ainda não se manifestaram após o êxodo dos rivais. Mas as alterações já feitas mostram um quadro desolador para o mercado exibidor e confirmam que Hollywood considera o primeiro semestre praticamente perdido. Com isso, os cinemas contarão nos próximos meses apenas com lançamentos de filmes indies e dos dois únicos estúdios com estratégias digitais consolidadas: Warner e Universal – ambos muito criticados por se antecipar a esse cenário negativo com planos de contingência em streaming. Graças a sua estratégia de lançamentos simultâneos na HBO Max, a Warner poderá se dar ao luxo de manter seu cronograma atual, assim como a Universal, que lança seus títulos em PVOD (aluguel digital premium) após três fins de semana de exibição nos cinemas. Apesar disso, há pressão de produtores e cineastas para que também adiem alguns títulos.
Sony acrescenta Morbius a sua lista de adiamentos
Conforme esperado, a Sony anunciou o adiamento de “Morbius”, filme do universo do Homem-Aranha estrelado por Jared Leto. Anteriormente marcada para 8 de outubro, a produção agora estreia em 21 de janeiro de 2022. O filme não estava na lista de mudanças informada na noite de quinta (21/1) pelo estúdio. Mas já na ocasião havia certeza que a Sony revisaria isso, após a MGM e a Universal moverem “007 – Sem Tempo para Morrer” para a data de “Morbius”. Esta não é a primeira vez que a Sony Pictures empurra a produção para frente. Inicialmente, “Morbius” chegaria aos cinemas em julho de 2020, mas aí veio a pandemia e o estúdio atrasou o lançamento para março deste ano. Só que as perspectivas continuaram sombrias e a data precisou sofrer mais uma modificação, indo para outubro. A mudança de dominó, causada pela alteração de “007 – Sem Tempo para Morrer” foi o quarto adiamento do longa, que teve seu primeiro trailer revelado há exatamente um ano.
Filmes online: Top 10 de estreias inclui O Tigre Branco e O Grande Ivan
“O Tigre Branco” e “O Grande Ivan” são os filmes que devem dominar as conversas, mas a semana é generosa em opções de qualidade para o cinema em casa. O drama indiano da Netflix adapta o best-seller homônimo de Aravind Adiga (“Selection Day”) sobre um motorista humilde que, após anos de submissão e abuso nas mãos dos mais ricos, começa a usar sua inteligência e astúcia para mudar seu status. Intérprete do “tigre” do título, Adarsh Gourav foi revelado em “Meu Nome é Khan” (2010) e é astro da série “Leila”, também disponibilizada pela Netflix, mas a artista mais famosa do elenco é Priyanka Chopra Jonas (“Quantico”), que vive sua patroa. A adaptação foi feita pelo cineasta Ramin Bahrani, filho de imigrantes iranianos, que nasceu e cresceu nos EUA, e já fez filmes como “A Qualquer Preço” (2012), “99 Casas” (2014) e o remake de “Fahrenheit 451” (2018) para a HBO – além de ter produzido o filme brasileiro “Sócrates” (2018). Mas é a superprodução da Disney, lançada diretamente em streaming, que emociona mais. Baseado no livro infantil de Katherine Applegate, “O Grande Ivan” é um híbrido de animação realista de animais falantes e live-action com atores de verdade, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas da trama. A história acompanha um gorila chamado Ivan, que vive conformado em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente e animais domésticos, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a criança do cativeiro. Detalhe: a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. Encontrar um final feliz para essa história triste foi uma missão digna dos esforços da Disney. Entre a seleção do Top 10 semanal, vale prestar atenção ainda em “A História Pessoal de David Copperfield”, adaptação da obra-prima do escritor Charles Dickens, que segue o personagem-título desde infância miserável à vida de escritor britânico do século 19. Diferente de outras adaptações, o diretor Armando Iannucci (criador da série “Veep”) privilegia situações de comédia e fantasia sobre o melodrama tradicional, trazendo Dev Patel (“Lion”) no papel-título e diversos coadjuvantes famosos, como Hugh Laurie (“House”) e Tilda Swinton (“Suspiria”). O filme venceu cinco prêmios BIFA (troféu do cinema independente britânico). Já a maior surpresa fica por conta de “Um Caso de Detetive”, comédia estrelada por Adam Brody (“Shazam”), que se transforma num drama noir no decorrer de sua trama. Escrito e dirigido pelo estreante Evan Morgan, o filme conta a história de Abe Applebaum, um adulto desiludido que fez sucesso como detetive mirim quando era criança e se vê até hoje, aos 32 anos, sendo contratado para resolver mistérios bobinhos. Tudo muda quando uma jovem (Sophie Nélisse, de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”) o procura com o primeiro caso “adulto” de sua carreira: o assassinato de seu namorado, morto de forma violenta com 17 facadas. Mas ao partir para resolver o mistério, ele adentra um mundo muito mais perigoso que imagina. O Top 10 da semana ainda inclui o terror sul-coreano “Invasão Zumbi 2: Península”, que não repete o mesmo impacto do filme original, e outros títulos de fora de Hollywood, como o suspense alemão “O Caso Collini” e a comédia israelense “Tel Aviv em Chamas”, perfeitos para quem busca entretenimento de qualidade. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias dos 10 melhores filmes disponibilizados para streaming nesta semana. O Grande Ivan | EUA | 2020 (Disney+) O Tigre Branco | Índia, EUA | 2021 (Netflix) A História Pessoal de David Copperfield | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Caso de Detetive | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play) Guerra de Algodão | Brasil | 2018 (Netflix) How to Build a Girl | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Vivo Play) Professor | EUA | 2019 (Apple TV, Looke) O Caso Collini | Alemanha | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Invasão Zumbi 2: Península | Coreia do Sul | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Tel Aviv em Chamas | Luxemburgo, Israel, França | 2018 (Looke, NOW, Vivo Play)
Sony anuncia nova leva de adiamentos nos cinemas
Como esperado, os estúdios de Hollywood sem estratégia alternativa digital começaram a adiar seus próximos lançamentos de cinema, após a MGM mudar a estreia de “007 – Sem Tempo para Morrer” para o fim do ano. A Sony anunciou várias mudanças, mas manteve o otimismo – talvez exagerado – com algumas relocações. A nova versão musical de “Cinderela”, estrelada por Camila Cabello, é uma delas. O filme trocou fevereiro pelo meio de julho. Vai competir, no dia 15, com a continuação de “Space Jam”, da Warner. Como os títulos da Warner são lançados simultaneamente na HBO Max, a Sony pode estar apostando no sucesso do streaming do estúdio rival. “Pedro Coelho 2: O Fugitivo” também está trocando uma Páscoa em abril por uma estreia em 11 de junho, quando será o único lançamento previsto. Já “Ghostbusters: Mais Além”, continuação de “Os Caça-Fantasmas 2” (1986), trocou o mês de junho por novembro. No dia 11, também será a única grande estreia da semana. Todos esses filmes já tinham sido adiados antes, alguns mais de uma vez. A novidade fica por conta da adaptação do game “Uncharted”, que terminou de ser filmada em outubro passado. Previsto para metade deste ano, o longa estrelado por Tom Holland (o Homem-Aranha) sofreu seu primeiro adiamento e agora só vai estrear em 2022, no mês de fevereiro. As mudanças não devem parar nisso. A nova data de “007 – Sem Tempo para Morrer” é a mesma de “Morbius”, título do universo do Homem-Aranha, que é uma grande aposta do estúdio. Não será surpresa se a Sony apresentar novas alterações em breve. Por sinal, após a Sony, também são esperadas iniciativas similares de outros estúdios. Graças a sua estratégia de lançamentos simultâneos em streaming, a Warner pode se dar ao luxo de manter seu cronograma atual, assim como a Universal, que lança seus títulos em PVOD (aluguel digital premium) após três fins de semana de exibição nos cinemas. Mas há muita expectativa em relação aos planos dos demais, especialmente da Disney, que já postergou algumas estreias até três vezes e encaminhou títulos como “Mulan” e “Soul” diretamente para sua plataforma Disney+ (Disney Plus). Com as alterações já anunciadas, “King’s Man: A Origem” é um dos poucos lançamentos de grande estúdio previstos para o primeiro trimestre do ano – em 12 de março nos EUA. A produção é da Disney.
007 – Sem Tempo para Morrer sofre novo adiamento
A MGM e a Universal oficializaram um novo adiamento de “007 – Sem Tempo para Morrer”, 25º filme da franquia James Bond, em meio à pandemia em curso e ao fechamento generalizado de cinemas em muitos dos principais mercados do mundo. A nova data de estreia agora é 8 de outubro. Este é o terceiro adiamento do longa-metragem, que tinha previsão original de estreia entre março e abril, algumas semanas antes de os cinemas serem fechados por causa do coronavírus. Os estúdios acharam que a pandemia não seria tão duradoura e “007 – Sem Tempo para Morrer” foi inicialmente atrasado em apenas sete meses, tornando-se o primeiro grande lançamento de cinema afetado pela pandemia. Só que em outubro, véspera da estreia, a MGM caiu em si e optou por um segundo adiamento, desta vez para abril de 2021. A nova mudança deve servir de deixa para outros estúdios mexerem novamente em seus cronogramas. O primeiro semestre já é considerado perdido por Hollywood e há poucas esperanças de lançamentos durante o verão (entre junho e agosto). Como demonstra a nova data do filme de James Bond, as expectativas estão se concentrando no fim do ano, apostando numa cobertura eficaz das vacinas anti-covid até lá. As novas mutações do vírus, porém, podem atrapalhar até estes planos.
Nathalie Delon (1941 – 2021)
A atriz francesa Nathalie Delon, que foi casada com o astro Alain Delon, morreu de câncer nesta quinta-feira (21/1) em Paris, aos 79 anos. Segundo o filho, ela faleceu pela manhã, cercada por seus familiares. De origem espanhola, a estrela nasceu no Marrocos, quando o país africano era uma colônia francesa, e seu nome verdadeiro era Francine Canovas. Chegou a Paris em 1962 após separar-se de seu primeiro marido, Guy Barthélémy, com quem teve uma filha. Mas ela não ficou muito tempo sozinha. Aos 21 anos, seus olhos verdes chamaram atenção de Alain Delon em uma discoteca parisiense. Na época, ele era noivo de Romy Schneider, uma das atrizes europeias mais famosas e lindas dos anos 1960. Em 1964, dois anos depois do primeiro encontro, ela se casou em segredo com Delon. Mas o relacionamento só foi assumido no cinema após mais três anos, quando contracenaram juntos no clássico thriller criminal “O Samurai” (1967). Em sua estreia, Nathalie chamou tanta atenção que passou a receber muitos convites para continuar a carreira. Ela assumiu os papéis principais de “Lição Particular… de Amor” (1968), “As Duas Irmãs” (1969), “A Mão” (1969) e só voltou a trabalhar com o marido após o divórcio, na comédia “Eu Te Amo, Nathalie” (1971). Nathalie também estrelou as superproduções internacionais “Quando 8 Sinos Tocam” (1971), ao lado de Anthony Hopkins, e “Barba Azul” (1972), estrelada por Richard Burton e por algumas das maiores beldades da época, como Rachel Welch, Virna Lisi e ela própria. Mas aos poucos entrou numa rotina de coadjuvante, em filmes como “A Inglesa Romântica” (1975), de Joseph Losey, e “A Mulher Fiel” (1976), de Roger Vadim, que abriram caminho para produções B e uma mudança radical de rumos. Nos anos 1980, após 30 filmes, ela se cansou de pequenos papéis e se reinventou como cineasta, escrevendo e dirigindo dois filmes, “Ils Appellent ça un Accident” (1982) e “Doces Mentiras” (1986). Este último foi uma coprodução americana estrelada por Treat Williams e Joanna Pacula. O primeiro filme que ela dirigiu também marcou um dos seus últimos trabalhos como atriz. Após a obra de 1982, ela só voltou a atuar nos anos 2000, encerrando a carreira em “Mensch” (2009) ao lado do filho, Anthony Delon. O filho em comum manteve os Delons próximos. “Nos víamos com frequência. Fazia parte da sua vida e ela da minha. Estivemos juntos no Natal. Tiramos fotos, as últimas”, disse Alain Delon nesta quinta-feira à agência AFP.












