Infiltrado na Klan: Novo filme de Spike Lee ganha trailer legendado
A Universal revelou o título nacional e o primeiro trailer de “Infiltrado na Klan”, que é como vai se chamar “BlacKkKlansman”, o novo filme de Spike Lee no Brasil. A prévia mostra o tom bem-humorado, mas também bastante provocante com que o diretor aborda sua trama polêmica, que conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2018. “Infiltrado na Klan” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma história inacreditável, ainda que verídica. Passada nos anos 1970, a trama gira em torno de Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs. Mesmo depois de ser aceito como detetive, ele continuou sendo assediado pelos colegas racistas da corporação. E decidiu combater o preconceito indo direto na fonte. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele teve que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisava ser o “policial certo”, como define a prévia: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) com motivos para odiar neonazistas. A dupla consegue penetrar na perigosa organização e uma das sacadas do trailer é demonstrar como o discurso de extrema direita é persuasivo. Uma das cenas mostra os seguidores da KKK repetindo slogans do líder da organização, David Duke (vivido por Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”), como “America first” (que significa colocar os interesses dos Estados Unidos acima dos demais países), que refletem a visão política atual do presidente Donald Trump. O público de Cannes aplaudiu demoradamente a forma como o filme se encerra com imagens documentais dos confrontos recentes entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, acompanhadas pelo discurso de Donald Trump sobre a existência de “algumas boas pessoas” entre os racistas. Spike Lee pretende lançar o filme em agosto nos Estados Unidos, na data que marca um ano do confronto de Charlottesville. No Brasil, porém, a estreia foi agendada apenas para 22 de novembro.
Batman deve ter ator mais jovem em seu próximo filme
A sacudida geral na DC Entertainment, que perdeu sua presidente e seu diretor criativo nos últimos dias, não deve se limitar apenas aos bastidores. Publicações com acesso a fontes confiáveis, como o site Deadline e as revistas Variety e The Hollywood Reporter, apontam que o próximo filme de Batman será um novo reboot, que introduzirá um novo intérprete para o personagem. Desta vez, porém, não será um ator veterano como Ben Affleck, o atual Batman do cinema. A ideia é que o herói seja jovem no próximo filme, que será escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”). Com isso, também teriam sido descartados os planos para a continuação de “Liga da Justiça”. Mas o longa solo do Flash deve acontecer, ainda que também sofra uma mudança. O ator Ezra Miller permanece confirmado, mas a produção não será sombria como tem sido a norma dos filmes de heróis da DC. A Warner quer algo mais leve, por isso contratou os diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein, que escreveram “Homem-Aranha: De Volta para Casa” e dirigiram “A Noite do Jogo”. Apesar de a história focar na trama dos quadrinhos de “Flashpoint”, o THR descreveu o projeto como mais próximo do tom de “De Volta para o Futuro”. Por enquanto, a Warner não confirmou essas notícias. Mas como tanto o filme do Flash quanto o novo Batman têm estreias previstas para 2020, anúncios oficiais devem surgir em breve. O único lançamento do estúdio neste ano é “Aquaman”, que chega em dezembro, enquanto “Shazam!” e “Mulher-Maravilha 1984” estão em produção para 2019.
A Freira: Terror derivado de Invocação do Mal 2 ganha primeiro trailer legendado
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “A Freira” (The Nun), o filme da freira demoníaca de “Invocação do Mal 2”. A prévia revela que se trata de um novo prólogo, passado antes mesmo dos eventos “Annabelle: A Criação do Mal”, que pertence ao mesmo universo sobrenatural. O vídeo enfatiza o papel de Taissa Farmiga (série “American Horror Story”) como uma jovem noviça, que tem visões da freira sombria. Estas visões alertam a Igreja, que a convoca para visitar uma abadia “com longa história” na Romênia na companhia de um padre, vivido por Demián Bichir (“Os Oito Odiados”). A freira que assombra seus sonhos teria a ver com eventos que aconteceram naquele lugar. Juntos, eles precisam desvendar um segredo profano, arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas para confrontar a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”. O elenco também inclui Jonas Bloquet (“Faces de uma Mulher”), Charlotte Hope (série “Game of Thrones”), Ingrid Bisu (“Toni Erdmann”) e Jonny Coyne (série “Mom”). O diretor James Wan (de “Invocação do Mal” e sua continuação) e o roteirista Gary Dauberman (de “Annabelle” e sua sequência) assinam a história, de clima bastante pesado, e a direção está a cargo de Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”). A estreia está prevista para 6 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Fotos e vídeo flagram Gal Gadot e Chris Pine no set de Mulher-Maravilha 1984
Com o começo das filmagens de “Mulher-Maravilha 1984”, também surgiram as primeiras imagens e vídeo de fãs e paparazzi, demonstrando porque a Warner se apressou em divulgar uma foto oficial do retorno de Chris Pine. O ator e a atriz Gal Gadot foram flagrados juntos nas locações externas da produção, num figurino dos anos 1980 que chega até a incluir pochete. A continuação do blockbuster de 2017 está sendo filmada em Alexandria, no estado americano de Virgina, novamente sob direção de Patty Jenkins. A estreia está marcada para novembro de 2019. I WANT 2 CRY IT'S GAL GADOT & CHRIS PINE pic.twitter.com/vHNlKTbbze — Aria (@AriaBananaa) June 13, 2018
Primeiras fotos oficiais de Mulher-Maravilha 1984 revelam volta de Chris Pine na continuação
A Warner confirmou o título, anunciou o começo das filmagens e divulgou as primeiras fotos de “Mulher-Maravilha 1984”. E uma delas já apresenta um spoiler, ao revelar o retorno de Chris Pine. O ator não interpreta outro personagem. Em seu Twitter, a diretora Patty Jenkins legendou sua imagem com uma mensagem de boas vindas a Steve Trevor, o piloto vivido por Pine no primeiro filme. Na foto divulgada, ele continua com uma jaqueta de piloto, mas tem tênis e relógio dos anos 1980. A forma como reaparece, após morrer durante a 1ª Guerra Mundial, permanece um mistério. Entretanto, seu olhar perplexo, enquanto caminha num shopping center, parece indicar que ele se sente fora de sintonia com aquela época. Nos quadrinhos, Steve Trevor também já morreu diversas vezes e sempre voltou à vida. Os retornos foram creditados à intervenção da deusa Afrodite, ao velho truque do multiverso (uma versão de outra dimensão) e aos intermináveis reboots que sacodem a editora DC Comics desde “Crise nas Infinitas Terras”. As imagens, que também incluem Gal Gadot de volta ao papel-título, foram divulgadas para antecipar a revelação não oficial de sua participação, após paparazzi flagrarem as primeiras gravações externas com o casal. Veja no próximo post. A continuação também terá a vilã Mulher-Leopardo, interpretada por Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”). A estreia está marcada para novembro de 2019.
Filme da Turma da Mônica com atores reais ganha primeiras fotos
Começaram as filmagens de “Turma da Mônica: Laços”, o primeiro longa-metragem live-action (com atores reais) dos personagens criados por Mauricio de Sousa. E a produção aproveitou para divulgar as primeiras fotos do elenco, registrados à caráter na locação do longa, que está sendo filmado no interior paulista com direção de Daniel Rezende (de “Bingo, o Rei das Manhãs”). O filme tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho de Mauricio de Sousa produzida pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi, com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. Os autores da graphic novel assinam o roteiro da adaptação, que acompanha Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na pré-adolescência, durante uma jornada de perigos e aventura em busca do cão Floquinho, que fugiu. O elenco infantil foi escolhido após uma longa seleção, que chegou a ter mais de 7,5 mil inscritos. Giulia Benite será Mônica, Laura Rauseo viverá Magali, Kevin Vecchiato interpretará Cebolinha e Gabriel Moreira será o Cascão. Todos são estreantes. Já o elenco adulto foi confirmado com Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”), Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) e Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”). As filmagens tem previsão de acontecer até o final de julho, mas a estreia ainda não foi marcada.
Versão com atores de Dumbo ganha primeiro trailer legendado
A Disney divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Dumbo”, versão com atores do clássico animado de 1941 com direção de Tim Burton (“Alice no País das Maravilhas”). A prévia apresenta uma versão idealizada da vida no circo, com muitas cores e glamour, além de localizar a trama no período do desenho original. O vídeo também revela o visual do personagem-titulo, com suas enormes orelhas de abano, que lembram os traços do desenho clássico. As orelhas lhe rendem ridicularização e o apelido de Dumbo (uma ofensa derivada da palavra “dumb”, estúpido), mas também lhe permitem voar. Entretanto, a história não se desenvolve da mesma forma, pois dispensa os bichos falantes. Fica claro pelo trailer que a relação de Dumbo com o rato Timóteo foi substituída pela interação do elefantinho com duas crianças – os estreantes Nico Parker e Finley Hobbins. Na verdade, o roteiro escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”) parece ter muito pouco a ver com o desenho famoso, pois é repleto de personagens humanos, interpretados por Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”), Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) e Danny DeVito (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”), entre outros. Segundo a sinopse, o dono de um circo em dificuldades financeiras, Max Medici (Danny DeVito), convoca a ex-estrela Holt Farrier (Colin Farrell) e seus filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins) para cuidar de um elefante recém-nascido cujas orelhas enormes o transformam em piada. Mas quando eles descobrem que Dumbo pode voar, o circo renasce, atraindo o persuasivo empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton), que recruta o elefantinho para seu mais novo empreendimento, o Dreamland. Dumbo passa a fazer sucesso ao lado da acrobata Colette Marchant (Eva Green), mas logo Holt descobre que Dreamland é cheio de segredos sombrios. “Dumbo” tem estreia prevista para 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
A Barraca do Beijo é um dos maiores sucessos atuais da Netflix, segundo a Netflix
“‘A Barraca do Beijo’ (The Kissing Booth) é um dos filmes mais assistidos atualmente na Netflix americana e possivelmente no mundo”. A frase foi dita pelo diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, ao site Vulture. A comédia romântica adolescente é baseada no best-seller juvenil homônimo de Beth Reekles, e foi escrito e dirigido por Vince Marcello, que antes fez três telefilmes da franquia de bonecas “American Girl”. Sarandos não ofereceu nenhum dado para comprovar o sucesso da produção, mantendo o segredo que cerca a audiência da plataforma, mas ele citou o site de banco de dados IMDb como um “bom indicador” do que o público vai querer assistir. “[O IMDb é] um bom indicador do que funciona na Netflix, porque são pessoas bastante experientes em rede e com foco em entretenimento que dão feedback”, disse ele. “É melhor que o Rotten Tomatoes”, acrescentou. Ele então apontou que “A Barraca do Beijo” era o quarto filme no ranking de popularidade do IMDb – na quarta-feira (13/5), porém, caiu para o número nove. Mais de 15 mil pessoas avaliaram a produção. Entretanto, a nota média é 6,4. Vale considerar que a pontuação da crítica no Rotten Tomatoes dá apenas de 17% de aprovação para o filme. A trama gira em torno de uma garota que desde bebê tem um grande melhor amigo. A amizade durou tanto porque eles tem um regra: ela não pode namorar o irmão mais velho dele. Só que o cara é irresistível e começa a perceber que a amiga chatinha de seu irmão caçula cresceu. Química e atração Física acabam complicando a Matemática desta relação de high school. Logicamente, os planos de esconder o relacionamento não dão certo, rendendo comédia e drama ao mesmo tempo. O elenco inclui Joey King (“O Ataque”, “7 Desejos”) como a protagonista, Joel Courtney (“Pacto Maligno”) como o melhor amigo e Jacob Elordi (“Swinging Safari”) como o galã adolescente mais velho. Mas o destaque não é para nenhum adolescente atual e sim para uma antiga adolescente, Molly Ringwald como a mãe de Joey King. A eterna “Garota de Rosa-Shocking” (1986) virou a mãe favorita de todo diretor de casting que faz produção do gênero – e atualmente vive a mãe de Archie na série “Riverdale”.
Homem-Formiga e a Vespa ganha três comerciais legendados e novos pôsteres
A Disney-Marvel divulgou três pôsteres e três comercial legendados de “Homem-Formiga e a Vespa”, seu próximo filme de super-heróis. As prévias destacam o tom bem-humorado do filme, centrando-se na pareceria relutante entre os dois heróis, interpretados por Paul Rudd e Evangeline Lilly, que se juntam para enfrentar uma nova supervilã chamada Fantasma (Hannah John-Kamen, da série “Killjoys”). A personagem aparecendo dando uma surra no Homem-Formiga e demonstrando alguns dos seus poderes. Fora esse confronto, não há maiores detalhes da trama, que também irá introduzir Michelle Pfeiffer (“A Família”) como Janet Van Dyne, a Vespa original, e o Dr. Bill Foster (Laurence Fishburne, de “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”), também conhecido como o herói Golias Negro nos quadrinhos – e que Evangeline Lilly sugeriu ser o verdadeiro vilão da trama. Novamente dirigido por Peyton Reed (de “Homem-Formiga”), o filme estreia em 5 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
As Boas Maneiras vence o medo do cinema brasileiro de fazer terror de qualidade
A pouca popularidade da literatura fantástica feita no Brasil, pelo menos dentre os best-sellers nacionais, na comparação com seu sucesso nos Estados Unidos e na Inglaterra, acabou por ricochetear em nosso cinema, que tem bem mais títulos do gênero que muitos imaginam, ainda que apelem mais para o trash e para a comédia. O fato é que a falta desta tradição criou uma resistência ao terror brasileiro entre o público médio, que desconfia das investidas nacionais no gênero. Mas o salto que a dupla Juliana Rojas e Marco Dutra dá, do suspense psicológico de “Trabalhar Cansa” (2011) para a fábula de terror “As Boas Maneiras” é bem grande – ainda que, pelo meio do caminho, Marco Dutra tenha apresentado um belíssimo filme de possessão e casa assombrada, “Quando Eu Era Vivo” (2014). “As Boas Maneiras” é um filme de lobisomem, que entretanto acumula elementos que podem parecer corpos estranhos dentro do que se espera desse contexto. Há até mesmo cenas em que alguns personagens começam a cantar, evocando o drama musical “O que se Move” (2012), de Caetano Gotardo – com a presença de Cida Moreira aproximando os dois. A narrativa é visivelmente dividida em duas partes. No começo, Clara (Isabél Zuaa, que conquistou muitos fãs com sua performance de mulher intensa e forte em “Joaquim”) vai pedir emprego de babá na casa de Ana (Marjorie Estiano, excelente). Mas Ana procura uma pessoa que também cuide da casa e dela mesma, nos primeiros estágios da gravidez. Como precisa de dinheiro com urgência, Clara aceita, dando início a uma relação de cada vez maior intimidade entre as duas. Uma intimidade que une tanto a carência afetiva quanto o gosto de Clara por mulheres. Aos poucos, e de maneira deliciosa, começa a vir à tona a situação de Ana, seu misterioso gosto por carne, as dores grandes que sente na gestação e também somos apresentados à história de quando ela engravidou. De fato, a relação entre Ana e Clara é tão bela e singular que quando o filme parte para novos rumos se torna difícil não sentir falta dessa primeira parte. No entanto, a segunda parte tem o grande mérito de ser ainda mais corajosa, ao assumir explicitamente o cinema de horror, via homenagem ao clássico “Um Lobisomem Americano em Londres” (1981), de John Landis, além de evocar “Filhos do Medo” (1979), de David Cronenberg, e “Nasce um Monstro” (1974), de Larry Cohen, entre outros. Apesar dessas citações, “As Boas Maneiras” tem uma brasilidade muito forte, com festas juninas e uma projeção de São Paulo próxima do gótico, com a força da lua sempre sendo um elemento presente. A fotografia é linda e de autoria do português Rui Poças, conhecido por obras tão belas e distintas quanto “Tabu” (2012), “O Ornitólogo” (2016), “Zama” (2017) e “Severina” (2017). Mas o filme também conquista do ponto de vista humano. Tanto nas relações de afeto entre Clara e Ana, quanto nas relações de mãe e filho entre Clara e o menino Joel (Miguel Lobo). O pequeno Joel, dada sua condição de lobo, precisa se submeter a certos sacrifícios. É até possível que o espectador saia um pouco contrariado da sessão, por não encontrar nem um terror tradicional nem um drama típico, sem perceber que ver uma obra como esta no cinema brasileiro é um privilégio e tanto. Uma obra que marca época e impacta o desenvolvimento dos filmes de gênero no país.
Oito Mulheres e um Segredo é realmente a versão feminina de um filme já visto
Quem gosta de “Onze Homens e um Segredo” tem tudo para apreciar Sandra Bullock (como Debbie, a irmã do Danny Ocean de George Clooney), Cate Blanchett, Anne Hathaway, Sarah Paulson, Rihanna, Helena Bonham Carter, Mindy Kaling e Awkwafina em “Oito Mulheres e um Segredo”. Já quem acha um porre e se diverte bem menos que os astros e as estrelas da tela nesse tipo de filme, vai ter uma razão a mais para odiar, porque a intenção de “Oito Mulheres e um Segredo” é mesmo trazer de volta a atmosfera de “Onze Homens e um Segredo”, mas com um excepcional elenco feminino, que não deixa a mínima saudade de Clooney e sua turma. O filme faz parte da tendência hollywoodiana das continuações disfarçadas de reboots (ou vice-versa), como “Star Wars: O Despertar da Força” e “Jurassic World”, que mais ou menos repetem as estruturas consagradas dos roteiros originais como forma de reapresentar histórias velhas para uma nova geração. O curioso é que Hollywood tenha considerado a franquia de George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon digna do mesmo tipo de tratamento, inclusive com uma cota de autorreferências e participações especiais. Está tudo em seu devido lugar de novo e outra vez. Inclusive em seu paradoxo primordial. Nesses filmes, os planos das “criminosas” não tem como ser levados a sério, embora sejam minuciosamente detalhados, sem fazer o menor sentido para quem está do lado de cá da tela. Enquanto personagens, falam, pensam, falam e pensam, o que fica para o espectador é o espetáculo visual, que consiste na observação de olhares, sorrisos, narizes empinados e como essas pessoas andam com estilo, vestem-se bem, e se comunicam de maneira esnobe. Aliás, por que os elencos desses filmes precisam falar quase que obrigatoriamente com empáfia? Será que o charme exala antipatia enquanto personagens caminham entre checkpoints grã-finos como galerias de arte, cassinos ou o Met Gala? É muito mais humano observar Helena Bonham Carter quebrar esse padrão, ao demonstrar insegurança, vulnerabilidade e um humor tão discreto quanto imprevisível. O mesmo serve para a sedução provocada por Anne Hathaway, com sua personagem que quer ser linda como uma Barbie, mas é, no fundo, uma menina mimada e ingênua. São as duas melhores atuações… Porque as líderes Sandra Bullock e Cate Blanchett, que são sempre extraordinárias, limitam-se aqui a fazer o perfil egocêntrico “comigo ninguém pode” de George Clooney nos filmes de Soderbergh. Como nos longas anteriores, “Oito Mulheres e um Segredo” também não apresenta conflitos ou grandes riscos para o elenco principal, muito mesmos reviravoltas surpreendentes. O enredo até inclui uma reviravolta. Mas ela não é memorável, pois só acontece quando, digamos, o filme esquece que havia terminado, estendendo-se desnecessariamente até gerar um anti-clímax. E há o problema da direção que não decola. Gary Ross é um cineasta que entrega o que está no roteiro. Seu talento aparece mais quando revisita o cinema clássico, mesmo que seja para atualizá-lo, como fez nos belos “Pleasantville” e “Seabiscuit”. Mas, aqui, sua dedicação é tão impessoal que ele visivelmente se esforça para parecer Steven Soderbergh. O detalhe é que nem sequer foi Soderbergh quem criou “Onze Homens e um Segredo”, materializado pela primeira vez em 1960 como veículo para Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr. Claro que o remake de 2001 foi mais marcante. Mas o ponto é que Ross não tinha a necessidade de reproduzir os tiques de Soderbergh, que nem estava em sua praia indie quando topou entrar na brincadeira de “Onze Homens e um Segredo” com seus amigos. Ali, todos ganharam para se divertir. Da mesma forma que as atrizes deste filme. Afinal, se houvesse pretensão feminista e não apenas comercial no resgate da franquia como veículo para estrelas femininas, por que não contaram com uma mulher na direção? Assim, até a piada sobre isso, nos minutos finais, soaria mais pessoal e com personalidade. Fica a ideia para a sequência, já que estes caça-niqueis costumam virar trilogia. Se Soderbergh fez “Onze Homens”, “Doze Homens e “Treze Homens”, Sandra, Cate, Anne e cia devem retornar ainda em “Nove Mulheres” e “Dez Mulheres”. Até os números batem. Quem sabe, assim, consigam provar que conseguem fazer melhor, agora que já estabeleceram as personagens, podendo finalmente deixar a sombra dos “Onze Homens” e suas referências para trás.
Vingadores: Guerra Infinita atinge US$ 2 bilhões de faturamento mundial
“Vingadores: Guerra Infinita” se tornou o quarto filme da história a faturar US$ 2 bilhões em bilheteria mundial. A marca foi registrada nesta terça-feira (12/9), quando a produção da Marvel atingiu exatamente US$ 2,001,136,398 em todo o mundo. Deste total, US$ 655,1 milhões vieram da América do Norte, enquanto o mercado internacional respondeu por 1,346 bilhão. A chegada a esse montante era considerada inevitável desde o momento em que o terceiro “Vingadores” se tornou o filme que mais rapidamente chegou à soma de US$ 1 bilhão em venda de ingressos. O longa da Marvel é também o primeiro filme de super-heróis a superar os US$ 2 bilhões. Antes dele, a cifra bilionária só tinha sido atingida por “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 2,06b), “Titanic” (US$ 2,18b) e “Avatar” (US$ 2,78b). Agora, a expectativa se volta ao momento em que “Vingadores: Guerra Infinita” superará “Star Wars: O Despertar da Força” como a terceira maior bilheteria mundial de todos os tempos. A diferença entre os dois filmes é de apenas US$ 67,1 milhões. “Vingadores 4”, que continuará a saga de “Guerra Infinita” rumo aos recordes de faturamento, tem estreia marcada para o próximo dia 2 de maio.
Rose McGowan é acusada de posse de cocaína e pode pegar até 10 anos de prisão
A atriz Rose McGowan foi oficialmente acusada de posse de cocaína na segunda-feira (11/6), no estado da Virgínia, nos EUA. Rose, que se entregou à justiça em novembro, afirma que foi incriminada por Harvey Weinstein após ser uma das dezenas de mulheres a acusar o ex-produtor de abuso sexual, dando início ao movimento #MeToo, que desencadeou em uma série de denúncias contra pessoas poderosas em Hollywood. Ela alega que, no dia 20 de janeiro do ano passado, deu falta de sua carteira no Aeroporto Internacional de Dulles, em Washington. E quando a equipe do aeroporto a encontrou, continha dois pacotes de cocaína. A atriz, entretanto, diz que sua carteira sumiu enquanto esperava sua bagagem na esteira e que recebeu uma mensagem via Instagram, 20 dias depois, sobre a carteira e as drogas. Por isso, afirma ter sido vítima de uma conspiração envolvendo Weinstein. “Eles estão tentando calar a minha boca? Há um pedido de prisão para mim na Virgínia. Que monte de merda”, desabafou ela em seu Twitter. Os advogados de Weinstein negam as acusações. Se condenada, a atriz pode pegar até 10 anos de prisão. Ela chegou a ser presa e fichada por se recusar a comparecer à audiência preliminar do caso, alegando complô. Um dia antes, a atriz compartilhou um tuíte afirmando que se tivesse aceitado a proposta de US$ 1 milhão oferecida por Weinstein para que ficasse em silêncio, durante a investigação do jornal The New York Times, ela não teria sido presa. “FATO”, escreveu McGowan, apostando na teoria da conspiração. “Rose mantém sua inocência”, disse seu advogado, José Baez, em um comunicado, após a confirmação da acusação. “Essas acusações nunca teriam sido trazidas à tona se não fosse por seu ativismo como uma voz para as mulheres em todos os lugares. Eu garanto a vocês que este processo seletivo será enfrentado com uma forte defesa.” Por sua vez, o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein foi indiciado por estupro e crime sexual, e também se declarou inocente em audiência em Nova York no último dia 5. Ele se entregou à polícia da cidade americana no dia 25 de maio, após meses de investigação, e foi indiciado formalmente, podendo pegar até 25 anos de prisão se for condenado.












