Divulgação/Vitrine Filmes

“A Febre” vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

O filme de temática indígena “A Febre”, de 2019, foi o vencedor da 20ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em cerimônia realizada no domingo (28/11).

A conquista se soma a outros 25 troféus da obra de Maya Da-Rin, que também venceu os festivais de Brasília, Biarritz, Lima e IndieLisboa, além de ter rendido vários prêmios para sua diretora e seu ator principal, o estreante Regis Myrupu.

A febre é o que sente o protagonista, um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, ele adoece quando sua única companhia, a filha Vanessa, prepara-se para estudar Medicina em Brasília, e passa a ter visões que lhe impulsionam a reencontrar suas raízes.

A premiação da Academia Brasileira de Cinema (ABC) também consagrou “Pacarrete”, outro filme de 2019, que teve o maior número de vitórias: oito troféus ao todo, incluindo o prêmio do Júri Popular e Melhor Comédia para o trabalho do diretor Allan Deberton, além do troféu de Melhor Atriz para Marcélia Cartaxo pelo papel-título.

Já o Melhor Ator foi Marcos Palmeira por outro papel-título, desempenhado em “Boca de Ouro”, mais um lançamento de 2019.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro ainda destacou “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz — escolhido pela própria ABC para representar o Brasil no Oscar 2021 — como Melhor Documentário, e Filme de Estreia, além de Som e Montagem.

Veja abaixo a lista completa dos vencedores do evento, que como sempre acontece um ano após a temporada original de premiações e praticamente dois anos após as estreias dos principais agraciados, conformando-se em ser a mais datada de todas as premiações nacionais.

Melhor Longa-Metragem Ficção
“A Febre”, de Maya Da-Rin.

Melhor Direção
Jeferson De, por “M8 – Quando A Morte Socorre A Vida”

Melhor Longa-Metragem Comédia
“Pacarrete”, de Allan Deberton

Melhor Ator
Marcos Palmeira, por “Boca de Ouro”

Melhor Atriz
Marcélia Cartaxo, por “Pacarrete”

Melhor Ator Coadjuvante
João Miguel, por “Pacarrete”

Melhor Atriz Coadjuvante
Hermila Guedes, por “Fim De Festa”

Melhor Longa-Metragem Documentário
“Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz

Melhor Filme Pelo Voto Popular
“Pacarrete”, de Allan Deberton

Melhor Filme Internacional
“Jojo Rabbit”, de Taika Waititi (EUA)

Melhor Filme Ibero-Americano
“O Roubo do Século”, Ariel Winograd (Argentina)

Melhor Longa-Metragem Animação
Os Under-Undergrounds, “O Começo”, de Nelson Botter Jr

Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem
Bárbara Paz, por “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou”

Melhor Som
Rodrigo Ferrante, Miriam Biderman, e Ricardo Reis, por “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou”

Melhor Montagem – Ficção
Karen Akerman, por “A Febre”

Melhor Montagem – Documentário
Cao Guimarães E Bárbara Paz, por “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir O Coração e Dizer Parou”

Melhor Roteiro Original
Allan Deberton, André Araújo, Natália Maia e Samuel Brasileiro, por “Pacarrete”

Melhor Roteiro Adaptado
Jeferson De e Felipe Sholl, por “M8: Quando A Morte Socorre A Vida”

Melhor Direção de Fotografia
Barbara Alvarez, por “A Febre”

Melhor Maquiagem
Tayce Vale, por “Pacarrete”

Melhor Figurino
Kika Lopes, por “Boca De Ouro”

Melhor Efeito Visual
Marcelo Siqueira, por “A Divisão – O Filme”

Melhor Direção de Arte
Rodrigo Frota, por “Pacarrete”

Melhor Trilha Sonora
Fred Silveira, por “Pacarrete”

Melhor Longa-Metragem Infantil
“10 Horas Para O Natal”, de Cris D’amato

Melhor Curta-Metragem – Ficção
“República”, de Grace Passô

Melhor Curta-Metragem – Documentário
“Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza

Melhor Curta-Metragem – Animação
“Subsolo”, de Erica Maradona e Otto Guerra

Melhor Série Documentário TV Paga/Streaming
“Milton e O Clube da Esquina” – 1ª Temporada (Canal Brasil). Direção Geral: Vitor Mafra

Melhor Série Animação da TV Paga/Streaming
“Rocky & Hudson: Os Caubóis Gays” – 1ª Temporada (Canal Brasil).

Melhor Série Ficção TV Aberta
“Sob Pressão – Plantão Covid” – Temporada Especial (TV Globo).

Melhor Série Ficção TV Paga/Streaming
“Bom Dia, Verônica” – 1ª Temporada (Netflix).