Filme “perdido” de Orson Welles que foi finalizado pela Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de “O Outro Lado do Vento” (The Other Side of the Wind), lendário “filme perdido” do cineasta Orson Welles, que o serviço de streaming ajudou a restaurar e finalizar, quase cinco décadas depois do início de sua produção em 1970. O tema não podia ser mais evocativo. Na trama, um diretor de Hollywood, vivido por ninguém menos que o mestre John Houston, emerge de um semi-exílio com planos de completar seu trabalho num filme inovador. O elenco ainda inclui outro diretor premiado, Peter Bogdanovitch, além da musa de Wells, a croata Oja Kodar, e intérpretes icônicos como Susan Strasberg, Edmund O’Brien, Mercedes McCambridge, Cameron Mitchell e Lilli Palmer. Considerado o último filme de Wells, “O Outro Lado do Vento” foi rodado, de forma esporádica, entre 1970 e 1977. O diretor registrou diversos fragmentos com atores diferentes. Para se ter ideia, o protagonista, John Huston, só foi escalado em 1973. Esse processo caótico de produção era o normal para Welles, um dos grandes gênios do cinema, que por conta de seu método e dificuldade de trabalhar com os grandes estúdios, deixou muitos projetos não finalizados para trás. Mas ninguém discute sua capacidade, como atesta “Cidadão Kane”, drama de 1941 que é frequentemente eleito como o melhor filme de todos os tempos por publicações especializadas. Este é o segundo filme restaurado pela Netflix, após “Nasce uma Estrela” (1976), que incluiu cenas inéditas de Barbra Streisand. A première de “O Outro Lado do Vento” vai acontecer durante o Festival de Veneza 2018, numa exibição fora de competição na próxima semana. O Festival de Cannes pretendia contar com essa honra, mas ao a href=”https://pipocamoderna.com.br/2018/03/festival-de-cannes-2018-veta-filmes-da-netflix-e-selfies-no-tapete-vermelho/”>barrar a Netflix da competição da Palma de Ouro, o evento recebeu o tratamento de “Ah, é? Então tá”. A plataforma vai exibir seis filmes em Veneza, três deles na disputa do Leão de Ouro. “O Outro Lado do Vento” tem estreia marcada em streaming – e em circuito limitado de cinemas – em 2 de novembro. O lançamento será acompanhado do documentário “They’ll Love Me When I’m Gone”, sobre a vida e a obra de Welles, com direção de Morgan Neville, vencedor do Oscar da categoria por “A Um Passo do Estrelado” (2013).
Woody Allen não consegue mais filmar após atores desistirem de trabalhar com ele
Woody Allen não lançará nenhum filme em 2019, porque não consegue atores para filmar seu novo projeto. Será a primeira vez em 37 anos que ele ficará um ano inteiro sem realizar uma nova produção. O último hiato foi em 1981, após o fracasso comercial de “Memórias” (1980), seu primeiro filme sem a parceira Diane Keaton. “A Rainy Day in New York”, o 48º e até aqui derradeiro filme dirigido pelo cineasta, foi rodado no ano passado e será lançado ainda em 2018 pela Amazon, com quem Allen celebrou contrato que previa a produção de outras três longas. Entretanto, a Amazon deve romper o acordo, pagando uma pesada multa, segundo artigo da revista The Hollywood Reporter. Isto porque o cineasta virou dano colateral do movimento #MeToo, que foi precipitado com a ajuda de seu filho Ronan Farrow, autor da reportagem da revista New Yorker que denunciou o produtor Harvey Weinstein em outubro do ano passado. A filha de Allen, Dylan Farrow, aproveitou o movimento de denúncias de assédios sexuais para retomar suas acusações de pedofilia contra Allen. O caso chegou a ir parar na Justiça nos anos 1990, durante a separação do diretor de sua ex-mulher Mia Farrow, mas nada foi provado. Allen sempre se disse inocente e culpou Mia por fazer lavagem cerebral em sua filha. Moses Farrow, outro filho do diretor, recentemente deu contestou a irmã, apontando inconsistências na denúncia, culpando a mãe por violência física e psicológica e testemunhando que Allen jamais ficou sozinho com Dylan durante o alegado abuso. No entanto, a campanha de Dylan fez vários atores que trabalharam com Allen dizerem que não voltariam a filmar com o diretor, entre eles os integrantes de “A Rainy Day in New York”, razão pelo qual o filme ainda não foi lançado. Timothée Chalamet e Rebecca Hall chegaram a doar seus salários após participarem do filme mais recente de Allen. A polêmica deve fazer com que a estreia aconteça sem participação do elenco e pouca divulgação. Isto não significa que o cineasta vá tirar “férias forçadas”, como declararam alguns blogues. Ou a garganta profunda anônima do Page Six, coluna de fofocas nova-iorquina transformada em site. “Woody adora trabalhar. Nunca sai de férias, mas vai tirar um tempo para descansar este ano até que encontre um patrocinador”, disse uma fonte identificada como “produtor de cinema de Hollywood”. Se não pode filmar, Allen continua a escrever. Ele já tem um roteiro pronto para ser filmado, que poderia ser lançado em 2020. E deve continuar desenvolvendo suas ideias, que é algo que sua mente criativa está acostumada a fazer. Na pior das hipóteses, pode escrever livros, como adiantou uma fonte com nome e endereço, Letty Aronson, irmã mais nova do cineasta. Mas provavelmente acumulará roteiros, esperando a chance de retomar a carreira ou deixá-los para a posteridade e para outros cineastas aproveitarem. “Woody Allen sempre conseguiu atores fantásticos. As estrelas trabalhavam por um salário mínimo porque recebiam prestígio, mas com o movimento #MeToo, agora ele é tóxico”, disse a fonte do Page Six, que ainda lembrou que “suas produções não geram dinheiro”. “Durante anos, passou de um de um patrocinador para outro. Inclusive foi à Europa, mas já está sem opções”, acrescentou a fonte. Na verdade, “Roda Gigante” foi o único filme de Woody Allen que deu prejuízo com lançamento em mais de 500 cinemas na América do Norte. Ele foi lançado em dezembro de 2018, em plena explosão das denúncias de Dylan Farrow, que chegou a assediar os atores que trabalharam no filme. O lançamento rendeu apenas US$ 1,4 milhão no mercado doméstico, mas atingiu US$ 15 milhões no mundo inteiro. Em entrevista posterior, ela disse que seu objetivo era arruinar o pai e acabar com a carreira dele. Na véspera do lançamento de “Roda Gigante”, Dylan publicou uma carta aberta no jornal The Los Angeles Times, questionando o tratamento diferenciado dado a Allen em relação a Weinstein. “Qual o motivo de Harvey Weinstein e outras celebridades acusadas de abuso terem sido banidas de Hollywood enquanto Allen recentemente conseguiu um contrato milionário de distribuição para seu próximo filme?”, ela questionou. Embora a pergunta tenha sido retórica, a grande diferença entre Allen e Weinstein é que apenas Dylan acusa o diretor, enquanto Weinstein acumulou uma centena de acusadoras. Dylan sabe disso, a ponto de dizer: “Estou falando a verdade e acho importante que as pessoas entendam que uma vítima importa e é suficiente para mudar as coisas”, ela disse. Nenhuma atriz filmada por Woody Allen ao longo de meio século de carreira acusou o diretor de qualquer coisa que não fosse extremo distanciamento. Mesmo assim, em janeiro deste ano a Pipoca Moderna publicou um artigo em que já ponderava o impacto da campanha negativa, afirmando que a carreira de Woody Allen poderia ter chegado ao fim.
Filme de Tarantino e série de David Fincher terão mesmo ator no papel de Charles Manson
O ator australiano Damon Herriman (da série “Justified”) vai viver o psicopata Charles Manson em duas produções diferentes. Ele foi escalado como o líder do culto que assassinou a atriz Sharon Tate e outras vítimas no novo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon a Time in Hollywood”, e também na 2ª temporada de “Mindhunter”, série produzida e dirigida por David Fincher. Apesar da coincidência, as produções retratarão Manson em fases diferentes. O filme de Tarantino se passa em 1969, anos dos assassinatos brutais, enquanto a série de Fincher irá mostrar o psicopata após uma década de prisão. O papel de cinema foi confirmado pela Sony. Já a participação na série foi apurada pelo site Collider, sem confirmação da Netflix. Mas coincide com informações anteriores, de que a 2ª temporada investigaria os assassinatos de crianças de Atlanta, que aconteceram entre 1979 e 1981. Além de Manson, a trama deve mostrar outros psicopatas famosos, como Son of Sam e o BTK Killer, que apareceu na 1ª temporada, embora sem ser mencionado por seu pseudônimo. Segundo o Collider, a produção de “Mindhunter” escalou Herriman para o papel antes de Tarantino. Isto indica que o diretor estava ciente da coincidência e não se importou. No filme, ele vai aparecer liderando a seita conhecida como a Família, composta principalmente por mulheres hippies, que para agradar o líder invadiram uma mansão para matar um produtor musical que teria prejudicado a carreira de Manson como cantor. Era a casa errada. Mas a chacina aconteceu assim mesmo. Charles Manson foi preso em novembro de 1969, meses depois do assassinato de Sharon Tate, atriz e esposa do cineasta Roman Polanski, que visitava amigos em seu oitavo mês de gravidez. Ele permaneceu na cadeia até sua morte, em novembro de 2017, aos 83 anos. A atriz Margot Robbie (“Eu, Tonya”) viverá Sharon Tate e o polonês Rafal Zawierucha (visto em “Afterimage”) interpretará Polanski no longa de Tarantino, que tem previsão de lançamento para agosto de 2019. Já a estreia da 2ª temporada de “Mindhunter” ainda não foi anunciada.
Presidente dos estúdios Marvel ganhará prêmio do Sindicado dos Produtores dos EUA por suas realizações
O Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA, na sigla em inglês) vai homenagear o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, com o troféu David O. Selznick, durante sua cerimônia de premiação dos melhores profissionais do ano, que acontecerá em 19 de janeiro. O troféu, batizado com o nome do lendário produtor de “… E O Vento Levou”, destaca anualmente profissionais com carreiras bem-sucedidas e realizações relevantes para as indústrias do cinema e da TV. “Como presidente do Marvel Studios desde 2007, e produtor de cada um desses 20 filmes definidores do gênero, Feige definitivamente é creditado por criar um universo cinematográfico sem precedentes e em constante expansão”, justificou o sindicato em comunicado oficial. Na última edição do PGA Awards, o troféu David O. Selznick foi recebido por Charles Roven, que, coincidentemente ou não, ajudou a realizar vários dos filmes do universo rival da Marvel, na Warner. Outros produtores e cineastas que receberam a honraria incluem David Heyman, Stanley Kramer, Billy Wilder, Clint Eastwood, Jerry Bruckheimer, Brian Grazer, Laura Ziskin, Kathleen Kennedy, Frank Marshall, Scott Rudin e Steven Spielberg. Como presidente da Marvel Studios, Feige trabalha não só como produtor de cada um dos filmes da franquia (de “Homem de Ferro” ao mais recente, “Homem-Formiga e a Vespa”), mas também como mente criativa responsável pelos rumos tomados pelos longas desse universo cinematográfico. Em 2019, Feige lançará mais três filmes nos cinemas: “Capitã Marvel”, “Vingadores 4” e “Homem-Aranha: Longe de Casa” (e ainda é difícil escrever este título mal-traduzido no Brasil).
Alec Baldwin não viverá mais pai do Batman no filme do Coringa
Demorou poucas horas a participação de Alec Baldwin no filme solo do Coringa. Na mesma semana em que foi anunciado no elenco, o ator se colocou fora da produção. “Eu não farei mais aquele filme”, disse Baldwin ao jornal USA Today. O ator citou problemas de agenda para não estar mais envolvido com o projeto. “Eu tenho certeza que existem uns 25 caras que podem fazer esse personagem”, completou. Baldwin era cotado para viver Thomas Wayne, pai de Bruce Wayne (o Batman), na trama. O personagem foi vivido por Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead”) nas cenas de flashback de “Batman vs. Superman”. O elenco do filme tem confirmadas as participações de Robert De Niro (“Joy”), Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Marc Maron (“GLOW”) e Frances Conroy (“American Horror Story”). Maron interpretaria um produtor do programa de TV apresentado pelo personagem de Robert De Niro, que, por sua vez, será um astro de talk show com papel importante na origem do Coringa. Já Frances Conroy seria a mãe do futuro vilão do Batman. Apenas o papel de Zazie Beetz segue em segredo. A Warner ainda não divulgou a sinopse oficial. Dirigido por Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”), que também assina o roteiro com Scott Silver (“O Vencedor”), o filme do Coringa é considerado um projeto independente da cronologia principal das produções da DC Comics. Isto significa que Jared Leto permanece como Coringa nos spin-offs de “Esquadrão Suicida”. O filme tem estreia marcada para outubro de 2019.
Vencedores do Festival de Gramado são as principais estreias de cinema da semana
Menos de uma semana após vencerem o Festival de Gramado 2018, “Ferrugem”, Melhor Filme Brasileiro, e “As Herdeiras”, Melhor Filme Estrangeiro, chegam aos cinemas. São os grandes destaques da programação desta quinta (30/8), repleta de filmes bons, que obviamente não entrarão em cartaz na maioria das cidades do país. O filme de Aly Muritiba, que aborda o universo adolescente e conta uma história de bullying, a partir do impacto do vazamento de um vídeo íntimo de uma garota, já tinha sido premiado no Festival de Seattle e bastante elogiado em sua passagem pelo Festival de Sundance, ambos nos Estados Unidos. É bastante impactante. E tinha tudo para ser campeão de bilheteria, caso chegasse a seu público alvo, nos shopping centers – onde serão exibidos os piores filmes da semana. Por sua vez, a obra do jovem paraguaio Marcelo Martinessi aborda a velhice, acompanhando um mulher sexagenária endividada e solitária, após sua parceira de toda vida ser presa por fraude bancária. O filme é sutil, mas lida com temas poderosos, como amor e companheirismo entre mulheres (LBGTQ, mesmo), decadência da classe média, crise econômica, Terceira Idade, etc. Coproduzido pela diretora carioca Julia Murat, também venceu os prêmios da Crítica e Melhor Atriz (Ana Brun) no Festival de Berlim. Há mais lançamentos brasileiros que merecem ser conferidos. Inspirado na história verídica de um jovem de 16 anos que cometeu suicídio em Porto Alegre, em 2006, “Yonlu” traz Thalles Cabral (da novela “Amor à vida”) mergulhado no personagem-título, numa reconstrução quase documental, mas também repleta de alegorias, que usa a música, poesia e desenhos verdadeiros do retratado para tentar compreender como e por que jovens decidem se matar com a ajuda da internet. Uma estreia forte do diretor e roteirista Hique Montanari. Já entre os documentários de verdade, o destaque é “Meu Tio e o Joelho de Porco”, que resgata a história esquecida da famosa banda paulista dos anos 1970. E por falar em música, fãs de rock não podem perder “Nico, 1988”, Melhor Filme da mostra Horizontes do Festival de Veneza e Melhor Roteiro na premiação da Academia de Cinema da Itália. O longa conta a história da famosa modelo e atriz alemã, que virou cantora no célebre disco “Velvet Underground and Nico” (1967), a partir de lembranças de seu último ano de vida, e tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por fim, para as crianças e especialmente seus acompanhantes, o destaque é a animação “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”. O filme baseado na série animada do Cartoon Network tem a maior distribuição da semana, em 500 cinemas. Mas não é um mero caça-nível. Longe disso, trata-se de uma melhores adaptações dos quadrinhos da DC Comics já levada ao cinema, com 90% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Mais engraçada que “Lego Batman” e com mais super-heróis que “Liga da Justiça”, não poupa nem a Marvel com suas piadas. E ainda tem uma figuração de Stan Lee! Os outros dois filmes com distribuição ampla são perda de tempo (e dinheiro), mas podem ser conhecidos abaixo, junto com as sinopses e trailers de todos os lançamentos da semana nos cinemas. Ferrugem | Brasil | Drama Assim como a maioria dos adolescentes, a jovem Tati (Tiffanny Dopke) ama compartilhar sua vida nas redes sociais e registrar todos os momentos. Porém, após perder o inseparável celular, ela se vê vítima da criminosa divulgação de seus registros íntimos no grupo de WhatsApp da turma do colégio, o que gera terríveis consequências. As Herdeiras | Paraguai, Alemanha, Brasil | Drama Chela (Ana Brun) e Chiquita (Margarita Irún), herdeiras de famílias abastadas do Paraguai, vivem da venda de seus bens. Quando Chiquita acaba presa por dívidas jamais acertadas, a até então submissa e reclusa Chela precisa se virar e começa por acaso a prestar serviço para um grupo de senhoras ricas como motorista. Logo a nova realidade, e especialmente a exuberante Angy (Ana Ivanova), a quem conhece durante o trabalho, afetam os interesses, prioridades e atitudes da taxista amadora. Younlu | Brasil | Drama Baseado na história real de um garoto de 16 anos que queria ser músico, tinha uma rede de amigos virtuais e ninguém desconfiava que também participava de um fórum de potenciais suicidas. Younlu deixou um legado de cerca de 60 canções, que revelaram uma intrigante produção artística, todas compostas e gravadas inteiramente por ele em seu quarto. Nico, 1988 | Itália, Bélgica | Drama Christa Päffgen, mais conhecida pelo seu nome artístico Nico, fez muito sucesso no final da década de 60 ao lado da banda Velvet Underground. Vinte anos depois, a cantora tenta desenvolver a sua carreira solo ao mesmo tempo em que precisa lidar com os fantasmas do passado: o vício em drogas, a relação problemática com o filho e a depressão que a acompanhou durante toda a vida. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas | Estados Unidos | Animação Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão. Meu Tio e o Joelho de Porco | Brasil | Documentário Nesse documentário que mistura animação, relatos e material de arquivo, um menino passa a ter contato com o fantasma do tio depois que acha o diário do pai recém-falecido. A aparição leva o garoto para o cenário do punk paulistano e conta como a cena atual foi influenciada por uma irreverente banda do passado chamada “Joelho de Porco”, da qual ele e seus amigos faziam parte. O Candidato Honesto | Brasil | Comédia Após cumprir 4 dos 400 anos de cadeia, João Ernesto (Leandro Hassum) é convencido a se candidatar à presidência novamente. Adorado pelo povo por ser um político que assumiu seus erros, ele vence as eleições, mas não tem vida fácil em Brasília acompanhado excessivamente de perto pelo sinistro vice Ivan Pires (Cassio Pandolfh). Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer | Brasil | Sci-Fi Iran vive em uma região extremamente afetada pelas mudanças climáticas causadas pelo ser humano. É certo que a população caminha para assistir ao último pôr do sol, mas, após uma tragédia famíliar, ele decide lutar contra a depressão aguda que tem acometido todos. Takara – A Noite em que Nadei | França, Japão | Drama Nas montanhas cobertas de neve no Japão, toda noite um pescador parte em direção ao mercado da cidade. Em uma dessas, seu filho de 6 anos é acordado por sua partida e não consegue voltar a dormir. Logo depois, no caminho para a escola, ainda sonolento, ele se afasta do caminho e decide vaguear sozinho pela neve. Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão | Estados Unidos | Drama Quando a igreja de Saint James é incendiada, devastando a congregação e o pastor Dave, a universidade vizinha, Hadleigh University, usa a tragédia para tentar despejar a igreja do campus. A batalha logo se levanta entre a igreja e a comunidade, o pastor contra um amigo seu, o presidente da universidade e a estudante Keaton, membro do ministério da igreja, questionando sua fé cristã. A Destruição de Bernardet | Brasil | Documentário Referência na reflexão sobre o cinema brasileiro, Jean-Claude Bernardet resolveu, aos 70 anos, se dedicar como ator em longas e curtas experimentais e ousados, dirigidos por jovens realizadores. Neste documentário, o próprio Bernardet reflete sobre as críticas recebidas por suas incursões como ator e revela suas perspectivas de vida, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fato de ser portador do vírus HIV. O Renascimento do Parto 3 | Brasil | Documentário Com depoimentos de mães, ativistas, médicos, enfermeiras obstetras, obstetrizes e outros profissionais de saúde, o diretor Eduardo Chauvet documenta o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo e a cena obstétrica na Holanda, na Nova Zelândia e no Camboja. Traz também importantes reflexões sobre diretrizes da Organização Mundial de Saúde em relação a maternidade que frequentemente são ignoradas. Elo Perdido – O Brasil que Pedala | Brasil | Documentário Em um Brasil cada vez mais motorizado, onde carros e motos são tidos como prioridade nas ruas, milhares de brasileiros permanecem dando preferência a utilização de bicicletas como principal meio de locomoção. Mais do que uma simples escolha, a alternativa reflete um momento peculiar do país, além de levantar reflexões a respeito da crescente industrialização.
Dwayne Johnson vai viver rei lendário que unificou o Havaí em filme dirigido por Robert Zemeckis
O ator Dwayne “The Rock” Johnson (“Arranha-Céu: Coragem sem Limite”) vai interpretar o lendário rei havaiano Kamehameha no épico “The King”, que terá direção de outra lenda, o cineasta Robert Zemeckis (“De Volta Para o Futuro”, “Forrest Gump”, “O Náufrago”, etc). Com roteiro de Randall Wallace (“Coração Valente”), o filme aborda a vida de Kamehameha I, que unificou todas as ilhas do Havaí sob seu comando no final do século 18. Ele ajudou o agora estado norte-americano a se fortalecer cultural e economicamente, estabelecendo as primeiras relações comerciais com navios europeus que apareceram nas praias havaianas. “The King” é um projeto pessoal de Dwayne Johnson. Ele tenta viver Kamehameha desde que despontou como o vilão Escorpião Rei em “O Retorno da Múmia” (2001), chamando-o de “papel dos sonhos”. A decisão de colocar “The King” como prioridade veio durante as filmagens de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, que aconteceram no Havaí, onde Johnson morou na infância. Ele e seu parceiro de produção, Hiram Garcia, procuraram Wallace para escrever o roteiro, e o primeiro rascunho trouxe Zemeckis a bordo. A produção foi até mesmo abençoada por um Kahu, versão havaiana de um padre ou pastor. Johnson, Wallace e Garcia viajaram até uma das ilhas do estado para participarem de uma cerimônia solene para dar o pontapé inicial no projeto. Diversos estúdios tentaram comprar o projeto, mas a New Line acabou vencendo o leilão. O plano é filmar o épico em 2020, para lançamento no ano seguinte. Vale lembrar que a influência de Kamehameha I ultrapassou fronteiras e chegou à cultura pop via “Dragon Ball”. Uma viagem de Akira Toriyama ao Havaí inspirou o criador da franquia a batizar o principal golpe dado por seus personagens de “kamehameha”.
Johnny English encontra Bond Girl em trailer legendado de sua terceira comédia
A Universal divulgou uma coleção de pôsteres e o novo trailer legendado de “Johnny English 3.0”, terceiro filme em que Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido. A franquia satiriza os filmes de 007 e desta vez chega a incluir uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que é fatal demais para o eterno Mr. Bean. Apesar do humor físico da prévia seguir mais de perto o estilo dos filmes da “Pantera Cor-de-Rosa”, Johnny English é o único dos personagens inspirados por James Bond que foi criado por roteiristas oficiais da franquia 007 – Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes do agente secreto. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall”, quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos infiltrados na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. Apesar de estar aposentado, English é convocado para encontrar o hacker que está por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, seu maior desafio será entender a tecnologia moderna, como a realidade virtual, para tornar a missão um pouco menos impossível. O filme marca a estreia do diretor de séries David Kerr (“Fresh Meat”) no cinema e ainda inclui no elenco Emma Thompson (“O Bebê de Bridget Jones”), Ben Miller (“Johnny English”) e Jake Lacy (“Armas na Mesa”). A estreia está marcada para 18 de outubro no Brasil, uma semana antes da estreia nos Estados Unidos.
O Primeiro Homem ganha novo trailer após conquistar público e crítica no Festival de Veneza
A Universal Pictures divulgou novos pôster e trailer de “O Primeiro Homem” (First Man), aproveitando a première mundial do filme nesta quarta (29/8), como filme de abertura do Festival de Veneza. A prévia é impactante, com recriação detalhista de época, clima tenso e interpretação magistral dos protagonistas. Recebido com fortes aplausos no festival italiano, o filme ganhou aprovação de 91% da crítica presente ao evento, segundo avaliação do site Rotten Tomatoes. “O Primeiro Homem” volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land”: Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua no filme dirigido por Damien Chazele. Descrita como a missão mais perigosa de todos os tempos, a conquista da Lua acabou entrando para a História como a mais bem-sucedida, mas não sem enfrentar enormes dificuldades e custar vidas, conforme abordado no roteiro de Josh Singer (“Spotlight”) sobre os bastidores do projeto. A conquista também rendeu uma das frases mais famosas do século 20: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, dita por Armstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969. O elenco ainda destaca Claire Foy (série “The Crown”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Jason Clarke (“Mudbound”), Pablo Schreiber (“Covil de Ladrões”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Lukas Haas (“O Regresso”), Patrick Fugit (série “Outcast”), Brian d’Arcy James (série “13 Reasons Why”), Ethan Embry (série “Sneaky Pete”), Ciarán Hinds (série “Game of Thrones”) e Cory Michael Smith (serie “Gotham”). A estreia comercial está marcada para 11 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Festival de Veneza começa com mais prestígio e mais polêmicas que nunca
O Festival de Veneza começa nesta quarta (29/8) com o prestígio de ter premiado o último vencedor do Oscar e de ser o tapete vermelho mágico que mais vezes levou à consagração da Academia dos Estados Unidos neste século. Mas também com muitas polêmicas, as novas e as velhas de sempre. Enquanto seu diretor artístico Alberto Barbera celebra o número de talentos e astros que desfilarão pelo Lido até 8 de setembro, “tão grande que é impossível lembrar todos os nomes agora”, o cineasta Guillermo del Toro, vencedor do festival passado (e do Oscar) por “A Forma da Água” e presidente do júri deste ano, apelou para a organização do evento para que aumente o número de filmes dirigidos por mulheres. Pelo segundo ano seguido, a seleção principal do Festival de Veneza tem só um filme dirigido por mulher – “The Nightingale”, de Jennifer Kent. “Eu acho que o objetivo tem que ser 50% [de filmes dirigidos por mulheres] até 2020. Se conseguirmos alcançar até 2019, ainda melhor”, comentou Del Toro, durante a entrevista coletiva que deu início ao festival. “Esse é um problema de verdade, na nossa cultura em geral”. “Não é uma questão de estabelecer uma ‘cota’, mas uma questão de se sincronizar ao tempo em que vivemos, ao momento em que estamos tendo essa conversa. Eu acho que isso é necessário há décadas, senão séculos. Não é uma polêmica, é um problema de verdade”, concluiu. Barbera tinha dito que se demitiria se implementassem cotas no festival, justificando que qualidade não tem gênero. Mas até o Brasil já demonstrou que isso é falácia, ao apresentar os candidatos a representar o país no Oscar, numa lista com 40% de filmes dirigidos por mulheres. Além disso, o Festival de Toronto, que acontece quase simultaneamente a Veneza, fez o compromisso descrito por del Toro, de ter metade de sua programação preenchida por filmes de cineastas femininas até 2020. Mais que isso, está apoiando uma marcha de mulheres, com pautas de igualdade de direitos, durante sua programação. O problema de Veneza, festival mais antigo do mundo, é a cultura machista italiana, alimentada por séculos de educação católica. Por isso, enquanto mulheres se preparam para celebrar suas conquistas na América do Norte, outras mulheres planejam protestar contra a dificuldade de encontrar espaço no festival de cinema europeu. O choque de visões de mundo é enorme. Mas esta não é a única polêmica alimentada pela programação do Festival de Veneza. O evento também estendeu seu tapete para as produções da Netlix, apresentando seis no total, e nisso entrou em sintonia com Toronto, seu rival do outro lado do Atlântico. Ambos aceitaram a realidade dos fatos, de que a Netflix é hoje a maior produtora de filmes do mundo e, em busca por validação, tem investido em cineastas consagrados, de Martin Scorsese a Alfonso Cuarón. Enquanto Cannes se deixou intimidar pelo bullying dos donos de cinema, a ponto de barrar a Netflix de competir pela Palma de Ouro, Veneza terá produções de streaming disputando o Leão de Ouro. E, considerando o impacto obtido pelos filmes do festival italiano no Oscar, virou peça estratégica dos planos de dominação mundial da plataforma. Quando Ryan Gosling pisar no Lido para a première de “O Primeiro Homem”, de Damien Chazelle, que abrirá o festival, será um pequeno passo para o ator de Hollywood, mas um grande passo para o cinema mundial. Visto cada vez mais como marco inaugural da temporada de prêmios, para destacar quem tem potencial de Oscar, Veneza pode colocar “Roma”, produção da Netflix dirigida por Cuarón, na rota da consagração da Academia. E até comprovar que Lady Gaga é atriz e Bradley Cooper é diretor, com a colaboração dos dois em “Nasce uma Estrela”. O festival que começa nesta quarta apontará muitos rumos para o cinema nos próximos meses, mas nem por isso deixará de ser convocado a entrar em maior sintonia com os rumos do mundo em geral.
Família passa o Natal trancada em trailer de terror britânico premiado
A Dark Sky divulgou o trailer de “Await Further Instructions”, terror indie britânico que venceu o Festival Cinepocalypse e tem arrancado elogios da crítica internacional. A trama acompanha uma reunião de família durante o feriadão de Natal, quando o estresse das diferenças de opiniões, motivado por racismo, machismo e rabugice generalizada, recebe uma dose extra de adrenalina. Alguém decidiu prender a família na casa. E, sem poder sair, bloqueados por uma misteriosa substância negra, os personagens passam a receber uma série de instruções pela TV, cada vez mais perturbadoras. Seria um novo reality show, um cerco de psicopatas ou um ataque psicológico de alienígenas? Segundo longa de Johnny Kevorkian (“The Disappeared”), “Await Further Instructions” traz em seu elenco David Bradley (“Game of Thrones”), Sam Gittins (“O Uivo”), Neerja Naik (“Olivia Twist”), Grant Masters (“Fossil”), Abigail Cruttenden (“A Teoria de Tudo”) e Holly Weston (“Hollyoaks”). A estreia está marcada para 6 de outubro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Rosamund Pike arrisca a vida como correspondente de guerra em trailer de drama baseado em fatos reais
A Aviron Pictures divulgou o pôster e o trailer de “A Private War”, que traz Rosamund Pike, indicada ao Oscar pela performance em “Garota Exemplar” (2014), como a jornalista Marie Colvin, correspondente de guerra que enfrentou situações de risco de vida durante sua carreira premiada. A prévia é repleta de explosões e tiroteios, centrando-se em dois momentos trágicos: o ataque em Sri Lanka, que fez com que ela perdesse o olho direito, e a destruição da cidade de Homs, na Síria, que custou sua vida. Ela morreu em 2012 enquanto cobria o conflito na Síria para o jornal britânico The Times. No filme, Pike contracena com Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”) e Tom Hollander (“Piratas do Caribe”). O roteiro foi escrito por Arash Amel, que repetiu a sina de “Grace de Mônaco” (2014) ao ter sua história considerada fantasiosa pela família da personagem real. Diante da polêmica, Pike precisou ressaltar, em entrevista à revista Entertainment Weekly, que o filme não é uma versão “fraudulenta” da vida de Colvin, mas que “captura a verdade sem ser um documentário”. Já a direção tenta o contrário, visto que a prévia apresenta um tom quase documental nas cenas de guerra. O diretor Matthew Heineman foi indicado ao Oscar e venceu o Emmy pelo documentário “Cartel Land” (2015). “A Private War” é seu primeiro filme de ficção, que tem estreia marcada para 2 de novembro nos Estados Unidos. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Vencedor do Festival de Brasília não entra na disputa do Oscar para protestar contra “governo ilegítimo”
Uma ausência chamou atenção na lista dos filmes inscritos para representar o Brasil na busca por uma indicação na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019. Vencedor do Festival de Brasília, “Arábia” não apareceu entre os 22 títulos divulgados pelo Ministério da Cultura. A decisão partiu dos próprios diretores do longa, que não quiseram inscrevê-lo. João Dumans e Affonso Uchoa divulgaram um comunicado conjunto em que justificam a ausência por motivação política. “Não nos inscrevemos porque o Oscar não representa o tipo de cinema no qual acreditamos. Preferimos também não fazer parte de um processo conduzido por um governo ilegítimo e por um Ministério da Cultura que recentemente politizou o processo de indicação dos filmes brasileiros para disputarem o Oscar, além de atuar sistematicamente pra sufocar o cinema independente brasileiro. As novas políticas de incentivo do ministério e do FSA (Fundo Setorial Audiovisual) vão dificultar justamente que filmes como o nosso sejam produzidos.” A recente politização citada faz referência à polêmica envolvendo a escolha de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, sobre “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, no Oscar 2017. Desde então, a escolha dos representes do país deixou de estar a cargo da Secretaria do Audiovisual para ser definida por uma comissão selecionada pela Academia Brasileira de Cinema, entidade formada por profissionais da indústria cinematográfica nacional. 22 filmes foram inscritos para representar o país no Oscar 2019, entre eles os vencedores dos festivais do Rio (“As Boas Maneiras”) e Gramado (“Ferrugem”), que também possuem premiadas carreiras internacionais, assim como “Benzinho”, que levou os prêmios do público e da crítica em Gramado, além de ter vencido o festival espanhol de Málaga. Os únicos quatro filmes que o Brasil já emplacou na disputa do Oscar foram “O Pagador de Promessas” (1962), “O Quatrilho” (1995), “O que É Isso, Companheiro?” (1997) e “Central do Brasil” (1998). Nos últimos anos da premiação, o Oscar tem destacado em geral filmes autorais e independentes. “Moonlight”, vencedor do ano passado, foi feito por US$ 4 milhões.












