Sofia Vergara é a atriz mais bem paga da TV americana pelo quinto ano seguido
A revista Forbes divulgou a sua lista anual das atrizes mais bem pagas da TV mundial. E a atriz colombiana Sofia Vergara manteve a coroa pelo quinto ano consecutivo. Ela lidera a lista desde 2012 e este ano faturou US$ 43 milhões. Para se ter ideia, o valor é apenas US$ 3 milhões menor que o recebido pela atriz mais bem paga do cinema em 2016, Jennifer Lawrence. Mas não vem só da participação na série “Modern Family”. Sofia tem sua linha própria de móveis e é requisitada para vários comerciais. O 2º lugar ficou com Kaley Cuoco, que teve rendimentos bem menores, US$ 24,5 milhões, alimentados basicamente por seu cachê na série de comédia “The Big Bang Theory”. Ela chega a faturar US$ 1 milhão por episódio, o salário feminino mais alto da TV americana. Em 3º lugar aparece Mindy Kaling, da série “The Mindy Project”, que recebeu US$ 15 milhões também como produtora da atração, além de escrever livros e fazer dublagens. Ellen Pompeo, da série “Grey’s Anatomy”, e Mariska Haritay, que estrela a atração mais longeva da atualidade, “Law & Order: SVU”, são as principais estrelas dramáticas da relação, completando o Top 5 com US$ 14,5 milhões, cada. Vale ressaltar, ainda, que o Top 10 registrou uma surpresa, a aparição da novata Priyanka Chopra, estrela de Bollywood que estreou no ano passado na TV americana, na série “Quantico”. A indiana já aparece em 8º lugar, com US$ 11 milhões.
Ator Domingos Montagner sumiu no rio São Francisco
O ator Domingos Montagner, que interpreta o personagem Santo na novela “Velho Chico”, da Globo, e está nos cinemas na comédia “Um Namorado para Minha Mulher”, sumiu no rio São Francisco. A polícia da cidade de Canindé de São Francisco, no Sergipe, iniciou a procura pelo artista na região na tarde desta quinta-feira (15/9). Segundo informações preliminares, o ator teria saído para tomar banho no rio São Francisco, em uma localidade chamada prainha de Canindé do São Francisco, no município de mesmo nome, e desapareceu. A polícia informou que o desaparecimento ocorreu por volta das 14h30 e mobiliza bombeiros, policiais e pescadores de Sergipe e Alagoas, já que o rio faz divisa entre os dois estados. “O local do desaparecimento foi o pior lugar para se tomar banho. Ali há um encontro das águas e formam-se redemoinhos. Realmente é onde o rio é mais complicado, há vários retornos da água”, contou ao UOL o soldado Carlos Santos, da PM de Sergipe,e que faz buscas no local. Domingos estava de folga das gravações e tinha ido almoçar na região com a colega Camila Pitanga, que foi quem fez o alerta. Um funcionário do restaurante Caçuá, bem próximo de onde os atores estavam, contou ao UOL que Camila e Domingos mergulharam até uma pedra e, quando o ator foi tentar nadar até uma outra pedra, que ficava mais distante, foi levado pela correnteza. “Primeiro achamos que era alguma gravação da novela. Só demos conta quando ouvimos os gritos de socorro da Camila. Ela estava chorando e desesperada. Provavelmente ela também faria o mesmo e tentaria nadar até a outra pedra. Logo depois, ela foi levada por uma lancha”, explicou ele, que esclareceu que uma área do rio é rasa, mas do outro lado da pedra é mais fundo e com fortes correntezas. Em comunicado oficial, a Globo informou que a atriz, ao notar que o colega não retornava, avisou a produção, que acionou a política e iniciou imediatamente as buscas. “Helicópteros do Grupamento Tático Aéreo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e pescadores da região estão ajudando nas buscas, mas até o momento o ator continua desaparecido”, informou a emissora.
Duda Ribeiro (1962 – 2016)
Morreu o ator Duda Ribeiro, que se destacou no teatro, fez novelas e participou de filmes brasileiros de sucesso. Ele faleceu nesta quarta-feira (14/9) aos 54 anos, no hospital Adventista Silvestre no Rio de Janeiro, devido a complicações no tratamento de um câncer que ele enfrentava desde 2010. Duda Ribeiro nasceu em 5 de junho de 1962, no Rio de Janeiro. Formado em engenharia, virou ator no final dos anos 1980 após ser convidado para a montagem do espetáculo “Nossa Cidade” pelo diretor Carlos Wilson, mesmo sem nunca ter atuado, e seguiu carreira, atuando em várias peças, dirigindo e até escrevendo produções como “Doida Varrida”, “Uma Dupla de Dois” e “Ópera dos Horrores”. Ele estreou na TV na novela “Barriga de Aluguel” (1990), de Glória Perez, e acabou criando um vínculo afetivo com a autora, após namorar sua filha, Daniella Perez, voltando a trabalhar em outros teledramas escritos por ela, como o remake de “Pecado Capital” (1998), “Caminho dos Índias” (2009) e a recente “Salve Jorge” (2012). “Duda chegou em nossa família na adolescência, como o primeiro namorado sério da Dany. E ficou para sempre, como um amigo querido e presente”, escreveu Glória Perez nas redes sociais. “Hoje ele foi embora, depois de lutar tanto e tão bravamente pela vida. Muita saudade, Duda”. O ator também participou da série infantil “Sítio do Pica-Pau Amarelo” como o personagem Jeca Tatu, e de várias outras séries da Globo, como “Labirinto” (1998), “Avassaladoras: A Série” (2006), “Amazônia: De Galvez a Chico Mendes” (2007), “Casos e Acasos” (2008), “SOS Emergência” (2010) e “Tapas & Beijos” (2011), além das sitcoms “Meu Passado Me Condena” (2012) e “Vai que Cola” (2013) no Multishow. Foram poucos papeis no cinema, mas sua carreira vinha crescendo também nesta direção. Após figurar em “Meu Nome Não É Johnny” (2008), participou de “Assalto ao Banco Central” (2011), “O Concurso” (2013) e “O Duelo” (2015), seu último trabalho. Ele estava escalado para a próxima novela de Gloria Perez, “À Flor da Pele”, que estreia em 2017 na Globo.
Médicos de cinco séries diferentes se juntam pela primeira vez em comercial americano
Uma empresa de planos de saúde dos EUA decidiu inovar em sua campanha publicitária e juntou, em um único comercial, cinco atores que ficaram famosos interpretando médicos na TV. O comercial da Cigna faz parte de uma campanha para incentivar as pessoas a fazerem check-up anualmente. E para convencê-las, a empresa reuniu nada menos que Alan Alda, o eterno Dr. Falcão Pierce da clássica série “MASH” (1972-1983), Noah Wyle, o Dr. John Carter de “Plantão Médico”/”E.R.” (1994-2009), Donald Faison, o Dr. Christopher Turk de “Scrubs” (2001-2010), Lisa Edelstein, a Dra. Lisa Cuddy de “House” (2004-2012), e Patrick Dempsey, o Dr. Derek Shepherd, que em 2015 deixou o elenco de “Grey’s Anatomy” (2005-), série ainda em produção. No vídeo, criado pela agência McCann, os atores se apresentam como médicos televisivos, revelando que realmente não sabem nada de Medicina, mas decidiram aproveitar a chance de salvar vidas de verdade incentivando o exame preventivo. O comercial termina com os atores fazendo ‘pose de médico’. Orçada em US$ 9 milhões, a campanha ficará no ar até 2017 na TV americana e se estenderá para as redes sociais.
Contrato de divórcio de Tom Cruise proíbe Katie Holmes de namorar
Separada de Tom Cruise desde 2012, Katie Holmes está proibida de namorar. Segundo o site americano de celebridades Radar Online, a atriz assinou um contrato de divórcio com cláusulas específicas, que a proíbe de assumir publicamente um namoro por cinco anos, que finalmente se completam no ano que vem. Embora aparente seguir estas regras, há boatos de que ela mantem um relacionamento com o também ator Jamie Foxx. O contrato seria o motivo dos dois não aparecerem juntos em eventos, nem sua filha Suri ser fotografada ao lado dele. Mas Katie já circula por aí com um anel de diamante, que representaria um noivado – ou, no mínimo, um compromisso muito sério. Katie também não pode falar mal ou expor a intimidade de Tom Cruise, nem revelar ou comentar qualquer coisa sobre a Cientologia, religião seguida por seu ex-marido. “Katie queria tanto esse divórcio que aceitou os termos e ganhou U$ 4,8 milhões para cuidados com a filha, além de mais U$ 5 milhões para ela”, disse a fonte do portal, que revelou a existência do contrato. Caso quebre o acordo, ela teria que devolver o dinheiro.
Natalie Portman estaria grávida do segundo filho
A atriz Natalie Portman estaria grávida do segundo filho, de acordo com a revista americana Us Weekly. Casada desde 2012 com o coreógrafo Benjamin Millepied, que conheceu durante as filmagens de “Cisne Negro” (2010), a atriz já é mãe de Aleph, atualmente com cinco anos de idade. As evidências apontadas pela publicação foram a silhueta saliente e o fato dela ter passado bastante tempo com a mão na barriga, durante sua passagem pelo Festival de Veneza – onde apresentou dois filmes, o elogiadíssimo “Jackie”, do chileno Pablo Larraín, e “Planetarium”, da francesa Rebecca Zlotowski.
Namoro de Taylor Swift e Tom Hiddleston já acabou
O namoro entre a cantora Taylor Swift e o ator Tom Hiddleston (“Thor”) já acabou, segundo a revista americana de celebridades Us Weekly. A separação aconteceu de forma “amigável”, após três meses de relacionamento. O motivo da separação teria sido a falta de acordo sobre como lidar com a relação. Hiddleston não queria esconder o namoro, enquanto Taylor preferia mantê-lo discreto. “A Taylor sabe quais são as repercussões das demonstrações públicas de afeto, mas Tom não ouviu suas preocupações”, comentou uma fonte próxima do casal à publicação, adiantando que os dois se dão “muito bem” e vão continuar amigos. Swift e Hiddleston conheceram-se na festa de gala do Museu Metropolitano de Nova York, em maio, e a sua relação teria engatado em junho, duas semanas depois do fim do namoro da cantora com o DJ Calvin Harris. Taylor Swift nunca confirmou publicamente a relação com o ator, mas um mês depois de terem sido fotografados aos beijos numa praia em Rhode Island, Hiddleston foi co-anfitrião da festa anual do 4 de julho, organizada pela cantora em sua casa. Nessa festa, Hiddleston vestiu uma comiseta as iniciais de Swift e, dias depois, falou sobre o namoro numa entrevista à revista The Hollywood Reporter. “A verdade é que Taylor Swift e eu estamos juntos e estamos muito felizes. Obrigado por perguntar. Essa é a verdade. Não é um golpe de publicidade”, comentou, referindo-se aos rumores que surgiram nas redes sociais, de que tudo não passava de promoção de um novo clipe. Durante os três meses de namoro, que se seguiram a uma relação de 15 meses da cantora com o DJ Calvin Harris, Swift e Hiddleston viajaram pela Europa e pelos Estados Unidos e chegaram a conhecer os respectivos pais de cada um.
Warner lista a si mesma como site pirata
O estúdio Warner Bros surtou em sua caça à pirataria online. O site Torrent Freak encontrou uma lista de endereços, apresentada pela Vobile (empresa caça-piratas) em nome da produtora, que inclui serviços legítimos de streaming e até a própria Warner Bros. como piratas. A lista foi publicada no site da Lumen, que agrega pedidos de retirada de conteúdos online, e encaminhada ao Google para que os sites sejam removidos do serviço de buscas. Além de querer que o Google bloqueie o endereço warnerbrothers.com — oficial do estúdio — , a Warner aponta como piratas os sites que ela própria criou para seus filmes, como “Matrix” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, além das plataformas da Amazon e do canal pago europeu Sky, que pagam direitos autorais aos estúdios. Até mesmo links do IMDb — Internet Movie Database —, que trazem apenas informações sobre filmes, como sinopse e elenco, aparecem na lista por suposta infração de direitos autorais. Segundo o Google, a Vobile, empresa contratada pela Warner para esse serviço, já pediu que mais 13 milhões de links fossem retirados de seu índice de pesquisas.
Classificação indicativa deixa de ser proibitiva na TV brasileira
O Supremo Tribunal Federal acabou com a vinculação entre o horário de programas de TV e a sua classificação indicativa. A decisão, em vigor desde quinta (1/9), permite aos canais maior flexibilidade na programação de suas atrações. Até então, a classificação era restritiva e não indicativa de fato. Programas “não recomendados para menores de 14 anos” só podiam ser exibidos a partir das 21h impreterivelmente. Esta classificação, incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente, foi responsável por transformar a tradicional “novela das oito” em “novela das nove” na TV brasileira. Vale lembrar que, no ano passado, Gilberto Braga precisou mudar o destino de uma personagem – inicialmente uma garota de programa – na novela das 21h “Babilônia” para evitar que fosse classificada para 16 anos e, portanto, só liberada para ir ao ar após às 22h. E a Record teve que cortar cenas em que escravos eram chicoteados em “Escrava Mãe”, sua atual novela das 19h, para manter a recomendação em 10 anos. O novo entendimento também facilita a exibição de reprises de novelas durante a tarde. Recentemente, a Record encontrou dificuldades para adequar ao horário sua reprise de “Chamas da Vida”, que tinha classificação de “não recomendada para menores de 14 anos”, resultando numa edição muito retalhada. Sucessos do cinema juvenil com censura 12 anos, como “Esquadrão Suicida” e “Star Trek: Sem Froteiras”, atualmente em cartaz nos cinemas, também não precisarão mais sofrer cortes para passar à tarde. Além disso, a chamada Rede Fuso, que apresentava programação atrasada exclusivamente para os estados do Norte e Nordeste durante o período de horário de verão, deve terminar. Os programas costumavam ir ao ar mais tarde nestas regiões, pela obrigação de vincular a classificação etária e o horário de exibição. Agora, a programação nacional poderá permanecer unificada, apesar do horário de verão nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Foi uma longa batalha. Para se ter ideia, a ação que resultou nessa decisão foi apresentada há nada menos que 15 anos pelo PTB, com apoio da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV). Trata-se, claro, de um exemplo notável da celeridade do judiciário brasileiro. Mas foi mesmo uma batalha. Em contraste à celebração dos canais, organizações de proteção à infância lamentaram a decisão. Várias ONGs, como Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, o Instituto Alana, a ANDI – Comunicação e Direitos e a Artigo 19 encamparam uma campanha contrária à desvinculação dos horários na televisão. Para elas, é grande o risco de maior exposição de crianças a conteúdos violentos e erotizados durante horários impróprios, como ocorria nos anos 1990, antes do Estatuto da Criança e do Adolescente, quando o quadro sensual “Banheira do Gugu” ocupava a faixa das 16h. A publicação do acórdão do STF suprimiu trecho do Estatuto que proibia exibir programas fora dos horários reservados a cada idade, segundo a classificação do Ministério da Justiça. A pasta continuará avaliando a classificação indicativa, que deve ser informada no início de cada atração, mas a partir de agora ela será, como diz seu nome, apenas indicativa – e não mais proibitiva.
São Paulo vive dias de terror com a ressurreição do Cinefantasy, festival de cinema fantástico
O Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico voltou do além. Sua última edição tinha ocorrido há cinco anos. Mas, como Jason Voorhees, ele não morreu. Desta terça (6/9) até o dia 11, o evento volta à vida no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, exibindo diversos filmes, eventos, concursos, palestras e debates. A programação conta com uma mostra competitiva de longas e curtas-metragens, que exibirá 98 títulos. O cinema brasileiro está representado por 4 longas e 32 curtas, que concorrerão ao troféu Corpo-Seco Dourado entregue pelo festival. Entre eles, está o inédito em circuito comercial “Clarisse – Ou Alguma Coisa sobre Nós Dois” (foto acima), de Petrus Cariry, que rendeu o troféu de Melhor Atriz à Sabrina Greve no Cine Ceará. O país melhor representado, porém, é a Espanha, presente com 28 filmes. Entre os destaques internacionais da Mostra Competitiva está o longa finlandês “Bunny the Killer Thing”, de Joonas Makkonen, inédito no Brasil e premiado no Rojo Sangre de Buenos Aires, e o italiano “Fantasticherie di un Passagiatore Solitario”, primeiro filme do diretor Paolo Gaudio, vencedor do Prêmio Mario Bava de Melhor Filme de Estreante no Fantasfestival de Roma. O festival terá também uma sessão especial dedicada ao diretor brasileiro Victor-Hugo Borges, criador da série “Historietas Assombradas (Para Crianças Malcriadas)” exibida no Cartoon Network. A sessão terá exibição de dois curtas-metragens do diretor, “O Menino que Plantava Invernos” (2008) e “Historietas Assombradas (Para Crianças Malcriadas)” (2013), que deu origem à série televisiva. Além da exibição dos filmes, a programação tem eventos para fãs de Harry Potter e Pokémon, além de um concurso de Cosplay e até uma festa temática dos anos 1980, em homenagem à série “Stranger Things”. Confira mais informações no site oficial do Cinefantasy.
Domingos de Oliveira é o grande vencedor do Festival de Gramado 2016
O drama “Barata Ribeiro, 716”, do veterano cineasta Domingos de Oliveira, foi o vencedor da 44ª edição do Festival de Gramado. E além do Kikito de Melhor Filme, o diretor também conquistou os troféus de Melhor Direção e Trilha Sonora, que ele assinou. Para completar, seu filme ainda rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Glauce Guima. A premiação ocorreu na noite de sábado (3/9) e, segundo informações dos grandes portais, manteve o tom político que marcou a abertura do festival, quando foi exibido “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. Além de discursos e slogans, alguns atores carregavam cartazes de protesto. Teve até faixa da época das “Diretas Já”, numa demonstração anacrônica. E quando o logotipo do Ministério da Cultura, que apoia o evento e o cinema brasileiro, foi exibido, vaias sonoras foram disparadas. Há quatro meses, quando o Ministério foi temporariamente extinto, a classe artística entrou em frenesi, com medo de um apagão cultural, graças ao destino incerto dos financiamentos públicos, e promoveu ocupações de museus e equipamentos culturais para pedir sua volta. O Ministério voltou, o novo ministro garantiu a manutenção dos programas de financiamento. E o que em maio era considerado primordial para a existência da classe, após o afago e a mão estendida passou a ser metaforicamente apedrejado e escarrado, como no poema de Augusto dos Anjos. Nada disso impediu a emocionante consagração de Domingos de Oliveira. O diretor foi ao palco receber seus prêmios amparado por Caio Blat, protagonista de “Barata Ribeiro, 716”, que interpreta um alterego do cineasta, já que a trama é baseada em memórias de sua juventude. Por sofrer de Mal de Parkinson, Oliveira tem dificuldades para caminhar e falar. Seu discurso, ao receber o troféu de Melhor Direção, foi uma contagem até 79, sua idade. “A vida não é curta. É curtíssima”, acrescentou, conforme registro do G1. Na “curta” carreira do cineasta, “Barata Ribeiro, 716” é seu 18º longa-metragem. Foi aplaudido de pé pelo público presente ao Palácio dos Festivais, lotado. O filme se passa na época de um golpe de estado verdadeiro, ao acompanhar o engenheiro e aspirante a escritor Felipe (Caio Blat) numa vida de festas alucinantes, no apartamento que ganhou do seu pai na famosa rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Lá, ele e seus amigos desfrutam de tudo que a liberdade pode oferecer durante o começo dos anos 1960. Liberdade que terminaria com o golpe militar de 1964. A segunda vitória mais aplaudida foi a de Andreia Horta, ao receber o Kikito de Melhor Atriz pelo papel-título de “Elis”, cinebiografia da cantora gaúcha Elis Regina. “Quero agradecer a todos que acreditaram que eu podia fazer esse trabalho”, discursou ela, feliz pelo reconhecimento obtido “aqui, na terra dela, no Sul”. O filme chega aos cinemas em 24 de novembro. “O Roubo da Taça” foi outro destaque da premiação. O filme de Caíto Ortiz rompeu uma tradição de Gramado, que não costuma premiar comédias, e levou quatro estatuetas: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro e Melhor Ator para Paulo Tiefenthaler, considerado, segundo o UOL, a zebra da noite, já que as apostas eram em Caio Blat. “Ainda existe preconceito com a comédia, precisa ter timing, não é só ser uma aventura ou um filme de gags. A situação toda é patética e, dentro disso, fizemos um filme bom. Foi um presente, um reconhecimento”, declarou Tiefenthaler ao portal, refletindo sobre o tema da produção: o roubo da Taça Jules Rimet do interior da CBF. “O Silêncio do Céu” levou o prêmio especial do júri. Apesar de protagonizado por Carolina Dieckmann e Leonardo Sbaraglia, o longa de suspense é falado em espanhol, com apenas uma curta cena em português. O filme também já possuiu estreia agendada nos cinemas para breve, no dia 22 de setembro. Entre as premiações de curta-metragem, categoria vencida pelo brasiliense “Rosinha”, de Gui Campos, chamou atenção a lembrança de Elke Maravilha, recentemente falecida, que conquistou um Prêmio Especial do Júri por seu desempenho em “Super Oldboy”, filme que ainda venceu o troféu do público. Confira abaixo a lista completa com todos os prêmios. Vencedores do Festival de Gramado 2016 LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira Melhor Direção Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Atriz Andréia Horta (“Elis”) Melhor Ator Paulo Tiefenthaler (“O Roubo da Taça”) Melhor Atriz Coadjuvante Glauce Guima (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Ator Coadjuvante Bruno Kott (“El Mate”) Melhor Roteiro Lucas Silvestre e Caíto Ortiz (“O Roubo da Taça”) Melhor Fotografia Ralph Strelow (“O Roubo da Taça”) Melhor Montagem Tiago Feliciano (“Elis”) Melhor Trilha Musical Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Direção de Arte Fábio Goldfarb (“O Roubo da Taça”) Melhor Desenho de Som Daniel Turini, Fernando Henna, Armando Torres Jr. e Fernando Oliver (“O Silêncio do Céu”) Melhor Filme – Júri Popular “Elis”, de Hugo Prata Melhor Filme – Júri da Crítica “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra Prêmio Especial do Júri “O Silêncio do Céu”, pelo domínio da construção narrativa e da linguagem cinematográfica LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS Melhor Filme “Guaraní”, de Luis Zorraquín Melhor Direção Fernando Lavanderos (“Sin Norte”) Melhor Atriz Verónica Perrotta (“Os Golfinhos Vão para o Leste”) Melhor Ator Emilio Barreto (“Guaraní”) Melhor Roteiro Luis Zorraquín e Simón Franco (“Guaraní”) Melhor Fotografia Andrés Garcés (“Sin Norte”) Melhor Filme – Júri Popular “Esteros”, de Papu Curotto Melhor Filme – Júri da Crítica “Sin Norte”, de Fernando Lavanderos Prêmio Especial do Júri “Esteros”, pela direção delicada e inteligente da história de amor dos atores mirins. CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme “Rosinha”, de Gui Campos Melhor Direção Felipe Saleme (“Aqueles Cinco Segundos”) Melhor Atriz Luciana Paes (“Aqueles Cinco Segundos”) Melhor Ator Allan Souza Lima (“O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa Tarde de Domingo no Jardim Zoológico”) Melhor Roteiro Gui Campos (“Rosinha”) Melhor Fotografia Bruno Polidoro (“Horas”) Melhor Montagem André Francioli (“Memória da Pedra”) Melhor Trilha Musical Kito Siqueira (“Super Oldboy”) Melhor Direção de Arte Camila Vieira (“Deusa”) Melhor Desenho de Som Jeferson Mandú (“O Ex-Mágico”) Melhor Filme – Júri Popular “Super Oldboy”, de Eliane Coster Melhor Filme – Júri da Crítica “Lúcida”, de Fabio Rodrigo e Caroline Neves Prêmio Especial do Júri Elke Maravilha (“Super Oldboy”) e Maria Alice Vergueiro (“Rosinha”), pela contribuição artística de ambas Prêmio Aquisição Canal Brasil “Rosinha”, de Gui Campos
Primeiro festival de cinema de Petrópolis é interrompido por protestos políticos
O primeiro festival de cinema da cidade de Petrópolis, batizado de Festcine Imperial, teve sua programação interrompida por protestos contra a presença do Ministro da Cultura Marcelo Calero num dos debates previstos. Realizado na noite de sexta (2/9), o debate sobre “O Futuro do Cinema Brasileiro” foi impedido por gritos de “golpista” e “fascista” disparados contra o Ministro. Segundo relato do jornal O Globo, o protesto foi inicialmente contido pelos organizadores do evento e por outros membros do público, mas, depois de cerca de 20 minutos, recomeçou em tom mais alto. O Ministro chegou a reagir, fazendo sinais com as mãos de que aqueles que protestavam apoiavam ladrões. Embora tenha tentado responder a provocação, no vídeo que circula na internet é impossível ouvir qualquer outra coisa além de berros intolerantes. Ele acabou deixando o debate, que reunia também a presidente do SICAV (Sindicato da Indústria Audiovisual), Silvia Rabello, a produtora Glaucia Camargos e Jorge Peregrino (presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas). O site oficial do Partido dos Trabalhadores comemorou o embate, estimulando o tom de acirramento. “O Ministro da Cultura do governo usurpador de Michel Temer, Marcelo Calero, não aguentou ser chamado de golpista pela plateia e se exaltou, dando gritos, apontando o dedo e insinuando que aqueles que protestavam contra ele e o governo ilegítimo eram ladrões”. Em resposta, o Ministério da Cultura divulgou nota sobre os acontecimentos, em que “repudia a atitude de seis manifestantes de partidos políticos, que agiram de forma agressiva e intimidatória”. Diz o texto: “A atitude no cineteatro do Museu Imperial foi um desrespeito à classe artística petropolitana, que compareceu ao evento para debater e ouvir o Ministro, e um desserviço a Petrópolis, que pela primeira vez em sua história sedia um festival de cinema. O público presente ficou estarrecido com as manifestações de intolerância de uma minoria que tentou impedir que o debate chegasse ao fim, sem levar em consideração o esforço empreendido pela produção, cineastas, patrocinadores e Prefeitura de Petrópolis” A assessoria do Festcine também se manifestou em comunicado, lamentando que a programação “tenha sido interrompida por manifestação de cunho político”. “Com o intuito de discutir as novas diretrizes do Ministério da Cultura para o setor do Cinema e do Audiovisual do pais, o debate foi prejudicado por uma minoria que não parecia disposta a participar do diálogo proposto pelo Festcine Imperial. O Festcine Imperial – Festival de Cinema de Petrópolis, realizado com recurso privado, em parceria e apoio da população Petropolitana, preza pela democracia, pelo patrimônio cultural brasileiro e pelo debate em favor da cultura do Brasil. Aos debatedores convidados, ao Ministro da Cultura Marcelo Calero e a todos que buscam o diálogo, agradecemos a presença e a compreensão com o ocorrido.”
Jon Polito (1950 – 2016)
Morreu o ator Jon Polito, que se destacou em diversos filmes dos irmãos Coen e estrelou a premiada série “Homicide”. Ele linha 65 anos e seu falecimento aconteceu na sexta-feira (2/9), em decorrência de um câncer diagnosticado em 2010. Nascido na Filadélfia, em 29 de dezembro de 1950, Polito começou a carreira na Broadway e só começou a aparecer nas telas aos 31 anos de idade, numa galeria de mais de uma centena de papéis memoráveis, ainda que pequenos, a maioria das vezes explorando sua ascendência italiana para viver personagens mafiosos, sempre com um toque extravagante e bem-humorado. Não por acaso, estreou como mafioso em “Guerra Entre Gangsters” (1981), minissérie que também virou filme, como direção de Richard C. Sarafian. Ainda dos anos 1980, foi o poderoso chefão da série “Crime Story” e participou até de “O Homem da Máfia”. O início de sua extensa colaboração com os Coen também foi num filme de gângsteres, “Ajuste Final” (1990). Mas Joel e Ethan Coen encontraram outros papéis para o ator em suas parcerias seguintes, que incluíram “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991), “Na Roda da Fortuna” (1994), “O Grande Lebowski” (1998) e “O Homem que Não Estava Lá” (2001). Ironicamente, o segundo papel mais interpretado por Polito foi o de policial. Ele começou a usar distintivo na fantasia clássica “Highlander – O Guerreiro Imortal” (1986) e acabou estrelando a premiada série policial “Homicide – Life on the Street” em 1993, como o detetive Steve Crosetti. Foi nessa produção, por sinal, que sofreu a maior injustiça e preconceito de sua carreira. Em troca da liberdade criativa, os produtores cederam à pressão da rede CBS para dispensar o ator menos fotogênico do elenco, levando Polito a ser demitido na 3ª temporada. Seu personagem, porém, foi resgatado para o telefilme que encerrou a série, “Homicide: The Movie”, em 2000. Ele também foi juiz em duas séries, “Raising the Bar” (2008) e “Murder in the First” (2014). E quando não esteve às voltas com lei, seja para quebrá-la ou reforçá-la, apareceu em dezenas de atrações que marcaram o humor televisivo americano, de “Seinfeld” a “Modern Family”. Nos últimos anos, ainda se destacou em alguns filmes de grande orçamento, como “A Conquista da Honra” (2006), “O Gângster” (2007), “Caça aos Gângsteres” (2013) e “Grandes Olhos” (2014), nos quais trabalhou com cineastas do porte de, entre outros, Clint Eastwood, Ridley Scott e Tim Burton. Apesar da pose de machão em seus filmes, Polito era gay e viveu os últimos e mais difíceis anos de sua vida casado com o também ator Darryl Armbruster (“Dias Incríveis”).












