Veja todas as vitórias, os discursos e os melhores momentos do Spirit Awards 2018
A premiação do Film Independent Spirit Awards 2018, que consagrou o terror “Corra!” e seu diretor, Jordan Peele, não foi transmitida no Brasil. Mas graças ao canal oficial do prêmio no YouTube, é possível assistir aos vídeos dos seus melhores momentos, com todos os agradecimentos, comemorações e sorrisos dos vencedores. Apresentada pelos comediantes Nick Kroll e John Mulaney (da animação “Big Mouth”) pelo segundo ano consecutivo, a cerimônia aconteceu na tarde de sábado em sua locação habitual – em tendas armadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Mas ao contrário de outras premiações da temporada, o Spirit Awards não foi marcado por nenhum protesto específico. Os artistas não foram de roupas pretas nem usaram broches de alguma causa. Veja abaixo os vídeos dos melhores momentos e confira aqui a lista completa dos vencedores.
Corra! vence o Spirit Awards 2018, o Oscar do cinema independente
O Spirit Awards 2018, considerado o Oscar do cinema independente americano, consagrou o terror “Corra!”, de Jordan Peele, como Melhor Filme indie do ano. Além disso, a premiação realizada na tarde de sábado (3/3) na Califórnia rendeu a Peele o troféu de Melhor Direção. “Nós filmamos esse filme em 23 dias, e ninguém fez para ganhar um cachê, mas porque todos acreditaram em contar uma história que não tinha sido vista antes e que precisava existir”, disse Peele, em seu agradecimento. “Para mim, está claro que estamos no início de um renascimento neste momento, em que histórias dos outsiders, histórias das pessoas nesta sala, as mesmas histórias que os cineastas independentes têm contado há anos, são honradas, reconhecidas e celebradas. Estou tão orgulhoso de estar aqui com esse grupo de pessoas. Isso não teria acontecido sem todos aqui ou sem as pessoas que compraram ingressos e contaram sobre o filme e levaram mais pessoas a vê-lo”, completou. É interessante apontar que, nos últimos quatro anos, o vencedor do Spirit Awards também venceu o Oscar de Melhor Filme – são eles: “12 Anos de Escravidão” (2013), “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015) e “Moonlight” (2016). Essa sequência é maior que a coincidência registrada no Gotham Awards, o outro prêmio indie do cinema americano, que “acertou” os últimos três premiados do Oscar e este ano premiou “Me Chame pelo seu Nome”. Por sinal, o filme de Luca Guadagnino também era favorito ao Spirit Awards, com o maior número de indicações. Mas só venceu dois dos seis prêmios que disputou: Melhor Fotografia e, na ausência de Gary Oldman – “O Destino de uma Nação” não é um filme indie – , Melhor Ator com o jovem Timothée Chalamet. As demais categorias de interpretação repetiram os SAG Awards, com prêmios para Francis McDormand e Sam Rockwell, de “Três Anúncios Para um Crime”, e Allison Janney, de “Eu, Tonya”. Entre os prêmios sem equivalentes no Oscar, destacaram-se a comédia de humor negro “Ingrid Goes West” como Melhor Filme de Estreia – com o diretor Matt Spicer fazendo uma dedicação especial à atriz Aubrey Plaza – , “Mudbound” pelo elenco e Chloé Zhao, de “The Rider”, como cineasta feminina – sobre Greta Gerwig, que venceu o Spirit de Melhor Roteiro, por “Lady Bird”. Para completar a listagem principal, “Visages Villages” faturou a categoria de Documentário e o chileno “Uma Mulher Fantástica” foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro. Como todos os anos, a cerimônia de premiação aconteceu em tendas armadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Mas ao contrário de outras premiações da temporada, o Spirit Awards não foi marcado por nenhum protesto específico. Os artistas não foram de roupas pretas nem usaram broches de alguma causa. Confira abaixo a lista completa dos premiados. E veja aqui os vídeos com todas as vitórias, as comemorações e os discursos de agradecimentos. Vencedores do Independent Spirit Awards 2018 Melhor Filme “Corra!”, de Jordan Peele Melhor Direção Jordan Peele (“Corra!”) Melhor Filme de Estreia “Ingrid Goes West”, de Matt Spicer Melhor Atriz Francis McDormand (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Ator Timothee Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney (“Eu, Tonya”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Roteiro Greta Gerwig (“Lady Bird”) Melhor Roteiro de Estreia Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Melhor Fotografia Sayombhu Mukdeeprom (“Me Chame pelo Seu Nome”) Melhor Edição Tatiana S. Riegel (“Eu, Tonya”) Melhor Documentário “Visages Villages”, de JR e Agnès Varda Melhor Filme Estrangeiro “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio (Chile) Prêmio John Cassavetes (filme feito por menos de US$ 500 mil) “Life and Nothing More”, de Antonio Méndez Esparza Prêmio Robert Altman (melhor elenco) “Mudbound” Prêmio Bonnie (melhor cineasta feminina) Chloé Zhao (“The Rider”)
Intérprete de Laranjinha em Cidade dos Homens é preso no Rio
O ator Darlan Cunha, intérprete do personagem Laranjinha da série “Cidade dos Homens”, foi preso na sexta-feira (2/3) no Morro da Babilônia, na zona sul do Rio de Janeiro. A prisão aconteceu por volta das 14h quando a polícia fazia um patrulhamento na rua do Rosário. Cunha foi uma das pessoas abordadas. Ele foi detido após a política identificar que havia um mandado de prisão em aberto contra o ator por lesão corporal e violência doméstica. Darlan foi levado para 12ª DP em Copacabana, na zona sul da capital fluminense. O ator publicou em seu Instagram Stories (ferramenta de compartilhamento de vídeos e fotos que desaparecem depois de 24 horas) uma imagem com a frase: “De rotina sendo encaminhado para a delegacia! Por atitude suspeita”. Em 2013, Darlan foi acusado pela namorada menor de idade de agressão e cárcere privado. Na época, a polícia instaurou um inquérito para apurar os crimes de lesão corporal dolosa (com intenção), com base na Lei Maria da Penha. De acordo com o UOL, a adolescente, então com 16 anos, retirou a acusação de agressão. Mas, como a denúncia foi feita com base na lei Maria da Penha, não poderia ser retirada nem pela própria vítima. É necessária uma nova declaração. Em janeiro, Darlan participou do retorno de “Cidade dos Homens” após um hiato de mais de uma década. A série original foi desenvolvida por Bráulio Mantovani a partir do livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, que também rendeu o famoso filme de 2002. Em muitos sentidos, a obra é uma extensão da trama cinematográfica, usando a mesma linguagem e parte do mesmo elenco. Vale lembrar que Mantovani também foi roteirista do filme “Cidade de Deus” e os cineastas Fernando Meirelles e Kátia Lund assinaram três episódios da atração televisiva original. A série ainda inspirou um filme de mesmo nome em 2007, que mostrava a dupla de protagonistas com 18 anos de idade.
Emoji – O Filme se consagra como Pior Filme no troféu Framboesa de Ouro 2018
Uma animação da Sony foi considerada o Pior Filme do ano na premiação do troféu Framboesa de Ouro 2018. Tradição da temporada de premiações, os Razzies, como também são conhecidos, destacam os piores trabalhos de Hollywood há 38 anos e já tiveram de tudo, mas nunca antes se depararam com um filme sobre cocôs falantes. Por conta disso, “Emoji – O Filme” tinha grande vantagem sobre os rivais. Além de Pior Filme, a animação também se consagrou em mais três categorias, duas delas conquistadas pelo seu diretor e roteirista Tony Leondis, um nome para os anais da história. O segundo filme com mais framboesas douradas foi “Cinquenta Tons Mais Escuros”, continuação do vencedor do Framboesa de Ouro de 2016. Venceu justamente como Pior Continuação e Atriz Coadjuvante (Kim Basinger). Os demais atores premiados foram Tom Cruise (por “A Múmia”), Mel Gibson (coadjuvante em “Pai em Dose Dupla 2”) e Tyler Perry (em “BOO! 2: A Medea Halloween”). Um detalhe: o comediante Tyler Perry venceu como Melhor Atriz pelo enésimo filme em que se veste de mulher. A personagem Madea é a Dona Hermínia americana e já tinha lhe rendido quatro indicações anteriores como Pior Atriz. Este ano, ele conquistou sua segunda “vitória”. Com isso, acabaram escapando outros indicados notáveis, de filmes como “Transformers: O Último Cavaleiro”, “Baywatch”, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” e “Mãe!”. Não foi desta vez que Jennifer Lawrence levou framboesas para casa. Confira abaixo os principais “vencedores” da premiação. Vencedores do Framboesa de Ouro 2018 Pior Filme “Emoji – O Filme” Pior Atriz Tyler Perry – “BOO! 2: A Medea Halloween” Pior Ator Tom Cruise – “A Múmia” Pior Ator Coadjuvante Mel Gibson – “Pai em Dose Dupla 2” Pior Atriz Coadjuvante Kim Basinger – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Pior Combo na Tela Quaisquer dois emojis irritantes em “Emoji – O Filme” Pior Remake, Imitação ou Sequência “Cinquenta Tons Mais Escuros” Pior Diretor Tony Leondis – “Emoji – O Filme” Pior Roteiro Tony Leondis, Eric Siegel e Mike White – “Emoji – O Filme”
Crossover de How to Get Away with Murder e Scandal tem pouco impacto na audiência
Aguardadíssimo pelos fãs, o crossover das séries “How to Get Away with Murder” e “Scandal” na rede americana ABC não trouxe muitos curiosos para as duas séries. O primeiro encontro entre as personagens vividas por Kerry Washington e Viola Davis na televisão aconteceu na quinta (1/3) e rendeu apenas um aumento modesto de público. O episódio em que Annalise Keating (Davis) apareceu em “Scandal” trouxe um aumento de 9% na audiência (ou 0,2 pontos na demo) em relação ao episódio anterior da série, enquanto a participação de Olivia Pope (Washington) na trama de “How to Get Away with Murder” rendeu crescimento de 24% (0,3 na demo). Mesmo assim, ambas as séries tiveram menos público que o episódio comum de “Grey’s Anatomy” exibido logo em seguida. Ao todo, “How to Get Away with Murder” foi visto por 4,1 milhões de telespectadores e “Scandal” por 5 milhões, ambas bem abaixo dos 7 milhões de “Grey’s Anatomy”. Em termos de comparação, o resultado foi bastante inferior à experiência bem-sucedida da rede CW quando exibiu seus dois crossovers de séries de super-heróis – com recordes de audiência e aumento até de 90% no público de uma das séries envolvidas. “Scandal” está atualmente em sua 7ª e última temporada, enquanto “How to Get Away with Murder” atravessa sua 4ª temporada. Ambas são exibidas no Brasil pelo canal pago Sony.
120 Batimentos por Minuto é o grande vencedor do César, o Oscar francês
O César 2018, premiação que equivale ao Oscar da França, consagrou “120 Batimentos por Minuto” como melhor filme francês do ano. O longa de Robin Campillo venceu seis troféus na cerimônia da Academia Francesa de Artes e Técnicas do Cinema, que aconteceu na noite de sexta-feira (2/3), em Paris. Além do prêmio principal, de Melhor Filme, a produção ainda venceu os troféus de Roteiro Original (de Campillo), Ator Coadjuvante (Antoine Reinartz), Ator Revelação (Nahuel Pérez Biscayart), Edição (novamente de Campillo) e Trilha Original. O filme borda o ativismo LGBT durante a epidemia da AIDS e já tinha sido premiado no Festival de Cannes. Ele era o candidato da França ao Oscar 2018, mas acabou não integrando a lista final – o que rendeu incompreensão e protestos de Barry Jenkins, diretor de “Moonlight”, o filme vencedor do Oscar 2017. “120 Batimentos por Minuto” tinha 13 indicações ao César, mesmo número de “Au Revoir là-Haut”, passado durante a 1ª Guerra Mundial, que acabou ficando com cinco prêmios — de Melhor Direção (Albert Dupontel), Roteiro Adaptado (Dupontel e Pierre Lemaitre), Fotografia, Figurino e Design de Produção. A premiação ainda destacou “Petit Paysan”, de Hubert Charuel, sobre um pecuarista do interior da França que luta para salvar seu rebanho de vacas de uma epidemia, que recebeu três troféus – Melhor Ator (Swann Arlaud), Melhor Atriz Coadjuvante (Sara Giraudeau) e Melhor Filme de Estreia. Para completar, “Barbara”, obra metalinguista de Mathieu Amalric, passada nos bastidores de um filme sobre uma cantora francesa, ficou com dois troféus – Melhor Atriz (Jeanne Balibar) e Som. Pela primeira vez na história da premiação, o filme de maior sucesso de bilheteira também recebeu um César, que ficou com o besteirol “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom. Entre as homenagens, a atriz espanhola Penélope Cruz foi responsável pela maior carga emocional da noite, indo às lágrimas ao receber um César Honorário por sua carreira das mãos do diretor Pedro Almodóvar. Confira abaixo os prêmios de longa-metragem. Vencedores do César 2018 Melhor Filme “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo Melhor Direção Albert Dupontel (“Au Revoir là-Haut”) Melhor Atriz Jeanne Balibar (“Barbara”) Melhor Ator Swann Arlaud (“Petit Paysan”) Melhor Atriz Coadjuvante Sara Giraudeau (“Petit Paysan”) Melhor Ator Coadjuvante Antoine Reinartz (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Revelação Feminina Camelia Jordana (“Le Brio”) Melhor Revelação Masculina Nahuel Perez Biscayart (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Filme de Estreia “Petit Paysan”, de Hubert Charuel Melhor Roteiro Original Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Roteiro Adaptado Albert Dupontel & Pierre Lemaitre (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Fotografia Vincent Mathias (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Edição Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Desenho de Produção Pierre Quefféléan (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Figurino Mimi Lempicka (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Som Olivier Mauvezin, Nicolas Moreau & Stéphane Thiébaut (“Barbara”) Melhor Trilha Sonora Arnaud Reotini (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Animação “Le Grand Méchant Renard et Autres Contes”, de Patrick Imbert e Benjamin Renner Melhor Documentário “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck Melhor Filme Estrangeiro “Sem Amor”, de Andreï Zviaguintsev Maior Bilheteria “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom
Sony enfrenta maldição e marca estreia do remake de O Corvo
A Sony desarquivou mais um projeto que o tempo esqueceu, anunciando a data de estreia do remake maldito de “O Corvo”, que será estrelado por Jason Momoa (“Aquaman”). Entretanto, até 2019, ainda há chances para a maldição voltar a se manifestar. A franquia lida com negatividade desde a trágica morte do ator Brandon Lee durante as filmagens de “O Corvo” original em 1994, e o projeto da refilmagem vem batendo o recorde de má sorte. Para se ter ideia, Jason Momoa é o quinto ator a tentar estrelar o remake desde que ele foi anunciado. A maldição é real, pelo menos para a Sony, que já enterrou mais de US$ 20 milhões com a pré-produção, sem que nem uma cena sequer tenha sido filmada – gastos em desenvolvimento, roteiros não filmados, adiantamentos de contratos, etc. O remake seria originalmente dirigido por Stephen Norrington (“A Liga Extraordinária”) e estrelado por Mark Wahlberg (“Transformers: O Último Cavaleiro”), os primeiros a desistirem há sete anos. Para o lugar de Wahlberg, foi contratado Bradley Cooper (“Sniper Americano”), que acabou defenestrando o roteiro de Alex Tse (“Watchmen”) na primeira oportunidade. Mas só para desistir mais adiante, junto de mais um diretor, Juan Carlos Fresnadillo (“Extermínio 2″), que foi substituído por seu conterrâneo F. Javier Gutierrez (“3 Dias”). Nesta oportunidade, o ator galês Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) também assumiu o papel principal. A dança de cadeiras continuou com a desistência tanto de Gutierrez quanto de Evans. Jack Houston (“Ben-Hur”) virou a opção seguinte, antes de Momoa se candidatar. E agora quem está à frente da produção é Corin Hardy, que tem apenas um longa em seu currículo, o terror “A Maldição da Floresta” (2015). O roteiro que Hardy ia filmar tinha sido escrito por Jesse Wigutow (“Acontece Nas Melhores Famílias”), que também era responsável por escrever a sequência abortada de “Tron: O Legado” (2010). Mas aparentemente ele encomendou outra nova versão para a história, já que o roqueiro Nick Cave (!!!) aparece creditado no IMDb como roteirista, ao lado de Cliff Dorfman (“Guerreiro”). Embora mais conhecido como cantor e compositor, Cave já escreveu alguns filmes, entre eles “A Proposta” (2005) e “Os Infratores” (2012), ambos dirigidos por John Hillcoat. Segundo o autor de quadrinhos James O’Barr, criador do personagem, o novo “O Corvo” seria uma adaptação mais fiel de sua história original. A trama foi concebida como terapia, após sua namorada morrer num acidente de carro, vítima de um motorista bêbado. Nos quadrinhos, o personagem central e sua namorada são mortos, mas ele volta à vida para se vingar dos assassinos. O personagem de Momoa é o mesmo Eric Draven dos quadrinhos, que Brandon Lee morreu interpretando. Momoa terminou recentemente de filmar “Aquaman”, mas continua com a agenda cheia, comprometida com a 3ª temporada da série “Frontier” e a adaptação do game “Just Cause”, com direção de Brad Peyton (“Rampage: Destruição Total”). A estreia foi marcada para 11 de outubro de 2019.
Ryan Kwanten vem ao Brasil promover sua nova série policial
O ator australiano Ryan Kwanten, que ficou conhecido ao interpretar Jason Stackhouse na série “True Blood”, vem ao Brasil divulgar sua nova série. Ele participará do evento Rio2C – RioContentMarket 2018 para lançamento de “The Oath”, série original da plataforma Crackle sobre o mundo secreto das gangues policiais. Além dele, o criador, produtor executivo e roteirista de “The Oath”, Joe Halpin (de “Hawaii Five-0”), também virá promover a estreia da atração. Os dois estarão no Rio de Janeiro no mesmo dia em que a Crackle disponibilizará a série, em 6 de abril. “The Oath” promete desvendar o submundo das organizações secretas formadas por policiais e documentar a vida daqueles que estão dispostos a arriscar tudo, para ter tudo. Além de Ryan Kwanten, a série é estrelada por Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), Katrina Law (a Nyssa al Ghul de “Arrow”), Arlen Escarpeta (o príncipe Ess de “The Magicians”), Elisabeth Röhm (a Allison Shaw de “The Last Ship”), Joseph Julian Soria (o Marco de “Animal Kingdom”) e Cory Hardrict (“Sniper Americano”).
Warren Beatty e Faye Dunaway voltarão a apresentar o vencedor do Oscar
Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway vão voltar a apresentar o Oscar. A dupla veterana foi quem anunciou o vencedor errado no ano passado, após receberem o envelope com o resultado de Melhor Atriz, em vez de Melhor Filme. Vendo que Beatty não estava entendendo o resultado, Dunaway anunciou “La La Land” como vencedor, quando na verdade o filme premiado tinha sido “Moonlight”, criando uma enorme confusão no palco da cerimônia. A escalação é uma forma de a Academia demonstrar apoio à dupla, após lhes pedir desculpas formais. Beatty, inclusive, andou participando de um comercial do Oscar 2018, em que o apresentador Jimmy Kimmel confessava ter pesadelos com o que aconteceu. Pelo visto, não lhe falta espírito esportivo. Beatty e Dunaway voltarão a presentar justamente o prêmio principal. Mas esta informação não é da Academia, e sim de fontes ouvidas pelo site TMZ, que teriam assistido aos ensaios da cerimônia. Entre as frases ensaiadas estariam: “Apresentar é melhor na segunda vez” e “O vencedor é… ‘E o Vento Levou'”. Vale lembrar que os roteiristas ainda estão trabalhando nos textos do Oscar 2018, que acontece no domingo (4/3), com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Produtor do primeiro filme sírio indicado ao Oscar consegue visto de última hora para a premiação
O produtor Kareem Abeed, do primeiro filme sírio indicado ao Oscar, conseguiu obter o visto para viajar para a cerimônia de premiação, que já acontece no domingo (4/3) em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele e o diretor Feras Fayyd vão representar a equipe do documentário “Últimos Homens em Aleppo”, que tinha sido toda barrada. “Meu produtor Kareem Abeed finalmente conseguiu o visto, dedos cruzados para que ele consiga entrar nos EUA agora”, escreveu o diretor do filme, Feras Fayyd, nas redes sociais. Ele agradeceu a todos que ajudaram neste processo e a solidariedade e o esforço de seus amigos americanos que “enfrentaram a proibição de Trump para nos ajudar a representar o nosso filme”. Ambos enfrentavam o decreto de Trump que baniu a entrada nos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana. Fayyd já está em Los Angeles e Abeed, que é sírio mas mora na Turquia, conseguiu a aprovação para viajar em cima da hora para chegar a tempo. Fayyad lamentou a ausência de Mahmoud Al-Hattar, fundador da organização civil “Capacetes Brancos”, retratada no filme e convidado pela Academia, que foi proibido de viajar. “Ele não está liberado para compartilhar a história da atual tragédia na Síria. Muito triste, porém vamos fazer o máximo para espalhar sua mensagem”, afirmou o diretor. Além dos problemas da equipe para comparecer à produção, a produção vem enfrentando uma campanha de difamação. O diretor Feras Fayyad acusou o governo russo de organizar um ataque nas redes sociais, com distribuição de fake news, para impedir a vitória do filme no Oscar, acusando-o de fazer propaganda do terrorismo. “É como se a Rússia quisesse hackear o Oscar assim como hackearam a eleição americana”, disse o diretor, em entrevista ao jornal The Guardian. Grande parte dos artigos negativos linkados nas redes sociais vem da agência de notícias Sputnik News, mantida pelo governo russo, que fornece apoio militar ao regime da Síria. Neles, o documentário de Fayyad é descrito como uma “peça de propaganda financiada por governos do ocidente” e um “filme de apologia a Al-Qaeda”. Em “Últimos Homens em Aleppo”, o diretor acompanha o trabalho dos “Capacetes Brancos”, que resgatam vítimas de bombardeios e oferecem cuidados médicos e assistência à população de Aleppo, uma das cidades mais atingidas pela guerra civil na Síria. Good news:My producer kareem abeed get his visa finally, finger cross that he mange to get in to U.S now. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Thanks for everyone involved to helping this process and thanks for all the solidarity and the effort from the American friends for facing trump ban to help us to be with our film. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Mahmoud white helmet's co-founder & the main subject for last men in aleppo will not able to attend, we couldn't get him passport from the Syrian regime.He is not able to share his story on the ongoing Syrian's tragedy.Very sad, but we will try our best to spread your message. — Feras Fayyad (@ferasfayy) March 1, 2018
Remake de Highlander vai sair do papel com criador de Colony e diretor de John Wick
Demorou “só” uma década, mas finalmente alguém entregou um roteiro do remake de “Highlander: O Guerreiro Imortal” (1986) capaz de agradar o estúdio. Escrito por Ryan Condal (criador da série “Colony”), o texto parece ter empolgado a Lionsgate, que, segundo o site Deadline, decidiu priorizar a produção para um lançamento já em 2019. A direção está a cargo de Chad Stahelski (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”), após várias reviravoltas, promessas, conflitos de agenda e rejeições. Há dez anos, o filme seria dirigido por Justin Lin (da franquia “Velozes e Furiosos”) com roteiro de Art Marcum e Matt Holloway (dupla de “Transformers: O Último Cavaleiro”). Mas até Melissa Rosenberg (de “Crepúsculo” e da série “Jessica Jones”) tentou acertar a história, assim como o diretor Juan Carlos Fresnadillo (“O Extermínio 2”), sem convencerem o estúdio a marcar a produção. Mesmo assim, na época, Ryan Reynolds (“Deadpool”) era o favorito para o papel principal. A história do filme original apresentava Connor MacLeod (Christopher Lambert), um guerreiro imortal, cruzando espadas com outros de sua espécie, até sobrar apenas um. Só que a conta deu errado, porque sobraram imortais suficientes para diversas sequências e até um série de TV nos anos 1980. “Highlander” também é lembrado pela trilha sonora criada pela banda Queen. Para refrescar a memória, veja abaixo o clipe com a música-tema da produção.
Estúdio de Harvey Weinstein é comprado por ex-funcionária do governo Obama
O estúdio The Weinstein Company foi vendido. A negociação aconteceu com o único interessado, um fundo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo de Barack Obama. A ex-secretária de Pequenos Negócios da administração Obama fechou a aquisição, apoiada pelo investidor Ronald Burkle, na noite de quinta (1/3), numa reunião que incluiu diretores da TWC e o procurador geral do estado de Nova York, durou horas e varou a madrugada. “Temos o prazer de anunciar que firmamos um acordo para vender os ativos da Weinstein Company a um grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet e Ron Burkle”, afirmou o conselho diretor do estúdio, em nota divulgada para a imprensa. “O acordo fornece um caminho claro para a compensação das vítimas e protege os empregos de nossos funcionários. Agradecemos muito os esforços do procurador geral Schneiderman e de sua equipe, Maria Contreras-Sweet, Ron Burkle e sua equipe por trazer esse acordo. Consideramos que este é um resultado positivo em meio a circunstâncias incrivelmente difíceis”. A compra vai impedir a falência do estúdio. A ameaça era real. Entretanto, o anúncio de que seus diretores buscariam a falência da companhia foi usado para pressionar a Procuradoria Geral. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. O resultado foi um tiro no pé, pois a falência deixaria as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. Alguns compromissos foram assumidos para a negociação ser finalizada. Para começar, a TWC demitiu David Glasser do cargo de diretor geral. Schneiderman era contra sua manutenção na direção da companhia, pois dizia que os funcionários da nova companhia “estariam se reportando a alguns dos mesmos gerentes que falharam em investigar as falhas de conduta (de Harvey Weinstein) ou proteger adequadamente as funcionárias”. O estúdio ganhará um novo nome e terá Contreras-Sweet como diretora geral. Mas manterá cerca de 150 funcionários da TWC empregados, além de dedicar um fundo exclusivo para saldar dívidas e pagar indenizações para as vítimas de Weinstein. Em nota, Schneiderman confirmou ter recebido um compromisso de que um fundo de compensação para as vítimas seria criado, além de novas políticas para impedir outros casos de assédio. O fundo deve ficar em torno de US$ 90 milhões. Não ficou claro se o valor será somado ou extraído do montante da aquisição, concretizada por US$ 500 milhões. O fundo servirá para pagamento de uma denúncia coletiva aberta em dezembro por várias atrizes alegando que a empresa permitiu o comportamento predatório de Harvey Weinstein, um processo da ex-assistente pessoal do produtor, Sandeep Rehal, alegando que era forçada a facilitar os ataques do ex-chefe, tendo ela mesma sido vítima de assédio, e ações dos produtores Scott Lambert e Alexandra Milchan, que querem uma compensação pelo escândalo sexual ter cancelado uma série planejada para Amazon. Até mesmo a Lindt, fabricante suíça de chocolate, foi à justiça em busca de compensação pelo cancelamento de uma festa pós-Globo de Ouro, para a qual ela já tinha pago uma cota de patrocínio. E o recém-demitido David Glasser já ameaçou aumentar a pilha de processo, alegando rescisão injusta, retaliação, violação de contrato e difamação, de acordo com o site The Hollywood Reporter. O fim da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.
Homem que prestou queixa contra atriz de Melrose Place conta detalhes do suposto abuso
O site TMZ revelou os detalhes da acusação de abuso de menor contra a atriz Jamie Luner, que ficou conhecida pelo papel de Lexi Sterling na série “Melrose Place”. Quem acusa é Anthony Oliver, que tinha 16 anos quando o suposto abuso aconteceu em 1998. Ele conta que conheceu Luner por meio de seu irmão mais velho e, apesar de não ser ator, foi convidado para uma festa da atriz, onde alega que ela lhe serviu álcool e drogas antes de levá-lo a um quarto com uma terceira pessoa. Essa pessoa teria gravado um vídeo de Luner fazendo sexo oral nele. Atualmente com 38 anos, Anthony Oliver diz que demorou duas décadas para denunciar o caso porque sua mãe trabalhava na política. Agora, por aconselhamento de seu terapeuta, ele decidiu vir à público, por meio de uma denúncia criminal. Ele registrou uma queixa na polícia de Los Angeles. A assessoria de Luner nega veementemente as acusações.












