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Filme

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    Guardiões da Galáxia Vol. 2 escala intérprete da heroína Mantis

    16 de novembro de 2015 /

    A trama de “Guardiões da Galáxia Vol. 2” vai introduzir novos personagens do universo cósmico dos quadrinhos Marvel. E, segundo o site Deadline, a heroína Mantis é a primeira novidade com intérprete confirmada. A atriz canadense Pom Klementieff, de ascendência coreana, vista no remake de “Oldboy” (2013), foi contratada para o papel. Ainda pouco conhecida, ela foi selecionada entre várias candidatas, após a Marvel realizar diversos testes para encontrar uma atriz asiática capaz de interpretar a complexa personagem. Criada por Steve Englehart e Don Heck em 1973, Mantis era originalmente uma jovem vietnamita que se torna exímia lutadora de artes marciais e desenvolve uma capacidade mental sobrehumana graças a ensinamentos de sacerdotes krees na Terra. A raça alienígena acreditava que ela se tornaria a Madona Celestial e daria a luz ao ser mais importante do Universo. Mantis chegou a ingressar na equipe dos Vingadores, enfrentando até Ultron nos quadrinhos. Ela foi para o espaço com o Surfista Prateado, adquiriu a cor esverdeada durante a viagem – e a habilidade de se comunicar com formas de vida vegetais – e, por fim, tornou-se a conselheira dos Guardiões, usando suas habilidades para manter as diferenças do grupo sob controle. No filme, Klementieff vai se juntar a Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista e às vozes de Vin Diesel e Bradley Cooper na continuação do sucesso de 2014, que mais uma vez será dirigido por James Gunn. A estreia está prevista para maio de 2017.

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    Power Rangers: Definidos os intérpretes dos heróis na adaptação cinematográfica

    16 de novembro de 2015 /

    O estúdio Lionsgate completou a escalação dos heróis do filme “Power Rangers”. Além de Naomi Scott (“Perdido em Marte”), a primeira confirmada como a Power Ranger Rosa, o grupo terá o estreante Dacre Montgomery, Ludi Lin (série “Marco Polo”), RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) e Becky Gomez (série “Empire”) como os Rangers Vermelho, Preto, Azul e Amarelo, respectivamente. Os Power Rangers foram apresentados ao público em 1993 numa série de TV, que até hoje continua sendo produzida, mas que troca de título a cada nova temporada. A atual é intitulada “Power Rangers Megaforce”. A trama da série mostra jovens comuns que “morfam” (se transformam) em super-heróis para enfrentar invasores alienígenas. O novo filme será o terceiro longa da franquia, que já teve “Power Rangers: O Filme” (1995), e “Turbo – Power Rangers 2” (1997). A proposta da nova produção é reinventar os personagens como um grupo de adolescentes do ensino médio que ganha poderes únicos para salvar o mundo. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Nicholas Hoult vai se apaixonar por Rooney Mara em sci-fi romântica

    16 de novembro de 2015 /

    Os atores Nicholas Hoult (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) e Rooney Mara (“Peter Pan”) vão estrelar uma nova ficção científica romântica, informou o site The Wrap. Intitulado “The Discovery”, o filme se passa no futuro próximo, um ano após a comprovação científica de que existe vida após a morte. Hoult vai interpretar o filho do cientista responsável por essa descoberta, e Mara será seu interesse amoroso, uma mulher marcada por uma tragédia de seu passado. O filme será dirigido por Charlie McDowell (“Complicações do Amor”), com base num roteiro que ele escreveu ao lado de Justin Lader (também de “Complicações do Amor”). “The Discovery” ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.

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    Atriz de Ninfomaníaca irá ao espaço com Robert Pattinson

    16 de novembro de 2015 /

    A atriz Mia Goth, revelação de “Ninfomaníaca” (2013), entrou na sci-fi “High Life”, primeiro trabalho em inglês da cineasta francesa Claire Denis (“Bastardos” e “Minha Terra, África”). A informação é do site Deadline. Ela vai se juntar a Robert Pattinson (“Mapas para a Estrelas”), primeiro nome definido do elenco, numa missão espacial. Na trama, um grupo de criminosos aceita participar como cobaias de uma experiência relativa à reprodução humana. Os problemas começam quando a nave em que viajam é atingida por uma tempestade cósmica, que os coloca em situações inimagináveis. Mia Goth, que estreou nos cinemas em “Ninfomaníaca”, acaba de filmar “A Cure For Wellness”, de Gore Verbinski (“O Cavaleiro Solitário”), contracenando com Dane Dehaan (“O Espetacular Homem-Aranha”), que tem estreia marcada para setembro de 2016.

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    Onze Homens e um Segredo pode ganhar versão feminina

    16 de novembro de 2015 /

    A franquia iniciada pelo sucesso “Onze Homens e Um Segredo” (2001), que acompanhava uma equipe de ladrões formada por, entre outros, George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon, pode ganhar uma versão feminina. A informação é do site The Playlist, que ainda afirma que Sandra Bullock (“Gravidade”) estaria cotada para liderar o novo elenco. Não está claro qual será a conexão deste filme com a trilogia anterior, mas as fontes do site afirmam que Clooney deve fazer uma pequena participação como Danny Ocean, o líder da equipe original. O projeto seria produzido pelo próprio Clooney em parceria com Steven Soderbergh, diretor dos três filmes da franquia. O roteiro foi escrito por Olivia Milch (do vindouro “Queen & Country”) e a direção ficaria a cargo de Gary Ross (“Jogos Vorazes”). A ideia parece seguir a deixa da produção do novo “Caça-Fantasmas”, que será protagonizado por um time de mulheres, mas o vazamento de e-mails da Sony já mencionava o projeto antes do estúdio dar sinal verde para o reboot da comédia sobrenatural. Outras franquias também desenvolvem projetos de trocas de gênero sexual, como um “Os Mercenários” feminino.

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    À Beira Mar: Filme de Angelina Jolie ganha pôster, novo trailer e vídeo legendado de bastidores

    16 de novembro de 2015 /

    A Universal Pictures divulgou pôster, novo trailer e um vídeo legendado dos bastidores de “À Beira Mar”, terceiro filme dirigido por Angelina Jolie. Ela também escreveu o roteiro e estrela a produção ao lado de seu marido Brad Pitt. Sem diálogos, a prévia explora o distanciamento entre os personagens vividos pelo casal, que só são vistos junto em brigas e choros, enquanto os bastidores revelam situação oposta, com elogios mútuos nos comentários sobre as filmagens. A trama se passa na França, nos anos 1970, e retrata o casal em crise Vanessa (Jolie), uma ex-dançarina, e Roland (Pitt), um escritor americano, em viagem pelo litoral do país. O filme chega aos cinemas uma década após “Sr. & Sra. Smith” (2005), até então único longa estrelado pelo casal e responsável por seu envolvimento romântico. A estreia americana aconteceu na sexta, 13 de novembro, e a brasileira está marcada para 3 de dezembro.

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    Jane Got a Gun: Natalie Portman vira pistoleira em trailer, fotos e pôsteres de western

    16 de novembro de 2015 /

    A Mars Films divulgou o primeiro trailer e três pôsteres de personagens de “Jane Got a Gun”, western feminista estrelado por Natalie Portman (“Cisne Negro”). Lançada para o mercado francês, a prévia resume o dilema da protagonista. Na trama, Portman interpreta Jane, mulher casada com um fora-da-lei (Noah Emmerich, da série “The Americans”) que, após ser ferido, chega em casa perseguido por sua antiga gangue. Para salvar sua família, ela acaba recorrendo ao seu ex-amante (Joel Edgerton, de “Êxodo: Deuses e Reis”), que é um hábil pistoleiro, buscando também aprender a se defender. O problema é que a recompensa pela cabeça de seu marido é uma tentação irresistível. A prévia destaca todo o elenco, que inclui ainda Ewan Mcgregor (“O Impossível”), Boyd Holbrook (série “Narcos”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Golpe Duplo”), visto brevemente como um dos foras-da-lei. Os bastidores da produção foram bastante conturbados, graças à desistência da diretora original, Lynne Ramsay (“Precisamos Falar Sobre o Kevin”), na véspera do começo das filmagens em 2012. A saída inesperada de Ramsay gerou um efeito cascata, com várias desistências no elenco, enquanto Portman, que também é produtora do longa, procurava um novo diretor. A função acabou nas mãos de Gavin O’Connor (“Guerreiro”). Por sua vez, a participação de Joel Edgerton (em papel que seria originalmente de Michael Fassbender) trouxe também uma contribuição do ator para o roteiro da trama. Roteirista experiente, ele já assinou os enredos de “Felony” (2013), “The Rover – A Caçada” (2014) e do suspense “O Presente”, lançado este ano nos EUA, e colaborou com uma revisão na história escrita por Brian Duffield (“A Série Divergente: Insurgente”). “Jane Got a Gun” terá lançamento antecipado na França, no dia 25 de novembro, e só chegará aos cinemas americanos em fevereiro. Ainda não há previsão para sua estreia no Brasil.

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    Goosebumps transforma best-sellers em comédia de Jack Black

    16 de novembro de 2015 /

    Baseado nos best-sellers de terror juvenil de R.L. Stine, que também viraram série para crianças e adolescentes, o filme “Goosebumps: Monstros e Arrepios” não é nada além de um veículo de Jack Black – estratégia também utilizada pelo ator em “As Viagens de Gulliver” (2010), que não por acaso é do mesmo diretor, Rob Letterman. Sinto muito, fãs da franquia, mas é isso. Se intencional ou não, a combinação de fantasia, humor e aventura parece partir da cópia da cópia da cópia da cópia da fórmula de “Jumanji” (1995), com elementos pinçados de uma dúzia de similares, de “Gremlins” (1984) à “As Crônicas de Spiderwick” (2008), e com um início que remete a “Super 8” (2011). Assim como o menino do filme de J.J. Abrams, que perdeu a mãe, Zach (Dylan Minnette, de “Os Suspeitos”) perdeu o pai. Mas com uma vantagem, porque ele se sente ótimo consigo mesmo; não está de luto e consegue manter uma relação muito feliz com a mãe, apesar da perda recente. Só faz biquinho quando vê uma foto ou um vídeo do pai. E ele vai do início ao fim do filme sem passar por nenhuma grande mudança. O que lhe interessa é beijar a garota no final. Então, o que levou os roteiristas Darren Lemke, Scott Alexander e Larry Karaszewski a citarem que o garoto perdeu o pai? Simples: apesar de começar com Zach, o filme revela seu verdadeiro protagonista um pouco depois. Jack Black é quem estrela a produção e o arco que importa é o de seu personagem, um escritor recluso, que vive se mudando de cidade na companhia da filha (Odeya Rush, de “O Doador de Memórias”). A trama tem início pra valer após cerca de 30 minutos de filme, quando Zach e seu colega (vivido por Ryan Lee, justamente de “Super 8”), que tem a missão de ser o alívio cômico, abrem um livro na casa do escritor e de lá sai o abominável homem das neves (!). Aos poucos, vários monstros carregados de CGI escapam de outros livros. A explicação? Black é o próprio R.L. Stine, prisioneiro de sua imaginação. Nada mágico, nenhuma maldição. Suas criações simplesmente se tornam reais. Ok, fãs de “Goosebumps”, vocês engolem essa? Há um problema básico de concepção no filme, que jamais define seu público. Em primeiro lugar, considere o elenco juvenil. Para eles (e o espectador com a mesma idade), “Goosebumps” já é um filme bobo demais. Imagine, então, para os adultos. Para as crianças mais novas, talvez seja um pouco assustador ver o lobisomem rosnando e babando com o focinho colado na tela. Ou seja, não é também para os pequeninos. Restam os fãs de Jack Black e talvez os leitores nostálgicos da obra de Stine. Mas até como comédia o roteiro consegue falhar. Difícil digerir que Scott Alexander e Larry Karaszewski escreveram “Ed Wood” (1994) e “O Povo Contra Larry Flynt” (1994).

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    Grace de Mônaco é homenagem mal-compreendida

    16 de novembro de 2015 /

    “Grace de Mônaco” foi vaiado pela crítica quando abriu o Festival de Cannes no ano passado. No site americano Rotten Tomatoes, teve apenas 10% de críticas favoráveis. Mas não é atroz como “Diana”, a cinebiografia da princesa inglesa. O filme não esconde que brinca com fatos reais para homenagear uma das atrizes mais queridas da velha Hollywood, Grace Kelly (“Janela Indiscreta”). Durante a projeção, ela volta à ficção, por intermédio de Nicole Kidman (“As Aventuras de Paddington”), para viver novamente um suspense psicológico, num desenvolvimento que também presta tributo à relação da estrela com o cinema de Alfred Hitchcock. A trama explora o fato de que Grace foi convidada por Hitchcock para voltar a Hollywood como estrela de “Marnie Confissões de uma Ladra” (1964), mas se viu impedida pela obrigação de desempenhar outro papel na vida real, como Princesa de Mônaco. Por isso, a questão da atuação permeia todo o filme. No roteiro, até o Príncipe Rainier (Tim Roth, de “O Incrível Hulk”) evidencia que não casou com Grace por amor, mas porque ela seria a pessoa ideal, racionalmente falando. Naquele lugar, falar o que se pensa é um ato perigoso, e todos interpretam seus papeis. Do mesmo modo, a solução encontrada pela Princesa para salvar seu casamento e seu reino também se dá por meio de seus dotes de atriz. E, nessa inserção de metalinguagem, destaca-se a interpretação de Nicole Kidman. Ela está adorável. Grande atriz que é, compensa o fato de já não ser tão bela e jovem quanto Grace Kelly na época retratada com muita sensibilidade. Além do mais, o diretor Olivier Dahan (“Piaf: Um Hino ao Amor”) capricha no emolduramento de seu rosto, ora aproximando o close em seus olhos, ora aproximando a boca, demonstrando encanto com a personagem/atriz, ao mesmo tempo em que também sinaliza o seu nervosismo e apreensão em cena. O fato de ser um filme sobre os bastidores de Hollywood, pelo menos marginalmente, ajuda a manter o interesse dos cinéfilos, a começar pela visita de Hitchcock à Princesa em 1961. Claro que, depois, os bastidores passam a ser outros: da política, da delicada rixa envolvendo Mônaco e França. Mas também nesse circuito há lugar para nomes famosos, como Onassis (Robert Lindsay, da série “Atlântida”) e Maria Callas (Paz Veja, de “Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”). Por sinal, o momento em que Callas canta “O Mio Babbino Caro”, mágica por si só, tem grande importância na narrativa, antecedendo uma das melhores cenas. A esta altura, o filme já adentrou a pura ficção, com direito à descoberta de uma espiã na corte, um complô para uma invasão da França, sob o comando de Charles De Gaulle, resultando numa história que parece saída de um thriller de espionagem do mestre Hitchcock. Como a homenagem faz sentido e funciona na tela, torna-se difícil entender a repercussão negativa do filme. Talvez a resposta para essa má vontade esteja numa cena específica, no rápido debate entre a Princesa e um representante da França sobre a guerra na Argélia e a questão do colonialismo. Os franceses podem ter torcido o nariz para o puxão de orelha, e contaminado com seus ataques iniciais, a partir de Cannes, o resto da crítica mundial – num mundo tão conectado, todas as unanimidades são ainda mais burras.

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    Vencedor da Palma de Ouro, Dheepan – O Refúgio aborda o drama dos refugiados

    16 de novembro de 2015 /

    Um mundo marcado por conflitos e guerras de toda espécie está gerando uma questão humanitária de extrema gravidade, como é o drama dos refugiados na Europa. Escapar da fome, da perseguição e da morte, é algo a se buscar a qualquer preço. Adaptar-se a lugares estranhos, em que não se tem domínio nem da língua, nem dos hábitos, sujeitar-se a condições de sobrevivência precárias e de exploração, sem falar da miséria e dos riscos diários que o simples existir exige desses imigrantes, geralmente indesejados, tornam-se imperativos. “Dheepan, o Refúgio”, novo filme de Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”), entra nessa questão com uma história curiosa. Para conseguir entrar na França, fugindo da guerra do Sri Lanka, um homem, ex-soldado, o Dheepan do título, se junta a uma jovem mulher solteira e uma menina de 9 anos que perdeu seus pais, para se passarem por uma falsa família e assim cruzar a barreira da imigração, visando arrumar trabalho e moradia, ainda que precários. Na verdade, eles não se conhecem e a situação de fingimento é um desafio e tanto. Chega a soar engraçado, mas é muito difícil e complicado. Viver em família já não é fácil, uma família falsa, então, nem se fale. Mas é possível descobrir, de algum modo, o afeto que une os excluídos. Esse é o centro da narrativa, na primeira parte do filme, mostrada com muito talento pelos intérpretes do Sri Lanka e Índia, sob a mão segura do diretor Audiard, que constrói belos enquadramentos e explora visualmente muito bem o ambiente. Algo pior, porém, está por vir e Jacques Audiard, atento ao terrível papel da violência nos dias atuais, sabe valer-se dela para obrigar o espectador a pensar nesses tempos obscuros em que vivemos. Ele expõe a violência, não para explorá-la como meio de atrair plateias, mas como condição indispensável para entender o que está acontecendo à nossa volta, ao nosso lado, perto de nós, onde já estamos metidos. Não há como escapar. O filme chega aos cinemas brasileiros após vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2015 e abrir a programação da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. É realmente uma grande obra, tocada por um realizador que já nos deu “O Profeta” (2009), outro trabalho forte e denso, e garantido pelo elenco estrangeiro admirável. Os protagonistas que formam a falsa família, Dheepan (Jesuthasan Antonythasan), Yalini (Kalleaswari Srinivasan) e a pequena Illayaal (Claudine Vinasthamby), estão excelentes. Destaque para a garota de 9 anos, que tem desempenho de veterana.

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    Emanuelle Araújo vai viver Gretchen no filme sobre o palhaço Bozo

    16 de novembro de 2015 /

    A atriz Emanuelle Araújo (novela “Gabriela”) vai viver a cantora Gretchen em “O Rei das Manhãs”, filme sobre a vida de Arlindo Barreto, o palhaço Bozo. Eles tiveram um romance nos anos 1980. A produção traz Vladimir Brichta (“Muitos Homens num Só”) no papel principal. O ator, inclusive, emagreceu seis quilos para o papel. O elenco também inclui o apresentador do “Big Brother Brasil” Pedro Bial como diretor da TV Mundial. A trama vai acompanhar a caminhada de Barreto rumo ao estrelato como Bozo, mesmo sem que ninguém conseguisse reconhecê-lo, além de mostrar seu envolvimento com as drogas e sua transformação em pastor evangélico. As filmagens já começaram, marcando a estreia do editor Daniel Rezende (“Cidade de Deus”, “Tropa de Elite”) na direção de cinema, mas ainda não há previsão para a estreia.

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    Produção de Alien 5 é adiada por causa da continuação de Prometheus

    16 de novembro de 2015 /

    A produção do quinto filme da franquia “Alien”, que seria dirigido por Neil Blomkamp (“Chappie”), foi adiado indefinidamente, devido aos planos da 20th Century Fox para a continuação de “Prometheus” (2012). A informação foi divulgada pelo próprio Blomkamp, por meio de seu Twitter. “’Alien’ está meio que pendente por causa de ‘Prometheus 2’. Então, eu devo trabalhar em outras coisas… por mais que eu ame o xeno – e a Tenente Ripley”, ele escreveu. O roteiro do quinto “Alien” foi escrito pelo próprio Blomkamp, e traria de volta os personagens Ripley (Sigourney Weaver), heroína da franquia, e Dwayne Hicks (Michael Biehn), supostamente morto em “Aliens – O Resgate” (1986). Já a continuação de “Prometheus”, que já mudou várias vezes de título (“Prometheus 2”, “Alien: Paradise Lost”, “Alien: Covenant”) começará a ser filmada no começo de 2016 pelo diretor Ridley Scott e irá abordar diversos elementos da mitologia da franquia “Alien”. Como a Fox não quer saturar o mercado com filmes sobre o mesmo universo, tirou “Alien 5”, previsto para 2017, de seu cronograma de lançamentos. O problema, porém, pode ser maior, uma vez que Scott disse, em entrevista, que a história de “Prometheus” ainda precisaria de outro filme para se encerrar. O segundo filme da franquia “Prometheus” tem estreia marcada para 30 de maio de 2017.

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    Dan Stevens enfrentará monstro gigante com Anne Hathaway

    16 de novembro de 2015 /

    O ator inglês Dan Stevens, que ficou conhecido por interpretar Matthew Crawley na série “Downton Abbey”, vai coestrelar com Anne Hathaway a ficção científica “Colossal”. O projeto é descrito como uma mistura improvável de “Transformers” (2007), “Adaptação” (2002), “Godzilla” (2014) e “Quero Ser John Malkovich” (1999), e acompanha uma mulher comum (Hathaway) que, após perder o seu emprego e o seu noivo, decide sair de Nova York para voltar a sua cidade natal. Mas quando vê a notícia de que um lagarto gigante está destruindo a cidade de Tóquio, ela gradualmente percebe que está conectada àquele evento e, para evitar mais destruição, precisa determinar por que a sua existência aparentemente insignificante tem um efeito tão colossal sobre o destino do mundo. Dan Stevens viverá o ex-namorado de Hathaway, que tentará recuperar a amada. O elenco também inclui Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Tim Blake Nelson (“Quarteto Fantástico”) e Austin Stowell (“Ponte dos Espiões”). “Colossal” tem roteiro e direção de o cineasta espanhol Nacho Vigalondo, bastante cultuado na Europa por seus trabalhos criativos e bizarros. Seu filme mais recente foi “Perseguição Virtual” (2014), estrelado pela atriz pornô Sasha Grey (“Confissões de uma Garota de Programa”) e passado todo na tela de um computador. As filmagens já estão acontecendo em Vancouver, no Canadá, mas ainda não há previsão para o lançamento.

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