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Divulgação/Go Up Entertainment

Filme|23 de julho de 2026

STF autoriza inquérito da PF sobre filme “Dark Horse”

Polícia Federal investiga repasses milionários de ex-dono do Banco Master para cinebiografia de Jair Bolsonaro

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Investigação sobre filme de Bolsonaro
2 O que a Polícia Federal quer descobrir?
3 O que dizem os envolvidos sobre suspeitas?
4 Novas denúncias aproximam Flávio e Vorcaro
5 O que disse o senador sobre as notas?
6 Por que existem suspeitas?
7 Aberto para posicionamentos

Investigação sobre filme de Bolsonaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar os repasses financeiros vinculados à produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atendeu a uma solicitação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, respaldada por parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que confirmou a presença de elementos suficientes para a instauração formal das investigações.

O que a Polícia Federal quer descobrir?

O foco da corporação está no destino de verbas repassadas por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master e atualmente preso por suspeita de crimes financeiros. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou os valores ao ex-banqueiro sob o argumento de custear a produção audiovisual. As transações teriam sido efetuadas pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, direcionando os montantes a um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, sob o controle de aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que parte dos cerca de R$ 61 milhões pagos por Vorcaro para a obra possa ter financiado despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro em território americano, onde ele reside desde fevereiro de 2025, além de bancar ações de aliados de Jair Bolsonaro junto ao governo de Donald Trump contra a economia brasileira. O diretor-geral Andrei Rodrigues destacou a apuração em entrevista concedida à GloboNews em junho: “Há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”.

O que dizem os envolvidos sobre suspeitas?

Procurado novamente, o senador Flávio Bolsonaro não apresentou novas manifestações, mas já havia negado qualquer irregularidade. Inicialmente, o parlamentar negou a existência de aportes do banqueiro, porém voltou atrás após a divulgação de gravações pelo site Intercept Brasil, alegando que “é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro” e completando: “Os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”.

Eduardo Bolsonaro, que deixou o Brasil alegando perseguição do ministro Alexandre de Moraes e é réu no STF por coação, rebateu as acusações em maio, classificando a suspeita da corporação como “tosca” devido ao seu status migratório nos Estados Unidos. O ex-deputado afirmou ter prestado esclarecimentos às autoridades americanas sobre a origem dos valores: “E não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”.

Novas denúncias aproximam Flávio e Vorcaro

Além do inquérito focado na obra cinematográfica, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal nesta quinta (23/7) solicitando a inclusão de novas suspeitas contra Flávio Bolsonaro. A representação baseia-se em reportagem do site Metrópoles que revelou a emissão de três notas fiscais, em abril de 2025, pelo escritório de advocacia do senador para empresas ligadas à estrutura do Banco Master.

Duas notas de R$ 500 mil foram faturadas para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. — empresa supostamente de fachada que movimentou R$ 58 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025 — e canceladas em seguida. Logo depois, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu uma terceira nota, no mesmo valor de R$ 500 mil, em favor da Contábil Correa, gerida por sócio-administrador da Copenhagen, sem registro de cancelamento.

Lindbergh Farias solicitou que os dados sejam somados às apurações em curso para reconstruir o trajeto do dinheiro e checar a efetiva prestação dos serviços declarados.

O que disse o senador sobre as notas?

Flávio Bolsonaro negou, em vídeo publicado na quarta-feira (22) nas redes sociais, ter trabalhado para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. “Hoje o Metrópoles fez uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada”, disse o senador.

“Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso”, disse. “Eu não quis trabalhar para essa empresa. [Então] cancelei duas notas fiscais”, complementou.

Por que existem suspeitas?

O filho mais velho de Jair Bolsonaro não explicou, contudo, por que emitiu as notas fiscais em favor da Copenhagen para um serviço que não teria aceitado fazer e deixou lacunas sobre o pagamento de R$ 500 mil que recebeu.

Os documentos podem indicar que as relações entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas nas gravações do Intercept Brasil sobre o financiamento de “Dark Horse”. Segundo apurou o Metrópolis, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

Aberto para posicionamentos

Os bastidores do filme “Dark Horse” têm gerado repercussão há mais de dois meses. O tema está em constante atualização e o espaço segue em aberto para posicionamentos, declarações e reparos das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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