Anjos da Noite 5 domina semana pouco recomendável para o cinema
Quem ainda não viu os blockbusters em cartaz, que aproveite. Há pouco o que recomendar entre os lançamentos da semana. Quatro anos depois do último longa, “Anjos da Noite: Guerras de Sangue” volta a trazer a atriz Kate Beckinsale como a vampira Selene contra um clã de lobisomens sanguinários e a facção de vampiros que a atraiu. A mistura de terror, ação e fantasia é a maior estreia desta quinta (1/12), chegando a cerca de 600 salas do circuito, boa parte delas em 3D. O mais curioso é que o lançamento acontece um mês antes da estreia nos EUA. Mas já passou na Austrália, onde foi trucidado pela crítica como o pior exemplar da franquia. Com metade desta distribuição, o besteirol brasileiro “O Último Virgem” tenta ser uma comédia sexual adolescente americana, de um jovem que quer perder a virgindade, ao estilo de “Porky’s” e “American Pie”. As piadas são as esperadas, envolvendo prostitutas, torcida dos amigos, amiguinhas atiradas e até a professora gostosa, aqui vivida por Fiorella Mattheis (“Vai que Cola”). Um retrocesso completo, de volta ao humor das pornochanchadas, mas sem o que fazia a alegria do público daquela época: cenas de nudez. Ajude a última videolocadora do seu bairro e veja um dos originais, em vez de alimentar a nova tendência do cinema nacional de produzir subprodutos reciclados de Hollywood. Aproveitando o começo das férias escolares, duas animações visam o público infantil. A produção franco-belga “As Aventuras de Robinson Crusoé” abre em cerca de 300 salas, a maior parte em 3D, e é tão fraca e sem graça quanto os outros lançamentos da mesma equipe, responsável pela franquia sub-Nemo/sub-Dory “As Aventuras de Sammy” (2010). A outra animação é brasileira e indie. “Galinha Pintadinha Mini na Telona” é o primeiro filme dos populares personagens criados no YouTube há dez anos, que viraram uma franquia de DVDs bem-sucedidos. Trata-se de uma “versão estendida” dos desenhos, com exibição em 82 salas. Outro filme brasileiro estreia em circuito intermediário. “O Filho Eterno” é um melodrama sobre um casal (Marcos Veras e Débora Falabella) que tem um filho com Síndrome de Down. Inspirado em best-seller nacional, consegue evitar a pieguice do tema com uma narrativa dura, a partir da frustração com o nascimento, a rejeição do pai, as dificuldades na criação do menino e o desgaste do casamento, mas inevitavelmente, como é praxe, chega num final feliz, com a aceitação e o amor pelo filho. Para se comover em 59 salas pelo país. Completam a programação cinco lançamentos europeus, cuja distribuição piora conforme melhoram suas qualidades. O grego “Mundos Opostos”, por exemplo, leva a 49 salas três histórias de amor batidas, tendo como pano de fundo a crise econômica europeia. Já o espanhol “Ninguém Deseja a Noite” mostra Juliette Binoche como Josephine Peary, que em 1908 partiu para a Groenlândia em busca de seu marido, o explorador Robert Peary, desaparecido ao tentar atingir o Pólo Norte. O filme chega em 22 salas quase dois anos após abrir o Festival de Berlim de 2015 e ser massacrado pela crítica internacional. Exibido na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes deste ano, o francês “A Economia do Amor” é uma das raras opções acima da média na programação, por sua abordagem pouco convencional do divórcio, destacando o impacto econômico de uma separação. Curiosamente, trata-se do segundo divórcio cinematográfico recente da atriz Bérénice Bejo, que estrelou “O Passado”, de Asghar Farhadi, em 2013. No novo longa, ela tenta se separar, certa de que o amor acabou após 15 anos de casamento, mas o marido não sai de casa e, além do estresse de discutir detalhes da separação, eles ainda precisam lidar com o tempo que cada um deve passar com as filhas pequenas. Apenas em 13 salas. O penúltimo filme de Marco Bellocchio, o italiano “Sangue do Meu Sangue”, exibido com destaque na última Mostra de São Paulo, leva a 11 salas duas tramas passadas num antigo monastério, separadas por quatro séculos e um histórico de tortura e corrupção. Melhor filme da semana, a obra instiga por mostrar até que ponto chega a estupidez humana em duas partes bem distintas: o horror medieval e a comédia de humor negro contemporânea. Há quem prefira vampiros com revólveres, como os de “Anjos da Noite”, mas “Sangue do Meu Sangue” é capaz de muito mais terror – e com direito a seu próprio vampiro! Por fim, o drama irlandês “Viva” não teve circuito divulgado. A produção tem como maior curiosidade o fato de mostrar como é a vida para os homossexuais em Cuba, por girar em torno de uma trupe de drag queens de Havana. Paralelamente, há o contraste com o machismo de uma geração mais velha, que se autoproclamava revolucionária. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.
Eu Fico Loko: Trailer da cinebiografia do youtuber Christian Figueiredo parece série teen americana
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Eu Fico Loko”, cinebiografia do youtuber Christian Figueiredo. A prévia é bem mais promissora que o primeiro vídeo, mostrando que, por trás do projeto de vaidade, há uma história com personagens de série teen americana dos anos 1990 – época em que ainda não havia diversidade racial nos elencos. Até o termo “loser” é evocado. Mas isso não dura muito, pois a certa altura a quarta parede e o encantamento são quebrados por uma aparição do cara-de-pau em pessoa: Christian Figueiredo entra em cena para comentar… a cena. Sua participação, por sinal, não se resume à metalinguagem. Ele também está no elenco, no papel de Christian Figueiredo “adulto”. Mas não parece interpretar tão bem o personagem quanto o jovem Filipe Bragança (novela “Chiquititas”), mais à vontade como Christian Figueiredo adolescente. A direção é de Bruno Garotti, que estreia na função após trabalhar como diretor assistente dos dois “S.O.S.: Mulheres ao Mar” e “Linda de Morrer”, entre outras produções. E o elenco ainda destaca Alessandra Negrini (“2 Coelhos”) como a mãe do rapaz. A estreia está prevista para 12 janeiro, mas vale avisar que, em janeiro, chega “Internet – O Filme”, sobre outros youtubers que queriam ser famosos e fizeram um filme em que interpretam youtubers que queriam ser famosos. O bagulho é mesmo pra ficar loko.
Crossover leva The Flash a bater recorde de audiência da rede americana CW
O recorde de “Supergirl” foi mesmo apenas o aperitivo. Os 3,5 milhões de telespectadores sintonizados ao vivo na noite de segunda (28/11) foram superados pelo segundo capítulo do megacrossover de super-heróis da DC Comics. Com 4,2 milhões de telespectadores ao vivo na terça (29/11), “The Flash” estabeleceu o novo recorde de audiência da rede CW em 2016. Com isso, a sintonia da série retomou os níveis da 1ª temporada, quando teve seis episódios assistidos por mais de 4 milhões de telespectadores. Desde então, nenhum capítulo na 2ª ou 3ª temporadas registrou média tão elevada. Há grande expectativa também para o desempenho de “Arrow” nesta quarta (30/11), por marcar a exibição do 100º episódio da série com participações especiais de personagens já mortos na trama. Intitulado “Invasion!”, mesmo nome de uma famosa minissérie de quadrinhos dos anos 1980, o crossover se encerra na quinta (1/12), com a exibição de “Legends of Tomorrow”. No Brasil, “Invasion!” será exibido em duas partes: o episódio de “Supergirl” em 14 de dezembro e os três restantes no dia seguinte, 15 de dezembro, como um especial de 3 horas de duração no canal pago Warner.
Daniel de Oliveira negocia estrelar a série de José Padilha sobre a Lava-Jato
O ator Daniel de Oliveira (“Sangue Azul”) está negociando um papel misterioso na série sobre a Operação Lava-Jato, que está sendo desenvolvida para o serviço de streaming Netflix por José Padilha (série “Narcos”). A informação é da coluna de Patrícia Kogut no jornal O Globo. Segundo Padilha, a intenção da produção é desenvolver e analisar os mecanismos internos da Lava-Jato e transformá-la em uma memória imparcial do atual processo histórico. Nomes como Wagner Moura (série “Narcos”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Maria Ribeiro (“BR 176”) já foram cotados para a produção, mas não há anúncio oficial sobre o elenco até agora. Ainda sem título definido, a previsão de lançamento é para 2017. Atualmente no ar na minissérie “Nada Será Como Antes”, Daniel de Oliveira também está cotado para estrelar a próxima novela das 23h da rede Globo. Ele ainda será o protagonista de “10 Segundos”, cinebiografia do boxeador Éder Jofre.
Sebastian Stan posta foto de possível escudo do Soldado Invernal
O ator Sebastian Stan postou em seu Instagram uma foto em que aparece um novo escudo, similar ao do Capitão América. A diferença está nas cores. A peça tem tonalidade metálica e traz cor apenas no centro, onde exibe uma estrela vermelha. Nisto, reflete exatamente o braço metálico do Soldado Invernal. Ele brincou na legenda da foto: “‘Com licença… onde é o banheiro?’ Um enorme obrigado para Casey McBroom por fazer isto para mim. Vai vir a calhar…”. E acrescentou as hashtags #wintersoldier e #marvel. Quem viu “Capitão América: Guerra Civil”, sabe que Steve Rogers (Chris Evans) renunciou ao uniforme do Capitão América após sua briga com o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), abandonando seu escudo no campo de batalha. Mas a cena extra do filme também revelou que o Soldado Invernal foi colocado em animação suspensa em Wakanda, para não voltar a ser controlado por algum inimigo dos Vingadores. O detalhe é que a nação africada governada pelo Pantera Negra (Chadwick Boseman) possui a única fonte conhecida de Vibranium, a poderosa substância metálica que foi usada para criar o escudo do Capitão América e o braço do próprio Soldado Invernal. Pois o herói vivido por Sebastian Stan não vai ficar muito tempo adormecido. Ele está entre os personagens confirmados de “Vingadores: Guerra Infinita”, com estreia marcada para 26 de abril de 2018. Mas é possível que apareça até no filme solo do “Pantera Negra”, previsto para 15 de fevereiro de 2018.
Alexis Bledel confirma que Quatro Amigas e um Jeans Viajante pode ganhar terceiro filme
Durante sua recente participação no programa do apresentador Jimmy Fallon, a atriz Alexis Bledel confirmou que “Quatro Amigas e um Jeans Viajante” pode ganhar seu terceiro filme. “Adoraríamos fazer outro filme. Acho que seria divertido. Já falamos sobre isso e acho que deveríamos fazer mais um filme, com certeza. Estamos trabalhando nisso, então vamos ver o que acontece”, afirmou a atriz, fazendo Fallon pular na sua cadeira. “Estão trabalhando nisso?” “Yeah”, confirmou Bledel, revelando que tem conversado com as colegas de elenco Blake Lively, Amber Tamblyn e America Ferrera. O longa é uma adaptação do livro de Ann Brashares. No primeiro filme, lançado em 2005, quatro melhores amigas passam o verão separadas pela primeira vez. Uma calça jeans, que serve magicamente em cada uma delas, é o elo que mantém as amigas ligadas, enquanto vivem uma série de acontecimentos que mudam suas vidas para sempre. Há dois anos, o site da revista Variety apurou que o cineasta Ken Kwapis, que dirigiu o primeiro filme, negociava retomar a franquia com roteiro de Liz Garcia (série “Dawson’s Creek”), com base no quinto livro da série, “Sisterhood Everlasting”, lançado em 2012. O livro reencontra as melhores amigas dez anos depois, já adultas. Tibby (interpretada no cinema por Amber Tamblyn) tenta superar a distância entre elas e decide marcar uma viagem para todas se reencontrarem. Recentemente, Bledel reprisou outro papel que marcou sua carreira, como Rory Gilmore no revival da série “Gilmore Girls”, disponível na Netflix.
Vídeo revela trabalho de pós-produção do filme do Homem-Aranha
O diretor Jon Watts (“A Viatura”) divulgou um curto vídeo no Instagram em que mostra o trabalho de pós-produção do longa. Nele, o ator Tom Holland, intérprete do jovem Homem-Aranha, grava expressões faciais através da técnica de captura de performance. As expressões serão utilizadas no herói quando ele usar a máscara sobre seu rosto. Embora pareça engraçado, o trabalho visa dar mais veracidade e expressividade ao Homem-Aranha, que aparecerá mascarado em cena. Veja abaixo. Com roteiro de John Francis Daley e Jonathan Goldstein (do fraco reboot de “Férias Frustradas”), o novo “Homem-Aranha” tem estreia prevista para 6 de julho no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos EUA. Um vídeo publicado por Jon Watts (@jnwtts) em Nov 29, 2016 às 1:20 PST
Pesquisa indica que Selma é a cinebiografia mais verídica e O Jogo da Imitação a menos real de Hollywood
O site Information Is Beautiful resolveu tirar à limpo o quanto são reais as cinebiografias e os filmes baseados em fatos reais dos últimos anos. E o resultado da pesquisa e checagem de fatos revelou que um filme ignorado pelo Oscar foi o mais consistente, enquanto outro, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro, o mais chutado de todos. Escrito pelo estreante Paul Webb e dirigido por Ava DuVernay, “Selma – Uma Luta pela Liberdade” foi o filme que se saiu melhor em relação à veracidade de sua história. A cinebiografia do pastor e ativista social Martin Luther King Jr refletiu de forma 100% verídica os fatos históricos, mostrando como de fato foram as marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, e a repressão que enfrentaram. Já o filme que sepulta os fatos com a maior quantidade de invenções é “O Jogo da Imitação”. Escrito por Graham Moore, vencedor do Oscar por sua adaptação do livro de Andrew Hodges em que a trama se baseia, o filme só tem dois acontecimentos que aconteceram conforme mostrado: que Alan Turing trabalhou como criptoanalista durante a guerra e que foi preso por conta de sua homossexualidade após o conflito. Já a invenção do computador aconteceu de forma muito menos apaixonante, assim como a quebra do código da máquina Enigma, aponta o relatório do site. A conclusão é que apenas 41% das cenas dirigidas por Morten Tyldum correspondem a fatos históricos. “Alan Turing (o protagonista) chegou sim a trabalhar como criptoanalista em Bletchley Park durante a guerra e sua prisão foi por causa de sua homossexualidade. Isto é verdade. Mas o restante do filme não é. Para ser justo, reproduzir a incrível complexidade da Enigma e da criptografia em geral nunca seria tarefa fácil, mas o filme conseguiu simplesmente mostrar isso de forma falsa”, diz o site. Outros filmes que contaram pouco mais que meias verdade foram “Clube de Compras Dallas” e “Sniper Americano”, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme e Roteiro do ano, mesmo com pilhas de fatos imprecisos. Confira abaixo como se saíram os filmes examinados: 1. Selma – Uma Luta Pela Igualdade (100.0%) 2. A Grande Aposta (91.4%) 3. Ponte dos Espiões (89.9%) 4. 12 Anos de Escravidão (88.1%) 5. Rush – No Limite da Emoção (82.9%) 6. Spotlight – Segredos Revelados (81.6%) 7. Capitão Phillips (80.4%) 8. O Lobo de Wall Street (80.0%) 9. A Rede Social (76.1%) 10. O Discurso do Rei (74.4%) 11. Philomena (70.9%) 12. Clube de Compras Dallas (61.4%) 13. Sniper Americano (56.9%) 14. O Jogo da Imitação (41.4%)
Papa Francisco recebe Scorsese após première mundial de Silêncio
O papa Francisco se encontrou nesta quarta-feira (30/11) com Martin Scorsese, após a première do novo filme do diretor, “Silêncio”, sobre missionários jesuítas no Japão do século 17. O encontro marcou uma grande guinada da Igreja em relação ao cineasta, que há 28 anos foi repudiado e tratado quase como herege por seu filme “A Última Tentação de Cristo”, de 1988. Considerado um dos grandes diretores do cinema americano, Scorsese coleciona cenas violentas e polêmicas em sua filmografia, mas teve uma infância marcadamente católica, a ponto de ter considerado seguir o sacerdócio. “Silêncio” marcou sua reaproximação com a Igreja. O filme teve sua première mundial numa sessão realizada na noite de terça (29/11) para 300 padres jesuítas numa universidade católica de Roma, e o cineasta permaneceu após a projeção conversando por uma hora com a platéia, que ficou impressionada e maravilhada com o longa. “Ele estava muito envolvido e entusiasmado e realmente impressionou os jesuítas da plateia com a profundidade de sua espiritualidade”, disse o padre James Martin, um jesuíta que prestou consultoria para o roteiro do filme. A boa receptividade entre os padres animou o papa Francisco a conceder uma audiência privada ao diretor, algo extremamente raro. Geralmente, o papa encaixa breves encontros com celebridades em meio à sua agenda de aparições públicas semanais. O papa argentino rompeu o protocolo porque se identificou com a trama de “Silêncio”. Ele próprio foi membro da ordem jesuíta e, quando jovem, quis ir ao Japão como missionário, mas foi impedido por motivos de saúde. De acordo com a Santa Sé, o encontro ocorreu em “clima cordial” e o Papa contou que já conhecia a história, por ter lido o livro “Silêncio”, do japonês Shusaku Endo, que inspirou o filme de Scorsese. O cineasta presenteou o Papa com dois quadros, enquanto Francisco retribuiu com rosários. O filme terá nova sessão na cinemateca do Vaticano para 30 convidados na quinta (1/12), mas o papa não confirmou presença. Estrelado por Liam Neeson (“Busca Implacável”), Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”), o filme acompanha dois padres jesuítas portugueses, que viajam ao Japão feudal para localizar seu mentor, que rumores afirmam ter renunciado à fé sob tortura. Em sua jornada, também pretendem espalhar o evangelho do cristianismo no século 17, mas acabam conduzidos ao mesmo dilema. O longa chegará aos cinemas americanos em 23 de dezembro, em distribuição limitada, visando atender as regras do Oscar. A produção vem sendo desenvolvida por Scorsese há décadas e a perspectiva de seu lançamento neste ano era uma das grandes dúvidas em relação à disputa do Oscar 2017. Os dois últimos filmes do cineasta, “O Lobo de Wall Street” e “Hugo”, receberam um total de 16 indicações ao Oscar.
Presidente da LucasFilm afirma que Rogue One não terá continuação
Conforme se aproxima a estreia de “Rogue One: Uma História Star Wars”, maior se torna a expectativa pela produção, que vem movimentando grande volume de ingressos em pré-venda. Mas antes que os fãs perguntem quando vai estrear sua sequência, a produtora Kathleen Kennedy, presidente da LucasFilm, tratou de jogar água fria sobre a ideia de continuar a história dos rebeldes comandados por Jyn Erso (Felicity Jones). “Não vai haver um ‘Rogue Two’”, afirmou Kennedy, categoricamente, em entrevista à revista inglesa Empire. “Rogue One” foi concebido como uma história isolada que leva ao início do primeiro filme da saga, “Guerra nas Estrelas” (1977), rebatizado retroativamente como “Star Wars: Uma Nova Esperança”. Para todos os efeitos, serve como prólogo para a franquia espacial. Entretanto, outras aventuras situadas nesse período estão previstas em novos spin-offs, como o filme sobre a juventude do contrabandista espacial Han Solo, que será vivido por Alden Ehrenreich (“Ave, César”) numa história também ambientada antes de “Uma Nova Esperança”. Especula-se que Ehrenreich tenha contrato para três filmes, o que poderia expandir as aventuras do seu Han Solo. Ainda no terreno das especulações, fala-se também sobre um filme estrelado pelo caçador de recompensas Boba Fett, que poderia ser lançado em 2020. E também esta produção seria passada neste período anterior à saga oficial. “Rogue One: Uma História Star Wars” estreia mundialmente em 15 de dezembro.
Veja como ficou o visual do robô Alpha 5 no filme dos Power Rangers
A Lionsgate divulgou as primeiras imagens do robô Alpha 5 em “Power Rangers – O Filme”. As fotos mostram o personagem de frente e verso. No filme, ele será dublado e interpretado, via captura de performance, pelo comediante Bill Hader (“Descompensada”). Para quem não lembra, Alpha 5 é o robô que está sempre ajudando os heróis, especialmente da sala de comando. Originalmente, ele parecia o irmão perdido da dupla de música eletrônica Daft Punk, mas agora ficou com uma aparência mais alienígena, como se um disco voador antiquado fosse colado na cabeça de um alien. A versão de cinema da série dos anos 1990 também é estrelada por Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa, RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul, Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela, além de Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Zordon e Elizabeth Banks (“Jogos Vorazes”) como a vilã Rita Repulsa. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (dos infames “O Último Caçador de Bruxas” e “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Mais antiga associação de críticos dos EUA elege Manchester à Beira-Mar como Melhor Filme do ano
A National Board of Review (NBR), mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos americanos, que em 1930 inaugurou o hoje tradicional costume de criar listas de melhores do ano, elegeu o drama “Manchester à Beira-Mar” como o Melhor Filme de 2016. Além disso, o astro da produção, Casey Affleck foi eleito o Melhor Ator. O anúncio consagra a produção dirigida por Kenneth Lonergan, que nesta semana também rendeu a Affleck o prêmio de Melhor Ator no Gotham Awards. O Top 10 da NBR tem um pouco de tudo, entre filmes elogiados e outros menos cotados, como “A Chegada”, “Até o Último Homem”, “Ave, César!”, “Sully – O Herói do Rio Hudson”, “Moonlight”, “La La Land”, “A Qualquer Custo”, “Dia do Atentado” e os ainda inéditos “Estrelas Além do Tempo” e “Silêncio”. Entre as produções internacionais, o iraniano “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, foi considerado o Melhor Filme de uma lista que ainda inclui “Elle” (França), “A Criada” (Coreia do Sul), “Julieta” (Espanha), “Neruda” (Chile) e “Terra de Minas” (Dinamarca). Nenhum filme brasileiro entrou entrou na seleção. A NBR ainda elegeu Barry Jenkins o Melhor Diretor pelo trabalho em “Moonlight”, e Amy Adams a Melhor Atriz por “A Chegada”. Jeff Bridges (“A Qualquer Custo”) e Naomie Harris (“Moonlight”) ganharam como coadjuvantes, “Kubo e as Cordas Mágicas” ficou com o prêmio de Melhor Animação e “Silêncio”, escrito e dirigido por Martin Scorsese, foi premiado como Melhor Roteiro Adaptado. Para completar, os jovens atores Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”) e Royalty Hightower (“The Fits”) foram considerados as Revelações do ano.
Netflix passa a oferer download de suas séries e filmes
A Netflix anunciou que seus usuários já podem, a partir de agora, fazer o download de conteúdos da plataforma diretamente em seus smartphones e tablets — o que permitirá que os filmes e séries sejam assistidos posteriormente sem a necessidade de uma conexão ativa com a internet. Veja o vídeo do anúncio abaixo. A novidade foi disponibilizada menos de um mês após Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, confirmar que a plataforma estava estudando disponibilizar seu catálogo para download. A nova opção vai ajudar os usuários em duas frentes. Em primeiro lugar, ao usar a conexão wi-fi de suas residências para baixar filmes e séries, visando assisti-los mais tarde pelo celular ou tablet, os usuários não precisarão mais se preocupar com limites de suas franquias móveis. Em segundo lugar, o download integral evitará o gargalo de velocidade, que muitas vezes faz com que filmes sejam interrompidos por problemas de conexão. Entretanto, não são todos os títulos que poderão ser baixados. Os que estarão disponíveis vão apresentar um ícone de download logo ao lado do título. Além disso, o serviço criou uma categoria específica (“Disponíveis para Download”) nos apps atualizados, que permite pesquisar os títulos oferecidos. O download oferece ainda a possibilidade de escolher a qualidade dos filmes e séries, que serão salvos com alta ou baixa resolução, de modo a ajudar a gerenciar o espaço livre nos celulares. Filmes de alta resolução ocupam mais espaço e vice-versa. A novidade está sendo incluída no novo aplicativo da Netflix disponível para aparelhos com Android (a partir da versão 4.4.2) ou iOS (a partir da versão 8.0). Novas atualizações devem liberar o acesso para os demais aparelhos nos próximos dias. O mais importante é que não há qualquer custo adicional pela utilização da opção ou pela quantidade de downloads efetuados pelos usuários.












