Trailer traz Emily Blunt e Chris Evans como “A Máfia da Dor”
A Netflix divulgou os pôsteres e o trailer de “Máfia da Dor”, comédia dramática com humor sombrio estrelada por Emily Blunt (“Jungle Cruise”) e Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”). Dirigido por David Yates (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), o filme é descrito como similar em tom a “A Grande Aposta”, “Trapaça” e “O Lobo de Wall Street”. Emily Blunt interpreta Liza Drake, uma mãe solteira da classe trabalhadora que acabou de perder o emprego e se vê sem opções. Um encontro fortuito com o representante de vendas farmacêuticas Pete Brenner, vivido por Chris Evans, coloca Liza em uma trajetória ascendente do ponto de vista financeiro, mas questionável eticamente. Liza se envolve em um esquema perigoso de extorsão enquanto lida com seu chefe cada vez mais instável, interpretado por Andy Garcia, a piora da condição médica de sua filha (Chloe Coleman) e a consciência crescente do estrago que a empresa está causando na saúde das pessoas. O trailer sugere um estilo de vida luxuoso e festeiro de Liza e Pete, alertando que “‘Máfia da Dor’ pode causar aumento de energia, elevação do humor, euforia, paranoia, agressão [e] ganância”. Investimento da Netflix A gigante do streaming comprou os direitos globais do filme por US$ 50 milhões durante a apresentação para o mercado no Festival de Cannes. Escrito por Wells Tower e dirigido por David Yates, “Máfia da Dor” integra uma lista de lançamentos previstos pela Netflix para a temporada de outono, que inclui “O Assassino”, com direção de David Fincher e estrelado por Michael Fassbender, e “A Maravilhosa História de Henry Sugar”, de Wes Anderson. A première mundial vai acontecer na próxima segunda-feira (11/9) no Festival de Toronto, e o lançamento está marcado para 27 de outubro na Netflix.
Novo filme de Ava Duvernay é aplaudido por 9 minutos no Festival de Veneza
O novo filme da cineasta Ava DuVernay, “Origin”, foi aplaudido durante nove minutos em sua première mundial no Festival de Veneza na quarta-feira (4/9). DuVernay se tornou a primeira diretora afro-americana a competir no festival em seus 80 anos de existência, e seu filme disparou entre os favoritos do público. Durante encontro com a imprensa, ela aproveitou para ressaltar a falta de espaço para cineastas negros nos festivais internacionais: “Para cineastas negros, somos informados de que pessoas que amam filmes em outras partes do mundo não se importam com nossas histórias”. A cineasta já havia feito história ao se tornar a primeira mulher negra a dirigir um longa indicado ao Oscar de Melhor Filme com “Selma” em 2015. Também foi indicada ao Oscar de melhor documentário por “A 13ª Emenda”, um exame profundo do sistema prisional dos Estados Unidos e suas relações com a desigualdade racial no país. A trama de “Origin”7 Inspirado na vida da vencedora do Prêmio Pulitzer Isabel Wilkerson, “Origin” traz Aunjanue Ellis-Taylor, indicada ao Oscar por “King Richard: Criando Campeãs”, no papel da escritora. A obra explora a jornada pessoal e profissional de Wilkerson enquanto escreve seu livro seminal, “Casta: A Origem de Nosso Mal-Estar”. DuVernay analisa os eventos pessoais que impulsionaram a autora, moldando “Origin” como um filme de processo criativo. Este ponto de vista íntimo também oferece uma terna história de amor – trazida à vida por performances apaixonadas e comprometidas de Aunjanue Ellis-Taylor e Jon Bernthal (o Justiceiro). A trama salta das tragédias pessoais da vida de Wilkerson para seus estudos sobre a Alemanha nazista, a segregação no sul dos Estados Unidos e a casta “intocável” Dalit na Índia. Assim como o livro, o filme mostra como os membros das chamadas castas inferiores ao longo da história foram desumanizados através da crueldade e do terror, proibidos de casar com membros das camadas mais altas ou de mudar a sua sorte. Filmado em 37 dias, “Origin” foi produzido de forma independente por DuVernay, em busca de maior liberdade artística. Seus direitos de distribuição foram adquiridos pela Neon, nos EUA, que divulgou o primeiro trailer nesta semana. Confira abaixo. O filme também será exibido no Festival de Toronto e tem lançamento previsto nos cinemas norte-americanos para o final deste ano. Ainda não há data divulgada para o Brasil. (WATCH) Ava DuVernay thanks audience for enthusiastic response to ‘Origin’ at #Venezia80 premiere pic.twitter.com/Rq7VYnrie7 — Deadline Hollywood (@DEADLINE) September 6, 2023
Giuliano Montaldo, mestre do cinema italiano, morre aos 93 anos
O renomado cineasta italiano Giuliano Montaldo faleceu nesta quarta-feira (6/9) em sua casa em Roma, aos 93 anos. A causa da morte não foi divulgada. Amplamente reconhecido por sua vasta contribuição ao cinema, Montaldo fez filmes clássicos como “Sacco & Vanzetti” (1971) e “Giordano Bruno” (1973), que levantaram muitas discussões. Sua carreira também foi marcada por uma colaboração íntima com o compositor Ennio Morricone. De sua filmografia de 20 filmes, 16 foram embalados pela música de Ennio Morricone, consolidando uma colaboração sem precedentes com o compositor famoso. Início da carreira Nascido em Gênova em 22 de fevereiro de 1930, Montaldo começou sua carreira como ator em sua cidade natal, participando de espetáculos de “teatro de massa” organizados pelo Partido Comunista. Sua transição para o cinema ocorreu após ser descoberto pelo diretor Carlo Lizzani, que lhe ofereceu um papel no filme “A Rebelde” (1951). Ele seguiu atuando nos filmes seguintes de Lizziani, “Tortura de Duas Almas” (1953) e “Os Amantes de Florença” (1954), e em papéis menores em diversas produções, até progredir para assistente de direção e, finalmente, como diretor no filme “Dilema de um Bravo”, que foi lançado em competição no Festival de Veneza de 1961. A obra de estreia explorava a consciência política de um jovem fascista e foi recebida com críticas mistas, especialmente em um contexto ideológico pós-guerra. Mas já deixava claro sua intenção de fazer cinema para incomodar e gerar discussões. ste filme serviu como um prenúncio dos temas sociais e políticos que se tornariam recorrentes em sua filmografia, abrindo portas para projetos futuros com profissionais da indústria. O filme seguinte, “Uma Vontade de Gritar” (1965), explorou a classe trabalhadora e a ascensão social na Itália do pós-guerra, e conseguiu capturar o espírito do tempo, abordando temas de exploração e desigualdade social. A obra recebeu elogios da crítica e é frequentemente citada como um dos primeiros filmes italianos a explorar esses temas, consolidando Montaldo como um diretor comprometido com questões sociais. Em 1967, “Ad Ogni Costo” mostrou uma guinada de Montaldo para o cinema de gênero. Este filme de ação e aventura trazia um elenco americano, com Edward G. Robinson e Janet Leigh. Mas mesmo sendo um thriller, não abandonou os temas éticos e morais, mostrando que Montaldo poderia equilibrar comercialismo com substância. Ele seguiu esse caminho com “A Fúria dos Intocáveis” (1969), uma produção de gângsteres que colocava um foco específico em questões de lealdade e moralidade dentro do crime organizado. A obra foi enriquecida pela atuação marcante de John Cassavetes, no papel de um criminoso recém-liberado que tenta reajustar-se à vida fora da prisão. O longa é considerado um dos grandes clássicos italianos do gênero. A consagração Em 1971, Montaldo lançou seu filme mais famoso, “Sacco e Vanzetti, que rendeu a Riccardo Cucciolla o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes pelo papel de Nicola Sacco. O filme dramatiza a história real de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois imigrantes italianos anarquistas acusados de assassinato nos Estados Unidos em 1920. Montaldo não apenas buscou fazer uma reconstituição histórica do caso, como também lançou um olhar crítico sobre o sistema de justiça americano e a xenofobia predominante na época. O elenco também destaca Gian Maria Volonté. A trilha sonora, composta por Ennio Morricone e com canções interpretadas por Joan Baez, é outro ponto alto da obra, acentuando o clima de tensão e injustiça que permeia a história. O resultado cinematográfico é considerado um dos filmes políticos mais importantes da época. A briga com a Igreja Depois de atacar a xenofobia americana, Montaldo posicionou sua câmera contra à Igreja Católica em “Giordano Bruno” (1973), biografia histórica do filósofo e teólogo renascentista que foi condenado pela Inquisição. O filme retrata a prisão de Bruno em Veneza e seu subsequente julgamento por heresia em Roma, culminando com sua execução na fogueira em 1600. A obra destaca a intransigência de Bruno em renunciar à ciência em favor do negacionismo, incluindo a crença no heliocentrismo e na pluralidade dos mundos, que eram vistas como ameaças à doutrina da Igreja Católica na época. Além de destacar uma narrativa centrada no confronto entre ciência e dogma religioso, a obra também é lembrada pela força de suas performances, especialmente a de Gian Maria Volonté no papel-título, que materializa na obra a postura de resistência e protesto contra a repressão da liberdade intelectual. O final dos anos 1970 Montaldo voltou ao tema da 2ª Guerra Mundial com “L’Agnese Va a Morire” (1976), adaptação do romance homônimo de Renata Viganò, que explora os horrores e as complexidades da guerra através dos olhos de Agnese, interpretada por Ingrid Thulin. Situado na Itália ocupada pelos nazistas, o filme segue a trajetória de Agnese, que se torna uma relutante heroína da resistência italiana, em meio às complexas relações humanas que se desenvolvem em meio ao conflito, servindo como uma crítica poderosa aos horrores e às consequências devastadoras da guerra sobre as pessoas comuns. Ele encerrou a década com “Il Giocattolo” (1979), um thriller psicológico que mergulha no mundo do jornalismo e da política. Estrelado por Nino Manfredi e Marlène Jobert, o filme gira em torno de um jornalista que, em busca de um grande furo de reportagem, acaba se envolvendo em uma trama de assassinato e corrupção. O longa examina as nuances éticas e morais do jornalismo, questionando até onde um repórter irá em busca da verdade. Sucesso televisivo Na década de 1980, Giuliano Montaldo fez uma transição notável de sua carreira cinematográfica para trabalhos na televisão. Esse movimento coincidiu com um período de transformações na indústria cinematográfica italiana e global, marcado pelo declínio do cinema de autor e pelo avanço de filmes mais comerciais. A transição para a televisão permitiu que Montaldo explorasse formatos narrativos mais longos, como minisséries, que proporcionam tempo adicional para o desenvolvimento de personagens e tramas complexas. Sua incursão televisiva resultou numa obra-prima de aventura: “Marco Polo” (1982), minissérie sobre o explorador veneziano que recebeu críticas positivas e conquistou uma ampla audiência internacional. Transmitida em 46 países, a atração conquistou dois prêmios Emmy, incluindo Melhor Minissérie do ano, e contou com um elenco estelar que incluiu Ken Marshall, F. Murray Abraham, Denholm Elliott, David Warner, Anne Bancroft e Leonard Nimoy. Filmes mais recentes Montaldo voltou mais duas vezes ao tema da 2ª Guerra Mundial em obras como “Tempo de Matar” (1989), que aborda o colonialismo e traz Nicolas Cage no papel de um soldado italiano na África durante o conflito, e “Os Óculos Dourados” (1987), um drama que explora questões de identidade e perseguição durante o regime fascista na Itália, abordando temas de homossexualidade e antissemitismo, uma corajosa escolha temática para a época. Após se dedicar a documentários, ele voltou à ficção em “Demônios de San Petersburgo” (2008), em que explorou a vida do escritor Fyodor Dostoevsky, seguido por seu último longa como diretor, “L’industriale” (2011), que mergulha na vida de um industrial falido, oferecendo uma representação multifacetada da pressão corporativa e seus dilemas éticos. Ele se despediu do cinema seis anos depois com “Tudo o Que Você Quer” (2017), uma comédia dramática dirigida por Francesco Bruni, em que atuou como um idoso sofrendo de Alzheimer. Contribuições culturais Montaldo foi mais do que um cineasta; ele foi uma personalidade vibrante que contribuiu de forma significativa para a cultura e política italianas. Além de seus filmes, ele trabalhou em obras de cineastas renomados como Carlo Lizzani, Gillo Pontecorvo e Elio Petri. Entre outras obras, Montaldo foi crucial na filmagem de muitas das cenas de multidão e ação do famoso filme “A Batalha de Argel” (1966), dirigido por Gillo Pontecorvo. Marco do cinema político, que foi proibido no Brasil pela ditadura, “A Batalha de Argel” retrata a luta pela independência da Argélia contra o domínio francês e é notável por seu estilo documental e uso inovador de atores não profissionais. Montaldo foi responsável por organizar e coordenar as cenas que envolviam o maior número de figurantes, um desafio logístico considerável dada a autenticidade e a escala que a obra buscava retratar. O filme ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e foi nomeado para três Oscars. O diretor também foi nomeado o primeiro presidente da RAI Cinema, a divisão cinematográfica da emissora estatal italiana RAI, um cargo que ocupou de 1999 a 2004. Esse período marcou um renascimento do cinema italiano, que contou com impulso de Montaldo, já que a RAI Cinema é um dos principais players na indústria cinematográfica italiana, com investimentos em uma variedade de projetos, desde produções locais até colaborações internacionais. Em seus anos finais, o cineasta ainda se aventurou no mundo da ópera. Montaldo dirigiu obras como “Turandot” na Arena de Verona e “Otello” com Plácido Domingo. Ele deixa um legado de peso, sempre com um olhar atento às questões sociais e à “insofferenza dell’intolleranza”, uma aversão à intolerância que marcou toda a sua carreira.
Astro de “Elvis” vira motoqueiro em trailer dramático
O 20h Century Studios divulgou o pôster e o trailer de “The Bikeriders”, que traz Austin Butler (“Elvis”) e Tom Hardy (“Venom: Tempo de Carnificina”) numa gangue de motociclistas. Ambientada na década de 1960, a trama vai mostrar a ascensão de um motoclube do meio-oeste americano, e é narrada pela mulher do personagem de Butler, vivida no filme por Jodie Comer (“Killing Eve”). Ao longo de uma década, o clube deixa de ser um local de encontro para fãs de motos e passa a ser uma gangue violenta. Embora seja uma obra totalmente ficcional, o filme é inspirado pelo livro de fotografias de mesmo nome de Danny Lyon, que retratou motoqueiros em 1967. “The Bikeriders” até inclui uma versão fictícia do fotógrafo, vivido por Mike Faist (“Amor, Sublime Amor”), que é para quem Jodie Comer conta sua história. Com direção de Jeff Nichols (“Loving: Uma História de Amor”), o filme teve première mundial no Festival de Telluride, na semana passada, quando atingiu 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia comercial está marcada para 1 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão para o Brasil.
Teaser traz Natalie Portman e Julianne Moore em novo drama do diretor de “Carol”
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “May December”, novo filme de Todd Haynes (“Carol”), protagonizado por Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) e Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”). A narrativa segue uma atriz (Portman) que viaja até o Maine para estudar a vida de uma mulher da vida real (Moore), que ela vai interpretar em um filme. A personagem de Moore era uma mulher casada que teve um romance com um adolescente de 13 anos. Depois de ir para a prisão e cumprir pena judicial, ela se casou com o jovem, vivido por Charles Melton (de “Riverdale”), e se mudou para o subúrbio, tentando levar uma vida discreta. Mas nem duas décadas de distância fizeram o escândalo ser esquecido e agora sua vida é revirada pela estranha em sua casa. A interação entre a atriz e o casal traz à tona questões emocionais até então adormecidas. Do Festival de Cannes para o streaming O filme teve première mundial em maio passado, no Festival de Cannes, onde recebeu uma salva de palmas do público em pé por oito minutos. As primeiras reações dos críticos também foram bastante positivas, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e elogios as performances dos atores e a direção cuidadosa de Haynes. Com esse prestígio, a produção rendeu uma disputa acirrada por seus direitos, que foram adquiridos pela Netflix por US$ 11 milhões após a exibição na França. Com isso, “May December” se tornou um dos poucos filmes norte-americanos adquiridos pela Netflix ao longo de sua tumultuada relação com Cannes. Normalmente, a plataforma de streaming aposta em títulos de fora dos Estados Unidos. Vale apontar a ironia por trás desse negócio. O Festival de Cannes impede produções da Netflix e outras plataformas de participarem da competição da Palma de Ouro, com a justificativa de que os filmes precisam passar nos cinemas. Entretanto, vários títulos premiados de Cannes já foram adquiridos pela plataforma após sua passagem pelo festival e lançados diretamente em streaming. Antes de chegar o streaming, o filme ainda será exibido na abertura do Festival de Cinema de Nova York no dia 29 de setembro. A estreia comercial está marcada para 17 de novembro nos cinemas dos Estados Unidos e 1 de dezembro na Netflix em todo o mundo.
Gayle Hunnicutt, atriz de “Dallas” e terrores clássicos, morre aos 80 anos
A atriz Gayle Hunnicutt, mais lembrada por interpretar Vanessa Beaumont, mãe do filho ilegítimo de J.R. Ewing na série “Dallas”, faleceu na última quinta-feira (1/9) em um hospital de Londres, segundo seu ex-marido Simon Jenkins. A atriz tinha 80 anos de idade. Natural de Fort Worth, no Texas, Hunnicutt iniciou sua carreira em 1966, quando apareceu no filme de motoqueiros “Os Anjos Selvagens”, ao lado de Peter Fonda, e num episódio da série “Mister Roberts”. Ela também fez participações em “A Família Buscapé” e “Agente 86”, antes de se estabelecer no cinema com o thriller “Uma Nova Cara no Inferno” (1967), de John Guillermin, fazendo par com George Peppard, e principalmente no clássico neonoir “Detetive Marlowe em Ação” (1969), com James Garner e Bruce Lee. Ela iniciou sua filmografia de terror com “Os Felinos” (1969). Mas o mergulho definitivo no gênero se deu após sua mudança para a Inglaterra. Fase britânica Em 1970, Hunnicutt conheceu e casou-se com David Hemmings, na época um astro de cinema consagrado por atuações em “Blow-Up – Depois Daquele Beijo” (1966), de Michelangelo Antonioni, e “Barbarella” (1969), de Roger Vadim. O casal mudou-se para a Inglaterra, onde a carreira da atriz deslanchou. Os dois estrelaram juntos filmes de horror como “Fragmento de Medo” (1970) e “Vozes” (1973). E Hunnicutt também protagonizou a estreia do marido na direção, o drama “Running Scared” (1971). Além disso, ela trabalhou com Roddy McDowell em “A Casa da Noite Eterna” (1973), considerado um dos melhores filmes de casas mal-assombradas de todos os tempos, além do thriller de ação “Scorpio” (1973) com Burt Lancaster, o suspense francês “Noites Vermelhas” (1974), de Georges Franjou, e o giallo “Sombras Estranhas num Quarto Vazio” (1975), de Alberto di Martino. Após o divórcio com Hemmings em 1975, a atriz casou-se com o jornalista Simon Jenkins em 1978, que foi condecorado com o título de cavaleiro em 2004 por seus serviços ao jornalismo. Fase televisiva A época do divórcio marcou a volta de Hunnicutt à TV. Ela obteve destaque em minisséries britânicas como “A Queda das Águias” (1974), “O Retorno do Santo” (1979), “Planeta Vermelho” (1980), “Fantômas” (1980) e “As Aventuras de Sherlock Holmes” (1984), na qual desempenhou o papel da icônica Irene Adler. A atriz acabou retornando aos EUA nos anos 1980, onde emendou diversas participações em séries populares, como “Taxi” e “A Ilha da Fantasia”, antes de estrelar o thriller “O Alvo da Morte” (1985), de Arthur Penn, onde atuou com Gene Hackman e Matt Dillon. Após um período sem grandes papéis, ela integrou o elenco de três temporadas da série “Dallas”, entre 1989 e 1991, dando à personagem Vanessa Beaumont grande relevância na trama. A maior ironia de sua participação é que, apesar de ser texana legítima, ela interpretou uma mulher britânica na produção, que girava em torno de um império familiar de petróleo no Texas. Depois disso, a atriz ainda apareceu num episódio de “Contos da Cripta” (em 1996), antes de se aposentar das telas. Ela permaneceu casada com Simon Jenkins até 2009.
Marvel lança livro de memórias do Homem-Formiga
A Marvel lançou o livro de memórias escrito por Scott Lang, o Homem-Formiga, que foi apresentado no filme “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”. O livro se tornou de verdade e começou a ser vendido nas livrarias dos EUA na terça-feira (5/9). A obra se chama “Look Out for the Little Guy!” (Cuidem dos Menores, na tradução brasileira) e tem 224 páginas, que detalham a vida do personagem vivido por Paul Rudd no cinema, trazendo sua perspectiva sobre eventos mostrados nos filmes dos Vingadores e de outros personagens. Para promover a novidade, a editora divulgou um vídeo estrelado por Paul Rudd, intérprete de Scott Lang/Homem-Formiga, que explica que a obra seria apenas um adereço no novo filme do herói, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, mas a Marvel decidiu torná-lo um livro real. Confira abaixo.
Emma Stone e diretor de “A Favorita” fizeram novo filme em segredo
A atriz Emma Stone e o diretor Yorgos Lanthimos celebraram nova parceria após “A Favorita” (2018) e o recente “Pobres Criaturas” (2023) em um filme rodado em segredo na Grécia, país natal de Lanthimos. A informação vem de uma entrevista concedida pelo cineasta à Cineuropa. Yorgos Lanthimos disse que este novo projeto é “muito mais simples” em comparação com “Pobres Criaturas”, a produção mais recente da dupla que acaba de ter première mundial no Festival de Veneza. “Essa história precisava de um estilo particular”, afirmou Lanthimos, sem dar mais detalhes sobre o novo filme, que ainda não possui título. O filme misterioso ainda conta com a colaboração de Robbie Ryan na direção de fotografia. Ryan também trabalhou com os dois em “Pobres Criaturas” e “A Favorita”. Mas não está claro se o projeto é um longa-metragem ou um novo curta como “Vlihi” (2022), que Lanthinos e Stone fizeram logo após “A Favorita”. Aclamação de “Pobres Criaturas” Aclamado pela crítica após sua exibição em Veneza, “Pobres Criaturas” foi considerado o melhor trabalho de Lanthimos até o momento e coloca Stone na lista das favoritas ao Oscar 2024. Críticos apontam o enredo, cenários e a atuação como destaques. A atriz interpreta Bella Baxter, uma mulher ressuscitada pelo excêntrico, porém brilhante, Dr. Godwin Baxter, interpretado por Willem Dafoe (“Aquaman”), que evolui de um estado infantil à postura independente. A obra é uma espécie de releitura moderna de “Frankenstein”, inspirada no livro “Poor Things” (1992), de Alasdair Gray, e seu elenco também inclui Mark Ruffalo (o Hulk da Marvel). “Pobres Criaturas” tem lançamento previsto para 8 de dezembro nos EUA e apenas em 1 de fevereiro no Brasil.
Atriz de “Last Man Standing” foge de alienígenas em trailer tenso
O 20th Century Studios divulgou o pôster e o trailer de “No One Will Save You”, thriller de invasão alienígena protagonizado pela atriz Kaitlyn Dever, conhecida por suas atuações nas séries “Dopesick” e “Last Man Standing”. No filme, Dever interpreta Brynn Adams, uma jovem talentosa e criativa que se vê alienada de sua comunidade e acaba enfrentando sozinha visitantes extraterrestres em uma noite perturbadora. A prévia tensa a mostra ser perseguida dentro de casa e nas ruas pelas criaturas. Trama e direção Na trama, a jovem encontra conforto em sua casa de infância até ser surpreendida por ruídos estranhos e intrusos decididamente não humanos. Segue-se um confronto entre ela e uma série de seres extraterrestres que não apenas ameaçam seu futuro, mas também a forçam a encarar seu passado. Direção e roteiro são de Brian Duffield, que chamou atenção com o roteiro de “Amor e Monstros” e a direção de “Espontânea”, ambos lançados em 2020. O lançamento para streaming está marcado para 22 de setembro, tanto na plataforma Hulu nos Estados Unidos quanto na Star+ no Brasil e América Latina.
Roteirista revela detalhes sobre novo filme dos Piratas do Caribe: “Muito estranho”
Craig Mazin, roteirista conhecido por seu trabalho na série “The Last of Us”, revelou ter escrito um roteiro “fantástico” e “muito estranho” para um novo filme de “Piratas do Caribe”. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, ele reforçou que, apesar de já estar roteirizado, o projeto se encontra em pausa devido às greves de Hollywood. Mazin foi contratado pela Disney em 2019 para co-escrever o roteiro com Ted Elliott, um veterano da franquia. “Nós apresentamos a ideia e pensamos que [a Disney] não iria aceitar de jeito nenhum, é muito estranho. E eles gostaram!”, revelou Mazin ao Los Angeles Times. “[Elliot] escreveu um roteiro fantástico, e a greve aconteceu e todos ficaram esperando”, acrescentou o roteirista. Projeto com Margot Robbie A Disney também tinha planos para ampliar o universo de “Piratas do Caribe”, incluindo um spin-off estrelado por Margot Robbie. No entanto, o projeto liderado pela estrela de “Barbie”, que seria mais focado em personagens femininas, teria sido abandonado. “Nós tínhamos uma ideia e estávamos desenvolvendo por um tempo, há muito tempo atrás, para ter uma história mais voltada para o feminino. Mas parece que eles não querem fazer isso”, declarou Robbie à Vanity Fair. Com isso, a questão do retorno de Johnny Depp como o icônico Capitão Jack Sparrow continua em aberto. Volta de Johnny Depp? Sean Bailey, presidente da Disney Studio Motion Picture Production, se esquivou recentemente de responder diretamente sobre o assunto: “Não posso falar sobre isso, mas achamos que temos uma história realmente boa e empolgante que honra os filmes que vieram antes e que também trazem um sensação de novidade”. O produtor Jerry Bruckheimer, no entanto, foi mais direto. “Veremos. Eu adoraria. Eu adoraria ter ele no filme. Isso é tudo o que posso te dizer”, afirmou ao programa de TV Entertainment Tonight. Informações sobre a data de estreia do novo “Piratas do Caribe” ainda não foram reveladas, e a Disney não divulgou detalhes adicionais sobre como o novo filme se conectará com o restante da franquia.
Comédia de Adam Sandler é maior audiência da Netflix na semana
A comédia “Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá!”, coestrelada e produzida por Adam Sandler, foi o conteúdo mais assistido da Netflix de 28 de agosto a 3 de setembro, segundo dados da própria plataforma. A produção assumiu o 1º lugar em sua segunda semana de disponibilidade em streaming, após atingir 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e se tornar o filme de melhor avaliação da carreira de Sandler. A audiência aumentou de 12,3 milhões de visualizações na estreia para 21,9 milhões no ranking atual. Com isso, a animação “Macaco Rei” perdeu a liderança, caindo para o 2º lugar com 6,6 milhões de visualizações, acompanhada de perto pelo thriller “Agente Stone”, estrelado por Gal Gadot, com 6,5 milhões em 3º lugar. Estreia de “One Piece” Entre as séries, “One Piece” conquistou notável desempenho em sua semana de estreia, acumulando 140,1 milhões de horas assistidas e 18,5 milhões de visualizações. A adaptação live-action do mangá de Eiichiro Oda figurou no Top 10 em 93 países e alcançou a 1ª posição em 46 deles. O número de horas assistidas é significativo, especialmente quando comparado às tentativas anteriores da Netflix de criar adaptações live-action de mangás. “Cowboy Bebop”, por exemplo, somou 15,26 milhões de horas em sua semana inicial. O buzz em torno da série já era considerável antes mesmo de seu lançamento. O mangá e a versão em anime já possuem uma base de fãs dedicada, o que pode ter contribuído para o sucesso inicial. Ainda assim, “One Piece” ficou longe da recordista “Wandinha”, que estreou em novembro de 2022 com 341,23 milhões de horas assistidas. Vale ressaltar que o ranking semanal da Netflix abrange o período de segunda a domingo. Assim, os números de “One Piece” só consideram quatro dias, já que a série estreou na quinta-feira (31/8). Com um orçamento estimado de US$ 10 milhões por episódio, a série “One Piece” foi uma aposta de alto risco para a Netflix e analistas de mercado estão de olho nos números, pois a produção precisa manter uma audiência elevada para justificar o investimento significativo. Diante do atual desempenho da adaptação de Oda, a minissérie de suspense “Quem É Erin Carter?”, campeã da semana passada, caiu para o 2º lugar, com 15,8 milhões de visualizações, seguida pela atração documental “Como Viver Até os 100 – Os Segredos das Zonas Azuis”, com 5,7 milhões.
Warner Bros. Discovery prevê perdas de até US$ 500 Milhões com greves em Hollywood
A Warner Bros. Discovery (WBD) anunciou uma revisão de suas previsões financeiras para 2023 devido às greves de atores e roteiristas em Hollywood, estimando um impacto negativo de US$ 300 a US$ 500 milhões em seus lucros. Durante um balanço para acionistas, divulgado nesta terça (5/9), a empresa apontou que sua receita deve ficar entre US$ 11 e US$ 11,5 bilhões brutos, um número abaixo do que estava sendo projetado meses atrás. Revisão de Previsões “Embora a WBD esteja esperançosa pela resolução rápida da situação, não podemos prever quanto as greves vão de fato atrasar. Com os dois sindicatos ainda em greve neste momento, a WBD espera sentir o impacto financeiro das paralizações ao menos até o fim de 2023”, informou a empresa. O documento atualizado retira a previsão anterior, que sugeria que os conflitos trabalhistas se resolveriam em setembro. A Warner Bros. Discovery agora espera impactos financeiros das greves pelo menos até o fim de 2023. Greves em Hollywood A greve foi oficializada pelo WGA, Sindicato dos Roteiristas dos EUA, SAG-AFTRA, Sindicato dos Atores, em maio e julho, respectivamente, após semanas de negociações fracassadas com os estúdios. Entre as principais demandas estão novas regras para o pagamento de residuais — os pagamentos feitos para atores por repetições de seus trabalhos em TV e streaming — e proteções contra o uso de inteligência artificial na produção de filmes e séries. A última vez que os dois sindicatos entraram em greve simultaneamente foi em 1960, tornando o cenário atual particularmente histórico e preocupante para a indústria. Desdobramentos financeiros Segundo sua declaração regulatória de terça-feira, a WBD também aumentou sua previsão de fluxo de caixa livre para todo o ano para pelo menos US$ 5 bilhões. “Agora, a empresa espera ultrapassar US$ 1,7 bilhão no fluxo de caixa livre no terceiro trimestre de 2023, em parte devido ao forte desempenho de ‘Barbie’ e ao impacto incremental relacionado à greve”, consta no documento. Isto porque a greve interrompeu os gastos com produções de filmes e séries. Em compensação, logo deixarão de existir entradas financeiras como resultado da falta de novos conteúdos da empresa. David Zaslav, CEO da WBD, que tem participado ativamente nas negociações com os sindicatos, falará em uma conferência de investidores da Goldman Sachs em São Francisco na quarta-feira (6/9).
Continuação de “Tudo por um Pop Star” terá novo elenco
A produção do filme teen “Tudo por um Pop Star 2” anunciou seu elenco principal, que frustrou muitos fãs que esperavam rever Klara Castanho, Maisa Silva e Mel Maia juntas novamente no cinema, após “Tudo Por um Pop Star” estrear com o trio de famosas em 2018. A nova adaptação da obra da escritora Thalita Rebouças trará um novo trio de protagonistas, interpretadas por Gabriella Saraivah (“Tudo Igual…SQN”), Laura Castro (“Escola da Quebrada”) e Bela Fernandes (“As Aventuras de Poliana”). A trama da continuação Por conta da troca de elenco, o longa também não será uma continuação tradicional de “Tudo Por um Pop Star”, mas uma história com novas personagens. Na trama, três amigas planejam uma viagem para celebrar seus 15 anos de amizade e para assistir a um show de um velho colega que se tornou um dos principais pop stars do Brasil. A história mantém o elemento de viagem das amigas, presente na continuação literária, lançada com o título de “Tudo Por um Namorado”, mas muda todos os demais detalhes. O roteiro é da própria Thalita Rebouças, autora do livro original, e a direção está a cargo de Marco Antonio de Carvalho, diretor assistente de “Diários de Intercâmbio” e “Eike, Tudo ou Nada”, em sua estreia na função principal. A estreia ficou marcada para 2024. Lembre abaixo o trailer de “Tudo Por um Pop Star”.












