Joaquin Phoenix negocia filmar projeto que seria estrelado por Robin Williams
Segundo o site da revista Variety, o ator Joaquin Phoenix e o diretor Gus Van Sant estão planejando tirar do papel um projeto que seria estrelado por Robin Williams. Trata-se da adaptação de “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot”, autobiografia do cartunista John Callahan. Nascido em Portland, Callahan teve infância difícil, marcada por abusos sexuais e vícios, e virou cartunista após ficar quadriplégico por conta de um acidente de carro sofrido aos 21 anos. De estilo inconfundível, seus quadrinhos cheios de humor negro – e por vezes controversos – o tornaram famoso. Desde a publicação do livro, em 1989, Hollywood tenta filmar a história e durante muitos anos Robin Williams esteve cotado para interpretar Callahan. Joaquin Phoenix e Gus Van Sant tentam retomar a parceria há bastante tempo. Os dois trabalharam juntos em “Um Sonho sem Limites (1995), segundo filme do ator, então com 21 anos. Marcante para o jovem, a produção foi o primeiro trabalho em que ele foi creditado como Joaquin Phoenix, já que até então era chamado de Leaf Phoenix. No momento, Phoenix grava o filme de Maria Madalena com Rooney Mara, enquanto o diretor se prepara para lançar a minissérie “When We Rise”.
Ridley Scott ganhará homenagem pela carreira do Sindicato dos Diretores dos EUA
O Sindicato dos Diretores dos EUA vai homenagear o cineasta inglês Ridley Scott com um prêmio pelo conjunto da obra, na cerimônia da entrega de seus troféus de melhores do ano, os DGA Awards, prevista para o dia 4 de fevereiro, em Los Angeles. Em comunicado, o presidente do DGA, Paris Barclay, elogiou o trabalho de Scott por seus “visuais arrebatadores, mundos imersivos e performances poderosas dentro de um trabalho com bastante diversidade”. “Ao longo de quatro décadas, a carreira pioneira do cineasta demonstrou o impacto e a importância de um diretor com uma visão singular”, completou. Ridley Scott começou no cinema com o cult “Os Duelistas”, mas sua fama mundial se deve a duas ficções científicas: “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979) e “Blade Runner – Caçador de Andróides” (1982). Entretanto, ele não se acomodou como cineasta de gênero, produzindo clássicos tão diferentes quanto o transgressor “Thelma e Louise” (1991), “Gladiador” (2000) e “Falcão Negro em Perigo” (2001), três dos filmes mais influentes dos últimos anos. Apenas recentemente ele voltou à sci-fi, assinando “Prometheus” (2012) e o excelente “Perdido em Marte” no ano passado. Scott irá se juntar a outros homenageados famosos do DGA, como os lendários Cecil B. DeMille (em 1953), Frank Capra (1959), Alfred Hitchcock (1968), Orson Welles (1984), Billy Wilder (1985), Steven Spielberg (2000), Martin Scorsese (2003) e Miloš Forman (2013).
Jodie Foster vai estrelar sci-fi do roteirista de Missão Impossível – Nação Fantasma
A atriz e diretora Jodie Foster vai voltar a atuar como protagonista de um sci-fi. Ela foi confirmada à frente de “Hotel Artemis”, filme que marcará a estreia na direção do roteirista Drew Pearce, que escreveu os blockbusters “Homem de Ferro 3” (2013) e “Missão Impossível – Nação Fantasma” (2015). O roteiro de “Hotel Artemis” também é dele. A informação foi compartilhada pelo produtor do filme, Stephen Cornwell, em comunicado. “Ter Jodie Foster é um sonho virando realidade. Ela é um talento extraordinário e irá trazer algo muito especial para o filme. Estamos encantados em tê-la na nossa produção. A visão de Drew é única e mal podemos esperar para vê-lo trazer este projeto com um elenco estelar”, disse. Foster irá interpretar uma personagem chamada “The Nurse” (A Enfermeira) na trama, passada no futuro próximo, mas dentro de um universo distinto. Neste ano, Jodie Foster dirigiu o suspense “O Jogo do Dinheiro”, estrelado por George Clooney e Julia Roberts. Já a última vez em que atuou em um filme foi em outra ficção científica, “Elysium”, lançada em 2013.
Bradley Cooper vai estrelar filme de guerra do diretor de O Contador
O ator Bradley Cooper vai protagonizar o próximo filme do diretor Gavin O’Connor (“O Contador”), um drama sobre a 2ª Guerra Mundial intituladado “Atlantic Wall”. O filme da produtora Imperative gira em torno de um paraquedista da inteligência americana que acaba caindo em região inimiga pouco antes do Dia D. Na trama, ele precisa entregar informações vitais para o resultado da guerra, mas também se sente compelido a proteger o filho de um aliado assassinado. Apesar de premissa evocar trechos de filmes bem conhecidos, de “O Mais Longo dos Dias” (1962) a “Atrás das Linhas Inimigas” (2001), o roteiro de Zach Dean (“A Fuga”) estava na black list, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood. “Estamos muito empolgados em trazer “Atlantic Wall” para os cinemas com o talentoso diretor Gavin O’Connor. A carreira excepcional de Bradley Cooper fala por si só. Ele é perfeito para interpretar nosso complicado e, por vezes, relutante herói. Não podemos imaginar dupla melhor para o projeto”, declarou o produtor Dan Friedkin, em comunicado. Além de “Atlantic Wall”, Bradley Cooper se prepara para ser o protagonista e diretor do remake de “Nasce uma Estrela”, que será coestrelado por Lady Gaga. O musical está previsto para estrear nos cinemas mundiais em 2018. E só depois disso Cooper começará a filmar “Atlantic Wall”.
Especialista em viver monstros, Doug Jones será alienígena na nova série de Star Trek
A produção da nova série da franquia “Star Trek”, que será lançada no ano que vem, entrou em velocidade de dobra espacial. O site startrek.com confirmou a participação de Michelle Yeoh, estrela de “O Tigre e o Dragão” (2000) e recentemente vista na série “Marco Polo”, informação “vazada” por um dos produtores, e adiantou dois novos nomes do elenco. Veja a apresentação oficial abaixo. Doug Jones, ator americano conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy” (2004), “O Labirinto do Fauno” (2006) e “Mama” (2012), além de ter encarnado o Surfista Prateado em “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (2007), interpretará o Tenente Saru, membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker. E Anthony Rapp, que participou de “Uma Mente Brilhante” (2001) e “Rent” (2005), vai interpretar o Tenente Stamets, oficial de ciências da nave Discovery, descrito como o primeiro personagem assumidamente gay de uma série da franquia. Ele representará a diversidade sexual do futuro, após Sulu ser retratado como um homem gay casado no último filme da saga espacial, “Star Trek: Sem Fronteiras”. Já Yeoh interpretará a Capitã Georgiou, oficial comandante da nave da Frota Estelar Shenzou, mais tarde renomeada Discovery. “Star Trek: Discovery” será a primeira série da franquia em mais de dez anos. Sua produção foi originalmente comandada por trekkers de três gerações diferentes: Nicholas Meyer (diretor de “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” e roteirista de “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa”, nos anos 1980), Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”, que começou a carreira escrevendo episódios das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, nos anos 1990), e Alex Kurtzman (roteirista dos dois primeiros filmes do reboot da franquia, “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”). A estreia está prevista para maio, com o objetivo de lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, CBS All Access. No resto do mundo, a atração será distribuída pela Netflix.
Cahiers du Cinéma elege Aquarius o quarto melhor filme de 2016
A revista francesa Cahiers du Cinéma, provavelmente a mais antiga publicação sobre cinema ainda em circulação, divulgou sua tradicional lista de melhores filmes do ano, como sempre antes das principais estreias do ano e com uma típica seleção polêmica. A lista traz o brasileiro “Aquarius”, do cineasta Kleber Mendonça Filho, em 4º lugar, após ter incluído o filme na capa de sua edição de setembro. Entretanto, logo acima dele há um dos piores filmes do ano. O Top 3 abre com o alemão “Toni Erdmann”, de Maren Ade, que vem ganhando popularidade no circuito das premiações mundiais, após ser ignorado pelo juri do Festival de Cannes. Igualmente esnobado em Cannes, o francês “Elle”, de Paul Verhoeven, ficou com o 2º lugar. Mas enquanto os dois primeiros contam com simpatia da crítica mundial, o 3º lugar ficou com um terror execrado: “Demônio de Neon”, de Nicolas Winding Refn, que na melhor das hipóteses pode ser considerado divisivo. A lista também traz um dos trabalhos mais fracos de Pedro Almodóvar, “Julieta”, por sinal outro filme ignorado pelo júri de Cannes, e até “Carol”, de Todd Haynes, que esta mania de listar os melhores do ano em novembro tinha deixado de fora da seleção dos destaques de 2015. A principal ironia da lista é que ela contém basicamente filmes exibidos em Cannes, casos inclusive de “Aquarius” e “Demônio de Neon”. Mas nenhum filme premiado no festival foi incluído na relação. O recado bipolar parece endereçado à organização do evento, que fez um excelente trabalho de curadoria, entretanto prejudicado por péssimas decisões do júri de celebridades, presidido pelo cineasta George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Também se nota que os críticos franceses ainda não viram nenhum dos filmes americanos cotados para o Oscar. Ou não gostaram de nada ou os lançamentos estarão na lista de melhores do próximo ano, se ainda forem lembrados até lá. Confira a lista completa abaixo: 1. “Toni Erdmann” – Maren Ade 2. “Elle” – Paul Verhoeven 3. “Demônio de Neon” – Nicolas Winding Refn 4. “Aquarius” – Kleber Mendonça Filho 5. “Ma Loute” – Bruno Dumont 6. “Julieta” – Pedro Almodóvar 7. “Rester Vertical” – Alain Guiraudie 8. “La Loi de la Jungle” – Antonin Peretjakto 9. “Carol” – Todd Haynes 10. “Le Bois dont les Rêves sont Faits” – Claire Simon
Tragédia com o time da Chapecoense adia estreia do filme Sully no Brasil
O filme “Sully – O Herói do Rio Hudson”, que gira em torna da queda de um avião, teve sua estreia adiada no Brasil. Segundo a Warner, que faria a estreia do longa na próxima quinta (1/12), uma nova data de estreia deve ser divulgada em breve. O adiamento tem como objetivo evitar qualquer tipo de constrangimento relacionado ao conteúdo do longa-metragem, que chegaria às telas dois dias após a queda do avião que transportava o time da Chapecoense. Uma das maiores tragédias da história dos esportes, o voo que levava o time catarinense à Colômbia, onde disputaria a primeira partida da final da copa Sul-Americana, caiu na madrugada desta terça (29/11) em uma região próxima à Medellín. O acidente deixou pelo menos 75 mortos, entre jogadores, comissão técnica, jornalistas e tripulação, causando comoção mundial. Dirigido por Clint Eastwood, “Sully – O Herói do Rio Hudson” é baseado na história real do piloto americano Chelsey Sullenberger, o “Sully”, que em 2009 conseguiu evitar um acidente de grandes proporções em Nova York, ao constatar falhas nos motores e pousar seu avião em pleno Rio Hudson, salvando as vidas de todos a bordo. O feito heroico fez o piloto ganhar os noticiários e se transformar em um herói nacional, mas, ao mesmo tempo, suas decisões foram contestadas pela perícia. O longa liderou as bilheterias dos EUA por duas semanas consecutivas em setembro passado. No filme, Hanks aparece com cabelos brancos e aparência envelhecida para viver o protagonista, e o elenco também inclui Anna Gunn (série “Breaking Bad”), Laura Linney (série “The Big C”), Aaron Eckhart (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”), Sam Huntington (série “Being Human”) e Autumn Reeser (série “Hawaii Five-0”).
Veja fotos de Jessica Chastain, Julianne Moore e Nicole Kidman para o calendário Pirelli 2017
A Pirelli divulgou as primeiras fotos de seu calendário de 2017, que reúne 14 atrizes premiadas das mais diferentes idades, inclusive estrelas veteranas. A lista inclui Lea Seydoux, Alicia Vikander, Rooney Mara, Jessica Chastain, Kate Winslet, Julianne Moore, Charlotte Rampling, Uma Thurman, Nicole Kidman, Robin Wright, Lupita Nyong’o, Penelope Cruz, Helen Mirren e Zhang Ziyi. Além delas, Anastacia Ignatova, professora de Ciências Políticas na Universidade de Moscou, também foi fotografada. Elas foram fotografadas pelo alemão Peter Lindbergh, que já produziu o calendário outras duas vezes. Segundo Lindbergh, que também liberou imagens das sessões em seu Instagram, a proposta é retratar a beleza feminina sem destacar padrões de beleza. “Numa época em que as mulheres são apresentadas pela mídia e por toda parte como embaixadoras da perfeição e da beleza, pensei que seria importante lembrar a todos que existe uma beleza diferente, mais real e autêntica, e não manipulada pela propaganda ou outra coisa qualquer. Uma beleza que fala da individualidade, da coragem de ser quem se é e da sensibilidade”, explicou o fotógrafo, em comunicado. “O sistema atual, baseado no consumo, oferece um único tipo de beleza, demasiadamente ligado à ideia de juventude e de perfeição. Mas essa ideia de beleza não tem relação com a realidade e com as mulheres”, completou Lindbergh. As sessões fotográficas foram realizadas entre maio e junho deste ano, em Berlim, Los Angeles, Nova York, Londres e na praia francesa de Le Touquet. Em agosto, a Pirelli divulgou um vídeo sobre os bastidores da produção. O calendário será composto por 40 imagens, incluindo retratos e ambientes. Além das fotos em estúdio, há também registros feitos em cenários como ruas, fast-foods e hotéis decadentes no centro de Los Angeles, no Times Square, em Nova York, no teatro Sophiensale, em Berlim, nos telhados dos estúdios em Nova York e em Londres, e na praia de Le Touquet.
Tom Holland e Daisy Ridley vão estrelar nova sci-fi do diretor de No Limite do Amanhã
Dois dos astros mais jovens das grandes franquias de Hollywood vão se encontrar numa nova sci-fi, que, claro, pode virar nova franquia. Tom Holland, introduzido como Homem-Aranha em “Capitão América: Guerra Civil”, e Daisy Ridley, a Rey de “Star Wars: O Despertar da Força”, foram confirmados na adaptação de “Chaos Walking”. A produção será dirigida por Doug Liman (“No Limite do Amanhã”) e leva às telas o romance “The Knife of Never Letting Go”, escrito por Patrick Ness (autor de “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”). No Brasil, o livro foi lançado como “O Motivo” e a saga recebeu o nome de “Mundo em Caos”. Adaptada por Jamie Linden (“Querido John”), a trama se passa em outro planeta, após a Terra ficar inabitável. Quando uma anomalia atinge a civilização humana e permite que todos os pensamentos sejam escutados, o caos se instala e abre caminho para um autocrata corrupto tentar destruir uma civilização nativa chamada Sparckles, culpando-a pelo problema. Resta ao adolescente Todd Hewitt, último menino de Prentisstown, tentar impedir o genocídio. Holland vai viver o protagonista e Daisy interpretará Viola, uma garota descoberta por ele num lugar onde nenhuma mulher deveria existir. Para complicar ainda mais, ela é a única pessoa que consegue esconder seus pensamentos, tornando-a particularmente ameaçadora para os homens que dominam aquele mundo. A distribuição é da Lionsgate e a previsão de estreia é para 2018. Caso o filme seja bem sucedido, há mais dois livros de Patrick Ness que continuam a trama: “A Missão” (The Ask and the Answer) e “A Guerra” (Monsters of Men).
Diretor de Rua Cloverfield, 10 deve filmar cinebiografia de Houdini
A cinebiografia do ilusionista Harry Houdini pode finalmente sair do papel. Segundo o site Deadline, o diretor Dan Trachtenberg, que estreou no cinema à frente do elogiado “Rua Cloverfield, 10”, está negociando assumir a produção da Lionsgate. O longa vai adaptar o livro “A Vida Secreta de Houdini: A Invenção do Primeiro Super-Herói da América”, de William Kalush e Larry Sloman, e mostrará toda a trajetória do mágico que era expert em ocultismo e conseguia escapar de todas as armadilhas, inclusive de seu mais famoso truque de tortura aquática, em que era algemado e mergulhado numa caixa transparente, com poucos minutos de ar para escapar. Sua morte foi provocada por sua fama, após fraturas de uma surra provocada por um estudante cético, que o atacou em março de 1926 sem lhe dar tempo de se preparar para receber os socos que dizia suportar. O roteiro está a cargo de Noah Oppenheim (“Maze Runner”), que recentemente escreveu outra cinebiografia, “Jackie”, sobre a ex-primeira dama Jacqueline Kennedy. O projeto ronda Hollywood há muito tempo e chegou até a ter o ator Johnny Depp (“Sombras da Noite”) cotado para o papel principal. A Summit comprou os direitos do livro em março de 2009 com a intenção de lançar uma franquia de thrillers de ação, que seria uma mistura de “Indiana Jones” e “Sherlock Holmes”. Na ocasião, o filme seria dirigido por Gary Ross (“Jogos Vorazes”), que acabou não chegando a um acordo financeiro. Depois disso, também teve Dean Parisot (“RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos”) próximo de fechar, mas a produção acabou engavetada quando Depp entrou em outros filmes. Vale lembrar que a Sony Pictures também chegou a contratar o roteirista Scott Frank (“Minority Report”, “Marley & Eu”) para escrever um filme centrado nos truques de ilusionismo e escapismo de Houdini, que seria dirigido por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). A DreamWorks, por sua vez, ainda desenvolveu “Voices from the Dead”, sobre amizade de Houdini com o escritor Arthur Conan Doyle, criador de “Sherlock Holmes”. E a Chenin Entertainment comprou os direitos de “The Houdini Box”, o primeiro livro de Brian Selznick, autor de “A Invenção de Hugo Cabret”, que acompanha a história de um menino e seu envolvimento com um mistério relacionado ao célebre mágico. Nenhum desses projetos se materializou. Mas não foi por mágica. A culpa foi o lançamento da minissérie “Houdini”, pelo History Channel, e a série “Houdine & Doyle”, com a premissa do filme da DreamWorks, que fracassou em audiência na rede Fox.
Passageiros: Jennifer Lawrence e Chris Pratt namoram em trailer com trilha do Imagine Dragons
A Sony Pictures divulgou um novo trailer da sci-fi “Passageiros”, que destaca a música-tema “Levitate”, da banda Imagine Dragons. A prévia evita as cenas de tensão e perigo, vistas nos trailers “convencionais”, para enfatizar o romance vivido por Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”) e Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) numa nave espacial. Na trama, os dois despertam de uma longa hibernação durante uma jornada para outro planeta. O problema é que o computador de bordo fez com que acordassem antes dos demais viajantes e se vissem sozinhos na grande espaçonave, com 90 anos de viagem pela frente. Infelizmente para o casal, qualquer possibilidade de romance terá que sobreviver a uma catástrofe que pode custar suas vidas. Apesar da sinopse se limitar aos dois personagens, o filme também inclui em seu elenco Michael Sheen (série “Masters of Sex”), que aparece na prévia como um robô, além de Laurence Fishburne (série “Hannibal”), Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”) e Aurora Perrineau (“Jem e as Hologramas”). Com roteiro de Jon Spaihts (“Prometheus”) e direção do norueguês Morten Tyldum (indicado ao Oscar por “O Jogo da Imitação”), “Passageiros” tem estreia prevista para 5 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
A Chegada desafia o público com sci-fi autorial que foge do óbvio
Muito bom poder acompanhar o processo de maturidade criativa de um cineasta que conquista seu espaço sem fazer concessões, como é o caso do canadense Denis Villeneuve, que tem mostrado autorialidade através de filmes bem distintos entre si. Com relativamente poucos, mas marcantes títulos no currículo, ele já pode se dar ao luxo de fazer autorreferências. Quem viu “O Homem Duplicado” (2013) e “Sicario – Terra de Ninguém” (2015), para lembrar de obras mais recentes, pode perceber intercessões claras com seu novo filme, “A Chegada”. É possível encontrar referências ainda a outros filmes de ficção científica, como os clássicos “O Dia em que a Terra Parou” (1951), de Robert Wise, “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), de Steven Spielberg, e o mais recente “Contato” (1997), de Robert Zemeckis. Mas Villeneuve prefere seguir outro caminho, mais arriscado. O trailer, embora entregue alguma coisa, não é suficiente para dar a dimensão das surpresas e do grau de encantamento que “A Chegada” proporciona. Assim como em “Sicario”, temos uma protagonista feminina em uma situação e num ambiente perigosos. Agora, é uma conceituada linguista, a Dra. Louise Banks (Amy Adams, de “Batman vs Superman”, como sempre adorável), recrutada por militares americanos para decifrar a língua de enigmáticos alienígenas que acabaram de aparecer em 12 diferentes lugares do planeta. O público é rapidamente informado, em pouquíssimos mas eficientes quadros, do passado doloroso da personagem, envolvendo uma filha, que ela perdeu para uma doença rara, estabelecendo sua condição de mulher solitária e traumatizada. E esse passado, revivido em breves flashbacks, será bastante explorado ao longo do filme, durante o processo de comunicação com os extraterrestres, que são mostrados de forma um tanto assustadora. Aliás, podemos dizer que Villeneuve é um dos cineastas em atividade que melhor sabe explorar o medo através de maneiras distintas, seja em situações mais realistas, seja em uma narrativa do gênero fantástico. Medo é o que acontece quando o público é apresentado ao interior daquilo que pode ser chamado de nave, um objeto gigante e vertical, que paira sobre o solo. Por isso, comparações com o monolito negro de “2001” tendem a surgir. Até porque ambos os filmes optam pela utilização do gênero para transcendê-lo e falar de algo maior, sem que, com isso, o entretenimento seja prejudicado. Embora Amy Adams seja o foco da ação, também tem importância o personagem de Jeremy Renner (“Os Vingadores”), um matemático que auxilia a protagonista a decifrar a linguagem complexa daqueles alienígenas. Eles trabalham incansavelmente para responder o que querem os visitantes que pairam sobre a Terra. O roteiro de Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”), baseado num conto premiado de Ted Chiang chamado “Story of Your Life”, é bastante detalhista, e isso ajuda a gerar um grau de interesse para o espectador, que até torce para que a conclusão faça jus à introdução e ao desenvolvimento brilhantes. Felizmente, ao optar se distanciar do óbvio e dar um nó na cabeça do espectador, Villeneuve aumenta ainda mais o grau de encantamento inicial, através de uma trama em que futuro e passado não devem ser vistos como algo linear, mas talvez como em um daqueles círculos complexos fornecidos pelos extra-terrestres durante as tentativas de comunicação. Assim, não só a noção de tempo passa a ser questionada, mas também a noção do que poderíamos considerar como sendo mais importante, seja do ponto de vista pessoal ou global. Além do mais, é sempre bom sair de uma sessão de cinema arrebatado, sabendo, ou pelo menos achando, que acabou de ver um dos melhores filmes dos últimos anos.
Jack Reacher – Sem Retorno é o thriller de ação mais genérico da carreira de Tom Cruise
Tom Cruise construiu uma carreira baseada na contínua alimentação de seu ego. Seus personagens, talvez todos ou quase, nunca passam por situações humilhantes ou coisa parecida, tendo geralmente que parecer belos, fortes, ágeis e também jovens. Em “Jack Reacher – Sem Reterno” (2016), por exemplo, seu personagem tem 40 anos de idade, enquanto o astro já está com 54. Tudo bem que sua aparência é a de uma pessoa de 40 ou até menos, mas se a gente se lembrar de Clint Eastwood, e do quanto ele já fazia piada de sua idade quando tinha apenas 50 anos em “Bronco Billy” (1980), por exemplo, vemos o quanto ambos os astros são diferentes em tratar a própria imagem. Talvez esse narcisismo e essa vontade de estar sempre no poder tenha sido o motivo de ele ter se afastado de diretores do primeiro escalão, com quem ele trabalhou do início de sua carreira até mais ou menos 2007, quando foi coadjuvante de um filme dirigido por Robert Redford (“Leões e Cordeiros”). Trabalhar com diretores do segundo escalão lhe confere mais poder como produtor e menos atrito com cineastas com ideias muito particulares, e que certamente terão que lhe dar ordens. Esse momento atual, se às vezes tem rendido filmes ótimos, como foi o caso de “No Limite do Amanhã” (2014), de Doug Liman, na maioria das vezes resulta em trabalhos esquecíveis, como este segundo filme da franquia “Jack Reacher”, que, aliás, deve acabar aqui mesmo. Trata-se do thriller de ação mais genérico que Cruise já estrelou. Ainda assim, ele tem a sorte de poder contar com duas mulheres que ajudam a valorizar a produção: a primeira é Cobie Smoulders (“Os Vingadores”), parceira de porrada no jogo de gato e rato da trama, e a segunda é uma adolescente, a bem jovem Danika Yarosh (série “Heroes Reborn”), que contribui com a única cena terna do filme. E como é bem-vinda esta cena, hein. A trama de “Jack Reacher – Sem Retorno”, dirigido por Edward Zwick, começa um tanto apressada e confusa, com o protagonista mostrando que sabe das coisas para um grupo de policiais que o cercam. Reacher, agora um ex-militar, retorna à base que ele serviu na Virginia, para levar uma major local (Smoulders) para jantar. Mas aí ele descobre que ela está presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do exército. Daí ele resolve investigar por conta própria e também descobre que há uma garota que talvez seja a sua filha na jogada, além dos tradicionais inimigos que contribuirão para alguns bons e outros maus momentos de porradaria do filme. Uma das melhores cenas de ação acontece nos telhados de Nova Orleans, lembrando, inclusive, “Um Corpo que Cai”, do Hitchcock, dando até um ar interessantemente anacrônico ao filme. Na maioria das vezes, porém, Cruise é salvo por Smoulders, que rouba as cenas sempre que está presente na ação. Assim como nos filmes de espionagem de Hitchcock, também há que se dar pouca importância a certos detalhes relativos à trama. Mesmo levando isso em consideração, não deixa de ser pouco convincente a cena em que Reacher desmascara o grande inimigo, vivido por Robert Knepper, que desde a série “Prison Break” sempre faz papel de vilão. Mas é a tal coisa: só o tempo dirá o quanto “Jack Reacher – Sem Retorno” ficará marcado na memória do público: se como um filme de ação irregular, mas com sequências bem legais, ou se como aquele filme estrelado por Cruise que mais parece um thriller feito para a TV, desses que passam no Supercine.












