Anjelica Huston vai retomar personagem de “John Wick 3” em derivado
A atriz Anjelica Huston vai retornar à franquia “John Wick” após aparecer no terceiro filme. Ela vai estrelar “Ballerina”, produção derivada que destaca a atriz Ana de Armas (de “Blonde”) como um nova personagem. A premissa do longa parte de um elemento visto junto da aparição de Huston em “John Wick 3: Parabellum” (2019). Quando o personagem de Keanu Reeves visita A Diretora (Anjelica Huston), a cena revela garotas sendo treinadas em artes marciais e balé. Uma dessas assassinas letais vai ancorar a trama de “Ballerina” – situação que lembra as Viúvas Negras da Marvel e vários animes. A trama vai acompanhar uma jovem assassina (Ana De Armas) que busca vingança contra as pessoas que mataram sua família – do mesmo modo como Wick agiu contra aqueles que o atacaram em três filmes lançados entre 2014 e 2019. Além das duas atrizes, o ator Ian McShane também fechou acordo para participar do derivado como Winston, o gerente do hotel The Continental, introduzido no filme original de 2014. E há indícios de uma participação de Keanu Reeves como o próprio John Wick. O roteiro foi escrito por Shay Hatten (“John Wick 3”) e Emerald Fennell (“Bela Vingança”), e a direção está a cargo de Len Wiseman (“Anjos da Noite”). O próximo filme da franquia é “John Wick: Capítulo 4”, que tem lançamento marcado para março de 2023 nos cinemas. Já “Ballerina” ainda não tem previsão de estreia.
“Saga Crepúsculo” será relançada nos cinemas
A Paris Filmes anunciou que relançará todos os filmes da “Saga Crepúsculo” nos cinemas brasileiros a partir de 1º de dezembro. O relançamento vai comemorar os 10 anos do final da saga, que foi encerrada em 2012 com “Amanhecer – Parte 2”. De acordo com a distribuidora, os filmes chegarão semanalmente ao circuito, um título por vez, na ordem em que foram exibidos originalmente. Assim, “Crepúsculo” (2008) reestreia no dia 1º de dezembro, sendo seguido por “Lua Nova” (2009) no dia 8, “Eclipse” (2010) no dia 15, “Amanhecer – Parte 1” (2011) no dia 20, finalizando com a “Parte 2” (2012) em 27 de dezembro. Juntos, os cinco filmes da história de amor sobrenatural entre a mortal Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson) renderam mais de US$ 3,3 bilhões em bilheteria, gerando ainda inúmeras fanfics que renderam suas próprias franquias – de “Cinquenta Tons de Cinza” a “After”. O sucesso dos filmes catapultou as carreiras do par central, que também viveu um namoro tumultuado fora das telas. Stewart e Pattinson tem feito alguns dos filmes recentes de mais prestígio e sucesso de Hollywood. Enquanto a atriz foi indicada ao Oscar por “Spencer”, o ator virou o novo “Batman” do cinema. A “Saga Crepúsculo” também está integralmente disponível em streaming nas plataformas Netflix e Star+. Lembre abaixo o trailer do primeiro filme.
Saiba quem são os vilões de “Indiana Jones 5”
A revista Empire revelou os papéis dos atores Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) e Boyd Holbrook (“Sandman”) em “Indiana Jones 5″, que viverão os vilões do novo filme. Apesar de o filme se passar em 1969, em meio a corrida espacial, os personagens interpretarão nazistas. “O simples fato é que o programa de pouso na Lua é executado por um bando de ex-nazistas. Quão ‘ex’ eles são é a questão”, disse o roteirista Jez Butterworth (“007 Contra Spectre”) à publicação. Mikkelsen será o vilão principal, Voller, inspirado em parte pelo ex-nazista que se tornou engenheiro da NASA e um dos líderes da missão espacial americana, Wernher von Braun. “Ele é um homem que gostaria de corrigir alguns dos erros do passado”, explicou Mikkelsen a respeito de Voller. “Há algo que poderia tornar o mundo um lugar muito melhor para se viver. Ele adoraria colocar as mãos nisso. Indiana Jones também quer colocar as mãos nisso. E assim, temos uma história.” Holbrook, por sua vez, interpretará o nefasto Klaber, um personagem que o ator descreve como um “cachorrinho de colo de Mads, e que adora isso”. Além disso, a revista também entrevistou a atriz Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), que detalhou um pouco do seu papel no filme. Ela vai interpretar uma personagem chamada Helena, que é afilhada de Indiana Jones (Harrison Ford). “Ela é um mistério e uma maravilha”, disse a atriz, sem entrar em detalhes. Mas a personagem estará do lado dos “mocinhos”. O filme ainda não tem título oficial, embora um ano atrás surgiram rumores de que ele se chamaria “Indiana Jones e o Olho de Apolo”, o que se encaixaria nos detalhes da história. Mas o cineasta James Mangold (“Logan”), responsável pela direção do novo filme, já desmentiu o boato. A estreia está prevista para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Harrison Ford será rejuvenescido por efeitos em “Indiana Jones 5”
O astro Harrison Ford, atualmente com 70 anos de idade, será rejuvenescido por efeitos visuais em “Indiana Jones 5”. A informação consta de uma reportagem da revista Empire sobre o filme. A versão jovem do ator foi recriada digitalmente pela empresa Industrial Light & Magic (ILM) e vai aparecer num flashback, enfrentando nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, antes de a trama passar para os anos 1960, época da narrativa central. Na linha do tempo da franquia, a cena se passa cerca de oito anos após “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), filme que introduziu o personagem vivido por Ford. Várias técnicas foram empregadas para alterar a aparência do ator, incluindo um novo software da ILM, que vasculhou o material existente do jovem Harrison Ford antes de combiná-lo com as cenas recém-filmadas. “Minha esperança é que […] você apenas assista e pense: ‘Oh meu Deus, eles encontraram uma filmagem perdida. Isso foi algo que eles filmaram há 40 anos’”, disse à Empire a produtora Kathleen Kennedy. O próprio Harrison Ford garantiu que “Indiana Jones 5” marcará um novo momento para o uso desse tipo de tecnologia. “É um pouco assustador. Acho que nem quero saber como funciona, mas funciona”, disse. Dirigido por James Mangold (“Logan”), o filme também inclui Boyd Holbrock (“Logan”), Mads Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”), Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), Antonio Banderas (“Uncharted”), Toby Jones (“Um Menino Chamado Natal”), Thomas Kretschmann (“Vingadores: Era de Ultron”) e Shaunette Renée Wilson (“The Resident”) em seu elenco. A estreia está marcada para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Marvel contrata novos diretor e roteirista para “Blade”
A Marvel definiu o diretor do novo filme do caça-vampiros Blade. E que quebra trouxe à bordo um novo roteirista. O cineasta Yann Demange (do filme “71: Esquecido em Belfast” e da série “Lovecraft Country”) assinou contrato para dirigir o filme, que será reescrito por Michael Starrbury (da minissérie “Olhos que Condenam”). O ator Mahershala Ali, vencedor de dois Oscars (por “Moonlight” e “Green Book”), segue definido como intérprete do papel-título. O filme deveria ser dirigido por Bassam Tariq (“Mogul Mowgli”), que abandonou a produção em setembro, na véspera do início das filmagens. Na época, a Marvel filmaria um roteiro de Stacy Osei-Kuffour (da série “Watchmen”), primeira roteirista negra a trabalhar numa produção do estúdio. Mas fontes do site The Hollywood Reporter indicavam que o roteiro era problemático e que Beau DeMayo, que trabalhou na série “Cavaleiro da Lua”, tinha chegado a reescrever a história. Depois que Tariq saiu do projeto, a Marvel adiou o lançamento de “Blade” para setembro de 2024 e decidiu escolher com calma não apenas um novo diretor como também um roteirista capaz de melhorar a história. Segundo o Deadline, o estúdio quer um tom mais sombrio no filme. Agora, a produção está agendada para começar no próximo ano em Atlanta.
Cantoras Brandy e Rita Ora farão novo filme de “Descendentes”
As atrizes e cantoras Brandy Norwood (“Queens”) e Rita Ora (“Cinquenta Tons de Cinza”) entraram no elenco de “The Pocketwatch”, novo filme da franquia “Descendentes” do Disney Channel. Brandy interpretará a personagem de Cinderela (que ela já havia interpretado no telefilme “A Cinderela”, de 1997) e Rita Ora será a vilã Rainha de Copas, de “Alice no País das Maravilhas”. O elenco ainda vai contar com China Anne McClain (“O Halloween do Hubie”), Kylie Cantrall (“Gabby Duran: Babá de Aliens”), Dara Reneé (“High School Musical: A Série”), Malia Baker (“O Clube das Babás”), Ruby Rose Turner (“Coop e Cami”), Morgan Dudley (“A Festa de Formatura”), Joshua Colley (“De Volta ao Baile”) e Melanie Paxson (“Dealbreakers”). Os filmes de “Descendentes” se passam em duas terras, a idílica Auradon e a desorganizada Ilha dos Perdidos, onde vivem os descendentes dos personagens mais icônicos da Disney. De acordo com a Disney, “The Pocketwatch” vai mostrar novamente essas duas terras, além de explorar o País das Maravilhas. Escrito por Dan Frey e Russell Sommer (“Magic: The Gathering”), o filme vai apresentar Red (Kyle Cantrall), a filha da Rainha de Copas (Rita Ora), e Chloe (Malia Baker), a filha da Cinderela (Brandy) e do Príncipe Encantado. Para prevenir um golpe de Estado em Auradon, elas precisarão viajar para o passado – e para as terras inexploradas do País das Maravilhas. Além delas, Dara Reneé será Ulyana, irmã mais nova da vilã Ursula, Ruby Rose Turner será a jovem Rainha de Copas, Morgan Dudley vai dar vida à jovem Cinderela, e Joshua Colley será Hook (o Capitão Gancho), um dos bajuladores de Ulyana. Para completar, fazendo a conexão com os filmes anteriores, China Anne McClain vai retomar o papel de Uma, filha mais velha de Ursula, e Melanie Paxson será novamente a Fada Madrinha. A produção mais recente da franquia “Descendentes” foi a animação “Descendentes: O Casamento Real”, lançada no ano passado com dublagem do elenco original – menos de Cameron Boyce (morto em 2019) – , que completou a história iniciada em 2015 no Disney Channel. A direção do novo filme está a cargo de Jennifer Phang (da séries “Agents of SHIELD” e “The Flight Attendant”) e ainda não há previsão de estreia. Brandy será vista a seguir no suspense “The Front Room” e na comédia “Best. Christmas. Ever.”, ambos sem previsão de estreia, enquanto Rita Ora finalizou a fantasia “Wonderwell”, último filme da atriz Carrie Fisher, ainda sem previsão de estreia.
Documentário sobre povo indígena vence Festival de Brasília
O documentário “A Invenção do Outro” foi o grande vencedor da 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, conquistando quatro troféus, inclusive o principal, durante a cerimônia que aconteceu no domingo (20/11). O tradicional evento do cinema brasileiro consagrou a trama de Bruno Jorge (de “Natureza Morta”) como o Melhor Longa-Metragem na votação do júri oficial, além de Melhor Fotografia, Montagem e Som. A obra documental acompanha uma expedição humanitária na Amazônia em busca da etnia dos Korubos, conduzida por indigenista Bruno Pereira, que foi assassinado junto ao jornalista britânico Dom Phillips em junho deste ano. “Segundo a psicanálise, o nosso ‘eu’ não nasce pronto, ele é um processo de construção, que começa quando a gente nasce e começa a se identificar com os atributos do outro. Somos camadas de vários outros, que a gente vai tirando e no final não sobra nada. Queria agradecer ao júri por premiar um trabalho que tem um deslocamento do eu, da desterritorialização da autoimagem”, disse o diretor em seu agradecimento. Entre as obras de ficção, “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, foi disparado a mais premiada com sete Troféus Candangos, incluindo Melhor Direção e Atriz (um empate entre Lea Alves e Joana Darc). De temática bastante atual, o filme explora o impacto do surgimento de movimentos extremistas na periferia. Outro destaque da premiação, “Rumo”, de Bruno Victor e Marcus Azevedo, levou o prêmio de Melhor Longa pelo júri popular (votação do público) e um Prêmio Especial do júri oficial. O filme aborda a implementação da política de cotas raciais em universidades brasileiras a partir da experiência pioneira da UnB. E vale apontar que os diretores foram estudantes cotistas. O prêmio de Melhor Curta para “Escasso”, do coletivo carioca Encruza (Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles), também destacou o protagonismo de narrativas negras. Acompanhando uma passeadora profissional de pets em busca da casa própria, a obra também venceu o prêmio de Melhor Direção e Atriz (Clara Anastácia). A 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro teve duração de seis dias, com 42 exibições competitivas e mostras especiais. Confira abaixo a lista dos vencedores. LONGAS Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial “A Invenção do Outro”, dirigido por Bruno Jorge. Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular “Rumo”, dirigido por Bruno Victor e Marcus Azevedo Melhor Direção Adirley Queirós e Joana Pimenta com a obra de “Mato Seco Em Chamas” Melhor Atriz Lea Alves e Joana Darc em “Mato Seco em Chamas” Melhor Atriz Coadjuvante Andreia Vieira também em “Mato Seco em chamas” Melhor Ator Carlos Francisco em “Canção ao Longe” Melhor Ator Coadjuvante O coro de motoqueiros de “Mato Seco em Chamas” Melhor Roteiro Adirley Queirós e Joana Pimenta com a obra de “Mato seco em chamas” Melhor Fotografia Bruno Jorge pela direção de “A Invenção do Outro” Melhor Direção de Arte Denise Vieira por “Mato seco em chamas” Melhor Trilha Sonora Muleka 100 Kalcinha pela canção de “Mato Seco em Chamas” Melhor Edição de Som Bruno Palazzo e Bruno Jorge em “A Invenção do Outro” Melhor Montagem Bruno Jorge em “A invenção do outro” Prêmio Especial do Júri “Rumo”, dirigido por Bruno Victor e Marcus Azevedo CURTAS Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial “Escasso”, dirigido por Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular “Calunga Maior”, dirigido por Thiago Costa Melhor Direção Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles, por “Escasso” Melhor Atriz Clara Anastácia em “Escasso” Melhor Ator Giovanni Venturini em “Big Bang”, dirigido por Carlos Segundo Melhor Roteiro Rogério Borges pela obra de “Lugar de Ladson” Melhor Fotografia Yuji Kodato em “Lugar de Ladson”, dirigido por Rogério Borges Melhor Direção de Arte Joana Claude, por “Capuchinhos” de Victor Laet Melhor Trilha Sonora Podeserdesligado, em “Calunga Maior” de Thiago Costa Melhor Edição de Som Som de Black Maria (Isadora Maria Torres e Léo Bortolin), em “Lugar de Ladson” Melhor Montagem Edson Lemos Akatoy por “Calunga Maior” e “Nem o Mar Tem Tanta Água” de Mayara Valentim Melhor Filme de Temática Afirmativa “Ave Maria”, de Pê Moreira
“Pantera Negra 2” lidera bilheterias do Brasil pela segunda semana
“Pantera Negra: Wakanda para Sempre” manteve a liderança das bilheterias dos cinemas brasileiros pela segunda semana. O filme foi visto por 717 mil pessoas e arrecadou R$ 15,5 milhões entre quinta-feira e domingo (20/11), segundo dados da Comscore. Em 2º lugar, “Adão Negro” levou 112 mil pessoas aos cinemas para faturar R$ 2,23 milhões. Com bilheteria bem menor, a produção religiosa brasileira “Nada é por Acaso” completou o pódio. Estrelado por Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”), o filme vendeu 55 mil ingressos para gerar R$ 921 mil. Ao todo, os cinemas arrecadaram R$ 20,27 milhões com 965 mil espectadores pagantes no fim de semana. Veja abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do Brasil. 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | ADÃO NEGRO | 3 | NADA É POR ACASO | 4 | LILO, LILO CROCODILO | 5 | A LUZ DO DEMÔNIO |
Jordan Peele vai produzir terror da diretora que venceu Sundance
O cineasta Jordan Peele, vencedor do Oscar pelo terror “Corra!”, vai produzir o novo filme da cineasta indie Nikyatu Jusu, diretora de “Nanny”, que venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance desse ano. Segundo Jusu, seu próximo filme não será uma obra totalmente inédita, mas uma adaptação do seu curta-metragem “Suicide by Sunlight” (2019). “Meu projeto com a produtora Monkeypaw [de Jordan Peele] é uma expansão de um curta-metragem que fiz chamado ‘Suicide by Sunlight’, sobre vampiros negros que andam durante o dia e são protegidos do sol por sua melanina”, disse ela ao site Deadline. A trama do curta-metragem é ambientada em um futuro próximo, na cidade de Nova York, e acompanha Valentina (Natalie Paul no curta), uma vampira que tem dificuldade em suprimir sua sede de sangue quando vê que seu ex-marido está namorando uma nova mulher. Não está claro se o longa-metragem vai contar a mesma história ou se vai apenas acontecer nesse mesmo universo. Além de dirigir, Jusu também vai escrever o roteiro da adaptação, ao lado de Fredrica Bailey (“A Gente se Vê Ontem”). Nikyatu Jusu está rapidamente ganhando notoriedade dentro do cinema de horror. Seu filme “Nanny”, que estreia em dezembro na Amazon Prime Video, foi a primeira produção do gênero a vencer o Festival de Sundance. E recentemente foi anunciado que ela também vai comandar uma continuação oficial do clássico “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968). Por sinal, Jordan Peele também está tendo um ano bastante produtivo. Além de ter lançado “Não! Não Olhe!”, que se tornou um sucesso de público e crítica, o cineasta também escreveu, produziu e dublou a animação “Wendell & Wild”, recentemente lançada na Netflix. Assista abaixo ao curta-metragem “Suicide by Sunlight”.
Jean-Marie Straub, ícone do cinema experimental, morre aos 89 anos
O cineasta Jean-Marie Straub, ícone do cinema experimental europeu e responsável por realizar diversos filmes ao lado da sua esposa Danièle Huillet (1936-2006), morreu na noite de sábado (19/11) em Rolle, na Suíça. Ele tinha 89 anos. A morte de Straub foi confirmada pelo jornal francês Le Monde, mas a causa ainda não foi divulgada. Nascido em 8 de janeiro de 1933, na cidade de Metz, na França, Straub fez parte da geração cinéfila francesa da década de 1950, responsável pela criação da cultuada revista Cahiers du Cinema. Quando os críticos franceses resolveram fazer seus próprios filmes, Straub os acompanhou. Ele começou a sua carreira no cinema trabalhando como assistente de grandes cineastas, como Jean Renoir, Robert Bresson e Jacques Rivette. Em 1958, Straub foi convocado para o serviço militar durante a Guerra da Argélia, mas em vez disso preferiu se exilar na Alemanha. E foi lá que iniciou a sua carreira como diretor, integrando o chamado Novo Cinema Alemão, cujos maiores expoentes eram Werner Hezog e Rainer Werner Fassbinder. No ano seguinte, Straub se casou com Danièle Huillet (1936-2006) e os dois começaram a realizar filmes juntos, começando pelo curta-metragem “Machorka-Muff”, lançado em 1963. Dois anos depois ele lançou “Os Não-Reconciliados”, um filme de 55 minutos que narra a história de diferentes gerações de uma família alemã. Straub assinou a direção do filme sozinho, mas escreveu o roteiro em parceria com a esposa. Straub e Huillet dividiram a direção do filme seguinte deles, “Crônica de Anna Magdalena Bach” (1968), uma cinebiografia do compositor Johann Sebastian Bach contada pelo olhar da sua esposa, Anna. O filme arrancou elogios rasgados da crítica e consagrou o casal de cineastas, que começou a assinar suas obras como os Straubs. Logo em seguida, o casal se mudou para Roma, onde iniciou nova fase com o lançamento de vários longas. Em cinco décadas, os dois buscaram manifestar o que chamavam de “um sonho pictórico-abstrato”, criando homenagens a cineastas como Jean Renoir e Robert Bresson. A lista de obras dos Straubs ainda inclui “Moisés e Aarão” (1975), “Da Nuvem à Resistência” (1979), “Relações de Classe” (1984), “A Morte de Empédocles” (1987), “Antígona” (1992), “Gente da Sicília” (1999) e “Esses Encontros Com Eles” (2006). Mas apesar de prolíficos, a dupla nunca teve um grande acolhimento popular ou sucesso comercial, ainda que tenham construído sua carreira adaptando obras conhecidas da literatura ou do teatro. Entre os nomes adaptados por eles estão Bertolt Brecht, Franz Kafka e Elio Vittorini. Depois da morte da esposa, em 2006, Straub praticamente abandonou os longas, dedicando-se à realização de curtas-metragens. Ele dirigiu mais de 20 curtas num período de 14 anos. Seu único longa nesse intervalo de tempo foi “Kommunisten” (2014) e seu último crédito como diretor foi no curta “La France Contre les Robots” (2020). O casal recebeu um Leão de Ouro horário pela carreira no Festival de Veneza de 2006 e Straub foi homenageado com um Leopardo de Honra no Festival de Locarno de 2017. Além disso, sua influência abrange uma nova geração de cineastas, como o português Pedro Costa (“Cavalo Dinheiro”) e o americano Thom Andersen (“Los Angeles Por Ela Mesma”), que já admitiram publicamente a sua admiração pela dupla.
Lupita Nyong’o revela treino de lutas submarinas de “Pantera Negra 2”
A atriz Lupita Nyong’o revelou nas suas redes sociais uma parte do treino que passou para interpretar a personagem Nakia em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”. Num vídeo publicado no Instagram, ela mostrou seu esforço para filmar as cenas de lutas submarinas da produção. “Nadar até Talocan não foi tão fácil quanto parecia!”, brincou na legenda da publicação, onde aparece fazendo diversos tipos de exercícios submersa. “Como eu treinei pra nadar em ‘Wakanda para Sempre'”, acrescentou no vídeo. Em cartaz nos cinemas, o filme dirigido por Ryan Coogler apresenta um combate grandioso dos guerreiros de Wakanda contra uma invasão de habitantes do fundo do mar, liderada por Namor, o Príncipe Submarino – interpretado pelo mexicano Tenoch Huerta (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”). “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” é o filme mais visto do mundo desde seu lançamento há dois fins de semanas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lupita Nyong'o (@lupitanyongo)
Ryan Reynolds desenvolveu filme de Natal do Deadpool
O ator Ryan Reynolds revelou que chegou a desenvolver um filme de Natal do Deadpool com os roteiristas do filme original. Segundo ele, o projeto tem um roteiro completo, mas o projeto não foi adiante por causa da compra da Fox pela Disney. Ele fez a revelação ao site The Big Issue. “Quatro anos atrás, eu, Rhett Reese e Paul Wernick [corroteiristas de ‘Deadpool’] escrevemos um filme de Natal com o Deadpool. Mas isso se perdeu em meio à aquisição da Fox pela Disney, e ele nunca foi feito”. “Talvez um dia nós consigamos fazer esse filme. Não é um musical, mas é um filme do começo ao fim um filme natalino do Deadpool. Um dia, quem sabe”, completou. Vale notar que esse roteiro não é o filme “Era Uma Vez um Deadpool”, que chegou às telas no fim de 2018, em clima natalino, como uma versão para menores de “Deadpool 2”, lançado alguns meses antes. “Deadpool” vai ganhar seu terceiro filme em breve, que também marcará a volta de Hugh Jackman ao papel de Wolverine, na primeira aparição do personagem numa produção da Disney. Com direção de Shawn Levy (“Free Guy”), o lançamento de “Deadpool 3” está marcado para novembro de 2024.
“Pantera Negra 2” ultrapassa US$ 500 milhões mundiais
“Pantera Negra: Wakanda para Sempre”, liderou as bilheterias da América do Norte pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando robustos US$ 67,3 milhões para atingir um total doméstico de US$ 288 milhões em 10 dias. Com isto, já é a 7ª maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Em todo o mundo, o filme chegou a US$ 546 milhões. Isto representa a 8ª maior bilheteria mundial de 2022 – a diferença se deve à inclusão do fenômeno chinês “Water Gate Bridge” na soma internacional. O 2º lugar no ranking norte-americano ficou com a estreia de “O Menu”, uma comédia de terror culinário, que arrecadou US$ 9 milhões em 3.211 cinemas. Por sinal, esta distribuição representa o maior lançamento da História do estúdio Searchlight, o braço pseudo-indie da Disney. A trama de humor sombrio segue convidados ricos (entre eles Anya Taylor-Joy, de “Os Novos Mutantes”, e Nicholas Hoult, de “X-Men: Fênix Negra”) que embarcam para uma ilha privada para participar de um banquete luxuoso preparado pelo prestigioso Chef Slowik (Ralph Fiennes, o Voldemort de “Harry Potter”), com algumas surpresas chocantes. Ao chegarem no local, eles se deparam com um clima sinistro e descobrem que os pratos principais do menu são eles mesmos. A etiqueta da refeição é clara: correr e evitar ser pego ou se tornar o primeiro prato. O longa foi saboreado pela crítica, que lhe deu 90% de aprovação no Rotten Tomates. O lançamento no Brasil está marcado para 1 de dezembro. Em 3º lugar ficou uma série de TV. Os dois primeiros episódios da 3ª temporada de “The Chosen” foram projetados em 2 mil cinemas e faturaram US$ 8,2 milhões nos EUA. A série, que é disponibilizada pela Globoplay no Brasil, tem temática religiosa e segue a vida de Jesus. “Adão Negro” (US$ 4,4 milhões) e “Ingresso para o Paraíso” (US$ 3,2 milhões) completaram o Top 5 norte-americano. Com isso, o lançamento de “Ela Disse” estagnou em 6º lugar, com US$ 2,3 milhões. O desempenho representa uma das piores aberturas – fora da pandemia – para um filme distribuído em mais de duas mil telas. Sem previsão de estreia no Brasil, a produção da Universal narra o trabalho das repórteres investigativas do New York Times que expuseram as décadas de abuso do poderoso produtor Harvey Weinstein, dando origem ao movimento #MeToo. Os papéis principais são vividas por Carey Mulligan (“Bela Vingança”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) Apesar da bilheteria fraca, o filme foi bastante elogiado tanto pela crítica (88% de aprovação no Rotten Tomatoes) quanto pelo público (nota A no CinemaScore, avaliação dos espectadores). Mas o perfil de sua audiência foi bastante específico, com média etária superar aos 45 anos, o que rendeu a baixa frequência. Veja abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | O MENU | 3 | THE CHOSEN 3 | 4 | ADÃO NEGRO | 5 | INGRESSO PARA O PARAÍSO |












