Os Sete Samurais lidera lista dos 100 Melhores Filmes em Língua Estrangeira em enquete da BBC
A rede pública britânica BBC divulgou uma lista com os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos em Língua Estrangeira – isto é, que não são falados em inglês. A seleção é resultado de uma enquete entre 209 críticos de 43 países, e abre com o clássico japonês “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa. “‘Os Sete Samurais’ não apenas é uma nova forma de filme de ação, mas também criou um subgênero no cinema: os filmes que falam sobre um grupo de heróis inesperados numa missão impossível que lutam para salvar suas almas”, escreveu a crítica brasileira Ana Maria Bahaiana. Kurosawa é um dos cineastas mais reverenciados, com quatro títulos na lista, dois deles no Top 10 – “Roshomon” (1950) aparece em 4º lugar. Mas não é o diretor com mais filmes selecionados. A honra cabe ao mestre espanhol do surrealismo Luis Buñuel, com nada menos que cinco clássicos. Ao todo, o Top 100 reúne filmes dirigidos por 67 diretores diferentes, de 24 países, feitos em 19 idiomas. Mas a língua francesa claramente predomina, com 27 títulos na lista, seguida de 12 filmes em mandarim e 11 em italiano e japonês. Em espanhol há sete. Em português, há um único filme, o brasileiro “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles, representante solitário do cinema nacional. Mas vale apontar que “Aguirre, a Cólera dos Deuses” (1972), do alemão Werner Herzog, foi filmado no Brasil e conta em seu elenco com atores do país. Também chama atenção o fato de que apenas quatro dos filmes foram dirigidos por mulheres, obras das cineastas Chantal Akerman, Agnès Varda, Kátia Lund e Claire Denis. A lista completa pode ser conferida abaixo, que abrange, de forma cronológica, da obra-prima “O Encouraçado Potemkin” (1925), do grande mestre do cinema soviético Sergei M. Eisenstein, ao recente “Amor” (2012), do austríaco-alemão Michael Haneke. 100. Cinzas e Diamantes (Polônia, 1958) – Andrzej Wajda 99. Paisagem na Neblina (Grecia, 1988) – Theo Angelopoulos 98. No calor do Sol (China, 1994) – Jiang Wen 97. Sabor de Cereja (Irã, 1997) – Abbas Kiarostami 96. Shoah (França, 1985) – Claude Lanzmann 95. Nuvens Flutuantes (Japão, 1955) – Mikio Naruse 94. Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (Irã, 1987) – Abbas Kiarostami 93. Lanternas Vermelhas (China, 1991) – Zhang Yimou 92. Cenas de um Casamento (Suécia, 1973) – Ingmar Bergman 91. Rififi (França, 1955) – Jules Dassin 90. Hiroshima Meu Amor (França, 1959) – Alain Resnais 89. Morangos Silvestres (Suécia, 1957) – Ingmar Bergman 88. Crisântemos Tardios (Japão, 1939) – Kenji Mizoguchi 87. As Noites de Cabíria (Itália, 1957) – Federico Fellini 86. A Pista (França, 1962) – Chris Marker 85. Umberto D (Itália, 1952) – Vittorio de Sica 84. O Discreto Charme da Burguesia (França, 1972) – Luis Buñuel 83. A Estrada (Itália, 1954) – Federico Fellini 82. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (França, 2001) – Jean-Pierre Jeunet 81. Céline e Julie Vão de Barco (França, 1974) – Jacques Rivette 80. Os Esquecidos (México, 1950) – Luis Buñuel 79. Ran (Japão, 1985) – Akira Kurosawa 78. O Tigre e o Dragão (China – Taiwán, 2000) – Ang Lee 77. O Conformista (Itália, 1970) – Bernardo Bertolucci 76. E Sua Mãe Também (México, 2001) – Alfonso Cuarón 75. A Bela da Tarde (França, 1967) – Luis Buñuel 74. O Demônio das Onze Horas (França, 1965) – Jean-Luc Godard 73. Um Homem com uma Câmera (União Soviética, 1929) – Dziga Vertov 72. Viver (Japão, 1952) – Akira Kurosawa 71. Felizes Juntos (China, 1997) – Wong Kar-wai 70. O Eclipse (Italia, 1962) – Michelangelo Antonioni 69. Amor (França, Áustria, 2012) – Michael Haneke 68. Contos da Lua Vaga (Japão, 1953) – Kenji Mizoguchi 67. O Anjo Exterminador (México, 1962) – Luis Buñuel 66. O Medo Consome a Alma (Alemanha, 1973) – Rainer Werner Fassbinder 65. A Palavra (Dinamarca, 1955) – Carl Theodor Dreyer 64. A Liberdade É Azul (França, 1993) – Krzysztof Kie?lowski 63. Primavera Numa Pequena Cidade (China, 1948) – Fei Mu 62. A Viagem da Hiena (Senegal, 1973) – Djibril Diop Mambéty 61. Intendente Sansho (Japão, 1954) – Kenji Mizoguchi 60. O Desprezo (França, 1963) – Jean-Luc Godard 59. Vá e Veja (União Soviética, 1985) – Elem Klimov 58. Desejos Proibidos (França, 1953) – Max Ophüls 57. Solaris (União Soviética, 1972) – Andrei Tarkovsky 56. Amores Expressos (China, 1994) – Wong Kar-wai 55. Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (França, 1962) – François Truffaut 54. Comer Beber Viver (Taiwan, 1994) – Ang Lee 53. A Grande Testemunha (França, 1966) – Robert Bresson 52. Pai e Filha (Japão, 1949) – Yasujirô Ozu 51. Os Guarda-Chuvas do Amor (França, 1964) – Jacques Demy 50. O Atalante (França, 1934) – Jean Vigo 49. Stalker (União Soviética, 1979) – Andrei Tarkovsky 48. Viridiana (Espanha, México, 1961) – Luis Buñuel 47. 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Romênia, 2007) – Cristian Mungiu 46. O Boulevard do Crime (França, 1945) – Marcel Carné 45. A Aventura (Itália, 1960) – Michelangelo Antonioni 44. Cléo das 5 às 7 (França, 1962) – Agnès Varda 43. Bom Trabalho (França, 1999) – Claire Denis 42. Cidade de Deus (Brasil, 2002) – Fernando Meirelles e Kátia Lund 41. Tempo de Viver (China, 1994) – Zhang Yimou 40. Andrei Rublev (União Soviética, 1966) – Andrei Tarkovsky 39. Close-Up (Irã, 1990) – Abbas Kiarostami 38. Um Dia Quente de Verão (Taiwan, 1991) – Edward Yang 37. A Viagem de Chihiro (Japão, 2001) – Hayao Miyazaki 36. A Grande Ilusão (França, 1937) – Jean Renoir 35. O Leopardo (Itália, 1963) – Luchino Visconti 34. As Asas do Desejo (Alemanha, 1987) – Wim Wenders 33. Playtime – Tempo de Diversão (França, 1967) – Jacques Tati 32. Tudo Sobre Minha Mãe (Espanha, 1999) – Pedro Almodóvar 31. A Vida dos Outros (Alemanha, 2006) – Florian Henckel von Donnersmarck 30. O Sétimo Selo (Suécia, 1957) – Ingmar Bergman 29. Oldboy (Coreia do Sul, 2003) – Park Chan-wook 28. Fanny e Alexander (Suécia, 1982) – Ingmar Bergman 27. O Espírito da Colmeia (Espanha, 1973) – Víctor Erice 26. Cinema Paradiso (Itália, 1988) – Giuseppe Tornatore 25. As Coisas Simples da Vida (Taiwan, Japão, 2000) – Edward Yang 24. O Encouraçado Potemkin (União Soviética, 1925) – Sergei M. Eisenstein 23. A Paixão de Joana d’Arc (França, 1928) – Carl Theodor Dreyer 22. O Labirinto do Fauno (Espanha, México, Estados Unidos, 2006) – Guillermo del Toro 21. A Separação (Irã, 2011) – Asghar Farhadi 20. O Espelho (União Soviética, 1974) – Andrei Tarkovsky 19. A Batalha de Argel (Itália, Argélia, 1966) – Gillo Pontecorvo 18. A Cidade do Desencanto (Taiwan, 1989) – Hou Hsiao-hsien 17. Aguirre, a Cólera dos Deuses (Alemanha, 1972) – Werner Herzog 16. Metrópolis (Alemanha, 1927) – Fritz Lang 15. A Canção da Estrada (Índia, 1955) – Satyajit Ray 14. Jeanne Dielman (Bélgica, 1975) – Chantal Akerman 13. M – O Vampiro de Düsseldorf (Alemanha, 1931) – Fritz Lang 12. Adeus, Minha Concubina (China, 1993) – Chen Kaige 11. Acossado (França, 1960) – Jean-Luc Godard 10. A Doce Vida (Itália, 1960) – Federico Fellini 9. Amor À Flor da Pele (China, 2000) – Wong Kar-wai 8. Os Incompreendidos (França, 1959) – François Truffaut 7. Oito e Meio (Itália, 1963) – Federico Fellini 6. Persona (Suécia, 1966) – Ingmar Bergman 5. A Regra do Jogo (França, 1939) – Jean Renoir 4. Rashomon (Japão, 1950) – Akira Kurosawa 3. Era Uma Vez em Tóquio (Japão, 1953) – Yasujirô Ozu 2. Ladrões de Bicicletas (Itália, 1948) – Vittorio de Sica 1. Os Sete Samurais (Japão, 1954) – Akira Kurosawa
Pedro Carlos Rovai (1938 – 2018)
O cineasta Pedro Carlos Rovai morreu na madrugada de quinta-feira (1/11), no Rio, em consequência de complicações de um câncer. Ele tinha 80 anos e uma longa carreira como produtor e diretor de filmes brasileiros. Seu nome está ligado tanto à explosão da pornochanchada quanto ao surgimento das franquias infantis no cinema nacional, além ter sido pioneiro da atual fase de comédias românticas comerciais e ter produzido grandes sucessos teatrais. Natural de Ourinhos, no interior de São Paulo, Rovai praticamente inventou o gênero conhecido como pornochanchada ao dirigir, escrever e produzir “Adultério à Brasileira” em 1969. O filme era, na verdade, uma antologia à italiana, juntando três histórias cômicas com teor sexual, como vinha sendo feito com sucesso no cinema italiano da época. A produção inspirou novas antologias sensuais, como “Lua-de-Mel e Amendoim” (1971) e “Os Mansos” (1972), que contaram com segmentos realizado por Rovai, e demonstrou a viabilidade das comédias sexuais no país. O próprio Rovai assinou um dos maiores sucessos do gênero, “Ainda Agarro esta Vizinha” (1974), inspirado em texto de Oduvaldo Vianna Filho (criador de “A Grande Família”) e estrelado por Adriana Prieto (dos clássicos “Os Paqueras” e “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa”), que ele também dirigiu em “A Viúva Virgem” (1972). Visto por mais de 4 milhões de pessoas, “Ainda Agarro esta Vizinha” se tornou uma das maiores bilheterias da época, mostrando o microcosmo de um prédio de Copacabana, habitado pela vizinha gostosa, um redator publicitário, um mágico sem talento e um porteiro gay, entre outros. A partir do sucesso desse filme, ele passou a se dedicar à carreira de produtor, tornando-se um dos mais prolíficos da pornochanchada e se destacando pela variedade de temas, da comédia explícita, como “Eu Dou o que Ela Gosta” (1975), do especialista Braz Chediak, ao thriller “Ariella” (1980), adaptação do romance de Cassandra Rios. Suas produções atingiram refinamento que transcenderam o rótulo de pornochanchada, resultado em clássicos como “Bonitinha, mas Ordinária” (1981), adaptação de Nelson Rodrigues com Lucélia Santos e direção de Chediak. Ele tentou acompanhar as mudanças de rumo do mercado, dirigindo o musical “Amante Latino” (1979), estrelado pelo cantor Sidney Magal, mas após a produção de “Beijo na Boca” (1982), com Claudia Ohana e direção de Paulo Sérgio de Almeida, seu ímpeto foi tolhido pela estagnação comercial do cinema brasileiro. Mas isso não o tirou de cena, apenas mudou seu cenário. Ele trocou as câmeras pelos palcos de teatro, ao produzir mais de 12 peças, como “A Gaiola das Loucas”, com Vera Gimenez, e “Piaf”, com Bibi Ferreira, a maior parte delas nos anos 1980. Rovai só foi voltar ao cinema após a chamada Retomada, e visando público completamente diferente daquele que o consagrou. Em 2000, ele produziu “Tainá – Uma Aventura na Amazônia”, sobre as aventuras infantis de uma indiazinha amazônica. E novamente encontrou sucesso, tanto que o título virou uma trilogia, com os lançamentos de “Tainá 2 – A Aventura Continua” (2005) e “Tainá – A Origem” (2013), inaugurando o filão das franquias infantis bem antes dos filmes derivados da novelinha “Carrossel”. O passo seguinte foi voltar à direção, com “As Tranças de Maria” (2003), baseado em conto-poema de Cora Coralina, mas, embora premiado em festivais do Nordeste, a falta de sucesso comercial desestimulou Rovai a continuar filmando. Foi seu último trabalho como diretor. Mas ele ainda seguiu investindo com êxito na produção, realizando os dois filmes da franquia “Qualquer Gato Vira-Lata”, estrelados por Cleo Pires. O primeiro, de 2012, pegou o começo da explosão das comédias românticas, mostrando que Rovai continuava antenado às tendências do mercado. Para completar, também produziu a obra-prima “O Outro Lado do Paraíso” (2015), drama premiado de André Ristum sobre a construção de Brasília, estrelado por Eduardo Moscóvis, que acumulou troféus nos festivais de Gramado, Brasília e no exterior. Pedro Carlos Rovai continuava em plena atividade e absolutamente relevante aos 80 anos.
Veja nada menos que 100 fotos de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
A Warner divulgou nada menos que 100 fotos de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, que trazem desde cada integrante do elenco até a cenografia, locação e efeitos visuais, com destaque para os animais fantásticos do título. A trama, que foi ambientada em Nova York no primeiro filme, acontecerá agora em Londres e Paris, e apresentará ainda mais ligações com a saga de “Harry Potter”. A história começa meses após os acontecimentos de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, com Gellert Grindelwald (Johnny Depp) reunindo novos seguidores para sua causa, que considera que os bruxos são superiores aos demais humanos. Somente Alvo Dumbledore (Jude Law), que um dia foi considerado o melhor amigo do vilão, poderá acabar com seus planos sombrios. No entanto, para que essa intervenção realmente ocorra, o futuro diretor de Hogwarts precisará da ajuda do ex-aluno Newt Scamander (Eddie Redmayne), que voltará a reunir Tina (Katherine Waterston), Jacob (Dan Fogler) e Queenie (Alison Sudol) em uma aventura por um mundo mágico repleto de perigos. Novamente escrito por J.K. Rowling e dirigido por David Yates, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” estreia em 15 novembro no Brasil.
Versão jovem da Professora Minerva vai aparecer na continuação de Animais Fantásticos
Alvo Dumbledore não é o único personagem favorito de “Harry Potter” que aparecerá em versão jovem no filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”. A professora Minerva McGonagall, vivida por Maggie Smith na franquia do bruxinho, também está na trama da nova produção, interpretada por Fiona Glascott (“Brooklyn”). “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” vai trazer Hogwarts de volta ao cinema, mostrando a juventude dos futuros professores de Harry Potter, além da convocação feita pelo vilão do título para que todos os bruxos saiam das sombras e conquistem seus lugares de direito, como mestres do mundo dos trouxas. Além dos citados, a continuação traz de volta diversos integrantes de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, como Eddie Redmayne, que retoma o papel de Newt Scamander, além de Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). Mas os destaques são mesmo de Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel de Gellert Grindelwald e Jude Law (“Sherlock Holmes”) como Dumbledore. Novamente escrito por J.K. Rowling e dirigido por David Yates, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” vai chegar aos cinemas em menos de duas semanas, em 15 de novembro no Brasil.
Steven Spielberg vai produzir remake musical de A Cor Púrpura
O primeiro drama da carreira de Steven Spielberg, “A Cor Púrpura” (1985), vai ganhar remake do próprio diretor, desta vez como musical. Spielberg e Oprah Winfrey, que atuou no longa original, juntaram-se para produzir uma nova versão cinematográfica do romance homônimo de Alice Walker, que terá como ponto de partida não o longa indicado a 10 Oscars, mas o musical da Broadway que disputou 11 prêmios Tony em 2006. E o veterano compositor, jazzista e produtor Quincy Jones, que trabalhou na trilha dos anos 1980, juntou-se ao projeto para desenvolver a parte musical. Winfrey e Jones também produziram a adaptação da Broadway, ao lado de Scott Sanders (responsável pelo revival de “Evita”). Para quem não lembra, a história é centrada em Celie, uma negra do sul dos Estados Unidos que é abusada pelo pai e pelo marido. No filme de Spielberg, a protagonista foi vivida pela então desconhecida Whoopi Goldberg, que recebeu uma indicação ao Oscar, assim como Oprah, como Melhor Atriz Coadjuvante pelo primeiro papel de cinema de sua carreira. Com um orçamento de US$ 15 milhões, “A Cor Púrpura” arrecadou mais de US$ 140 milhões nos cinemas mundiais. O musical sobre a obra estreou na Broadway em 2005 e, após quase mil apresentações, voltou a ser encenado em 2016, ocasião em que venceu dois Tonys. Steven Spielberg anda rondando o gênero musical nos últimos tempos. Ele está desenvolvendo um remake (desnecessário) da obra-prima “Amor, Sublime Amor” (1961), mas não se apresenta como diretor do projeto de remake musical de “A Cor Púrpura”, apenas como produtor. Em estágio inicial, o projeto ainda não possui nem roteirista definido.
Aquaman terá première nacional na Comic Con Experience
“Aquaman” vai chegar mais cedo no Brasil. O Instagram da Comic Con Experience (que por razão misteriosa é abreviada como CCXP) publicou um vídeo em que o ator Jason Momoa, intérprete do herói no cinema, anuncia uma première do filme no dia 7 de dezembro, durante o evento – que ele chama de “maior Comic Con do mundo”. Próximo filme de super-herói da DC Comics a chegar aos cinemas, “Aquaman” estreia no circuito brasileiro seis dias depois, em 13 de dezembro. Além de Jason Momoa no papel-título, o filme dirigido por James Wan (“Invocação do Mal”) também destaca em seu elenco Amber Heard (“A Garota Dinamarquesa”), Patrick Wilson (também de “Invocação do Mal”), Nicole Kidman (“Lion”), Willem Dafoe (“Projeto Flórida”), Yahya Abdul-Mateen II (da série “The Get Down”) e Temuera Morrison (“Lanterna Verde”). A CCXP acontece entre os dias 5 e 9 de dezembro, em São Paulo. Também estão confirmados no evento o ator Michael B. Jordan, Zachary Levi e o diretor M. Night Shyamalan. Visualizar esta foto no Instagram. @prideofgypsies passando na sua timeline para avisar que vai ter sessão exclusiva de Aquaman no painel da @wbpictures_br sexta-feira (07/12). Garanta seu ingresso para a #CCXP18. Link na bio! Uma publicação compartilhada por CCXP (@ccxpoficial) em 2 de Nov, 2018 às 12:08 PDT
Dwayne Johnson revela primeira foto de Vanessa Kirby nos bastidores do filme derivado de Velozes e Furiosos
O ator Dwayne “The Rock” Johnson divulgou uma nova foto de bastidores do derivado de “Velozes e Furiosos”, intitulado “Hobbs & Shaw”. A imagem revela o visual de Vanessa Kirby (da série “The Crown” e de “Missão: Impossível – Efeito Fallout”) no filme. Kirby interpretará o papel de uma agente do MI6, o serviço secreto britânico, irmã do protagonista Shaw, interpretado por Jason Statham no mais recente “Velozes e Furiosos”. Isto significa que ela será filha de Helen Mirren (“A Rainha”), embora a atriz não tenha sido confirmada na produção. Johnson, claro, interpreta Hobbs, o ex-agente federal introduzido em “Velozes e Furiosos 5”. Dirigido por David Leitch (“Deadpool 2”), e escrito por Chris Morgan, roteirista veterano de “Velozes & Furiosos”, o longa também destaca em seu elenco o ator Idris Elba (“A Torre Negra”). A estreia está marcada para julho de 2019 – dez meses antes do aguardado “Velozes & Furiosos 9”.
Jessica Chastain aparece ensanguentada na primeira foto do novo filme do diretor de Histórias Cruzadas
A Voltage Pictures divulgou a primeira foto do thriller indie “Ava”, que traz a atriz Jessica Chastain com o rosto ensanguentado. Ela interpreta a personagem-título, uma assassina que trabalha para uma agência de espionagem, forçada a lutar por sua própria sobrevivência depois de uma missão falhar perigosamente. O impressionante elenco de apoio inclui Colin Farrell (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), Common (“Selma”), John Malkovich (“22 Milhas”) e Geena Davis (“Thelma e Louise”). O filme volta a reunir a atriz e o cineasta Tate Taylor, após trabalharem juntos em “Vidas Cruzadas” (The Help, 2011). Originalmente, a trama seria dirigida pelo australiano Matthew Newton (“From Nowhere”), responsável pelo roteiro, mas ele se demitiu após o resgate nas redes sociais de denúncias de abuso e violência doméstica que pesam contra ele. Chastain, que é produtora de “Ava”, convocou Taylor para assumir o projeto enquanto os dois discutiam planos para filmar “The Eyes of Tammy Faye”, cinebiografia de uma famosa tele-evangelista americana, planejada para o ano que vem. Jessica Chastain foi indicada a seu primeiro Oscar por seu papel em “Vidas Cruzadas”. “Ava” ainda não tem previsão de estreia.
Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson vão estrelar continuação de Dupla Explosiva
A comédia de ação “Dupla Explosiva”, estrelada por Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson, que ficou quatro semanas em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte no ano passado, vai ganhar continuação. A Lionsgate encomendou um novo roteiro aos irmãos Brandon e Phillip Murphy, que estiveram na Black List de 2014 pelo roteiro não filmado do terror “The Bringing”, e o diretor Patrick Hughes, que assinou o original, vai retornar à sua função no novo filme. Em “Dupla Explosiva”, Reynolds viveu um guarda-costas contratado para proteger uma testemunha de um crime. O detalhe é que a testemunha não é indefesa nem gosta de ser protegida. O homem desaforado (Jackson) é um matador profissional, que se tornou alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além de piadinhas. A continuação contará com a mesma dupla. Desta vez, o personagem de Reynolds será contatado por Jackson e por sua esposa, interpretada por Salma Hayek, que também apareceu no longa original. O casal quer que o guarda-costas se junte a eles em uma missão nas praias de Amalfi, na Itália. As filmagens devem começar em março e ainda não há uma data de estreia definida.
Kurt Russell é Papai Noel divertido no trailer legendado de Crônicas de Natal
A Netflix divulgou o novo trailer legendado de “Crônicas de Natal”, fantasia natalina que traz o ator Kurt Russell (“Os Oito Odiados”) como um Papai Noel divertido. O filme conta a história de uma menina que ainda acredita em Papai Noel e decide flagrar o bom velhinho com uma câmera na noite de Natal. E, com a ajuda do irmãos mais velho, ela acaba conseguindo. Mas após comprovarem que Papai Noel existe mesmo, eles acabam pondo em risco os presentes de milhões de crianças em todo o mundo, já que causam um acidente com o trenó mágico. A solução é virar a noite trabalhando duro com o Papai Noel e seus elfos para salvar o Natal. O elenco inclui Judah Lewis (“A Babá”) e Darby Camp (“Big Little Lies”) como as crianças, Kimberly Williams-Paisley e Oliver Hudson (ambos de “Nashville”) como os pais das crianças, e Lamorne Morris (“New Girl”) e Martin Roach (“A Forma da Água”) como policiais que se envolvem na confusão. Escrito por Matt Lieberman (que também está escrevendo novos longas animados do “Scooby Doo” e da “Família Addams”) e dirigido por Clay Kaytis (“Angry Birds – O Filme”), “Crônicas de Natal” também inclui em seus créditos a produção do cineasta Chris Columbus, que ficou conhecido justamente por comandar um filme natalino clássico: “Esqueceram de Mim” (1990). A estreia está marcada para 22 de novembro em streaming.
Milla Jovovich vai estrelar adaptação dos cultuados quadrinhos de Corto Maltese
Os cultuados quadrinhos de “Corto Maltese”, do artista italiano Hugo Pratt (1927-1995), vão virar filme. Será a primeira adaptação com atores da obra premiadíssima de um dos maiores mestres da arte sequencial, após versões animadas de sucesso. Criado em 1967 por Pratt, com a célebre história da “Balada do Mar Salgado”, Corto Maltese é um aventureiro dos sete mares, que enfrenta contrabandistas, encontra figuras históricas e vive aventuras passadas nos primeiros anos do século 20. Uma de suas histórias mais famosas, “Sob o Signo de Capricórnio”, o trouxe inclusive à Bahia, onde conheceu o célebre cangaceiro Corisco (também visto no clássico “Deus e o Diabo na Terra do Sol”). O filme vai adaptar a trama de “Corto Maltese na Siberia”, iniciada em 1974, que mostra o ousado plano de roubar o tesouro real do Czar Alexandre II, transportado de trem por revolucionários bolcheviques, após o assassinato da família real russa. Para isso, Corto Maltese contará com a ajuda de uma sociedade secreta chinesa composta apenas por mulheres, mas terá que enfrentar tanto comunistas quanto monarquistas, entre eles o próprio monge louco Rasputim. A adaptação está a cargo do cineasta francês Christophe Gans (“Terror em Silent Hill” e “A Bela e a Fera”), mas a produção será falada em inglês, como confirma a escalação do britânico Tom Hughes (o Príncipe Albert da série “Victoria”) no papel principal. Além dele, o elenco terá Mark Dacascos (que trabalhou com o diretor em “Pacto dos Lobos”) e Milla Jovovich (“Resident Evil”) em papéis não revelados, embora seja fácil deduzir que Jovovich interprete a Duquesa Marina Semenova (cujos desenhos foram inspirados em Marlene Dietrich, no filme o “Expresso de Xangai”). Afinal, o outro único papel feminino importante da história é o de uma jovem revolucionária chinesa, Xangai-Li. Já Dacascos é um Rasputim em potencial. As filmagens vão começar em janeiro, nas locações em que a trama se passa, entre a China e a Europa. A produção e a distribuição está a cargo da TriPictures, do conglomerado Sony, e ainda não há previsão de estreia.
Will Smith e Martin Lawrence “oficializam” produção de Bad Boys 3
Depois de inúmeros anúncios extraoficiais, Will Smith garante que agora é oficial. Em vídeo divulgado no Instagram, ele “oficializou” que vai filmar o terceiro longa da franquia “Bad Boys” com Martin Lawrence, para lançamento em 2020. Clássico da ação dos anos 1990, “Bad Boys” trazia Smith e Martin como dois policiais durões de Miami. O primeiro longa estreou em 1995 e ajudou a transformar o ex-rapper e comediante televisivo Will Smith em astro de ação. De quebra, lançou o então diretor de comerciais Michael Bay no cinema. O sucesso se repetiu na continuação de 2003, que arrecadou mundialmente US$ 273 mil, quase o dobro do que conseguiu o primeiro. Desde então, os planos do terceiro filme são sempre mencionados pelos dois protagonistas. E a Sony até chegou a incluir a continuação em seu cronograma de lançamentos em 2015, prometendo um lançamento para fevereiro de 2017, que obviamente não aconteceu. Com o sumiço do projeto, a última notícia da franquia era relacionada à produção do spin-off televisivo “LA’s Finest”, centrado em Syd Burnett, irmã do detetive Marcus Burnett (Martin Lawrence), introduzida em “Bad Boys 2” – que assim como no filme será interpretada pela atriz Gabrielle Union. Por ironia, esse piloto também quase não saiu do papel, mas acabou se materializando com encomenda de um canal canadense. Com Jessica Alba reforçando o elenco, a série deve estrear em 2019. Apesar da “oficialização” de Will Smith, pouco se sabe sobre o novo filme, que terá o mesmo produtor, Jerry Bruckheimer (“Piratas do Caribe”). O longa deve se chamar “Bad Boys For Life”, como alude Will Smith no vídeo, e o roteiro final foi assinado por Chris Bremner, responsável pela comédia “Padrinhos Ltda.”, após anos de desenvolvimento de roteiristas mais famosos e identificados com filmes de ação, como David Guggenheim (“Protegendo o Inimigo”) e Joe Carnahan (“A Perseguição”). A direção está a cargo da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (do filme “Black” e da série “Snowfall”). Visualizar esta foto no Instagram. It’s been a LOOOONG time Coming. But now it’s Here! @BadBoys For Life ? We back!! @martinlawrence Uma publicação compartilhada por Will Smith (@willsmith) em 1 de Nov, 2018 às 10:48 PDT
The Witcher completa seu elenco com atriz de Harry Potter no papel de Triss Marigold
Depois de revelar o primeiro vislumbre de Henry Cavill (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) como Geralt of Rivia, a Netflix anunciou os últimos nomes do elenco da série “The Witcher”. Juntando-se a Cavill e outros integrantes do elenco previamente anunciados, como Freya Allen (Ciri) e Anya Chalotra (Yennefer), destaca-se a intérprete de uma das personagens favoritas dos fãs da franquia literária e de games. E a atriz escalada para viver Triss Marigold é uma ex-bruxinha de “Harry Potter”, Anna Shaffer (Romilda Vane nos filmes do jovem mago). A escalação marca um novo desvio étnico em relação aos personagens originais e já rendeu protestos no Reddit. A atriz é morena e irá interpretar uma ruiva de olhos verdes. Não há informações se ela usará peruca para o papel. O resto do elenco inclui Eamon Farren (“Twin Peaks”) como Cahir, Joey Batey (“Knightfall”) como Jaskier, Lars Mikkelsen (“Sherlock”) como Stregobor, Royce Pierreson (“Wanderlust”) como Istredd, Maciej Musiał (“1983”) como Sir Lazlo e Wilson Radjou-Pujalte (“Dickensian”) como Dara. Sem esquecer a multidão de intérpretes secundários: Rebecca Benson (Marilka), Shane Attwooll (Nohorn), Luke Neal (Vyr), Matthew Neal (Nimir), Tobi Bamtefa (Danek), Sonny Serkis (Martin), Roderick Hill (Fletcher), Inge Beckmann (Aridea), Charlotte O’Leary (Tiffania), Natasha Culzac (Toruviel), Amit Shah (Torque) e Tom Canton (Filavandrel). Entre os anteriormente anunciados, já estavam Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, e Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack, integrantes da corte da Princesa Ciri, além de MyAnna Buring (“Ripper Street”) como Tissaia, Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla e Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina, que pertencem à academia mágica de Yennefer. É realmente um elenco vultuoso, que corresponde à escala épica da saga iniciada em 1986 pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski, que a Netflix pode transformar no seu “Game of Thrones”. “The Witcher” se passa em um mundo de fantasia medieval, o que a levou a ser adotada por jogadores de RPG e inspirou uma coleção de videogames baseada em suas histórias, a partir de 2007. Cavill vai interpretar o protagonista da saga, Geralt of Rivia, um caçador de monstros em um mundo onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele quer é ser deixado em paz para ficar sozinho, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. A roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”, é responsável pela adaptação, enquanto a direção dos primeiros episódios estará a cargo de Alik Sakharov (de “House of Cards”, “Black Sails” e “Marco Polo”). A série ainda não está em fase de pré-produção e ainda não possui previsão de estreia.












