Diretor revela começo das filmagens de “Resgate 2”
As filmagens de “Resgate 2”, estrelado por Chris Hemsworth, já começaram. O diretor Sam Hargrave publicou nesta segunda (29/11) um vídeo sobre o primeiro dia de trabalho no Instagram, em que aparece em meio à neve, no set da produção. “Resgate 2” vai continuar a história do primeiro filme, também dirigido por Hargrave, que terminou com – spoiler! – o personagem de Hemsworth morto. Mas, como diria Mark Twain, foi uma morte exagerada, já que ele é mais duro de matar que Bruce Willis. Quem assina o roteiro – e explicação para o milagre – também é o mesmo roteirista do primeiro filme, o cineasta Joe Russo (que codirigiu “Vingadores: Ultimato” com seu irmão Anthony Russo). Ele também produz o longa ao lado do irmão. Fenômeno do streaming, a produção original teria sido vista por 90 milhões de assinantes em seu primeiro mês na Netflix. Ainda não há previsão de estreia para a continuação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sam Hargrave (@samhargrave)
Channing Tatum anuncia produção de “Magic Mike 3”
O ator Channing Tatum anunciou a produção de um terceiro “Magic Mike”. O astro da franquia publicou nas redes sociais uma foto da capa do roteiro da continuação, que foi batizada de “Magic Mike’s Last Dance” (a última dança de Magic Mike). A imagem ainda revela que o diretor Steven Soderbergh vai voltar para dirigir o filme. Soderbergh dirigiu o “Magic Mike” original, de 2012, mas participou apenas como produtor da continuação “Magic Mike XXL”, dirigida por Gregory Jacobs em 2015. Já o roteiro continua a cargo de Reid Carolin, que escreveu os dois primeiros filmes e acabou virando sócio de Tatum numa empresa de produção, a Free Association. A história original foi inspirada nas memórias de Tatum de seus dias de stripper masculino, quando dançava em “Clubes das Mulheres”, antes de virar ator. Não há notícias sobre o resto do elenco, que nos filmes anteriores incluiu Joe Manganiello, Matt Bomer, Adam Rodriguez, Matthew McConaughey e Alex Pettyfer. Segundo apurou o site Deadline, “Magic Mike’s Last Dance” será lançado com exclusividade pelo serviço de streaming HBO Max. A data de estreia ainda não foi definida. Well world, looks like Mike Lane’s tapping back in. @hbomax pic.twitter.com/V9Ce62n710 — Channing Tatum (@channingtatum) November 29, 2021
“A Febre” vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
O filme de temática indígena “A Febre”, de 2019, foi o vencedor da 20ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em cerimônia realizada no domingo (28/11). A conquista se soma a outros 25 troféus da obra de Maya Da-Rin, que também venceu os festivais de Brasília, Biarritz, Lima e IndieLisboa, além de ter rendido vários prêmios para sua diretora e seu ator principal, o estreante Regis Myrupu. A febre é o que sente o protagonista, um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, ele adoece quando sua única companhia, a filha Vanessa, prepara-se para estudar Medicina em Brasília, e passa a ter visões que lhe impulsionam a reencontrar suas raízes. A premiação da Academia Brasileira de Cinema (ABC) também consagrou “Pacarrete”, outro filme de 2019, que teve o maior número de vitórias: oito troféus ao todo, incluindo o prêmio do Júri Popular e Melhor Comédia para o trabalho do diretor Allan Deberton, além do troféu de Melhor Atriz para Marcélia Cartaxo pelo papel-título. Já o Melhor Ator foi Marcos Palmeira por outro papel-título, desempenhado em “Boca de Ouro”, mais um lançamento de 2019. O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro ainda destacou “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz — escolhido pela própria ABC para representar o Brasil no Oscar 2021 — como Melhor Documentário, e Filme de Estreia, além de Som e Montagem. Veja abaixo a lista completa dos vencedores do evento, que como sempre acontece um ano após a temporada original de premiações e praticamente dois anos após as estreias dos principais agraciados, conformando-se em ser a mais datada de todas as premiações nacionais. Melhor Longa-Metragem Ficção “A Febre”, de Maya Da-Rin. Melhor Direção Jeferson De, por “M8 – Quando A Morte Socorre A Vida” Melhor Longa-Metragem Comédia “Pacarrete”, de Allan Deberton Melhor Ator Marcos Palmeira, por “Boca de Ouro” Melhor Atriz Marcélia Cartaxo, por “Pacarrete” Melhor Ator Coadjuvante João Miguel, por “Pacarrete” Melhor Atriz Coadjuvante Hermila Guedes, por “Fim De Festa” Melhor Longa-Metragem Documentário “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz Melhor Filme Pelo Voto Popular “Pacarrete”, de Allan Deberton Melhor Filme Internacional “Jojo Rabbit”, de Taika Waititi (EUA) Melhor Filme Ibero-Americano “O Roubo do Século”, Ariel Winograd (Argentina) Melhor Longa-Metragem Animação Os Under-Undergrounds, “O Começo”, de Nelson Botter Jr Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem Bárbara Paz, por “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou” Melhor Som Rodrigo Ferrante, Miriam Biderman, e Ricardo Reis, por “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou” Melhor Montagem – Ficção Karen Akerman, por “A Febre” Melhor Montagem – Documentário Cao Guimarães E Bárbara Paz, por “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir O Coração e Dizer Parou” Melhor Roteiro Original Allan Deberton, André Araújo, Natália Maia e Samuel Brasileiro, por “Pacarrete” Melhor Roteiro Adaptado Jeferson De e Felipe Sholl, por “M8: Quando A Morte Socorre A Vida” Melhor Direção de Fotografia Barbara Alvarez, por “A Febre” Melhor Maquiagem Tayce Vale, por “Pacarrete” Melhor Figurino Kika Lopes, por “Boca De Ouro” Melhor Efeito Visual Marcelo Siqueira, por “A Divisão – O Filme” Melhor Direção de Arte Rodrigo Frota, por “Pacarrete” Melhor Trilha Sonora Fred Silveira, por “Pacarrete” Melhor Longa-Metragem Infantil “10 Horas Para O Natal”, de Cris D’amato Melhor Curta-Metragem – Ficção “República”, de Grace Passô Melhor Curta-Metragem – Documentário “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza Melhor Curta-Metragem – Animação “Subsolo”, de Erica Maradona e Otto Guerra Melhor Série Documentário TV Paga/Streaming “Milton e O Clube da Esquina” – 1ª Temporada (Canal Brasil). Direção Geral: Vitor Mafra Melhor Série Animação da TV Paga/Streaming “Rocky & Hudson: Os Caubóis Gays” – 1ª Temporada (Canal Brasil). Melhor Série Ficção TV Aberta “Sob Pressão – Plantão Covid” – Temporada Especial (TV Globo). Melhor Série Ficção TV Paga/Streaming “Bom Dia, Verônica” – 1ª Temporada (Netflix).
Estreia de “Encanto” lidera as bilheterias brasileiras
A estreia de “Encanto” redeu a maior bilheteria do Brasil entre quinta e domingo (28/11). A produção animada da Disney foi vista por 270 mil espectadores e vendeu R$ 4 milhões em ingressos. A posição foi a mesma obtida pelo filme nos EUA neste fim de semana. O sucesso de “Encanto” tirou outra produção da Disney, “Eternos”, do topo do ranking, onde ficou por três fins de semana consecutivos. Apesar de cair para o 2º lugar, o filme de super-heróis da Marvel continuou lotando cinemas, atraindo 227 mil pessoas e arrecadando R$ 3,4 milhões. “Casa Gucci”, que assim como “Encanto” estreou na quinta (18/11), foi o terceiro filme mais visto, com 132 mil espectadores e faturamento de R$ 2,7 milhões. O longa estrelado por Lady Gaga também abriu em 3º nas bilheterias da América do Norte. Vale ainda observar que, em seu último fim de semana antes do lançamento em streaming, “Marighella” ocupou o 7º lugar, levando 12,7 mil pessoas aos cinemas para somar mais R$ 210 mil em sua arrecadação. Veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos do país, segundo a consultoria Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 26-29/11:1. Encanto2. Eternos3. Casa Gucci4. Ghosbusters5. A Sogra Perfeita6. Venom7. Mariguella8. Clifford (pré estréia)9. Familia Adams 210. Noite Passada em Soho — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 29, 2021
David Gulpilil (1953–2021)
David Gulpilil, ator australiano de longa carreira e filmografia repleta de clássicos, reencontrou seus ancestrais durante o fim de semana. Ele tinha 68 anos e sofria de câncer de pulmão desde 2017. Integrante do clã Mandhalpingu do povo YolNGu, ele foi criado da maneira tradicional na terra de Arnhem e, graças a uma carreira de mais de 50 anos em filmes e séries, tornou-se o aborígene mais conhecido do mundo. Gulpilil apareceu pela primeira vez nas telas em 1971 no clássico absoluto “A Longa Caminhada”, de Nicolas Roeg, como um jovem aborígene que ajuda dois irmãos, uma adolescente e um menino brancos criados na cidade grande, a sobreviverem na região desértica do outback. Exibido em festivais do mundo inteiro, inclusive em Cannes, foi o cartão de visitas de uma carreira que teria muitos outros filmes marcantes. Um destes marcos foi “A Última Onda” (1977), de Peter Weir. Mistura de fantasia apocalíptica e drama jurídico, o longa girava em torno de um advogado (Richard Chamberlain) que passava a ter sonhos místicos e premonitórios após ser designado para defender um grupo de aborígenes acusado de assassinato, entre eles Gulpilil. O filme foi premiado nos festivais de Avoriaz e Sitges, os principais eventos mundiais do cinema fantástico, e fez deslanchar a carreira do ator – assim como a do diretor. Ele fez sua estreia em Hollywood numa sequência mística do filme “Os Eleitos” (1983), história do programa espacial americano, que venceu quatro Oscars. E em seguida teve um dos papéis principais de “Crocodilo Dundee” (1986), um dos filmes australianos mais populares de todos os tempos. Sua filmografia ainda destaca “Até o Fim do Mundo” (1991), do alemão Wim Wenders, e o impactante drama “Geração Roubada” (2002), de Phillip Noyce, como o rastreador de garotas aborígenes em fuga de serviços forçados (escravidão mesmo) nos anos 1930, além da carta de amor do cineasta Baz Luhrmann a seu país natal, “Austrália” (2008), com Nicole Kidman e Hugh Jackman. Mas seu principal trabalho como ator só veio em 2013, quando estrelou (e roteirizou) seu primeiro papel de protagonista em “O País de Charlie”, de Rolf de Heer, como um velho aborígene que, descontente com as leis dos brancos, parte para o interior australiano para viver segundo seus costumes, iniciando uma série de desventuras e eventos. Pelo desempenho, foi premiado como Melhor Ator na mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) do Festival de Cannes e Melhor Ator nos AACTA Awards (o Oscar australiano), além de ser coberto de honrarias na Austrália. Entre seus últimos papéis, estão uma participação importante na última temporada da série “The Leftlovers”, em 2017, como o sábio Christopher Sunday, o filme de zumbis “Cargo” (2017), com Martin Freeman, e o drama “Amigos Para Sempre” (2019), onde atuou ao lado de Geoffrey Rush e Jai Courtney. Com a saúde deteriorando, ele ainda gravou depoimentos para um documentário dedicado à sua vida e carreira, “My Name is Gulpilil”, lançado em maio deste ano. Veja o trailer emocionante abaixo.
Sony fará mais três filmes do Homem-Aranha com Tom Holland
A Sony Pictures encomendou a produção de pelo menos mais três filmes do Homem-Aranha, acabando com o suspense em torno do fim da franquia após a estreia de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”. A informação foi confirmada por Amy Pascal, ex-presidente da Sony e produtora dos filmes do herói, em entrevista ao site Fandango. Questionada sobre o futuro do personagem, ela afirmou que “este não é o último filme que faremos com a Marvel, nem o último filme do Homem-Aranha”. “Estamos nos preparando para fazer o próximo filme do Homem-Aranha com Tom Holland e a Marvel. Estivemos pensando nisso como uma trilogia e agora vamos passar para os próximos três. Este não é o último de nossos filmes dentro do Universo Cinematográfico da Marvel”, explicou. A revelação acontece um mês depois de Tom Holland dizer que todos estavam tratando “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” como o fim da franquia. “Estávamos todos tratando [o filme] como o fim de uma franquia, digamos”, disse Holland em outubro à revista americana Entertainment Weekly. “Acho que se tivéssemos a sorte de mergulhar nesses personagens novamente, você veria versão muito diferente. Mas não seria mais a trilogia ‘Homecoming’. Nós daríamos algum tempo e tentaríamos construir algo diferente para mudar os filmes”, continuou. “Se isso acontecerá ou não, eu não sei. Mas nós definitivamente estávamos tratando [Sem Volta Para Casa] como se estivesse chegando ao fim da linha, e parecia ser mesmo”, concluiu. A informação de Pascal complementa a declaração do ator, demonstrando que “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” realmente encerra uma fase, mas vem aí outra trilogia com Tom Holland e a Marvel. Cercado de rumores, o novo longa do herói contará com o retorno de vários astros de versões anteriores da franquia, como Jamie Foxx, de “O Espetacular Homem-Aranha 2”, de volta ao papel do vilão Electro, Alfred Molina, de “Homem-Aranha 2”, como o Doutor Octopus, e Willem Dafoe, do primeiríssimo “Homem-Aranha”, como o Duende Verde. O elenco confirmado também conta com Zendaya (MJ), Marisa Tomei (Tia May), Jacob Batatalon (Ned Leeds), Tony Revolori (Flash Thompson), Angourie Rice (Betty Brant), J.K. Simmons (J.J. Jameson) e Jon Favreau (Happy Hogan). Mas a abertura do multiverso também faz os fãs sonharem com as presenças de Tobey Maguire e Andrew Garfield, repetindo seus papéis como Homens-Aranhas de outras dimensões. Novamente dirigido por Jon Watts, o fecho da trilogia do herói aracnídeo tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Licorice Pizza” tem melhor estreia de todos os tempos nos EUA
Lançado em circuito limitado nos EUA durante o fim de semana, “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, virou a melhor estreia de todos os tempos no país. A afirmação é dos estúdios MGM e United Artists, responsáveis por sua produção e antigos o suficiente para fazer esse tipo de comparação com conhecimento histórico. Exibido em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões renderam US$ 84 mil para cada cinema. Isto representa a maior bilheteria por sala pelo menos desde o início da pandemia. O detalhe é que a MGM e a UA dizem que esse valor nunca tinha sido atingido mesmo em situações normais. Para justificar o tamanho do feito, os estúdios apontam que, quando as bilheterias são contabilizadas, os números vêm de multiplexes, que possuem várias salas por cinema. No caso de “Licorice Pizza”, o filme estreou em cinemas antigos de rua, que ainda possuem telas gigantes e capacidade de projetar filmes em 70 mm. Cada um desses cinemas tem somente uma sala. Portanto, o desempenho da produção foi muito superior aos recordes que consideram o desempenho por cinema (isto é, complexos com mais de uma sala). Por sinal, o feito histórico de sua arrecadação foi atestada pela comemoração do tradicional cinema Regency Village de Los Angeles, que revelou que “Licorice Pizza” foi o filme que mais vendeu ingressos em sua bilheteria em 25 anos. O montante total de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” também bateu aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas), “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas) e outros. Mas ficou atrás de “O Mestre” de 2012 (US$ 736 mil em cinco cinemas) e “Embriagado de Amor” de 2002 (US$ 367 mil em cinco cinemas), que foram lançados em multiplexes (mais salas por cinema). Vagamente inspirado pelas lembranças de juventude de Gary Goetzman, produtor dos filmes de Tom Hanks, o filme reflete a paixão de um aspirante adolescente a ator por uma mulher mais velha nos anos 1970. O título, em particular, remete à uma velha loja de discos de San Fernando Valley, na Califórnia, que era um grande atrativo para os jovens locais. A crítica se identificou e aplaudiu enfaticamente o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. Além dos novatos, o elenco inclui os famosos Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e até o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”). A má notícia para quem ficou interessado é que “Licorice Pizza” só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro. Veja o trailer nacional abaixo.
“Encanto” é maior estreia animada da pandemia nos EUA
A nova animação da Disney, “Encanto”, foi o filme mais visto dos EUA no feriadão do Dia de Ação de Graças. A produção com músicas de Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”) liderou as bilheterias da América do Norte com US$ 40,3 milhões, valor que representa o melhor começo da era pandêmica para um título de animação. Este montante foi atingida graças à estratégia de lançamento antecipado na quarta-feira (24/11), justamente para aproveitar o tradicional feriado americano, que caiu na quinta. Portanto, é um valor de cinco dias. Em relação à arrecadação de sexta à domingo (28/11), “Encanto” somou US$ 27 milhões. Trata-se de um faturamento três vezes maior que o lançamento animado anterior da Disney nos cinemas, “Raya e o Último Dragão”, que abriu com US$ 8,5 milhões em março passado. E US$ 10 milhões acima da maior bilheteria do gênero durante a pandemia – “A Família Addams 2”, com US$ 17 milhões em outubro. A diferença em relação aos lançamentos anteriores é que o novo desenho da Disney foi o primeiro título de animação a receber distribuição exclusiva nos cinemas desde o começo da pandemia, graças ao avanço da vacinação entre as crianças nos EUA. Globalmente, “Encanto” começou com US$ 70 milhões, demonstrando que sua trama latina (os personagens são colombianos) teve apelo mundial. O filme agradou em cheio ao público e à crítica. Seu recepção positiva foi representada pela nota A no CinemaScore, pesquisa feita após a saída dos cinemas nos EUA, e nos 92% de aprovação na média do Rotten Tomatoes – continuando o legado de alta qualidade que caracteriza as produções do mais tradicional estúdio de animação de Hollywood. Apesar de não contar com o mesmo entusiasmo da crítica (62% no Rotten Tomatoes), “Casa Gucci” também registrou recordes de arrecadação para seu gênero. Foram US$ 21,8 milhões no feriadão e US$ 14,2 milhões no fim de semana, ambos recordes para um lançamento dramático focado no público adulto durante a pandemia. Analistas do mercado creditam esse desempenho ao apelo da estrela Lady Gaga entre todas as faixas etárias. O valor, porém, deixou “Casa Gucci” em 3º lugar, atrás de “Ghostbusters – Mais Além”, que faturou US$ 35,3 milhões desde quarta e US$ 24,5 milhões nos últimos três dias. Em dez dias, a continuação de “Os Caça-Fantasmas” produzida pela Sony já soma US$ 87,8 milhões na América do Norte e US$ 115,7 milhões mundiais. Em compensação, o estúdio amargou um grande fracasso com o reboot de “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City”, que teve uma estreia de US$ 8,8 milhões em cinco dias e US$ 5,3 milhões no fim de semana. O filme de terror abriu em 5º, atrás de “Eternos”, da Marvel. Um verdadeiro fiasco em comparação ao sucesso dos filmes anteriores estrelados por Milla Jovovich. Logo abaixo do Top 10, a MGM/United Artists comemorou com comunicados à imprensa o desempenho de “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, chamando atenção para seus recordes. Lançado em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões exclusivas com projeção de 70 mm atraíram o maior número de pessoas por sala desde o início da pandemia – ou o maior número de todos os tempos, segundo o estúdio – , rendendo US$ 84 mil por cinema. Por sinal, esta arrecadação representou um recorde histórico para um cinema específico: a melhor receita de fim de semana do tradicional Regency Village de Los Angeles em 25 anos. O montante de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” chegou até a bater aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas) e “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas). A crítica foi em peso aplaudir o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. A má notícia em meio ao feito de “Licorice Pizza” é que ele só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro.
Tom Ford detona “Casa Gucci”: “Fiquei profundamente triste”
O estilista Tom Ford, que também já se mostrou um cineasta de bom gosto ao dirigir dois longas premiados, escreveu uma crítica ácida sobre o filme “Casa Gucci” no Air Mail, em que comparou a falta de sutileza da história com os exageros melodramáticos do novelão “Dinastia”, dos anos 1980 – época retratada no longa. Em seu texto, ele observou que “muitas vezes” se pegou rindo, mas não achava que se era isso que a produção tinha em mente. “Às vezes, quando Al Pacino como Aldo Gucci e Jared Leto como seu filho Paolo Gucci estavam na tela, eu tinha a impressão de estar vendo um esquete do ‘Saturday Night Live'”, apontou, citando o programa humorístico mais antigo e famoso da TV americana. Ford também apontou invenções do roteiro, especialmente nas cenas que o envolviam. Ele foi diretor criativo da Gucci na época do assassinato de Maurizio (interpretado por Adam Driver no filme), mas afirmou que nunca teve interações com o herdeiro da grife, que estava afastado da empresa quando ele começou a trabalhar lá. “A parte de Maurizio havia sido comprado da empresa quando assumi o cargo de diretor de criação da Gucci e fiz minha primeira coleção de sucesso”, lembra o estilista. “Ele certamente nunca me brindou depois daquele show como faz no filme”. “Como acontece com a maioria dos filmes baseados em uma história real, os fatos são alterados, os personagens são exagerados, os cronogramas distorcidos – e, no final, quem se importa, contanto que essas alterações rendam um grande filme”, acrescenta, ao mesmo tempo em que questionou se “Casa Gucci” é um grande filme. De positivo, ele destacou o talento dos atores, inclusive Lady Gaga, que em sua opinião entregaram boas atuações, além de toda a técnica do diretor Ridley Scott e sua equipe, perfeitos na recriação de época e dos figurinos. Ele aplaudiu ainda a ironia da escalação de Salma Hayek na produção, “pelo fato de seu marido ser o atual proprietário da Gucci, um fato que se perderá entre o grande público”. Mas lamentou o roteiro, que falhou no desenvolvimento dos personagens. “O resultado, infelizmente, é uma história em que não nos identificamos com ninguém”. Em última análise, Ford lamentou ter decidido assistir ao filme, porque acabou afetado pela experiência. “Fiquei profundamente triste por vários dias depois de assistir a ‘Casa Gucci’, uma reação que acho que só aqueles de nós que conheciam os personagens e a história real vão sentir”, resumiu. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”. Tom Ford foi um dos entrevistados de Sara Gay Forden para o livro “A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed” que inspira o roteiro filme.
Victoria Pedretti larga filme de escritora que deixou inocente preso por 16 anos
A atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”) desistiu de estrelar a adaptação de “Sorte – Um Caso de Estupro” (Lucky), após o homem acusado de violência sexual pela obra ser inocentado na semana passada, depois de passar 16 anos preso. Ele foi identificado casualmente pela escritora Alice Sebold, com quem cruzou na rua, e com base nessa identificação e provas circunstanciais foi condenado à prisão. O filme também perdeu seu financiamento e não deverá mais sair do papel. O livro foi escrito em 1999, lançado no Brasil em 2003, e relata o estupro que Alice Sebold sofreu aos 17 anos, em maio de 1981, quando foi atacada dentro do campus da universidade Syracuse, em que estudava. No texto, ela conta ter visto um homem negro se aproximando dela e narra o ocorrido. O título do livro faz referência a uma frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse: “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta”. Autora também do livro que virou “Um Olhar do Paraíso” (2009), de Peter Jackson, focado num caso fictício de estupro e morte de adolescente, Sebold negociou a adaptação de “Sorte” em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração de 1982, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. Ao analisar novamente o caso, os promotores pediram ao juiz da Suprema Corte Estadual para exonerar Anthony J. Broadwater, o homem condenado pelo estupro de Sebold — que ficou 16 anos na prisão — , pois ele era inocente. Na última segunda-feira (22/11), Broadwater foi formalmente inocentado, teve todas as condenações anuladas – de estupro em primeiro grau e cinco acusações relacionadas – e não será mais classificado como agressor sexual. Broadwater nunca assumiu a culpa pelo estupro de Sebold. No fatídico dia, a futura escritora descreveu as características de seu agressor para a polícia, mas o retrato falado não se parecia com o do homem condenado pelo crime. Mesmo assim, ele foi preso cinco meses depois, porque Sebold passou por ele na rua e contatou a polícia, dizendo ter visto seu agressor. O detalhe é que, na hora de identificar o agressor entre outros homens pretos, Sebold voltou a apontar uma pessoa diferente. Isto deveria encerrar a acusação, mas os promotores originais do caso justificaram o erro dizendo que Broadwater e o homem identificado erroneamente haviam tentado enganar e confundir Sebold propositalmente. A condenação de Broadwater (chamado de Gregory Madison no livro) se baseou nesta identificação problemática e em análises de um fio de cabelo encontrada na cena do crime, uma tecnologia que nunca foi considerada acurada e se tornou obsoleta. “Junte um pouco de ciência fajuta com uma investigação falha e temos a receita perfeita para uma condenação errada”, disse à imprensa o advogado de Broadwater, David Hammond. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony J. Broadwater é negro. “Sorte – Um Caso de Estupro” é cheio de situações racistas, que seriam justificadas pelo choque causado pelo estupro. Em algumas passagens, a escritora assume ver todos os negros como prováveis estupradores. E tudo indica que foi isso que aconteceu com um homem inocente. O livro vendeu mais de 1 milhão de cópias, deu início à carreira da escritora. Três anos depois, ela publicou “Uma Vida Interrompida” (The Lovely Bones), que vendeu 10 milhões de cópias e virou o filme de Peter Jackson indicado ao Oscar. A adaptação de “Sorte” seria escrita e dirigida por Karen Moncreiff (“13 Reasons Why”), mas após o escândalo, a saída da atriz principal e a perda de financiamento, o trabalho de desenvolvimento resultou em tempo perdido. Só que a trama pode ter desdobramentos, com ações judiciais por perdas e danos dos produtores do filme, que devem ter pago adiantado pelos direitos do livro, e do próprio Anthony Broadwater, ao descobrir que Sebold ganhou dinheiro com sua prisão. Em comunicado divulgado por seus assessores, a escritora afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.
Tom Cruise voa na asa de um avião em filmagem de “Missão Impossível 8”
Tom Cruise foi flagrado por paparazzi voando na asa de um avião biplano durante as filmagens de “Missão Impossível 8” neste sábado (27/11), na Inglaterra. E se isso já não fosse difícil o suficiente, as fotos mostraram que o avião voava de cabeça para baixo. E fez loops no ar! O astro vinha ensaiando a cena desde a semana passada, como revelam outras imagens postadas por fãs no Twitter. Ele se preparou bastante, já que, mesmo aos 59 anos, continua dispensando dublês para fazer suas próprias cenas de ação. Um cinto de segurança foi usado pelo ator para evitar que caísse do avião, enquanto o veículo girava e mergulhava no céu. Mas precisou fazer suas próprias manobras arriscadas, movendo-se ao longo da asa para as câmeras. O avião usado para as acrobacias foi um biplano Boeing B75N1 Stearman de 1941, no qual o piloto se senta na parte de trás. Ele decolou do campo de pouso de Duxford para praticar a manobra selvagem a 2 mil pés de atitude sobre o campo de Cambridgeshire, no condado de Cambridge. Um segundo pequeno avião pode ser visto seguindo logo atrás do avião de acrobacias de Cruise, provavelmente para realizar filmagens. Não houve anúncio oficial sobre o final da produção de “Missão Impossível 7”, mas alguns atores se despediram das filmagens em agosto, sugerindo que a volta de Tom Cruise aos sets indique o começo dos trabalhos de “Missão Impossível 8”. O plano original do diretor Christopher McQuarrie sempre foi dirigir dois filmes simultaneamente, mas a Paramount chegou a sugerir uma pausa entre as duas produções para que Cruise promovesse “Top Gun: Maverick”. Como a estreia da continuação de “Top Gun” foi adiada, a ideia inicial pode ter sido retomada. De todo modo, “Missão: Impossível 7” ainda não está finalizado. Atualmente em pós-produção, o longa tem estreia marcada para maio de 2022. Já “Missão: Impossível 8” está previsto para julho de 2023. Good morning ❣️❣️❣️#TomCruise yesterday November 16, 2021 at #DuxfordAirfield training for #MissionImpossible8 #actor #amazing #handsome #FanPage #MI8 #MissionImpossible #EthanHunt pic.twitter.com/GT2g5AmKqX — ❣️❣️❣️Tom Cruise And More ❣️❣️❣️ (@Manuloba77) November 17, 2021 We can NOT wait to see this Skydive Sequence in the new #MissionImpossible @TomCruise in our #Aero took to the skies in a 1941 Boeing B75N1 Stearman biplane during a flying lesson as he prepared to film Mission Impossible 8. Photos via @dailymail by Bay Media #boneheadcomposites pic.twitter.com/hOzgt1Plll — Bonehead Composites (@BoneheadHelmets) November 25, 2021 NEW#TomCruise hangs on a wing of a upside down plane as he trains for #MissionImpossible8. pic.twitter.com/hIP58Fe2CB — Tom Cruise News (@TCNews62) November 26, 2021 NEW#TomCruise hangs on a wing of a upside down plane as he trains for #MissionImpossible8. pic.twitter.com/TH9Gqeo5i8 — Tom Cruise News (@TCNews62) November 27, 2021
“Mixtape” ganha título nacional e trailer legendado da Netflix
A Netflix divulgou a versão legendada do trailer de “Mixtape”, comédia dramática passada nos anos 1990 que recebeu o título nacional de “A Fita Cassete”, num caso típico em que era melhor ter mantido o nome original. O filme segue uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos. Ao acidentalmente destruir a fita, ela decide encontrar cada música obscura listada na fita k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. É uma história adolescente divertida, que tipicamente erra referências como costumam acontecer nos filmes adolescentes sobre outras gerações. Para deixar clara a confusão, a trilha que toca no trailer vai do hair metal de Blues Saraceno ao punk quase indie de Girls at Our Best, o que revela que os pais da garota tinham gosto ecletíssimo ou que os produtores são jovens demais para lembrar que as duas tribos musicais não se suportavam. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco também destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem, Audrey Hsieh (“Here Today”) como sua melhor amiga, a estreante Olga Petsa como a rebelde da escola e Nick Thune (“Love Life”) como um vendedor de loja de discos. A nostalgia de “Mixtape” chega ao streaming em 3 de dezembro.
Filme de Gal Costa com Sophie Charlotte define seu Caetano Veloso
A cinebiografia de Gal Costa começa a definir seu elenco central. Depois de confirmar a atriz Sophie Charlotte no papel principal, “Meu Nome É Gal” escalou o baiano Rodrigo Lelis como Caetano Veloso. Com trajetória teatral premiada, ele acaba de filmar “A Matriarca”, longa de Lula Oliveira, e já começou a preparação ao lado de Sophie Charlotte em São Paulo. A atriz, por sua vez, é bem conhecida do público de novelas, mas está afastada do gênero desde “Babilônia” (2015). Neste meio tempo, fez vários filmes e séries, e será vista a seguir na minissérie “Passaporte para a Liberdade” (que seria batizada de “O Anjo de Hamburgo”), toda falada em inglês para ser vendida no mercado internacional. As filmagens de “Meu Nome É Gal” vão começar em janeiro sob direção de Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”). A produção é da Paris Entretenimento e Dramática Filmes. Para entrar no clima, veja um vídeo clássico do “Fantástico” com Gal Costa cantando a música que batiza a produção – vale lembrar que o guitarrista com quem ela faz duelo de cordas (vocais versus metal) é o saudoso Robertinho do Recife.












