Daniel Craig será gay no próximo filme do diretor de “Me Chame pelo Seu Nome”
O ator Daniel Craig (“007: Sem Tempo para Morrer”) vai estrelar o filme “Queer”, adaptação do livro homônimo de William S. Burroughs (o autor beatnik de “Almoço Nu”), que será dirigida por Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”). A obra acompanha o alter ego de Burroughs, William Lee, na Cidade do México, vivendo de empregos de meio período e entre bares frequentados por estudantes universitários americanos expatriados. Lee é autoconsciente, inseguro e motivado a perseguir um jovem chamado Allerton, personagem que foi inspirado em Adelbert Lewis Marker (1930-1998), um militar reformado da Marinha americana que fez amizade com Burroughs na Cidade do México. O livro é uma continuação direta de “Junkie”, outra obra famosa do autor, e retrata a abstinência de drogas de Lee/Burroughs, que ele tenta superar com álcool e com a paixão obsessiva por Allerton. Escrito entre 1951 e 1953, só foi publicado 30 anos depois, em 1985, devido ao tema explícito da homossexualidade do protagonista. O filme ainda não tem previsão de estreia. Daniel Craig será visto a seguir em “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, continuação de “Entre Facas e Segredos” (2019), que estreia em 23 de dezembro na Netflix. Luca Guadagnino, por sua vez, acabou de lançar o drama “Até os Ossos”, que deve marcar presença na temporada de premiações. Ele também está envolvido no filme esportivo “Challengers”, que será estrelado por Zendaya (“Euphoria”), mas ainda não tem previsão de estreia.
AFI Awards: Filmes populares dominam lista de Melhores do Ano
O American Film Institute (AFI) divulgou sua já tradicional listagem com os 10 melhores filmes e as 10 melhores séries do ano. Entre os filmes, os destaques ficaram para produções de grande apelo popular, como “Avatar: O Caminho da Água”, “Não! Não Olhe!” e “Top Gun: Maverick” – este último também foi eleito o filme do ano pela National Board of Review. Obras que provavelmente vão marcar presença na temporada de premiações também apareceram, mas mesmo entre essas figuraram “Elvis”, “A Mulher Rei” e “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, que não são filmes típicos “de arte”, além do novo filme de Steven Spielberg, “Os Fabelmans”. Já a elogiada comédia dramática “Os Banshees de Inisherin” ficou de fora da lista principal, mas há uma explicação: não é uma produção americana. Mesmo assim, foi reconhecida com um Prêmio Especial AFI. Entre as séries, houve um equilíbrio entre produções voltadas para o streaming e para a exibição “convencional”. Mas a Netflix, acostumada a dominar listas anteriores, só emplacou uma série nesse ano, a comédia “Mo”. De forma habitual, o AFI priorizou séries novatas. Além de “Mo”, também também estão na lista “O Urso”, “Pachinko”, “Ruptura” e “Somebody Somewhere”. Entre as “veteranas”, o destaque ficou com “Abbott Elementary”, atualmente na sua 2ª temporada. A série de comédia também se destacou nas indicações ao Critics Choice Awards recentemente. “O AFI Awards ilumina a excelência na narrativa e os colaboradores que trazem essas histórias para a tela”, disse o presidente e CEO da AFI, Bob Gazzale. “Este ano, mais do que nunca, celebrar a comunidade de artistas que realizam esses sonhos é particularmente significativo – pois eles elevaram nosso espírito nos momentos mais desafiadores e provaram o poder dessa grande forma de arte.” A lista do AFI tende a espelhar a eventual lista dos indicados ao Oscar de Melhor Filme. No ano passado, por exemplo, oito dos 10 filmes que compunham a lista foram indicados na categoria, assim como “Belfast”, filme não americano vencedor do Prêmio Especial AFI na ocasião. Concedidos a “programas considerados cultural e artisticamente significativos”, as listas do AFI resultam de uma votação feita por curadores, acadêmicos, artistas e críticos de cinema ligados ao instituto sediado em Los Angeles. Os destaques serão homenageados num almoço marcado para 13 de janeiro no Four Seasons Hotel em Los Angeles. Veja abaixo a lista completa divulgada pelo AFI. AFI Awards 2022 | TOP 10 Filmes “Avatar: O Caminho da Água” “Elvis” “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” “Os Fabelmans” “Não! Não Olhe!” “Ela Disse” “Tár” “Top Gun: Maverick” “A Mulher Rei” “Entre Mulheres” AFI Awards 2022 | TOP 10 Séries “Abbott Elementary” “O Urso” “Better Call Saul” “Hacks” “Mo” “Pachinko” “Reservation Dogs” “Ruptura” “Somebody Somewhere” “The White Lotus” AFI Special Award “Os Banshees de Inisherin”
Taylor Swift assina contrato para dirigir seu primeiro filme
A cantora Taylor Swift fechou contrato para estrear como diretora de cinema. Ela vai comandar um filme para o estúdio Searchlight Pictures, divisão da Disney responsável por vencedores do Oscar como “Nomadland” (2020) e “A Forma da Água” (2017). “Taylor é uma artista e contadora de histórias única. É uma alegria e um privilégio colaborar com ela enquanto embarca em uma nova jornada criativa”, destacou a nota oficial do estúdio, assinada por David Greenbaum e Matthew Greenfield, presidentes da Searchlight. O projeto ainda não título nem previsão de estreia, mas se trata de um roteiro original da própria cantora. Atualmente, Taylor tenta emplacar uma indicação ao Oscar de Melhor Curta para seu videoclipe “All Too Well: The Short Film”, estrelado por Dylan O’Brien (“Maze Runner”) e Sadie Sink (“Stranger Things”). O clipe já lhe rendeu o prêmio de Melhor Direção no MTV Video Music Awards – além de conquistar a estatueta do astronauta de Melhor Vídeo de 2022 e Melhor Vídeo Longo na premiação.
Kristen Stewart vai presidir júri do Festival de Berlim 2023
A organização do Festival de Berlim anunciou a atriz Kristen Stewart como presidente do júri de sua edição de 2023. O anúncio reflete a condição de queridinha da crítica e estrela de filmes de arte da ex-protagonista da “Saga Crepúsculo” (2008-2012). Desde que estrelou a franquia teen, devastada pela crítica e responsável por indicá-la cinco vezes ao prêmio de piores do ano no Framboesa de Ouro, Stewart ganhou credibilidade se dedicando a vários projetos independentes. Ela estreou no festival alemão em 2010, como protagonista de um dos muitos dramas indies que realizou em sua transição – “Corações Perdidos”, de Jake Scott. Depois disso, chegou ao cinema europeu pela porta da frente, tornando-se a primeira atriz americana a vencer o César (o Oscar francês) por seu desempenho em “Acima das Nuvens” (2014), de Olivier Assayas. Desde então, tem sido destaque constante nos festivais europeu. Também estreou como diretora de curtas. E neste ano conquistou sua primeira indicação ao Oscar pelo papel da princesa Diana em “Spencer”, filme dirigido pelo chileno Pablo Larrain. “Jovem, brilhante e com um trabalho impressionante, Kristen Stewart é a ponte perfeita entre os Estados Unidos e a Europa”, disseram os diretores do festival Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian. “De Bella Swan à Princesa de Gales, ela deu vida a personagens eternos e é uma das atrizes mais talentosas e multifacetadas de sua geração”, completaram no comunicado sobre a escolha da atriz. Atualmente com 32 anos, Stewart será uma das presidentes mais jovens do júri principal do evento. O Festival de Berlim de 2023 vai acontecer entre os dias 16 e 26 de fevereiro na capital da Alemanha.
Críticos dos EUA elegem “Top Gun: Maverick” como filme do ano
A National Board of Review (NBR), a mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos dos Estados Unidos, anunciou nessa quinta (8/12) a sua lista com os melhores filmes de 2022. E “Top Gun: Maverick”, estrelado por Tom Cruise, foi o grande vencedor. “’Top Gun: Maverick’ é um filme empolgante que agrada ao público e que é habilmente elaborado em todos os níveis”, disse a presidente da NBR, Annie Schulhof. “[O ator] Tom Cruise, [o diretor] Joseph Kosinski e toda a equipe de filmagem conseguiram fazer um filme incrivelmente popular que trouxe o público de volta aos cinemas, ao mesmo tempo em que foi uma conquista cinematográfica completa.” O cineasta veterano Steven Spielberg foi eleito o Melhor Diretor por seu trabalho no drama autobiográfico “Os Fabelmans”. Já os principais prêmios de atuação foram para Colin Farrell (por “Os Banshees de Inisherin”) e Michelle Yeoh (por “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”). Os filmes “Os Banshees de Inisherin” e “Nada de Novo no Front” venceram nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado, respectivamente. E o prêmio de Melhor Animação ficou com a produção indie da A24 “Marcel the Shell with Shoes On”, que derrotou as superproduções da Disney e da Pixar. Vale destacar que a preferência da NBR não costuma ter influência na eleição da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Para se ter ideia, apenas um vencedor da votação dos críticos foi também vencedor do Oscar neste século: “Green Book”, em 2018. De forma mais expressiva ainda, o longa agraciado pela NBR em 2020, “Destacamento Blood”, de Spike Lee, nem entrou na disputa de Melhor Filme do Oscar. Por outro lado, a consagração de “Top Gun: Maverick” também repercutiu no Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA, na sigla em inglês), formado por membros que votam no Oscar. A entidade anunciou uma homenagem especial ao astro Tom Cruise após o sucesso do filme nos cinemas. Cruise receberá o David O. Selznick Achievement Award, prêmio conferido à produtores que realizaram grandes feitos na área audivisual. Ou seja, “Top Gun: Maverick” tem chances de ao menos ser indicado. Veja abaixo a lista completa da NBR, que também inclui os tradicionais Top 10 de fim de ano da crítica americana. Melhor Filme “Top Gun: Maverick” Melhor Diretor Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) Melhor Ator Colin Farrell (“Os Banshees de Inisherin”) Melhor Atriz Michelle Yeoh (“Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”) Melhor Ator Coadjuvante Brendan Gleeson (“Os Banshees de Inisherin”) Melhor Atriz Coadjuvante Janelle Monáe (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”) Melhor Roteiro Original “Os Banshees de Inisherin” Melhor Roteiro Adaptado “Nada de Novo no Front” Desempenho Inovador Danielle Deadwyler (“Till – A Busca por Justiça”) e Gabriel LaBelle (“Os Fabelmans”) Melhor Estreia na Direção Charlotte Wells (“Aftersun”) Melhor Animação “Marcel the Shell with Shoes On” Melhor Filme Estrangeiro “Close” (França) Melhor Documentário “Sr.” Melhor Conjunto de Elenco e Direção “Women Talking” Realização Notável em Cinematografia “Top Gun: Maverick” Prêmio NBR de Liberdade de Expressão “All the Beauty and the Bloodshed” e “Argentina, 1985” Top 10: Melhores Filmes de Hollywood (em ordem alfabética) “A Mulher Rei” “Aftersun” “Avatar: O Caminho da Água” “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” “Os Banshees de Inisherin” “Os Fabelmans” “RRR” “Till – A Busca por Justiça” “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo” “Women Talking” Top 5: Melhores Filmes em Língua Estrangeira (em ordem alfabética) “Argentina, 1985” “Decisão de Partir” “EO” “Nada de Novo no Front” “Saint Omer” Top 5: Melhores Documentários (em ordem alfabética) “All the Beauty and the Bloodshed” “All That Breathes” “Descendant” “Turn Every Page – The Adventures of Robert Caro and Robert Gottlieb” “Wildcat” Top 10: Melhores Filmes Independentes (em ordem alfabética) “Armageddon Time” “Emily the Criminal” “Funny Pages” “Living” “Nanny” “O Milagre” “The Eternal Daughter” “The Inspection” “Uma Noite no Lago”
Matt Damon e Casey Affleck vão estrelar filme de assalto
Os atores Matt Damon (“O Último Duelo”) e Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”) vão estrelar o filme de assalto “The Instigators”. O projeto marcará o retorno da dupla ao subgênero, após eles terem trabalhados juntos em três filmes da franquia “Onze Homens e Um Segredo”. Além de estrelar, Damon também vai produzir o filme ao lado do amigo Ben Affleck (também de “O Último Duelo”), irmão de Casey. A direção ficará por conta do cineasta Doug Liman (“Feito na América”), que lançou Damon como Jason Bourne no já clássico “A Identidade Bourne” (2002). A trama vai acompanhar dois ladrões que precisam fugir, com a ajuda de um terapeuta, depois que um grande assalto dá errado. O roteiro foi concebido por Chuck MacLean (“City on a Hill”) e desenvolvido por Jeff Robinov (produtor de “A Longa Caminhada de Billy Lynn”), John Graham (produtor do inédito “Hypnotic”) e pelo próprio Casey Affleck. “The Instigators” ainda não tem previsão de estreia. O projeto está sendo tocado pelo recém-formado estúdio Artists Equity, criado por Ben Affleck e Matt Damon, para o selo Apple Originals, do conglomerado dono da Apple TV+. O primeiro projeto anunciado da Artists Equity foi um drama ainda sem título que vai contar a verdadeira história por trás da criação da icônica marca Air Jordan. Dirigido por Ben Affleck e estrelado por Matt Damon, o filme está em pós-produção e deve estrear em 2023.
Império de Luz: Drama de época do diretor de “1917” ganha novo trailer
O 20th Century Studios divulgou o pôster nacional e o segundo trailer legendado de “Império de Luz”, uma ode ao cinema dirigida por Sam Mendes (de “007: Operação Skyfall” e “1917”). O filme conta uma história de amor ambientada em um cinema antigo na costa sul da Inglaterra na década de 1980, com direito a ameaças de skinheads e a magia da projeção cinematográfica. Os protagonistas são Olivia Coleman (“A Filha Perdida”) e Micheal Ward (“Gangues de Londres”), mas o elenco também inclui Toby Jones (“Jurassic World”) e Colin Firth (“Kingsman: O Círculo Dourado”). “Império da Luz” teve première mundial no Festival de Toronto, em setembro, quando desapontou a crítica, atingindo 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia acontece nesta sexta (9/12) nos EUA, mas a previsão de lançamento no Brasil é apenas para 23 de fevereiro.
James Gunn sobre cancelamentos e futuro da DC: “Nem todos vão ficar felizes”
James Gunn publicou no Twitter uma reação à notícia de que cancelou “Mulher-Maravilha 3” e possivelmente “O Homem de Aço 2”. Publicada pelo site The Hollywood Reporter, a reportagem original apurou que o diretor e Peter Safran, responsáveis pelo recém-lançado DC Studios, rejeitaram a abordagem para o terceiro filme da heroína, apresentada pela diretora Patty Jenkins, e pretendem abandonar todos os projetos relacionados ao snyderverso – os filmes da DC com personagens introduzidos pelo diretor Zack Snyder – para relançar os personagens com novos intérpretes. “Então. Quanto à história no Hollywood Reporter, parte dela é verdadeira, parte é meia verdade, parte não é verdade e parte ainda não decidimos se é verdade ou não”, ele postou nesta quinta-feira (8/12). “Embora este primeiro mês na DC tenha sido frutífero, construir os próximos dez anos de história leva tempo e ainda estamos apenas começando”, acrescentou. “Peter e eu escolhemos dirigir o DC Studios sabendo que estávamos entrando em um ambiente turbulento, tanto nas histórias contadas quanto entre o próprio público, e haveria um período de transição inevitável, à medida que passássemos a contar uma história coesa entre filmes, TV, animação e jogos”, continuou Gunn no Twitter. “Mas, no final, as desvantagens desse período de transição foram ofuscadas pelas possibilidades criativas e pela oportunidade de desenvolver o que funcionou na DC até agora e ajudar a corrigir o que não funcionou. Sabemos que nem todos vão ficar felizes nesse caminho, mas podemos prometer que tudo o que fazemos é feito a serviço da HISTÓRIA e a serviço dos PERSONAGENS da DC que sabemos que vocês apreciam e nós valorizamos durante nossos vidas inteiras.” “Quanto a mais respostas sobre o futuro do DCU, infelizmente terei que pedir que esperem. Estamos dando a esses personagens e às histórias o tempo e a atenção que merecem e nós mesmos ainda temos muito mais perguntas a fazer e responder”, concluiu. Gunn, que dirigiu “O Esquadrão Suicida” e a série “Pacificador” com personagens da DC Comics, começou seu trabalho como co-presidente e co-CEO do DC Studios em 1º de novembro. Além de suas funções na DC, Gunn ainda tem pela frente o lançamento de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, da Marvel, previsto para maio. Neste meio tempo, a Warner tem quatro filmes da DC para lançar no ano que vem: “Shazam! Fúria dos Deuses”, “The Flash”, “Besouro Azul” e “Aquaman e o Reino Perdido”. O que virá depois disso ainda é uma incógnita. So. As for the story yesterday in the Hollywood Reporter, some of it is true, some of it is half-true, some of it is not true, & some of it we haven’t decided yet whether it’s true or not. — James Gunn (@JamesGunn) December 8, 2022 As for more answers about the future of the DCU, I will sadly have to ask you to wait. We are giving these characters & the stories the time & attention they deserve & we ourselves still have a lot more questions to ask & answer. pic.twitter.com/sxwKGRD3vc — James Gunn (@JamesGunn) December 8, 2022
Tom Cruise será homenageado pela sindicato dos produtores de cinema dos EUA
O ator Tom Cruise (“Top Gun: Maverick”) será homenageado com o David O. Selznick Achievement Award, prêmio entregue pelo Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA, na sigla em inglês) para pessoas que realizaram grandes feitos na área de produção audivisual. Batizado com o nome do produtor do clássico “E o Vento Levou” (1939), o prêmio será entregue durante a 34ª edição do Producers Guild Awards, que vai acontecer em 25 de fevereiro, em Los Angeles. Embora seja mais conhecido pelo seu trabalho como ator, Cruise tem uma carreira longeva como produtor, que começou em 1996, quando produziu o primeiro “Missão: Impossível”. Desde então, ele produziu a maioria dos filmes que estrelou, colecionando indicações ao Oscar e sucessos de bilheteria – seus filmes já renderam mais de US$ 11 bilhões nas bilheterias mundiais. “Começando com ‘Missão: Impossível’, Tom Cruise desenvolveu um talento para produzir que combina com seu talento extraordinário como ator”, disseram os presidentes do Sindicato dos Produtores, Donald De Line e Stephanie Allain, em comunicado. “Tom aborda a produção com a mesma atenção meticulosa aos detalhes que dedica a todos os seus empreendimentos profissionais. Seu compromisso em contar histórias ousadas, cinemáticas e divertidas elevou a experiência cinematográfica global e resultou em alguns dos filmes mais populares da história.” O PGA observa que Cruise “trabalhou nos últimos 40 anos para produzir e estrelar filmes que resistem ao teste do tempo. Sua proeza como produtor de filmes criativos impactou a evolução do cinema, pois ele desenvolve colaborativamente novas maneiras de capturar o que sonhou para a tela grande – sempre a serviço da história – sempre colocando a experiência do público em primeiro lugar”. Seus créditos como produtor incluem as franquias “Missão: Impossível”, “Jack Reacher” e “Top Gun”, além de filmes como “Vanilla Sky” (2001), “O Último Samurai” (2003), “Tudo Acontece em Elizabethtown” (2005), entre muitos outros. O recente “Top Gun: Maverick” ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão nas bilheterias e seus próximos projetos incluem “Missão: Impossível – Acerto De Contas Parte 1” e “Missão: Impossível – Acerto De Contas Parte 2”. Entre os homenageados anteriores do prêmio estão Brad Pitt e seus sócios na produtora Plan B, além de Barbara Broccoli, Jerry Bruckheimer, Kathleen Kennedy, Frank Marshall, Mary Parent, Brian Grazer, David Heyman, Steven Spielberg e Kevin Feige.
Eleição: Comédia cultuada de Reese Witherspoon terá continuação após 24 anos
A cultuada comédia “Eleição” (1999) vai ganhar uma continuação com a atriz Reese Witherspoon (“The Morning Show”), que era adolescente no original, e o diretor Alexander Payne (“Pequena Grande Vida”). Como as filmagens vão acontecer em 2023, o projeto começará 24 anos após a estreia do filme original. “Eleição” era baseado em um livro de Tom Perotta (mesmo autor de “The Leftovers”) e acompanhava um professor de ensino médio (interpretado por Matthew Broderick) que entra em rota de colisão com Tracy Flick (Witherspoon), uma candidata extremamente entusiasmada durante as eleições do grêmio estudantil. Sátira ácida do mundo político, o filme mostrava campanhas sensacionalistas de estudantes e tentativas de manipulação de resultados eleitorais, e venceu diversos prêmios (como o Independent Spirit Awards) e teve até uma indicação ao Oscar (na categoria de Melhor Roteiro Adaptado). A continuação, intitulada “Tracy Flick Can’t Win”, é uma adaptação de um novo livro homônimo de Perotta, lançado em junho, e acompanha Tracy, agora como uma adulta que continua lutando para chegar ao topo. Alexander Payne está mais uma vez adaptando o roteiro ao lado de Jim Taylor, que também trabalhou no original. Apesar do apelo do projeto, “Tracy Flick Can’t Win” não está sendo desenvolvido para o cinema e sim para plataforma Paramount+. O lançamento ainda não tem data prevista para chegar ao streaming. Reese Witherspoon será vista a seguir na comédia romântica “Your Place or Mine”, dirigida por Aline Brosh McKenna (“Crazy Ex-Girlfriend”), que estreia em 10 de fevereiro nos EUA. Ela também estará na 3ª temporada de “The Morning Show”, que chega em 2023 na Apple TV+. Assista abaixo ao trailer de “Eleição”.
Reestruturação da DC teria cancelado “Mulher-Maravilha 3”
O terceiro filme da franquia “Mulher-Maravilha” pode ter sido cancelado diante do lançamento da DC Studios, divisão da Warner comandada pelo cineasta James Gunn e pelo produtor Peter Safran (ambos de “O Esquadrão Suicida”). Segundo o site The Hollywood Reporter, a dupla recusou a ideia apresentada pela cineasta Patty Jenkins (que dirigiu os dois primeiros filmes) para a produção, afirmando que o projeto não se encaixava no planejamento deles para a DC. Gunn e Safran devem se encontrar na próxima semana com David Zaslav, o CEO da Warner Bros. Discovery, que está reformulando radicalmente a empresa. Nessa reunião, os dois vão revelar para Zaslav o seu planejamento para os próximos anos. Esse planejamento já está sendo desenvolvido há algum tempo em segredo, e o cancelamento de “Mulher-Maravilha 3” seria o primeiro vazamento de informações. Os motivos para o cancelamento, porém, ainda não estão claros. Pode ser apenas uma recusa específica à apresentação da diretora – segundo o site Deadline, Gunn e Safran esperavam ser apresentados a um tratamento de roteiro, mas Jenkins apareceu com anotações em vários papéis. Também pode ser uma questão financeira. Embora o DC Studios não deva ter muitas restrições orçamentárias, “Mulher-Maravilha 3” teria um custo elevado devido aos altos salários – US$ 20 milhões para a atriz Gal Gadot retornar ao papel principal e mais US$ 12 milhões para diretora Patty Jenkins, sem falar em possíveis bônus. Mas é provável que a atual Mulher-Maravilha interpretada por Gadot não se encaixe mais no reboot da DC planejado por Gunn e Safran. Curiosamente, na última terça (6/12), a atriz tuitou um agradecimento aos fãs de “Mulher-Maravilha”, dizendo que “mal posso esperar para compartilhar seu próximo capítulo com vocês”. Não ficou claro se ela já sabia ou não que o projeto seria cancelado. Há rumores de que o DC Studios quer romper completamente com o chamado Snyderverso e os heróis escalados pelo cineasta Zack Snyder para seus filmes – “O Homem de Aço” (2013), “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016) e “Liga da Justiça” (2017). Isso coloca em dúvida o possível retorno de Henry Cavill para um segundo filme do Superman e até a continuidade do Aquaman estrelado por Jason Momoa, após o lançamento de “Aquaman e o Reino Perdido”. Esses personagens deverão fazer uma participação especial no filme do “Flash”, que será lançado em 16 de junho de 2023. Cavill, inclusive, filmou sua participação especial em setembro. Mas fontes do Hollywood Reporter dizem que há um debate dentro do estúdio a respeito de manter essa participação, inclusive considerando cortá-la, por supostamente aludir a um futuro que o estúdio não tem planos de materializar. A situação de Cavill é ainda mais complicada, já que o ator fez uma participação especial em “Adão Negro”, lançado em outubro. E, logo após o lançamento do filme, anunciou no Instagram: “Eu queria tornar isso oficial – estou de volta como Superman”. Quando o ator ele fez esse anúncio, a Warner Bros. estava, de fato, desenvolvendo uma sequência para “O Homem de Aço” (2013). O cineasta Andy Muschietti, que dirigiu “Flash”, chegou a manifestar interesse em comandar o filme. E o projeto refletia o desejo da atual equipe da Warner Bros Pictures, liderada por Michael De Luca e Pamela Abdy, de dar continuidade ao Snyderverso. Mas isso foi antes de Gunn e Safran formularem seu novo plano. Com a chegada da dupla, também é improvável que haja uma sequência de “Adão Negro”, ainda mais depois de o filme ter um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias. Aliás, o intérprete do anti-herói, Dwayne “The Rock” Johnson esperava atuar mais ativamente na produção dos filmes da DC. Porém, essa grande disposição não parece ter agradado a nova administração, ainda mais depois que sua presença não foi suficiente para garantir o sucesso de “Adão Negro”. Curiosamente, Jason Momoa pode ser o único preservado do elenco atual. Mas não como Aquaman. O snyderverso deve ser concluído em “Aquaman e o Reino Perdido”, previsto para 25 de dezembro de 2023, liberando o ator para assumir outro papel em seguida. Ele está cotadíssimo para viver o personagem Lobo, um caçador de recompensas intergaláctico falastrão, que deve ganhar um dos primeiros filmes da nova DC. Momoa já se disse entusiasmado por trabalhar com Gunn num papel “dos sonhos”, e o anti-herói alienígena parece sob medida para o estilo do diretor de “Guardiões da Galáxia”. Vale apontar que essa reestruturação não leva em conta filmes como “Shazam! Fúria dos Deuses” (previsto para 17 de março de 2023) e “Besouro Azul” (18 de agosto de 2023), ambos produzidos por Safran. Diante de um possível sucesso desses filmes, uma das possibilidades poderia ser dar continuidade a essas propriedades, que não estão conectadas ao snyderverso. Além disso, a dupla não deve mexer no universo de “Batman” (2022). O diretor Matt Reeves já está trabalhando numa continuação, que será novamente estrelada por Robert Pattinson, além de supervisionar o lançamento de duas séries derivadas de seu filme, incluindo uma focada no personagem do Pinguim (interpretado por Colin Farrell).
Jerrod Carmichael vai apresentar Globo de Ouro 2023
O comediante Jerrod Carmichael (“The Carmichael Show”) vai apresentar a próxima edição do Globo de Ouro. A informação foi divulgada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA na sigla em inglês), que organiza o evento. “Estamos muito empolgados em ter Jerrod Carmichael como anfitrião do histórico 80º Globo de Ouro”, afirmou Helen Hoehne, presidente da HFPA, em comunicado. “Seus talentos cômicos divertiram e emocionaram o público, proporcionando momentos instigantes que são tão importantes nos tempos em que vivemos. Jerrod é o tipo especial de talento que este programa exige para iniciar a temporada de premiações.” Carmichael co-criou, co-escreveu, produziu e estrelou a sitcom semi-autobiográfica “The Carmichael Show”, exibida 2015 e 2017 no canal americano NBC. Em setembro, ele venceu um Emmy pelo seu especial de comédia “Jerrod Carmichael: Rothaniel” e foi indicado a outro Emmy pela sua estreia como apresentador no programa humorístico “Saturday Night Live”, em abril. “Jerrod é um talento fenomenal com uma nova perspectiva e excelente estilo cômico”, acrescentou Jesse Collins, produtor executivo e CEO da Jesse Collins Entertainment, que produz o evento. “Estamos todos entusiasmados por tê-lo como apresentador do programa deste ano”. O “tipo especial de talento” do comediante também inclui ser negro, o que chama atenção após a HFPA ser acusada de propagar racismo por não ter integrantes negros em seus quadros. A denúncia foi feita numa reportagem do jornal Los Angeles Times, que revelou que nenhum dos 80 integrantes originais da HFPA e eleitores do Globo de Ouro era negro. Para complicar, um ex-presidente da entidade, Philip Berk, escreveu um email para os filiados chamando o movimento “Vidas Negras Importam” (Black Lives Matter) de um “movimento de ódio racista”. Ele foi expulso da associação. Além disso, o Los Angeles Times também expôs a corrupção da entidade, que aceitava presentes dos estúdios para influenciar seus votos na premiação. Denúncias de assédio sexual da “imprensa estrangeira de Hollywood” também se juntaram ao caldo, citadas por astros como Scarlett Johansson e Brendan Fraser. E isso levou a rede americana NBC, responsável pela exibição da premiação desde 1996, decidir não transmitir o Globo de Ouro em 2022. A emissora cancelou a transmissão após a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e também de vários estúdios, que anunciaram rompimento com a entidade após as denúncias. Por isso, o Globo de Ouro deste ano “aconteceu” sem a presença de astros de Hollywood, apenas com o anúncio de vencedores pelas redes sociais. Para recuperar sua credibilidade, a HFPA anunciou várias mudanças, incluindo a ampliação da diversidade de seus membros com a adição de 103 novos votantes, que se somaram aos cerca de 80 anteriormente existentes, e a criação de um manual de ética. Além disso, a entidade teve seu controle adquirido pela empresa de investimentos Eldridge Industries, que também assumiu a propriedade da Dick Clark Productions, a produtora de longa data do evento. Desse modo, o dono da Eldridge Industries, Todd Boehly, passou a aturar como CEO interino do HFPA desde outubro de 2021. Mas tantas mudanças podem não ser suficientes. O ator Brendan Fraser, que vem de uma performance elogiada em “The Whale” (A Baleia) e é considerado presença garantida nos diversos eventos de premiação da temporada, já afirmou que não aceitará convite para participar do Globo de Ouro 2023. A cerimônia marcará 20 anos de um abuso que ele sofreu de Philip Berk no evento. A 80ª edição do Globo de Ouro foi marcada para o dia 10 de janeiro de 2023, uma terça-feira. A escolha da data se deve ao fato de o domingo anterior estar ocupado com um jogo de futebol da NFL e o seguinte com a premiação do Critics Choice Awards. A cerimônia terá exibição simultânea nos EUA na rede de TV NBC e no serviço de streaming Peacock.
Cinemas recebem “Irmãos de Honra” e mais 12 filmes
Os cinemas recebem 13 estreias nesta quinta (8/12), mas o filme com maior distribuição saiu de cartaz há 13 anos. “Lua Nova” (2009), segundo longa da “Saga Crepúsculo”, retorna aos cinemas em 400 salas durante uma única semana, em comemoração ao aniversário do fim da franquia. Entre as novidades, os lançamentos mais amplos são o filme de ação aérea “Irmãos de Honra” e a comédia brasileira “Pronto, Falei”, que chegam em 300 salas. Mas a lista de destaques ainda inclui dois títulos de prestígio, “Ela Disse” e “Ruído Branco”, que tentam chamar atenção na disputada temporada de premiações. Confira abaixo os filmes que entram em cartaz. | IRMÃOS DE HONRA | O filme de aviação passado durante a Guerra da Coreia chega nas telas no vácuo do blockbuster “Top Gun: Maverick”, que é evocado não apenas pelas cenas de caças em voos rasantes, mas também pela presença do ator Glen Powell, um dos “irmãos de honra” do título, ao lado de Jonathan Majors (“Loki”). Com direção de J.D. Dillard (“O Mistério da Ilha”), a trama retrata o racismo sofrido pelo primeiro afro-americano a voar em combate pela Marinha dos Estados Unidos e sua parceria com um colega que o acompanha até o limite, enquanto os dois se tornam os melhores pilotos e os melhores amigos sob fogo. | ELA DISSE | O drama jornalístico recria os bastidores da primeira publicação de denúncias de assédio, abuso e estupro contra um dos mais poderosos produtores de Hollywood, Harvey Weinstein. A prévia mostra Carey Mulligan (“Bela Vingança”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) no papel das repórteres do New York Times que investigaram e publicaram as denúncias que abalaram Hollywood e deram início ao movimento #MeToo. O filme é baseado no livro de mesmo nome, lançado em 2019, que conta os detalhes da investigação sobre os boatos que circulavam há anos a respeito da conduta sexual de Weinstein. A história foca nos bastidores de meses de investigações e obstáculos legais que as jornalistas enfrentaram para publicar suas reportagens, lutando contra a fortuna e o poder de um homem que ganhou mais agradecimentos que Deus na História do Oscar. Apesar da dificuldade inicial para conseguir quem assumisse as denúncias, uma vez publicada a reportagem inspirou uma centena de mulheres, inclusive estrelas de primeira grandeza de Hollywood, a revelar as tentativas de abusos e até mesmo estupros praticados impunemente pelo produtor – e dono de estúdio de cinema – por mais de três décadas. A sucessão de acusações fez ruir um esquema de proteção que incluía pagamentos por baixo dos panos, acordos de confidencialidade, ameaças de retaliação profissional e até serviços de vigilância e intimidação profissional, levando o magnata à julgamento e para a cadeia, além de render o prêmio Pulitzer para as jornalistas. Ao vir à tona, os crimes de Weinstein também tiveram um efeito dominó, inspirando novas denúncias contra poderosos chefões que abalaram os alicerces da indústria do entretenimento e as relações trabalhistas em todo o mundo – com ecos até na queda do presidente da CBF e da Caixa Econômica Federal no Brasil. A dramatização tem roteiro da inglesa Rebecca Lenkiewicz (“Desobediência”) e direção de Maria Schrader (da minissérie “Nada Ortodoxa”). | RUÍDO BRANCO | O novo filme de Noah Baumbach (“História de um Casamento”) é uma comédia absurda, horripilante, lírica e apocalíptica, baseada no romance homônimo de Don DeLillo (“Cosmópolis”), que acompanha as tentativas de uma família americana dos anos 1980 para lidar com os pavores da vida cotidiana e a possibilidade de felicidade num mundo incerto. Com clima apocalíptico, traz a família central em fuga de um nuvem tóxica, mas tudo é exacerbado pela condição psicológica do pai: um medo exagerado da morte, que acompanha cada passo de sua vida. Adam Driver vive o personagem principal, fazendo sua segunda parceria com Baumbach, após ser indicado ao Oscar por seu desempenho em “História de um Casamento” (2019). O elenco também destaca a participação da mulher do diretor, Greta Gerwig, que não atuava numa produção live-action desde “Mulheres do Século 20” (2016) – basicamente, desde que também decolou como cineasta com “Lady Bird: A Hora de Voar” (2017). E ainda Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jodie Turner-Smith (“Sem Remorso”), Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”) e seus filhos Sam e May Nivola. Com a produção é da Netflix, o lançamento nos cinemas é bastante limitado, antes da estreia em streaming, | BEM-VINDOS A BORDO | O drama francês acompanha o cotidiano de uma comissária de bordo vivida por Adèle Exarchopoulos (“Azul É a Cor Mais Quente”). Levando sua rotina de trabalho no modo automático, um dia é dispensada pela empresa de aviação e se vê obrigada a lidar com o que a vida lhe reservou em seu retorno para casa. Vencedor do Festival de Gijón e premiado em Cannes, o filme é o primeiro longa do casal Julie Lecoustre e Emmanuel Marre, que chamou atenção ao conquistar o troféu de Melhor Curta no Festival de Locarno de 2018 (com “D’un château l’autre”). | PRONTO, FALEI | A primeira comédia de Michel Tikhomiroff (“Confia em Mim”) é uma história típica de farsa que dá errado, com referências que vão de “Para Todos os Garotos que Já Amei” a “Cyrano de Bergerac”. Na trama, Nicolas Prattes (“O Segredo de Davi”) é um jornalista que, após beber muito, descobre que enviou vários rascunhos de emails falando mal de todos no trabalho. Certo que vai perder o emprego, aceita uma barganha: outro jornalista, vivido por Romulo Arantes Neto (“Quem Vai Ficar com Mário?”), propõe assumir a autoria dos emails, e em troca pede que ele passe a escrever sua coluna. Só que os emails aumentam a popularidade do outro, que ainda é elogiado pelo trabalho que não faz. Decepcionado, o protagonista atrapalhado passa a imaginar como reverter a situação. O elenco também inclui Kéfera Buchmann (“É Fada”) e Duda Santos (“Travessia”). | SOL | O drama brasileiro acompanha um pai recém-separado, que não consegue se reconectar com a filha de dez anos, e se vê obrigado a viajar com ela para o interior nordestino em busca do próprio pai que o abandonou quando criança e agora quer morrer. O convívio forçado com o pai que ele odeia e a imediata conexão de sua filha com o avô testa todos os seus limites, mas lhe dá a chance de se reaproximar da filha. A direção é de Lô Politi (“Alvorada”) e o papel principal rendeu o prêmio de Melhor Ator a Romulo Braga (“Irmãos Freitas”) no Festival do Rio. | # (HASHTAG) | Paula Burlamaqui (“Verdades Secretas”) vive Bia uma influencer, modelo e blogueira bem-sucedida que está se preparando para a sua festa de comemoração de aniversário. Ao mesmo tempo, fica cada vez mais desconectada do mundo real e de sua própria família. Mas quando acha que vive o seu melhor momento, uma ameaça de exposição a faz questionar sua realidade. A direção é de Caio Sóh (“Canastra Suja”). | CORAÇÃO DE PAI – SÃO JOSÉ | O documentário religioso busca entender quem era José de Nazaré, o pai de Jesus. O diretor espanhol Andrés Garrigó é especialista em produções do gênero, já tendo filmado “Fátima, O Último Mistério” (2017) e “Luz de Soledad” (2016) sobre a santa espanhola María Soledad Torres y Acosta, entre outros documentários católicos. | MUCO – CONTRADIÇÃO NA TRADIÇÃO | O documentário de Oberom acompanha dois irmãos brasileiros em viagem à Índia a fim de entender as implicações que a prática milenar do Yoga, e seus princípios éticos (os Yamas), têm em nossa sociedade. Ao longo da jornada aprendem verdades ocultas da Índia que colocam em xeque a própria tradição do Yoga. | CLARICE LISPECTOR – A DESCOBERTA DO MUNDO | O filme de estreia de Taciana Oliveira é um ensaio documental criado a partir de uma seleção de depoimentos da escritora Clarice Lispector e entrevistas com amigos e familiares. O formato resulta numa costura poética visual de trechos adaptados da sua obra e um resgate da participação da escritora no programa “Os Mágicos”, da TV Educativa, em dezembro de 1976. | O TABLADO E MARIA CLARA MACHADO | O filme de estreia de Creuza Gravina foi resultado de vários anos de pesquisa para contar a história do Teatro Tablado e de sua fundadora Maria Clara Machado. A narrativa ganha forma por meio de 62 depoimentos de ex-alunos de diferentes gerações, como Marieta Severo, Malu Mader, Cláudia Abreu, Lúcio Mauro Filho, Marcelo Serrado, Bárbara Heliodora, Ernesto Piccolo, Lupe Gigliotti, Louise Cardoso, Cacá Mourthé, Leandro Hassum, Andréa Beltrão e muitos outros, além dos professores do curso de teatro e de amigos que acompanharam o trabalho da escritora, como o falecido Gilberto Braga e Marcos Palmeira. | A SAGA CREPÚSCULO – LUA NOVA | A Paris Filmes está relançando toda a “Saga Crepúsculo” nos cinemas brasileiros em comemoração aos 10 anos do final da franquia, que foi encerrada em 2012 com “Amanhecer – Parte 2”. Depois de “Crepúsculo” (2008), é a vez de “Lua Nova” (2009), que transformou a história de amor sobrenatural entre a mortal Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson) num triângulo com a introdução do lobisomem Jacob (Taylor Lautner). O sucesso dos filmes catapultou as carreiras do par central, que também viveu um namoro tumultuado fora das telas. Stewart e Pattinson têm feito alguns dos filmes recentes de mais prestígio e sucesso de Hollywood. Enquanto a atriz foi indicada ao Oscar por “Spencer”, o ator virou o novo “Batman” do cinema. Já Taylor Lautner, por outro lado, tornou-se coadjuvante de comédias de Adam Sandler. A “Saga Crepúsculo” também está integralmente disponível em streaming nas plataformas Netflix e Star+.












