Finch: Trailer mostra Tom Hanks, um cachorro e um robô contra o apocalipse
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de “Finch”, novo filme de Tom Hanks com lançamento exclusivo na plataforma. Com direção de Miguel Sapochnik, premiado com o Emmy por seu trabalho monumental na série “Game of Thrones”, a prévia mostra como Hanks, um cachorro e um robô formam uma família improvável durante o apocalipse. Na trama, Hanks vive o protagonista Finch, um engenheiro de robótica e um dos poucos sobreviventes de um evento solar cataclísmico que transformou o mundo num deserto. Vivendo em um abrigo subterrâneo há uma década, ele construiu um mundo próprio, que divide com seu cachorro Goodyear, e decide criar um robô (dublado por Caleb Landry Jones, de “Corra!”) para cuidar de Goodyear quando ele não puder mais. Enquanto o trio embarca em uma jornada perigosa em um desolado Oeste americano, Finch se esforça para mostrar à sua criação a alegria e a maravilha do que significa estar vivo. O longa tem produção de Robert Zemeckis, que curiosamente já dirigiu Hanks em situação parecida, como um náufrago isolado que tinha apenas a companhia de uma bola que batizou de Wilson, em “Náufrago” (2000). Tanto Wilson como Goodyear são marcas comerciais. “Finch” deveria ter estreado em agosto nos cinemas com o título de “BIOS”, com distribuição da Universal, mas acabou interceptado pela Apple, que adquiriu seus direitos para exibição em streaming. A situação está se tornando corriqueira na carreira do ator, já que este é o quarto longa consecutivo de Hanks que vai parar no streaming devido à pandemia. Ele teve “Greyhound”, disponibilizado anteriormente na própria Apple TV+, “Relatos do Mundo” negociado com a Netflix no mercado internacional e o vindouro “Pinóquio”, no qual interpreta Gepeto, reprogramado para a Disney+. A estreia de “Finch” em streaming está marcada para 5 de novembro.
Sobreviventes do primeiro “Halloween” se juntam no trailer da continuação
A Universal divulgou o trailer legendado de “Halloween Kills”, segundo filme da nova trilogia do psicopata Michael Myers, que ganhou um subtítulo nacional: “O Terror Continua”. A prévia mostra um reencontro dos sobreviventes do longa clássico dos anos 1970, que se unem para acabar de vez com a ameaça do bicho-papão mascarado. Quem viu o “Halloween” original, escrito e dirigido por John Carpenter em 1978, deve recordar que Laurie Strode (papel consagrado por Jamie Lee Curtis) trabalhava como babá quando se tornou a última sobrevivente do massacre cometido por Michael Myers. O que poucos lembram são as crianças da história. Pois os personagens mirins do filme original estão de volta. Lindsay Wallace e Tommy Doyle, as crianças que estavam sob os cuidados de Laurie durante o ataque do psicopata mascarado, mudaram muito com a meia-idade. Doyle é interpretado, em sua versão adulta, por Anthony Michael Hall (“O Vidente”). Mas a menina tem a mesma intérprete do filme original: Kyle Richards, que deu continuidade à carreira de atriz e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.). Eles se aliam à família de Laurie Strode para caçar o psicopata para impedir um novo massacre. Novamente dirigido por David Gordon Green, o terror vai chegar aos cinemas em 14 outubro no Brasil e já tem uma sequência encaminhada, que promete encerrar a franquia.
“Shang-Chi” segue no topo das bilheterias com US$ 320 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pelo terceiro fim de semana seguido. Ainda exibido em 4 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou US$ 21,7 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 176,9 milhões no mercado doméstico. Com isso, “Shang-Chi” se tornou o segundo lançamento de maior bilheteria do ano na América do Norte, atrás apenas da “Viúva Negra”. Mas, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o longa com Simu Liu teve lançamento exclusivo nos cinemas e deve ultrapassar a bilheteria total de US$ 183 milhões de “Viúva Negra” até o próximo fim de semana. No mundo inteiro, a produção do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu arrecadou US$ 320,6 milhões até o momento (mais US$ 20,3 milhões vieram do exterior neste fim de semana), apesar de não ter sido lançado na China, maior mercado cinematográfico do mundo, por censura política. Outro lançamento da Disney ocupa o 2º lugar. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego em seu sexto final de semana, caindo apenas 7% em relação à semana passada. A comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds faturou mais US$ 5,2 milhões para tingir o total doméstico de US$ 108,5 milhões. Melhor que isso, o filme se tornou um fenômeno na China. Graças aos US$ 85,6 milhões vindos do mercado chinês, está prestes a cruzar os US$ 300 milhões mundiais. A principal estreia da semana, “Cry Macho”, do diretor Clint Eastwood, ficou em 3º lugar nos EUA, faturando US$ 4,5 milhões de 3,9 mil cinemas. O neo-western dividiu a crítica, com 52% de aprovação e se tornou o terceiro lançamento consecutivo da Warner a fracassar nas bilheterias domésticas, após “Maligno” e “Caminhos da Memória”. Todos estes títulos têm em comum o fato de terem sido lançados simultaneamente na HBO Max nos EUA. E o mesmo vai acontecer com o esperado “Duna”, que já começou a ser exibido (exclusivamente nos cinemas) em alguns países neste fim de semana. O lançamento internacional de “Duna” chegou ao todo, em 24 mercados, onde o filme assumiu o 1º lugar e rendeu US$ 36,8 milhões, um desempenho acima das expectativas para a superprodução dirigida por Denis Villeneuve. As melhores performances foram na Rússia (US$ 7,6 milhões), França (US$ 7,5 milhões) e Alemanha (US$ 4,9 milhões). A estreia da sci-fi no Brasil vai acontecer apenas em 21 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Belfast”, novo filme de Kenneth Branagh, vence Festival de Toronto
“Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), foi o grande vencedor do Festival de Toronto. A produção levou o People’s Choice Award durante o encerramento do evento na noite deste sábado (18/9). O principal prêmio de Toronto não tem júri e é resultado da votação do público do festival canadense. E o gosto desse público costuma bater com os eleitores do Oscar. No ano passado, por exemplo, “Nomadland” venceu Toronto e, meses depois, o Oscar de Melhor Filme. Além de “Belfast”, o People’s Choice Award destacou “Scarborough”, drama indie canadense dirigido por Shasha Nakhai e Rich Williamson, e “The Power of the Dog”, western da diretora Jane Campion produzido pela Netflix, em 2º e 3º lugares, respectivamente, além de “The Rescue”, dos diretores E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, como melhor documentário, e “Titane”, da francesa Julia Ducournau, que venceu o Festival de Cannes, como melhor título da mostra Midnight Madness. “Estou emocionado, tocado e profundamente grato”, disse Branagh em comunicado sobre a conquista de “Belfast”. O drama do cineasta também conquistou a crítica internacional, arrancando elogios rasgados durante sua passagem pelo festival canadense e pelo Festival de Telluride, nos EUA. “Um dos melhores filmes do ano, sem dúvida”, definiu o veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Com suas principais cenas rodadas em preto e branco, o longa recria o período de tumultos políticos do final dos anos 1960 na Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Considerado o filme mais pessoal de Branagh, que cresceu na região retratada, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. O filme tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.
Mario Camus (1935–2021)
O diretor espanhol Mario Camus, premiado nos festivais de Cannes e Berlim, morreu neste sábado (18/9) em Santander, na Espanha, aos 86 anos. Com uma carreira de quase seis décadas, Camus era autor de diversos clássicos do cinema espanhol. Seu primeiro longa, “Los Farsantes”, foi lançado em 1963. Três anos depois já estava disputando a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “Con El Viento Solano”. Ele também dirigiu sucessos comerciais, como “Essa Mulher” (1969), estrelado pela diva Sara Montiel, e até o western spaghetti “A Cólera de Trinity” (1970), com o astro italiano Terence Hill. O reconhecimento internacional veio apenas nos anos 1980, após Camus passar pela TV e se reinventar com “A Colmeia” (1982), em que explorou os contrastes sociais entre os artistas marginalizados pela ditadura e a burguesia que prosperou em meio às barbaridades do governo de Francisco Franco. Aclamado pela crítica, o filme venceu diversos prêmios importantes, inclusive o Leão de Ouro do Festival de Berlim. “A Colmeia” era adaptação de um romance de Camilo José Cela e sua consagração inspirou o diretor a se especializar em filmagens de obras importantes. Um ano após vencer Berlim, ele recebeu uma menção especial do júri do Festival de Cannes por outra adaptação, “Os Santos Inocentes” (1984), baseado no livro de Miguel Delibes. Além disso, o festival francês também premiou sua dupla de intérpretes, Paco Rabal e Alfredo Landa. Uma de suas adaptações mais populares foi “A Casa de Bernarda Alba” (1987), baseada na célebre peça de Federico García Lorca, premiada no Goya, o Oscar espanhol. A partir dos anos 1990, porém, decidiu mudar de estratégia e passou a filmar suas próprias histórias, o que acabou sendo ótimo para sua carreira. Ele recebeu quatro indicações ao Goya de Melhor Roteirista, obtendo uma vitória por “Sombras en una Batalla” (1993). O sucesso como roteirista deu impulso a uma atividade paralela, levando-o a escrever para outros cineastas. Um de seus últimos trabalhos foi o roteiro de “Roma, Um Nome de Mulher” (2004), dirigido pelo argentino Adolfo Aristarain, que lhe renderam os prêmios finais de sua carreira, como Melhor Roteirista nos festivais de Havana (Cuba) e Toulouse (França), além de sua derradeira indicação ao Goya. Camus encerrou a filmografia com “El Prado de las Estrellas”, que escreveu e dirigiu em 2007. Quatro anos depois, foi convidado de volta ao Goya para receber uma grande homenagem, com um prêmio especial pelas realizações de sua vida artística.
Rússia acelera corrida contra Tom Cruise para fazer o primeiro filme no espaço
Mais de 60 anos depois do Sputnik, a Rússia volta a disputar com os EUA uma nova corrida espacial, desta vez para realizar o primeiro filme rodado no espaço. Depois de Tom Cruise anunciar seus planos de rodar um épico de US$ 200 milhões acima da atmosfera, uma produção russa se antecipou e já está pronta para decolar seu projeto. A agência espacial russa, Roscosmos, anunciou que enviará a atriz Yuliya Peresild (“O Guardião dos Mundos”) e o diretor Klim Shipenko daqui há duas semanas à ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) para que possam rodar o primeiro filme de ficção no espaço. “The Challenge” vai contar a história de uma médica russa enviado à ISS para salvar a vida de um cosmonauta. Se tudo correr conforme o planejado, a equipe de produção partirá em outubro em uma missão de 12 dias para realizar o feito histórico. A equipe de produção recebeu um curso intensivo de viagem espacial no início deste ano no Centro Yuri Gagarin de Treinamento de Cosmonautas. Na quinta-feira (16/9), uma comissão de especialistas médicos e de segurança do Centro deu sua aprovação para o projeto prosseguir. Shipenko e Peresild estão programados para entrar em órbita em 5 de outubro em uma espaçonave Soyuz pilotada por Anton Shkaplerov, um cosmonauta veterano, com uma tripulação reserva de prontidão para o caso de qualquer problema médico de última hora. Em uma entrevista coletiva em Moscou, Peresild disse que era “tarde demais” para temer a tarefa cósmica à frente. “Se você tem medo de lobos, não deveria ir para a floresta”, disse ela aos repórteres, acrescentando: “Simplesmente não sobra tempo para o medo”. Por curiosidade, o diretor Shipenko já dramatizou um voo espacial em estúdio, no filme “Salyut-7”, sobre uma missão espacial soviética de 1985 (com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes). Desta vez, não precisará de efeitos visuais para criar a sensação de mergulho nas estrelas.
Vídeo mostra emoção de Daniel Craig ao se despedir do papel de James Bond
Na tela, Daniel Craig parece muito durão. Mas nos bastidores, toda a emoção acumulada em cinco filmes como o agente secreto James Bond, rendeu lágrimas emocionadas. Um vídeo que flagra seu breve discurso de despedida da franquia mostrou que ele não conseguiu manter a pose, mesmo de smoking. “Muitas pessoas aqui trabalharam em cinco filmes comigo, e eu sei que muitas coisas foram ditas sobre o que eu penso sobre esses filmes ou todos os filmes, seja o que for”, disse Craig, dirigindo-se ao elenco e à equipe no set de “007 – Sem tempo para Morrer”. “Mas a verdade é que adorei cada segundo desses filmes, e especialmente este, porque eu me levantava todas as manhãs e tinha a chance de trabalhar com vocês. E essa foi uma das maiores honras da minha vida. ” O vídeo foi feito no final de 2019, mas surgiu e se tornou viral na sexta-feira (17/9). Apesar de ter estrelado cinco filmes de Bond, Graig ainda é superado por Sean Connery e Roger Moore, que interpretaram o papel sete vezes. A despedida do ator, dirigida por Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”), envolve um segredo de Madeleine Swann (Léa Seydoux), a paixão do agente secreto 007, relacionado ao vilão da vez, o deformado Safin (Rami Malek). Isto faz o espião que amava embarcar numa última missão, aliando-se a velhos amigos. Chamar de amigo o vilão Blofeld (Christoph Waltz), de “007 Contra Spectre” (2015), é um pouco exagerado. Mas os demais, M (Ralph Fiennes), Q (Ben Whishaw) e Eve Moneypenny (Naomie Harris) estão na franquia desde “007: Operação Skyfall” (2012). Além deles, o filme traz de volta o parceiro mais antigo do 007 de Craig, o agente da CIA Felix Leiter (Jeffrey Wright), visto em “007: Cassino Royale” (2006) e “007: Quantum of Solace” (2008). Mas também há novas aliadas, encarnadas por Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) e Lashana Lynch (“Capitã Marvel”), que interpreta uma nova 007. Originalmente previsto para março do ano passado, o longa sofreu vários adiamentos até definir que vai mesmo chegar às telas em 30 de setembro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA. Daniel Craig’s farewell speech after wrapping No Time To Die, his last 𝒆𝒗𝒆𝒓 James Bond film. 🍸 @007 pic.twitter.com/xCqab3JK3z — Filmthusiast (@itsfilmthusiast) September 17, 2021
Drama indie com Steven Yeun referencia “The Walking Dead” em seu trailer
O estúdio indie A24 divulgou o pôster e o trailer do drama “The Humans”, que aproveita a participação de Steven Yeun em seu elenco para abrir a prévia com uma meta-referência sobre “The Walking Dead”. Veja abaixo. Estrelado por Yeun e Beanie Feldstein (“Fora de Série”), “The Humans” gira em torno de um casal que acaba de se mudar para um duplex em Chinatown e, antes de ter a chance de se estabelecer, recebe visitas dos parentes para celebrar o Dia de Ação de Graças. As cenas passadas em poucos e claustrofóbicos cenários, o elenco reduzido e a narrativa repleta de diálogos entregam a origem teatral da história. A adaptação é do próprio autor da peça original, Stephen Karam, que assina roteiro e direção. O elenco também inclui June Squibb (“Nebraska”), Jayne Houdyshell (“Adoráveis Mulheres”), Amy Schumer (“Descompensada”) e Richard Jenkins (“A Forma da Água”), que após a exibição do filme no Festival de Toronto passou a ser considerado nome certo na disputa do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante no ano que vem. A estreia comercial está marcada para 24 de novembro nos EUA e não há previsão para o lançamento no Brasil.
“Os Garotos Perdidos” terá remake com atores de “It” e “Um Lugar Silencioso”
Sem conseguir transformar “Os Garotos Perdidos” (The Lost Boys) em série, a Warner Bros. vai refilmar o longa de 1987 com novo elenco jovem. Noah Jupe, conhecido pela franquia “Um Lugar Silencioso”, e Jaeden Martell, de “It: A Coisa”, vão estrelar a nova versão da história de vampiros, que está sendo escrita por Randy McKinnon (“Grand Army”) e terá direção de Jonathan Entwistle (“I’m Not Okay With This”). O filme original era uma comédia de terror sobre dois irmãos que se mudam com a mãe recém-divorciada para uma cidade litorânea da Califórnia, sem saber que o local é secretamente aterrorizada por uma gangue de vampiros delinquentes juvenis. Quando o irmão mais velho vira alvo das criaturas, o caçula se alia a dois nerds locais que se consideram caçadores de vampiros. Dirigido por Joel Schumacher, “Os Garotos Perdidos” foi responsável por juntar pela primeira vez no cinema os atores Corey Haim e Corey Feldman, que formariam uma dupla inseparável ao longo da década, ao mesmo tempo em que explorou a imagem de Jim Morrison, cantor da banda The Doors, como referência para uma juventude vampírica que se recusava a envelhecer. A Warner chegou a desenvolver dois pilotos para transformar esta história numa série da rede The CW. O primeiro tinha direção de Catherine Hardwicke (de “Crepúsculo”) e passou por diversas mudanças antes de ser abandonado. Já o segundo, comandado por Marcos Siega (“The Vampire Diaries”), teve suas filmagens paralisadas pela pandemia do coronavírus e foi descartado antes que pudesse ser retomado. Fãs do original comemoraram, porque o projeto mudava sexo e etnia dos protagonistas. Lembre abaixo o trailer de 1987.
Paramount+ vai exibir novo “Atividade Paranormal” no Halloween
A Paramount+ divulgou nas redes sociais o teaser do 7º capítulo da franquia “Atividade Paranormal”, intitulado em inglês “Paranormal Activity: Next of Kin”. Co-produzido pela Blumhouse, o filme é descrito como um reboot e não uma sequência da franquia, que foi interrompida em 2015. Embora a sinopse ainda não tenha sido divulgada, a prévia situa a trama numa comunidade religiosa reclusa. O elenco destaca Emily Bader (“A Noite da Bruxa”), Roland Buck III (“Chicago Med”), Dan Lippert (“Son of Zorn”) e Henry Ayres-Brown (“The Blacklist”). O roteiro foi escrito por Christopher Landon (“A Morte Te Dá Parabéns”) e a direção é de William Eubank (“O Sinal ‑ Frequência do Medo”). O filme chegará à plataforma no dia 29 de outubro, na véspera do Halloween. This Halloween, The Activity is Reborn. #ParanormalActivity: Next of Kin premieres exclusively on #ParamountPlus Oct 29. https://t.co/ox4dp5JerD pic.twitter.com/bKvS2UxB8P — Paramount+ (@paramountplus) September 17, 2021
Bastidores da Odebrecht vão virar filme ou série de streaming
A história dos bastidores da empreiteira Odebrecht, envolvida em denúncias de corrupção e num conflito sanguíneo entre Emilio e Marcelo Odebrecht, uma relação de ódio entre pai e filho em meio ao mar de lama que emergiu durante a operação Lava Jato, vai virar filme ou série de streaming. A trama verídica foi transformada em thriller literário pela escritora Malu Gaspar no livro “A Organização — A Odebrecht e o Esquema de Corrupção que Chocou o Mundo”, lançado pela Companhia das Letras no ano passado. E os direitos de adaptação foram agora adquiridos pela produtora Glaz Entretenimento. A escritora é a mesma de “Tudo ou Nada”, que em 2014 descreveu a ascensão e queda de Eike Batista. Em seu novo livro Gaspar narra, numa reportagem com ritmo de suspense criminal, o surgimento da maior e mais poderosa máquina de corrupção que o país já conheceu desde sua formação nos anos 1940 até sua implosão nas investigações da Lava Jato. Devido ao alcance internacional da empresa, a adaptação mira o mercado de streaming. A produção é polêmica e deverá gerar embates jurídicos e políticos, já que Lula, personagem de destaque do livro, pode voltar ao poder durante as filmagens.
Filmes online: “O Esquadrão Suicida”, “Um Lugar Silencioso 2” e “Nomadland” chegam em casa
A diversão do fim de semana está garantida com o lançamento de dois blockbusters e o vencedor do Oscar 2021 nas plataformas de locação digital. A adaptação cômica e violenta dos quadrinhos de “O Esquadrão Suicida”, com várias cenas de cair o queixo, o suspense intenso da sci-fi de monstros “Um Lugar Silencioso – Parte II” e o mergulho reflexivo do premiadíssimo “Nomadland”, que consagrou a sensibilidade da diretora Chloé Zhao, são os pontos altos da programação. Também são os títulos mais conhecidos, sobre os quais muito se falou na imprensa. Mas a variedade de lançamentos permite muitas descobertas entre as produções menos populares, incluindo dois títulos LGBTQIAP+ importantes – o musical “Todos Estão Falando Sobre Jamie” e o drama brasileiro “Valentina” – , filmes italianos cultuados – “Capital Humano” e “Incompreendida” – , suspenses franceses angustiantes – “O Baile das Mulheres Loucas” e “BAC Nord: Sob Pressão” – , dramas cinéfilos premiados em festivais internacionais – “A 200 Metros”, “O Pai Que Move Montanhas” – , e muitas outras opções. Confira abaixo uma seleção (com os trailers) de 20 dicas de filmes que estrearam nas plataformas de streaming e VOD (locação digital) nesta semana. O Esquadrão Suicida | EUA | Ação (Apple TV, Google Play, HBO Max, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Lugar Silencioso – Parte II | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, YouTube Filmes) Nomadland | EUA | Drama (Telecine) Todos Estão Falando Sobre Jamie | Reino Unido | Musical (Amazon Prime Video) Valentina | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Incompreendida | Itália | Drama (Reserva Imovision) Capital Humano | Itália | Drama (Reserva Imovision) O Baile das Mulheres Loucas | França | Thriller (Amazon Prime Video) BAC Nord: Sob Pressão | França | Policial (Netflix) Bad Investigate | Portugal | Comédia (Vivo Play) O Pai Que Move Montanhas | Romênia | Drama (Netflix) A 200 Metros | Jordânia | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Lamento | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Cisterna | Brasil | Suspense (NOW, Sky Play, Vivo Play) Herói de Dois Mundos | China | Fantasia (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Noitários de Arrepiar | EUA | Infantil (Netflix) Diretamente de Lugar Nenhum: Scooby-Doo! Encontra Coragem | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Batman: O Longo Dia das Bruxas – Partes 1 e 2 | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Música para quando as Luzes se Apagam | Brasil | Docudrama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Under the Volcano | EUA | Documentário (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)
Jane Powell (1929–2021)
A atriz Jane Powell, estrela de vários musicais clássicos de Hollywood, morreu nesta quinta-feira (16/9) de causas naturais em sua casa em Wilton, Connecticut, aos 92 anos. Ela começou a carreira ainda adolescente e sempre projetou uma imagem de garota inocente, desde a primeira aparição nas telas, com 15 anos de idade em “Viva a Juventude”, de 1944. Seu nome verdadeiro não era nada parecido com aquele que a tornaria famosa. Jane Powell na verdade era Suzanne Lorraine Burce. Sua trajetória foi preparada desde cedo pelos pais, que investiram para transformá-la numa nova Shirley Temple, com aulas de canto, dança e atuação desde a infância. A aposta em seu talento fez sua família se mudar de Portland, Oregon, para Los Angeles, onde ela entrou em diversos concursos de talentos, até vencer competições de canto e assinar contratos de rádio. Em entrevista para o jornal Chicago Tribune, em 2011, ela confessou que, por mais que tenha adorado sua infância artística, acabou se tornando uma jovem solitária. “Era emocionante. Conheci pessoas que nunca conheceria. Mas senti falta de amizades da minha idade e daquilo que todos os jovens sentem falta se não têm a progressão normal do ensino fundamental para o médio. Não tive festas do pijama, nem noites de garotas. Eu não conhecia ninguém. Foi uma vida solitária, realmente.” O nome artístico foi consequência de seu primeiro filme. Em “Viva a Juventude”, ela deu vida a uma estrela mirim de cinema muito famosa, que só queria ter uma vida normal e conviver com outras crianças normais. Um de seus números musicais na trama, “Too Much in Love”, recebeu uma indicação ao Oscar de melhor Canção Original. Em suma, ela fez tanto sucesso na estreia que foi instruída pelo estúdio a adotar o nome da personagem como se fosse dela mesmo. Seu papel se chamava Jane Powell. A adolescente cresceu diante das câmeras de cinema, filmada geralmente em cores vibrantes de Technicolor em produções do megaprodutor Joe Pasternak. Em uma década, ela se transformou de “Deliciosamente Perigosa” (1945) em uma das “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954). Entre um e outro, ainda estrelou musicais com Carmen Miranda, como “O Príncipe Encantado” (1948), que também incluía a jovem Elizabeth Taylor – futura dama de honra de seu primeiro casamento – , e “Romance Carioca” (1950), sem esquecer do clássico absoluto “Núpcias Reais” (1951), em que dançou e cantou com Fred Astaire. “Núpcias Reais” marcou a primeira vez que Powell viveu uma personagem adulta. Ironicamente, ela era apenas a terceira opção para o papel da irmã esperta de Astaire, substituindo June Allyson (que engravidou) e Judy Garland (que foi demitida após perder um ensaio). Mas o filme foi muito importante para sua carreira, pois a aproximou do diretor Stanley Donen, que logo depois a escalou em seu papel mais famoso. O auge da carreira da atriz aconteceu em “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), um dos mais populares filmes da MGM de todos os tempos, em que viveu a cozinheira de pensão Milly, que se apaixona pelo fazendeiro caipira Adam (Howard Keel) e começa a ensinar a seus seis irmãos rudes uma ou duas coisas sobre boas maneiras. O detalhe é que a MGM estava apostando em outro musical naquele ano, “A Lenda dos Beijos Perdidos”, com Gene Kelly e Cyd Charisse. Só que o público e a crítica foram unânimes em preferir o romance de Powell e Kell. Além de lotar cinemas, o longa de Stanley Donen teve cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme (perdeu para o clássico “Sindicato de Ladrões”). Com sua voz de soprano, Powell também teve uma carreira repleta de discos, shows e espetáculos da Broadway. Mas sua estreia nos grandes palcos de Nova York só aconteceu nos anos 1970, como substituta de sua velha amiga Debbie Reynolds em uma remontagem de “Irene”. Ela e Reynolds já tinham trabalho juntas no cinema em “Quando Canta o Coração” (1950), “Tentações de Adão” (1954) e “Marujos e Sereias” (1955). Depois de fazer “Marujos e Sereias”, Powell pediu para ser dispensada de seu contrato com a MGM e deixou o estúdio aos 26 anos, em novembro de 1955. Sua saída de cena também marcou o fim da era dos grandes musicais da MGM. Numa mudança radical, ela virou loira sexy na comédia “Uma Aventura em Balboa” (1957), estrelou um filme noir, “Naufrágio de uma Ilusão” (1958), e sua primeira aventura de ação, “O Maior Ódio de um Homem” (1958), antes de trocar o cinema pela televisão nos anos 1960. Ela chegou a fazer o piloto de uma série, “The Jane Powell Show”, que foi exibido como telefilme em 1961, e seguiu o resto da carreira fazendo participações em séries, como “O Barco do Amor”, “Ilha da Fantasia”, “Assassinato por Escrito” e “Tudo em Família”. Nesta última, teve um papel recorrente, de 1988 a 1990, como a mãe viúva do personagem de Alan Thicke. Seu último papel dramático foi na série “Law & Order: SVU”, interpretando uma mulher com demência num episódio exibido em 2002. Jane Powell teve cinco maridos. O primeiro casamento foi com Geary Steffen, o parceiro de patinação da campeã olímpica norueguesa Sonja Henie, que aconteceu em 1949 numa festa para 500 pessoas e com Elizabeth Taylor como dama de honra. Já o último casamento foi com o ex-astro infantil Dickie Moore (“Oliver Twist”). Eles ficaram juntos de 1988 até a morte de Moore, em 2015. Lembre abaixo uma famosa interpretação musical de Powell em “Sete Noivas para Sete Irmãos”.












