Pedro Almodóvar filmará novo filme sobre mães com Penélope Cruz
A atriz Penélope Cruz e o diretor Pedro Almodóvar vão se juntar mais uma vez no filme “Madres Paralelas”. Almodóvar manteve “Madres Paralelas” em banho-maria por algum tempo, mas à medida que os meses de lockdown se desenrolaram durante a pandemia de covid-19 na Espanha, ele conseguiu focar e terminar o roteiro, que gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia. O filme acompanha a vida paralela dos dois primeiros anos de vida de seus filhos, disse Almodóvar à agência de notícias espanhola EFE, em junho. O novo filme reflete uma mudança temática na filmografia do diretor, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros filmes, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006 – e que também foi estrelado por Cruz. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor, em que Cruz interpretou a mãe do protagonista. “Com ‘Madres paralelas’ volto ao universo feminino, à maternidade, à família. Falo da importância dos ancestrais e descendentes. A inevitável presença de memória. Há muitas mães na minha filmografia, as que fazem parte dessa história são muito diferentes”, disse Almodóvar em comunicado. No novo longa, Cruz dividirá o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988), primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Como contador de histórias, mães imperfeitas me inspiram mais neste momento. Penélope Cruz, Aitana Sánchez Gijón e a jovem Milena Smit farão as três mães do filme, acompanhadas por Israel Elejalde como protagonista masculino. É também uma nova colaboração com as minhas queridas Julieta Serrano e Rossy de Palma. ‘Madres Paralelas’ será um drama intenso. Ou assim espero”, completou Almodóvar. As filmagens estão agendadas para o final de março.
Tom Holland: Homem-Aranha 3 “é o filme solo de super-herói mais ambicioso já feito”
Cercada por rumores, a produção do terceiro filme do “Homem-Aranha” estrelado por Tom Holland ganhou ainda mais expectativas após uma entrevista do ator para a revista Variety nesta quinta (4/2). Sem poder revelar detalhes ou confirmar nada, Holland se contentou em dizer que a próxima produção do Homem-Aranha será o filme solo de super-herói mais ambicioso já feito. “Posso dizer que é o filme solo de super-herói mais ambicioso já feito. Quando você se senta, lê o roteiro, vê o que eles estão tentando fazer e percebe que estão tendo sucesso… é realmente impressionante. Nunca vi um filme solo de super-heróis assim. E eu sou apenas, de novo, aquele merdinha sortudo que por acaso é o Homem-Aranha nisso tudo. Temos muito mais filmagens para fazer. Começamos antes do Natal e filmamos por umas sete semanas. Paramos para as férias de Natal e então começamos de novo. Estou tão animado quanto todo mundo para vê-lo, que dirá fazer parte dele.” O que se sabe é que o filme, ainda sem título oficial, deve seguir os eventos de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que terminou com J. Jonah Jameson revelando a identidade secreta do herói para o mundo. Holland, Zendaya, Marisa Tomei, Jacob Batalon e Tony Revolori vão voltar a seus papéis dos primeiros dois filmes, assim como J.K. Simmons como JJJ, mas o elenco contará com muitas novidades, desde a participação de Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho até o retorno de Jamie Foxx como Electro e Alfred Molina como Doutor Octopus. Vale lembrar que Electro foi o vilão de “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2012), em que o Aranha foi vivido por Andrew Garfield, e Octopus enfrentou o Aranha de Tobey Maguire em “Homem-Aranha 2” (2004). Por conta disso, é forte a boataria em torno de uma trama envolvendo o multiverso e o encontro dos três intérpretes do Homem-Aranha no cinema. A estreia do novo filme da Sony em parceria com a Marvel está marcada para 16 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Diretora de Nomadland vai filmar nova versão de Drácula para a Universal
Os dias de cinema independente de Chloé Zhao estão definitivamente no passado. Antes mesmo de vencer os festivais de Veneza e Toronto com “Nomadland”, a cineasta chinesa, radicada nos EUA, já tinha filmado “Eternos”, superprodução da Marvel. Ela agora fechou contrato para dirigir uma nova versão de “Drácula” para a Universal. “As lentes singulares de Chloé iluminam histórias de pessoas esquecidas e incompreendidas”, disse Peter Cramer, presidente da Universal Pictures, em comunicado sobre o projeto. “Estamos entusiasmados em trabalhar com ela enquanto ela reimagina um dos personagens outsider mais icônicos já criados.” “Sempre fui fascinada por vampiros e pelo conceito do Outro que eles personificam”, disse Zhao, no mesmo comunicado. “Estou muito animada para trabalhar com Donna, Peter e a equipe da Universal para reimaginar um personagem tão querido.” Zhao vai escrever, dirigir e produzir o filme por meio de sua produtora Highwayman. O mais curioso, porém, é que esse novo “Drácula” está sendo descrito pelas publicações americanas como um western de ficção científica futurista…
BAFTA Awards 2021: Bacurau é semifinalista no “Oscar britânico”
O filme brasileiro “Bacurau” passou pela primeira peneira do BAFTA Awards 2021 (o Oscar britânico) e é um dos 15 longas-metragens que concorrem a uma vaga entre os indicados finais na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa da premiação. A lista dos pré-selecionados foi divulgada nesta quinta (4/2) pela Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês), junto com os finalistas em diversas outras categorias. Assim como o Oscar, para conseguir indicações ao BAFTA os filmes passam por uma espécie de “eliminatória”, em que a longa lista de todos os filmes elegíveis é diminuída para 15 títulos. Um novo corte a partir desses semifinalistas resulta na lista definitiva dos indicados na premiação. Para conseguir ser nomeado ao prêmio, o filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles precisará superar candidatos fortes, como o dinamarquês “Druk – Mais uma Rodada” (Another Round), que venceu o prêmio da Academia Europeia, o italiano “Rosa e Momo”, com Sophia Loren, e o americano (falado em coreano) “Minari”, que venceu o Festival de Sundance no ano passado. A lista preliminar da categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa também incluiu “Os Miseráveis” (França), “Transtorno Explosivo” (Alemanha), “Collectiv” (Romênia), “Dorogie Tovarishchi” (Rússia), “Ya No Estoy Aquí” (México), “El Agente Topo” (Chile), “Nuevo Orden” (México), “The Painter and the Thief” (Noruega), “Quo Vadis, Aida?” (Bósnia), “O Traidor” (Itália) e “The Truffle Hunters” (Itália). Os indicados serão anunciados em 9 de março e a cerimônia de premiação está marcada para 11 de abril, em Londres.
SAG Awards 2021: Confira os indicados ao prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA
O Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) divulgou nesta quinta (4/2) os indicados à sua premiação anual. Ao contrário do Globo de Ouro, a lista destaca o trabalho de atores não brancos, demonstrando que aquele outro prêmio representa um ponto totalmente fora da curva em 2021. Dentre os cinco filmes que concorrem a Melhor Elenco do ano no SAG Awards, apenas um tem maioria branca, “Os 7 de Chicago”. Os demais são “Destacamento Blood”, “A Voz Suprema do Blues”, “Uma Noite em Miami” e “Minari – Em Busca da Felicidade”. Quatro desses títulos empataram na liderança com o maior número de indicações. Tanto “Minari”, “Destacamento Blood”, “A Voz Suprema do Blues” e “Os 7 de Chicago” concorrem a três prêmios. Todos tiveram menos indicações que o ator Chadwick Boseman, responsável por um feito histórico, cinco meses após sua morte, ao se tornar o primeiro ator a disputar quatro troféus na mesma edição do SAG Awards. Boseman foi indicado a Melhor Ator, por sua performance como o músico Levee Green em “A Voz Suprema do Blues”, e também como Melhor Ator Coadjuvante, pelo desempenho como Stormin’ Norman em “Destacamento Blood”. Além disso, também concorre ao prêmio coletivo de Melhor Elenco pelos dois filmes. O reconhecimento do SAG Awards a “Destacamento Blood”, de Spike Lee, e “Minari”, de Lee Isaac Chung, também aumenta o tamanho do equívoco do Globo de Ouro, que ignorou totalmente o primeiro e confinou o segundo na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, sem celebrar seu excelente elenco. As nomeações também representam uma sinalização importante para o Oscar, que costuma seguir de perto as listas do sindicato dos atores nas categorias de interpretação. No lado da televisão, a comédia “Schitt’s Creek” e os dramas “The Crown” e “Ozark”, os dois últimos exibidos pela Netflix, empataram com cinco indicações. A premiação vai acontecer apenas em 4 de abril, com transmissão televisiva no Brasil pelo canal pago TNT. Confira abaixo a lista completa dos artistas nomeados ao SAG Awards 2021. FILME Melhor Ator Riz Ahmed, por O Som do Silêncio Chadwick Boseman, por A Voz Suprema do Blues Anthony Hopkins, por Meu Pai Gary Oldman, por Mank Steven Yeun, por Minari – Em Busca da Felicidade Melhor Atriz Amy Adams, por Era Uma Vez um Sonho Viola Davis, por A Voz Suprema do Blues Vanessa Kirby, por Pieces of a Woman Frances McDormand, por Nomadland Carey Mulligan, por Bela Vingança Melhor Ator Coadjuvante Sacha Baron Cohen, por Os 7 de Chicago Chadwick Boseman, por Destacamento Blood Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro Jared Leto, por Os Pequenos Vestígios Leslie Odom Jr., por Uma Noite em Miami Melhor Atriz Coadjuvante Maria Bakalova, por Borat: Fita de Cinema Seguinte Glenn Close, por Era Uma Vez um Sonho Olivia Colman, por Meu Pai Yuh-Jung Yeun, por Minari – Em Busca da Felicidade Helena Zengel, por Relatos do Mundo Melhor Elenco Destacamento Blood A Voz Suprema do Blues Minari – Em Busca da Felicidade Uma Noite em Miami Os 7 de Chicago Melhor Equipe de Dublês Mulher-Maravilha 1984 Destacamento Blood Relatos do Mundo Os 7 de Chicago Mulan TELEVISÃO Melhor Ator em Série – Drama Jason Bateman, por Ozark Sterling K. Brown, por This Is Us Josh O’Connor, por The Crown Bob Odenkirk, por Better Call Saul Rege-Jean Page, por Bridgerton Melhor Atriz em Série – Drama Gillian Anderson, por The Crown Olivia Colman, por The Crown Emma Corrin, por The Crown Julia Garner, por Ozark Laura Linney, por Ozark Melhor Elenco em Série – Drama Better Call Saul Bridgerton The Crown Lovecraft Country Ozark Melhor Ator em Série – Comédia Nicholas Hoult, por The Great Daniel Levy, por Schitt’s Creek Eugene Levy, por Schitt’s Creek Jason Sudeikis, por Ted Lasso Ramy Yousef, por Ramy Melhor Atriz em Série – Comédia Christina Applegate, por Disque Amiga Para Matar Linda Cardellini, por Disque Amiga Para Matar Kaley Cuoco, por The Flight Attendant Annie Murphy, por Schitt’s Creek Catherine O’Hara, por Schitt’s Creek Melhor Elenco em Série – Comédia Disque Amiga Para Matar The Flight Attendant The Great Schitt’s Creek Ted Lasso Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme Bill Camp, por O Gambito da Rainha Daveed Diggs, por Hamilton Hugh Grant, por The Undoing Ethan Hawke, por The Good Lord Bird Mark Ruffalo, por Know This Much is True Melhor atriz em Minissérie ou Telefilme Cate Blanchett, por Mrs. America Michaela Coel, por I May Destroy You Nicole Kidman, por The Undoing Anya Taylor-Joy, por O Gambito da Rainha Kerry Washington, por Little Fires Everywhere Melhor Equipe de Dublês The Boys Cobra Kai Lovecraft Country O Mandaloriano (The Mandalorian) Westworld
Chadwick Boseman realiza feito histórico no SAG Awards 2021
Morto há cinco meses, o ator Chadwick Boseman realizou um feito histórico ao receber indicações póstumas no SAG Awards 2021, prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra), que elege os melhores intérpretes do ano. Destaque na lista de indicados revelados nesta quinta (4/2), Boseman disputa o prêmio de Melhor Ator, por sua performance como o músico Levee Green em “A Voz Suprema do Blues”, e também como Melhor Ator Coadjuvante, pelo desempenho como Stormin’ Norman em “Destacamento Blood”. Além disso, também concorre ao prêmio coletivo de Melhor Elenco pelos dois filmes. Com isso, tornou-se o primeiro ator a disputar quatro prêmios numa única edição do SAG Awards. Nesta semana, Boseman também recebeu uma indicação póstuma ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Filme Dramático por seu desempenho em “A Voz Suprema do Blues”, mas foi ignorado – junto com o filme inteiro – em “Destacamento Blood”. O Globo de Ouro está sendo muito criticado por barrar atores e filmes de temática não branca em 2021.
Sia pede desculpas por Music, filme indicado ao Globo de Ouro
A cantora australiana Sia publicou um pedido de desculpas em suas redes sociais pela representação do autismo no filme “Music”, sua estreia na direção, depois que o filme surpreendentemente conseguiu duas indicações ao Globo de Ouro. “Music” gerou polêmica por escalar a atriz Maddie Ziegler para interpretar uma mulher autista que ouve música sem parar em seus fones de ouvido. No filme, a atriz se comporta como se tivesse retardo mental e não os sinais tradicionais de autismo. Após sua nomeação para o Globo, Sia prometeu remover as cenas mais graves, de contenção da personagem, e disse que o filme será atualizado com um aviso. “Sinto muito”, ela disse simplesmente em uma postagem. Em outra, acrescentou: “Pretendo remover as cenas de restrição de todas as cópias futuras. Ouvi as pessoas erradas e essa é minha responsabilidade, minha pesquisa claramente não foi completa o suficiente, não foi ampla o suficiente. ” Depois disso, ela simplesmente deletou sua conta no Twitter. Sia já esteve envolvida em discussões no Twitter sobre o filme, num tom bem diferente. Em novembro passado, ela protestou contra críticas que estava sofrendo de pessoas autistas, dizendo que tentou “representar a comunidade com amor”. Muitos perguntaram por que um ator deficiente não poderia ter preenchido o papel. Sia sugeriu que autistas não eram bons atores e reclamou das cobranças. “Duh. Passei três anos pesquisando, acho que é por isso que estou tão chateada. ” O filme foi destruído pela crítica nos EUA e tem apenas 29% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, ganhou duas indicações ao prêmio da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), concorrendo ao Globo de Ouro de Melhor Atriz (Kate Hudson) e Melhor Filme de Comédia ou Musical. Hudson, que vive a irmã mais velha de Ziegler no filme, disse que ficou “sem palavras” após a indicação. “Music” estreia comercialmente na próxima semana nos EUA. Veja o trailer abaixo.
Pelé reflete sobre sua trajetória em trailer de documentário da Netflix
A Netflix divulgou o trailer do novo documentário que revisita o extraordinário período em que Pelé passou de jovem craque em 1958 a herói nacional durante a Copa do Mundo de 1970, cobrindo, além dos feitos do atleta, uma era radical e turbulenta da história brasileira. O trailer é acompanhado por trilha fornecida pelo próprio Pelé, que batuca habilmente uma caixa de engraxate, marcando as batidas da prévia. Em meio às jogadas antológicas e imagens da época da Ditadura Militar, Pelé aparece refletindo sobre sua trajetória. Ele diz: “Sempre me procuram para ver se posso apoiar um lado ou outro”, sobre ter sido disputado por adeptos da ditadura e da oposição. E também: “Naquele momento, eu não queria ser Pelé”, sobre jogar na Copa do Mundo, durante a ditadura. O documentário também inclui cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas (como Gilberto Gil) e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro. “Pelé” é uma produção da Pitch Productions, dirigida pelos britânicos David Tryhorn e Ben Nicholas (ambos de “Crossing the Line”) e produzida pelo cineasta vencedor do Oscar Kevin Macdonald (“Munique, 1972: Um Dia em Setembro”). O lançamento está marcado para o dia 23 de fevereiro.
Sinopse oficial revela a nova missão do Esquadrão Suicida
A Warner divulgou a sinopse oficial do filme “O Esquadrão Suicida”, que detalha a missão que os protagonistas precisarão realizar. Confira a seguir: “Bem-vindos ao inferno, também conhecido como Belle Rave, a prisão com o maior índice de mortalidade dos EUA, onde os piores super vilões são mantidos e onde eles farão de tudo para sair — até mesmo se juntar à super secreta, super suspeita Força-Tarefa X. A missão de hoje? Juntar um grupo de bandidos, como Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos, Sábio, Rei Tubarão, Blackguard, Dardo e a psicopata favorita de todos, Arlequina. Eles recebem armamentos pesados e são atirados (literalmente) na ilha remota, e cheia de inimigos, de Corto Maltese. Atravessando a selva repleta de adversários, o Esquadrão segue uma missão de localizar e destruir, com apenas o Coronel Rick Flag para fazê-los se comportar, e os tecnocratas do governo, comandados por Amanda Waller, em seus ouvidos, rastreando cada movimento”. Escrito e dirigido por James Gunn (“Guardiões da Galáxia”), o filme vai aproveitar poucos integrantes do primeiro “Esquadrão Suicida”: apenas Margot Robbie (Arlequina), Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). O resto do elenco é repleto de novidades, incluindo a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”)a, Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), a portuguesa Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), o argentino Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e até o cineasta neo-zelandês Taika Waititi (“Jojo Rabbit”). A estreia de “O Esquadrão Suicida” está marcada para agosto, simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max.
Nova versão de Liga da Justiça recebe classificação para maiores nos EUA
A nova versão de “Liga da Justiça”, popularmente conhecida como “Snyder Cut”, teve sua classificação oficial divulgada pelo Film Ratings. O filme de super-heróis da DC Comics recebeu classificação “R”, indicada para maiores (de 17 anos nos EUA). Em dezembro, o diretor chegou a comentar que a produção receberia esse indicativo. “O filme é insano e tão épico que provavelmente será classificado como ‘R’ – isso é uma coisa que eu acho que vai acontecer, que será uma versão censurada, com certeza”, revelou o cineasta em uma entrevista à revista EW. “Nós não ouvimos da MPA (entidade responsável pela classificação etária), mas essa é minha intuição”, completou Segundo a classificação oficial, o filme foi considerado para maiores devido à “violência e linguagem”. Ou seja, tem sangue e palavrões. Vale lembrar que versão original de “Liga da Justiça” chegou aos cinemas em 2017 com a tarja de PG-13, isto é, recomendada para maiores de 13 anos nos Estados Unidos. No Brasil, o filme foi liberado para maiores de 12 anos. Com mais de quatro horas de duração, a nova “Liga da Justiça” inclui todas as cenas filmadas por Zack Snyder e abandonadas quando Joss Whedon foi chamado para realizar a pós-produção e refilmagens. O lançamento está marcado para o dia 18 de março na plataforma de streaming HBO Max, ainda inédita no Brasil.
Apple TV+ registra fim de semana de maior audiência com estreia de Palmer
O filme “Palmer”, estrelado por Justin Timberlake, ajudou a Apple TV+ (Apple TV Plus) a ter seu fim de semana de maior audiência. O lançamento do longa na sexta-feira (29/1) se juntou às estreias recentes das novas temporadas de “Servant” e “Dickinson”, além da chegada de “Losing Alice”, teria resultado num aumento de 33% em sintonia do público, de acordo com comunicado da própria plataforma. Embora o streamer não divulgue detalhes, “Palmer” teria sido o terceiro maior lançamento e segundo filme mais visto da curta história da Apple TV+. O longa traz Timberlake numa rara performance dramática, como o Palmer do título, que, depois de uma temporada na prisão, retorna à sua cidade natal para colocar sua vida nos trilhos. Lá, arranja emprego de faxineiro e enfrenta não apenas conflitos do seu passado, mas também uma nova responsabilidade: cuidar de um garoto abandonado pela mãe, que sofre bullying por seu comportamento considerado afeminado. Veja o trailer abaixo. Após o sucesso de “Palmer”, o investimento em filmes deve continuar forte na Apple, que nesta semana adquiriu “Coda”, drama vencedor do Festival de Sundance 2021, por US$ 25 milhões. A plataforma Apple TV+ também vai lançar este ano “Cherry” (com Tom Holland) e “Emancipation” (com Will Smith).
Críticos dos EUA lamentam Globo de Ouro tão branco: “constrangimento completo”
Enquanto grande parte da imprensa trata o Globo de Ouro como um prêmio sério, quem trabalha mais próximo de Hollywood tem uma visão mais cínica a respeito do evento, que teria sido criado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) como forma de garantir sua relevância na indústria do entretenimento. Nunca faltaram críticas ao fato de que são cerca de 80 jornalistas estrangeiros brancos, idosos e pouco representativos que escolhem os indicados e os vencedores. Mas alguns críticos americanos subiram o tom nesta nesta quarta (3/2) após o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro deste ano. “Um constrangimento completo e absoluto”. Foi assim que Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, definiu a seleção apresentada pela HFPA. “Em um ano em que nenhuma estrela vai realmente comparecer ao evento pessoalmente, até se poderia pensar que a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood deixaria de lado seus piores impulsos e escolheria seus indicados mais pelos méritos do que o costume, não menos. Mas a indústria acordou bem cedo com uma indicação de Melhor Atriz de Musical ou Comédia para Kate Hudson por ‘Music’ e depois de Melhor Filme Musical ou Comédia para esse filme, estreia da estrela pop Sia na direção, que um crítico descreveu como ‘dificilmente um fiasco menos desconcertante’ do que ‘Cats’ (e que tem abismais 29% no Rotten Tomatoes) e só é conhecido, se tanto, por escalar uma atriz não autista como personagem autista. Achei que tínhamos deixado para trás os maus velhos tempos do Globo de Ouro dando indicações de melhor filme para ‘O Turista’ e ‘Burlesque’, mas, infelizmente, aqui estamos nós de novo…” Feinberg ainda lembra que “isso não é tudo”. “‘Era uma Vez um Sonho’, que tem ainda pior pontuação, de 26% no Rotten Tomatoes, foi reconhecido na forma de uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante por Glenn Close. Close é uma atriz maravilhosa, mas suspeito que nem mesmo ela diria que merece uma indicação por este filme, que se tornou uma piada corrente, sobre a esnobada de, digamos, Yuh-Jung Youn, a vovó de ‘Minari’ que rouba a cena e que é a Meryl Streep da Coreia do Sul”. O texto é destruidor, cita ainda as indicações a James Corden, “um homem hetero se comportando como um personagem gay em um filme sobre homofobia” em “A Festa de Formatura”, e Jared Leto em “Os Pequenos Vestígios”, uma produção “comercial com apenas 48% no Rotten Tomatoes”, “escolhido em vez de Kingsley Ben-Adir (por ‘Uma Noite em Miami’) e o falecido Chadwick Boseman (por ‘Destacamento Blood’)”. Mas onde ele chuta o balde é no momento em que ressalta “a exclusão total de qualquer um dos quatro filmes fortes centrados na experiência negra americana na disputa de Melhor Filme de Drama”. O Globo de Ouro não valorizou “Destacamento Blood”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues” e “Uma Noite em Miami”, quatro filmes fortes com tema e elenco negros, assim como “Minari – Em Busca da Felicidade”, sobre uma família asiática, preferindo destacar dramas que refletem a vida de homens e mulheres brancos. “Destacamento Blood” não teve uma indicação sequer, enquanto os demais entraram em outras seções. Vale apontar que Scott Feinberg é crítico de cinema e não comentou os problemas da lista televisiva da premiação, que ignorou completamente a série mais elogiada do ano, “I May Destroy You”, escrita, dirigida e estrelada por uma mulher negra, Michaela Coel. Foi a revista Vogue quem questionou mais claramente a HFPA sobre essa ausência. “A esnobada do Globo de Ouro em ‘I May Destroy You’ levanta a questão: quais histórias são consideradas universais?”, quis saber a publicação de moda já no título do artigo assinado por Emma Specter. James Poniewozik, no jornal New York Times, foi além: chamou a ausência da série de “crime”. “A série limitada merecidamente aclamada de Michaela Coel sobre um estupro e suas consequências foi um dos feitos narrativos mais impressionantes não apenas do ano, mas talvez da última década. Mas não para o Globo de Ouro, aparentemente.” Em compensação, não faltou “Emily in Paris”, que o crítico do NYT lamentou não ter sido “um erro de digitação”. A série que “recebeu críticas severas em ambos os lados do Atlântico” foi lembrada, assim como a horrível “Ratched” (“estrelas, estrelas e mais estrelas… vai ver que foi por isso”), enquanto a aclamada “I May Destroy You” não. O mesmo vale para “The Boys” e outras tantas séries muito melhores que a relação oficial de indicados. O site Indiewire ainda notou que, embora tenha listado “Lovecraft Country” entre as melhores séries de drama, a HFPA não reconheceu nenhum de seus atores na competição. Elogiadíssima, Zendaya também não foi lembrada pelo filme “Malcolm & Marie”. Assim como, já citado, “Destacamento Blood” de Spike Lee, boicotado em todas as categorias, de direção à interpretação – os organizadores ainda tiveram a audácia de convidar os filhos de Spike Lee para serem “embaixadores” da premiação. Dino-Day Ramos, do site Deadline, ecoou esses sentimentos ao comentar: “É ótimo que haja três cineastas – duas delas mulheres de cor – que foram indicadas na categoria de direção. Eu celebro isso… No entanto, com a quantidade de conteúdo de pessoas de cor e outras comunidades sub-representadas que saiu no ano passado, é difícil acreditar que a HFPA tenha negligenciado e ignorado tantas performances e projetos excelentes. Porque, com base nessas nomeações, a HFPA está nos dizendo que um programa como ‘Emily In Paris’ é melhor que ‘I May Destroy You’. Algo não se encaixa aí”. Diante da polêmica, o jornal Los Angeles Times lembrou que no ano passado a HFPA viu surgir de forma tímida um movimento de denúncia a seu suposto racismo, #GlobesSoWhite, por desprezar programas aclamados como “Olhos que Condenam” e “Watchmen”. E a situação pode se repetir de forma mais intensa após os atuais indicados. “Ignorar ‘I May Destroy You’ pode ser registrado como particularmente chocante neste ano, após a onda recente de promessas de Hollywood para elevar as vozes negras e combater o racismo sistêmico na indústria do entretenimento”, concluiu Tracy Brown, editora da versão digital do LAT.
Ator francês Richard Berry é acusado de incesto pela filha
O veterano ator francês Richard Berry, conhecido por sucessos como “Consentimento Mútuo” (1994), “Dupla Confusão” (2003), “22 Balas” (2010) e a série animada “Corto Maltese”, foi acusado por sua filha Coline de incesto. O Ministério Público de Paris anunciou nesta quarta (3/2) a abertura de uma investigação preliminar, após Coline Berry registrar uma queixa de “estupro, agressão sexual e corrupção de menores” contra o pai. Em uma publicação do Instagram, a denunciante de 44 anos contou como seu pai a “beijou com a língua” e a fez participar “de jogos sexuais em um contexto evidente de violência machista” durante a adolescência. Richard Berry reagiu à notícia com uma nota em que desmente “com firmeza e sem ambiguidade essas acusações imundas”. “Nunca tive relações inadequadas ou incestuosas com Coline, nem com nenhum de meus filhos”, afirmou o ator em um longo texto publicado em seu Stories do Instagram. Ele se defende dizendo que as “alegações (de sua filha) eram falsas” e “mudaram com o tempo”. Coline Berry também usou o Stories para rebater, explicando que “o que mudou foi a atitude do meu pai: no início ele se mostrou violento, e depois me pediu que virasse a página, que não o fizesse parecer um pedófilo”. Nascida em 1976, Coline Berry teria, segundo ela conta, “reconstruído sua história” após a publicação em janeiro do livro de Camille Kouchner, “La Familia Grande”, no qual revela os abusos sexuais que seu irmão gêmeo sofreu nas mãos do conhecido cientista político francês Olivier Duhamel. A publicação dessas acusações causaram uma grande comoção na França e provocaram uma chuva de depoimentos com a hashtag #MeTooInceste, que lembra o movimento #MeToo de 2017.












