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Filme, Série

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  • Filme

    “Shang-Chi” é primeiro filme com US$ 200 milhões nas bilheterias dos EUA durante a pandemia

    1 de outubro de 2021 /

    “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” virou a primeira produção a arrecadar mais de US$ 200 milhões nas bilheterias norte-americanas durante a pandemia – isto é, desde março de 2020. A marca foi atingida na quinta (30/9) e contabilizada nesta sexta-feira. No fim de semana passado, o filme já tinha se tornado o filme mais bem-sucedido do período na América do Norte, ocasião em que atingiu o total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá, superando com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. O filme também superou a bilheteria do fenômeno “Podres de Ricos”, que em 2018 – portanto, antes da pandemia – tinha sido considerado um marco para a representatividade asiática em Hollywood. A comédia romântica de elenco asiático-americano faturou ao todo US$ 174,5 milhões no mercado doméstico. Apesar do sucesso nacional, o bloqueio do lançamento de “Shang-Chi” na China, devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o longa do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Impedido de entrar na China, “Shang-Chi” nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, que somou US$ 716,5 milhões em ingressos vendidos ao redor do mundo. A produção da Disney também vai perder o 1º lugar nas bilheterias nos EUA neste fim de semana, após manter a posição durante um mês, para outra adaptação de quadrinhos da Marvel, só que da Sony: “Venom: Tempo de Carnificina”, que estreia nesta sexta (1/10) no país, uma semana antes do lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Will Smith diz que seu melhor e pior filme têm o mesmo diretor

    1 de outubro de 2021 /

    O astro Will Smith revelou os filmes que representariam o melhor e o pior de sua filmografia. Em entrevista para a revista GQ, ele não teve dificuldades em nomear seus favoritos e também tinha seu grande equívoco na ponta da língua. Ele considerou um empate para definir os dois melhores exemplos de sua carreira. Mas ao selecionar o pior, criou uma coincidência curiosa. A lista tem obras dirigidas por Barry Sonnenfeld como exemplos positivo e negativo. “Para melhor, acho que é um empate entre o primeiro ‘MIB: Homens de Preto’ e ‘À Procura da Felicidade’”, disse Smith. “Por razões diferentes, esses dois filmes são quase perfeitos”. “Homens de Preto” foi um enorme sucesso de bilheteria de 1997 que originou uma franquia. Já o drama “À Procura da Felicidade”, que também foi um sucesso, teve impacto mais importante, dando a Smith uma indicação ao Oscar em 2007. Quanto ao título que ele considera seu pior filme, o escolhido foi “As Loucas Aventuras de James West”. Adaptação de uma série televisiva dos anos 1960, o western fantasioso foi a segunda parceria do astro com Barry Sonnenfeld, justamente após o impacto do blockbuster “Homens de Preto”. Mas o filme de 1999 foi destruído pela crítica, fracassou nas bilheterias e ainda venceu cinco troféus Framboesa de Ouro, entregue aos piores do ano. Apesar do mal-estar causado pelo western, Smith e Sonnenfeld ainda voltaram a trabalhar juntos em “MIB: Homens de Preto 2” e “MIB: Homens de Preto 3”, projetos que foram bem-sucedidos.

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  • Filme

    “G.I. Joe Origens: Snake Eyes” e 20 filmes pra ver online

    1 de outubro de 2021 /

    Após ter a distribuição nos cinemas cancelada na véspera da estreia em agosto, “G.I. Joe Origens: Snake Eyes” finalmente chega ao Brasil via PVOD (sessão digital com preço “premium”). O lançamento digital mais comercial da semana é um filme de ação que conta a origem do antagonismo entre o personagem-título (vivido por Henry Golding, de “Podres de Ricos”) e seu rival Storm Shadow (Andrew Koji, da série “Warrior”), personagens da franquia de brinquedos, desenhos animados e quadrinhos “G.I. Joe”. Não foi o único filme que trocou as exibições cinematográficas por estreia online no país. “Na Mente do Demônio”, primeiro terror de Neill Blomkamp, diretor conhecido por ficções científicas como “Distrito 9” e “Elysium”, também faz parte da programação de estreias digitais. Os dois lançamentos pularam os cinemas brasileiros após fracassarem nas bilheterias e obterem críticas muito negativas nos EUA – detalhe importante. Por sinal, a quantidade de lançamentos de terror chama atenção. Com o início do mês do Halloween, a tendência é contar com cada vez mais opções do gênero. As melhores alternativas são os dois títulos da 2ª “temporada” de “Welcome to the Blumhouse”, pareceria entre a produtora Blumhouse e a Amazon para lançar novos talentos no gênero. A mexicana Gigi Saul Guerrero (“El Gigante”) dirige Adriana Barraza (indicada ao Oscar por “Babel”) em luta contra uma força maligna que tomou conta do salão de bingo local em “Bingo Hell”, enquanto Maritte Lee Go (da antologia “Phobias”) faz sua estreia em longas-metragens em “Black as Night”, reunindo adolescentes para enfrentar vampiros que aterrorizam Nova Orleans. A lista também destaca thrillers e suspenses tensos, incluindo o brasileiro “O Silêncio da Chuva”, lançado nos cinemas na semana passada. É neste filão que se encontra a melhor estreia da semana, “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, em que Joaquin Phoenix (o “Coringa”) tenta resgatar a filha adolescente de um político das garras de traficantes de mulheres. Foi premiado no Festival de Cannes com os troféus de Melhor Ator e Roteiro (da diretora Lynne Ramsay, de “Precisamos Falar sobre o Kevin”), e tem trilha sonora composta pelo guitarrista do Radiohead Jonny Greenwood (“Sangue Negro”). Os cinéfilos ainda dispõem de muitas outras opções dramáticas, incluindo os impactantes “Nossas Crianças” e “3000 Noites”, que abordam o futuro das crianças em meio à polarização violenta do mundo atual. São, ao todo, 20 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana, incluindo o primeiro curta de animação produzido pela Apple. Confira abaixo todas as sugestões (com trailers).     G.I. Joe Origens: Snake Eyes | EUA | Ação (Apple TV, Google Play, Microsoft Store, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Bingo Hell | EUA | Terror (Amazon Prime Video)     Black as Night | EUA | Terror (Amazon Prime Video)     Ninguém Sai Vivo | EUA | Terror (Netflix)     Na Mente do Demônio | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes)     Você Nunca Esteve Realmente Aqui | Reino Unido | Thriller (Supo Mungam Plus)     O Culpado | EUA | Suspense (Netflix)     O Silêncio da Chuva | Brasil | Suspense (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, PingPlay, Vivo Play, YouTube Filmes)     438 Dias | Suécia | Thriller (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Ficaremos Bem | Noruega, Suécia | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Nossas Crianças | Noruega, Suécia | Drama (Supo Mungam Plus)     Um Lugar | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Four Good Days | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Anne at 13,000 Ft. | Canadá | Drama (MUBI)     Cemitério de Esplendor | Tailândia | Drama (MUBI)     3000 Noites | Palestina | Drama (Supo Mungam Plus)     Hava, Maryam, Ayesha | Afeganistão | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Encarcerados | Brasil | Documentário (NOW, Vivo Play)     As Aventuras do Avião Vermelho | Brasil | Animação (Netflix)     Blush | EUA | Animação (Apple TV+)

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    Versão do diretor de “Rocky IV” ganha trailer de 3 minutos

    30 de setembro de 2021 /

    A MGM divulgou o pôster oficial e um trailer de 3 minutos da versão do diretor de “Rocky IV”. Escrito e dirigido por Sylvester Stallone, o filme será relançado com o título de “Rocky IV: Rocky vs. Drago – The Ultimate Director’s Cut” no mercado de streaming. A produção original foi um fenômeno em 1985, faturando US$ 300 milhões, a maior bilheteria da franquia inteira, mas também teve a trama mais fraca de todas, apesar de trazer a morte de Apollo Creed (Carl Weathers) e introduzir um dos maiores rivais de Rocky, Ivan Drago, interpretado por Dolph Lundgren. O confronto dos dois personagens marcou tanto que eles voltaram a se encontrar novamente em “Creed II”, lançado em 2018. Apesar do sucesso, o próprio Stallone nunca escondeu certo descontentamento com o resultado final de “Rocky IV”. Por isso, insistiu com a MGM para ter uma oportunidade de revisitar os negativos, preparando uma nova edição com cenas inéditas e uma nova montagem para dar mais ritmo e aumentar o impacto da produção. A nova versão chegará ao streaming em 12 de novembro nos Estados Unidos, mas o lançamento no Brasil ainda não foi anunciado.

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    Apple vai lançar filme que junta Brad Pitt e George Clooney

    30 de setembro de 2021 /

    A Apple venceu a disputa pelos direitos de produção e distribuição do novo filme que vai juntar os astros Brad Pitt e George Clooney, duas décadas após a estreia da trilogia “Onze Homens e um Segredo” (2001). Eles vão estrelar um filme ainda sem título, que terá direção de Jon Watts, cineasta da atual trilogia do “Homem-Aranha” no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). O projeto é descrito como um suspense sobre dois assassinos de aluguel contratados para o mesmo serviço. Pitt e Clooney também produzirão o longa-metragem por meio de suas produtoras, a Plan B Entertainment e a Smokehouse Pictures, respectivamente. A empresa de big tec superou a oferta de vários interessados na produção, incluindo alguns estúdios de Hollywood, como Sony, que lança os filmes do “Homem-Aranha”, MGM, Universal, Warner Bros e Lionsgate, além das maiores plataforma de streaming, Netflix e Amazon Prime Video, para conquistar o direito de lançar o projeto na Apple TV+. O detalhe é que a produção não será exclusiva de streaming. Para bater o martelo, a Apple se comprometeu em realizar um lançamento amplo nos cinemas antes de disponibilizar o filme em sua plataforma. Segundo informações levantadas pelas principais publicações de entretenimento dos EUA, Pitt e Clooney concordaram em abrir mão de dezenas de milhões de dólares na negociação para assegurar o lançamento em tela grande. Ainda não há cronograma de produção conhecido nem previsão para a estreia.

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    Trailer mostra humor ácido do vencedor do Festival de Berlim 2021

    30 de setembro de 2021 /

    A Magnolia Pictures divulgou o pôster e o trailer americanos de “Bad Luck Banging or Loony Porn”, filme vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano. A comédia ácida romena, cujo título em tradução livre significa “Sexo Azarado ou Pornô de Malucos”, acompanha uma professora (Katia Pascariu) que precisa lidar com o vazamento de sua sex tape na internet. Assediada em seu dia-a-dia, ela ainda tem que enfrentar o assédio corporativo numa reunião de pais e mestres que exibe o infame vídeo para decidir sua punição. Além de usar humor insólito para denunciar a hipocrisia dos defensores da moral e dos bons costumes, o diretor Radu Jude também incorporou a pandemia em sua trama, gravando os atores com máscaras para refletir a situação do mundo real, em vez de adotar o negacionismo da maioria dos filmes realizados recentemente, situados num planeta sem covid-19. Ao anunciar o prêmio, o júri de Berlim tentou definir a obra da seguinte forma: “É um filme elaborado, mas também selvagem. Inteligente, mas infantil. Geométrico, mas vibrante. Impreciso, mas da melhor forma possível. Ataca o espectador, evoca a discordância, mas não deixa que ninguém o ignore.” “Bad Luck Banging or Loony Porn” foi segundo Urso de Ouro de Radu Jude, que já tinha vencido o Festival de Berlim em 2015 com a aventura “Aferim!”. A estreia do novo filme vai acontecer em 19 de novembro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Criador de “High School Musical: A Série: O Musical” vai dirigir “Mudança de Hábito 3”

    30 de setembro de 2021 /

    A Disney definiu Tim Federle como diretor de “Mudança de Hábito 3”, que vai retomar a franquia dos anos 1990 num lançamento para a plataforma de streaming do estúdio. Criador de “High School Musical: A Série: O Musical”, Federle tem afinidade com o gênero da comédia musical e deu seus primeiros passos como diretor à frente de “High School Musical: O Musical: Especial de Festas” no ano passado, além de estar filmando atualmente a comédia infantil “Better Nate Than Ever” com produção da própria Disney. O roteiro da continuação está a cargo de Madhuri Shekar (da série “The Nevers”) e vai resgatar vários integrantes dos dois longas originais, incluindo a protagonista. A continuação contará com a volta de Whoppi Goldberg ao papel da falsa freira Deloris Wilson, que ela interpretou no primeiro longa de 1992 e em sua continuação do ano seguinte. A atriz também vai produzir a sequência, ao lado do cineasta Tyler Perry (“Um Funeral em Família”). No filme original, Goldberg vivia uma cantora que, após se tornar testemunha de um crime, é escondida pela polícia em um convento, disfarçada de freira. O resultado dessa combinação gerou um choque cultural que marcou época e rendeu grandes bilheterias.

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    Anime baseado no filme “Bright” ganha trailer dublado

    30 de setembro de 2021 /

    A Netflix divulgou a versão dublada em português do trailer de “Bright: Alma de Samurai” (Bright: Samurai Soul), um anime derivado do filme “Bright” – lançado pela plataforma em 2017. A trama não envolve os personagens vistos no longa, que foi estrelado por Will Smith e Joel Edgerton. Em vez disso, acontece no passado distante, no Japão durante o final do Shogunato, acompanhando um samurai errante chamado Izo e um orc chamado Raiden, que se unem para conduzir uma jovem elfa a salvo para a terra de seu povo no norte, enfrentando inimigos que querem o poder dela. Em suma, basicamente a história de “Bright”, só com samurais em vez de policiais. O visual da produção chama atenção por combinar a estética da arte de impressão em xilogravura japonesa com tecnologia 3DCG. A direção é de Kyohei Ishiguro (“Palavras que Borbulham como Refrigerante”) e a versão em inglês destaca a dublagem de Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como Izo. “Bright: Samurai Soul” estreia em 12 de outubro. Veja abaixo o trailer com a dublagem em português e a versão em inglês (originalmente liberada há duas semanas).

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    Encanto: Trailer apresenta família mágica da nova animação da Disney

    30 de setembro de 2021 /

    A Disney divulgou mais um pôster nacional e o primeiro trailer completo de sua nova animação, “Encanto”, concebida pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro em Nova York”). A prévia apresenta os Madrigal, uma família extraordinária que mora nas montanhas da Colômbia, numa região mágica conhecida como Encanto. Neste lugar, os integrantes da família foram abençoadas com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todas, exceto Mirabel. O vídeo explora sua frustração por não ser especial, até que a magia que cerca Encanto começa a entrar em colapso, fazendo com que Mirabel perceba que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional. O filme destaca a atriz Stephanie Beatriz (de “Brooklyn Nine-Nine”) como a dubladora original da protagonista e vários astros latinos como as vozes de sua família, incluindo Diane Guerrero (“Patrulha do Destino”), John Leguizamo (“Bloodline”), Wilmer Valderrama (“NCIS”), Angie Cepeda (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”), Rhenzy Feliz (“Fugitivos da Marvel”/Runaways) e Ravi Cabot-Conyers (“#BlackAF”). A direção está a cargo de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith – que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”). Além disso, Bush e Castro Smith também assinam o roteiro com Miranda. A estreia está marcada para novembro nos cinemas. Veja o trailer abaixo em duas versões: dublada em português e legendada.

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    “007 – Sem Tempo para Morrer” é a principal estreia nos cinemas

    30 de setembro de 2021 /

    A estreia de “007 – Sem Tempo para Morrer” nesta quinta (30/9) encerra uma longa espera. Três vezes adiado pela pandemia, o 25º lançamento da franquia oficial do agente secreto deixou passar seis anos desde “007 Contra Spectre” e só fez crescer a expectativa para a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond. Com o retorno de vários personagens dos filmes anteriores, sua história tenta dar uma conclusão em ritmo acelerado à trajetória iniciada em 2006 com “Cassino Royale”. No processo, consagra Craig como o mais sentimental dos intérpretes do personagem, sem abrir mão das cenas de ação mirabolantes, o vilão de gibi e as Bond girls boas de briga que caracterizam a franquia. Com a diferença que agora uma das supostas Bond girls também é uma 007. Sinal dos tempos. E do fim de uma era. O circuito comercial também recebe “Ainbo – A Guerreira da Amazônia”, uma animação peruana-holandesa com diretor alemão (Richard Claus, de “Meu Amigo Vampiro”) sobre uma indiazinha em luta pela preservação da floresta amazônica. E, sem maiores avisos, várias telas serão ocupadas pela pré-estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, que oficialmente só chega aos cinemas na semana que vem. Já o circuito alternativo, cada vez menor no país, recebe três dramas e dois documentários num punhado de salas com horários limitados. O principal título é o alemão “Meu Fim. Seu Começo”, estreia de Mariko Minoguchi na direção, que explora o sentimento do déjà vu e fez sucesso no circuito dos festivais internacionais. Cinéfilos podem se interessar ainda por “DNA”, quinto longa dirigido pela atriz Maïwenn (do ótimo “Polissia”), que tem o tema da busca pela identidade e foi indicado a quatro troféus César (o Oscar francês). Os demais lançamentos são brasileiros, incluindo a volta de Sergio Rezende ao cinema, cinco anos depois de “Em Nome da Lei”, num melodrama romântico: “O Jardim Secreto de Mariana”, escrito em parceria com sua filha Maria Rezende. Confira abaixo a relação completa das estreias da semana com seus respectivos trailers.     007 – Sem Tempo para Morrer | Reino Unido | Ação     Ainbo – A Guerreira da Amazônia | Peru, Holanda | Animação     Meu Fim. Seu Começo | Alemanha | Drama     DNA | França, Argélia | Drama     O Jardim Secreto de Mariana | Brasil | Drama     Bravos Valentes | Brasil | Documentário     Zimba | Brasil | Documentário

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    Ridley Scott diz que continuação de “Gladiador” será seu próximo filme

    29 de setembro de 2021 /

    O cineasta Ridley Scott confirmou seus planos de dirigir uma continuação de “Gladiador” (2000), longa vencedor de cinco Oscars, inclusive o de Melhor Filme. O projeto foi anunciado em 2017, mas, segundo Scott, ainda está sendo escrito. “O próximo ‘Gladiador’ já está sendo escrito neste momento. Quando eu terminar o filme de Napoleão, o roteiro estará pronto para começarmos as gravações”, ele contou à revista Empire. O “filme de Napoleão” é “Kitbag”, cinebiografia de Napoleão Bonaparte em que o diretor está trabalhando atualmente, que voltará a juntá-lo com o ator Joaquin Phoenix após, justamente, “Gladiador”. As filmagens devem ocupar Scott por boa parte de 2022. Quando mencionou o projeto da continuação há alguns anos, o cineasta revelou que o novo longa não deve ressuscitar Maximus, o general gladiador vivido por Russell Crowe, que venceu o Oscar de Melhor Ator por sua performance. Nem mostrar sua juventude, num prólogo. Em vez disso, a trama acompanharia Lucius, fiho de Lucilla (Connie Nielsen) e sobrinho de Commodus (Joaquin Phoenix), que é salvo por Maximus no filme original. Peter Craig, que escreveu as duas partes de “Jogos Vorazes: A Esperança”, está desenvolvendo o roteiro. E Ridley Scott pretende voltar à cadeira de diretor para comandar as filmagens.

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    Tommy Kirk (1941-2021)

    29 de setembro de 2021 /

    O ex-astro mirim Tommy Kirk, um dos maiores ídolos das produções da Disney nas décadas de 1950 e 1960, morreu na noite de terça (28/9) aos 89 anos. A causa da morte não foi revelada. Ele era gay e vivia sozinho, após romper os laços com a família por sua orientação sexual, mas mantinha amizade próxima com a ex-colega Beverly Washburn, com quem contracenou em seu primeiro sucesso de cinema, “O Meu Melhor Companheiro”, de 1957. Os dois se conheceram crianças e nunca se afastaram. Eram, de fato, vizinhos e foi ela quem comunicou sua morte. Em uma entrevista de 1993 à revista Filmfax, Kirk contou que percebeu que era gay aos 17 anos e que isso quase destruiu sua carreira. “Disney era um estúdio de cinema familiar e eu deveria ser o protagonista jovem de seus principais filmes. Depois que descobriram que eu estava envolvido com outro homem, foi o fim da minha trajetória com a Disney. ” “Eu considero minha adolescência como sendo desesperadamente infeliz”, disse Kirk na entrevista. “Eu sabia que era gay, mas não tinha como expressar meus sentimentos. Era muito difícil conhecer pessoas e, naquela época, não havia lugar para ir para se socializar. Foi só no início dos anos 1960 que comecei a ouvir falar de lugares onde os gays se reuniam. Aquele estilo de vida não era reconhecido e eu me sentia muito, muito sozinho. Oh, eu tive alguns encontros breves e muito apaixonados quando adolescente, eu tive alguns casos, mas eles sempre foram clandestinos, coisas do tipo beco sem saída. Éramos desesperados e miseráveis”, desabafou. “Quando eu tinha cerca de 17 ou 18 anos, finalmente admiti para mim mesmo que era isso mesmo, eu não iria mudar. Não sabia quais seriam as consequências, mas tinha a sensação definitiva de que isso destruiria minha carreira na Disney e talvez toda minha carreira de ator. Tudo iria acabar.” A carreira de Tommy Kirk começou de forma impactante em 1956, quando foi escalado, aos 15 anos de idade, como Joe Hardy na adaptação da Disney para os personagens dos livros de mistérios juvenis “Os Hardy Boys”. A trama seriada de “The Hardy Boys: The Mystery of the Applegate Treasure” era exibida como um segmento da versão clássica do “Clube do Mickey”, e seus episódios com tesouros enterrados, pistas misteriosas e esqueletos fizeram tanto sucesso que foram seguidos por uma 2ª temporada, “The Hardy Boys: The Mystery of the Ghost Farm”. A repercussão positiva animou o estúdio a escalar o jovem em seu primeiro longa-metragem. Com direção de Robert Stevenson, que ainda faria os blockbusters “Mary Poppins” e “Se Meu Fusca Falasse” nos anos 1960, “O Meu Melhor Companheiro” marcou a transformação do então adolescente de 16 anos em ícone da Disney. A história do menino que resgatava um vira-latas que parecia não prestar para nada, mas se torna inestimável para uma família no campo, foi uma das maiores bilheterias de cinema de 1957. A Disney tratou de juntar o menino com mais um cachorro em seu filme seguinte, “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (1959), mas teve (ainda) mais sucesso com o terceiro lançamento, “A Cidadela dos Robinson”, aventura clássica dirigida por outro mestre, Ken Annakin. A história da família de náufragos que enfrentava piratas numa ilha deserta também marcou época por ser o primeiro filme com personagem queer da Disney, a menina Roberta (Janet Munro), que disfarçava sua identidade para passar por um menino. Kirk também apareceu em “O Fantástico Super-Homem” (1961) e “O Fabuloso Criador de Encrencas” (1963), em que Fred MacMurray deu vida ao professor aloprado Ned Brainard, um inventor atrapalhado que sempre criava problemas. Os dois filmes marcaram novas parcerias com o diretor Robert Stevenson, que em seguida escalou Kirk em seu primeiro papel de protagonista adolescente, “As Desventuras de Merlin Jones” (1964). Foi outro sucesso, que teve continuação em “O Maravilhoso Homem que Voou” (1965), último filme do ator na Disney. Os filmes de Merlin Jones fizeram esforço para estabelecer Annette Funicello como par romântico de Kirk. Os dois começaram a atuar juntos no musical infantil “Uma Aventura na Terra dos Brinquedos”, em 1961, e ao chegarem à puberdade chegaram a encenar cenas mais picantes em “Ele, Ela e o Pijama” (1964), o primeiro lançamento “adulto” do ator fora da Disney. Ao contrário do que Kirk imaginava, o rompimento com a Disney não foi o fim de sua carreira. Funicello o trouxe para a franquia da Turma da Praia. Depois de “Ele, Ela e o Pijama”, que tinha conexão distante com o universo dos surfistas pela participação da gangue dos motoqueiros liderada por Eric Von Zipper (o impagável Harvey Lembeck), Kirk permaneceu naquele universo para estrelar “Fantasma de Biquini” (1966), novamente com Lembeck, “O Mundos dos Biquínis” (1967), terror da Turma da Praia com Boris Karloff (o primeiro “Frankenstein”), e a aventura caiçara “Catalina Caper” (1967). O ator ainda estrelou filmes trash de sci-fi que acabaram se tornando cultuados, como “A Cidade dos Gigantes” (1965), ao lado dos então jovens Ron Howard e Beau Bridges, e “Mars Needs Women” (1968), com a eterna Batgirl Yvonne Craig. Ainda enfrentou o supervilão Dr. Goldfoot no terceiro filme do personagem vivido por Vincent Price, “The Wild Weird World of Dr. Goldfoot”, substituindo o astro da Turma da Praia Frankie Avalon no pastiche de 007, sem esquecer sua tentativa de ser veloz e furioso no filme de corridas “Rivais no Volante” (1967). De fato, boa parte da filmografia de Kirk nos anos 1960 poderia ser descrita, de uma forma ou outra, como cult movies. Mas nem todas as produções trash em que ele se meteu deram certo. Depois de um par de terrores muito, mas muito ruins, “Blood of Ghastly Horror” (1967) e “It’s Alive” (1969), ele finalmente empacou. Ele fez só dois longas na década de 1970 e, depois disso, só voltou aos cinemas em 1995 na comédia sci-fi “Altas Confusões”, remake satírico do clássico “A Mulher de 15 Metros” (1958). Após mais um punhado de terrores lançados direto em vídeo, o ator encerrou a carreira em 2001 com um filme de vampiro, “The Education of a Vampire” (2001). Em 2006, a Disney finalmente demostrou ter superado o preconceito para reconhecer a importância de Kirk para a História do estúdio. Ele e Tim Considine, os dois intérpretes dos irmãos Hardy na série dos anos 1950, foram saudados como Disney Legends, uma honra concedida a poucos artistas por suas contribuições extraordinárias para a The Walt Disney Company. Na cerimônia, Kirk desejou, para sua posteridade, “ser lembrado por meu trabalho na Disney, como ‘O Meu Melhor Companheiro’ e ‘A Cidadela dos Robinson'”. E contou como se sentiu orgulhoso no dia em que Walt Disney o apresentou para a famosa colunista de fofocas Hedda Hopper como seu amuleto da sorte. Tommy Kirk foi um dos maiores campeões de bilheteria da Disney, antes de ser descartado pelo estúdio por homofobia. “O Meu Melhor Companheiro” foi selecionado para preservação por inestimável importância histórica e cultural no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso em 2019.

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    Crítica internacional elogia “007 – Sem Tempo para Morrer”: “Valeu a espera”

    28 de setembro de 2021 /

    “007 – Sem Tempo para Morrer” foi finalmente exibido para a imprensa e as primeiras críticas são amplamente positivas. O filme que marca a despedida de Daniel Craig como James Bond teve sua première mundial nesta terça, com exibição para críticos e celebridades convidadas, incluindo membros da realeza britânica, na tradicional sala de espetáculos Royal Albert Hall. O evento foi o mais concorrido desde o começo da pandemia e encontrou um público muito receptivo, arrancando risos e aplausos. Com a publicação das primeiras críticas no começo da noite, o consenso é que a produção combina momentos ridículos da fase áurea de Roger Moore no papel de 007 com situações tensas e extremamente séries, que marcaram a passagem de Craig pela franquia de ação e espionagem. As primeiras três dezenas de resenhas verificadas colocaram o filme com 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O número está longe de ser definitivo, mas é extremamente promissor para o começo de sua jornada nos cinemas. Além disso, o tom é de que “valeu a espera”, como tuitou uma redatora do próprio Rotten Tomatoes, referindo-se ao período extremamente longo que o público precisou esperar para ver o filme. Este também foi o tom da crítica mais longa publicada sobre o filme, que foi ao ar no site oficial da rede BBC. “Lembre-se de que já se passaram quase seis anos desde que ‘007 Contra Spectre’ foi lançado em outubro de 2015; que a data de lançamento foi adiada três vezes devido à pandemia; que os cinemas britânicos dependem dele para reviver suas fortunas; e que este é o 25ª filme da franquia oficial; e com isso em mente a expectativa por ‘Sem Tempo para Morrer’ parece uma combinação de casamento real multiplicado por uma final de Copa do Mundo. Será que ele pode corresponder às expectativas tão altas? Para a maioria dos espectadores, a resposta será sim”, considerou o texto da BBC. “De um modo geral, ‘Sem Tempo para Morrer’ faz exatamente o que foi planejado, que é encerrar a era Craig com enorme ambição e autoconfiança”. “Este é um filme de Bond que cumpre devidamente todos os requisitos – mas, de maneira brilhante, muitas vezes nem parece um filme de Bond. Para um 007 que se esforçou em trazer humanidade a um herói maior do que a vida, é um final adequado para a era Craig”, descreveu a revista Empire. “Baseia-se em tudo o que os filmes recentes de Bond estabeleceram, de uma forma que as encarnações anteriores geralmente não o faziam”, reparou a rede CNN. “Em termos de situações básicas de Bond, o filme oferece algumas perseguições e sequências de ação impressionantes, com Ana de Armas (que já tinha trabalho com Craig em ‘Entre Facas e Segredos’) adicionando uma dose de empoderamento feminino durante uma missão que leva Bond a Cuba”. Por sinal, diversos críticos reclamaram que um dos pontos negativos do filme é ter personagens demais e dar pouco tempo para Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) nas telas. “Uma pena que ela não tenha mais cenas”, apontou a BBC. Além da atriz cubana, a britânica Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) também recebeu muitos elogios. Para o jornal The Independent, sua personagem, que é apresentada como uma nova agente 007, deveria estrelar o próximo filme: “Uma força carismática que deixa sem sentido procurar por um novo Bond quando o futuro da franquia está claramente ali presente”. Já Craig se despede como um dos melhores Bonds de todos os tempos. “Em sua apresentação final, Craig nos convence de que Bond tem mais substância humana do que seus predecessores”, elogiou o site Screen Daily. “O filme certamente faz algo que era necessário, tentando manter a emoção da franquia ao mesmo tempo em que revisa seu legado, muitas vezes assustadoramente casual, sexista e racista, para não dizer chauvinista”, continua o texto, que entretanto lamenta que o final tenha “pouca alegria”. A reação mais curiosa veio da crítica do The Independent, que considerou que só uma coisa estraga “Sem Tempo para Morrer”: ser um filme de James Bond. “Cary Joji Fukunaga fez um filme de ação sensacional – é uma pena que seja um filme de Bond. Apesar de todos os atrasos, rumores, os meses passados ​​construindo a despedida final de Daniel Craig no papel, o que é mais decepcionante no filme é o quão estranhamente anticlimática a coisa toda parece. Isto é, até uma reverência no terceiro ato, que pelo menos permite que Craig deixe a franquia não apenas com uma boa dose de dignidade, mas um lembrete a todos nós de que ele deu uma alma a Bond”, imprimou o jornal britânico. Primeiro filme de “007” comandado por um diretor americano, o citado Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”), o filme superou vários adiamentos para finalmente chegar aos cinemas nesta quinta (30/9) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.

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