Ator da série The Get Down entra no elenco de Jurassic World 2
O ator Justice Smith, protagonista da série “The Get Down”, entrou no elenco de “Jurassic World 2”. Segundo o site da revista Variety, ele viverá um cientista. A sequência de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” trará os retornos dos atores Bryce Dallas Howard, Chris Pratt e B.D. Wong, e também incluirá entre as novidades Rafe Spall (série “Roadies”) e Toby Jones (série “Wayward Pines”). A direção está a cargo do cineasta espanhol J.A. Bayona (“O Impossível”), que já prometeu um filme “mais sombrio e assustador do que o anterior”. A sequência começará a ser filmada em fevereiro de 2017 no Havaí, que serviu como cenário para a fictícia Isla Nublar no filme anterior – a ilha do Parque dos Dinossauros. Mas também estão previstas cenas fora da “ilha”, que deverão ser filmadas em Londres. A estreia está marcada para 22 de Junho de 2018.
Ninguém Deseja a Noite vai da futilidade feminina aos instintos primais
Filha de uma alemã com um oficial militar americano, Josephine Diebitsch Peary veio a descobrir a vocação pela exploração de locais inóspitos ao se casar com Robert Edwin Peary aos 25 anos. As contribuições conjuntas em expedições, inclusive durante a gravidez de Marie, filha que deu à luz no Polo Norte, valeram-lhe o título de Dama do Ártico. Trata-se de uma figura real que buscou não viver à sombra de seu marido, recebendo em “Ninguém Deseja a Noite” o papel de protagonista. Interpretada por Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), a Josephine cinematográfica não é apresentada pela cineasta espanhola Isabel Coixet (“A Vida Secreta das Palavras”) e o roteirista Miguel Barros (“Os Implacáveis”) como uma heroína, entretanto. Qualquer tom de aventura que a premissa poderia corresponder é limado para exibir o drama de uma Josephine no ápice da fragilidade, clamando por seu Robert ao ponto em ir a sua procura com toda a instabilidade de uma paisagem marcada pelo branco da nevasca. Incapaz de traçar o trajeto por si própria, Josephine convence Bram Trevor (Gabriel Byrne, de “Mais Forte que Bombas”) a liderar uma viagem com esquimós, estes sempre encarados pelos estrangeiros como meros mapas ambulantes com habilidades para a caça e o transporte de bens. Feroz quando contrariada, Josephine parece distante da realidade que passa a rodeá-la, desejando a todo custo reencontrar o amado como a protagonista de uma fábula, inclusive carregando consigo um guarda-roupa com peças luxuosas. Se no primeiro ato acompanhamos uma mulher fútil que ignora os riscos que pode pagar para saciar o seu capricho, a segunda metade mostra o preço disso e a transformação da personagem. “Ninguém Deseja a Noite” caminha em direção oposta a de “A Rainha do Deserto”, de Werner Herzog, que reduziu a grande Gertrude Bell a uma moça ingênua, guiada por lamúrias amorosas ao invés da curiosidade em conhecer a amplitude do mundo. Isso porque a versão ficcional de Josephine passará a ter a companhia da esquimó Allaka (Rinko Kikuchi, de “Círculo de Fogo”) para colocar em perspectiva o seu vazio emocional. Essa mudança súbita de foco talvez seja a razão de “Ninguém Deseja a Noite” ter sido severamente criticado em sua première no Festival de Berlim de 2015. No entanto, é ela a responsável por engrandecê-lo. O romance com molduras épicas e a aventura antropológica dão lugar à visão de Isabel Coixet sobre o que é uma mulher em seu sentido mais primitivo. Unidas por algo em comum, Josephine e Allaka se transformam com a vinda de um inverno rigoroso, devastando tudo que as protege até restarem apenas os instintos maternais e de sobrevivência. Ao decifrar a natureza de suas personagens com tanta intensidade, Coixet volta a provar o quão especial (e subestimada) é diante de seus colegas contemporâneos.
Disney ignora polêmica e lança pôsteres com cena de acidente de Carros 3
A Disney decidiu ignorar a polêmica iniciada pelo teaser de “Carros 3”, e retomou a divulgação do filme com o lançamento dos primeiros pôsteres. Um deles destaca justamente o visual realista do acidente do protagonista da franquia animada, que deixou pais e adultos consternados. Alguns usuários do Twitter chegaram até a se declarar “traumatizados” pelo vídeo, que destacava um grave acidente do carrinho Relâmpago McQueen. A situação teria sido agravada, segundo os comentários, por o visual da prévia ser bastante realista, bem mais que o estilo cartunesco dos dois primeiros filmes. Pois os dois primeiros pôsteres reforçam esta impressão. Não há maiores detalhes sobre a trama da continuação, que trará novamente o ator Owen Wilson como a voz de Relâmpago McQueen. A sinopse diz apenas que ele estará determinado a provar a uma nova geração que ainda é o melhor carro de corridas que existe. O roteiro foi escrito por Daniel Gerson (“Universidade Monstros” e “Operação Big Hero”) e a direção está a cargo de Brian Fee, que estreia na função após trabalhar no storyboard dos dois primeiros filmes. O filme chega aos cinemas brasileiros em 15 de julho, um dia antes do lançamento nos EUA.
Tom Cruise enfrenta o terror no primeiro teaser de A Múmia
A Universal divulgou o pôster e um pequeno teaser de 15 segundos de “A Múmia”, que revela clima sombrio e uma reação de terror de Tom Cruise (“Jack Reacher: Sem Retorno”) diante da criatura-título. Apesar de rápido, o vídeo ainda destaca o visual de Sofia Boutella (“Star Trek: Sem Fronteiras”) como a múmia Ahmanet, a participação de Annabelle Wallis (“Annabelle”) e uma aparição de Russell Crowe (“Os Miseráveis”) como o Dr. Henry Jeckyll. O roteiro foi escrito por Jon Spaihts (“Prometheus”) e a direção é de Alex Kurtzman (roteirista de “Além da Escuridão – Star Trek”). A estreia está agendada para 8 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Rede de cinema baixa preço dos ingressos dos filmes em 3D no Brasil
A rede de cinemas Lumière anunciou que vai igualar os preços de seus ingressos em 3D e 2D. Segundo o anúncio da rede, presente em oito cidades do Brasil, os filmes não devem ser mais caros só porque são exibidos em 3D. Isto já não é novidade nem agrega tanto valor quanto se dizia. “O 3D não é mais uma novidade e não precisa ser tão caro. Podemos oferecer um serviço de qualidade a um preço acessível. E isso só ajuda também a melhorar a qualidade da exibição em 2D, que, em muitos filmes, não deixa nada a desejar”, diz a rede, em comunicado. A partir desta quinta (1/12), os ingressos de cinema da Lumière custarão entre R$ 20,00 e R$ 28,00 dependendo da unidade. Em alguns lugares do país, o preço cobrado para sessões 3D podem chegar até a R$ 35 em outras redes. Já o ingresso 2D costuma variar de R$ 15 a R$ 28 aos fins de semana, nas principais redes do Rio e São Paulo.
Concorrência de youtubers faz Eu Fico Loko passar por cima de Internet – O Filme
A Paris Filmes ia lançar dois filmes com o mesmo tema quase na mesma semana. Acabou prevalecendo o bom senso e a popularidade de Christian Figueiredo. A cinebiografia do youtuber, que usa como título o nome do canal do YouTube “Eu Fico Loko”, teve a preferência da distribuidora e agora chegará antes aos cinemas. Originalmente previsto para março, o filme foi adiantado para 12 de janeiro há poucas semanas e permanecerá nesta data. Já “Internet – O Filme”, estrelado por outros youtubers, ia estrear em janeiro, mas acabou adiado para 23 de fevereiro. A trama é ambientada em uma convenção de youtubers, em que os personagens entram em conflito em busca de fama. Que sincronicidade. Para resumir, os dois filmes contam histórias de youtubers que querem ser famosos e fizeram filmes em que interpretam youtubers que querem ser famosos. Mas um passou por cima dos demais. Ao menos, nas prioridades do estúdio.
Novo filme de Felipe Bragança é selecionado para o Festival de Sundance
Mais famoso festival indie do mundo, o Festival de Sundance anunciou os títulos selecionados para sua edição de 2017. E a competição internacional incluirá um filme brasileiro, “Não Devore Meu Coração”, primeiro trabalho solo de Felipe Bragança, que codirigiu os criativos “A Fuga da Mulher Gorila” (2009) e “A Alegria” (2010) “Não Devore Meu Coração” gira em torno de Joca (o estreante Eduardo Macedo), adolescente de 13 anos que se apaixona por uma garota paraguaia. Ao tentar conquistá-la, ele descobre as consequências da Guerra do Paraguai e percebe que seu irmão mais velho, Fernando (Cauã Reymond, de Alemão), está envolvido numa gangue de motociclistas. O elenco também inclui Cláudia Assunção (“Hoje”), Leopoldo Pacheco (novela “Velho Chico”) e o cantor Ney Matogrosso (“Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha”). O filme será exibido com o curioso título em inglês “Don’t Swallow My Heart, Alligator Girl!” (“Não Engula Meu Coração, Garota Crocodilo!”, em tradução literal), disputando o prêmio da competição com 11 produções, vindas da Alemanha, Reino Unido, Suécia, Chile, México, Geórgia, República Dominicana, Hong Kong, Singapura, Austrália e África do Sul. O Festival de Sundance vai acontecer entre os dias 19 e 29 de janeiro de 2017 nos EUA.
Variety lista Kleber Mendonça Filho entre os 10 cineastas mais promissores da atualidade
A revista americana Variety publicou sua lista anual com os dez diretores mais promissores da atualidade, e ela inclui o brasileiro Kleber Mendonça Filho, por “Aquarius”. A relação destaca os responsáveis por alguns dos trabalhos de maior repercussão do ano, desde a alemã Maren Ade, de “Toni Erdmann, ao americano Barry Jenkins, de “Moonlight”. A publicação ressalta que todos têm em comum “visão clara, voz distinta e potencial para revolucionar o negócio de maneira própria”. Os 10 diretores listados terão seus perfis publicados numa edição especial da Variety em janeiro, e serão homenageados no Festival de Palm Springs. Preterido pela comissão que escolheu o candidato brasileiro ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, “Aquarius” está indicado ao Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, que premia os melhores do cinema independente. Conheça abaixo os 10 cineastas cujas carreiras merecem ser companhados com atenção, segundo a Variety: Kleber Mendonça Filho (Aquarius) Maren Ade (Toni Erdmann) Ritesh Batra (The Sense of an Ending) Otto Bell (The Eagle Huntress) Julia Ducournau (Grave) Geremy Jasper (Patti Cake$) Barry Jenkins (Moonlight) Emmett & Brendan Malloy (The Tribes of Palos Verdes) William Oldroyd (Lady Macbeth) David Sandberg (Quando as Luzes se Apagam)
xXx: Neymar diz apenas duas frases e explode em sua estreia no cinema
O painel de “xXx: Reativado” na Comic-Con Experience serviu para confirmar que, apesar do pôster “de personagem” e aparição no trailer, Neymar tem participação brevíssima no filme. São apenas duas falas e em português, durante menos de 5 minutos de projeção. “Eu não sou herói, sou um jogador de futebol”, diz o atleta do Barcelona e da seleção brasileira de futebol, que surge logo nos primeiros minutos do filme de ação, interpretando a si mesmo. Com spoiler, eis o que acontece. Após recusar o recrutamento de Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), ele tem tempo de demonstrar sua destreza, ao nocautear um bandido, chutando num porta-guardanapo contra a sua cabeça. Mas antes que possa mudar de ideia, um satélite cai do céu, fazendo com que Neymar exploda, no mau sentido, antes que possa virar um astro de ação. Quase toda essa sequência pode ser vista num comercial de 30 segundos. Confira aqui. Se bem que Rodrigo Santoro entrou calado em “As Panteras: Detonando” (2003) e hoje é o coadjuvante brasileiro mais famoso de Hollywood. “xXx: Reativado” traz de volta Vin Diesel ao papel do esportista radical Xander Cage, que ele viveu em “Triplo X” (2002), além de um elenco internacional formado pela búlgara Nina Dobrev (série “The Vampire Diaries”), as australianas Ruby Rose (série “Orange Is the New Black”) e Toni Collette (“Uma Longa Queda”), o chinês Donnie Yen (“O Grande Mestre”), o tailandês Tony Jaa (“Velozes & Furiosos 7”), a indiana Deepika Padukone (“Piku”), o lutador inglês de MMA Michael Bisping (“Anomalia: Corrida Contra a Vida”), o escocês Rory McCann (série “Game of Thrones”), o cantor chinês Kris Wu (“Mermaid”), a colombiana Ariadna Gutiérrez-Arévalo (atual Miss Colômbia) e o astro de reggaeton Nicky Jam, que como Neymar fará sua estreia no cinema. O filme tem direção de D.J. Caruso (“O Quarto dos Esquecidos”), roteiro de Chad St. John (“Invasão à Londres”) e F. Scott Frazier (“Códigos de Defesa”), e estreia em 19 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Vin Diesel diz que fez xXx: Reativado para se divertir e revela planos para sequência
A participação de Vin Diesel na Comic-Con Experience (CCXP) serviu para que o ator declarasse mais uma vez: “Eu amo o Brasil!”. E ele tem bons motivos para dizer isso. Afinal, foi a filmagem do quinto “Velozes & Furiosos” no país que fez a franquia virar blockbuster – isto e a entrada de Dwayne Johnson na trama. Por via das dúvidas, a retomada de outra franquia, com “xXx: Reativado”, começa sua divulgação pelo Brasil. Mas Diesel não compara os dois trabalhos. Ao contrário, chega perto de definir a retomada da marca “Triplo X” como uma bobagem. O filme que inclui lutadores de MMA, misses, cantores e até Neymar no elenco não passaria de uma brincadeira para combater a depressão causada pela morte do colega e amigo Paul Walker. “Depois de ‘Velozes 7’ eu precisava apenas filmar e me divertir”, ele contou ao público, durante sua participação no painel da produção, evocando a morte de Walker, vítima de um acidente durante um intervalo das filmagens do sétimo “Velozes & Furiosos”. “Eu precisava fazer algo divertido, um filme em que eu pudesse rir de novo e ‘xXx’ foi perfeito.” “Eu me diverti a filmagem inteira”, completou Nina Dobrev, também presente na apresentação. “xXx: Reativado” foi seu primeiro trabalho após sair da série “The Vampire Diares”. A plateia assistiu aos primeiros 20 minutos do filme, que incluem a passagem de Neymar, o breve, elogiado pelo astro americano. “Neymar é natural em um filme como este”, rasgou. Se o público se divertir tanto assistindo ao que ele se divertiu em fazer, o longa pode ganhar continuação. “Espero que seja o começo de uma nova série com personagens que possam voltar no futuro. É possível que a gente comece a rodar o próximo já em maio”, ele avisou. “xXx: Reativado” também trará de volta Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), responsável por recrutar Diesel no primeiro filme, “Triplo X” (2002), além de um elenco internacional formado ainda pelas australianas Ruby Rose (série “Orange Is the New Black”) e Toni Collette (“Uma Longa Queda”), o chinês Donnie Yen (“O Grande Mestre”), o tailandês Tony Jaa (“Velozes & Furiosos 7”), a indiana Deepika Padukone (“Piku”), o lutador inglês de MMA Michael Bisping (“Anomalia: Corrida Contra a Vida”), o escocês Rory McCann (série “Game of Thrones”), o cantor chinês Kris Wu (“Mermaid”), a colombiana Ariadna Gutiérrez-Arévalo (atual Miss Colômbia) e o astro de reggaeton Nicky Jam, que como Neymar fará sua estreia no cinema. O filme tem direção de D.J. Caruso (“O Quarto dos Esquecidos”), roteiro de Chad St. John (“Invasão à Londres”) e F. Scott Frazier (“Códigos de Defesa”), e estreia em 19 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Renato Aragão se emociona com homenagem na abertura da Comic-Con Experience
O ator, roteirista e produtor Renato Aragão foi aplaudido de pé durante o painel de abertura da Comic-Con Experience (CCXP), que começou nesta quinta-feira (1/12), em São Paulo. Os aplausos começaram com sua chegada e se estenderam após a apresentação do trailer de seu 50º filme como Didi, “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, que marca a volta da grife “Os Trapalhões” aos cinemas, 18 anos após último filme em que Aragão filmou com o velho parceiro Dedé Santana, “Simão, o Fantasma Trapalhão” (1998). O filme é uma adaptação do musical “Os Saltimbancos Trapalhões” (2014) e uma espécie de continuação do filme homônimo de 1981, estrelado pelos quatro trapalhões: Didi, Dedé, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990). Aragão torce por uma boa recepção do filme. “Se deus quiser, vai ser um sucesso como o filme de 1900 e… nem lembro mais!”, brincou, arrancando risadas da plateia. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia, provocada pela lei que proíbe animais em espetáculos. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão, a vigarice do Satã e o poder manipulador do prefeito da cidade podem colocar tudo a perder. As cenas incluem números musicais e foram filmadas em fevereiro no circo de Marcos Frota, no Rio de Janeiro. O ator ainda falou brevemente sobre o revival que a série dos Trapalhões ganhará na rede Globo, com Lucas Veloso, filho do humorista Shaolin e uma das revelações da novela “Velho Chico”, no papel de Didi. Pedindo para o público receber bem os novos atores que interpretarão a trupe, ele frisou que os Trapalhões originais são insubstituíveis. “Eles não vão substituir, porque os Trapalhões são insubstituíveis. Eles vão ser imitadores dos Trapalhões. Quero que vocês recebem eles muito bem”, disse. “Vai ser eu, Dedé e mais quatro Trapalhões”, acrescentou. Na série, os velhos Trapalhões serão tios dos novos trapalhões. O saudosismo marcou o painel, em grande medida por ser também uma homenagem a Aragão por por sua carreira de mais de 50 anos de sucesso. Incansável, ele diz nem pensar em se aposentar. “Se eu parar, eu morro. Aposentadoria é uma morte, a não ser que você tenha um projeto”. Ao fim, ainda foi exibido um clipe especial com vários momentos da carreira do comediante, que foi novamente aplaudido de pé pelo público, aos gritos de “Renato! Renato!”. “Não tenho palavras, só tenho que dizer como é bom estar vocês, vocês são maravilhosos”.
Com crise de representatividade, Associação Paulista dos Críticos de Arte elege melhores do ano
A Associação Paulista dos Críticos de Arte elegeu os melhores de 2016 em várias categorias, um mês antes do fim de 2016. De forma vergonhosa, o resultado foi divulgado junto de um apelo para os críticos de Dança e Moda concluírem sua votação, pois os dois ou três que deveriam votar não o fizeram. É isto mesmo. Para se ter ideia de o quanto o prêmio da APCA é representativo, os eleitos na categoria de Cinema foram decididos por cinco pessoas. Três são medalhões da grande imprensa, um é blogueiro sem domínio próprio (escreve num wordpress.com) e o outro é filósofo. Juntos, encheriam uma mesa de bar. Vale lembrar que São Paulo é a cidade com mais jornais, revistas, rádios, TVs e sites do país. E como se isso não fosse suficiente, a Associação se denomina Paulista e não Paulistana, supostamente abrangendo representantes de todo o estado – onde estão? Acrescente-se ainda que qualquer autodenominado crítico paulista pode votar no prêmio, desde que pague uma mensalidade, e mesmo assim poucos críticos de verdade se interessam. De fato, os críticos de Dança e Moda nem se dignaram a comparecer com votos, ajudando a mergulhar a APCA numa crise profunda de representatividade, rumo à irrelevância. Enfim, veja abaixo os premiados nas categorias de Cinema e TV. Prêmio da APCA 2016 CINEMA Filme “Aquarius”,de Kleber Mendonça Filho Diretor Gabriel Mascaro, por “Boi Neon” Roteiro Kleber Mendonça Filho, por “Aquarius” Ator Júlio Andrade, por “Sob Pressão” Atriz Andréia Horta, por “Elis” Documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha Fotografia Diego García, por “Boi Neon” TELEVISÃO Grande Prêmio da Crítica Domingos Montagner, pelo conjunto da obra (In Memoriam) Novela “Velho Chico”, de Benedito Ruy Barbosa (Globo) Atriz Selma Egrei, por “Velho Chico” (Globo) Ator Marco Ricca, por “Liberdade, Liberdade” (Globo) Diretor José Luiz Villamarim, por “Justiça” (Globo) Série “Justiça”, de Manuela Dias (Globo) Infantil “D.P.A – Detetives do Prédio Azul” (Gloob, que também é do grupo Globo) Cobertura Rio-2016 SporTV (que – adivinhe! – também é do grupo Globo)
Anjos da Noite 5 domina semana pouco recomendável para o cinema
Quem ainda não viu os blockbusters em cartaz, que aproveite. Há pouco o que recomendar entre os lançamentos da semana. Quatro anos depois do último longa, “Anjos da Noite: Guerras de Sangue” volta a trazer a atriz Kate Beckinsale como a vampira Selene contra um clã de lobisomens sanguinários e a facção de vampiros que a atraiu. A mistura de terror, ação e fantasia é a maior estreia desta quinta (1/12), chegando a cerca de 600 salas do circuito, boa parte delas em 3D. O mais curioso é que o lançamento acontece um mês antes da estreia nos EUA. Mas já passou na Austrália, onde foi trucidado pela crítica como o pior exemplar da franquia. Com metade desta distribuição, o besteirol brasileiro “O Último Virgem” tenta ser uma comédia sexual adolescente americana, de um jovem que quer perder a virgindade, ao estilo de “Porky’s” e “American Pie”. As piadas são as esperadas, envolvendo prostitutas, torcida dos amigos, amiguinhas atiradas e até a professora gostosa, aqui vivida por Fiorella Mattheis (“Vai que Cola”). Um retrocesso completo, de volta ao humor das pornochanchadas, mas sem o que fazia a alegria do público daquela época: cenas de nudez. Ajude a última videolocadora do seu bairro e veja um dos originais, em vez de alimentar a nova tendência do cinema nacional de produzir subprodutos reciclados de Hollywood. Aproveitando o começo das férias escolares, duas animações visam o público infantil. A produção franco-belga “As Aventuras de Robinson Crusoé” abre em cerca de 300 salas, a maior parte em 3D, e é tão fraca e sem graça quanto os outros lançamentos da mesma equipe, responsável pela franquia sub-Nemo/sub-Dory “As Aventuras de Sammy” (2010). A outra animação é brasileira e indie. “Galinha Pintadinha Mini na Telona” é o primeiro filme dos populares personagens criados no YouTube há dez anos, que viraram uma franquia de DVDs bem-sucedidos. Trata-se de uma “versão estendida” dos desenhos, com exibição em 82 salas. Outro filme brasileiro estreia em circuito intermediário. “O Filho Eterno” é um melodrama sobre um casal (Marcos Veras e Débora Falabella) que tem um filho com Síndrome de Down. Inspirado em best-seller nacional, consegue evitar a pieguice do tema com uma narrativa dura, a partir da frustração com o nascimento, a rejeição do pai, as dificuldades na criação do menino e o desgaste do casamento, mas inevitavelmente, como é praxe, chega num final feliz, com a aceitação e o amor pelo filho. Para se comover em 59 salas pelo país. Completam a programação cinco lançamentos europeus, cuja distribuição piora conforme melhoram suas qualidades. O grego “Mundos Opostos”, por exemplo, leva a 49 salas três histórias de amor batidas, tendo como pano de fundo a crise econômica europeia. Já o espanhol “Ninguém Deseja a Noite” mostra Juliette Binoche como Josephine Peary, que em 1908 partiu para a Groenlândia em busca de seu marido, o explorador Robert Peary, desaparecido ao tentar atingir o Pólo Norte. O filme chega em 22 salas quase dois anos após abrir o Festival de Berlim de 2015 e ser massacrado pela crítica internacional. Exibido na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes deste ano, o francês “A Economia do Amor” é uma das raras opções acima da média na programação, por sua abordagem pouco convencional do divórcio, destacando o impacto econômico de uma separação. Curiosamente, trata-se do segundo divórcio cinematográfico recente da atriz Bérénice Bejo, que estrelou “O Passado”, de Asghar Farhadi, em 2013. No novo longa, ela tenta se separar, certa de que o amor acabou após 15 anos de casamento, mas o marido não sai de casa e, além do estresse de discutir detalhes da separação, eles ainda precisam lidar com o tempo que cada um deve passar com as filhas pequenas. Apenas em 13 salas. O penúltimo filme de Marco Bellocchio, o italiano “Sangue do Meu Sangue”, exibido com destaque na última Mostra de São Paulo, leva a 11 salas duas tramas passadas num antigo monastério, separadas por quatro séculos e um histórico de tortura e corrupção. Melhor filme da semana, a obra instiga por mostrar até que ponto chega a estupidez humana em duas partes bem distintas: o horror medieval e a comédia de humor negro contemporânea. Há quem prefira vampiros com revólveres, como os de “Anjos da Noite”, mas “Sangue do Meu Sangue” é capaz de muito mais terror – e com direito a seu próprio vampiro! Por fim, o drama irlandês “Viva” não teve circuito divulgado. A produção tem como maior curiosidade o fato de mostrar como é a vida para os homossexuais em Cuba, por girar em torno de uma trupe de drag queens de Havana. Paralelamente, há o contraste com o machismo de uma geração mais velha, que se autoproclamava revolucionária. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.












