Novos trailers de Jogador Nº 1 parecem comerciais de óculos de Realidade Virtual
A quantidade de óculos de VR (realidade virtual) vistos nos novos trailers de “Jogador Nº 1” (Ready Player One) é tão exagerada que surge um comercial. Não será surpresa se o filme for patrocinado por uma fabricante do equipamento. Confira abaixo. O filme que traz o diretor Steven Spielberg de volta à ficção científica é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline e se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual. Graças a tecnologia dos óculos VR, as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar nesse mundo digital. Mas Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que isso. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas no “jogo”, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do final do século 20. Por conta disso, o filme é repleto de easter eggs, com citações de filmes, quadrinhos, músicas e videogames. O elenco ainda inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e T.J. Miller (“Deadpool”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Zachary Levy é flagrado com o uniforme de Shazam no set do novo filme de super-herói
Surgiram as primeiras imagens de Zachary Levy (série “Chuck”) vestindo o uniforme do herói Shazam. As fotos foram feitas à distância e não mostram muitos detalhes, mas apontam que o traje tem design bastante fiel aos quadrinhos. Além disso, pela decoração do set, revelam que a trama vai se passar no período do Natal. As filmagens começaram há um mês na Filadélfia, Estados Unidos. Segundo a descrição oficial do filme, “Billy Batson é um garoto de 14 anos que tem um super-herói dentro dele”. Basta gritar a palavra “Shazam” para se transformar no personagem. E o que ele faz com os super-poderes? O que todo garoto faria: se divertir. Mas ele precisará dominar esses poderes para poder lutar contra as forças mortais controladas por Dr. Thaddeus Silvana (ou Sivana, no texto original em inglês). O estúdio confirmou o ator Mark Strong (“Kingsman: O Círculo Dourado”) como o supervilão Dr. Silvana. Além dele e Zachary Levi como a versão adulta de Shazam, o elenco inclui Asher Angel (série “Andi Mack”) como Billy Batson, Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) como Freddie Freeman, o Shazam Jr., Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) como Mary, antigamente conhecida como Mary Marvel, Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”) como Pedro Choi, Jovan Armand (série “The Middle”) como Pedro Peña e Faithe Herman (série “This Is Us”) como Darla Dudley. Os três últimos são novidades do reboot mais recente dos quadrinhos do personagem e formam a atual família de irmãos adotivos de Billy – ao lado de Freddie e Mary, que antigamente costumava ser a única irmã (e gêmea) do herói. Cooper Andrews, conhecido por interpretar Jerry na série “The Walking Dead”, será o pai adotivo desse monte de crianças. “Shazam!” tem direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) e é o segundo filme na fila de estreias dos heróis da DC – após “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018, e antes de “Mulher-Maravilha 2”, que chega em novembro do ano seguinte. A expectativa de lançamento é para 5 de abril de 2019.
Travelers: Uma das melhores séries sci-fi da atualidade é renovada para a 3ª temporada
O canal pago canadense Showcase anunciou a renovação de “Travelers” para sua 3ª temporada. Apesar de pouco badalada, trata-se de uma das melhores séries de ficção científica atuais, disponibilizada no Brasil pela Netflix. Assim como no ano passado, os novos episódios serão gravados a partir do final de março. Isto significa jornada dupla de trabalho para o ator Eric McCormack, que também está no revival da série clássica “Will & Grace” – ele é o Will do título. Mas os fãs agradecem o esforço. O segundo ano de “Travelers” tinha terminado em um grande cliffhanger, mantendo os espectadores ansiosos pela renovação da série. Foram três meses de tortura, desde o final da temporada em dezembro. Criada por Brad Wright, que desenvolveu o universo “Stargate” na televisão (as séries “Stargate SG-1”, “Stargate Atlantis” e “Stargate Universe”), a atração gira em torno dos últimos sobreviventes da humanidade, que descobrem como enviar suas consciências através do tempo para “possuírem” as mentes de pessoas no século 21. Estes “viajantes” assumem a vida de pessoas aparentemente aleatórias, destinados a morrer de causas fortuitas, enquanto secretamente trabalham em conjunto para salvar a humanidade de um futuro terrível. Armados apenas com seu conhecimento da História e dos perfis de mídia social de seus alvos, os viajantes precisam fingir que são maridos, mães e filhos para as famílias dos corpos que possuíram, descobrindo que os relacionamentos no século 21 são tão desafiadores quantos suas arriscadas missões. Além de Eric McCormack, o elenco inclui Mackenzie Porter (série “Hell on Wheels”), Patrick Gilmore (“O Segredo da Cabana”), Jared Paul Abrahamson (série “Awkward”), Nesta Marlee Cooper (série “Heroes Reborn”) e Reilly Dolman (“Percy Jackson e o Ladrão de Raios”).
Versão com atores de Mulan sofre adiamento de quase dois anos
A versão com atores de “Mulan” teve sua estreia adiada em quase dois anos. Originalmente prevista para chegar nos cinemas em novembro, a produção foi atrasada para 27 de março de 2020. O anúncio do estúdio não foi acompanhado por explicações sobre a decisão. O filme será estrelado pela chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, selecionada após uma busca mundial que durou um ano. Para chegar na escolhida, a Disney despachou diretores de elenco para cinco continentes e considerou cerca de mil candidatas para o papel, que exige habilidades de artes marciais, capacidade de falar em inglês e carisma de estrela. E deu preferência à atrizes de descendência chinesa, em busca de precisão cultural. Ao final, elegeu aquela que o público chinês já chamava de “irmã fada”, por seu olhar e imagem que transmitem inocência. Longe de ser uma “descoberta”, Liu é uma das atrizes mais populares de sua geração na China, inclusive com passagens anteriores por Hollywood. Ela atuou em inglês na fantasia de artes marciais “O Reino Proibido” (2008), ao lado de Jackie Chan e Jet Li, e na aventura medieval “O Imperador” (2014), com Nicolas Cage. Recentemente, ela contracenou com Emile Hirsch em “The Chinese Widow”, filme do dinamarquês Bille August (“Trem Noturno para Lisboa”) que abriu o Festival Internacional de Cinema de Xangai em junho. E estava escalada para estrelar a sci-fi de desastre “Imersion”, de Peter Segal (“Tratamento de Choque”), ao lado de Samuel L. Jackson. Sua fama e beleza também a transformaram em embaixatriz chinesa de grifes como Dior, Tissot, Garnier e Pantene. A escolha da atriz reforça que, ao contrário de “A Bela e a Fera”, a versão com atores de “Mulan” não será um musical, mas um filme de ação. Foi a própria diretora, Niki Caro, quem tinha apontado esse rumo. “Pelo que entendo, não temos canções até agora, para horror dos meus filhos”, ela comentou, em entrevista ao site Moviefone. A diretora neo-zelandesa, que chamou atenção em 2002 à frente de uma história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”, será a primeira mulher a dirigir uma versão “live action” do estúdio, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por seu pioneirismo, ao mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios. Niki Caro realizou recentemente a série infantil “Anne”, disponível no Brasil pela Netflix. Sua relação com a Disney vem desde o drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado americano em 2015.
Marvel anuncia lançamentos de mais sete filmes de super-heróis após 2020
A Marvel anunciou a data de sete novos filmes sem revelar quais são eles. Os lançamentos vão acontecer entre 31 de julho de 2020 e 29 de julho de 2022. Ou seja, depois de “Capitã Marvel” e “Vingadores 4”, previstos para 2019. Não está claro se um deles é “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que ainda não teve a data oficial revelada, mas já esteja previsto para 2020. A lista só inclui um filme em 2020. Os demais são divididos em levas de três por ano, em 2021 e 2022. A lista também deve incluir outras sequências, como “Homem-Formiga 3”, “Homem-Aranha 2”, “Pantera Negra 2”, “Doutor Estranho 2” e “Capitã Marvel 2”. Entre as novidades, a mais provável é o filme solo da “Viúva Negra”, que estaria sendo escrito neste momento. A soma destes títulos já atinge o total previsto. O planejamento segue sem levar em conta a compra da Fox, que irá devolver à Marvel os filmes dos X-Men – e do Quarteto Fantástico. Curiosamente, a Fox também está planejando uma grande quantidade de produções de super-heróis para os próximos anos. Além de revelar as datas de seus futuros lançamento, a Marvel antecipou a estreia de “Vingadores: Guerra Infinita” nos Estados Unidos. Previsto originalmente para 4 de maio, o filme agora vai estrear em 27 de abril no mercado doméstico, um dia após o lançamento no Brasil, cuja data não sofreu alteração.
Marvel lança coleção de pôsteres de super-heróis para comemorar uma década de cinema
O Marvel Studios divulgou uma coleção de pôsteres para comemorar os 10 anos de sua história de sucesso. As artes destacam alguns dos heróis da produtora. Um dos cartazes é uma montagem com diversos personagens, enquanto as demais trazem individualmente Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Gamora (Zoe Saldana), Groot (Vin Diesel) e Pantera Negra (Chadwick Boseman). Desde que se estabeleceu como um estúdio, a Marvel já contabiliza 18 longas de super-heróis dos quadrinhos, e passou a ser referenciada pelos concorrentes pela capacidade de compartilhar um rico universo de histórias e personagens. Juntos, os filmes lançados pela companhia ao longo da última década já renderam mais de US$ 14 bilhões em bilheteria. Vale lembrar que a Disney comprou a Marvel (incluindo a editora de quadrinhos) por US$ 4 bilhões em 2009.
Último candidato ao Oscar 2018 enfrenta Maldição nas estreias de cinema
Abusando da metáfora, é possível dizer que existe uma maldição que impede bons filmes de ter melhor distribuição no Brasil, condenando-os a vagar pelo país sem serem vistos até sumir em salas escuras. O fato é que, em pleno fim de semana do Oscar 2018, o lançamento mais amplo no Brasil é um terror com maldição explícita no título. Um horror em mais de um sentido. A lista de estreias medíocres também ajuda a explicar porque Jennifer Lawrence decidiu dar uma pausa na carreira. Não falta nem sequer um desenho desanimado para crianças, que se divertiriam mais com um game no celular. Enquanto isso, um dos melhores filmes sobre a infância já feitos, indicado ao Oscar e que chega tardiamente junto da disputa ao prêmio, é enterrado-vivo no circuito limitado, entre documentários, filme francês-uruguaio e lançamentos nacionais. Leia sobre cada lançamento abaixo e clique nos títulos para ver os trailers de todas as estreias. “A Maldição da Casa Winchester” é o primeiro terror estrelado por Helen Mirren (“A Rainha”) e um dos piores filmes de sua carreira cinquentenária, com apenas 14% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela vive a herdeira do fabricante dos famosos rifles Winchester, populares no Velho Oeste, que acredita ser perseguida pelos fantasmas de todas as vítimas da arma e se tranca em uma mansão enorme e labiríntica para manter os espíritos distantes. O detalhe interessante é que a mansão tortuosa de Winchester existe de verdade, em San Jose, na Califórnia. Sua construção durou continuamente de 1884 a 1922, resultando na casa mais incomum do mundo, em forma de labirinto, com 160 quartos, 2 mil portas, 10 mil janelas, 9 cozinhas, 13 banheiros e 47 escadas, muitas das quais não levam a lugar algum. Entretanto, essa curiosidade chega ao cinema com vários clichês de casa mal-assombrada, fantasmas e possessão, que só assustam crianças que acreditam em gnomos. “Duda e os Gnomos” também se passa numa mansão mal-assombrada, em que gnomos (anões de jardim) enfrentam figurantes rejeitados de “Monstros S.A.” (2001). Sim, Gnomeu e Julieta viram Caça-Fantasmas e enfrentam os primos rejeitados de Mike Wazowski. As animações canadenses parecem apostar na reciclagem para emplacar no mercado internacional. Já tinha sido assim com o filme anterior de Peter Lepeniotis, “O Que Será de Nozes?” (2014), que tinha premissa similar a “Os Sem-Floresta” e designs de personagens já vistos em “Ratatouille” (2007) e diversos outros longas mais bem cotados. Derivativo, este filme nem sequer tem previsão de lançamento nos cinemas dos Estados Unidos. “Operação Red Sparrow” segue o padrão das premissas genéricas, reciclando a origem da heroína Viúva Negra que a Marvel esqueceu de filmar. Treinada desde jovem nas artes marciais e da sedução, a personagem de Jennifer Lawrence (“Mãe!”) faz parte de um programa considerado lenda na comunidade de inteligência. Mas ao receber a missão de conquistar um agente da CIA (papel de Joel Edgerton, de “Ao Cair da Noite”), ela é tentada a trair seu país. O jogo de sedução e cooptação segue um roteiro previsível, que apenas a interpretação de Lawrence torna atraente. A produção volta a reunir a atriz com o diretor Francis Lawrence, após trabalharem juntos em três filmes da franquia “Jogos Vorazes”, e também com o roteirista Eric Warren Singer, que assinou “Trapaça” (2013). Tem 61% de aprovação no site Rotten Tomatoes – mas somente 50% dos críticos de mídia impressa. Último lançamento de indicado ao Oscar 2018 antes da cerimônia, “Projeto Flórida” está na disputa da estatueta de Melhor Ator Coadjuvante com Williem DaFoe (“Meu Amigo Hindu”). Ele interpreta o gerente do hotel Magic Castle, que recebe turistas dos parques temáticos da Disney e precisa lidar com diversas crianças hiperativas durante as férias de verão, envolvidas em suas próprias aventuras, enquanto os adultos enfrentam seus problemas de gente grande. O filme teve première na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, ocasião em que encantou a crítica internacional, atingiu 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes e venceu diversos prêmios. Mas foi menosprezado pela Academia com apenas uma indicação, possivelmente devido ao escândalo sexual que levou ao afastamento de seu produtor. A seleção estrangeira ainda inclui “O Filho Uruguaio”, drama francês sobre mãe que procura o filho pequeno, sequestrado pelo próprio pai. Após quatro anos do divórcio, sem que a polícia francesa o tenha localizado, a mãe resolve procurar o filho por conta própria, planejando um reencontro no Uruguai. A realidade, porém, não acontece como em seus sonhos. O que não é nada de novo. Quatro filmes brasileiros completam a programação. Dois são trabalhos de ficção. A opção mais popular é o terror “Motorrad”, inspirado no gênero slasher, mania dos anos 1970, a ponto de evocar a encenação de “Quadrilha de Sádicos” (1977). A produção se esmera na fotografia de motocross, até os protagonistas encontrarem uma segunda turma de motoqueiros, que não tira os capacetes negros enquanto saca seus facões ensanguentados para cometer assassinatos brutais. A história simplinha e carregada de clichês do gênero foi concebida por Danilo Beyruth, que atualmente desenha o “Motoqueiro Fantasma” nos quadrinhos da Marvel, e roteirizada por LG Bayão, que escreveu coisas tão distintas quanto “Irmã Dulce” (2014) e o besteirol “O Último Virgem” (2016). A direção é de Vicente Amorim (de “Corações Sujos” e também “Irmã Dulce”). Para completar, o elenco inclui alguns ex-integrantes da novela teen “Malhação”. Mas o verdadeiro massacre ficou fora da tela. Veio da crítica norte-americana, que eviscerou o filme após sua exibição no Festival de Toronto. Já os críticos brasileiros devem ter gosto diverso, pelo que se pode notar. “Todas as Razões para Esquecer” evoca outro tipo de filme americano. A trama compartilha angústias do cinema indie e chega a compartilhar o tema de “Homens, Mulheres e Filhos” (2014), sobre a contradição de um mundo extremamente conectado que gera pessoas extremamente solitárias. Diante de um arsenal de possibilidades tecnológicas para encontrar um novo amor, o protagonista vivido por Johnny Massaro não consegue esquecer a antiga namorada. Nem com terapia. Os dois documentários tem histórias mais originais. “Cartas para um Ladrão de Livros” conta a história do maior ladrão de livros raros do Brasil, ao mesmo tempo em que questiona valores culturais. O tema é desenvolvido de forma bastante instigante. Mas o grande destaque nacional da programação desta quinta (1/3) é disparado “Piripkura”. Vencedor do Festival do Rio e premiado no Festival de Roterdã, na Holanda, o filme de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge mergulha na floresta amazônica em busca dos últimos sobreviventes do povo indígena Piripkura, após anos de enfrentamento contra madeireiros. As câmeras dos cineastas fazem sua jornada ao lado de Jair Candor, um funcionário da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), e de dois índios nômades do povo Piripkura, conhecidos como o “povo borboleta”. Praticamente extintos, os Piripkura sobrevivem cercados por fazendas e madeireiros numa área ainda protegida no meio da floresta amazônica. Candor os conhece desde 1989, e realiza expedições periódicas, monitorando vestígios que comprovem a presença deles na floresta, a fim de manter a preservação da área. Mas eles tem a cabeça a prêmio, pois o genocídio virou o negócio mais lucrativo dos empresários rurais brasileiros. A produção é importante diante da atual política indígena do Brasil. “O agronegócio está mais forte do que nunca. O governo impôs cortes significativos à administração da FUNAI. Uma das consequências dessa atitude foi o aumento de invasores nas terras indígenas”, explicou Mariana Oliva em entrevista à revista americana Variety.
Assassinato de Sharon Tate inspira mais dois filmes além do projeto de Tarantino
Quentin Tarantino não é o único cineasta desenvolvendo um filme em torno do assassinato da atriz Sharon Tate (é ela na foto acima). O fato de o crime completar 50 anos em 2019 anima mais dois projetos. A produção de maior potencial está a cargo de Mary Herron, a diretora de “Psicopata Americano” (2000). Intitulado “Charlie Says”, o filme examinará os assassinatos infames cometidos pela “família” de Manson, a seita de hippies sanguinários que barbarizou os EUA no final dos anos 1960. A trama será centrada nas três mulheres que foram condenadas à prisão perpétua por levar adiante o assassinato de Tate e outras pessoas. O roteiro, já finalizado, é de Guinevere Turner, com quem Harron trabalhou em “Psicopata Americano”. O ator Matt Smith (ex-“Doctor Who” e “The Crown”) viverá o psicopata americano real e o elenco inclui Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Hannah Murray (série “Game of Thrones”), Odessa Young (“A Filha”), Marianne Rendon (série “Imposters”), Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Kaylie Carter (série “Godless”) e Merritt Wever (também de “Godless”). Outro projeto em desenvolvimento é “The Haunting of Sharon Tate”, em que Hilary Duff (série “Younger”) interpreta a atriz assassinada. O filme tem roteiro e direção de Daniel Farrands, roteirista de “Halloween 6: A Última Vingança” (1995), produtor de “Evocando Espíritos” (2009) e diretor de diversos documentários sobre franquias de terror. E foi rodado em duas semanas com baixo orçamento. Trata-se de uma história de terror, mas baseada em fatos reais. A trama pretende examinar os últimos dias de vida de Tate e é inspirada por uma entrevista real da atriz, publicada um ano antes de sua morte. Nela, a atriz revelou ter sonhos sobre fantasmas que assombravam sua casa e previu sua própria morte nas mãos de um culto satânico. O elenco também inclui Jonathan Bennett (série “Awkward”), Lydia Hearst (série “South from Hell”) e o estreante Ben Mellish como Charles Mason. Ao contrário de “Once Upon a Time em Hollywood”, o filme de Tarantino que estreia em 9 de agosto de 2019 nos Estados Unidos, exatamente o dia em que se completará 50 anos do assassinato de Sharon Tate, nenhuma das demais produções têm previsão de lançamentos. Vale lembrar que esta história também foi recentemente encenada na série “Aquarius”, que durou duas temporadas, exibidas entre 2015 e 2016.
Brad Pitt e Leonardo DiCaprio vão estrelar novo filme de Tarantino, que já tem título
O ator Brad Pitt vai se juntar a Leonardo DiCaprio no novo filme de Quentin Tarantino, que teve seu título oficial divulgado junto do anúncio. O longa será chamado “Once Upon a Time em Hollywood” (Era uma Vez em Hollywood, em tradução literal). O comunicado da Sony Pictures descreve a produção como “uma história passada em Los Angeles em 1969, no auge da era hippie de Hollywood. Os dois personagens principais são Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), ex-estrela de uma série de western, e seu dublê de longa data Cliff Booth (Brad Pitt). Ambos estão lutando para manter as carreiras numa Hollywood que não reconhecem mais. Mas Rick tem uma vizinha muito famosa ao lado de sua casa… Sharon Tate.” Para quem não lembra, Sharon Tate era uma atriz belíssima, que vivia o auge da carreira e esperava o primeiro filho de seu casamento com o diretor Roman Polanski quando foi assassinada pelos seguidores de Charles Manson em 1969. Pitt e DiCaprio já tinham trabalhado antes com o diretor, respectivamente em “Bastardos Inglórios” (2009) e “Django Livre” (2012). Mas nunca estiveram no mesmo longa em suas carreiras. A única vez que contracenaram foi num curta, “The Audition” (2015), interpretando a si mesmos para Martin Scorsese. “Eu tenho trabalhado neste roteiro por cinco anos, além de morar em Los Angeles a maior parte da minha vida, inclusive em 1969, quando eu tinha sete anos de idade. Estou muito animado para contar esta história de uma LA e uma Hollywood que não existem mais. E não poderia estar mais feliz com a dupla dinâmica de DiCaprio & Pitt como Rick & Cliff”. O diretor agora busca definir a intérprete de Tate. Ele estaria de olho em Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) para viver a atriz. Polanski também é um dos personagens do filme, e havia boatos de um papel para Tom Cruise, que pode ser justamente este. “Once Upon a Time em Hollywood” tem previsão de estreia para 9 de agosto de 2019 nos Estados Unidos, dia em que se completará 50 anos do assassinato de Sharon Tate.
Kristen Wiig será a vilã Mulher-Leopardo em Mulher-Maravilha 2
A atriz Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) está em negociações com a Warner para integrar o elenco da continuação de “Mulher-Maravilha” (2017). Segundo o site Deadline, o papel é da supervilã Mulher-Leopardo (Cheetah). Mulher-Leopardo vinha sendo apontada como favorita para enfrentar a heroína na sequência. Uma das mais antigas inimigas da Mulher-Maravilha, ela já passou por vários reboots. A primeira aparição data de 1943. Priscilla Rich era uma socialite, que sofreu um surto psicótico e desenvolveu uma segunda personalidade, só que ela não tinha qualquer tipo de superpoder, apenas uma roupa de leopardo – influência das pin-ups que William Moulton Marston adorava – , e nunca foi páreo para a heroína. A personagem ganhou um reboot em 1987, após “Crise nas Terras Infinitas”, quando a arqueóloga britânica Barbara Ann Minerva se transformou na nova Mulher-Leopardo, desta vez com superpoderes e uma crueldade animal. Tornou-se tão popular que chegou a integrar a Sociedade Secreta dos Supervilões, o supergrupo comandado por Lex Luthor. Será a primeira vez que Kristen Wiig trabalhará num filme de super-herói. A continuação de “Mulher-Maravilha” voltará a ser dirigida por Patty Jenkins e estrelada por Gal Gadot, e tem estreia prevista para 13 de dezembro de 2019 nos Estados Unidos.
The Rider: Trailer enfatiza qualidades de drama indie premiadíssimo e “sabotado” no Oscar 2018
“The Rider”, o menos badalado dos filmes indicados ao Spirit Awards 2018 (o chamado “Oscar indie”), ganhou pôster e seu primeiro trailer. E a prévia ajuda a explicar porque o filme tem sido tão elogiado pela crítica e premiado em festivais internacionais, com cenas que carregam emoção. Ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre os motivos que o deixaram de fora do Oscar 2018. Segundo filme de Chloe Zhao, cineasta nascida na China, mas radicada em Nova York, o filme conta a história real de um jovem cowboy que, após sofrer um acidente de rodeio, é impedido de voltar a cavalgar e luta para encontrar sentido e propósito em sua vida. Assim como Clint Eastwood fez (posteriormente) em “15h17 – Trem para Paris”, o personagem é vivido por Brady Jandreau, que enfrentou esse dilema em sua vida. O filme é amplamente baseado nas experiências do jovem. O longa estreou no Festival de Cannes de 2017, onde venceu o Prêmio CICAE, dedicado ao melhor “filme de arte”. Desde então, vem acumulando prêmios no circuito dos festivais, vencendo troféus em Valladolid, Reykjavik, Hamburgo, Deauville, etc. A produção concorre a quatro Independent Spirit Awards, incluindo Melhor Filme e Direção. Mas nem seus 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes parecem ter sensibilizado a distribuidora Sony Pictures Classics a investir numa campanha para o Oscar. O filme não disputa o prêmio porque não seguiu as regras de inscrição, com lançamento limitado até 31 de dezembro nos Estados Unidos. Em vez disso, será lançado em 13 de abril, 11 meses após ser visto em Cannes, o que parece sabotagem, já que a data, distante do período de premiações, também prejudica suas chances de ser lembrado para o Oscar 2019. Como isso se explica? Será que a Sony Pictures Classics só tinha verba para fazer campanha de um único filme no Oscar e optou por “Me Chame pelo seu Nome”? Para completar, “The Rider” não tem previsão de lançamento no Brasil.
Animação japonesa Batman Ninja ganha novo trailer
A Warner divulgou e um novo trailer de “Batman Ninja”, um anime de Batman passado no japão feudal. A produção transforma o Cavaleiro das Trevas num guerreiro samurai em luta de espadas contra o Coringa, graças a uma viagem no tempo que ainda inclui Asa Noturna, Robin, Robin Vermelho, Arlequina, Alfred e Mulher-Gato. O visual é completamente diferente de todos os outros longas animadas da DC, graças ao design dos personagens, concebido pelo desenhista de mangás Takashi Okazaki, o criador do “Afro Samurai”. O roteiro é de Kazuki Nakashima (do anime “Ashura – A Rainha dos Demônios” e da série “Kill La Kill”), e a direção é de um expert em videogames, Junpei Mizusaki (“Rockman X7” e “Rockman X8”), “Batman Ninja” será lançado em VOD em 24 de abril, e em Blu-ray em 8 de maio nos Estados Unidos. Confira a capa abaixo.
Chris Hemsworth negocia estrelar novo filme dos Homens de Preto
O ator Chris Hemsworth está negociando estrelar o próximo filme da franquia “MIB – Homens de Preto”. O intérprete de Thor nos filmes da Marvel pode viver um dos novos homens de preto do projeto da Sony. Às vezes descrito como um spin-off, outras como reboot, o filme não contará com a participação dos atores Will Smith e Tommy Lee Jones, que estrelaram os três longas originais da franquia, focando novos agentes da organização secreta dedicada a policiar e acobertar a presença de alienígenas na Terra. A ideia é relançar os “Homens de Preto” sem reinventar a franquia, do mesmo modo como “Jurassic World” fez com “Jurassic Park”. O roteiro aprovado foi escrito por Matt Holloway e Art Marcum, que assinaram juntos “Homem de Ferro” (2008) e “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017). A direção estará a cargo de F. Gary Gray, que comandou o sucesso “Velozes e Furiosos 8”. E, mesmo sem título, o filme já tem data de estreia, marcada pela Sony para o dia 17 de maio de 2019 nos Estados Unidos.












